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- Bolsa Família alcança mais de 14 milhões de famílias em julho
Número é a segunda melhor marca desde maio do ano passado. De janeiro de 2019 a julho de 2020, programa já desembolsou mais de R$ 46 bilhões Revista Imagem - Publicado em 31/07/2020 07:35 O Programa Bolsa Família alcançou, em julho, marca superior a 14,2 milhões de famílias atendidas em todo o país. O número só é menor do que o mês de maio de 2019, quando 14,33 milhões de famílias receberam a ajuda. Criado em 2003, o Bolsa Família é um programa de transferência de renda do governo federal que tem o objetivo de combater a extrema pobreza no país. Em 2020, o Orçamento da União prevê que R$ 29,5 bilhões sejam pagos em benefícios do programa, mas o valor deve ser diferente, já que o Auxílio Emergencial do governo direcionado durante a pandemia substituiu o Bolsa quando foi mais vantajoso nos últimos três meses. Com esse recurso, a renda média das famílias foi pouco maior que R$1.115, num investimento superior a R$ 15,1 bilhões do Governo Federal. A região Nordeste é a mais beneficiada, com cerca de 7 milhões de famílias, seguida do Sudeste, com quase 4 milhões, Norte, com quase 2 milhões, Sul, com pouco mais de 890 mil e, finalmente, Centro-Oeste, com 680 mil. Segundo o portal da Transparência, de janeiro de 2019 a julho de 2020 já foram disponibilizados para o programa R$ 46.7 bilhões. O público-alvo do programa é formado, prioritariamente, por famílias que vivem em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até R$ 89 mensais, e de pobreza, com renda entre R$ 89 e R$ 178 mensais por cada membro familiar. O benefício médio pago a cada família é de aproximadamente R$ 189. Segundo Rafael Paschoarelli, professor de Finanças nas faculdades de Economia e Administração da USP, o Brasil é um país de muita desigualdade social, onde um executivo pode ganhar R$ 50 milhões em um ano e uma família tem de sobreviver com cerca de R$ 200 por mês. Assim, é preciso que todos entendam a importância de programas como esse para atenuar a situação de realidades que muitos não conhecem. “O Brasil é desigual e tem muita gente miserável. As pessoas que moram nos grandes centros urbanos talvez não saibam o cheiro da miséria, o odor da miséria, o que é a miséria. Isso é muito sério. Os programas de distribuição de renda são muito importantes para essas pessoas que realmente necessitam”, destaca. Dura realidade O professor ressalta que algumas pessoas reclamam dos programas de distribuição de renda, alegando que eles sobrecarregam as contas do Estado. “Esse é um bom motivo para arrebentar as contas públicas, ou seja, usar esse recurso para quem mais precisa. Infelizmente o social não é prioridade no Brasil”, alerta. “Essa mesma pessoa que recebe o Bolsa Família certamente mora em um local que não tem saneamento básico, por exemplo, e seus filhos não estudam nas melhores escolas. “Só quem está lá, passando fome, sabe a importância desses programas de distribuição de renda.” Jossânia Maria, 44 anos, moradora de Campestre do Maranhão, município com pouco mais de 14 mil habitantes, recebe o benefício há cerca de 17 anos e explica que os R$ 130 mensais que entram todo mês são fundamentais, principalmente porque ela está desempregada. Ela conta também a situação de uma vizinha, que não tem renda, precisa pagar pela moradia e fica com muito pouco ou quase nada para conseguir sobreviver o resto do mês. “É bom porque não temos renda e temos esse pouquinho para receber. Só recebo R$ 130, mas me serve. Conheço uma mulher que recebe R$ 250. Ela paga o aluguel de R$ 200, paga uma ou outra coisa e sobram apenas R$ 10”, relata. Jossania faz bicos de manicure para tentar complementar a renda, mas ficou até mesmo sem esse dinheiro neste momento da pandemia, por causa do distanciamento social. “Felizmente o auxílio emergencial, que é maior que o Bolsa Família, veio para nos socorrer. Sem ele não dá para saber como a gente ia se virar”, ressalta. É preciso mais Rafael Paschoarelli acredita que existem diversas maneiras de conseguir mais recursos para se investir na área social, ainda incipiente no país. Para ele, basta, por exemplo, olhar para outros setores apoiados pelo governo, como o setor automobilístico, que recebe bilhões em desonerações tributárias. “Se somarmos o quanto que o setor automobilístico já recebeu de benefício, seja nos âmbitos estadual ou federal, são muitos bilhões. E muitas vezes são auxílios para pessoas que precisam menos”, lembra o professor. Rafael alerta também que outra crítica comum ao programa, a de que existem oportunistas no país que se beneficiam do auxílio indevidamente não deve ser levada a ferro e fogo, pois pode atrapalhar um importante benefício às milhões de famílias miseráveis que dependem do programa para sobreviver. “Não podemos pegar esses casos e desmerecer o programa inteiro. Não é porque encontramos exceções que vamos retirar essa importante rede de proteção social”, destaca. O programa em números Por conta da pandemia, os beneficiários do Bolsa Família tiveram uma ajuda ainda mais vantajosa nos últimos meses, por conta do Auxílio Emergencial. Em todo o Brasil, pouco mais de 704 mil famílias receberam o valor regular do programa, enquanto 13,6 milhões optaram por receber o Auxílio Emergencial. O estado com mais famílias beneficiadas foi a Bahia, com 1.840.200, seguido por São Paulo, com pouco mais de 1,6 milhão e Pernambuco, que teve cerca de 1,1 milhão de famílias amparadas pelos recursos. Outros estados do Nordeste, historicamente uma região mais vulnerável, também tiveram boa representatividade no benefício, casos de Ceará e Maranhão, com 1 milhão e 960 mil famílias beneficiadas respectivamente. Por Brasil 61
- OPINIÃO| A escola está formando “novos” cidadãos?
