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- Operação Hórus apreendeu mais de R$ 4 milhões nas fronteiras de Rondônia
Projeto visa combater o crime organizado, e evitar a entrada de ilícitos como armas, munições, drogas e contrabandos Revista Imagem - Publicado em 16/07/2020 18:28 PORTO VELHO - O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), apreendeu mais de R$ 4 milhões nas fronteiras do Estado a partir da Operação Hórus, que faz parte do Projeto Vigia – Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras, criado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública do Governo Federal. O projeto estratégico visa combater o crime organizado, fortalecer ações integradas e de inteligência blindando o país da entrada de ilícitos como: armas, munições, drogas e contrabandos. Todos os estados fronteiriços recebem orientações diretas do governo federal através da Secretaria de Operações Integradas (Seopi). Em Rondônia, as ações realizadas na Operação Hórus são coordenadas pela Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), que está sob o comando do Secretário José Hélio Cysneiros Pachá. “Apesar da luta diária travada pelo governo do coronel Marcos Rocha contra o Covid-19, a Segurança Pública de Rondônia não parou de atuar na faixa de fronteira. Desde o início da pandemia já foram contabilizados quatro milhões, setecentos e setenta e sete mil, quinhentos e oitenta e cinco reais e sessenta e quatro centavos que os criminosos perderam somente neste período com a Operação Hórus”, enfatizou Pachá. Dados estatísticos do 1º semestre 2020 da Operação Hórus, disponibilizado pelo comandante do Batalhão de Fronteira e Divisas, Wandes Melo Maciel, apontam 47 armas apreendidas, 28 foragidos devolvidos ao sistema prisional, 15 ocorrências efetuadas de contrabando/descaminho, 24 ocorrências de crimes ambientais registrados e a recuperação de 45 veículos que foram apreendidos pela polícia nas fronteiras de Rondônia. “Desde a chegada da Operação Hórus no Estado de Rondônia, a segurança na fronteira tem sido constante. Estamos trabalhando de forma integrada: o Batalhão de Fronteira e Divisas (Bpfron) com as unidades fronteiriças, Polícia Civil, Gerência de Estratégia e Inteligência da Sesdec. Em diversas operações também tivemos apoio do Exército Brasileiro”, finalizou o comandante do Batalhão de Fronteira e Divisas. Por Revista Imagem | Texto: Léia Castro - Foto: Arquivo
- PF apura fraudes na concessão de auxílio-reclusão em Rondônia
Servidor público do INSS atuava junto com sua filha e um advogado na concessão de benefícios sem o preenchimento dos requisitos Revista Imagem - Publicado em 16/07/2020 18:22 VILHENA - A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (16), a Operação Novo Confinamento, que apura fraudes na concessão de auxílio-reclusão, entre outros benefícios previdenciários, no município de Jarú/RO. Policiais federais deram cumprimento a cinco mandados de busca e apreensão, na cidade de Jarú/RO, situada na região central do estado, todos expedidos pela Justiça Federal em Porto Velho/RO. Os locais objetos das buscas são residências dos investigados e dois escritórios, um de atendimento a demandas previdenciárias e outro de advocacia. Trata-se de segunda fase da investigação iniciada com a Operação Confinamento, e decorre da análise dos materiais apreendidos (celulares e documentos) da ação ocorrida em 05/03/2020. Foi ainda deferida a prorrogação do afastamento do servidor público das suas funções, por mais 60 dias, até conclusão da investigação, além dos 90 dias iniciais. Durante as investigações, a Polícia Federal, em conjunto com o Instituto Nacional de Seguridade Social, identificou o envolvimento de servidor público do INSS, que atuava junto com sua filha, uma colaboradora e um advogado, na concessão de benefícios sem o preenchimento dos requisitos previstos na legislação previdenciária, em troca de vantagem patrimonial ilícita. Os investigados nessa fase eram responsáveis por recrutar as pessoas que receberiam os benefícios fraudados, cujas adulterações eram efetivadas pelo servidor do INSS. O prejuízo estimado até o momento supera a casa do 2 milhões de reais. Os indiciados estão sendo ouvidos na sede da Polícia Federal e responderão pelos crimes de estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Por Revista Imagem | Da Redação com informações da PF - Foto: Arquivo
- O que mantém média de mortes tão alta no Brasil e por que ela ainda pode piorar
País tem registrado em torno de mil óbitos por dia nas últimas semanas, e a permanência da taxa em patamar tão elevado é preocupante Revista Imagem - Publicado em 16/07/2020 12:40 SÃO PAULO - A média de pessoas que morrem por causa do novo coronavírus por dia no Brasil tem se mantido relativamente estável desde o início de junho. A chamada média móvel de óbitos por covid-19 tem variado em torno de mil, segundo dados do Covid-19 Brasil, projeto que monitora a pandemia no país e reúne cientistas de diferentes universidades. Essa taxa representa a soma das mortes divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde na última semana, dividida por sete. Ela tem esse nome porque varia conforme o total de mortes dos sete dias imediatamente anteriores. A média móvel dá uma melhor noção da evolução da epidemia no Brasil do que os números divulgados a cada dia nos boletins, porque os dados diários flutuam bastante, por uma série de motivos. Há atraso nos registros de casos e mortes nos sistemas de saúde . Faltam testes ou a demanda supera a capacidade de processamento dos laboratórios. E os resultados de exames feitos nos finais de semana são divulgados só no início da semana seguinte, o que infla os indicadores destes dias. Calcular a média ajuda a contornar esses problemas e produz uma visão mais fiel do avanço do coronavírus - e esses dados não só mostram que a situação atual é grave no Brasil, mas que ela ainda pode piorar. A média móvel de mortes por covid-19 no país aumentou rapidamente entre meados de março e o fim de maio. Mas variou muito pouco desde então. O menor índice desse período foi registrado em 2 de junho: 923 óbitos. E o maior (1.057 óbitos), em 24 de junho. A média móvel de mortes por semana mais recente, de 14 de julho, ficou em 1.049 óbitos. Isso seria uma boa notícia - porque ao menos a taxa parou de crescer exponencialmente - se a média de mortes não permanecesse tão alta. "Ela estacionou em torno de mil. Isso significa que a pandemia ainda está muito agressiva, e, por isso, o total de óbitos está crescendo tanto", diz Domingos Alves, professor da Faculdade Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto e colaborador do Covid-19 Brasil . Raquel Stucchi, infectologista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, também considera esse dado preocupante. "É muito complicado nos acostumarmos com mil mortes por covid-19 todo dia. A gente começa a achar que é normal, mas isso não é normal", diz Stucchi. Pandemia está em diferentes estágios no país Dois fatores fazem a média de mortes por dia continuar alta no país como um todo. O primeiro é que a pandemia está em estágios diferentes nos Estados e no Distrito Federal. Em muitos, a média também está estável em um nível elevado. É o caso de Amapá, Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, São Paulo e Bahia. A taxa está em queda no Amazonas, Acre, Pará, Roraima e Rio de Janeiro. Mas essa redução é compensada pelo crescimento de vários outros Estados, como Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Tocantins e no Distrito Federal. Ao mesmo tempo, o surto de coronavírus pode estar dando sinais de que está arrefecendo em muitas capitais, mas está a pleno vapor fora delas. "A epidemia no Brasil não é uma grande fogueira. São várias fogueiras pequenas. As fogueiras altas que a gente via nas capitais agora deram lugar a fogueiras menores nas principais cidades do interior, que estão cercadas por uma porção de fogueirinhas", diz Alves. Da mesma forma que as tendências de diferentes regiões do país se equilibram e mantêm a média nacional de óbitos alta, o progresso nos grandes centros de vários Estados é anulado pela chegada da pandemia a (ou sua piora em) cidades menores. Isso é preocupante porque o sistema de saúde no interior tem menos recursos, diz Stucchi. Mesmo se há leitos, faltam profissionais com mais experiência e bons equipamentos, mesmo em cidades das regiões metropolitanas. "Se não tem isso disponível, aumentam as chances de um paciente morrer", afirma a infectologista. Mais casos, mais mortes A média móvel de novos casos indica que a situação ainda pode piorar. Diferentemente dos óbitos, que cresceram até maio, o aumento dos casos continuou