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  • Produção de cloroquina coloca Bolsonaro na mira da Justiça

    MP apura responsabilidade de presidente na ordem para Exército aumentar fabricação do remédio sem eficácia comprovada contra covid-19 Revista Imagem - Publicado em 03/08/2020 15:45 O medicamento defendido pelo presidente Jair Bolsonaro para combater a pandemia de covid-19, mesmo sem nenhuma comprovação científica de sua eficácia, entrou na mira da Justiça. Uma investigação foi solicitada pelo Ministério Público (MP) para apurar se houve superfaturamento na compra de insumos para fabricação dos comprimidos de cloroquina pelo Exército. Solicitado pelo subprocurador-geral do MP junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) Lucas Furtado, o pedido aguarda o parecer da secretaria do órgão para, então, ser analisado pelo plenário do tribunal. O processo apura ainda a responsabilidade direta do presidente na decisão de aumentar expressivamente a produção de cloroquina "sem que haja comprovação médica ou científica de que o medicamento seja útil para o tratamento da covid-19", afirma o documento. A compra do insumo, adquirido da Índia, sem licitação, custou seis vezes mais que o valor pago pelo Ministério da Saúde no ano passado. Finalizada no Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército, a produção do comprimido aumentou 84 vezes nos últimos meses em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o MP. "Todo estudo científico produzido relatava a ineficácia da droga contra a covid", diz Furtado à DW Brasil sobre a motivação do processo. Caso as irregularidades sejam comprovadas, Bolsonaro pode sofrer diversas sanções, como multas e pagamento pelo dano causado. O pedido de investigação argumenta que a fabricação em massa do remédio seria um desperdício de dinheiro público que deve ser devidamente apurado. "E os responsáveis (devem ser) penalizados na forma da lei, especialmente se há suspeitas de superfaturamento na aquisição de insumos", pontua o documento. O pedido do sub-procurador gerou reação entre deputados bolsonaristas. José Medeiros, do Podemos (MT), pediu que o TCU investigue a atuação de Furtado. Promovida por Bolsonaro como solução contra a doença que já matou mais de 94 mil brasileiros até início de agosto, a cloroquina foi banida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no tratamento da covid-19. Administrada desde a década de 1950 contra malária, o remédio pode provocar efeitos colaterais graves, como problemas cardíacos, e ainda aumentar o risco de morte em pacientes com o novo coronavírus. No Brasil, porém, Bolsonaro orientou o Exército a aumentar a produção do comprimido na pandemia. "Temos informação de que mais de 1,5 milhão de reais foram gastos para produção de cloroquina. O laboratório do Exército aumentou sua produção em 100 vezes desde o início da pandemia", afirma Débora Melecchi, do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Até 23 de junho, o Ministério da Saúde havia distribuído 4,4 milhões de comprimidos de cloroquina para os estados brasileiros. "A rigor, esta aquisição [do insumo supostamente superfaturado] deveria ser fiscalizada pelo órgão de controle interno das Forças Armadas. Mas sabemos que eles não vão fazer nada, uma vez que o chefe do Executivo está fazendo propaganda da cloroquina", comenta Rudnei Marques, do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), que acompanha a investigação do TCU. Questionado sobre o volume da produção do medicamento e o pedido de investigação do TCU, o Exército não respondeu às perguntas da DW Brasil. Onde a cloroquina falta Além do Exército, o laboratório público da Fiocruz produz os comprimidos, mas para uso exclusivo contra a malária, informou a entidade por e-mail. Os medicamentos à base de cloroquina e hidroxicloroquina são fabricados também por empresas farmacêuticas como Cristáila, EMS, Sanofi e Apsen. No início da pandemia, a propaganda de Bolsonaro a favor da droga provocou uma corrida às farmácias e o medicamento sumiu das prateleiras. Pacientes que precisam da cloroquina para tratar doenças crônicas como malária, lúpus e artrite reumatoide ainda encontram barreiras para comprar a substância. Uma pesquisa feita pela Biored, órgão da sociedade civil que reúne associações de pacientes, mostrou que 65% dos entrevistados tinham dificuldade para acessar o remédio antes da pandemia. Esse percentual subiu para 84% depois que o coronavírus se instalou no país. A pesquisa foi feita em junho com 699 pacientes que sofrem de artrite reumatoide e lúpus. "Esses pacientes ficam sem medicamento acima de 40, 60 dias, o que pode levá-los a atendimento hospitalar num sistema que já está sobrecarregado com casos de covid-19", afirma Melecchi. Em falta, o remédio também ficou mais caro. Um paciente que gastava mensalmente 100 reais, hoje precisa desembolsar cerca de 450 reais com farmácias de manipulação. Por recomendação do governo federal, apesar de a ciência dizer o contrário, os estoques de cloroquina são priorizados para pacientes com covid-19, conta Melecchi. É difícil saber o quanto a indústria farmacêutica lucrou no meio desta confusão. "Eles não informam quanto o faturamento aumentou, mas dados do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) mostram que o consumo de cloroquina pelos brasileiros cresceu 358% durante a pandemia", pontua Flávio Emery, presidente da Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas. Dados da Sindusfarma obtidos pela DW Brasil confirmam o salto de vendas em março. Nos meses seguintes, a saída do produto continuou em alta, em comparação com o mesmo período de 2019. Mas não são somente os pacientes de doenças crônicas que dependem da cloroquina que estão sofrendo os efeitos desta política que priorizou o fármaco sem eficácia comprovada no tratamento da covid-19. Pacientes graves que chegam aos hospitais enfrentam diversas dificuldades. Há relatos sobre a falta do chamado kit intubação, composto por 22 medicamentos. "Houve compra de novos respiradores, mas a compra dos remédios não acompanhou. Há uma morosidade muito grande do governo na compra dos kits", pontua Melecchi. "O que o governo federal distribuiu para 10 estados há poucas semanas é uma quantidade mínima, já está acabando, ou acabou". Algumas dessas compras, segundo o CNS, foram feitas via Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Assim como o presidentes dos Estados Unidos,Donald Trump, Bolsonaro tem ameaçado retirar o apoio à agência, o que significaria, junto com EUA, um corte de 65% no orçamento da Opas. Além de suprimentos contra a covid-19, a compra de outros insumos importantes para brasileiros corre risco se houver um afastamento da Opas. "O Brasil adquire medicamentos para o tratamento da Aids através da Opas. Se esses remédios não chegarem mais ao país, será um caos", lamenta Melecchi. O Ministério da Saúde também foi questionado pela DW Brasil, mas não respondeu às perguntas até a publicação desta reportagem. Por Deutsche Welle

