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  • Como frigoríficos propagaram o coronavírus em pequenas cidades

    São Miguel do Guaporé, em Rondônia, é o exemplo da disseminação em massa do vírus por trabalhadores do setor frigorífico Revista Imagem - Reportagem Especial - 27/06/2020 09:21 Na segunda quinzena de maio, após quatro membros de sua família terem contraído o novo coronavírus, a dona de casa Sônia* decidiu que deveria procurar ajuda. Moradora de São Miguel do Guaporé, em Rondônia, ela estava preocupada com a disseminação do vírus na cidade de 23 mil habitantes. Em comum, os familiares tinham o emprego no frigorífico da JBS no município. Sônia resolveu, então, denunciar ao sindicato da categoria a escalada dos números de casos de Covid-19 na empresa. “Estava todo mundo adoecendo e ninguém fazia nada, a empresa não parava nem prestava socorro. E a gente não sabia o que era. Entrei em pânico. Foi a única solução [denunciar] que encontrei”, relata. O filho mais velho de Sônia foi o primeiro da família a sentir os sintomas da doença. Começou com uma gripe, que acometeu muitos colegas da empresa ao mesmo tempo. “Nesse momento, eu já fiquei em alerta porque a epidemia já estava rodando o mundo inteiro. Mas, para eles, no frigorífico, era só uma gripe”, afirma a dona de casa. A mãe conta que o rapaz teve febre e chegou a desmaiar no banheiro, enquanto se arrumava para o trabalho. “Ele sentiu muita fraqueza. Foi para o hospital e tomou medicação, mas no dia seguinte já estava dentro da empresa de novo. Ele não foi afastado”, conta. Na mesma semana, ele e colegas só conseguiram um atestado após fazer o teste da Covid-19 por iniciativa própria. “A empresa não deu assistência para ninguém”, diz Sônia. Esse cenário já se repetia em diversos frigoríficos pelo país: no início de maio, a Procuradoria-Geral do Trabalho (PGT) anunciou inspeções em mais de 60 frigoríficos em 11 estados, entre eles Rondônia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Segundo relatório do Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), oito abatedouros paralisaram suas atividades durante o mês em decorrência da propagação da Covid-19. Para alívio de Sônia, no dia 27 de maio, a Justiça do Trabalho determinou a suspensão imediata das atividades da JBS em São Miguel do Guaporé. Além de seus dois filhos, a nora e a irmã de Sônia também contraíram a doença. “Fiquei com muito medo e preocupada. Tenho problema de saúde, pressão alta. E eu cuido do meu neto de 2 anos, filho da minha nora e do meu filho, que foram infectados”, diz. Até o dia 26 de junho, a cidade tinha 7 mortes e 709 casos de Covid-19 confirmados. Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), ao menos 260 dos casos confirmados são de trabalhadores do frigorífico. Para Sônia, não há dúvidas que a planta da JBS, que não reduziu o quadro de funcionários por turnos no período de pandemia, foi o propulsor da contaminação em São Miguel do Guaporé: “O frigorífico aqui não deu trégua. É de segunda a sábado”. Na primeira semana de junho, a Justiça do Trabalho de Rondônia decidiu que a empresa só poderia retomar as atividades frigoríficas após a adoção de medidas de segurança, como a testagem em massa de seus trabalhadores. A empresa anunciou, no dia 5 de junho, que reabriu a unidade após realizar “uma triagem rigorosa em 100% dos seus funcionários”, mas nesta semana a Justiça mandou o frigorífico fechar novamente. Frigoríficos ajudaram interiorização do vírus, diz MPT A 300 quilômetros de São Miguel do Guaporé, o município de Chupinguaia (RO) registrou o aparecimento da Covid-19 na primeira semana de junho. Até o dia 26, o município contabilizava 11 casos da doença – apesar de pequeno, o número assusta a população, estimada em 11 mil habitantes em 2019. “Aqui parece a cidadezinha do pica-pau: se fechar alguma coisa, fica só a bolinha de palha correndo pela cidade”, brinca a faqueira Fernanda Fernandes, de 32 anos, que trabalha no setor de abate da Marfrig — uma das maiores do setor frigorífico no país, e que registrou um caso da doença em seu alojamento em Chupinguaia. O medo dos moradores é que a propagação do vírus venha a colapsar um sistema de saúde já frágil na região, relata Fernanda. “Principalmente por ser uma cidade pequena, não ter recursos de saúde. Você tem que sair da cidade para poder ter um atendimento melhor. Aqui é uma cidade muito pequenininha, só tem postos de saúde, não tem um grande hospital que tenha todos os recursos. Uma contaminação muito grande aqui seria bastante complicada.” Para evitar contágio rápido, a Marfrig afastou pessoas que tiveram contato com o funcionário exposto ao vírus, caso de Fernanda. “Mas, antes de saber que eu poderia ter tido contato com coronavírus, trabalhei o dia inteiro na empresa”, diz a trabalhadora, que ficou em casa por 15 dias até conseguir fazer o teste, que deu negativo. E ainda que a empresa esteja aplicando medidas preventivas, como a orientação do distanciamento de 1,5 metro, a profissional relata que ainda existe receio entre os trabalhadores, já que muitos trabalham no mesmo ambiente. “São mais de 80 funcionários no meu setor, e queira ou não queira, não ter contato físico é impossível quando estamos trabalhando”, afirma. No último mês, a produção nem o ritmo diminuíram: “Não parou: são mil bois por dia, 2 mil peças desossadas… Continua a todo vapor, não para não”. O potencial de disseminação do vírus na região aumenta pela quantidade de trabalhadores da Marfrig que vivem em outros municípios. O caso ocorrido no alojamento da empresa, por exemplo, não entrou nas estatísticas oficiais de Chupinguaia porque o funcionário mora no alojamento da empresa, mas fez o teste no município onde vive com a família. Trabalhadores de cidades diferentes da região, como Vilhena e Alta Floresta d’Oeste, passam a semana nos três alojamentos da empresa e voltam para suas casas em ônibus fretados, às sextas. Outros estados Em Cianorte, município de 82 mil habitantes localizado no noroeste do Paraná, as atividades do frigorífico Avenorte foram suspensas por 14 dias após uma decisão da Justiça do Trabalho, no dia 22 de junho. Na liminar, o juiz Rodrigo da Costa Clazer pontua que, de 19 de maio a 9 de junho, 193 trabalhadores do abatedouro tiveram diagnóstico positivo para a Covid-19. O número representa 62% dos casos de contaminação pelo novo coronavírus na cidade. O deslocamento de trabalhadores de diversos municípios para cidades com sedes de frigoríficos é uma característica do setor em todo o país – e isso tem contribuído para a propagação do vírus por cidades do interior, pontua a procuradora Priscila Dibi Schvarcz, do MPT no Rio Grande do Sul. Os números da região Sul, que abriga a maior quantidade de abatedouros do país, chama atenção: em Concórdia, no oeste catarinense, trabalhadores de frigoríficos são mais da metade do número de casos de Covid-19 da cidade. No estado do Rio Grande do Sul, um terço dos casos confirmados da doença no estado, no fim de maio, eram trabalhadores de frigoríficos. Dos 30 municípios gaúchos que lideram o número de Covid-19 no estado, 28 são sede de frigoríficos ou cedem trabalhadores para as empresas, informou a procuradora do MPT. “O setor tem se apresentado como uma importante mola propulsora de casos, importante para a dispersão e interiorização da Covid-19 no Rio Grande do Sul”, sentencia a procuradora do trabalho. No estado, a situação mais crítica ocorreu no município de Lajeado. A cidade de 84 mil habitantes contabilizou 1.585 casos da Covid-19 até o dia 22 de junho e registrou 21 óbitos. A incidência de casos no município, de 1.873,5 a cada 100 mil habitantes, é bem mais alta que a da capital gaúcha, Porto Alegre, onde o índice é de 114,2 casos a cada 100 mil habitantes. Devido aos surtos em frigoríficos, houve testagem em massa nas empresas: só na sede da BRF foram contabilizados 959 casos após a realização dos exames. Na unidade da empresa Minuano, foram 432 casos positivos para o novo coronavírus. No momento, a prefeitura monitora 12 casos ativos. Uma reportagem do site O Joio e O Trigo apontou que ao menos 80% dos frigoríficos de inspeção nacional estão localizados em cidades com menos de 100 mil habitantes, e 42% deles, em cidades com menos de 30 mil habitantes. O levantamento mostra também que mais de 90% dos municípios brasileiros com frigoríficos de inspeção federal têm casos de Covid-19. Dados mais recentes do boletim epidemiológico do Rio Grande do Sul informam que o estado ainda acompanha 24 surtos em frigoríficos e laticínios, que somam mais de 26,3 mil trabalhadores. Entre eles, mais de 3 mil tiveram o diagnóstico confirmado laboratorialmente. Foram registrados quatro óbitos de trabalhadores. Relutância às recomendações Recomendações foram expedidas para o setor quando ainda não havia casos da doença registrados nas empresas. “Mesmo antes desses casos aparecerem no Brasil, nós estávamos acompanhando esta situação porque o MPT acompanha o setor em razão de outros problemas que são característicos, como doenças osteomusculares”, explica a procuradora do MPT-RS. No dia 31 de março, por exemplo, um documento elaborado pelo MPT apontou quais medidas preventivas específicas deveriam ser tomadas pelos abatedouros brasileiros. A orientação foi dada devido ao impacto da Covid-19 observado em empresas do setor nos EUA. No país, grandes empresas como Cargill e Smithfield Foods tiveram que fechar fábricas por causa de surtos da doença. O CDC, agência que monitora dados epidemiológicos nos EUA, informou que quase 5 mil funcionários de frigoríficos haviam sido infectados até o final de maio no país, mas a ONG Food & Environment Reporting Network estima que esse número, na verdade, pode ter ultrapassado 17 mil trabalhadores e mais de 60 mortes. No último domingo (21), a China também suspendeu as importações de aves de uma das fábricas da Tyson Foods devido aos casos de Covid-19 entre os funcionários. A Tyson, a maior empresa de carne dos EUA em vendas, está analisando o relatório de suspensão chinês, focado em uma fábrica de frango em Springdale, Arkansas. No Brasil, a atividade entrou no rol de serviços essenciais pelo decreto nacional assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, em março. Segundo o MPT, a recomendação pedia que as empresas considerassem o isolamento de trabalhadores, quando possível para manter a produção. Além disso, o órgão orientava os frigoríficos a adotar e ampliar as escalas de trabalho para reduzir fluxos e o número de trabalhadores por turno. A reorganização dos horários de entrada e saída dos funcionários também era uma instrução do órgão. O MPT, no entanto, encontrou relutância das empresas para efetivar as ações. “Em um primeiro momento, tivemos uma resistência bem grande do setor justamente porque supunham que não existiam casos ainda e que as medidas eram um tanto quanto exageradas e inexequíveis”, lembra a procuradora. Ela diz que a dimensão que os casos ganharam poderia ter sido evitada com busca ativa de casos pelas empresas e afastamentos precoces. “Não tínhamos nenhuma planta ainda com surto, não existia nenhuma dessas situações que hoje identificamos quando fizemos a primeira recomendação.” Para Priscila, era questão de tempo até que os primeiros casos aparecessem. “Era uma bomba-relógio”, diz a procuradora. “É um grande quantitativo de trabalhadores, que desempenham suas atividades de forma muito próxima. E, fora da linha de produção, existem muitos pontos de aglomeração que facilitam a dispersão da Covid-19”, completa. Além disso, ela lista os ambientes refrigerados, pouco arejados e com baixa taxa de renovação de ar como determinantes para a propagação do vírus. Até o final de maio, o MPT somava mais de 172 denúncias trabalhistas, em todo o Brasil, relativas a empresas de “abate de reses” e “abate de suínos e aves, categoria em que se encaixam os abatedouros. No Rio Grande do Sul, o MPT entrou com ações civis públicas contra quatro plantas de frigoríficos. Foram interditadas duas unidades da JBS, em Passo Fundo e Caxias do Sul, além dos dois frigoríficos epicentro dos casos em Lajeado, o da BRF e o da Minuano. Em âmbito nacional, o órgão firmou Termos de Ajuste de Conduta (TACs) com mais de 70 frigoríficos no país para a readequação das condições de trabalho dos funcionários durante a pandemia. Dez empresas que empregam, juntas, cerca de 170 mil trabalhadores assinaram o compromisso, como BRF, Marfrig e Aurora. A JBS, maior indústria de carnes do país, não aceitou pactuar o acordo com o órgão. A Agência Pública entrou em contato com a JBS, que afirmou que a empresa adota “um rigoroso protocolo de controle e prevenção da doença em suas unidades”, que foi definido de acordo com os órgãos de saúde e com a consultoria de médicos especializados. “Com essas medidas, a empresa está confiante em garantir o abastecimento e a oferta de produtos da mais alta qualidade a seus clientes e consumidores no país e no mundo”, diz a nota da assessoria de imprensa. No Mato Grosso do Sul, como mostrou reportagem da Pública, a contaminação de pelo menos 86 indígenas da reserva Francisco Horta Barbosa, em Dourados, partiu de uma planta da JBS que recebe trabalhadores de vários municípios da região. No Paraná e em Santa Catarina, o Ministério Público Federal (MPF), em conjunto com o MPT, recomendou que as empresas afastassem trabalhadores indígenas sem cortes nos salários. Freio na produção Entre os acordos realizados com o MPT, está o plano de redução de atividades dos frigoríficos. Uma das empresas que assinou esse termo foi a Agroaraçá, localizada em Nova Araçá, pequena cidade de 4 mil habitantes na serra gaúcha, a 200 quilômetros de Porto Alegre. No dia 29 de maio, a empresa suspendeu as atividades por três dias após constatação de um surto de Covid-19 entre os trabalhadores: mais de 150 funcionários haviam sido diagnosticados. Até o dia 19 de junho, a cidade contabilizou 439 casos confirmados, além de 26 casos suspeitos. O município registrou uma morte, de Lorimar Oliveira, gerente de produção do frigorífico. Depois do acordo, a fábrica fez testagem em massa nos trabalhadores e detectou 447 casos do novo coronavírus na empresa, 396 que já estavam imunes e 51 ativos e assintomáticos. Os números de trabalhadores contaminados na empresa estão dissolvidos nos boletins epidemiológicos dos municípios vizinhos. A auxiliar de produção Elena Maria Bastiani, de 48 anos, trabalha há 15 anos no frigorífico e foi uma das trabalhadoras afastadas. Até o surgimento do primeiro caso, ela conta que medidas de prevenção, como o distanciamento social, eram tomadas – mas não foram suficientes para evitar o surto na empresa que emprega 1.600 mil funcionários. “A gente mantinha distância uns dos outros, nossa temperatura era medida antes de entrar, a gente lavava as mãos. Mas o primeiro caso que houve foi no dia 4 de maio e, a partir dali, só foi aumentando”, lembra. Ela, que trabalha no departamento de corte e embalagem, estima que são 200 colegas na mesma sala. “É muita gente, um ambiente que não tem ventilação. Acredito que seja por isso também que o vírus se espalhou por lá”, disse. “Não houve rotatividade, todo mundo estava trabalhando normalmente, menos quem era grupo de risco e grávidas.” Dois dias após o exame, ela começou a sentir os primeiros sintomas: “Eu estava espirrando muito e não conseguia respirar pelo nariz. Também fiquei com dor de cabeça forte, eu achava que ia surtar a qualquer momento”, lembra. Por conta da pandemia, Elena não vê o filho de 11 anos há três meses, que aguarda o fim do isolamento social na cidade de Montenegro, a 150 quilômetros de distância de Nova Araçá. “Ele foi passar as férias na casa da tia, em março. Mas, como começou o surto no frigorífico, achamos melhor ele ficar lá, porque eu estava exposta”, explica a funcionária. “Eu chorava e pensava que eu nunca mais fosse ver meu filho.” Após acordo com o MPT, o Agroaraçá voltou a funcionar, operando com 40% do seu quadro de funcionários, no início de junho. No dia 19 de junho, os ministérios da Agricultura, da Economia e da Saúde publicaram no Diário Oficial da União uma portaria conjunta com as medidas destinadas à prevenção e ao controle da Covid-19 nos frigoríficos. Mas a testagem em massa e a diminuição do número de funcionários por turnos, que têm sido recomendadas pelo MPT, ficaram de fora das obrigatoriedades das empresas. A redução do número de trabalhadores por turnos também é a posição defendida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins, que reúne federações e sindicatos que representam trabalhadores do setor de alimentos de todo o país. O presidente da entidade, Artur Bueno de Camargo, argumenta que a solução pode manter a segurança do trabalhador enquanto a produção das indústrias é mantida. “A gente exige todas as medidas de segurança e higiene, mas, principalmente, a redução do número de trabalhadores nas empresas. Entendemos que, por causa do número de funcionários, é impossível evitar aglomeração numa condição normal”, explica Camargo. O advogado Paulo Roberto Lemgruber Ebert, que representa sindicatos de trabalhadores do setor frigorífico em Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, afirmou que alguns abatedouros ainda não cumprem os acordos firmados com o MPT, o que impede a interrupção do ciclo de novos casos em várias unidades do estado. Ele pondera que o descumprimento pode gerar sanções econômicas para as empresas. “Com relação às normas da economia e da saúde, eles podem sofrer sanções por parte da auditoria fiscal do trabalho e por parte da vigilância sanitária. A inspeção do trabalho e a vigilância sanitária, dependendo da gravidade, podem autuar esses frigoríficos e, dependendo da gravidade da situação, até fechá-los”, avalia. “Além disso, os sindicatos e os próprios trabalhadores, dependendo dos danos que eles tiverem experimentado, podem ajuizar ações pedindo pagamento de danos materiais e danos morais.” Apesar da pandemia e dos números negativos de infecções entre trabalhadores nos frigoríficos, o setor parece não sentir os impactos econômicos da crise gerada pelo coronavírus: segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, só o faturamento das exportações de carne bovina no país aumentou 34% em um mês, acumulando US$ 682 milhões de receita em maio deste ano. O número é 41,5% superior a maio de 2019, quando o comércio do produto no exterior faturou US$ 482 milhões. Por Revista Imagem | Rute Pina (AP)