até o início de julho e parece ter se estabilizado nas últimas duas semanas. Mas a média móvel diária continua alta: variou entre 37 mi e 38 mil nestes 15 dias. E provavelmente não deu tempo ainda para tudo isso se refletir na média de mortes. A covid-19 costuma levar de oito a dez dias para se agravar depois dos primeiros sintomas. Os casos mais críticos precisam ir para a UTI e ficam em geral internados ali entre duas a três semanas ali. Alguns não resistem. Por isso, o aumento de casos demora um pouco para se traduzir em mais mortes. E isso pode ainda ter acontecido também porque os laboratórios estão sobrecarregados e não conseguem dar conta de todos os exames de óbitos que precisam ser feitos, diz Alves. "De maneira nenhuma chegamos ao pico. Acredito que a média de mortes vai voltar a crescer nas próximas semanas e atingir patamares ainda maiores." Stucchi diz que a permanência das médias de casos e mortes em níveis tão altos é um sinal de uma "incapacidade" do sistema de saúde do país. "Não estamos conseguindo acabar com a pandemia", diz a médica. Alves concorda e acredita que a crise vai se prolongar ainda mais. "Se a gente se mantêm em patamares tão elevados e nada é feito - pelo contrário, estamos reabrindo o comércio -, a pandemia vai ser muito longeva." Por Revista Imagem | Texto: Rafael Barifouse (BBC News Brasil) - Foto: Arquivo
- Mais de 70% dos trabalhadores temem perder ocupação
A mesma proporção informa ter reduzidos os gastos mensais desde o início da pandemia de covid-19 Revista Imagem - Publicado em 16/07/2020 11:34 BRASILIA - Sete em cada dez trabalhadores formais e informais (71%) têm “algum medo” de perder a ocupação de onde tiram o sustento. A mesma proporção informa ter reduzidos os gastos mensais desde o início da pandemia de covid-19. As informações são de pesquisa de opinião realizada para a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os dados foram apurados em levantamento por telefone, realizado entre 10 e 13 de julho em todas as unidades da Federação. Na enquete anterior, feita em maio, a proporção de pessoas preocupadas com a manutenção do trabalho era de 77%, e o percentual de quem reduziu o consumo, 74%. Segundo nota da CNI, “o nível reduzido de consumo tende a ser mantido mesmo após o fim do isolamento social”. A maioria dos entrevistados considera que vai manter o atual patamar de consumo entre 15 tipos de produtos industrializados - desde itens como roupas, produtos de higiene pessoal até bebidas alcoólicas, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. “Para se ter uma ideia, os itens que mais devem ter crescimento de consumo no pós-isolamento são as roupas. Mesmo assim, apenas 21% dos entrevistados afirmaram que pretendem ampliar o consumo desses produtos”, diz a nota da confederação. A pesquisa também verificou que para 67% dos entrevistados a recuperação da economia ainda não começou - sendo que 61% calculam que ela vai demorar pelo menos um ano para ocorrer. Três de cada dez das pessoas ouvidas (31%) disseram que perderam parte ou a renda integral antes da covid-19. O levantamento ainda verificou que o medo de ser infectado pelo novo coronavírus alcança 47% das pessoas entrevistadas, seis pontos percentuais a menos do que em maio. A redução do temor não fez ceder o amplo apoio às medidas de isolamento social (84%). Conforme a CNI, “o grupo das pessoas que saem de casa apenas para ações essenciais, como fazer compras ou trabalhar, aumentou de 58% para 67% entre maio e julho.” Nesse período, houve recuo de oito pontos percentuais na proporção de pessoas que se dizem endividadas, de 53% para 45%. A maioria (62%) que se diz endividada afirma que vai conseguir quitar os compromissos em 30 dias. Um terço dos entrevistados pediu e está recebendo auxílio emergencial. Entre esses, 57% usaram o dinheiro para fazer compras e 35% aproveitaram o valor para pagar dívidas. Por Revista Imagem | Texto: Gilberto Costa - Foto: Arquivo
- Decreto federal proíbe queimadas em todo o Brasil por 120 dias
Medida pretende diminuir incêndios em florestas brasileiras, não se aplica para alguns casos Revista Imagem - Publicado em 16/07/2020 11:34 BRASILIA - O governo federal anunciou, na noite desta quarta-feira (15), que foi editado um decreto para proibir o emprego de fogo em áreas rurais por um período de 120 dias. A medida vale para todo o território nacional. Em nota distribuída à imprensa, a Secretaria-Geral da Presidência da República informou que, historicamente, a maior incidência de queimadas ocorre entre os meses de agosto e outubro. O Decreto Nº 10.424, de 15 de julho de 2020, está publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (16). "A previsão climática do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos para os meses de julho, agosto e setembro indica período de forte estiagem, motivo pelo qual tornou-se urgente a adoção da suspensão das queimadas para conter e reduzir a ocorrência de incêndios nas florestas brasileiras", informou a pasta. Segundo a nota, citando o Ministério do Meio Ambiente, os dados recentes da plataforma de dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam grande quantidade de focos de queimadas no primeiro semestre deste ano, não apenas na Amazônia, mas também em outros biomas, como o Pantanal. De acordo com o governo, o decreto de suspensão de queimadas não se aplica para alguns casos, como nas práticas agrícolas de subsistência executadas pelas populações tradicionais e indígenas; nas práticas de prevenção e combate a incêndios realizadas ou supervisionadas pelas instituições públicas responsáveis pela prevenção e pelo combate aos incêndios florestais no Brasil; nas atividades de pesquisa científica realizadas por Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT), desde que autorizadas pelo órgão ambiental competente; no controle fitossanitário, desde que autorizado pelo órgão ambiental competente, e nas queimas controladas em áreas fora da Amazônia Legal e no Pantanal, quando imprescindíveis à realização de práticas agrícolas, desde que autorizadas previamente pelo órgão ambiental estadual. No ano passado, em meio ao aumento dos incêndios, principalmente na Amazônia, o governo também suspendeu, por meio de decreto, a aplicação de fogo em áreas rurais. Segundo dados oficiais, a medida, que vigorou durante 60 dias, entre agosto e setembro, reduziu as queimadas em 16%. Por Revista Imagem | Texto: Rafael Vilela - Foto: Arquivo
- Pandemia fecha 39,4% das empresas paralisadas, diz IBGE
O novo coronavírus provocou o fechamento de 522,7 mil empresas de um total de 1,3 milhão que encerraram suas atividades em junho Revista Imagem - Publicado em 16/07/2020 11:28 RIO DE JANEIRO - A pandemia do novo coronavírus provocou o fechamento de 522,7 mil empresas de um total de 1,3 milhão que encerraram suas atividades temporária ou definitivamente, na primeira quinzena de junho. Os dados são os primeiros resultados da Pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas e fazem parte das Estatísticas Experimentais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa 39,4% do total e a maioria, 518,4 mil (99,2%) era de pequeno porte, que são as de até 49 empregados; 4,1 mil (0,8%) eram de porte intermediário, as de 50 a 499 empregados; e 110 (0%) de grande porte, que têm mais de 500 empregados. O setor de Serviços foi o mais atingido. Foram 258,5 mil (49,5%), seguido do Comércio com 192,0 mil (36,7%), 38,4 mil (7,4%), da Construção e 33,7 mil (6,4%) da Indústria. De acordo com o IBGE, a estimativa é de que o país tinha, na primeira quinzena de junho, 4 milhões de empresas. Entre elas 2,7 milhões (67,4%) estavam em funcionamento total ou parcial, 610,3 mil (15%) fechadas temporariamente e 716,4 mil (17,6%) encerradas em definitivo. Ainda conforme a pesquisa, das empresas que encerraram definitivamente suas atividades, independente de motivo, as mais atingidas foram as de menor porte (715,1 mil ou 99,8%). O número cai bastante nas intermediárias (1,2 mil ou 0,2%) e nenhuma era de grande porte. Mais uma vez o setor de serviços alcançou maior proporção (46,7% ou 334,3 mil), seguido pelo comércio (36,5% ou 261,6 mil), pela construção (9,6% ou 68,7 mil) e pela indústria (7,2% ou 51,7 mil). Em funcionamento A pesquisa apontou também que 70% da soma de empresas em funcionamento, a pandemia teve impacto negativo, 16,2% relataram efeito foi pequeno ou inexistente e para 13,6% o impacto foi positivo. As empresas de pequeno porte foram as que mais notaram efeitos negativos (70,1%), nas intermediárias ficou em 66,1% e nas de grande porte o percentual chegou a 69,7%. A percepção negativa foi maior no setor de serviços (74,4%), da Indústria ficou em 72,9%, da construção