Revista Imagem | 31/07/2020 07:24| Por Flavia Sucheck Mateus da Rocha* É ousado pensar no futuro, mas necessário, quando refletimos sobre que cidadãos estamos formando, enquanto professores de crianças ou adolescentes. O que a nova sociedade esperará do ser humano daqui a alguns anos? Que habilidades precisamos desenvolver nos estudantes da Educação Básica para que eles estejam aptos a viver, conviver e tomar decisões acertadas no futuro? Temos lido sobre o novo normal e sobre as adaptações que a crise vivenciada pela pandemia do coronavírus trará. Também já se discute sobre os impactos no mercado de trabalho, nas profissões e no modo de viver. Estima-se que novas profissões surjam e a maneira de trabalhar também se altere. O home office pode se tornar definitivo e a mobilidade humana pode ser significativamente alterada. Todas essas suposições e possibilidades convergem em um ponto: mudanças. Ao longo da história, grandes crises, guerras ou revoluções foram causando mudanças no modo de vida do ser humano. O desenvolvimento científico e tecnológico alterou a forma do homem se comunicar e se informar. O mercado de trabalho também experimentou transformações contínuas no caminhar da sociedade. Mas a escola, embora tenha tido sutis transformações, acabou insistindo em um modelo mais tradicional, com aulas expositivas, alunos enfileirados e foco em conteúdo. O momento é de reflexão. Focar apenas em conteúdos garantirá que os estudantes desenvolvam as competências e habilidades que serão solicitadas deles no novo normal? Insistir em modelos tradicionais de ensino realmente contribui com a atuação desses estudantes na sociedade contemporânea? Se pensarmos nos jovens adultos atuais e no conhecimento que eles possuem sobre ciências e matemática, podemos considerar que o sistema educacional dos anos 1980 ou 1990 foi eficiente? Temos percebido a dificuldade dos pais em auxiliar os estudantes com os conteúdos, agora que experimentam o ensino remoto. Nesse sentido, é possível imaginar que um ensino tradicional e focado em conteúdo não possibilitou uma aprendizagem significativa, já que muitos pais têm precisado de auxílio até em conceitos das séries iniciais. Ainda focando nesses adultos, quantos deles fazem afirmações equivocadas sobre ciências? Quantos deles, diante de uma doença tão cruel quanto à Covid-19, têm realmente respeitado o isolamento social e contribuído com o próximo? Que tipo de ser humano desejamos para o futuro? Se não for possível sairmos pessoas melhores dessa crise, que nossa sociedade seja melhor no futuro. Então, o caminho é pensar na educação das crianças, dos adolescentes. E a escola faz parte desse processo. Por isso, considero importante que, nessa fase, toda a comunidade escolar se reúna para refletir e discutir sobre o que precisa ser mudado para que a preparação dos estudantes contribua para que eles desenvolvam as habilidades necessárias para o novo normal. Algumas dessas habilidades já vinham sido discutidas mesmo antes da pandemia: criatividade, capacidade de resolver problemas, trabalho em equipe, versatilidade. Hoje, percebemos que muitas outras habilidades são bem-vindas: empatia, respeito, tolerância, alteridade. Além disso, notamos a importância de um amplo conhecimento a respeito das tecnologias digitais. Outro aspecto importante se refere à criticidade diante de tantas informações disponíveis na internet. Por isso, a escola precisa sim focar em conteúdo, pois eles são extremamente importantes. Somente com conhecimento científico, o cidadão pode realmente tomar as melhores decisões. Mas, mais do que nunca, notamos uma urgência em ir além, em se preocupar com um completo desenvolvimento do estudante, com valorização de suas características individuais, com desenvolvimento de inteligência coletiva e com criação de possibilidades para que muitas e novas habilidades sejam desenvolvidas. Que nossa futura sociedade seja melhor, sem crise, sem vírus, com cidadãos com conhecimentos e habilidades suficientes para uma vida digna. E que nós, professores, tenhamos orgulho de ter contribuído com a formação desses novos cidadãos. *Flavia Sucheck Mateus da Rocha é docente na área de Exatas da Escola Superior de Educação do Centro Universitário Internacional Uninter
- Covid-19: 773 novos casos em RO; situação de Chupinguaia preocupa
Chupinguaia registrou 37 novos casos; Em um único dia foi registrado 30% de todos os casos contabilizados até então no município Revista Imagem - Publicado em 30/07/2020 19:36 O boletim epidemiológico sobre o novo coronavírus divulgado nesta quinta-feira (30) pela Secretaria Estadual de Saúde de Rondônia (Sesau) apontou 773 novos casos de infecção pelo vírus nas últimas 24 horas. Foram 12 casos a menos que o registrado na quarta-feira. Com os números de hoje, Rondônia atingiu a marca de 38.407 casos de coronavírus, desde o primeiro registro há 132 dias (20/3). Deste total, 29.286 pacientes (76,25%) já são considerados curados. Porto Velho foi o município que teve mais casos registrados pela Sesau nas últimas 24 horas. Foram 406 registros. A capital totalizou 21.679 casos. Veja na tabela abaixo a situação dos 10 municípios com mais casos registrados em Rondônia. Já o número de mortes pela covid-19 subiu para 865. São 10 óbitos a mais em relação ao dia anterior. Foram cinco em Porto Velho, sendo duas mulheres de 46 e 59 anos e três homens de 39, 43 e 60 anos; uma mulher de 81 anos em Ariquemes; um homem de 62 anos em Cujubim; uma mulher de 55 anos em Guajará-Mirim, um homem de 70 anos em Espigão do Oeste e um menino de dois anos em Campo Novo. Cone Sul A situação mais preocupante nesta quinta feira no Cone Sul foi a do município de Chupinguaia. Até então com poucos casos, o município vive uma alta considerável nos últimos dias. Hoje, mais da metade dos 68 casos registrados no Cone Sul foi registrada em Chupinguaia. O município teve 37 novos casos. Isso corresponde a 30% de todos os casos registrados até então no município. Os demais casos de hoje foram registrados: 23 em Vilhena, 3 em cerejeiras, 2 em Colorado do Oeste, 2 em Corumbiara e 1 Pimenteiras. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o Cone Sul totaliza 1.801 casos diagnosticados. Individualmente, segundo o boletim estadual, os municípios tem: Vilhena: 1.323 casos Chupinguaia: 122 Pimenteiras: 113 Cerejeiras: 100 Colorado do Oeste: 80 Cabixi: 44 Corumbiara: 19 O Cone Sul registra 32 mortes por covid-19: Vilhena: 19 óbitos Cerejeiras: 5 Pimenteiras: 3 Cabixi: 3 Corumbiara: 1 Chupinguaia: 1 Vale lembrar que todos os dados são da Sesau, e podem divergir com as informações das prefeituras. A Agevisa ressalta que os dados não são lidos e atualizados imediatamente pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), por isso há atraso (delay) no registro de casos que estão sendo acompanhados diariamente por equipes de saúde nos municípios. Por José Antonio SantAna
- Vilhena registra 21 novos casos e chega a 1.363 infectados pelo coronavírus
UTI segue com ocupação de 70% pelo quarto dia seguido; Mais 1 paciente e a prefeitura será obrigada a fechar o comércio não essencial Revista Imagem - Publicado em 30/07/2020 19:58 Vilhena registrou 21 novos casos de covid-19 nesta quinta-feira (30), de acordo com o boletim municipal sobre o coronavírus. Foram 14 registros por exame RT-PCR, 3 por teste rápido e 4 por vínculo epidemiológico. Com os casos registrados hoje, Vilhena chega a um total de 1.363 casos registrados de pessoas contaminadas pelo coronavírus, desde o primeiro caso registrado no município há 116 dias (5 de abril). O município é quarto do estado em número de casos confirmados da doença. A Secretaria Municipal de Saúde investiga ainda 32 novos casos suspeitos. Vinte e quatro mortes por covid-19 foram registradas em Vilhena, sendo 19 óbitos de vilhenenses e 5 óbitos de moradores de outras cidades. A Central de Atendimento da Covid-19 tem 14 pacientes internados, sendo 7 na UTI - a mesma quantidade dos dois 3 últimos dias. A taxa de ocupação de leitos de UTI da Central da Covid-19 é de 70%. A fim de evitar o fechamento do comércio, a prefeitura intensificou a fiscalização de estabelecimentos comerciais pela Vigilância Sanitária, a fim de averiguar o cumprimento das medidas contra a propagação do vírus. Veja a matéria completa aqui. VEJA MAIS Covid-19: 773 novos casos em RO; situação de Chupinguaia preocupa Entenda como pessoas que não tiveram Covid-19 podem ter imunidade ao vírus 70% dos profissionais dos hospitais se sentem despreparados para pandemia Retorno de aulas presenciais ainda não tem data, diz secretário da Seduc Por José Antonio Sant'Ana
- Combate a crimes ambientais será mais eficaz com Laboratório da Sedam
O laboratório de Geociência atuará no no combate ao desmatamento e queimadas ilegais, e será usado para regularização fundiária Revista Imagem - Publicado em 30/07/2020 18:55 O Governo do Estado de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado de Obras Pública (Seosp), realiza o acompanhamento da obra de construção do laboratório de geociência da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam). Com investimento de R$ 6,5 milhões, recursos do Fundo Amazônia do Bndes, com contrapartida do governo do Estado de mais de R$ 279,4 mil. A obra proporcionará a todo o território de Rondônia grande eficácia no combate ao desmatamento, queimadas ilegais e também terá importante contribuição para a regularização fundiária. Segundo o secretário da Sedam, Marcílio Lopes, o laboratório vai ajudar a intensificar ações efetivas de combate ao desmatamento e queimadas na Amazônia. “A construção desse laboratório é um importante avanço para o Estado no desenvolvimento ambiental e essa iniciativa tratá a solução para vários problemas de Rondônia. O trabalho será possível, graças ao empenho dos servidores e a um banco de dados geográfico moderno que servirá para supervisionar as regiões”. O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Benedito Alves, destacou a atuação do Governo de Rondônia pela preocupação nas causas ambientais. “Quero parabenizar o governador Marcos Rocha e sua equipe por esse novo marco histórico para Rondônia, que é o laboratório de geociência, laboratório esse que vai oportunizar uma ferramenta multifinalitária para o desenvolvimento econômico e sustentável do nosso Estado. O secretário da Seosp, Erasmo Meireles, destacou a importância e parabenizou os responsáveis pela obra. “Esta obra é fruto de um sonho da união de todos para que tenhamos o pleno desenvolvimento do Estado de Rondônia”. Por Juan Pantoja
- Brasil supera 2,6 milhões de casos e 91 mil mortes por covid-19
País registra 57.837 infecções e 1.129 óbitos em 24 horas, segundo painel do Ministério da Saúde Revista Imagem - Publicado em 30/07/2020 18:50 O Brasil registrou mais 57.837 casos confirmados de covid-19 e 1.129 mortes em 24 horas, segundo dados Ministério da Saúde divulgados nesta quinta-feira (30). O balanço eleva o total de infecções para 2.610.102 e o total de óbitos para 91.263. Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais devem ser ainda maiores, em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação. Ao todo, 1.824.095 pacientes se recuperaram da doença, e 694.744 estão em acompanhamento, segundo o Ministério da Saúde. A taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes passou de 42,9 para 43,4. Apesar do aumento, a cifra é menor do que a registrada em nações europeias duramente atingidas, como o Reino Unido (68,92) e a Bélgica (85,98). São Paulo é o estado brasileiro mais atingido pela epidemia, com 529.006 casos e 22.710 mortes. O número de infectados no território paulista supera os registrados em diversos países, sendo menor apenas do que o contabilizado na Rússia (832 mil), na Índia (1,5 milhão) e nos Estados Unidos (4,4 milhões). O Ceará é o segundo estado brasileiro com maior número de casos, somando 171.468 e o terceiro em número de mortos, com 7.661 vítimas. Já o Rio de Janeiro tem 163.642infecções e 13.348 óbitos, o que o coloca atrás de São Paulo como o segundo estado com mais mortes. Nesta quinta-feira, o Palácio do Planalto anunciou que Michelle Bolsonaro está com covid-19. Consta que o estado de saúde da esposa do presidente é bom e ela está sendo acompanhada pela equipe médica da Presidência. O diagnóstico de Michelle, que tem 38 anos, foi anunciado cinco dias depois de o presidente Jair Bolsonaro ter anunciado que estava livre da doença. O anúncio de que Michelle está com covid-19 ocorreu poucas horas depois de mais um ministro do governo ter revelado que testou positivo para doença. Na noite de quarta-feira, o titular da pasta da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, disse que também recebera diagnóstico positivo. Pontes foi o quinto ministro a apresentar covid-19. Além dele, foram diagnosticados: Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Onyx Lorenzoni (Cidadania) e Milton Ribeiro (Educação). Este último anunciou o diagnóstico positivo apenas quatro dias depois de tomar posse. Em 7 de julho, Bolsonaro também declarou que havia sido infectado pelo Sars-Cov-2 e que estava tomava hidroxicloroquina como tratamento primário. Quase três semanas depois, o presidente afirmou que um quarto teste finalmente apontara que ele estava livre da doença. Durante o período em que esteve infectado, Bolsonaro, que minimizou sistematicamente a pandemia, cumpriu um isolamento frouxo, chegando a confraternizar com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada e passear nos jardins do palácio enquanto funcionários trabalhavam. Em números absolutos, o Brasil é o segundo país do mundo com mais infecções e mortes por coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos, que já acumulam mais de 4,47 milhões de casos e mais de 151 mil óbitos. Por Deutsche Welle
- Nota de R$ 200: por que agora e qual a razão de tanta polêmica
O lançamento da nota de R$ 200 foi anunciado pelo Banco Central nesta quarta-feira (29) e gerou grande repercussão Revista Imagem - Publicado em 30/07/2020 18:40 O lançamento da nota de R$ 200 foi anunciado pelo Banco Central nesta quarta-feira (29) e gerou grande repercussão — desde críticas no sentido de que facilitaria lavagem de dinheiro até memes com imagens de como deveria ser a nova cédula do real. Por que houve um alarde tão grande depois do anúncio? Para o economista Fábio Terra, professor de economia da Universidade Federal do ABC, parte da explicação está na surpresa, já que não havia notícias de que o Banco Central estudava lançar a nova nota. E a outra parte, ele diz, é explicada pelo "efeito psicológico" que uma nota de R$ 200 pode ter em um país que viveu um grande período de alta inflação — desde meados dos anos 1980 até 1994, quando o Plano Real conseguiu finalmente controlar o processo inflacionário e estabilizar a moeda. "A nota com valor muito alto pode trazer para a memória coletiva o susto de que o dinheiro está perdendo valor", disse Terra, que é pós-doutor pela Universidade de Cambridge. Para a política monetária, a expectativa é importante, mas os economistas apontam que o Brasil está bem longe de voltar a ver inflação alta. Muito pelo contrário. Com a economia em retração, a expectativa é que a inflação fique abaixo dos 2% neste ano. Os economistas do mercado financeiro esperam que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 1,67% neste ano, segundo o Boletim Focus, do Banco Central, divulgado na última segunda-feira. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) é de uma retração de 5,77% neste ano. Terra disse, ainda, que o anúncio num momento em que o Brasil registra mais de 90 mil mortes e 2,5 milhões de casos confirmados de covid-19 pode dar a sensação para alguns de que "talvez as prioridades não sejam tão prioritárias". Será a primeira vez, em 18 anos, que o real ganhará uma cédula de novo valor. Ela se juntará aos seis valores de cédulas hoje em circulação: R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100. Por que o BC decidiu criar a nota de R$ 200 agora? Está exatamente nos efeitos da pandemia a explicação do Banco Central sobre por que lançar esta nova cédula, que começará a circular no fim de agosto, com imagem do lobo-guará. Os detalhes da imagem da cédula, que está em fase final de testes, não foram revelados. O Banco Central diz que a decisão, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), foi tomada para "atender ao aumento da demanda por dinheiro em espécie que se verificou durante a pandemia de covid-19". Em março, a quantidade de dinheiro vivo com a população era de aproximadamente R$ 216 bilhões, segundo o Banco Central. A partir desse momento, esse montante começou a subir rapidamente e hoje está em R$ 277 bilhões. Um dos motivos para o aumento da demanda por cédulas é o que o Banco Central chama de entesouramento, que é o dinheiro guardado em casa. "Não só o Banco Central do Brasil, mas bancos centrais de outros países observaram o entesouramento desde que a pandemia começou. Isso não é um fenômeno típico do nosso país. Em momentos de incerteza, as pessoas tendem a fazer saques e acumular reservas. O dinheiro, em tempos de incerteza, é sinal de segurança, estabilidade", disse a diretora de Administração do Banco Central, Carolina de Assis Barros. Agora, a previsão do Banco Central é de que, ao longo do ano, entrem em circulação 450 milhões de unidades da nova cédula. O governo disse que a medida não tem impacto na base monetária do país - isso significa, numa explicação simples, que não será um "dinheiro a mais" circulando. É como se, em vez de colocar duas notas de R$ 100 em circulação, o Banco Central substituísse por uma de R$ 200. Dificuldade com o troco Terra diz que, avaliando