  • Qualidade à flor da pele: Café de RO é matéria-prima para cosméticos

    Os Robustas Amazônicos especiais estão proporcionando desenvolvimento social, econômico e também benefícios para saúde Revista Imagem - Reportagem Especial - 04/07/2020 08:00 PORTO VELHO - Os Robustas Amazônicos especiais estão proporcionando desenvolvimento social, econômico e também benefícios para saúde. Além de ser fonte de bebida de qualidade, por ser rico em constituintes nutricionais, químicos e com muitos aromas e sabores, estes cafés começam a ser utilizados na indústria de cosméticos. O café é considerado um alimento com propriedades nutracêuticas, ou seja, seus compostos possuem valor nutricional e que proporcionam também benefícios para a saúde. Um grupo de mulheres empreendedoras deu início, em 2015, a um trabalho que alia preservação ambiental, empoderamento feminino e desenvolvimento socioeconômico local. Com a denominação de Saboaria Rondônia, elas passaram a utilizar a riqueza da biodiversidade amazônica nas essências dos produtos de higiene pessoal e voltados para os cuidados com a pele. Como o café é um dos principais produtos agrícolas do estado, não demorou muito para que migrasse da xícara para os potes e barras de sabonete, sempre misturados a óleos vegetais e outros ativos. Uma das fundadoras do empreendimento e responsável pela comercialização dos produtos, Jaqueline Freire de Almeida, conta que elas sempre pesquisam sobre elementos naturais com propriedades benéficas ao cuidado corporal, e buscam aliar estes produtos à valorização da cadeia produtiva regional. “Em nossas pesquisas vimos os benefícios do café para a pele. Foi onde nasceu a ideia de utilizar o café no sabonete, esfoliante corporal e também em outros produtos. Além disso, pensamos em também fomentar essa cadeia produtiva em Rondônia, que cresce bastante, caminhando junto aos cafeicultores familiares”. Em 2019, colocaram estes produtos à base de café no mercado, o que despertou grande interesse dos consumidores. Entretanto, os clientes mais exigentes demonstraram certo desapontamento com o aroma dos produtos, apesar de gostarem dos efeitos na pele. “Sabíamos da atuação da Embrapa Rondônia em pesquisas com café e buscamos apoio para aprimorar nossos produtos à base deste grão”, diz Jaqueline Freire. Após questionamentos e relatos sobre o processo produtivo, o pesquisador da Embrapa Rondônia, Enrique Alves, que atua na qualidade do café, observou que a matéria prima poderia ser o diferencial que elas estavam procurando. Para testes, a Embrapa forneceu grãos especiais e selecionados de Robustas Amazônicos, com torra média. Segundo as empreendedoras, após a troca da matéria prima, o resultado foi primoroso. Os novos aroma e sensação após o uso melhorou muito a aceitação do produto. “O poder de transformação da realidade que a pesquisa tem, impressiona. Muitas vezes, mudanças de hábitos baseadas em argumentos técnico-científicos podem trazer resultados muito positivos”, comenta Alves. O pesquisador da Embrapa explica que elas utilizavam cafés tradicionais como matéria prima, numa escolha baseada em custo-benefício. Estes cafés, apesar de fazerem parte do hábito de consumo da maioria das pessoas, eram muito pobres do ponto de vista sensorial. Eram provenientes, possivelmente, da colheita de frutos verdes e de um processo de pós-colheita inadequado. A princípio, o uso deste tipo de café não parecia ser um problema. Mas, ao analisar os produtos, o pesquisador observou que as características sensoriais dos cafés tradicionais poderiam ser observadas nos cosméticos. Então, ele indicou a substituição dos grãos de padrão de qualidade tradicional pelos de Robustas Amazônicos superiores, ou Finos. A substituição da matéria-prima ocasionou uma melhoria perceptível nas características sensoriais dos produtos. Mas, os ganhos não pararam por aí. Os consumidores começaram a relatar um aumento na intensidade dos benefícios esperados com o uso dos produtos. Para Mareilde Freire de Almeida, uma das fundadoras do empreendimento familiar, com a adoção de grãos de qualidade superior, houve melhoria tanto no processo produtivo como nos resultados finais. Pela boa qualidade do café, não foi preciso o uso de composto para dar a fragrância. “Hoje, vamos direto ao fornecedor do café e conhecemos a procedência, o que confere também maior durabilidade aos nossos produtos. Os elogios dos clientes e a melhoria das vendas são nosso melhor termômetro”, conta Mareilde. Os produtos à base de café representam, segundo elas, 40% das vendas. Após os resultados do uso dos Robustas Amazônicos Finos, as empreendedoras passaram a utilizar estes cafés em seus produtos. Para isso, fizeram uma parceria com um produtor de cafés especiais localizado na Região Matas de Rondônia para fornecer matéria-prima de origem, com rastreabilidade e qualidade. Além disso, a escolha levou em conta um produtor que empregasse critérios de sustentabilidade na produção e que evita o uso de agrotóxicos nas lavouras.  A parceria com a família Lima veio ao encontro da busca por fornecedores qualificados que trabalhassem no mesmo viés de sustentabilidade. “A conjugação da valorização da agricultura familiar de Rondônia, fomento de produtos locais junto à preocupação ambiental faz parte da política interna do nosso empreendimento”, afirma Mareilde. Os produtos feitos atualmente pela Saboaria Rondônia, à base de café, são os sabonetes em barra, com leve efeito esfoliante e a pasta esfoliante corporal. É elaborada uma mistura de óleos vegetais advindos da biodiversidade amazônica como óleo de buriti, babaçu, copaíba, andiroba, pracaxi, castanha, manteigas vegetais de murumuru, cupuaçu, cacau e outros ativos como açafrão e gengibre. Também está em teste no laboratório o shampoo líquido a base de café. De Rondônia para o mundo O uso de essências naturais da biodiversidade amazônica aliado ao propósito de preservação tem ampliado o mercado para os produtos da Saboaria Rondônia. O canal de vendas para outros países está, aos poucos, se consolidando. Elas já enviaram produtos, em pequena quantidade, para os Estados Unidos, Portugal, Coréia do Sul, França e, em 2020, poucos dias antes da crise pandêmica do COVID-19, realizaram a venda de maior volume de produtos para a Suíça. Dentre eles, um dos mais requisitados e elogiados pelos compradores, segundo as empreendedoras, foi a pasta esfoliante de café. Estas mulheres também foram incentivadas pela Embrapa a participarem de um programa de coaching empresarial para o desenvolvimento de seu negócio familiar. “O apoio da consultoria alavancou nossa gestão, em especial nas estratégias de vendas”. Elas agora se preparam para ampliar a linha de produtos com base nos cafés e outras essências da Amazônia e também para a venda e-commerce e internacionalização do empreendimento. As pesquisas devem avançar O fator genético, o manejo, a colheita e o processamento pós-colheita e secagem podem influenciar sobre as características físico-químicas e organolépticas do café, ou seja, que são facilmente percebidas pelos nossos sentidos: olfato, visão, paladar e tato. Segundo o pesquisador Enrique Alves, a próxima etapa para o aprimoramento de cosméticos a base de café será testar o efeito destes fatores sobre a qualidade e aceitação dos cosméticos. Os clones de Robustas Amazônicos Híbridos lançados pela Embrapa Rondônia em 2019, serão utilizados nos próximos estudos. O desenvolvimento e aprimoramento de produtos a base de cafés especiais faz parte de uma linha de pesquisa que deve ser incluída nos próximos trabalhos da Embrapa Rondônia e parceiros. Estarão vinculados no âmbito do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café - CBP&D/Café, coordenado pela Embrapa Café. Robustas Amazônicos em Rondônia Rondônia é responsável por cerca de 97% do café produzido na Amazônia. O estado vem passando por diversas transformações, tornando-se mais agronomicamente eficiente com uma evolução superior a 300% em sua produtividade nos últimos anos. Aliado a isso vem o reconhecimento de uma cafeicultura que se destaca também pelo número crescente de produtores que desenvolvem lotes e microlotes de um produto de qualidade de padrão internacional. Como parte dessa evolução, a região Matas de Rondônia está em processo de reconhecimento da sua excelência na produção de Robustas Amazônicos Finos, por meio do selo de Indicação Geográfica, e um forte vínculo com a sustentabilidade, baseado na chancela da Plataforma Global do Café - PGC. A possibilidade desse selo de origem e qualidade para os cafés amazônicos abre oportunidades para os mais de 17 mil cafeicultores da região, em sua maioria de base familiar, na busca por novos mercados consumidores e formas de uso para os seus grãos. A cafeicultura amazônica tem se mostrado prodiga em novidades e inserção social. São indígenas, mulheres, jovens e sêniores que cultivam o café no estado em uma área superior a 70 mil hectares. Na Amazônia, todos têm seu lugar ao sol nesse empreendimento agrícola tão importante para o país e o mundo. Potencial do café especial O pesquisador da Embrapa Rondônia, Enrique Alves, explica que os cafés especiais são mais ricos em açucares, substâncias antioxidantes e lipídeos, entre outros. Além disso, o ponto de torra dos cafés especiais claro ou médio, também podem fazer a diferença quando comparado aos cafés tradicionais, que usam, geralmente, torras escuras e até carbonizadas. “Os grãos de café têm muitos compostos voláteis que podem se perder em torras escuras”, pontua Alves. A publicação da Embrapa, intitulada Café & Saúde Humana, de autoria dos pesquisadores Ronaldo de Oliveira Encarnação e Darcy Roberto Lima, demonstra que os grãos de café são ricos em sais minerais (3% a 5%) como potássio, magnésio, cálcio, sódio, ferro, manganês, rubídio, zinco, cobre, estrôncio, cromo, vanádio, bário, níquel, cobalto, chumbo, molibdênio, titânio e cádmio. Também possuem uma quantidade considerável de lipídios (10% a 20%), açúcares (35% a 55%) e aminoácidos (2%), substâncias importantes como fontes de energia, além de ácidos clorogênicos (7% a 9%) e niacina ou vitamina PP – vitamina do complexo B (0,5%). A bebida do grão possui cafeína, ácidos clorogênicos/quinídeos, niacina, sais minerais e centenas de compostos voláteis responsáveis pelo aroma e o sabor. Do ponto de vista alimentício, todos esses componentes fazem do café uma bebida saudável e rica em propriedades nutricionais, superando as bebidas isotônicas, os refrigerantes e a própria água mineral. Os mesmos autores também mencionam o cuidado da torra para a preservação das propriedades benéficas dos grãos de café. E, que após o processo de torra, a coloração dos grãos deve ser marrom-chocolate, clara ou escura, mas nunca preta como carvão, pois assim, permaneceriam as mesmas quantidades de cafeína, mas um maior teor de cinzas, enquanto os outros componentes mais importantes seriam praticamente destruídos. Somente a cafeína (termoestável) não é destruída com a excessiva torra do café. Por Revista Imagem | Texto: Renata Silva - Fotos: Divulgação