  • Pandemia no Brasil continua a preocupar muito, alerta OMS

    A situação do Brasil é comum em países que estão registrando intensa transmissão comunitária e pressão no sistema de saúde. Revista Imagem - Publicado em 03/08/2020 15:37 A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou nesta segunda-feira (3) que a “situação no Brasil continua sendo de grande preocupação”. Ao responder pergunta em entrevista coletiva nesta sobre quais medidas o país poderia tomar para enfrentar melhor a pandemia, o diretor-executivo para emergências da OMS, Michael Ryan, afirmou que “muitos estados estão registrando alto número de casos diários, e o país tem média diária de 60 mil casos e mais de mil mortes”. Para Ryan, a situação do Brasil é comum em países que estão registrando intensa transmissão comunitária e pressão no sistema de saúde. “Suprimir a transmissão comunitária é o primeiro passo. Isso só é possível com uma parceria entre governos estaduais e as comunidades”, afirmou Ryan. “O governo precisa fazer a sua parte para detectar casos, isolá-los e rastrear contatos, criando condições para que a doença não seja transmitida facilmente. Claro que isso é fácil de falar, mas difícil de executar”, completou. Para a OMS, países como o Brasil enfrentam um “longo caminho de saída [da crise], que requer compromisso com medidas difíceis de serem implementadas”. Por fim, Ryan afirmou que “alguns países devem dar um passo atrás e analisar o modo como estão lidando com a pandemia em seu território, avaliando se estão fazendo tudo possível para suprimir o vírus e apoiar as comunidades”. O Brasil é o segundo país do mundo com mais casos do novo coronavírus (2,7 milhões) e mortes (94 mil), atrás apenas dos Estados Unidos. No domingo (2), o país contabilizou 25.800 novas infecções e 541 novos óbitos pelo vírus, de acordo com o Ministério da Saúde. Mais de 18 milhões de pessoas em todo o mundo já foram infectadas pela doença, que deixou também mais de 689 mil mortos, de acordo com o monitoramento em tempo real da Universidade Johns Hopkins. 'Bala de prata' Na mesma entrevista, o o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Gebreyesus, afirmou que, embora exista uma grande esperança em torno das vacinas em desenvolvimento contra a Covid-19, pode nunca haver uma "bala de prata" contra o coronavírus e que a volta à normalidade ainda deve demorar. "Várias vacinas estão agora na fase 3 dos testes clínicos e todos esperamos que haja uma quantidade de vacinas efetivas que possa ajudar a prevenir as pessoas da infecção", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Gebreyesus. "No entanto, não existe uma bala de prata no momento e pode nunca haver", completou, durante entrevista coletiva online na sede da entidade em Genebra. Tedros pediu que todas as nações apliquem rigorosamente medidas de saúde, como uso de máscaras, distanciamento social, lavagem das mãos e testagem em massa. “A mensagem para a população e para os governos é clara: ‘Façam tudo isso’”, completou Tedros. Ele afirmou que as máscaras de proteção deveriam se tornar um símbolo de solidariedade ao redor do mundo. Por Henrique Andrade (CNN)

  • Fachin suspende decisão de Toffoli sobre partilha de dados da PGR

    A partir de hoje, o ministro, que é relator do caso, volta a despachar normalmente os processos que tramitam em seu gabinete Revista Imagem - Publicado em 03/08/2020 15:29 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin revogou hoje (3) a decisão do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, que determinou a entrega todas as bases de dados das investigações realizadas pelas forças-tarefas da Operação Lava Jato em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Paraná à Procuradoria-Geral da República (PGR). A decisão foi tomada pelo ministro em função do término do recesso no STF. A partir de hoje, Fachin, que é relator do caso, voltou a despachar normalmente os processos que tramitam em seu gabinete. A anulação da decisão de Toffoli ocorreu por motivos processuais. Segundo o relator, a ação utilizada pela PGR para pedir que os dados fossem enviados não pode ser usada pela esse fim. O ministro também retirou o sigilo do processo. “Decisão sobre remoção de membros do Ministério Público não serve, com o devido respeito, como paradigma para chancelar, em sede de reclamação, obrigação de intercâmbio de provas intrainstitucional. Entendo não preenchidos os requisitos próprios e específicos da via eleita pela parte reclamante”, disse Fachin em trecho da decisão. O presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, havia decidido no último dia 9 de julho que as forças-tarefas da Operação Lava Jato em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Panará devem entregar à Procuradoria-Geral da República (PGR) todas as bases de dados da investigação. A decisão do ministro foi motivada por uma ação protocolada pelo vice-procurador Humberto Jacques de Medeiros, após as forças-tarefas rejeitarem um pedido da PGR para compartilhamento dos dados investigatórios que já foram colhidos. Na decisão, Toffoli afirmou que todas as unidades do Ministério Público integram uma única instituição, que é comandada pela PGR. Segundo o presidente, a procuradoria “hierarquicamente, detém competência administrativa para requisitar o intercâmbio institucional de informações". Após a decisão de Toffoli, a PGR enviou representantes para as sedes das forças-tarefas para realizar a cópia dos dados. Da Redação com informações da Agência Brasil e CNN

  • Receita lança atendimento sobre CPF pelo Telegram

    Novo canal usa tecnologia conhecida como chatbot, que realiza o atendimento virtual e simula uma conversação por meio de chat Revista Imagem - Publicado em 03/08/2020 15:22 A Receita Federal inaugura hoje (3) atendimento de serviços relacionados ao Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) pelo Telegram. Esse novo canal de atendimento utiliza tecnologia conhecida como chatbot, que realiza o atendimento virtual e simula uma conversação por meio de chat. Segundo a Receita, a iniciativa busca dar maior agilidade no atendimento ao cidadão e contribui para evitar que as pessoas se desloquem para alguma unidade de atendimento presencial, preservando a saúde dos servidores e cidadãos, evitando a aglomeração e a propagação do novo coronavírus. Para solicitar o serviço, o contribuinte deverá acessar o canal ReceitaFederalOficial, interagir com a ferramenta, enviando as informações e documentos exigidos para que a Receita Federal faça a análise do pedido e conclua o atendimento. Estão disponíveis no novo canal serviços como: - Atualização/alteração de dados e Regularização de CPF; - Segunda via de CPF; - Informação do número do CPF; - Consulta à situação cadastral; e - Consulta ausência de DIRPF - Declaração do Imposto de Renda Pessoas Físicas (exercício omisso). Por Kelly Oliveira