com o olhar do Banco Central, a medida facilita a logística de distribuição de notas. "Isso vai fazer com que menos notas precisem ser carregadas", disse, em referência à distribuição de moeda em um país tão grande quanto o Brasil. Ele concorda com a avaliação de que muita gente, em momento de crise, decide guardar dinheiro vivo. Segundo o economista, isso é ainda mais forte para quem tem dívidas. "Ter o dinheiro na mão é uma certeza de que ele não será tomado pelo banco." Um ponto negativo da nova cédula, ele diz, é o troco que ela vai exigir. "Para quem recebe o auxílio emergencial, em vez de sacar 6 notas de R$ 100, o saque será de 3 notas de R$ 200. Pessoas que pegarem nota de R$ 200 vão fazer transações de baixo valor, o que vai exigir grande volume de notas menores para dar troco." Um dos primeiros questionamentos que surgiram enquanto o Banco Central fazia o anúncio foi: mas isso não vai contra um movimento mundial de ampliar a quantidade de transações por meio digital? Embora em muitos países a circulação de cédulas esteja diminuindo e muitos estabelecimentos nem aceitem dinheiro vivo, o Banco Central bateu na tecla de que, no Brasil, o pagamento em espécie ainda é o meio mais frequente. Em uma pesquisa feita em 2018, 60% dos entrevistados responderam que o dinheiro era a forma de pagamento que eles mais utilizavam. Terra diz que o uso de dinheiro é espécie é uma consequência da grande desigualdade no Brasil, o que torna mais difícil aumentar o uso de meios digitais de pagamento, como vem ocorrendo em outros países. A nota de 500 euros, por exemplo, que era uma das cédulas de maior valor no mundo, deixou de ser produzida. Foi em 2016 que o Conselho do Banco Central Europeu decidiu que os países deveriam deixar de produzi-las até 2019. Os dois últimos do bloco a fazerem isso foram Áustria e Alemanha, em abril do ano passado. 'Malas de dinheiro' Outra crítica à decisão anunciada pelo Banco Central foi que isso facilitaria crimes como a lavagem de dinheiro. O Banco Central respondeu dizendo que o Brasil tem um "arcabouço contra lavagem de dinheiro extremamente elevado" e que isso "não depende" do valor das cédulas. Para Terra, trata-se de uma "crítica irônica". "A pessoa que faz o ilegal vai tentar lavar dinheiro de toda forma. Serão necessárias menos malas para carregar o mesmo dinheiro agora, pelo múltiplo maior. Mas não é a nota que induz o crime." Lobo-guará e os memes A internet não perdoou. Diferente dos que temiam a hiperinflação, algumas das brincadeiras foram no sentido de se questionar se teriam acesso a uma nota tão alta quanto de R$ 200. Outras faziam referência ao visual da nova cédula. A sugestão de animal: "o doguinho caramelo". A justificativa: "nada representa mais o Brasil do que ele". O Banco Central explicou a escolha do lobo-guará com base em uma pesquisa feita em 2001 para escolha de animais para novas cédulas. Os dois mais votados, tartaruga marinha e mico-leão-dourado, foram utilizados, respectivamente, nas cédulas de R$ 2 e de R$ 20. O terceiro foi o lobo-guará. E o lobo-guará já apareceu em moeda brasileira. Entre dezembro de 1993 e setembro de 1994, estampava a moeda de 100 Cruzeiros Reais. Por Laís Alegretti (BBC)
- Entenda como pessoas que não tiveram Covid-19 podem ter imunidade ao vírus
Diferentes tipos de coronavírus, que causam resfriados brandos, podem ter participação na imunidade contra a Covid-19 Revista Imagem - Publicado em 30/07/2020 18:25 O sistema imunológico de algumas pessoas que não foram expostas ao novo coronavírus podem ter familiaridade com o patógeno -- fato que possivelmente ajuda a reduzir a severidade da Covid-19 no organismo que contraia a doença, um novo estudo sugere. Publicado pela revista Nature na quarta-feira (29), o estudo encontrou, entre 68 amostras de adultos saudáveis na Alemanha que não haviam sido expostos ao coronavírus, que 35% deles possuíam células T no sangue que eram reativas ao vírus. As células T, também conhecidas como linfócitos T, são uma parte do sistema imunológico que ajuda o organismo a se defender de infecções. A reatividade delas sugere que o sistema provavelmente teve uma experiência prévia combatendo alguma infecção similar e pode usar a memória para reagir à uma nova ocorrência. Então como o sistema imune dos pesquisados possui células T reativas se eles nunca tiveram Covid-19? Eles “provavelmente as adquiriram em infecções prévias de outros tipos endêmicos de coronavírus”, escrevem os pesquisadores, de diversos institutos na Alemanha e no Reino Unido, no novo estudo. Usar a memória dessas células T de outras ocorrências similares para responder a uma nova infecção é um processo chamado “reatividade cruzada”. O papel das células T A nova pesquisa analisou amostras de sangue de 18 pacientes infectados com a Covid-19, entre as idades de 21 a 81 anos, e doadores saudáveis, todos na Alemanha. O estudo descobriu que células T reativas ao coronavírus foram detectadas em 83% dos pacientes doentes. Mesmo que os pesquisadores tenham encontrado células T pré-existentes com reatividade cruzada nos doadores saudáveis, eles também mencionam no estudo que o impacto possível das células na progressão de um adoecimento por Covid-19 ainda é desconhecido. “As descobertas da pesquisa instigam o prosseguimento dos estudos”, afirmou o dr. Amesh Adalja, docente no Centro de Segurança na Saúde da Universidade Johns Hopkins, que não está envolvido no novo estudo. “Nós sabemos, por exemplo, que crianças e jovens adultos estão relativamente mais protegidos de consequências severas dessa doença, e eu acho que uma hipótese relevante é de que as células T pré-existentes podem ser muito mais numerosas ou mais ativas em pessoas jovens”, diz Adalja. “Se pudéssemos comparar versões mais severas e mais leves da doença, observar as células T nesses indivíduos e dizer ‘Pessoas com formas mais graves do coronavírus são menos prováveis