  • Covid-19: Brasil registra 614 mortes e mais 23.284 casos em 24h

    Desde o início da pandemia, 1.667.667 pacientes já se recuperaram Revista Imagem - Publicado em 27/07/2020 21:49 O boletim do Ministério da Saúde mostra que foram registradas 614 mortes e mais 23.284 pessoas infectadas com o novo coronavírus entre ontem (26) e hoje. Ainda há 3.833 óbitos em investigação. No total, o Brasil chegou a 87.618 óbitos e 2.442.375 pessoas infectadas notificadas desde o início da pandemia. Até o momento, 1.667.667 pacientes se recuperaram da doença. Segundo o Ministério da Saúde, há 687.090 pacientes em acompanhamento. Aos sábados, domingos e segundas-feiras, o número registrado diário tende a ser menor pela dificuldade de alimentação dos bancos de dados pelas secretarias municipais e estaduais. Já às terças-feiras, o quantitativo em geral é maior pela atualização dos casos acumulados aos fins de semana. Covid-19 nos estados Os estados com mais óbitos por covid-19 são: São Paulo (21.676), Rio de Janeiro (12.876), Ceará (7.509), Pernambuco (6.376) e Pará (5.729). As Unidades da Federação com menos mortes em decorrência do novo coronavírus são: Mato Grosso do Sul (319), Tocantins (350), Roraima (474), Acre (493) e Amapá (556). Por Jonas Valente

  • Rondônia chega a 830 mortes por Covid-19 e casos passam de 36 mil

    Relatório desta segunda-feira (27) apontou 16 novas mortes e aumento de 338 diagnósticos da Covid-19, em comparação com o boletim anterior Revista Imagem - Publicado em 27/07/2020 21:49 O número de diagnósticos soma 36.148: são 338 infecções a mais que o total contabilizado até a noite de domingo (26). Em contrapartida, 25.244 (69,8%) pessoas já estão curadas da doença em Rondônia. Os 16 óbitos foram confirmados nas seguintes cidades: 9 em Porto Velho: quatro mulheres (55, 79 e duas com 87 anos) e cinco homens (42,63,67,80 e 82 anos); 3 em Vilhena: mulher de 69 anos e dois homens de 60 e 79 anos; 1 em Ariquemes: homem de 64 anos; 1 em Candeias do Jamari: homem de 66 anos; 1 em Pimenta Bueno: mulher 61 anos; e 1 em Ji-Paraná: mulher de 45 anos. A capital continua sendo a cidade com maior número de infectados: são 20.772 diagnósticos da doença e 543 óbitos. Em seguida está Ariquemes com 2.378 casos confirmados, Guajará-Mirim com 2.094 e Vilhena com 1.103 diagnósticos. A Sesau também divulgou no boletim que há: 429 pacientes internados no total; 117.915 testes realizados; e 1.019 casos suspeitos aguardando resultado no Lacen. Conforme divulgado no último domingo (26), a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adultos é de 74,2%. Desses leitos de UTI, 72,3% estão ocupados na macrorregião I, que inclui hospitais de Porto Velho, Ariquemes e Jaru, e 78,7% ocupados na macrorregião II, que engloba os hospitais de Cacoal, Vilhena e São Francisco do Guaporé. Os dados referentes a taxa de ocupação de leitos nesta segunda-feira (27) não foram divulgados até a publicação desta reportagem. Por G1RO

  • Vilhena bate novo recorde de casos de coronavírus e registra mais uma morte

    Nesta segunda-feira, o município registrou 81 novos casos, 7 a mais que o maior número até então registrado em um único dia na cidade Revista Imagem - Publicado em 27/07/2020 21:49 Vilhena bateu novo recorde de casos de covid-19 registrados em um único dia. Nesta segunda-feira (27), o município registrou mais 81 pessoas infectadas por coronavírus. Foram 27 casos por RT-PCR, 34 por teste rápido e 17 por vinculo epidemiológico. Os casos de hoje superaram os 74 casos registrados há três dias. Com os casos registrados hoje, Vilhena chega a um total de 1.229 casos registrados de coronavírus, desde o dia 5 de abril quando foi registrado o primeiro caso no município. Nesta segunda também registrado mais um óbito pela covid-19. A paciente tinha 69 anos e morava no Jardim Eldorado. Ela estava internada na UTI da Central de Atendimento à Covid-19 desde a quinta-feira (23). Estava sem necessidade de respirador, mas evoluiu para sintomas ainda mais graves e teve de ser intubada no domingo (26). Hoje ela não resistiu à doença e faleceu. Com a morte da senhora, sobe para 24 o total de mortes no município pela covid-19, sendo 18 óbitos de vilhenenses e 6 óbitos de moradores de outras cidades. Vilhena vive o pico da pandemia. A Central de Atendimento à Covid-19 continua lotada. Hoje a Central tinha 16 pacientes internados, sendo 7 na UTI. Nas redes sociais, internautas especulam se a prefeitura não estaria dificultando a internação de pacientes na UTI para evitar o lockdown (fechamento do comércio) na cidade. A Lei Municipal que trata sobre o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus em Vilhena estabelece a obrigatoriedade de fechamento do comércio caso a ocupação dos leitos de UTI da Central chega a 80%. Até o fechamento da matérias, nossa reportagem não havia conseguido contato com a assessoria de comunicação da prefeitura para comentar sobre as especulações. Por José Antonio Sant'Ana

  • VILHENA: Asfalto da avenida 1° de Maio chega à rua Jamari

    Ao todo, pouco mais de 2,5 km da avenida foram asfaltadas, atendendo trecho de maior fluxo da avenida após 40 anos de espera Revista Imagem - Publicado em 27/07/2020 16:48 O asfaltamento da avenida 1° de Maio está praticamente concluído. Neste fim de semana as máquinas realizaram a aplicação das camadas asfálticas até a rua Jamari. Agora, dentro dos próximos 15 dias, o meio-fio deve ser instalado na avenida que receberá as calçadas dentro de 60 dias. Esperada há décadas, a benfeitoria garante trafegabilidade adequada, escoamento às águas da chuva e bem-estar a muitos dos pioneiros de Vilhena. Conforme os engenheiros da Prefeitura de Vilhena, que fiscalizam e acompanham a execução da obra, o trabalho de construção dos meio-fios está adiantado e já contempla, em ambos os lados da via, boa parte da avenida. Este serviço deve ser concluído em toda a extensão já pavimentada nas duas próximas semanas. Agora que a pavimentação foi aplicada sobre a terraplanagem, as equipes da empresa vencedora da licitação, Alto Rio, irão iniciar duas frentes de trabalho no Cristo Rei, aproveitando a estiagem para finalizar o nivelamento e compactação do solo para posterior aplicação das camadas asfálticas em todas as ruas e avenidas do bairro. Então, os trabalhadores retornarão à avenida 1° de Maio para iniciar a construção das calçadas, que já serão instaladas com equipamentos de acessibilidade, como rampas para cadeirantes e piso podotátil. Trecho com maior fluxo de veículos e movimentação devido à proximidade com o Centro, os 2,5 quilômetros contemplados da via concentram moradores que lidaram com poeira, buracos, lama e desconfortos por cerca de 40 anos, mas que agora já começam a construir suas próprias calçadas até o meio-fio recém colocado. Tanto na avenida 1° de Maio como nos diversos trechos do bairro Cristo Rei, a previsão da empresa é que os serviços, que iniciaram ainda em 2019, tenham todas suas etapas concluídas neste ano. Por Herbert Weil