atingiu 72,6% e de comércio foram 65,3%. Vendas Outro fato registrado pela pesquisa foi a queda nas vendas ou nos serviços comercializados em decorrência da pandemia, que foi indicada por sete em cada dez empresas em funcionamento (70,7%) na primeira quinzena de junho. Segundo o IBGE, esse dado é em relação a março, quando as medidas de isolamento para combater o novo coronavírus estavam no início. Ainda na comparação, 17,9% informaram que o efeito foi pequeno ou inexistente e 10,6% apontaram aumento nas vendas com a pandemia. Outra vez as companhias de pequeno porte foram as que mais sentiram a queda nas vendas (70,9%), Na sequência são as intermediárias (62,9%) e as de grande porte (58,7%). Entre os setores, as empresas de Construção (73,1%) tiveram os maiores impactos, seguidas pelas de Serviços (71,9%), as de Comércio (70,8%) e as da Indústria (65,3%). Produção Na produção, 63,0% das companhias tiveram dificuldade de fabricar produtos ou atender clientes, enquanto 29,9% não notaram alteração significativa e 6,9% tiveram facilidade. Mas quando se trata de acesso aos fornecedores, 60,8% encontraram dificuldades, diferente de 30,2% que revelaram não haver alteração significativa. O menor percentual é das que encontraram facilidade (5,7%). Quanto aos pagamentos de rotina, 63,7% tiveram problemas na realização. Para 33,1% não houve alteração significativa e 2,3% encontraram facilidade. Impostos A pesquisa estima que, desde início de março, 1,2 milhão (44,5%) das empresas em funcionamento adiaram o pagamento de impostos. Mais da metade (51,9%) considerou ter recebido apoio do governo para isso. Perto de 347,7 mil (12,7%) empresas conseguiram crédito emergencial para pagamento da folha salarial desde o início da pandemia. Entre elas, quase sete em cada dez (67,7%) consideraram ter tido apoio do governo na adoção dessa medida. Entrega Segundo o IBGE, cerca de 32,9% das companhias mudaram o método de entrega de seus produtos ou serviços, e passaram a fazer também serviços online. Do total, 20,1% lançaram ou passaram a comercializar novos produtos e/ou serviços desde o início da pandemia. Pessoal Ocupado Se comparado ao início de março, o número de funcionários foi mantido em pouco mais de seis em cada dez empresas em funcionamento (61,2%). No entanto, 34,6% indicaram redução no quadro e as que aumentaram o número de empregados foram apenas 3,8%. Entre as 948,8 mil empresas que reduziram a quantidade de empregados, 37,6% diminuíram em até 25% seu pessoal, 32,4% 3,8% e 29,7% encolheram seu quadro acima de 50%. Medidas As empresas realizaram também no período, outras ações. Nove em cada dez empresas (91,1%) fizeram campanhas de informação e prevenção e adotaram medidas extras de higiene nas suas atividades. O trabalho teletrabalho, trabalho remoto e trabalho à distância foi adotado por 38,4% e 35,6% anteciparam férias dos funcionários. Um outro dado observado é que três em cada dez (32,4%) adotaram pelo menos uma medida em relação aos impactos da Covid-19 com apoio do governo. Por Revista Imagem | Texto: Cristina Índio do Brasil - Foto: Arquivo
- Professor de Ji-Paraná é finalista do Prêmio Educador Nota 10
Ele disputa o prêmio com outros projetos de 19 estados brasileiros; vencedor será anunciado na próxima segunda-feira Revista Imagem - Publicado em 15/07/2020 18:04 JI-PARANÁ - Geremias Dourado da Cunha, professor da E.E.E.F.M. Coronel Jorge Teixeira de Oliveira, da cidade de Ji-Paraná, é um dos finalistas da 23ª edição do Prêmio Educador Nota 10, maior e mais importante prêmio da Educação Básica Brasileira. Ao lado de outros projetos de 19 estados brasileiros que disputam o título, o trabalho dele passou pelo olhar criterioso da Academia de Selecionadores. O projeto Amazônia em chamas: os malefícios do desmatamento e das queimadas, destinado a alunos matriculados na modalidade EJA Ensino Médio da instituição de ensino, teve a preservação e conversação da biodiversidade como tema central. Debater os efeitos da ação humana e das políticas ambientais na sustentabilidade do planeta foi outro objetivo da iniciativa do educador. Primeiro, ele, que leciona Biologia, propôs a produção de maquetes para resgatar memórias dos estudantes, a maioria deles pequenos produtores rurais, em relação ao local onde vivem. Depois, a turma entrou em contato dados atualizados sobre queimadas e desmatamento. Geremias integrou as atividades com tarefas que exigiam habilidades de interpretação de gráficos, textos jornalísticos e de escrita. Para isso, contou com o auxílio da professora de Língua Portuguesa da escola, proporcionando, um aprendizado mais completo aos estudantes. Outras iniciativas Entre os projetos selecionados, 10 são de língua portuguesa, 5 de educação física, 4 de história e 4 focados no aprendizado de crianças bem pequenas. Artes, ciências da natureza, matemática, geografia, coordenação pedagógica e língua estrangeira, tiveram 3 trabalhos cada, escolhidos. Completam a lista, 2 projetos de diretores e outros 2 para crianças pequenas, além de 1 de cada uma das seguintes disciplinas: física, química, filosofia e biologia, junto com 1 trabalho focado em bebês. Por ciclo educacional, são 25 do Ensino Fundamental – somados anos iniciais e finais –, 13 do Ensino Médio e sete da Educação Infantil. Há ainda 5 trabalhos de Gestão Escolar. A região do país com maior representatividade entre os finalistas é a Sudeste, seguida pela Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste. Reconhecimento e premiação O reconhecimento e a valorização desses profissionais se dão por meio da divulgação na mídia, redes sociais e um certificado de participação a cada um dos 50 finalistas. Eles também aguardam com ansiedade a seleção dos 10 vencedores, que serão anunciados no dia 20 de julho no programa Encontro com Fátima Bernardes na Globo. Os 10 vencedores selecionados ganham um vale-presente no valor de R$ 15 mil. Já o Educador do Ano escolhido pela Academia de Jurados, e que será reconhecido ainda neste ano, recebe outro vale-presente, também no valor de R$ 15 mil. As escolas dos vencedores também recebem uma verba para celebração. O Prêmio Educador Nota 10 foi criado em 1998 pela Fundação Victor Civita que, desde 2014, realiza a premiação em parceria com Abril, Globo e Fundação Roberto Marinho. O Prêmio reconhece e valoriza professores da Educação Infantil ao Ensino Médio e também coordenadores pedagógicos e gestores escolares de escolas públicas e privadas de todo o país. Ao longo das 22 edições anteriores, foram premiados 281 educadores, entre professores e gestores escolares, que receberam aproximadamente R$ 2,85 milhões em prêmios no total. O Prêmio Educador Nota 10 tem o patrocínio da Fundação Lemann, SOMOS Educação e BDO e o apoio de Nova Escola, Instituto Rodrigo Mendes e Unicef. Desde 2018, é associado ao Global Teacher Prize, prêmio internacional de educação, realizado pela Fundação Varkey. Confira a lista completa dos selecionados em: https://premioeducadornota10.org/ Para saber mais sobre os projetos visite também: https://www.facebook.com/premioeducadornota10/ Sobre a Fundação Victor Civita A Fundação Victor Civita foi criada em 1985 como uma das primeiras iniciativas brasileiras no campo social. Sua missão é valorizar o trabalho de professores e gestores, disseminando as melhores práticas da Educação Básica para auxiliar os educadores brasileiros a enfrentar os desafios de seu tempo. Em 1998, criou o Prêmio Educador Nota 10, o maior e mais importante prêmio da Educação Básica brasileira. Saiba mais em www.fvc.org.br. Sobre a Fundação Roberto Marinho A Fundação Roberto Marinho inova, há 40 anos, em soluções de educação para não deixar ninguém para trás. Desenvolve projetos voltados para a escolaridade básica e para a solução de problemas educacionais que impactam nas avaliações nacionais, como distorção idade-série, evasão escolar e defasagem na aprendizagem. Atua em soluções de educação, com foco em correção de fluxo e projeto complementar, e na inclusão de jovens no mundo do trabalho. Seus projetos atuam de forma integrada a diversas outras ações relacionadas às 10 competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), visando contribuir para uma sociedade mais ética, inclusiva, sustentável e solidária. Mais informações em: www.frm.org.br Por Revista Imagem | Da Redação, fonte: Linhas Comunicação - Foto: Divulgação
- Governo Federal entrega mais 9 km de pista recuperada na BR-364