de possuir linfócitos T reativos versus pessoas que desenvolvem versões mais leves talvez tenham mais?’, eu acredito que essa é uma hipótese biologicamente plausível”, diz. “É claro também que a presença dessas células não previne pessoas de serem infectadas, mas elas podem modular a severidade da infecção? Esse parece ser o caso.” Até então, durante a pandemia do coronavírus, o foco tem sido em anticorpos contra a Covid-19 e o papel que desempenham construindo imunidade contra a doença. Mas o dr. William Schaffner, professor de medicina preventiva e doenças infecciosas na Escola de Medicina da Universidade de Vanderbilt em Nashville, que não está envolvido no novo estudo, diz que as células T não podem ser esquecidas. “Aqui está uma pesquisa que sugere que pode realmente existir uma reatividade cruzada nos coronavírus que causam resfriados em seres humanos e no vírus da Covid, que está causando tanto estrago. Isso é muito intrigante, pois nós pensávamos que na perspectiva dos anticorpos não havia cruzamentos relevantes”, Schaffner declarou. “Não é totalmente surpreendente, porque são todos membros de uma mesma família. É como se fossem primos”, ele disse. “Agora temos que observar se há algum impacto disso na prática... Isso torna mais ou menos provável que a pessoa que é infectada pela Covid realmente desenvolva a doença? E tem algum impacto no desenvolvimento de uma vacina?” Encontro com um coronavírus Adalja disse também que não estava surpreso por encontrar reatividade cruzada nas células T em participantes do estudo que não foram expostas ao recente coronavírus, nomeado SARS-CoV-2. “O SARS-CoV-2 é o sétimo coronavírus que infecta humanos descoberto, e quatro desses são o que chamamos de coronavírus ‘coletivamente adquiridos’. Juntos, eles são responsáveis por 25% dos resfriados comuns”, Adalja informou. “Quase todas as pessoas no mundo tiveram algum encontro com um coronavírus, e sendo eles parte da mesma família, alguma reatividade cruzada é desenvolvida”. O novo estudo da Nature não é o único a sugerir um certo nível de imunidade pré-existente entre algumas pessoas ao novo coronavírus. Alessandro Sette e Shane Crotty, ambos da Universidade da Califórnia em San Diego, escreveram em um comentário publicado na revista no começo desse mês que "entre 20 e 50% dos participantes do estudo não infectados previamente demonstram significativa reatividade aos antígenos peptídicos da SARS-CoV-2”, baseados em uma outra pesquisa - mas destacam que a fonte e a relevância clínica da reatividade permanecem desconhecidas. Sette e Crotty escreveram que “está estabelecido que a imunidade pré-existente ao SARS-CoV-2 existe em algum grau na população. É hipotético, e ainda precisa ser provado, que isso se deve à imunidade a coronavírus mais comuns, que causam resfriados.” Por Jacqueline Howard (CNN)
- 70% dos profissionais dos hospitais se sentem despreparados para pandemia
Pesquisa mostra que maioria dos profissionais de saúde tem medo e não se sente pronta para lidar com a crise do coronavírus. Oito em cada dez enfrentam algum problema mental devido à pressão Revista Imagem - Publicado em 30/07/2020 18:25 O conhecimento sobre a covid-19 ainda é tão pouco que os médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde estão com medo e se sentindo despreparados. Ao mesmo tempo, por conta da pandemia ainda descontrolada no Brasil, eles relatam sofrerem pressão, estarem atuando em jornadas exaustivas e com a saúde mental abalada. Estas são as principais conclusões de uma pesquisa realizada entre 15 de junho e 1º de julho com profissionais de saúde que atuam em todas as regiões do país. Ao todo, 2.138 responderam ao questionário, aplicado pelo Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). "Os resultados são muito ruins. Mostram condições precárias de trabalho para esse profissionais, com falta de treinamento, equipamento e uma sensação muito grande de desamparo”, afirma à DW Brasil a cientista política Gabriela Lotta, coordenadora da pesquisa. O levantamento mostrou que 78,2% dos profissionais de saúde enfrentam algum problema de saúde mental e 70% se sentem despreparados. "É uma prevalência muito grande”, ressalta Lotta. "Isso claramente traz consequências para os pacientes. [Os médicos e enfermeiros] sentem medo, e isso se reflete no atendimento.” De acordo com o levantamento, 79% dos médicos e 83% dos enfermeiros relatam ter medo da covid-19. Coautora da pesquisa, a cientista política Michelle Fernandez afirma que os dados mostram um cenário de fragilidade da classe médica brasileira. "Diante de uma doença nova, nenhum profissional de saúde estava preparado para viver tal experiência no trabalho”, resume ela, à DW Brasil. A pesquisa também revela que metade dos profissionais de saúde alega não receber equipamentos de proteção individual (EPI) de forma adequada. E 80% deles conhecem pelo menos um colega que teve diagnóstico positivo para a doença. A reportagem da DW Brasil ouviu 12 médicos e enfermeiros de vários estados brasileiros sobre os pontos abordados na pesquisa. Todos eles relataram diversos casos de colegas infectados — no caso da técnica em enfermagem Rakeline Carvalho Lima, que atua em Feira de Santana e em Alagoinhas, na Bahia, ela própria teve covid-19. Em comum, eles afirmam que, além da tensão de ver alguém próximo adoecer, o afastamento do colega ainda se reflete numa maior sobrecarga de trabalho. A médica Paskale Salazar Vargas, que atua na Santa Casa de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, comenta o sofrimento que foi trabalhar na última quarta-feira, com a notícia da morte de um colega, técnico em enfermagem no mesmo hospital. "Isso abala. Sempre que a morte chega mais perto, abala mesmo”, diz ela. "[E a doença tem feito com que] os colegas sejam afastados, e está difícil fechar as escalas. A gente acaba dobrando o tempo de trabalho.” Enfermeiro em Belo