  • Postos de combustíveis já podem vender gasolina com novo padrão

    ANP fixou o prazo de 60 dias para distribuidoras e de 90 dias para revendedores se adequarem Revista Imagem - Publicado em 03/08/2020 15:13 A gasolina para carros e motos já pode ser vendida a partir de hoje (3) com o novo padrão estabelecido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a destilação, a octanagem e a massa específica do gasolina automotivo vendido no país. A mudança se deve à Resolução nº 807/2020, publicada em janeiro, que determina as novas especificações de valor mínimo de massa específica (ME), de 715,0 kg/m3, e valor mínimo de 77,0 ºC para a temperatura de destilação em 50% (T50) para a gasolina A e com a fixação de limites para a octanagem RON (Research Octane Number), que já existe nas especificações da gasolina de outros países. Segundo a especialista em regulação da ANP, Ednéa Caliman, o produto brasileiro passará a ter mais qualidade e maior eficiência energética. “Essa definição é importante. Quanto maior a massa específica do combustível em termos de hidrocarbonetos, maior é a densidade energética do combustível, ou seja, para o mesmo volume de combustível injetado no motor haverá a geração de maior quantidade de energia no momento da queima do combustível. Com isso, esperamos que proporcione maior rendimento, gerando diminuição do consumo e aumento da autonomia dos veículos”, disse. Prazos A resolução da ANP que determinou a venda obrigatória a partir desta segunda-feira foi publicada em janeiro e deu o prazo até 3 de agosto para os produtores de combustíveis se adequarem às regras. “Assim, a partir de hoje, toda a gasolina produzida no país e importada deverá atender às novas especificações”, observou a ANP. No entanto, a agência também fixou o prazo adicional de 60 dias para as distribuidoras e de 90 dias para os revendedores se adequarem. Até lá, será permitido o escoamento de possíveis produtos comercializados até ontem (2) ainda sem atender integralmente às novas características. Para a presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e de Lojas de Conveniência do Município do Rio de Janeiro (Sindcomb), Maria Aparecida Siuffo Pereira Schneider, a ANP acertou quando determinou prazos para o mercado se adequar porque a logística do setor é complexa. “A resolução foi feliz nesse sentido. Se a ANP tivesse certeza de que isso poderia ser feito dessa maneira, ou seja, dia 3 de agosto começar a funcionar, ela mesma não teria dado 60 dias de prazo para a distribuição e 90 dias para a revenda. A ANP teve a responsabilidade de fazer uma resolução prevendo este tipo de alteração no tempo necessário, para que a cadeia toda pudesse vender a gasolina na nova especificação”, observou. Ela não acredita que a nova gasolina chegará mais cara ao consumidor, ainda que possa haver uma compensação com a maior eficiência dos motores e consequente redução na quantidade de compra do produto. “Não tenho a menor expectativa com relação a isso. O mercado é livre e não sei o que vai acontecer. A cadeia vem de cima, passa pelas distribuidoras e chega nos postos que são os últimos e os de menor estoque. Em uma pandemia, todo mundo trabalha com estoque baixíssimo. A gente precisa do consumidor dentro do posto. Não vejo como uma coisa positiva para o posto, a possibilidade de aumento”, afirmou. Demanda De acordo com Maria Aparecida, no início da pandemia a demanda dos postos caiu para 30% do que costumavam ter e agora já subiu para 50%, o que não chega a ser suficiente para cobrir os custos. “Não supre as necessidades operacionais dos postos. Estamos passando uma fase muito difícil e por causa disso temos estoques baixos. Não tem como encher o posto e não vender”, disse. Fraudes Outro fator que identificado na nova gasolina, segundo ela, é a perspectiva de haver menos fraudes diante da qualidade melhor do produto. “Por ser melhor, pode inibir fraudes. Se por um lado o usuário pode consumir menos, por outro a redução de fraudes no mercado será muito boa para aquele que trabalha honestamente, não sonega e não vende produto ruim." A ANP informou que as novas especificações são resultado de estudos e pesquisas dos padrões de qualidade, considerando o acompanhamento das especificações e harmonizações internacionais. Houve ainda amplos debates com os agentes econômicos do mercado de combustíveis. Por Cristina Indio do Brasil

  • Vilhena: Pescadores encontram cadáver amarrado e com orelhas cortadas

    Em outra ocorrência um jovem foi encaminhado ao pronto socorro do Hospital Regional de Vilhena com uma faca enfiada na barriga Revista Imagem - Publicado em 03/08/2020 08:54 Pescadores encontram o corpo de um homem na área rural de Vilhena no sábado. A vítima estava com as mãos amarradas o que demonstra os requintes de crueldade do crime. De acordo com a polícia, um grupo de pescadores estavam no rio Barão do Melgaço, na linha 145 da área rural de Vilhena, quando sentiram um forte odor vindo da mata. O grupo encontrou o cadáver e acionou a PM que isolou a área para perícia. A perícia da Polícia Judiciária constatou que além das mãos amarradas, a vítima teve as orelhas cortadas. Moreno, com cerca de 1 metro e 80 centímetros de altura, a vítima não portava nenhum documento pessoal. Tentativa de homicídio Já na madrugada de domingo (2), um jovem de 18 anos foi encaminhado ao pronto socorro do Hospital Regional de Vilhena com uma faca enfiada na barriga. Segundo apurado, o rapaz estava jogando sinuca em uma loja de conveniência, no centro da cidade, quando foi ao banheiro e recebeu a facada de um rapaz com quem tinha desavenças. Ele foi encaminhado ao HR pelo irmão que estava com ele na conveniência. No HR, a vítima foi submetida a uma cirurgia de urgência. O suspeito de ter cometido a tentativa de homicídio fugiu do local em um automóvel. O caso foi registrado na Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP). Da Redação

  • Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Rondônia está disponível para consulta

    O Plano Estadual de Resíduos Sólidos estabelece uma série de melhorias, como o incentivo à indústria de reciclagem Revista Imagem - Publicado em 03/08/2020 08:20 A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) disponibiliza eletronicamente para a população o Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS) do Estado de Rondônia, importante ferramenta para o desenvolvimento das políticas públicas para a proteção da saúde, preservação ambiental e o gerenciamento adequado dos resíduos sólidos. O Plano Estadual de Resíduos Sólidos, com sua aprovação, vem ao encontro das ações que o Governo de Rondônia vem realizando, por meio da Sedam, para o desenvolvimento sustentável, cuidando do meio ambiente e dando atenção à saúde da população para as próximas gerações. Com o intuito de provocar uma gradual mudança de atitudes e hábitos da sociedade, desde a geração até a destinação final dos resíduos, o PERS contempla todo o território de Rondônia para um horizonte de vinte anos com revisões a cada quatro anos. “Também aponta caminhos, orienta investimentos, como também define diretrizes para os planos das regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregionais, bem como para os planos municipais e intermunicipais de gestão integrada e para os planos de gerenciamento dos grandes geradores de resíduos. Mais qualidade de vida e uma nova consciência e relação da população com os seus resíduos”, explica a coordenadora de Recursos Hídricos (Coreh), Daniely da Cunha Oliveira Sant’Anna. O PERS foi aprovação pelo Comitê Diretor, publicado no dia 02 de junho de 2020 no Diário Oficial, página 62. É um instrumento previsto na Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) na Lei n° 12.305/2010 e foi elaborado com o intuito de integrar, organizar e planejar ações envolvendo os 52 municípios do estado de Rondônia. A coordenadora de Recursos Hídricos, Daniely , explica o plano estabelece uma série de melhorias, como o incentivo à indústria de reciclagem, o consorciamento municipal para a gestão de resíduos sólidos urbanos, a integração de catadores de materiais recicláveis nas ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, conforme Art. 70 da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Elaboração O plano foi elaborado pela empresa vencedora da licitação, contrato n° 488/PGE/2018, que trabalhou com apoio técnico coordenadoria de Recursos Hídricos da Sedam para a integração das medidas de manejo dos resíduos sólidos, a fiscalização, educação ambiental, e capacitação técnica, que deve refletir em melhorias ao meio ambiente e à população. Na elaboração do Plano, foi realizado primeiramente um “raio-x” do Estado, avaliando a disposição irregular dos resíduos sólidos em determinadas áreas, como em um lixão onde o solo é contaminado e, consequentemente, o lençol freático, atraindo vetores, e emitindo gases com a decomposição dos resíduos. E foram realizadas, no ano passado, em vários municípios, audiências públicas para explicar o PERS à população. Por Elaine Barbosa

  • Sebrae volta a ter atendimento presencial a partir desta segunda-feira

    Por enquanto, apenas as unidades de Porto Velho e Vilhena estarão realizando atendimentos presenciais com necessidade de agendamento Revista Imagem - Publicado em 03/08/2020 08:21 O Sebrae em Rondônia, volta a atender presencialmente a partir desta segunda (3). O atendimento presencial se dá após quase quatro meses de atendimento remoto em função das medidas de distanciamento impostas pela pandemia do novo coronavírus. Neste primeiro momento, apenas as unidades de Porto Velho e Vilhena estarão realizando atendimentos presenciais e, mesmo assim, apenas através de agendamentos prévios feitos pela Central de Relacionamento (0800 570 0800), seja por chamada de voz ou pelo aplicativo de mensagens Whatsapp. Após atendimento dos protocolos de segurança estabelecidos pelas autoridades sanitárias e respeitando sempre o distanciamento mínimo de segurança, a entidade avaliou que todas as precauções para preservar a saúde de colaboradores e clientes estão presentes como totens de álcool em gel para higienização das mãos, suporte acrílico de segurança para as mesas de atendimento (que estarão com capacidades reduzidas, garantindo o distanciamento de segurança), higienização constante das dependências e a obrigatoriedade do uso de máscaras para clientes e colaboradores. Os atendimentos remotos seguem normalmente, porém ainda estão suspensos todos os eventos presenciais como palestras, cursos, seminários, consultorias e demais ações. Muitos conteúdos têm sido disponibilizados on line como cursos e palestras virtuais, com grande aceitação pelo público. Da Redação