O trecho da rodovia entre o km 0, em Vilhena, ao km 197, em Pimenta Bueno, está 100% restaurado e com pavimento novo Revista Imagem - Publicado em 16/07/2020 10:50 VILHENA - O Governo Federal entregou, na semana passada, mais 9 quilômetros de pista recuperada na BR-364/RO, em Rondônia. O trecho fica localizado entre a Vila Guaporé e o município de Pimenta Bueno. Assim, o trecho entre o km 0, em Vilhena, ao km 197, em Pimenta Bueno, da rodovia federal está 100% restaurado e com pavimento novo. "A BR-364/RO é o principal corredor logístico para o escoamento da safra de grãos de Rondônia, além da parte Oeste e Norte do Estado do Mato Grosso. Essa é uma entrega importante do Governo Federal, uma inauguração que vai proporcionar a melhoria da logística na rodovia por onde passam aproximadamente 30 milhões de toneladas de grãos por ano", afirmou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Na rodovia, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) atua ainda em outras quatro frentes diferentes com obras de manutenção, de conservação e de recuperação. Os recursos, de cerca de R$ 120 milhões, resultarão em melhores condições de trafegabilidade até o fim do ano. No trecho entre os municípios de Presidente Médici (RO) até Ouro Preto do Oeste (RO), o DNIT está com frentes de trabalho do km 370 ao km 380. No km 305 ao km 370 já está pronto e só falta o Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) de reforço no pavimento. No km 430 ao km 570, estão sendo realizados trabalhos de fresagem e recomposição, reforço e reconstrução. A Autarquia já contemplou aproximadamente 50 dos 140 quilômetros previstos nesse trecho. Com o investimento de R$ 40 milhões neste ano, a expectativa é de que, em 2020, a camada de recomposição de (CBUQ) seja executada até o km 570 da rodovia federal. Já do km 938 ao km 1.092, na divisa com o Estado do Acre, a empresa está em fase final de mobilização e os trabalhos começaram no início deste mês. Em 2021, a recuperação terá continuidade nos segmentos em Pimenta Bueno e Médici e entre Jaci Paraná e a ponte do Abunã. Por Revista Imagem | Da Redação com informações do Ministério da Infraestrutura - Foto: Divulgação
- Dragagem do Rio Madeira é retomada para garantir navegação
A hidrovia do rio Madeira transportou mais de 9,4 milhões de toneladas de carga em 2019, segundo dados da Antaq Revista Imagem - Publicado em 15/07/2020 10:40 BRASÍLIA - O governo federal retomou os serviços de dragagem no rio Madeira para a estiagem de 2020, em Porto Velho. Esse é o quarto ano de execução do contrato que está em andamento desde 2017. A dragagem visa garantir a navegação segura das embarcações, contribuindo para o escoamento de produtos e o abastecimento de insumos para as regiões Norte e Centro-Oeste do país. A hidrovia do rio Madeira transportou mais de 9,4 milhões de toneladas de carga em 2019, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), um crescimento de mais de 8% sobre o ano de 2018. O rio Madeira é um dos principais eixos logísticos do norte do país e integra o Arco Norte, região que compreende os estados de Acre, Rondônia, Amazonas, Pará, Mato Grosso e Tocantins, e permite o escoamento de safras pelo rio Amazonas e seus afluentes da margem direita, que correm na direção sul-norte, dos cerrados do centro do país para a floresta Amazônica. Pelo rio Madeira acontece o escoamento de produção agrícola, principalmente soja e milho de Mato Grosso e Rondônia, e também de insumos como combustíveis e fertilizantes, com destino a Porto Velho e Manaus, além de alimentos e produtos produzidos na Zona Franca de Manaus. “Essa é mais uma obra retomada pelo presidente Jair Bolsonaro, fundamental para a região e para todo o país, que garantir a navegação segura das embarcações que contribuem para o escoamento de produtos das regiões Norte e Centro-Oeste, favorecendo a produção agrícola, a logística e a exportação brasileira”, afirmou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Após avaliação técnica do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), as equipes atuam nos passos críticos de Curicacas, entre Porto Velho e Humaitá, e Miriti, entre Humaitá e Manicoré, com o objetivo de manter a posição do canal de navegação estável nos trechos do rio. A dragagem é o procedimento de remoção dos sedimentos que se encontram no fundo do rio, para melhorar a profundidade e permitir a passagem segura das embarcações. O serviço atende à demanda das empresas de navegação e demais usuários do transporte hidroviário no rio Madeira. A dragagem ocorre com três dragas de sucção e recalque, divididas em duas frentes de serviço: foram alocadas duas dragas no passo Curicacas e uma draga no passo Miriti. Estes equipamentos são posicionados conforme orientação técnica do Dnit no eixo de um canal definido por meio de uma batimetria prévia do local, para identificar os locais com volumes de sedimento depositado na forma de bancos de areia. Após estes passos críticos, outros locais devem ser dragados, conforme mapeamento e indicação dos navegadores, com previsão de conclusão dos serviços em outubro, quando o período de baixa do rio se encerra. A execução da dragagem no rio Madeira busca assegurar a fluidez e um maior carregamento dos comboios, mantendo a capacidade de carga das barcaças compatível com o planejamento de transporte das empresas, mesmo no período de estiagem, o que impede a migração de cargas para outros modais de transporte mais onerosos e favorece a redução do custo de frete. Por Revista Imagem | Fonte: Ministério da Infraestrutura - Fotos: Arquivo
- Semed realiza entrega de atividades impressas para alunos da área rural
Ação conta com auxílio da frota de transporte escolar; nos encontros professores orientam pais e alunos Revista Imagem - Publicado em 16/07/2020 10:15 VILHENA - Em benefício daqueles estudantes da rede municipal de ensino que moram longe da cidade e com o objetivo de manter o cronograma de estudos durante a realização das atividades não presenciais, a Secretaria Municipal de Educação (Semed), juntamente com os educadores de cada unidade de ensino, está realizando as entregas dos conteúdos impressos para os alunos que moram na zona rural de Vilhena. Com o auxílio do transporte escolar da rede municipal, os materiais são entregues a cada 15 dias em pontos de apoio definidos previamente. Desenvolvidas pelos professores, as atividades são compostas de conteúdos já estudados, com o objetivo de atender aos alunos que não têm acesso à internet e moram em locais distantes. “Nossa meta é que nenhum dos nossos alunos fique desassistido. Em alguns casos, as escolas municipais agendam para que os pais ou responsáveis pelo aluno possam pegar o material impresso na unidade. Já para aqueles que moram na zona rural, nós realizamos as entregas para que a criança não perca o vínculo com a comunidade escolar”, explica o professor Willian Braga, secretário municipal de Educação, que acompanhou a ação juntamente com a gerente administrativa da Semed, professora Vivian Repessold. No momento da entrega, os professores também orientam os pais ou responsáveis sobre como devem ser realizados os exercícios, além de esclarecer dúvidas sobre a entrega do material. Quanto aos alunos que possuem acesso à internet, as atividades estão sendo enviadas pelos professores através de aplicativos de mensagem, como o Whatsapp. Este novo formato de ensino teve início em maio e busca atender os mais de 10 mil estudantes da rede que continuam com seus estudos diariamente através da internet, reduzindo os prejuízos causados no ano letivo pela pandemia do novo coronavírus. Por Revista Imagem | Texto: Herbert Weil - Foto: Assessoria
- Área de antigo depósito de resíduos é recuperada em Vilhena
Espaço recebia os resíduos das residências antes de serem transportados ao aterro sanitário de Vilhena Revista Imagem - Publicado em 16/07/2020 10:07 VILHENA - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) recupera área transitória do antigo transbordo que funcionou por cerca de dois anos como carregamento e descarregamento de resíduos sólidos no lote 29-B, localizado na zona rural. No local o serviço foi executado por empresa local, após TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado com o Ministério Público. Desativado em 2016, como explica os diretora de projetos e planejamento da autarquia, Sueli Magalhães, o espaço recebia os caminhões de coleta para despejar os resíduos das residências, como forma de otimizar a coleta e transporte até o aterro sanitário de Vilhena. A engenheira sanitarista Juliene Moreira Novais e o engenheiro agrônomo Osmar Vertello, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), que acompanharam o processo de recuperação do local, informaram que o PRAD (Plano de Recuperação de Área Degradada) visou revitalizar a área com plantio de árvores de espécies adequadas, combate à proliferação de insetos e coroamento das plantas. O diretor geral do Saae, Maciel Wobeto, pontua que a área de quase dois hectares foi cercada e várias mudas de plantas foram cultivadas. A iniciativa já está surtindo efeito: plantas nativas e animais da região já são vistos no local. “Há uma empresa que ajuda na fiscalização, pois há dois anos atrás houve um incêndio que destruiu todo o trabalho de recuperação e tivemos que recomeçar o projeto de revitalização. Porém, a Natureza já está se renovando com a presença de plantas e animais da nossa região”, esclareceu Wobeto. Sueli Magalhães esclareceu que o projeto é tornar a área totalmente revitalizada e passar a utilizar a área para trabalhos do setor de resíduos sólidos e ambientais da autarquia. Por Revista Imagem | Texto: Herbert Weil - Foto: Assessoria