  • Sete são presos em corona fest neste domingo em Vilhena

    Um adolescente de 16 anos também estava na festa; Aglomerações com mais de 5 pessoas seguem proibidas em Rondônia Revista Imagem - Publicado em 27/07/2020 14:34 Oito pessoas foram detidas e levadas para a Delegacia da Polícia Civil de Vilhena na noite deste domingo (26), acusados de descumprirem decreto de distanciamento social por conta da pandemia do coronavírus. Além disso, o detidos foram enquadrados na lei de perturbação de sossego. Segundo vizinhos que denunciaram a Corona Fest, o evento que acontecia em um conjunto de quitinetes localizado no Setor 23, havia iniciado no dia anterior e já durava mais de 24 horas, com som alto, bebidas e rodadas de narguile. No local estavam a dona do apartamento (P.R.M.) de 24 ano, outros 6 adultos entre 18 e 25 anos, e um adolescente de 16 anos. Todos foram conduzidos até a Polícia Civil. Os militares também apreenderam o aparelho de som usado na festa. Da Redação

  • Polícia Militar apreende mais de quatro quilos de entorpecentes em Vilhena

    Três pessoas foram detidas acusadas de tráfico e comércio de entorpecentes Revista Imagem - Publicado em 27/07/2020 14:17 Policiais Militares do Patrulhamento Tático Móvel (PATAMO) do 3º BPM detiveram 3 suspeitos de tráfico de drogas e apreenderam mais de 4 quilos de maconha em Vilhena. O fato aconteceu na noite do dia 24, durante patrulhamento no bairro Cidade Verde II, quando os policiais se depararam com um homem (M.C.S.) conhecido por praticar tráfico de entorpecentes utilizando o serviço de mototaxi. Em função de elevada suspeita, os militares realizaram o procedimento de abordagem e localizaram dentro da mochila do suspeito a quantidade de 498 gramas de substância aparentando ser maconha e um celular. O suspeito afirmou aos policiais que se tratava de entorpecentes e que trabalhava para um casal que reside no bairro Marcos Freire e que no momento em que foi interceptado pela Polícia Militar tinha buscado a droga na casa de uma outra mulher no bairro Cidade Verde II e que pretendia retornar ao endereço do casal. Com o apoio de outra guarnição, os militares foram até o endereço da possível fornecedora da droga, porém a mulher havia se evadido do local. Na residência, os militares localizaram dentro do guarda roupa, vários tabletes de maconha totalizando 3,986 Kg; além de uma carteira porta cédulas, contendo documentos em nome da suspeita de fornecer os entorpecentes e um telefone smartphone. O casal acusado de empregar M.C.S. foi localizado em casa, e negou a propriedade da drogas. Durante a revista ao local, foi encontrada a quantia de R$ 124,00 em espécie, que os donos da casa não souberam explicar a origem. Os três agentes foram conduzidos para Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp), juntamente com os entorpecentes e objetos apreendidos. O mototaxista que carregava M.C.S. também compareceu à Unisp como testemunha. Da Redação

  • Casa do Empreendedor realizou mais de mil atendimentos em 2020

    Mesmo no período da pandemia da covid-19, servidoras se empenham no apoio à microempreendedores Revista Imagem - Publicado em 27/07/2020 13:56 A Casa do Empreendedor de Vilhena que opera junto com a Semtic (Secretaria Municipal de Turismo, Indústria e Comércio) no Paço Municipal está auxiliando os empreendedores da cidade com liberação de crédito e orientações de investimento durante este ano. De acordo com dados da secretaria, de janeiro até o dia 17 de julho, foram realizados 1.275 atendimentos. Marcondes Cerrutti, secretário municipal de Turismo, Indústria e Comércio, destaca o empenho das servidoras responsáveis pelos atendimentos. “Nós não paramos de atender, mesmo com a pandemia. Fizemos parte dos atendimentos em regime de home office e atendemos via telefone e WhatsApp. Reconhecemos o trabalho das nossas servidoras Vanusa Torres, Aline Pardial e Greicilene de Souza que se mantiveram dedicadas neste período”, aponta o secretário. De acordo com Rita Marta Correia, agente de desenvolvimento da Semtic, através dos mais de mil atendimentos, foram emitidos cerca de R$ 650 mil em notas fiscais para os empreendedores. Já no Banco do Povo, os quase 80 atendimentos geraram cerca de R$ 150 mil em microcréditos para os produtores. “Tivemos que nos adaptar em face da pandemia, mas seguimos trabalhando em prol dos empreendedores vilhenenses. O resultado pode ser visto em muitos pequenos negócios que estão surgindo e se mantendo em funcionamento na cidade mesmo neste período de crise”, aponta Rita. Recentemente os mototaxistas Samuel Santos, Michael Palhares e Silvando Amorin receberam o cheque com essa ajuda oferecida pelo Banco do Povo/Casa do Empreendedor. Interessados devem entrar em contato pelo WhatsApp através do número 3322-6727. Também está disponível atendimento o e-mail semtic@vilhena.ro.gov.br. Por Herbert Weil

  • Prefeitura inicia obras de parque no antigo buracão da Curitiba

    Espaço terá mais de 11 mil metros quadrados; previsão é que obra esteja pronta ainda este ano, beneficiando vários bairros próximos Revista Imagem - Publicado em 27/07/2020 11:52 Já começaram as obras do parque que vai transformar o antigo “Buracão da Curitiba” em um ponto de lazer, atividades físicas e convivência de moradores de vários bairros da região. Com mais de 11 mil metros quadrados de área, o parque está saindo do papel e deve ficar pronto ainda este ano, encerrando cerca de uma década de preocupações dos cerca de 1,5 mil moradores dos entornos. Os trabalhos começaram na semana passada e atualmente os trabalhadores se concentram na edificação dos meio-fios que permitirão o surgimento da pista de caminhada do espaço. Estão previstos ainda no local academia ao ar livre, iluminação pública, arborização, playground, gramado e escadaria em três patamares. O parque terá 225 metros de comprimento por 50 de largura e será uma das maiores áreas verdes do município, com previsão de receber. Somente o gramado no local, já instalado em parte, terá quase 18 mil metros quadrados, aproximadamente, quando concluído. A previsão do setor de engenharia da Secretaria Municipal de Planejamento é que a obra seja concluída ainda neste ano, beneficiando moradores dos bairros Parque Cidade Jardim 1 e 2, Cristo Rei, São Jerônimo, Marcos Freire, Setor 28 e outros próximos, que poderão desfrutar do novo parque. Para acesso ao parque, cerca de 200 metros da Rua dos Pequizeiros estão sendo nivelados e adequados. Importante para a contenção do escoamento da água do Cristo Rei, o parque manterá firme a estrutura do aterro feito no local. Da mesma forma, que a obra de uma praça contribui para evitar o surgimento de novas erosões no fim da macrodrenagem da avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, o parque do fim da avenida Curitiba será um espaço de lazer, mas também terá função importante a longo prazo, evitando que os moradores sofram com o “fantasma” do desbarrancamento na região. Por Herbert Weil

  • Durante festa com mais de 50 pessoas, casa flutuante parte ao meio e afunda

    Dono diz que locou embarcação para festa e organizadores colocaram excesso de peso, o que pode ter causado o acidente Revista Imagem - Publicado em 27/07/2020 11:48 Uma casa flutuante afundou parcialmente no rio Candeias, no último fim de semana, durante uma festa de aniversário clandestina em Candeias do do Jamari, região metropolitana de Porto Velho. O acidente aconteceu durante a noite e cerca de 50 pessoas estavam no local, mas não houve feridos. À Polícia Civil, o dono da embarcação comunicou que tinha alugado a casa para um grupo realizar uma festa no fim de semana. Porém, o empresário afirma que os organizadores colocaram excesso de peso no flutuante. Entre a noite de sábado (25) e a madrugada de domingo (26) a embarcação partiu ao meio, por causa da quantidade de pessoas em cima, e a casa começou afundar na água. Segundo o dono da casa flutuante, dentro da casa flutuante havia vários móveis, sendo quatro camas de casal, aparelhos de ar-condicionado, geladeira, cervejeira, fogão industrial, mesas e cadeias. Os eletrodomésticos e objetos afundaram no rio . Uma testemunha contou que várias pessoas pularam na água após o flutuante começar a virar. Algumas delas perderam telefones, bolsas e até documentos pessoais. "O flutuante partiu no meio e afundou...um prejuízo. Quase 50 pessoas estavam nessa barca aí", disse uma das testemunhas. O Corpo de Bombeiros informou não ter sido chamado para atender este acidente com embarcação no rio Candeias. Já a 1ª Delegacia de Candeias do Jamari informou estar apurando as causas que determinaram o acidente com a casa flutuante. Imagens postadas nas redes sociais mostram várias pessoas, horas antes do acidente, participando da festa na casa flutuante. De acordo com decreto do governo do estado, festas estão proibidas por causa da pandemia de coronavírus. Por G1

  • Câmara de Vereadores doa veículo para escola municipal em Nova Conquista

    Veículo é uma das várias ações do poder público na Maria Paulina durante os últimos dois anos Revista Imagem - Publicado em 27/07/2020 11:40 A Câmara Municipal de Vereadores de Vilhena realizou a doação de um veículo para a escola municipal Maria Paulina, da comunidade de Nova Conquista, a cerca de 60 km da zona urbana. O veículo será usado para o deslocamento dos servidores da unidade nas cercanias da escola e também até a cidade. De acordo com Ronildo, a doação atende pedidos dos servidores da escola. “Estamos atentos às necessidades de todos e não poderíamos deixar de ajudar, ainda mais neste momento difícil”, garante. O prefeito Eduardo lembrou os vários investimentos que a Prefeitura, em parceria com a Câmara, fez na escola nos últimos dois anos. “Quando vim aqui, em julho de 2018, e vi as crianças passando calor, me sensibilizei com essa escola. Instalamos 15 aparelhos de ar-condicionado. Ver, hoje, os alunos com blusa de frio e felizes por poderem estudar com conforto, é muito gratificante. O bem-estar do estudante é fundamental para ele poder aprender cada vez mais”, explica o prefeito. Nos últimos dois anos, a Prefeitura fez muitas melhorias na unidade. Já em setembro de 2018 foram inauguradas cinco novas salas, dois banheiros e feitos reparos, com investimento total de R$ 400 mil. Em outubro daquele ano, o projeto “Semana de Orientação Profissional Para o Primeiro Emprego” beneficiou os alunos da escola, em parceria com a Câmara, pelo vereador França Silva, com palestras que abriram os olhos dos estudantes para os detalhes importantes do primeiro emprego. Os aparelhos de ar-condicionado chegaram à Maria Paulina em fevereiro de 2019, sendo 10 unidades de 12 mil BTUs e cinco de 18 mil BTUs. Em junho do ano passado, a escola recebeu o projeto "Minha Vida Tem Valor", que ofereceu oficinas ministradas por voluntários especialistas em diversas áreas. Em outubro de 2019 a escola recebeu novamente o projeto de orientação profissional, em parceria com a Câmara, desta vez com o nome “Programa de Aprendizagem”. Já em maio de 2020, a unidade recebeu um bebedouro, oriundo de emenda parlamentar. Na entrega do veículo, foi acertada também a criação de uma biblioteca na escola, anseio antigo da direção da escola. Emocionado com as diversas ações na escola, o professor e diretor Walter Cardoso, agradeceu as ações do poder público na localidade. “Esse carro é uma conquista histórica para a nossa comunidade escolar. Antes, nós nunca tínhamos conseguido nada da Câmara de Vereadores. E este ano, parece um sonho, já conseguimos recurso da Câmara para a compra de livros para uma biblioteca, que já está na fase de finalização para licitação. E a promessa de nos doar um veículo agora virou realidade. A gente nem acredita que tudo deu certo”, garante Walter. O veículo, o único da escola, será utilizado pelos servidores para entrega/busca de documentos mensais no departamento pessoal da Secretaria Municipal de Educação (Semed), transporte e inspeção, realização de cotações e compras de materiais pedagógicos e administrativo da Escola, transporte de servidores para reuniões e formações continuadas propostas pela secretaria, entre outros usos. Por Herbert Weil | Editado na Redação