  • Nível baixo do rio Madeira aumenta riscos à navegação em Rondônia

    Rio está com nível em 4,4 metros, pouco acima do permitido para navegação noturna de diversas embarcações Revista Imagem - Publicado em 03/08/2020 08:11 Durante o período de estiagem em Rondônia, o nível do rio Madeira diminui e se torna alvo de constante monitoramento e preocupação por parte das autoridades devido os perigos que surgem para a navegação, como bancos de areia e pedrais. O rio iniciou o mês de agosto medindo 4,4 metros, pouco acima do permitido para navegação noturna de diversas embarcações, segundo explica o capitão da Marinha Rodolfo Aurélio. "Quando esse nível do rio chegar a menos de 4 metros será emitida uma portaria proibindo a navegação noturna para comboios e para embarcações com caiado superior a 2,3 metros. Caiado é a distância entre o fundo da embarcação e a linha d'água", diz. Com o nível baixo, o perigo aumenta, e por isso a Marinha está realização orientações aos navegantes para evitar acidentes. "Estamos orientando a todas as embarcações, não só de passageiros, que é preciso atenção total a navegação nesse período, quando surgem vários perigos à navegação como bancos de areia e pedrais", afirma o capitão. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Porto Velho, Edmilson Machado, o trabalho de drenagem no rio, que geralmente é feito no mês de setembro, já teve início este ano. "A dragagem está sendo feita na comunidade de Curicacas há cerca de 20 dias. Começou praticamente com um mês de antecedência. O rio está bem baixo, está bem seco", ressalta Edmilson. Por Fábio Diniz (RA)

  • Adolescente de 15 anos é presa transportando 5 kg de maconha

    Infratora afirmou à polícia que transporte era espécie de “batizado” para ser aceita em facção criminosa Revista Imagem - Publicado em 03/08/2020 07:28 Uma ação conjunta entre integrantes da Polícia Rodoviária Federal e das Polícias Militar e Civil do estado de Rondônia, lotados no interior e na capital, resultou na apreensão de 5 quilos de maconha, transportados na bagagem de uma adolescente de 15 anos. O carregamento seria entregue em Porto Velho. Equipes táticas da PRF e PM em Porto Velho, realizaram abordagem, na BR 364, a um táxi que iniciou viagem em Ji-Paraná. Uma menor de idade, que viajava sozinha, mostrou-se bastante nervosa e, em verificação de itens pessoais, foram encontrados 08 tijolos de maconha em uma mala. A infratora disse que aceitou fazer o transporte ilícito por ser um “rito de passagem/aceitação” como integrante de uma facção criminosa. O Conselho Tutelar foi acionado e a adolescente encaminhada à Central de Flagrantes para registro dos autos. Da Redação com informações da PRF

  • PRF apreende 56,8 kg de cocaína em Jaru, avaliada em mais de R$ 2 mi

    Droga ilícita era transportada na lataria de uma caminhonete. Canil da PM de Ariquemes auxiliou a ocorrência Revista Imagem - Publicado em 03/08/2020 07:28 A Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou na sexta-feira (31), um carregamento de cloridrato de cocaína, escondido em uma caminhonete que era transportada em um caminhão cegonha. Em atividade de policiamento ostensivo, uma guarnição especializada desconfiou de marcas de adulteração em uma caminhonete, transportada com outros veículos em uma cegonha que seguia para fora do estado de Rondônia. No automóvel, foram encontrados 56.8 kg de cocaína e 1.4 kg de maconha. Em auxílio à ocorrência, foi solicitado apoio do Canil da Polícia Militar em Ariquemes, que inspecionou todos os veículos que eram transportados no mesmo lote, porém, nada foi encontrado. Segundo estimativas do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, essa quantidade de drogas poderia render mais de R$ 2.250.000,00 (dois milhões duzentos e cinquenta mil Reais) aos criminosos. Da Redação com informações da PRF

  • Brasil registra 541 óbitos nas últimas 24 horas e soma mais de 94 mil mortes

    País ainda registrou oficialmente mais 25.800 casos, elevando o total para 2.733.677 Revista Imagem - Publicado em 02/08/2020 20:28 Números do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgados neste domingo (02/08) apontam que mais 541 mortes por covid-19 foram notificadas no Brasil nas últimas 24 horas. Com isso, o total de óbitos pela doença oficialmente identificados chegou a 94.104, segundo atualização publicada às 18h (horário de Brasília). O Brasil ainda registrou oficialmente mais 25.800 casos, elevando o total para 2.733.677. Diversas autoridades e instituições de saúde em todo o país, no entanto, alertaram que os números reais da doença devem ser maiores em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação. O Conass não informou o número de curados no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde divulgados no sábado, 1.865.729 já se recuperaram. O Brasil é o segundo país do mundo com maior número de casos de covid-19 oficialmente notificados. Só está atrás dos Estados Unidos, que na quinta-feira cruzaram a marca de 4 milhões de casos. Já a taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes chegou a 44,8. Em número total de óbitos, o país ocupa a segunda posição no mundo – novamente atrás dos EUA, que acumulam mais de 154 mil mortes. Já no cálculo levando em conta a população, o Brasil aparece em 12° – bem à frente de países vizinhos, como a Argentina (8,08) e o Uruguai (1,02). No último mês, o Brasil ultrapassou a Holanda e a Irlanda em número de mortes por 100 mil habitantes. Nações europeias duramente atingidas pela doença, como o Reino Unido (69,60) e a Bélgica (86,19), ainda aparecem bem à frente, mas esses países começaram a registrar seus primeiros casos entre três e quatros semanas antes do Brasil, e o número de óbitos diários está caindo – no caso britânico, está na casa das dezenas, já a Bélgica tem registrado vários dias seguidos sem mortes. Os dois países também registrado apenas algumas centenas de novos casos da doença por dia. O Brasil já está há dois meses e meio sem um ministro da Saúde. O posto vem sendo ocupado interinamente desde 15 de maio pelo general Eduardo Pazuello, que não tinha experiência na área e indicou militares para quase todos os postos-chave do ministério. Na sua gestão, as mortes e novas notificações de casos dispararam no país. Foram quase 80 mil novos óbitos registrados desde que a pasta passou a ser gerida por Pazuello e outras dezenas de militares. Na prática, o ministério, sob os militares, vem referendando sem questionamentos as diretrizes do presidente Jair Bolsonaro, que é contra medidas amplas de isolamento social e que promove a cloroquina como uma “cura” contra a covid-19, mesmo sem embasamento científico. Sob a intervenção pessoal de Bolsonaro e do Exército, o ministério também tentou esconder os números da pandemia no início de junho, mas voltou atrás após ordem do Supremo Tribunal Federal. Segundo a Universidade Johns Hopkins, 679 mil pessoas já morreram de covid-19 no mundo. O número de casos identificados chega a 17,8 milhões em todo o planeta. Por Deutsche Welle