- Com mais de 100 processos na Justiça "Rei do gado” de Rondônia mira o Acre
Além de ações por desmate ilegal, trabalho escravo e sonegação fiscal, Roberto Caldas acumula dívidas milionárias em multas e impostos Revista Imagem - 16/07/2020 09:27 RIO BRANCO - O pecuaristas Roberto Demário Caldas, considerado o “rei do gado” de Rondônia, quer expandir seu reinado para o Acre. Segundo informações, ele se prepara para abrir frigoríficos no estado e aumentar seus negócios pela região, negócios esses que já lhe renderam dezenas de ações judiciais. Com uma rápida pesquisa no Jusbrasil é possível identificar mais de 100 processos envolvendo o nome dele, a maioria na comarca de Rondônia e algumas em São Paulo. Entre as ações movidas contra um dos pecuaristas mais ricos de Rondônia estão a de supostos crimes de ordem tributária, trabalho escravo, desmatamento ilegal de área protegida e negligência. Roberto é sócio do Frigorífico Porto Ltda, que há um ano aparecia no topo da lista de empresas do ramo que tinham dívidas milionárias com a União. O valor devido era de R$ 2,6 bilhões. A companhia foi alvo de inquérito do Ministério Público Federal (MPF) para apurar supostos tributários cometidos pelos administradores. O processo chegou a ser arquivado, mas foi reaberto em 2014 quando Caldas e o filho Mário tiveram a sociedade com o Frigorífico Porto identificada. Até então, eles não apareciam na lista de proprietários. Caldas também era dono de outros dois abatedouros em Rondônia, os frigoríficos Novo Estado e Santa Elvira. Os dois empreendimentos acumulavam, juntos, dívidas de R$ 8,4 milhões. Roberto e Mário já eram investigados por fraude após fechamento de empresa dois meses após financiamento milionário do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Três anos atrás, a Justiça penhorou quase três mil cabeças de gado do Caldas pai. Trabalho escravo Também pesava sobre Roberto Caldas acusações de envolvimento com mão de obra escrava em suas propriedades. Entre 2004 e 2010, várias operações do Ministério do Trabalho e Emprego resgataram mais de 300 trabalhadores. Só na Fazenda Mequéns, em Pimenteiras do Oeste (RO), 219 pessoas foram libertadas de regimes de trabalho análogos à escravidão. Essa mesma propriedade foi autuada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) após acusação de desmatamento de quase 6 mil hectares na zona de amortecimento do Parque Estadual de Corumbiara. Por Revista Imagem - Fonte: Contilnetnoticias - Foto: Arquivo
- A curva não baixa: Vilhena registra 28 novos casos e mais 2 mortes por covid-19
Em 8 dias Vilhena registrou quase 25% dos casos de covid-19 contabilizados durante 101 dias de pandemia no município Revista Imagem - 15/07/2020 19:47 VILHENA - O município de Vilhena vive o oitavo dia de alta no número de novos casos de coranavírus. Embora a Secretaria Estadual de Saúde não tenha contabilizado nenhum novo caso de coronavírus para Vilhena nesta quarta-feira (15), a Secretaria Municipal de Saúde informou 28 novos casos, além de mais duas mortes por covid-19. Com os registros de hoje Vilhena contabiliza 207 novos casos nos últimos 8 dias. Hoje faz 101 dias que o município registrou seu primeiro caso de coronavírus e em todo o período foram registrados pela Semusa 849 casos. Os números dos últimos 8 dias correspondem a quase 25% de todos os casos registrados na cidade, o que aparentemente demonstra uma evolução de casos. Mortes Ambos os pacientes que vieram a óbito hoje eram do sexo masculino. Um tinha 51 anos e era morador do Jardim América. Internado na enfermaria da Central no dia 7 de julho, o paciente evoluiu para internamento intensivo com necessidade de respirador na UTI neste dia 14. Hoje, não resistiu e veio a óbito. O outro paciente tinha 62 anos e era morador do Cristo Rei. Internado diretamente na UTI com necessidade de respirador no dia 8 de julho, o paciente chegou a apresentar melhora no quadro. No dia 11 chegou a ser retirado do intubamento, mas permanecendo na UTI. Porém, no dia 13 teve de recorrer ao respirador novamente. Evoluindo com piora nos sintomas, veio a óbito nesta quarta-feira. Vilhena totaliza 17 mortes por covid-19, 14 de vilhenenses e 3 de morador de outras cidades. Do número total de pessoas infectadas, 216 casos estão ativos e ainda podem transmitir o vírus. Já o número de curados é de 619 pacientes. Ainda segundo o boletim da Semusa, o município investiga 35 casos suspeitos de contaminação. A Central Municipal de Atendimento à Covid-19, possui 9 pacientes internados em isolamento, sendo 4 na UTI (2 deles com necessidade de respirador) e 5 pacientes na Enfermaria. Sete dos pacientes internados tem resultado positivo para covid-19. A taxa de ocupação na UTI da Central é de 40%. Já nos leitos da enfermaria a taxa de ocupação é de 19%. Hoje fazem 101 dias em que o primeiro caso de coronavírus foi registrado em Vilhena, isso no dia 5 de abril. O Painel Covid-19 Vilhena dispõe de informações adicionais sobre os casos em forma de gráficos, mapa e tabelas. Por Revista Imagem | Texto: José Antonio Sant'Ana - Foto: Arquivo
- Covid-19: Brasil tem 1,96 milhão de casos e 75,3 mil mortes
A curva de casos novos oscilou levemente para baixo na última semana, já a curva de novos óbitos oscilou para cima Revista Imagem - Publicado em 15/07/2020 19:27 BRASÍLIA - O Brasil chegou a 1.966.748 de casos confirmados acumulados de covid-19 e o total de 75.366 óbitos desde o início da pandemia do novo coronavírus. O número foi divulgado na atualização diária do Ministério da Saúde hoje (15), durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto. Nas últimas 24h, foram 39.924 novos registros de pessoas diagnosticadas com covid-19 informados pelas autoridades estaduais de saúde. Entre ontem(14) e hoje, foram 1.233 mortes registradas no sistema do Ministério da Saúde. De acordo com a pasta, 635.818 pessoas estão em acompanhamento e outras 1.255.564 se recuperaram da doença. Covid-19 nos estados Os estados com mais mortes por covid-19 são: São Paulo (18.640), Rio de Janeiro (11.757), Ceará (7.030), Pernambuco (5.772) e Pará (5.337). As Unidades da Federação com menos falecimentos pela pandemia são: Mato Grosso do Sul (183), Tocantins (271), Roraima (403), Acre (446) e Amapá (488). Assista entrevista na íntegra Evolução da curva Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, a curva de casos novos por semana epidemiológica oscilou levemente para baixo na última semana (28ª) em comparação com a anterior (27ª), de 262.846 para 263.337. Foi a primeira vez que o total de pessoas infectadas registradas na semana foi menor. Até então a curva vinha apresentando números semanais totais ascendentes. Já a curva de mortes pela covid-19 oscilou levemente para cima no mesmo período. Na 28ª semana epidemiológica, foram 7.204 falecimentos, contra 7.195 na 27ª. Há cerca de um mês e meio os números de óbitos novos por semana vêm oscilando pouco, mantendo uma trajetória de estabilização. A curva, contudo, não apresenta sinais de queda. Na análise da curva de casos por estados, nove tiveram aumento, oito ficaram estabilizados e 10 experimentaram redução entre as semanas 28 e 27. Já na avaliação de mortes, 12 estados tiveram menos registros, cinco ficaram estabilizados e 10 apresentaram um aumento, especialmente no Sul e Centro-Oeste. Perguntado sobre o porquê da curva não cair, como em outros países, o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Arnaldo de Medeiros, respondeu que o Brasil tem dimensões continentais e que aqui “a epidemia não se comporta de maneira idêntica em diversas regiões do país”. E acrescentou: “Quando olha para algumas regiões tem sensação que o pior já passou. E quando olha para outras, vê que está passando por este momento agora”. Comparação internacional O Brasil segue em 2º no ranking mundial em número de mortes e de casos confirmados de covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos (que possui 3,4 milhões de pessoas infectadas e 136.466 