  • Entenda as novas especificações da gasolina a partir do mês que vem

    Produto consumido no país terá mais qualidade a partir de 3 de agosto; preço também poderá aumentar Revista Imagem - Publicado em 27/07/2020 11:10 O padrão da gasolina automotiva consumida no Brasil terá aumento de qualidade obrigatório em 3 de agosto deste ano. A partir das mudanças, os motoristas devem obter desempenho maior dos veículos, e a fiscalização terá mais facilidade de identificar adulterações. Mas a qualidade maior também pode ter impacto no preço. A mudança se deve à Resolução nº 807/2020, publicada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis em janeiro (ANP). O texto estabelece novos parâmetros para a destilação, a octanagem e a massa específica da gasolina automotiva vendida no país. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil explicam o que cada uma dessas mudanças significa e como os motoristas vão se beneficiar delas. A partir de 3 de agosto, 100% da gasolina comprada pelas distribuidoras precisarão atender às especificações. Essas empresas terão 60 dias para vender os produtos que foram comprados antes e não atendem às exigências. Da mesma forma, os postos de gasolina terão 90 dias, a partir de 3 de agosto, para vender os produtos que receberam antes de as especificações se tornarem obrigatórias. A doutora em química e especialista em regulação da ANP Ednéia Caliman conta que a mudança aproxima o padrão da gasolina no Brasil ao que é praticado na União Europeia, que já havia sido acompanhado por países como a Argentina e o Chile. Os parâmetros também ficarão mais parecidos com os usados nos Estados Unidos. "A gasolina está sendo melhorada para que os motoristas não sintam problemas com a qualidade, não sintam perda de potência, não sintam falhas de partida, não observem problemas de falha de detonação. Não há necessidade de nenhum ajuste nos veículos para o recebimento dessa gasolina. Muito pelo contrário. Ela está vindo justamente para se adequar às novas tecnologias e mesmo para um veículo antigo, não há nenhum problema". Ednéia Caliman explica ainda que as mudanças estão alinhadas aos atuais requisitos de consumo de combustível dos veículos e de níveis de emissões atmosféricas, considerando o cenário fases futuras do Programa de Controle de Emissões Veiculares (Proconve – Ibama) e do Programa Rota 2030 – Mobilidade e Logística, do governo federal. Densidade Uma das principais mudanças é o estabelecimento de um limite mínimo de massa específica para a gasolina automotiva. A partir de agosto, a gasolina vendida às distribuidoras precisará ter 715 quilos por metro cúbico. Antes, os fornecedores só precisavam informar os valores desse parâmetro, e a ausência de um limite mínimo fazia com que a gasolina vendida no Brasil fosse menos densa que a de outros mercados. A massa específica da gasolina está relacionada à sua densidade, e quanto maior ela for, maior é a capacidade de um mesmo volume de combustível gerar energia. A gasolina mais densa tem mais energia disponível para ser convertida no momento da combustão, e isso fará com que os veículos sejam capazes de circular mais com menos combustível. A redução do consumo poderá ser de 4% a 6%, estimam os estudos que embasaram a mudança publicada pela ANP. Outra novidade nas especificações é o estabelecimento de uma faixa com limite máximo e mínimo de temperatura para uma evaporação de 50% da gasolina, parâmetro que é chamado de destilação e mede a volatilidade do combustível. Antes, a ANP regulava apenas o limite máximo. Edneia Caliman explica que um perfil adequado de destilação gera melhora na qualidade da combustão em ponto morto, na dirigibilidade, no tempo de resposta na partida a frio e no aquecimento adequado. Esses ganhos favorecem a eficiência do motor, resume a especialista da ANP. Resistência à detonação A terceira mudança mais relevante nas especificações é na medição da octanagem, que é importante para controlar a resistência da gasolina à detonação. Quando o combustível tem uma octanagem adequada, ele resiste mais à detonação, o que faz com que ela ocorra apenas no momento certo dentro do motor. Esse parâmetro evita um problema conhecido como batida de pino, uma ignição precoce que causa danos ao motor. Antes da resolução publicada neste ano, só havia especificação prevista no país para a octanagem MON e o índice de octanagem (IAD), que é a média aritmética entre as octanagens MON e RON. A diferença entre as duas medições é que a octanagem MON mede a resistência à detonação em uma rotação mais alta, e a octanagem RON mede o mesmo parâmetro em rotações mais baixas. Edneia explica que a evolução do conhecimento sobre os combustíveis permitiu concluir que o controle da octanagem RON é mais relevante que o da MON, e por isso as novas especificações exigem um mínimo de octanagem RON, que é de 92 para a gasolina comum, e de 97 para a gasolina premium. A partir de janeiro de 2022, o limite mínimo para a gasolina comum subirá para 93. Especialista em combustíveis da Petrobras, Rogério Gonçalves conta que a empresa começou a adaptar suas refinarias para atender às especificações desde a publicação da resolução e já está cumprindo as exigências que se tornarão obrigatórias em 3 de agosto. A estatal é a maior fornecedora do combustível no país, e Rogério afirma que, além de já atender à especificação que vai começar a vigorar este ano, a Petrobras se antecipou em relação à octanagem e já está produzindo a gasolina nos moldes do que será exigido para esse parâmetro em 2022. Preço Gonçalves avalia que as novas regras também ajudam no combate ao combustível adulterado. "Muitos fraudadores de combustível adicionam produtos muito leves à gasolina para ganhar volume, produtos baratos", explica ele, que afirma que, com uma gasolina mais leve, essas fraudes eram mais difíceis de identificar. As especificações que exigem uma gasolina mais densa, por outro lado, tornarão esses crimes mais fáceis de flagrar. A gasolina mais pesada e de melhor qualidade também é mais cara para ser produzida e tem maior valor no mercado internacional, que é usado como referência pela Petrobras para definir os preços de seus produtos. Em nota, a empresa afirma que "o ganho de rendimento compensa a diferença de preço da gasolina, porque o consumidor vai rodar mais quilômetros por litro". A Petrobras explica que o custo de produção é apenas um dos fatores que determina o custo final da gasolina, que também é influenciado pelas cotações do barril de petróleo e do câmbio e pelo custo com frete. "Esses fatores podem variar para cima ou para baixo e são mais influentes no preço do que o custo de formulação. Além disso, vale lembrar que a Petrobras é responsável por apenas 28% do preço final da gasolina nos postos de serviço. As demais parcelas são compostas por tributos, preço do etanol adicionado e margens das distribuidoras e revendedores", diz a estatal. O presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda, também avalia que possíveis adulterações na gasolina, com as novas especificações, vão ser mais fáceis de ser identificadas. A federação, que representa mais de 40 mil postos revendedores de combustíveis, diz acreditar que haverá aumento de preços. "Trabalhamos com margens muito apertadas e nunca temos gordura para absorver eventuais aumentos. Então, quando a refinaria sobe o preço, é um efeito dominó", afirma Miranda, que torce para que se confirme a previsão de ganho de desempenho nos veículos. "Esperamos que seja verdade, porque aumento de preço é sempre ruim para todo mundo". Por Vinícius Lisboa

  • Começam nesta terça-feira as inscrições para o Fies

    Pelo cronograma, o período para complementação da inscrição dos candidatos pré-selecionados será do dia 4 até 6 de agosto. Revista Imagem - Publicado em 27/07/2020 11:07 Começam nesta terça-feira (28) e seguem até 31 de julho, pelo site as inscrições no processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), para o 2º semestre de 2020. O resultado será divulgado no dia 4 de agosto. Pelo cronograma, o período para complementação da inscrição dos candidatos pré-selecionados será do dia 4 até 6 de agosto. Inicialmente, as inscrições no programa eram esperadas para a semana passada, mas foram adiadas depois que o Ministério da Educação (MEC) identificadas inconsistências no processamento da distribuição das vagas ofertadas pelas instituições de ensino superior. Segundo o MEC, a medida foi importante para assegurar “a lisura e a transparência do processo seletivo”. Lista de espera Os candidatos não pré-selecionados na chamada única do Fies podem disputar uma das vagas ofertadas por meio da lista de espera. Diferentemente dos processos seletivos do Sistema de Seleção Unificada e do Programa Universidade Para Todos, para participar da lista de espera do Fies não é necessário manifestar interesse. Todos os não pré-selecionados na chamada única serão, automaticamente, incluídos na lista de espera. O prazo de convocação por meio da lista de espera é do dia 4 até às 23h59 de 31 de agosto. Requisitos Pode se inscrever na seleção do Fies o candidato que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio, a partir da edição de 2010, e que tenha alcançado média das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos. O interessado não pode ter zerado a redação e deve ter renda familiar mensal bruta, por pessoa, de até três salários mínimos. Programa O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é um programa do MEC que concede financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos em instituições de educação superior particulares que participam do programa.O Fies é um modelo de financiamento estudantil moderno, divido em diferentes modalidades, podendo ter juros zero a quem mais precisa e uma escala de financiamentos que varia conforme a renda familiar do candidato. Por Karine Melo