  • Curva não cai: Vilhena registra mais 52 casos de covid-19

    Em 119 dias, Vilhena registra um total de 1.497 casos de pessoas contaminadas pelo coronavírus; 21 vilhenenses morreram pela covid-19 Revista Imagem - Publicado em 02/08/2020 20:19 Vilhena registrou 52 novos casos de covid-19 neste domingo (2), 51 por RT-PCR e um por teste rápido, de acordo com o boletim municipal sobre o coronavírus. Foram 50 casos a mais que o registrado no dia anterior. Com os casos de hoje Vilhena chega a um total de 1.497 casos registrados de pessoas contaminadas pelo coronavírus, desde o primeiro caso descoberto há 119 dias (5 de abril). O município é o quarto do estado em número de casos confirmados da doença. Já o número de mortes por covid-19 em Vilhena é de 26 óbitos, sendo 21 mortes de vilhenenses e 5 óbitos de moradores de outras cidades. O município ainda investiga 131 casos suspeitos de contaminação. Entre os contaminados, 439 casos ainda estão ativos, já 1.037 casos são considerados recuperados em Vilhena. A Central de Atendimento da Covid-19 tem 12 pacientes internados, sendo 5 na UTI - o mesmo número de ontem. A taxa de ocupação de leitos de UTI da Central da Covid-19 é de 50%. Por José Antonio Sant'Ana

  • Mais uma morte por covid-19 é registrada em Vilhena; paciente tinha 87 anos

    Número de mortes por covid-19 em Vilhena subiu para 26, sendo 21 óbitos de vilhenenses e 5 óbitos de moradores de outras cidades Revista Imagem - Publicado em 01/08/2020 20:47 Vilhena registrou 1 morte por covid-19 e mais 2 novos casos neste sábado (1), de acordo com o boletim municipal sobre o coronavírus. O óbito registrado hoje é de uma paciente de 87 anos, do sexo feminino, moradora do residencial Florença. O número de mortes por covid-19 em Vilhena subiu para 26, sendo 21 óbitos de vilhenenses e 5 óbitos de moradores de outras cidades. Com os 2 casos de hoje, Vilhena chega a um total de 1.445 casos registrados de pessoas contaminadas pelo coronavírus, desde o primeiro caso registrado no município há 118 dias (5 de abril). O município é quarto do estado em número de casos confirmados da doença. A Secretaria Municipal de Saúde investiga ainda 198 casos suspeitos. Segundo o boletim o município tem 387 casos ativos e 1.037 já recuperados. A Central de Atendimento da Covid-19 tem 14 pacientes internados, sendo 4 na UTI - um a menos que ontem. A taxa de ocupação de leitos de UTI da Central da Covid-19 é de 40%. Por José Antonio Sant'Ana

  • Julho foi mês mais fatal da pandemia de covid-19 no Brasil

    Com quase 33 mil vítimas, julho foi o pior mês desde as primeiras infecções com o coronavírus no país. Revista Imagem - Publicado em 01/08/2020 20:56 O Brasil registrou neste sábado (01) 45.392 novos casos de covid-19 em 24 horas, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Assim o país totaliza 2.707.877 contágios e 93.563 óbitos (acréscimo de 1.088 em relação à véspera). O Ministério da Saúde registra que, do total de casos, 1.865.729 se recuperaram e 748.585 estão em acompanhamento. Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais no Brasil devem ser maiores, em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação. A taxa de letalidade atual é de 3,5%, e a mortalidade, 44,5 por cada 100 mil habitantes. Julho foi o mês mais fatal no país desde o início da pandemia, com 32.912 óbitos confirmados por covid-19, segundo dados apurados junto às secretarias de Saúde estaduais. São Paulo permanece sendo o estado brasileiro mais atingido pela pandemia, com 552.318 casos (mais de 10 mil em 24 horas) e 23.236 mortes. O número de infectados no território paulista supera os registrados em quase todos os países, sendo menor apenas do que os da Rússia (844 mil), Índia (1,7 milhão) e Estados Unidos (4,6 milhões). Até 10 de julho, a equipe do Instituto Butantan oferece testagem gratuita de covid-19 no estacionamento do shopping SP Market, na Avenida das Nações Unidas, na capital paulista. O atendimento é feito por ordem de chegada, sem precisar sair do veículo, das 8h00 às 17h00. O resultado sai após 72 horas. Até 200 indivíduos podem realizar o exame por dia, mas a partir de quarta-feira essa capacidade será dobrada. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde, e a farmacêutica britânica-sueca AstraZeneca assinaram na sexta-feira um termo-base para o acordo de transferência de tecnologia entre os laboratórios e a produção de 100 milhões de doses de vacina contra a covid-19, caso seja comprovada a sua eficácia e segurança. O medicamento desenvolvido pela empresa sediada em Cambridge, em conjunto com a Universidade de Oxford, já está em fase de testes clínicos no Brasil e outros países. Segundo o website da Universidade Johns Hopkins, o total de casos no mundo de aproxima de 18 milhões, com mais de 681 mil mortes. Por Deutsche Welle

  • OPINIÃO| A democracia e a pandemia

    Revista Imagem | 01/08/2020 08:05 | Por Gaudêncio Torquato* O planeta está assustado com a pandemia do Covid-19. Países grandes e pequenos, pobres e ricos, estendem os olhos aos laboratórios científicos na ânsia de receber respostas de vacinas que entram na fase 3 do teste. Mas, na paisagem das Nações, uma questão se impõe: que ajustes poderão ser feitos após a crise sanitária nos sistemas democráticos? Haverá evolução ou as regras continuarão as mesmas? O tema merece reflexão. Comecemos com uma introdução histórica. A democracia de Aristóteles tem mudado de feição. O filósofo concebia a política como a responsabilidade do cidadão em relação à polis. Os habitantes submetiam-se a uma missão, não entendiam a política como profissão. Na Ágora, praça central de Atenas, a democracia nascia sob o clamor das demandas populares. Plantava-se a árvore da democracia direta. Ao correr dos tempos, o Estado substituiu o absolutismo dos monarcas pelo espaço da República. O poder imperial cedeu lugar ao poder popular. Um poder arraigado no Estado moderno pelo ideário da Revolução Francesa, cujo escopo abrigava o governo representativo, as liberdades, os direitos e os deveres dos cidadãos nos campos da expressão, produção e comércio. O conceito firmou-se com o axioma de Abraham Lincoln: “a democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo”. Mas ciclos de crise se sucediam abalando os fundamentos democráticos, inclusive em Nações avançadas, corroendo as frentes da representação. Os três Poderes, arquitetados pelo barão de Montesquieu como forma de se obter harmonia e independência entre eles, passaram a vivenciar tensões. Certa interpretação de tarefas começou a azedar as relações entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Desvios se acentuavam, a ponto de o chamado presidencialismo de coalizão ser frequentemente acusado de presidencialismo de cunho imperial, como é o nosso caso, em razão de o Poder Executivo usar o “poder da caneta” para negociar a governabilidade. Sob outro prisma, os conjuntos representativos desviaram-se de seus papéis, a ponto de Norberto Bobbio ter dado forte puxão de orelhas ao acentuar que a democracia não tem cumprido suas promessas, entre as quais a educação para a cidadania, a transparência, o acesso de todos à justiça e o combate ao poder invisível. Dito isto, ingressemos na atualidade. Os problemas emergem em escala geométrica, corroendo as áreas da saúde (veja-se atual pandemia que devasta Nações), da educação, da mobilidade urbana, da segurança pública, da habitação, do saneamento básico, entre outras. No campo da sustentabilidade ambiental, a irresponsabilidade campeia, rasgando a terra, queimando florestas, destruindo riquezas naturais. Países perdem o bonde da história ao não acompanhar os avanços civilizatórios. Conflitos étnicos e religiosos explodem em todos os quadrantes. O comércio e o poder competitivo das potências intensificam querelas, como este entre a China e os EUA, uma espécie de segunda guerra fria. Até consulados são fechados. Esse é o panorama que acolhe a pandemia do Covid-19. O que acontecerá na textura democrática após a crise? A resposta tem a ver com o estado d’alma sociedade mundial. Já vem de algum tempo um sentimento de contrariedade dos cidadãos em relação aos políticos. Tal contrariedade abriga rancores, ódio, indignação, a denotar desprezo pelos governantes. O sentimento tem se propagado nos últimos anos, como se observa nos conflitos que cercaram a primavera árabe, em 2010, abrangendo Tunísia, com a derrubada do ditador, e se estendendo pela Líbia, Egito, Argélia, Iêmen, Marrocos, Bahrein, Síria, Jordânia e Omã. Em finais de 2011, um movimento chamado Occupy London, ao lado da catedral St Paul, chamava a atenção por reunir uma multidão numa das capitais mais democráticas do mundo. Pouco tempo depois, em 2012, foi a vez de Washington ver instalado o Occupy Wall Street, que pedia mudanças no sistema financeiro. Culpavam-se os governantes por problemas, como poluição, tratamento cruel contra animais, desigualdade social. No Brasil, tivemos as grandes manifestações de junho de 2013, empuxo do impeachment da presidente Dilma. O fato é que, de uns anos para cá, a sociedade passou a ter participação mais ativa na política. Nos horizontes, vislumbra-se um poder centrípeto – das margens para o centro – revigorando as estacas da democracia participativa. Esta é, portanto, uma tendência a ganhar força nos tempos pós-pandemia. Novos polos de poder se multiplicam aqui e alhures, usando estruturas de entidades intermediárias, como associações, sindicatos, federações, núcleos, setores, movimentos. Infere-se, assim, que o poder político tende a ser mais descentralizado, fortalecendo a ideia de um sistema compartilhado com o povo. Já a nossa democracia atravessa gargalos: a pobreza educacional das massas; a perversa disparidade de renda entre classes; o sistema político resistente às mudanças; um governo ortodoxo e a manutenção de mazelas históricas. *Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