mortes desde o início da pandemia). Quando considerada a comparação proporcional, no critério incidência (casos de covid-19 por 100 mil habitantes), o Brasil cai para a 10ª posição; e no critério mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes), o país cai para o 11º lugar. Covid-19 por região Na comparação das regiões tomando como referência as semanas epidemiológicas, o Norte apresentou redução de mortes de 9% e de casos de 20%. O estado com maior queda foi Roraima (-46% nos casos e 61% nos óbitos). Na região Nordeste, a redução foi de 8% nas pessoas infectadas e 4% nos óbitos. O Rio Grande do Norte foi o local onde houve maior diminuição (-56% nos casos e -38% nas mortes), enquanto o maior aumento de casos foi em Pernambuco (24%). No Sudeste, na 28ª semana, foram registrados 7% mais casos e 3% menos falecimentos em decorrência da doença. Em registros de casos confirmados de covid-19, o Rio de Janeiro teve 21% de queda e Minas Gerais 19% de elevação no índice. Já se considerados os óbitos, o Espírito Santo apresentou queda de 26% e Minas Gerais contabilizou incremento de 22%. No mesmo período, o Sul teve majoração dos casos e falecimentos de, respectivamente, 8% e 36%. As maiores elevações dos índices foram em Santa Catarina (24% nos casos) e Rio Grande do Sul (42% de óbitos). O Centro-Oeste foi a região com maior incremento de casos (6%) e de mortes (26%). Entre os estados, os destaques negativos foram Mato Grosso (20% nos casos) e Distrito Federal (49% nos falecimentos). Síndrome Respiratória Aguda Grave As hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) somaram 404.037 desde o início do ano, tendo 36.830 novas notificações na última semana epidemiológica. Deste total, 191.466 foram por covid-19. Outros 77.348 ainda estão em investigação. Dos internados por covid-19, 50,4% tinham acima de 60 anos, 43% eram mulheres e 57% eram homens. No recorte por cor e raça, 31,3% eram pardos, 28,4% eram brancos e 4,6% eram pretos. Já no perfil dos pacientes que faleceram por SRAG diagnosticados com covid-19, 71,8% tinham mais de 60 anos, 42% eram mulheres e 58% eram homens. Na distribuição por raça e cor das vítimas, 35,3% eram pardas, 25,2% eram brancas e 4,9% eram pretas. Por Revista Imagem | Texto: Jonas Valente - Foto: Arquivo
- Brasil registra 16% menos testes para Covid-19 nas últimas duas semanas
Números do Ministério da Saúde revelam que testes semanais caíram de 118 mil para 100 mil Revista Imagem - Publicado em 15/07/2020 19:20 SÃO PAULO - De acordo com o último boletim epidemiológico da Covid-19 publicado pelo Ministério da Saúde, o Brasil realizou menos exames para identificar o novo coronavírus (Sars-CoV-2) nas últimas duas semanas. Conforme os dados do Ministério da Saúde, o Brasil realizou um número crescente de testes por semana epidemiológica desde o começo da pandemia. Na semana epidemiológica 26, o país coletou 125.751 exames para identificação do vírus, o maior resultado registrado pela pasta. Na semana 27, o número de testes caiu para 118.751, enquanto a semana 28 registrou mais uma queda para 100.048 testes. Desde o começo da pandemia, o Brasil realizou 4,5 milhões de testes para identificar o novo coronavírus, número que fica muito abaixo dos testes realizados por Estados Unidos (44 milhões), Rússia (23 milhões) e Índia (12 milhões). Por Revista Imagem | Fonte: IG - Foto: Arquivo
- iocruz faz parceria com GSK para produzir medicamentos contra HIV
Parceria visa modernizar e ampliar a produção brasileira dos medicamentos Revista Imagem - Publicado em 15/07/2020 19:16 RIO DE JANEIRO - O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai adquirir novas tecnologias e aumentar a produção de medicamentos destinados ao tratamento de quem vivem com HIV. A Fiocruz, a farmacêutica britânica GSK, e a ViiV Healthcare, especializada em tratamento para HIV, fizeram uma parceria chamada Aliança Estratégica de longo prazo, para o desenvolvimento e a produção de antirretrovirais no Brasil. A Aliança Estratégica tem várias fases. Após a assinatura do contrato, o produto será submetido a registro em nome de Farmanguinhos. Nos dois anos iniciais, o Instituto recebe o produto produzido pelo parceiro e entrega para o Ministério da Saúde, enquanto isso, ocorre a transferência da tecnologia com a internacionalização da parte de controle de qualidade do medicamento. A transferência de tecnologia e conhecimento para Farmanguinhos será feita pela ViiV Healthcare, que é a detentora da propriedade intelectual. “Depois vêm as fases pós-piloto produção até conseguir internalizar todo o processo dentro da unidade [Farmaguinhos]. Toda a recepção da tecnologia vai ser recebida aqui e futuramente totalmente produzido aqui. Só no início que não e por isso a gente caracteriza como transferência de tecnologia”, explicou o diretor do Instituto de Tecnologia em Fármacos, Jorge Mendonça, em entrevista à Agência Brasil. Após as etapas, o resultado vai ser a fabricação local de uma combinação de Dolutegravir 50 mg e Lamivudina 300 mg em dose única diária. O Dolutegravir 50mg é considerado um dos mais modernos antirretrovirais utilizado atualmente no tratamento de HIV no mundo. O medicamento começou a ser usado no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2016 e é distribuído a mais de 300 mil pacientes. Esse número, representa cerca de metade das pessoas em tratamento contra o HIV atendidas pelo SUS. Para o diretor, ao longo da história, Farmanguinhos vem contribuindo de maneira muito propositiva com o Programa de Aids do Ministério da Saúde. Na visão dele, com a internacionalização da tecnologia do Dolutegravir em combinação com Lamivudina o Instituto passa a oferecer ao ministério os principais e mais modernos medicamentos no tratamento de HIV, além de reforçar a produção. “Ganha um reforço importante e a população brasileira também, porque a gente vai trazer um medicamento moderno, vai gerar emprego e renda no país e vai disponibilizar para a população um arsenal de medicamentos extremamente modernos e com menos efeitos colaterais para os pacientes”, observou. Adesão Outro aspecto importante, segundo Jorge Mendonça, é a adesão ao tratamento. “Uma coisa que a gente sempre se preocupa é trazer medicamentos que o paciente tenha uma maior adesão ao tratamento. Este também é um tipo de medicamento que se toma menos vezes ao dia e, com isso, aumentam as chances de adesão ao tratamento que é de longo prazo”, destacou. Redução de custos Na medida em que o Programa de HIV/Aids reduza a dependência dos insumos importados, em médio e longo prazos, o Brasil terá redução de custos nos recursos aplicados no atendimento. Segundo o diretor, o Dolutegravir já teve redução nos preços nos últimos anos, mas pode avançar neste aspecto a partir da produção nacional. “O impostante hoje é internacionalizar essa tecnologia que é moderna e trazer os medicamentos mais modernos utilizados pelo Ministério da Saúde atualmente”, contou. “É uma parceria em várias fases. Na primeira a gente vai absorver um medicamento. Na segunda fase a tendência é que um medicamento se combine com outro e daí para frente a gente passa a ter uma visão melhor da economia que ele possa gerar tanto na parte de logística, porque são menos tipos de medicamentos a distribuir e, ao mesmo tempo, a gente vai ter geração de emprego, de renda e de tecnologia, que de alguma forma impacta a nossa economia”, completou. De acordo com o presidente da divisão Farmacêutica da GSK no Brasil, José Carlos Felner, as pessoas que vivem com HIV/Aids no Brasil vão ter à disposição medicamentos inovadores. “Há mais de três décadas contribuímos para o avanço da ciência no Brasil, por meio de alianças estratégicas com Instituições de Pesquisa e de Produção para transferência de tecnologia de nossos medicamentos e vacinas. Nos últimos 10 anos, junto com a ViiV Healthcare, disponibilizamos medicamentos inovadores para o tratamento do HIV. Esta nova cooperação é mais um passo rumo à garantia do acesso amplo a terapias modernas à população e ao nosso compromisso de não deixar nenhuma pessoa vivendo com HIV para trás, melhorando cada vez mais a qualidade de vida desta comunidade”, informou. O diretor de Farmanguinhos destacou ainda que no futuro pode ser incluído mais um medicamento para a dose única. “Uma combinação com bons resultados e a de Dolutegravir e Lamivudina. Mas tem uma proposição da gente, no futuro, ter uma combinação de acordo com os estudos que vão sair e serem publicados daqui para a frente de Dolutegravir, Lamivudina e Tenofovir”, adiantou. Por Revista Imagem | Texto: Cristina Indio do Brasil - Foto: Arquivo
- Rondônia registra queda no número de mortes por covid-19