  • ESPECIAL: Teletrabalho ganha impulso na pandemia

    Porém, regulação do setor é objeto de controvérsia Revista Imagem - Reportagem Especial - Publicado em 27/07/2020 11:05 As cenas de pessoas trocando a roupa durante reuniões compõem o exemplo mais grotesco do tumulto inicial que caracterizou o trabalho remoto com o pipocar de atividades virtuais depois da pandemia da covid-19. Colocados a circular de maneira jocosa nos aplicativos de mensagens, os vídeos mostram o despreparo de muita gente para lidar com simples comandos de desligar câmeras e microfones ao longo de uma transmissão. Há, no entanto, questões de repercussão bem mais ampla em torno de um modelo de expediente que vinha sendo adotado de maneira lenta e difusa, mas que promete engatar quando vier “o novo normal”, isto é, com o fim, ou pelo menos o arrefecimento, da ação do SARS-CoV-2. O isolamento social decorrente da necessidade de evitar a propagação desse coronavírus levou para o trabalho à distância um contingente ainda não claramente contabilizado. Antes da pandemia, o IBGE anunciara, em 2018, um total de 3,8 milhões de pessoas trabalhando “no domicílio de residência”. Elas foram entrevistadas para a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), em sua versão “contínua”, mas os informes do IBGE à época não deixaram claro a natureza das atividades que realizavam. Se uma gerente de projetos pode ser classificada claramente no trabalho remoto, o mesmo não se pode dizer de uma representante de vendas, cujo trabalho é externo, por natureza. Na semana de 21 a 27 de junho, já no contexto da PNAD-Covid-19, o IBGE estimou em 8,6 milhões o número de brasileiros que “trabalhavam remotamente”, ou seja, 12,4% da população ocupada do país menos os afastados por causa do distanciamento social (69,2 milhões). A PNAD-Covid-19 teve início em 4 de maio de 2020 com entrevistas realizadas por telefone em aproximadamente 48 mil domicílios por semana, totalizando cerca de 193 mil residências por mês, em todo o território nacional. A amostra é fixa, ou seja, os entrevistados no primeiro mês de coleta de dados permanecerão na amostra nos meses subsequentes, até o fim do levantamento. Não há dúvida, portanto, de que a pandemia explicitou, pelo menos em parte, as potencialidades das atividades laborais exercidas remotamente (ver infográfico). Caberia agora às empresas e aos empregados simplesmente aproveitarem ao máximo a economia de custos e as vantagens do trabalho executado em horários e locais flexíveis? Se esse cenário tem um certo jeito de paraíso, um exame mais cuidadoso mostra que definitivamente não é. Uma das questões a ser resolvida é a do custo dos equipamentos e das despesas com o teletrabalho, preocupação que levou o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) a apresentar o Projeto de Lei (PL) 3.512/2020. O texto estabelece as obrigações dos empregadores no que diz respeito ao regime virtual e busca suprir as lacunas sobre o assunto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Contarato propõe que as empresas e organizações em geral sejam obrigadas a fornecer e manter o aparato necessário à execução do trabalho: computadores, mesas, cadeiras ergonômicas e o que mais for necessário para a segurança dos órgãos visuais do empregado. Os empregadores também teriam de reembolsar o empregado pelos gastos com energia elétrica, telefonia e uso da internet relativos ao trabalho. A legislação atual manda apenas prever em contrato escrito os moldes da aquisição, da manutenção ou do fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à prestação do trabalho remoto, bem como do reembolso de despesas arcadas pelo empregado. No PL 3.512, o fornecimento de equipamentos e de infraestrutura poderá ser dispensado por acordo coletivo, mas não as despesas com dados, por exemplo. De acordo com a proposta, todas as disposições para que as novas regras sejam cumpridas devem ser registradas em contrato ou termo aditivo escrito. Assim como já é previsto atualmente na CLT, o texto determina que os valores relativos aos equipamentos e às despesas não façam parte da remuneração do empregado. O senador Fabiano Contarato argumenta que essa modalidade de trabalho se multiplicou durante a pandemia e que há expectativa de adoção da atividade remota por muitas empresas após o fim da crise sanitária, o que justifica o estabelecimento de regras. Outra razão é que, na ausência de normas, muitos trabalhadores estão excedendo as horas contratadas e devem receber uma compensação por isso. O projeto revoga artigo, incluído na lei pela Reforma Trabalhista de 2017, que excluiu os empregados em regime de teletrabalho das regras para o controle de jornada. O PL 3.512 determina que esses trabalhadores remotos terão a jornada de oito horas diárias, como os trabalhadores em geral, e o direito a horas extras: até duas horas a mais por dia, com remuneração pelo menos 50% superior à da hora normal, e possibilidade de compensação de acordo com as regras já previstas para os trabalhadores em geral. Ainda não distribuída a nenhuma comissão, a proposta de Contarato se assemelha em alguns aspectos ao teor de uma ação impetrada pelo Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro contra a Petrobras, que chegou a ter acolhida na primeira instância da Justiça trabalhista, mas acabou sendo rejeitada pela desembargadora federal do Trabalho Glaucia Braga. Ela considerou inviável o fornecimento dos equipamentos a 16 mil pessoas, especialmente durante a pandemia, e lembrou que a empresa havia destinado uma ajuda de custo de R$ 1 mil aos empregados. Segundo a desembargadora Glaucia Braga, não há como calcular individualmente os gastos dos empregados com dados e energia elétrica, para fins de ressarcimento, já que outras atividades relacionadas com internet e consumo de energia ocorrem na residência ao mesmo tempo que o teletrabalho. A ministra também reconheceu como ilegítimo o pedido do sindicato para que a empresa custeasse, e em tempo recorde, todos os equipamentos e móveis necessários à realização do teletrabalho. Cada empregado deve ter a sua situação examinada pela empresa. Na ação, a Petrobras informou ter dado ajuda de custo de R$ 1 mil para a compra de itens como cadeiras e teclados. “De igual forma, não parece viável individualizar os custos de pacotes de dados e energia elétrica para cada empregado em teletrabalho, vez que, em razão de escolas fechadas e medidas restritivas de circulação, todos aqueles que habitam o mesmo imóvel inexoravelmente compartilham o uso da internet e o consumo da energia elétrica”, escreveu a desembargadora. Para ela, a juíza Danusa Mafatti não apontou um modo de “aferir o custo real de tal despesa”. Em debate ao vivo na sexta-feira (24), o presidente da Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (Anesp), Pedro Pontual, enfatizou a preocupação da entidade, que representa os gestores do governo federal, quanto aos custos para os servidores e a proteção à saúde, agora no período da pandemia e depois: "Se o governo está economizando a conta de luz do ministério é porque ela se distribuiu para a conta de luz dos vários servidores que estão no trabalho remoto. É obrigação do empregador fornecer as ferramentas necessárias para o trabalho", cobrou ele, durante o programa Giro Brasil, transmitido pela Agência Servidores. Pontual, entretanto, acha que a definição do que caberá aos órgãos e aos funcionários deve ser criteriosa para que se encontre um equilíbrio e se possa garantir a entrega de serviço público de qualidade. "O custo da assinatura de um plano de internet vai apresentar suas dificuldades de ser absorvido pela administração pública", admitiu o dirigente. No mesmo debate, o diretor da Secretaria de Gestão de Pessoas do Senado, Gustavo Ponce, informou que neste momento de pandemia a administração da Casa está voltada para a solução de problemas emergenciais, inclusive o treinamento de pessoas em tecnologias de comunicação e, em alguns casos, o fornecimento de equipamentos. O planejamento da infraestrutura para a implantação do trabalho remoto após a crise sanitária será feito mais adiante. Atualmente há algumas áreas do Senado, como a da consultoria, que já estão autorizadas a operar no expediente à distância. Mas, como as instalações presenciais são garantidas pelo Senado, e é uma opção dos servidores executar as tarefas remotamente, o custo dos equipamentos não é visto como uma obrigação do empregador. "Quando você não tem que se deslocar para o trabalho, tem uma economia de tempo, de recursos. Não precisa mais dispor do seu carro ou do transporte público, e já não passa a ter problema com alimentação, ter que ir a um restaurante ou pedir uma entrega de comida. Agora, se [o trabalho remoto] passa a ser obrigatório, a gente vai rediscutir [a questão dos custos]". Mundo híbrido Venha ou não a ser regulado em mais detalhes, o teletrabalho terá fatalmente de encontrar um formato apoiado em alguma forma de consenso, sob pena de se converter em uma fonte inesgotável de conflitos e, seguramente, de ações judiciais. Durante o seminário virtual IBM Ambiente digital: o futuro é agora?, realizado em 7 de julho pelo Estadão, os três debatedores foram unânimes em afirmar que a covid-19 empurrou as empresas de vez para o teletrabalho, embora eles não esperem uma conversão total a essa modalidade. “O distanciamento social corresponde a uma aproximação digital. A digitalização já vinha sendo instituída, mas a pandemia obrigou a uma adaptação mais rápida, principalmente no mundo financeiro e dos negócios. A pandemia nos provou que o teletrabalho funciona, as plataformas estão funcionando. Quebramos muitos paradigmas. Agora é ver o futuro, como manter isso”, observou o vice-presidente de Serviços de Tecnologia da IBM, Frank Koja. Assim como Walkiria Marchetti, diretora-executiva gerente do Bradesco, e Cintia Barcelos, diretora de Tecnologia da IBM para o setor financeiro, Koja espera o advento de um modelo híbrido, no qual os empregados vão fazer parte do trabalho em casa (ou onde puderem plugar seus computadores ou acionar suas plataformas via celular) e parte nas instalações físicas das empresas. “O modelo híbrido é o ideal”, opinou Cintia Barcelos. “Nem o tempo todo em casa, nem perda de duas horas no trânsito”. De acordo com ela, atividades relacionadas ao desenvolvimento de projetos já não exigem que as pessoas sempre se juntem numa sala fazendo anotações em papel. “A gente até sente falta, mas muitas dessas coisas migraram para o mundo virtual e hoje há muitas ferramentas de colaboração, salas virtuais que ficam abertas o tempo todo e nas quais se consegue manter a comunicação”. Na avaliação da diretora da IBM, como o contato pessoal ainda é importante para certos trabalhos coletivos, um “meio do caminho” trará vantagens tanto para os profissionais quanto para as empresas. “As pessoas vão tentar entender em que momento vão estar juntas no escritório, inclusive para conversar no cafezinho, o que é muito importante para nós latino-americanos, ou no home-office”, concordou Koja. Esse é um dos pontos em que o presidente da Anesp e o diretor de Gestão de Pessoas do Senado têm pontos de vista semelhantes. Conforme Ponce de Leon, o trabalho à distância não pode levar a um afastamento social capaz de ferir o nosso sentido de humanidade e provocar problemas emocionais, como a depressão, e terminar por diminuir as vantagens em termos de produtividade dos encontros presenciais. "Já temos inclusive um serviço de apoio aos servidores que se sintam desanimados ou deprimidos pelo isolamento", diz Leon. "Não estamos esperando um mundo distópico, tal qual descrito por alguns visionários ou retratado em algumas séries", pondera Pedro Pontual. O executivo da IBM crê no aumento da eficiência e da produtividade e no uso massivo do tempo que se tem, agora, de forma mais proveitosa: “Não tem mais horário. A globalização entrou pra valer. É possível aproveitar melhor o tempo por nós e para a empresa”. Cintia Barcelos usou o termo “jornadas fluidas” para se referir à nova forma como os trabalhadores vão lidar com o tempo no teletrabalho. Diante de um mundo cada vez mais movido a “tecnologias disruptivas”, na expressão da diretora da IBM, não haveria o risco de a redistribuição dinâmica do tempo acabar redundando em carga total de trabalho maior, dada a maior disponibilidade dos trabalhadores por causa dos celulares e dos aplicativos? Que tipo de consequências pode-se imaginar para um mundo de pessoas mobilizadas o tempo todo? Para o vice da IBM, a tecnologia traz mais comodidade, como a possibilidade de se fazer um pagamento pelo celular e não enfrentar uma fila na agência bancária, mas implica, sim, o risco de “estarmos assoberbados e disponíveis a tudo o tempo todo”, o que ele não considera positivo: “É preciso ter equilíbrio”, alerta. “Não é porque a tecnologia me disponibiliza estar ativo o tempo todo que eu tenho que fazer aquilo o tempo todo. Isso se aplica não só ao trabalho, mas também às redes sociais. A gente precisa se alimentar, conviver com amigos e com a família, dormir, cultivar um hobby, arte ou esporte”, exemplificou. É o que o senador Fabiano Contarato chama de “direito à desconexão” e o que Ponce de Leon entende como a separação necessária entre a atividade laboral e a vida doméstica, mas que, na opinião de Pedro Pontual, encontra uma barreira durante a pandemia em razão da presença de crianças impedidas de frequentarem as atividades educacionais. Esse equilíbrio, segundo o diretor da IBM, é responsabilidade do empregado: “É nossa decisão. A gente tem que ter a rédea. Não dá pra delegar. A empresa não vai fazer isso por nós. A gente tem que fazer e saber o que priorizar”. Koja lembrou que no início da pandemia, na segunda semana de março, as agendas estavam muito mais carregadas e a carga de trabalho era bem maior do que a média do período pré-covid. Foi o caso do ensino online. “Agora isso está se reequilibrando, prioridades estão sendo estabelecidas num mundo novo, num momento novo”. Em termos mais práticos, a diretora do Bradesco informou que a política de recursos humanos do banco vai permanecer a mesma e “a jornada continua sendo aquela contratada”. Mas Walkiria Marchetti observou que o controle da produtividade e de horas-extras difere de função para função. É muito mais fácil conferir o desempenho de empregados em uma central de atendimento do que o de alguém que desenvolve projetos e tem metas e prazos para entregar resultados, situação em que não cabe aos supervisores olhar minuto a minuto se o funcionário “está plugado”. Para Pedro Pontual, o impulso dado ao teletrabalho pela pandemia evidenciou um equívoco e um preconceito da administração pública no Brasil a respeito do significado desse modelo, visto como um privilégio, mas que mostra seu potencial. "Estamos adquirindo rapidamente as habilidades nas ferramentas de comunicação e o governo reconhece que a produtividade aumentou". O diretor do Senado também fala em aumento da produtividade e observa que isso já vem sendo experimentado na Casa há cinco anos com a implantação gradativa de planos de gestão, nos quais a administração e os servidores "trocam o controle da frequência [ponto] pelo controle da entrega de resultados". De qualquer forma, a executiva do Bradesco defende o “controle adequado da jornada”, até para “garantir a saúde do pessoal”. E avaliou que, depois de um início mais atribulado, a instituição já está numa rotina: “Rotina um pouco diferente, mas uma rotina”. Horizontes Se a pandemia empurrou para o teletrabalho as organizações que puderam aderir a ele e se, como diz Walkiria Marchetti, muitas áreas não vão voltar ao presencial, qual é o potencial do trabalho remoto? Quem está tentando responder a essa pergunta são três pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que publicaram em 3 de junho uma nota técnica com estimativas calculadas a partir de dados da PNAD-Contínua do IBGE relativa ao primeiro trimestre de 2020. “O Brasil, pelas características de seu mercado de trabalho, possui, na média, um percentual de pessoas em potencial de teletrabalho de cerca de 22,7%, que corresponde a 20,8 milhões de pessoas”, diz a nota, assinada por Geraldo Sandoval Góes, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental; Felipe dos Santos Martins, pesquisador do Programa de Pesquisa para o Desenvolvimento Nacional (PNPD); e José Antonio Sena do Nascimento, pesquisador do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM/MCTIC). Os pesquisadores do Ipea estimaram o potencial do teletrabalho em relação ao total da população ocupada de janeiro a março de 2020 (92,2 milhões). O Distrito Federal apresentava então o maior percentual de potencial de trabalho remoto (31,6%), cerca de 450 mil pessoas. O estado do Piauí é o que apresentava o menor percentual (15,6%), ou seja, em torno de 192 mil pessoas. A pesquisa, avisam os seus autores, vai ser revisada em função dos números efetivos obtidos pela PNAD-Covid, que tem detectado semana a semana um exército de aproximadamente 8,5 milhões de pessoas em trabalho remoto. Ainda não se sabe a razão dessa diferença, mas pode ser que a mesma pandemia que forçou a adoção do expediente à distância tenha oferecido obstáculos a empresas e organizações menos preparadas. A metodologia usada pelos pesquisadores do Ipea, adaptada de um estudo levado a efeito nos Estados Unidos, toma em consideração uma série de variáveis que facilitam ou dificultam o trabalho remoto, como a renda per capita, o que explicas as diferenças regionais encontradas. A amplitude e a qualidade da tecnologia instalada também são fatores cruciais. Os pesquisadores, entretanto, não se detiveram nos efeitos que as estimativas para o Brasil possam ter sofrido por causa da distância entre o parque tecnológico brasileiro e o dos Estados Unidos. No trabalho de Jonathan Dingel e Brent Neiman, é apresentada uma lista de 86 países, na qual Luxemburgo apresenta a maior proporção de teletrabalho (53,4%) e Moçambique, a menor: 5,24%. O Brasil ocupa a 45º posição, com 25,65% de teletrabalho potencial. Entre os doze países da América Latina que constam do estudo (Brasil, Bolívia, Chile, El Salvador, Equador, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, República Dominicana e Uruguai), o Brasil ocupou a terceira posição, muito próximo à do Chile (25,74%) e após o Uruguai (27,28%), que apresentou a maior participação de trabalho remoto. O estudo dos norte-americanos não ponderou as diferenças de organização do trabalho entre os EUA e os outros países observados. Sociedade digital Dependendo de maior ou menor competência tecnológica, nível de renda per capita ou organização do trabalho, o labor remoto vai se inserir para cada país no que já se convencionou chamar de economia 4.0, ou quarta revolução industrial. Como seu deu nas revoluções anteriores, as economias nacionais (ou o que restar delas) vão ser obrigadas a um processo agressivo de inserção. E ainda é incerto se vão sofrer mais se embarcarem de corpo e alma num ambiente digitalizado ao extremo ou se titubearem diante das exigências constantes de capacitação e inovação. Empresas e governos já estão diante de demandas gigantescas de investimentos em máquinas, equipamentos e processos, sendo um dos principais a transmissão de dados de quinta e sexta geração a altíssimas velocidades e quase nenhuma falha. Em seminário virtual sobre o desenvolvimento de competências na sociedade digital, realizado recentemente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a doutora em Educação Fátima Bayma abordou o impacto de transformações em áreas como automação e inteligência artificial: “Novas tecnologias impõem ao mundo mudanças nas formas em que vivemos, trabalhamos e nos relacionamos”. Essas mudanças já são bastante visíveis na digitalização de procedimentos judiciais, na análise de dados de testes educacionais e na oferta de novos serviços, como os canais de filmes por assinatura e os aplicativos de mensagens voltados ao transporte e à entrega de comida. Uma das consequências da adoção massiva de novas plataformas será, por exemplo, a extinção de profissões e a criação de novas. O consultor do Senado Rodrigo Abdalla acredita que a telefonia 5G poderá impactar de maneira sensível carreiras como as dos advogados e dos contadores. O que fazer, portanto, para integrar milhões e milhões de seres humanos em graus diversos de inserção social, cultural e econômica? Fátima Bayma, que é professora da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape) da FGV, diz ser necessário intensificar o uso da tecnologia no campo educacional — o que no caso do Brasil ainda tem rendido poucos resultados, segundo ela, salvo alguns avanços na educação básica. Fátima vislumbra um futuro em que a tecnologia em educação fará muito mais do que munir os alunos de tablets em sala de aula. “A inteligência artificial permitirá aos professores avaliar o interesse dos alunos pelas suas expressões faciais, pelo brilho nos olhos.” Segundo a diretora de Tecnologia da IBM, na economia digital é preciso que o trabalhador “se mantenha relevante”, o que significa executar tarefas que um programa não faria sozinho ou que não possam ser absorvidas por outro integrante da equipe: “A inteligência artificial nunca vai substituir um profissional especial. Ao contrário, vai ampliar suas capacidades”. A crença na absorção de todos é escassa, se não inexistente. Em outro seminário recente, desta vez a cargo da XP investimentos, especialistas no mercado de capitais apontavam para o desenvolvimento de tecnologia e a inovação como os ingredientes que vão dar viabilidade e valor de mercado às empresas. Expediente à distância Muitos funcionários, em várias partes do mundo, foram solicitados a continuar produzindo a partir de suas residências e utilizando a internet. Para a Organização Internacional do Trabalho (OIT), esse arranjo temporário pode ser bem-sucedido, desde que com o suporte necessário. RECOMENDAÇÕES DA OIT 1. Apoio de supervisores a quem está no teletrabalho Desde os mais altos escalões de comando até o supervisor direto, todos precisam apoiar essa nova forma de atuação dos funcionários. Os desafios no trabalho à distância podem ser superados de forma conjunta e com cooperação. 2. Equipamento tecnológico apropriado Todas as ferramentas e todos os aplicativos necessários ao trabalho e à conexão com membros da equipe são importantes. E é importante que trabalhadores e supervisores tenham treinamento adequado. 3. Clareza sobre expectativas e resultados esperados Trabalho à distância não deve ser de 24 horas. As condições, os cronogramas e os horários em que os trabalhadores podem ser contatados precisam ser discutidos logo no início da nova jornada de teletrabalho. 4. Soberania do tempo para promover produtividade É preciso que os trabalhadores exerçam o comando do seu próprio tempo de produção. Eles precisam ter liberdade para atuar nos lugares e no ritmo que sejam mais convenientes para eles em termos de produtividade. 5. Barreiras claras para estratégias de gerenciamento do teletrabalho É preciso deixar claro os limites do espaço de trabalho e do espaço físico individual, especialmente se existem outras pessoas na casa que também estão trabalhando à distância. Ao mesmo tempo, é preciso exercitar a possibilidade de se desconectar do trabalho. É preciso desligar o equipamento no fim do expediente, descansar e relaxar. Por último, é preciso haver confiança. Esta é a espinha dorsal do teletrabalho. É fundamental que haja confiança entre os colegas, os funcionários e os supervisores. Somente com essa operação conjunta de confiança e de produtividade haverá um trabalho à distância bem-sucedido. Reportagem Nelson Oliveira