  • Aplicativo Anatel Comparador facilita escolhas do consumidor

    APP busca e compara ofertas de telefonia fixa e celular, banda larga fixa e TV por assinatura disponíveis em sua região Revista Imagem - Publicado em 01/08/2020 08:20 A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) lançou no final de julho o aplicativo Anatel Comparador. Em versões para Android e iOS, que já podem ser instaladas, o app é gratuito e oferece ao consumidor informações para busca e comparação das ofertas de telefonia fixa e celular, banda larga fixa e TV por assinatura disponíveis em sua região. No lançamento virtual do aplicativo, o presidente da Anatel, Leonardo de Morais, afirmou que uma das principais diretrizes da Anatel é a do empoderamento dos consumidores. “A ferramenta que lançamos hoje tem como base o fortalecimento da qualidade dos serviços e de escolha dos usuários, por meio do acompanhamento das ofertas”, disse Morais. “Transparência é fundamental na relação de consumo e proporciona credibilidade ao mercado”, completou o presidente da Agência. Como funciona O aplicativo desenvolvido pela Anatel apresenta ao consumidor, em sua região, a possibilidade de buscar ofertas de telefonia fixa e celular, de banda larga fixa e de TV por assinatura. Ele é um instrumento para uma escolha de consumo consciente, em que o consumidor pode avaliar a oferta de serviço e a operadora que melhor atende suas necessidades. Além disso, o app permite avaliar a oferta dos serviços por diferentes padrões de pesquisa, como preço, franquia, aplicativos incluídos na oferta, tecnologia, canais (para a TV por assinatura), entre outros. As informações serão fornecidas e atualizadas pelas prestadoras dos serviços. Na tela inicial do app, o consumidor tem a possibilidade de escolher um dos quatro serviços de telecomunicações disponíveis para busca. De acordo com os filtros aplicados, ele terá à sua disposição uma lista de informações com as ofertas. A partir daí, poderá selecionar até três opções para comparação. O aplicativo exibe as ofertas lado a lado, possibilitando ao usuário uma visão mais completa das facilidades apresentadas. Além disso, o usuário poderá acessar diretamente pelo aplicativo o regulamento e o site da prestadora responsável por aquela oferta. Recursos inéditos O projeto do Anatel Comparador foi a primeira iniciativa da Anatel com recursos do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD). O FDD foi criado pela Lei 7.347/1985 e é um fundo de natureza contábil, vinculado ao Ministério da Justiça e administrado por meio do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (CFDD). Entre as obrigações previstas nos regulamentos da Agência, há a de ressarcir os usuários afetados por cobranças indevidas e interrupções dos serviços de telecomunicações. Geralmente, o ressarcimento aos clientes ocorre de forma automática, mas há casos em que não é possível identificá-los. Nessas situações, a solução regulatória que atende o interesse público é o depósito dos valores no FDD, que tem por finalidade a reparação dos danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico, paisagístico, por infração à ordem econômica e a outros interesses difusos e coletivos. Da Redação