Horizonte, Minas Gerais, Jarbas Vieira de Oliveira relata que teve problemas com falta de EPIs no início da pandemia — mas agora a "situação foi resolvida". Uma médica de um hospital privado em São Paulo, que pediu para não ser identificada, conta que as máscaras do tipo N95 estão sendo reutilizadas por até um mês antes de serem descartadas. "Ao contrário da determinação, que recomenda o descarte diária do item”, afirma. Médica da rede pública de Recife, em Pernambuco, Rafaela Pacheco diz que chegou a comprar parte dos equipamentos com seus próprios recursos. "Há um tempo ficamos sem máscara cirúrgica e depois sem touca para trabalhar. Chegamos a receber máscaras e toucas que rasgavam com facilidade e peças faciais que prometiam 94% de proteção contra partículas líquidas, mas que não conseguiam filtrar aerossol", conta a enfermeira Monique Carneiro, que trabalha na rede pública em Salvador, Bahia. Marcos Pedrosa, médico da rede pública em Brasília, também diz que chegou a faltar aventais, protetores faciais e máscaras em sua unidade. "Isso gerou muita insegurança nos profissionais", recorda ele, enfatizando que o problema já foi resolvido. Medo e desconhecimento Médica de um hospital privado no Rio de Janeiro, Fernanda Barroso Mendonça Costa ressalta que a saúde mental dos profissionais de saúde é prejudicada justamente pela dificuldade em compreender a doença. "É uma roleta-russa: a gente vê doentes jovens sem comorbidades morrendo e pessoas teoricamente de grupos de risco saírem bem”, compara ela. "Angustia estarmos diante de uma doença que ainda não tem um remédio, um medicamento, um tratamento específico. Não nos sentimos plenamente preparados porque estamos vendo na prática as coisas acontecendo”, desabafa a médica Giovanna Zanatta de Carvalho, que atua em hospital privado de São Paulo. Médica em São José, Santa Catarina, Francine Bagnati conta que no início de julho, quando houve o pico de casos em sua região, "era perceptível no rosto de cada profissional de saúde um grande medo do que estava por vir". Foi quando eles perceberam que havia necessidade de compartilhar os sofrimentos entre os integrantes das equipes, em um movimento de ajuda mútua. Ela conta que desde então o cuidado para com o colega se tornou "tão essencial quanto o cuidado para com o paciente”. "Quando deito a cabeça no travesseiro após um dia intenso de atendimentos aos casos suspeitos e confirmados, é impossível não pensar no medo de contrair o vírus e no risco de a doença evoluir para uma forma grave e fatal", comenta a médica Nicole Coelho Della Bruna, de Florianópolis, Santa Catarina. Boa parte dos profissionais relataram duas situações que os têm deixado mais estressados do que o normal: o fato de muitos terem se isolado completamente de familiares, por receio de contaminá-los e a quantidade de mensagens e telefonemas de pessoas, em geral, parentes de pacientes, solicitando informações. "Temos sido bombardeadas de perguntas em qualquer horário do dia, inclusive aos fins de semana”, diz a enfermeira Paula Roberta Sant'anna Sanches, de Ribeira, no interior paulista. Faz cinco meses que a enfermeira Monique Carneiro não convive com o marido, portador de doença crônica. "No meu caso, não vivo mais com minha esposa e o filho dela por causa da pandemia. E a saúde mental está péssima por isso”, diz o enfermeiro Jarbas Vieira de Oliveira. "Tenho insônia constantemente e tenho apresentado perda de memória frequentemente. Onde trabalho, todos estamos com medo de nos descontrolar com a equipe e nos momentos de maior tensão no atendimento. Quase todo dia vejo algum colega chorando no trabalho", diz Iara Lopes, enfermeira da rede pública de São Paulo. A médica Fernanda Barroso Mendonça Costa resume com uma frase a sensação. "Não temos perspectivas de quando isso vai acabar, e isso é o mais angustiante", diz. Por Deutsche Welle
- Rondônia alinha participação no Brasil Investment Forum
Evento acontecerá nos dias 9 e 10 de novembro em São Paulo, de forma híbrida, ou seja, presencial e on-line Revista Imagem - Publicado em 30/07/2020 18:17 A Superintendência Estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura (Sedi), por meio da coordenadoria Invest Rondônia, participou, na quarta-feira (29), da reunião on-line do Brasil Investment Forum (BIF), que acontecerá 9 e 10 de novembro de 2020, em São Paulo, de forma híbrida, ou seja, presencial e on-line. O BIF é um dos maiores fóruns de investimento do Brasil e da América Latina, e serve como uma forma de divulgar os principais investimentos realizados pelos Estados em setores estratégicos da economia brasileira, sua primeira versão aconteceu em 2017 e no ano de 2019 reuniu mais de 58 países. Em 2020, o evento contará com a participação do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro; do presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimento (Apex-Brasil), Sergio Segovia; ministros e autoridades importantes para o setor econômico do Brasil, como o ministro da Economia, Paulo Guedes; e o Ernesto Araújo do Ministério de Relações Exteriores. Durante a reunião foi apresentado o que é o BIF, mostrando toda a sua trajetória, foi falado do lançamento do novo portal da Invest Brasil, apresentando a estrutura do evento, e enfatizado a necessidade de todos os estados participarem de cursos oferecidos pelo governo federal para a capacitação. O presidente da Apex-Brasil destacou, durante a reunião, que o evento será híbrido e tem como objetivo alcançar todos os estados do Brasil. “Para o sucesso do BIF é importante a participação de todos”. O superintendente da Sedi, Sérgio Gonçalves, destaca que Rondônia apresenta um grande potencial no agronegócio, mineração, energia, dentre outros setores, e por isto é importante a presença do Estado no evento. “Em 2019 tivemos a oportunidade de apresentar o que Rondônia tem de melhor e discutir melhorias no ambiente de negócios”. “Rondônia está avançando em desenvolvimento e exportação, mesmo durante a crise causada pela pandemia do Covid-19, é extremamente importante estar presente em um evento desta magnitude e poder mostrar aos investidores estrangeiros, CEOs de grandes empresas e executivos de alto escalão do governo, a nossa capacidade de produção e potencial para a atração de investimentos”, afirmou a coordenadora da Invest Rondônia da Sedi, Suéllen Lemos. Por Ana Cláudia Barros