Estado registrou apenas 4 óbitos provocados pelo coronavírus nesta quarta-feira; nos últimos 3 dias haviam sido registradas 47 mortes Revista Imagem - 15/07/2020 19:03 VILHENA - Rondônia registrou 389 novos casos de coronavírus nesta quarta-feira (15), segundo o boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). Porto Velho registrou 88 casos, número bem abaixo da média do município. Já Ariquemes com 52 casos e Guajará-Mirim com 45, tiveram um dia de alta no número de novos casso. No total, Porto Velho continua liderando o número de casos com 16.051 registros. Os outros municípios rondonienses com mais casos no estado são: Ariquemes com 1.800 e Guajará-Mirim com 1.797 casos. Jaru totaliza 908 casos confirmados, Candeias do Jamari tem 782, Vilhena 776, Ji-Paraná 746 e São Miguel do Guaporé 745. Rolim de Moura com 492 e Cacoal com 436 completam a lista do 10 municípios com maior número de casos de coronavírus no estado. Com os números de hoje, Rondônia totaliza 27.917 casos de coronavírus, desde o primeiro registro há 117 dias (20/3). Deste total, 17.262 pacientes já são considerados curados. Nesta terça, o estado contabilizou apenas 4 mortes por covid-19, três em Porto Velho, sendo um homem de 44 anos de idade e duas mulheres (46 e 64 anos) e um homem de 52 anos do município de Ariquemes. Com os óbitos de hoje, o estado totaliza 667 mortes por covid-19. Quatrocentos e trinta e dois pacientes continuam internados por conta da doença em todo o estado. Até agora Rondônia já realizou 100.438 testes para identificação do coronavírus. Cone Sul De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o Cone Sul registrou 23 novos casos de coronavírus nesta quarta, aumentando para 1.019 o número de casos diagnosticados na região, que tem ainda 17 mortes registradas - 10 em Vilhena, 3 em Cerejeiras, 2 em Cabixi, 1 em Corumbiara e 1 em Pimenteiras. Dos casos registrados hoje, pela Sesau, 12 foram em Cerejeiras, 5 em Cabixi, 5 em Chupinguaia 1 foi em Pimenteiras. Além de Vilhena não ter tido nenhum novo caso, segundo a Sesau, foi retirado um caso da contagem do município por registro em duplicidade. No total, segundo o boletim estadual, os municípios do cone sul tem: Vilhena: 776 casos Pimenteiras: 80 Colorado do Oeste: 53 Cerejeiras: 58 Cabixi: 27 Chupinguaia: 20 Corumbiara: 5 Vale lembrar que todos os dados são da Sesau, e podem divergir com as informações das prefeituras. A Agevisa ressalta que os dados não são lidos e atualizados imediatamente pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), por isso há atraso (delay) no registro de casos que estão sendo acompanhados diariamente por equipes de saúde nos municípios. Por Revista Imagem | Texto: José Antonio SantAna - Foto: Arquivo
- Conder aprova investimento de R$ 18 milhões para geração de renda
Cerca de R$ 10 milhões serão aplicados no Microcrédito Social do Estado Revista Imagem - Publicado em 15/07/2020 18:11 PORTO VELHO - Por meio de videoconferência, respeitando o isolamento social restritivo, o Conselho de Desenvolvimento do Estado de Rondônia (Conder) realizou a 68ª reunião ordinária, no qual autorizou mais de R$ 18 milhões para projetos de investimentos para microcrédito e geração de emprego. Também aprova incentivos tributários para que empresas de Rondônia possam gerar emprego durante e após a pandemia da Covid-19. Com a autorização para utilizar o recurso do Fundo de Investimento e de Desenvolvimento Industrial do Estado de Rondônia (Fider), cerca de R$ 10 milhões serão aplicados no Microcrédito Social do Estado. O intuito é estimular o desenvolvimento da indústria rondoniense e de outros setores da economia durante o período de calamidade. Mais de R$ 8 milhões, também serão aplicados no Projeto Geração Emprego, com objetivo de aumentar o índice de empregabilidade no Estado de Rondônia, por meio de qualificação profissional. É esperado que o projeto qualifique cerca de 42.070 pessoas com cursos presenciais, e junto com cursos de ensino à distância (EAD) alcance mais de 70 mil trabalhadores. Esses cursos terão continuidade nos anos de 2020, 2021 e 2022. O conselho também aprovou crédito suplementar de mais de R$ 107 mil para ser usado na implantação de uma incubadora de empresas coworking pública. Esse projeto deve entrar em plena atividade no primeiro semestre de 2021. Mais de 18 milhões são aprovados na 68º reunião do Conder Segundo Sérgio Gonçalves, presidente do Conder e superintendente de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura (Sedi), “esse projeto da incubadora será replicado para 15 cidades de Rondônia”. Em Porto Velho, com o crédito suplementar, será ampliado de 25 para 52 o número de estações de trabalho, além de 22 cadeiras para compor a sala de treinamento na incubadora. Foi aprovada também a concessão de incentivo tributário a duas indústrias, uma localizada em Porto Velho e a outra em Ji-Paraná. Juntas, elas geram investimentos de R$ 7 milhões e 159 empregos diretos. O Conder tem a missão de prestar assessoria ao governo estadual nas decisões e diretrizes relacionadas à política de incentivo ao desenvolvimento do Estado. São membros, Secretaria de Agricultura (Seagri), Finanças (Sefin), Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), Desenvolvimento Ambiental (Sedam), além da Federação de Agricultura e Pecuária de Rondônia (Faperon), Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Rondônia (Facer), Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO). No reunião, os membros do Conder fizeram menção em memória a Wilson Evaristo, superintendente do Banco da Amazônia (Basa) em Rondônia e agradeceram a contribuição dele ao Estado. A próxima reunião do conselho será no dia 31 de agosto. Por Revista Imagem | Texto: Yuri Vargas - Foto: Arquivo
- Bolsonaro sanciona lei do novo Marco Legal do Saneamento Básico
Texto prevê universalização dos serviços de água e esgoto até 2033 Revista Imagem - Publicado em 15/07/2020 18:11 BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro sancionou hoje (15) a lei do novo Marco Legal do Saneamento Básico no país, que prevê a universalização dos serviços de água e esgoto até 2033. O texto, aprovado no Congresso no mês passado após muita discussão, viabiliza a injeção de mais investimentos privados nos serviços de saneamento. Atualmente, em 94% das cidades brasileiras o serviço de saneamento é prestado por empresas estatais. As empresas privadas administram o serviço em apenas 6% das cidades. A nova lei extingue os chamados contratos de programa, aqueles em que prefeitos e governadores firmavam termos de parceria diretamente com as empresas estatais, sem licitação. Com a nova lei, será obrigatória a abertura de licitação, na qual poderão concorrer prestadores de serviço públicos ou privados. A cerimônia de sanção reuniu vários ministros no Palácio do Planalto. O presidente participou por videoconferência do Palácio da Alvorada. De acordo com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já tem uma carteira de mais de R$ 50 bilhões em investimentos, pronta para ser oferecida à inciativa privada. O primeiro leilão deve ser em setembro, em Alagoas. Segundo Marinho, Rio de Janeiro e São Paulo já estão trabalhando para montar suas carteiras. No Amapá, os 16 municípios do estado também consolidaram o consórcio para atrair os investimentos, processo que também está em curso no Acre. A expectativa do governo é de investimentos em torno de R$ 500 bilhões a R$ 700 bilhões em dez anos. Confira a cerimônia completa: De acordo com o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, o saneamento será prioritário na agenda do banco para os próximos anos e “não haverá falta de crédito e financiamento para os projetos do setor”. O órgão também trabalhará como estruturador dos projetos e das modelagens de operação para definir a melhor política pública para cada estado e região, considerando a universalização no menor tempo possível, respeito à capacidade de pagamento de cada localidade, abertura de concorrência e sustentabilidade financeira do projeto. “Uma boa modelagem, uma boa análise de impacto ambiental, uma boa engenharia são fundamentais para que os recursos sejam otimizados e aportados em tempo e a contento, nessa jornada de anos que temos pela frente”, disse. A nova lei prevê também que os contratos em vigor poderão ser prorrogados por mais 30 anos, desde que as empresas comprovem a capacidade econômico-financeira e se adequem aos objetivos de universalização do marco. A metodologia para essa comprovação será publicada em até 90 dias, e as empresas terão até 30 de março de 2022 para consolidar os contratos em vigor. Universalização As empresas devem ampliar o fornecimento de água para 99% da população e da coleta e tratamento de esgoto para 90% da população, até o final de 2033. Mas há a possibilidade de extensão desse prazo até 2040, caso se comprove a inviabilidade técnica ou financeira. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 35,7% da população brasileira não têm acesso aos serviços de saneamento básico, cerca de 75 milhões de pessoas – soma maior que o número de habitantes da França. Na Região Norte, oito de cada dez domicílios não dispõem de esgoto sanitário (dados de 2018). Para Marinho, o novo marco é o casamento perfeito entre saúde e economia. “Com as obras de saneamento nós proporcionamos emprego, renda, qualidade de vida, desenvolvimento sustentável, respeito ao meio ambiente, ecologia, tratamento adequado das águas e diminuição da mortalidade infantil, da pressão sobre a rede de saúde pública e de doenças endêmicas que já deveriam ter sido varridas do nosso país desde o século passado”, destacou. O novo marco também prevê o sistema de saneamento com prestação de serviço regionalizada. Assim, empresas não podem fornecer serviço apenas para os municípios de interesse delas, que gerem lucro. A prestação regionalizada inclui municípios mais e menos atraentes e não necessariamente contíguos em um mesmo território de prestação. Para isso, em até 180 dias, os estados devem compor grupos ou blocos de municípios, que poderão contratar os serviços de forma coletiva. A adesão é voluntária. O modelo anterior funcionava por meio de subsídio cruzado: as grandes cidades atendidas por uma mesma empresa estatal ajudavam a financiar a expansão do serviço nos municípios menores e mais afastados. “Esse marco vai permitir que os municípios que têm menos capacidade técnica e financeira não sejam deixados para trás”, disse o ministro Rogério Marinho. Outros dispositivos Também ficou estabelecido um prazo para o fim dos lixões no país. De acordo com a governo, para capitais e regiões metropolitanas, esse prazo é 31 de dezembro deste ano. Para municípios com menos de 50 mil habitantes, o prazo é 2024. A nova legislação também deve contribuir para a revitalização de bacias hidrográficas, fortalecimento do papel regulatório da Agência Nacional de Águas (ANA) e alocação de recursos públicos federais e os financiamentos com recursos da União. Será instituído o Comitê Interministerial de Saneamento Básico (Cisb), sob a presidência do Ministério do Desenvolvimento regional, para assegurar a implementação da política. O novo marco legal divide opiniões. Entre entidades empresariais, há expectativa de que a mudança na legislação gere condições de investimento e ambiente de negócio que possam favorecer a ampliação dos serviços de abastecimento de água e de coleta de esgoto. As entidades que se opõem temem que a medida privatize o acesso a recursos hídricos e deixe a universalização do saneamento fora de perspectiva. Vetos De acordo com o ministro Rogério Marinho, o texto foi sancionado com 11 vetos. Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência explicou a razão de três deles. Foram vetados os parágrafos 6º e 7º do Artigo 14 pois, “ao criarem uma nova regra para indenização de investimentos não amortizados das prestadoras de saneamento, geram insegurança jurídica por descompasso ao já previsto na Lei nº 8987/95 (Lei de Concessões)”. “Ademais, como não é possível na prática a distinção da receita proveniente de tarifa direcionada para um ativo, haveria inviabilidade de pagamento da indenização”, diz a nota. De acordo com a Secretaria-Geral, também foi vetado o Artigo 16 e seu parágrafo único pois permitem a renovação, por mais 30 anos, dos atuais contratos de programa. “[Dessa forma] prolongam demasiadamente a situação atual, de forma a postergar soluções para os impactos ambientais e de saúde pública de correntes da falta de saneamento básico e da gestão inadequada da limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Ademais, os dispositivos foram vetados por estarem em descompasso com os objetivos do novo marco legal do saneamento básico, que orientam a celebração de contratos de concessão, mediante prévia licitação, estimulando a competitividade da prestação desses serviços com eficiência e eficácia, o que por sua vez contribui para melhores resultados”, diz a nota. O Artigo 20 do projeto aprovado no Congresso foi vetado integralmente. De acordo com Rogério Marinho, o dispositivo impedia que o setor de tratamento de resíduos sólidos também fosse contemplado no novo marco legal, da mesma forma que o esgotamento sanitário e o acesso à água potável. A nota da Secretaria-Geral diz que isso quebraria “a isonomia entre as atividades de saneamento básico, de forma a impactar negativamente na competição saudável entre os interessados na prestação desses serviços, além de tornar menos atraente os investimentos”. Por Revista Imagem | Texto: Andreia Verdelio - Foto: Agência Brasil
- Mourão diz que governo federal estuda fortalecer órgãos ambientais
Ideia é liberar militares de ações contínuas contra crimes ambientais Revista Imagem - Publicado em 15/07/2020 18:11 BRASÍLIA - O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse hoje (15) que o governo estuda fortalecer os órgãos federais de controle ambiental para, assim, liberar os militares das Forças Armadas de ações contínuas de combate ao desmatamento, incêndios e outros crimes contra o meio ambiente. “Estamos trabalhando no planejamento do fortalecimento dos órgãos de combate aos delitos ambientais; para recuperar a capacidade operacional do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], do ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade], e também do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] e da Funai [Fundação Nacional do Índio]”, disse Mourão ao participar, pela manhã, da segunda reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal. Mourão preside o conselho, órgão interministerial responsável por coordenar e acompanhar a implementação das políticas públicas relacionadas aos nove estados que integram a chamada Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, parte do Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins). Ao fim da reunião do conselho, Mourão participou, com vários ministros, de uma entrevista coletiva. Ele lembrou que, na última sexta-feira (10), o governo prorrogou até 6 de novembro deste ano a autorização para o emprego de militares das Forças Armadas para garantir a lei e a ordem na faixa de fronteira, nas terras indígenas, nas unidades federais de conservação ambiental e em outras áreas federais da Amazônia Legal. Foi a segunda vez que o Palácio do Planalto estendeu o prazo da operação batizada Verde Brasil 2, instituída em maio deste ano, por meio do Decreto nº 10.341. Ao falar sobre o assunto, Mourão falou sobre a necessidade de “recuperação da força de trabalho dos órgãos ambientais” federais. “Precisamos ter um planejamento para recuperar a capacidade operacional dos órgãos de fiscalização [federais] que perderam pessoal que se aposentou, e que estão com seus efetivos reduzidos. Precisamos aumentar a capacidade deles de modo a liberarmos as Forças Armadas do emprego de atividades constantes que não são suas atividades precípuas”, acrescentou o vice-presidente. Questionado sobre as restrições orçamentárias que dificultariam a realização de novos concursos públicos, Mourão comentou que alternativas já estão sendo discutidas com a equipe econômica – bem como a proposta de separar, no Orçamento, os recursos destinados à preservação da Amazônia dos usados para proteger o meio ambiente em outros biomas. “Estes assuntos foram colocados para o ministro [da Economia, Paulo Guedes]. O Ministério do Meio Ambiente e demais [da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e da Justiça e Segurança Pública, aos quais estão vinculados o Incra e a Funai] vão produzir um estudo a este respeito e isto terá que ser estudado junto com o Ministério da Economia. Óbvio que só temos uma linha de ação, que é solicitar a abertura de concurso para podermos contratar mais gente”, destacou Mourão antes de classificar como positiva a reunião de hoje do Conselho Nacional da Amazônia Legal. “Quero deixar claro, mais uma vez, o compromisso firme do Estado brasileiro com a preservação e a proteção da Amazônia e o desenvolvimento desta área do país. Vamos buscar reduzir ao mínimo aceitável os índices de desmatamento e queimadas, demonstrando à comunidade internacional e à sociedade brasileira este nosso compromisso. E deixando claro que desmatamento zero e desenvolvimento econômico não são excludentes”, acrescentou o vice-presidente. Por Revista Imagem | Texto: Alex Rodrigues - Foto: Agência Brasil
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