  • Marco regulatório de saneamento básico levará saúde aos municípios de Rondônia

    Marco regulatório deve facilitar crescimento de obras de estações de tratamento em todo o estado Revista Imagem - Publicado em 27/07/2020 09:58 O novo marco regulatório de saneamento básico sancionado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, em 15 de julho, poderá impulsionar municípios rondonienses, notadamente para definir concessões a empresas privadas ou aproveitar serviços autônomos. Ao analisar na sexta-feira (24) o cenário estadual no setor, a ouvidora da Agência de Regulação de Serviços Públicos Delegados do Estado de Rondônia (Agero), Cecília Brito, apontou uma série de melhorias das quais a população deverá desfrutar a médio e longo prazos. Segundo ela, a Agero será parceira dos municípios, e nesse sentido já vem se aproximando para estudar da melhor forma as concessões. A Agero analisará esse assunto com prefeitos, secretários ambientais e lideranças empresariais e populares, sempre com o objetivo de ver alcançados serviços de qualidade. Ou seja, conforme a ouvidora, “empresas poderão lucrar, mas suas concessões se renovarão se elas, de fato, atenderem às metas previstas”. “O novo marco permite fiscalizar melhor contratos de programas firmados entre Estado e municípios, os quais apresentam deficiência de metas previstas e não cumpridas”, disse a ouvidora. Com o novo marco legal, abre-se espaço para os contratos de concessão e torna obrigatória a abertura de licitação, podendo, então, concorrer à vaga prestadores de serviço públicos e privados. Em vez da prestação de serviços continuar com o poder público, as concessões possibilitarão um leque maior de investimentos. O começo dessa mudança teve início com a instalação da empresa Águas de Pimenta Bueno, sucedendo-se as Águas de Ariquemes, Buritis e Rolim de Moura, todas reguladas atualmente pela Agero. “A regulação é positiva, porque antigas demandas podem agora ser solucionadas com rapidez, percebemos aqui na Ouvidoria”, salientou Cecília. Ela enfatizou o papel da Agência Nacional de Águas (ANA), ao buscar nos estados a expertise das agências. Lembrou que antes da pandemia mundial da Covid-19, em março deste ano, os diretores de normatização e fiscalização de serviços, Magnum Jorge Oliveira da SIlva, e de regulamentação econômica, Sérgio Sival de Sousa, estiveram na sede da ANA em Brasília. “Lá, eles souberam que todas as normas de referência para a garantia da segurança jurídica a investidores e aos usuários em geral serão editadas com base nos serviços existentes nos estados”, informou. Durante o isolamento social decretado pelos governos federal e estadual, diretores da Agero têm conversado por videoconferências para encaminhar problemas e soluções no setor. O diálogo com a ANA foi ampliado. A Agero alinha quatro pilares para o avanço em obras de saneamento básico em Rondônia: abastecimento de água; drenagem de águas pluviais; coletas de resíduos sólidos; e esgotamento sanitário. “É um projeto ambicioso, que demandará investimentos na construção de novas estações de tratamento de águas e esgotos”, ela enfatiza. A nova lei contribuirá, também, para a revitalização de bacias hidrográficas, a conservação do meio ambiente e a redução de perdas de água, além de proporcionar mais qualidade de vida e saúde à população, aquecer a economia e criar empregos. Ela destacou a conquista, lembrando que o acesso à água potável e ao esgoto tratado é sonho antigo dos brasileiros, por extensão, também no Estado de Rondônia. “A lei padronizá regras e dará segurança jurídica, algo que investidores do mundo todo aguardavam”, observou. Segundo estudos da Confederação da Indústria (CNI), a universalização dos serviços de água e esgoto deverá reduzir em até R$ 1,45 bilhão os custos anuais com saúde. Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, em cada R$ 1 investido em saneamento será proporcionada economia de R$ 4 com a prevenção de doenças causadas pela falta do serviço. As informações a seguir são do Ministério do Desenvolvimento Regional: CONTRATOS DE CONCESSÃO A nova lei extingue os chamados contratos de programa, firmados, sem licitação, entre municípios e empresas estaduais de saneamento. Esses acordos, atualmente, são firmados com regras de prestação de tarifação, mas sem concorrência. Os contratos de programa que já estão em vigor serão mantidos. No entanto, os contratos que não possuírem metas de universalização e prazos terão até 31 de março de 2022 para viabilizar essa inclusão. Se isso ocorrer, esses contratos poderão ser prorrogados por 30 anos. BLOCOS DE MUNICÍPIOS Outra mudança prevista na lei se refere ao atendimento a pequenos municípios, com poucos recursos e sem cobertura de saneamento. Pelo modelo anterior, as grandes cidades atendidas por uma mesma empresa estatal ajudavam a financiar a expansão do serviço nos municípios menores. A nova lei determina que os estados, no intuito de atender aos pequenos municípios, componham em até 180 dias grupos ou blocos de municípios que poderão contratar os serviços de forma coletiva. Municípios de um mesmo bloco não precisam ser vizinhos. Esses blocos deverão implementar planos municipais e regionais de saneamento básico; e a União poderá oferecer apoio técnico e financeiro para a execução dessa tarefa. COMITÊ INTERMINISTERIAL DE SANEAMENTO Será criado o Comitê Interministerial de Saneamento Básico para melhorar a articulação institucional entre os órgãos federais que atuam no setor. Esse comitê será presidido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional. A Agência Nacional de Águas, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional, passa a ser reguladora do setor, para resolver impasses, como a questão das indenizações; definir e organizar as normas para a prestação dos serviços de saneamento básico no Brasil; e fazer o controle da perda de água. A lei também determina que os contratos deverão conter cláusulas essenciais, como não interrupção dos serviços, redução de perdas na distribuição de água tratada; qualidade na prestação dos serviços; melhoria nos processos de tratamento e reuso e aproveitamento de águas de chuva. PALÁCIO RIO MADEIRA FAZ REUSO No entorno e no centro da praça central do Palácio Rio Madeira, há obras invisíveis ao público que frequenta ou trabalha diariamente nas repartições governamentais. É o caso, por exemplo, da captação de água da chuva que abastece os 72 sanitários. No subsolo da praça existe uma caixa-d’água que armazena 30 mil litros vindos de canaletas no alto e bombeados para os banheiros. Esse sistema proporciona economia nos gastos mensais, algo superior a 70 mil litros. Saiba mais ► 35 milhões de pessoas não têm acesso à água tratada e mais de cem milhões, não contam com serviços de coleta de esgoto. A meta, com o marco, é garantir o atendimento de 99% da população com água potável e de 90%, com tratamento e coleta de esgoto, até 31 de dezembro de 2033. ► O País precisa investir em torno de R$ 500 bilhões a R$ 700 bilhões em dez anos, desde que some esforços públicos e privados. ► O novo marco regulatório também prevê acabar com os lixões a céu aberto em todo o País. Mas é preciso que os prefeitos executem planos municipais de resíduos, com prazo para 2024. Por Montezuma Cruz