  • HPV: saiba mais sobre esta Infecção Sexualmente Transmissível

    A melhor forma de prevenção é a imunização por meio da vacinação Revista Imagem - Publicado em 01/08/2020 08:10 Imagine um vírus tão comum, mas tão comum que quase todos os homens e mulheres serão infectados por um ou mais de seus inúmeros tipos. Assim é o papilomavírus humano (HPV), que é um vírus que infecta pele ou mucosas (oral, genital ou anal), tanto de homens quanto de mulheres, provocando verrugas anogenitais (região genital e no ânus), lesões pré-câncer e câncer, a depender do tipo de vírus¹. Estima-se que cerca de 80% das mulheres sexualmente ativas irão adquiri-la ao longo de suas vidas. Para entender mais sobre esta Infecção Sexualmente Transmissível, o médico ginecologista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Valentino Magno, esclareceu as principais dúvidas acerca do tema, bem como os sintomas, como é feito o diagnóstico, os tratamentos disponíveis e as melhores práticas de prevenção que estão disponíveis a população. O que é o HPV Sigla em inglês para Papilomavírus Humano (Human Papiloma Virus - HPV). Os HPV são vírus capazes de infectar a pele ou as mucosas. Existem mais de 150 tipos diferentes de HPV, dos quais cerca de 40 podem infectar o trato genital. Destes, aos menos 12 são de alto risco e podem provocar câncer (oncogênicos) e outros podem causar verrugas genitais. "O HPV é transmitido através da relação sexual, seja ela uma relação vaginal, anal ou oral. Esse é um tipo de infecção que pode ser silenciosa, ou progredir de forma lenta, tendo os sintomas descobertos apenas quando já está em um estágio mais avançado do que gostaríamos, por isso a importância dos exames de acompanhamento com o médico", afirma o ginecologista. Os sintomas Na maioria dos casos, o HPV desaparece por si próprio e não causa problemas de saúde. Mas quando o vírus não desaparece, pode causar problemas de saúde como verrugas genitais e até mesmo câncer. Verrugas genitais geralmente aparecem como uma pequena protuberância ou grupo de protuberâncias na área genital. Elas podem ser pequenas ou grandes, elevadas ou planas. Porém, o HPV também pode causar o câncer cervical e outras lesões, incluindo as de vulva, vagina, pênis ou ânus. Também pode causar câncer no fundo da garganta, incluindo a base da língua e as amígdalas (chamadas de câncer de orofaringe). Não há como saber quais pessoas com HPV desenvolverão câncer ou outros problemas de saúde, por isso a importância de rastrear com exames médicos a população. "Qualquer pessoa sexualmente ativa pode contrair o HPV, mesmo que tenha feito sexo com apenas uma pessoa. HPV não está necessariamente está associado com promiscuidade e nem com traição. Sem contar que o paciente também pode desenvolver sintomas anos depois do contágio. Isso dificulta saber quando o paciente foi infectado. Por isso, é importante sempre fazer uma avaliação semestral ou anual com o ginecologista ou urologista, no caso dos homens, de sua confiança.", ressalta Valentino. O diagnóstico O diagnóstico do HPV é atualmente realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais, dependendo do tipo de lesão, se clínica ou subclínica¹. • Lesões clínicas: podem ser diagnosticadas, por meio do exame clínico urológico (pênis), ginecológico (vulva/vagina/colo uterino) e dermatológico (pele). • Lesões subclínicas: podem ser diagnosticadas por exames laboratoriais, como: o exame preventivo Papanicola ou (citopatologia), colposcopia, peniscopia e anuscopia, e também por meio de biopsias e histopatologia para distinguir as lesões benignas das malignas. Em alguns casos, também podemos utilizar a testagem genética do HPV. Os tratamentos Não há tratamento para o próprio vírus. No entanto, existem recursos terapêuticos para os problemas de saúde que o HPV pode causar: • As verrugas genitais podem ser tratadas diretamente pelo seu médico no consultório ou com medicamentos prescritos. Se não tratada, as verrugas genitais podem desaparecer, permanecer iguais ou crescer em tamanho ou número. • O pré-câncer cervical pode ser tratado. As mulheres que fazem exames de rotina e fazem o acompanhamento conforme necessário podem identificar problemas antes que o câncer se desenvolva. A prevenção é sempre melhor que o tratamento. • Outros cânceres relacionados ao HPV também são mais tratáveis ​​quando diagnosticados e tratados precocemente. A prevenção O ginecologista reforça que o uso de preservativos ajuda, mas não garante proteção total contra o HPV, uma vez que o vírus permanece na pele e está presente em toda a região genital. "O ideal é que os homens e mulheres usem a camisinha em todas as relações sexuais e também façam seus exames preventivos. E para completar o tripé de prevenção ainda temos a vacinação contra doenças e cânceres relacionados ao HPV", afirma o especialista. Quem deve tomar a vacina contra HPV: A vacina é distribuída gratuitamente pelo SUS para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Pessoas que vivem com HIV e pacientes transplantados na faixa etária de 9 a 26 anos também tem a vacinação gratuita no posto de saúde. Estimativas apontam que a probabilidade de infecção em algum momento da vida é de 91,3% para homens e 84,6% para mulheres. Mais de 80% das pessoas de ambos os sexos contraem o vírus antes dos 45 anos. Por isso, adultos que ainda não foram vacinados podem decidir receber a vacina contra o HPV após conversar com seu médico sobre o risco de novas infecções por HPV e os benefícios da vacinação. Paloma Parga Costoya