  • Com mais 4 casos neste domingo,Vilhena totaliza 1.148 infectados por coronavírus

    Há 17 pacientes internados na Central de Atendimento à Covid-19, sendo sete na UTI Revista Imagem - Publicado em 26/07/2020 20:06 Vilhena registrou quatro novos casos confirmados de vilhenenses com covid-19, sendo um por RT-PCR e três por teste rápido. Dessa forma, Vilhena registra até as 19h de hoje: 1.148 casos confirmados de vilhenenses, sete positivados moradores de outras cidades, 17 óbitos de vilhenenses, seis óbitos de moradores de fora e 146 casos suspeitos. Há atualmente no município 312 casos ativos de moradores de Vilhena, bem como 819 já recuperados e oito transferidos. Há 17 pacientes internados em isolamento na Central de Atendimento à Covid-19, sendo sete na UTI, dos quais quatro com necessidade de respirador (dois do sexo masculino com 34 e 71 anos e dois do sexo feminino com 69 e 88 anos), bem como outros três pacientes na UTI, sem necessidade de respirador, dois do sexo feminino com 37 e 42 anos e outro do sexo masculino com 70 anos. Outros 10 pacientes estão internados na Enfermaria da Central, cinco do sexo masculino com 29, 49, 71, 76 e 88 anos e cinco do sexo feminino com 34, 53, 54, 57 e 66 anos. Dos internados, 14 têm resultado positivo para covid-19 e três são suspeitos. A taxa de ocupação de leitos da Central de Atendimento à Covid-19 é de 47,2% (sendo 70% na UTI e 38% na Enfermaria). O Estado registrou até hoje 35,8 mil casos confirmados e 814 óbitos. No Brasil o número de casos confirmados já ultrapassou 2,419 milhões, com 87 mil mortes. No mundo são 16,4 milhões de casos confirmados e 651 mil mortes. Por Herbert Weil

  • Sábado com duas mortes e 28 novos casos de coronavírus em Vilhena

    Total de casos é de 1.144 casos confirmados e 17 óbitos de vilhenenses e 6 óbitos de moradores de outras cidades Revista Imagem - Publicado em 25/07/2020 22:21 Vilhena registrou dois óbitos de pacientes com covid-19, sendo um de vilhenense e outro de morador de fora. A cidade registrou ainda 28 novos casos confirmados de vilhenenses com covid-19, sendo 22 por RT-PCR e seis por teste rápido. Além disso, a cidade registrou um resultado negativo. Dessa forma, Vilhena registra 1.144 casos confirmados de vilhenenses, sete positivados moradores de outras cidades, 17 óbitos de vilhenenses, seis óbitos de moradores de fora e 147 casos suspeitos. Há atualmente no município 308 casos ativos de moradores de Vilhena, bem como 819 já recuperados e sete transferidos. O óbito de vilhenense registrado hoje é de paciente do sexo masculino com 78 anos. Internado no dia 16 de julho na UTI, mas sem necessidade de respirador, o paciente teve de ser intubado no dia 18. Após oito dias com a respiração mecânica, o paciente não resistiu e veio a óbito neste sábado, 25. O outro óbito é de morador de Pimenta Bueno, do sexo feminino, com 61 anos, que foi internada há dois dias já com necessidade de respirador, evoluindo para óbito também neste sábado, 25. Há 16 pacientes internados em isolamento na Central de Atendimento à Covid-19, sendo quatro na UTI, dos quais dois com necessidade de respirador (um do sexo masculino com 34 anos e um do sexo feminino com 88 anos), bem como outros dois pacientes na UTI, sem necessidade de respirador, um do sexo feminino com 69 anos e outro do sexo masculino com 71 anos. Outros 12 pacientes estão internados na Enfermaria da Central, seis do sexo masculino com 29, 49, 66, 70, 71 e 88 anos e seis do sexo feminino com 42, 51, 57, 66, 71 e 77 anos. Dos internados, 14 têm resultado positivo para covid-19 e dois são suspeitos. A taxa de ocupação de leitos da Central de Atendimento à Covid-19 é de 44,4% (sendo 40% na UTI e 46% na Enfermaria). O Estado registrou até hoje 35,5 mil casos confirmados e 810 óbitos. No Brasil o número de casos confirmados já ultrapassou 2,396 milhões, com 86,4 mil mortes. No mundo são 16,2 milhões de casos confirmados e 648 mil mortes. ATENDIMENTO - Pessoas que tenham sintomas ou se considerem suspeitas de ter covid-19 devem procurar os postos de Saúde em Vilhena. Aos fins de semana a unidade em funcionamento é a Afonso Mansur, na avenida Brigadeiro Eduardo Gomes (das 7h às 19h). Por Herbert Weil

  • Vilhena tem 74 novos casos de coronavírus e bate recorde de registros em 24h

    Nos últimos 30 dias, o número de casos no município aumentou 285%; já os óbitos aumentaram 320% Revista Imagem - Publicado em 24/07/2020 22:06 VILHENA - Vilhena bateu recorde de novos casos de coronavírus nesta sexta-feira (24). Segundo dados do Painel da Covid-19 de Vilhena, foram registrados 74 novos casos na cidade nas últimas 24 horas. Os casos de hoje superaram os 67 casos registrados no dia 29/06, até então, a data com maior número de registros em um único dia. Com os casos registrados hoje, Vilhena contabiliza 1.116 casos de coronavírus e 21 mortes, sendo 16 óbitos de vilhenenses e 5 óbitos de moradores de outras cidades. Vilhena vive o pico da pandemia e por conta disso o sistema de saúde está colapsando. Pelo menos 38 servidores da saúde, incluindo 8 médicos estão afastados do trabalho por terem sido contagiados pelo coronavírus. E a Central de Atendimento à Covid-19 está com sua maior lotação desde que começou a funcionar em Vilhena: 19 pacientes estão internados. Nos últimos 30 dias o número de casos em Vilhena aumentou 285%. Saltou de 391 casos no dia 24/06 para 1.116 casos no dia 24/07. Já o número de óbitos cresceu 320%, passando de 5 mortes no dia 24/06 para 21 mortes no dia 24/07. Apesar de tudo isso, o secretário de saúde do município, Afonso Emerich, em entrevista a um site de notícias descartou adotar medidas de restrição e de distanciamento social em Vilhena. Por José Antonio Sant'Ana

  • Aumento de casos de covid-19 gera alerta em Vilhena

    Faixa etária entre 30 e 39 anos é a que mais se contaminou em Vilhena; já as mortes prevalecem entre os idosos Revista Imagem - Publicado em 24/07/2020 21:34 Na última quarta-feira (22), Vilhena registrou seu milésimo caso confirmado de covid-19 desde o início da pandemia no município. O número foi atingido 110 dias depois do primeiro resultado positivo de vilhenense. Neste período, muitos dados foram coletados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus) e organizados pela Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) para subsidiar as decisões do Comitê Gestor Municipal de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus em Vilhena. Nos próximos dias, uma série de reportagens da Prefeitura vai analisar os principais números do novo coronavírus em Vilhena desde março para revelar aquilo que ainda é motivo de alerta e as informações que mostram os resultados do combate de todos à doença. A primeira análise, neste texto, considera a incidência de contaminados em cada faixa etária nos vilhenenses com os dados disponíveis até a última quinta-feira, 23 de julho. Os 1.042 casos confirmados estão distribuídos em forma de “pirâmide”, que tem seu pico na faixa etária de 30 a 39 anos, responsável por quase 30% de todos os contaminados na cidade (veja gráfico em anexo). De acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa faixa etária representa apenas 16,4% da população total, ou seja, é uma faixa etária super-representada na pandemia, com uma incidência de contaminados 73,3% maior do que seria caso a distribuição de contaminados fosse igual à demografia da cidade. De fato, as faixas etárias que concentram a população economicamente ativa do município são as que mais apresentam casos positivos. Somente aqueles que têm entre 20 e 49 anos representam 69,5% dos casos positivos, mas na cidade essa faixa etária é somente 49,3% da população. Mais expostos à contaminação, por circularem mais na cidade devido às atividades comerciais e recreativas, bem como terem mais mobilidade e capacidade de circulação, este público soma 724 casos confirmados. Crianças e adolescentes são os que menos sofrem na pandemia em Vilhena, o que mostra a eficácia das medidas de isolamento, suspensão de aulas, atuação do Conselho Tutelar e controle dos pais na circulação de seus filhos. Há apenas 83 pessoas contaminadas que têm entre 0 e 19 anos de idade. No município esse público representa 35,8% da população, mas é apenas 8% do total de contaminados. Por outro lado, nos idosos, com 60 anos ou mais, essa diferença não é tão nítida. Eles são 7,1% da população vilhenense e somam 9,2% dos contaminados, sendo, até o momento, 96 pessoas que já se contaminaram com a covid-19 nessa faixa etária. A idade média dos contaminados permanece quase imutável desde o início da pandemia em Vilhena, registrando 38,5 anos atualmente. Para analisar a evolução da idade média, o dado foi consolidado a cada centena de contaminados no município. Os últimos dois períodos da sequência podem indicar redução na idade média dos positivados em Vilhena. Isso porque desde o caso 1 até o 900, a variação da idade média de cada centena ficou entre 40,7 e 38,5 anos. Porém, a centena de confirmados que envolve os casos 901 a 1000 registrou média de 36,2 anos e os 42 casos seguintes média de 34,2 anos. ÓBITOS - A análise da faixa etária dos 16 óbitos ocorridos entre vilhenenses também demonstra a agressividade da doença entre aqueles que têm mais idade. Entre os pacientes que têm entre 0 e 19 anos, não foi registrado nenhum óbito. Houve ainda um único falecimento na faixa etária de 20 a 29 anos e nenhum entre os contaminados com 30 a 39 anos. Assim, as três faixas etárias seguintes concentram 93,8% dos óbitos, sendo que os pacientes com 40 a 49 representam 18,8% das mortes, os que tinham entre 50 e 59 anos representam 25% e os com 60 anos ou mais são 50% dos óbitos. Por essa distribuição desigual nos óbitos, pesando na “balança” para quem faz parte da terceira idade, chegamos a diferentes taxas de letalidade para as faixas etárias em Vilhena: 0% de 0 a 19 anos, 0,5% de 20 a 29 anos, 0% de 30 a 39 anos, 1,4% de 40 a 49 anos, 2,9% de 50 a 59 anos e 8,3% com 60 anos ou mais. Por Herbert Weil

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