  • ESPECIAL: Lobo-guará, ameaçado na natureza e homenageado no dinheiro

    Símbolo do cerrado, o maior canídeo silvestre da América do Sul ganhou destaque após a divulgação de que estará estampado na nota de R$ 200 Revista Imagem - Reportagem Especial - Publicado em 01/08/2020 08:00 Tornar-se o símbolo da cédula mais valiosa no Brasil contrasta com a realidade do lobo-guará. O animal que estampará a nota de R$ 200 tem passado por uma fase de pouca valorização: perdeu parte de sua população nas últimas décadas, tem sido alvo constante de produtores rurais e viu o seu território ser tomado pelo agronegócio. O maior canídeo silvestre da América do Sul vive em risco constante. Um dos principais símbolos do Cerrado, o lobo-guará foi duramente afetado pela constante expansão do agronegócio no bioma. Classificado pelo Ministério do Meio Ambiente como uma espécie vulnerável, em uma lista de animais ameaçados de extinção, o lobo-guará é considerado inimigo por muitos proprietários de áreas rurais. Com frequência, o animal é morto a tiros. Outro risco está nas rodovias; há diversos registros de canídeos que morreram atropelados. Há mais de duas décadas, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês) classifica o lobo-guará como uma espécie "quase ameaçada". Especialistas apontam que, diante dos frequentes problemas causados por intervenção humana, a população de lobos-guarás no Brasil reduziu cerca de um terço nas últimas duas décadas. A estimativa atual, segundo estudiosos, é de que haja cerca de 24 mil animais no Brasil, que correspondem a cerca de 80% da população mundial — eles também estão em países como Argentina, Uruguai, Bolívia e Peru. Para os estudiosos, é importante que as pessoas e produtores rurais se atentem com urgência à necessidade de preservar os lobos-guarás. Caso contrário, acreditam que futuramente o animal pode figurar entre aqueles que correm risco de extinção. Uma das esperanças de especialistas é que a imagem do lobo-guará na cédula de R$ 200 traga mais destaque à espécie para que as pessoas se atentem às dificuldades vividas por esses animais. De acordo com o Banco Central, o lobo-guará foi escolhido para ilustrar a nota com base em uma pesquisa feita em 2001 para escolha de animais para novas cédulas. Os dois mais votados, tartaruga-marinha e mico-leão-dourado, foram utilizados, respectivamente, nas cédulas de R$ 2 e de R$ 20. O terceiro foi o lobo-guará. Esta será a primeira vez, em 18 anos, que o real ganhará uma nota de novo valor. Ela se juntará aos seis valores de cédulas hoje em circulação: R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100. O lobo-guará já havia aparecido em uma moeda brasileira no passado. Entre dezembro de 1993 e setembro de 1994, ele estampou a moeda de 100 cruzeiros reais. Perda de habitat Estudos apontam que cerca de 60% dos lobos-guarás no Brasil estão concentrados no Cerrado. Eles também estão presentes em áreas desmatadas da Mata Atlântica, além do Pantanal e os Pampas (em parte do RS). No bioma em que há maior presença dos lobos-guarás é também onde existe maior expansão do agronegócio brasileiro. O desmatamento no Cerrado traz mudanças intensas aos lobos-guarás. "As áreas em que eles vivem foram tomadas por setores da economia, como a agricultura. Isso descaracteriza o bioma. Essas regiões se tornam mares de pasto, cana ou soja", relata o biólogo Rogério Cunha de Paula, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Há mais de 20 anos, o especialista estuda os lobos-guarás. O desmatamento no Cerrado traz mudanças intensas aos lobos-guarás A alimentação dessa espécie é caracterizada por diversidade de alimentos. Os lobos-guarás comem de insetos, lagartos, aves e roedores a diversas frutas. "Essa falta de diversidade causada pela agricultura é muito prejudicial a esses animais, porque eles buscam variedade de alimentos", afirma o especialista. "Toda essa mudança no habitat eleva o padrão de estresse dos lobos-guarás e os estudos mostram que o hormônio deles, que responde ao estresse, atinge taxas altas em áreas degradadas. Isso interfere na reprodução da espécie e eles se tornam mais sensíveis a doenças", acrescenta Rogério. Apesar do avanço do agronegócio no Cerrado, os lobos-guarás permanecem nessas regiões. Um dos fatores é a capacidade de resiliência que possuem. Assim, os pequenos trechos ainda existentes do bioma se tornam fundamentais para que eles continuem nos locais tomados pelo agronegócio. "Por meio de um satélite, analisamos que há muitos desses animais em áreas de pastagem ou usadas para a agricultura. Eles continuam ali porque ainda há um pouco de áreas naturais, que eles precisam para sobreviver", explica o biólogo Ricardo Boulhosa, presidente Instituto Pró-Carnívoros, que atua na preservação de mamíferos carnívoros. "O lobo-guará está intimamente ligado ao Cerrado, apesar de aparecer também em outros biomas. Essa transformação muito rápida desses lugares, com o agronegócio, causa uma descaracterização das áreas naturais. Isso acontece também em outras regiões em que os lobos estão, como os Pampas. É um grande problema para esses animais", acrescenta o biólogo. Perigo nas estradas Em meio ao avanço do agronegócio, diversas estradas são abertas. E assim, aumentam os riscos para os lobos-guarás. "No Brasil, não há um estudo sobre a fauna da região antes de uma estrada ser construída", critica Boulhosa. Pesquisas apontaram que o lobo-guará sofre frequentemente com atropelamentos em estradas. "O Cerrado é cortado por muitas estradas. No nosso monitoramento, percebemos que esses animais cruzam essas vias com muita frequência. Nas construções de estradas, não há planejamento que avalia o melhor para a fauna silvestre da região. Apenas avaliam o que é mais barato, que é uma linha reta, e não interessa se estão deixando a mata de um lado e o lago do outro", diz Boulhosa. "O animal, principalmente no período seco, vai cruzar a estrada para chegar até a água. Em outros países, principalmente na Europa, há uma maior preocupação em relação a isso", completa o biólogo. Os pesquisadores analisam propostas para mitigar os danos causados aos lobos-guarás em estradas. Uma das alternativas cogitadas é a implantação de redutores de velocidade nos locais em que há mais casos de atropelamentos. Outra opção é criar passagens subterrâneas nos pontos com mais casos de atropelamentos e incentivar os canídeos a atravessar por essas áreas, sem passar diante dos automóveis. Conflito com produtores rurais Em muitos casos, os produtores rurais representam perigo direto para os lobos-guarás. "Muitos produtores matam os lobos-guarás como forma de prevenção ou retaliação, por causa de ataques a galinhas ou outras aves deles. Em algumas regiões, esse conflito é muito grande. Em Minas Gerais, por exemplo, matavam os lobos para prevenir as mortes de galinhas", relata Boulhosa. O presidente do Instituto Pró-Carnívoros relata que nos locais em que há constantes ataques de lobos-guarás a criações de propriedades, os produtores rurais são extremamente agressivos em relação ao canídeo. "Os lobos são bichos oportunistas, sabem criar formas para atacar. Por isso, é importante que o produtor crie um sistema em que recolhe as aves em alguns momentos. É preciso haver essa consciência, porque os lobos-guarás vão atacar se uma galinha estiver por perto. É uma característica deles", acrescenta Boulhosa. Para Rogério, a situação melhora quando os produtores aprendem a conviver com os lobos-guarás e entendem que é possível proteger as aves dos canídeos, como, por exemplo, criando locais mais seguros para a permanência das galinhas. "O lobo é um bicho facilmente abatido. Mas os produtores precisam entender que ele pode ser importante aliado", diz o biólogo do ICMBio. "Os lobos podem ajudar os produtores porque comem animais que, muitas vezes, podem explodir e virar pragas porque têm alto potencial reprodutivo, como ratos, cobras, lagartos e anfíbios. Eles operam como controladores desses animais", acrescenta Rogério. O futuro dos lobos-guarás Os biólogos afirmam que é fundamental que as pessoas entendam que os lobos-guarás precisam ser preservados. Eles citam que esses animais trazem benefícios importantes para o meio ambiente. "O lobo-guará é o semeador dos campos. Como ele se alimenta de muitas frutas e roda muito, anda cerca de 20 quilômetros por dia, ele urina e defeca em vários lugares para marcar território. Ele espalha sementes por onde passa, por isso falamos que ele é semeador de diversas árvores", diz Rogério. Segundo o biólogo, o animal não costuma trazer riscos aos humanos. "Ele só ataca se se sentir ameaçado. Caso a pessoa mantenha distância, ele logo vai se afastar", afirma Rogério. Há registros de lobos-guarás que foram vistos em áreas urbanas. Os biólogos explicam que isso ocorre porque cada vez mais as cidades se expandem e chegam a áreas próximas a locais que até então eram habitats da espécie. "Mas os lobos-guarás não costumam atacar humanos, apenas se se sentirem ameaçados. Por isso, o ideal é que a pessoa mantenha distância do animal, que ele logo se afasta, porque tem medo do humano", repete Boulhosa. "O lobo sabe que, para a sobrevivência dele, é importante ter medo do homem, porque somos predadores maiores e temos capacidade de matar em caso de conflito. Por isso, o animal se afasta naturalmente", acrescenta. Um dos principais desafios dos especialistas que defendem a preservação dos lobos-guarás é conscientizar sobre a importância desses animais. Desta forma, iniciativas como o Instituto Pró-Carnívoros e o ICMBio buscam fazer parcerias com produtores rurais e até criaram selos para identificar aqueles que estão comprometidos a preservar a espécie. Para os biólogos, a nota de R$ 200, que ainda não teve os detalhes da estampa divulgados, será uma importante aliada na conscientização sobre a importância de preservar os lobos-guarás. "Ao menos agora, logo após a divulgação da nova nota, as pessoas já estão falando sobre os lobos e muitos estão curiosos para saber mais sobre a espécie", afirma Rogério. "Acredito que muitos terão outra perspectiva sobre o lobo-guará e vão entender, de fato, quem ele é", completa. Reportagem Vinícius Lemos (BBC)

  • Vilhena registra 80 novos casos de covid-19, um a menos que o recorde

    Em 117 dias, Vilhena registra um total de 1.443 casos de pessoas contaminadas pelo coronavírus; 20 vilhenenses morreram pela covid-19 Revista Imagem - Publicado em 31/07/2020 23:20 Vilhena registrou 80 novos casos de covid-19 nesta sexta-feira (31), de acordo com o boletim municipal sobre o coronavírus. Foram 59 casos a mais que o registrado no dia anterior. É o segundo maior número registrado em 24 horas no município. Os casos desta sexta, só perdem para os da segunda-feira (27), quando foram registrados 81 casos, apenas 1 a mais que hoje. Vilhena chega a um total de 1.443 casos registrados de pessoas contaminadas pelo coronavírus, desde o primeiro caso registrado no município há 117 dias (5 de abril). O município é quarto do estado em número de casos confirmados da doença. A Secretaria Municipal de Saúde investiga ainda 36 novos casos suspeitos. Hoje, a Secretaria de Saúde recebeu o resultado positivo de um paciente de 66 anos do sexo masculino que faleceu no dia 22/07. Ele era considerado como caso suspeito. Com isso, o número de mortes por covid-19 em Vilhena subiu para 25, sendo 20 óbitos de vilhenenses e 5 óbitos de moradores de outras cidades. A Central de Atendimento da Covid-19 tem 14 pacientes internados, sendo 5 na UTI - dois a menos que ontem. A taxa de ocupação de leitos de UTI da Central da Covid-19 é de 50%. VEJA MAIS Chupinguaia: casos de covid-19 sobem 500% em uma semana Rondônia registrou 585 novos casos de covid-19 e mais 8 mortes 3 motivos que explicam por que casos de covid-19 voltaram a crescer no Brasil Novo decreto mantém suspensão de aulas presenciais até setembro Por José Antonio Sant'Ana

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