- Professores da rede estadual receberão apoio socioemocional na pandemia
A necessidade de apoio foi reforçada na pesquisa "Sentimentos e percepções dos professores durante o isolamento social" Revista Imagem - Publicado em 30/07/2020 16:53 O Instituto Península, organização social que atua para a melhoria da Educação, fechou parceria com o Governo de Rondônia para oferecer apoio socioemocional aos professores da rede pública durante o ensino remoto devido à pandemia do Coronavírus. A parceria via Consed (Conselho Nacional dos Secretários de Educação) irá disponibilizar por meio da plataforma Vivescer (http://vivescer.org.br/), cursos certificados e gratuitos que ajudam professores e professoras a se desenvolverem integralmente, ou seja, equilibrar mente, corpo e emoções e vincular-se ao seu propósito. Além disso, há uma comunidade de suporte na qual os docentes trocam experiências e materiais. A necessidade de apoio foi reforçada na pesquisa "Sentimentos e percepções dos professores durante o isolamento social", do Instituto Península, realizada com mais de 7.700 professores de todo o país entre abril e maio. A falta de suporte emocional das escolas neste momento tão difícil e incerto foi relatada por 75% dos educadores, e 55% declararam interesse em se desenvolver além das habilidades pedagógicas. "O suporte emocional já era uma questão importante antes da pandemia e se mostrou ainda mais crucial e prioritária no momento que estamos. Estar presente em quase todo o Brasil por meio da parceria com o Consed demonstra que estamos caminhando como país para um olhar mais profundo com esses profissionais tão importantes para o desenvolvimento de qualquer nação", afirma Heloisa Morel, diretora-executiva do Instituto Península. O curso oferecido pela Vivescer é autoinstrucional e gratuito, e pode ser realizado por professores de todas as etapas e modalidades de ensino em qualquer horário e lugar e oferece certificado aos concluintes. Por Stefanie Malo
- Pintura de sinalização viária é feita à noite para não atrapalhar o trânsito
Ruas e avenidas de grande fluxo de veículos recebem atenção da Prefeitura também com recuperação asfáltica Revista Imagem - Publicado em 30/07/2020 18:10 Já há vários dias a equipe de sinalização viária da Semtran (Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito) realiza a manutenção das faixas de pedestres da avenida Major Amarante em operação que prevê a pintura de faixas de pedestres, meio-fios e lombadas nas avenidas de maior fluxo de veículos na cidade durante as próximas semanas. Em conjunto com a Semosp (Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos) que trabalha na recuperação asfáltica dessas ruas e avenidas a Semtran faz a pintura à noite para reduzir o impacto do fechamento da via no trânsito, além de aproveitar as horas de baixo movimento para garantir a secagem da tinta. A equipe de pintura é composta pelos servidores Edimar Taborda, Sérgio Rocha, William dos Santos e pelo próprio secretário municipal de Transporte e Trânsito, Roccio Aires. “A Major Amarante é um dos corações da nossa cidade, escolhemos fazer este serviço à noite, devido ao fluxo de veículos ser menor. Muitas vezes o trabalho vai do início da noite até mais de 22h”, destaca Roccio. Edimar Taborda, responsável pela equipe das pinturas, explica um pouco das atividades. “Fazemos a pintura de duas a quatro faixas de pedestres por dia. Tudo começa com a limpeza do asfalto, para que a tinta tenha aderência melhor. Daí, passamos duas camadas da tinta emborrachada e jogamos o pó de vidro, que ajuda a refletir os faróis dos veículos. Nesse serviço também retocamos as guias de meio-fio próximo às faixas, o que ajuda a dar mais destaque ainda para esse trecho onde passam os pedestres”, explica o servidor. A Semtran ressalta que o trabalho na Major vai se estender pelos próximos dias até cobrir toda a avenida. Além disso, os quebra-molas do município estão recebendo nova pintura. Desde que este trabalho nos quebra-molas começou nas últimas semanas, foi renovada a tinta em mais de 40 redutores de velocidade. SOLICITAÇÃO – A Semtran recebe pedidos de sinalização pelo telefone 3321-3920. O WhatsApp da Prefeitura também recebe estes pedidos pelo número 3919-7081 (somente WhatsApp). Assim que a solicitação é feita, os servidores encaixam o pedido no cronograma de atividades. Por Herbert Weil
- Ifro e Prefeitura traçam métodos para fabricação de faceshields em Vilhena
Instituto já conta com uma máquina de impressão 3D e município estuda destinar recursos para produção continuar Revista Imagem - Publicado em 30/07/2020 18:04 No começo desta semana, a direção do Ifro (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia) de Vilhena esteve no Gabinete do Prefeito para debater possíveis parcerias de combate ao novo coronavírus com o Município, como a fabricação de faceshields (protetores faciais), álcool 70%, estágios, sistemas informatizados, entre outros. Estiveram presentes na reunião também a chefe de gabinete, Margarida Duarte, o secretário municipal de Planejamento, Eduardo Fernando, o secretário municipal de Administração, Welliton de Oliveira, o diretor do Ifro, Aremilson de Oliveira e os professores pesquisadores do instituto, Roberto Simplício, Valéria Arenhardt e Juliano Naves. Durante a reunião, a fabricação de faceshields de baixo custo em Vilhena foi esmiuçada. O Ifro já produziu cerca de 3 mil faceshields com uma impressora 3D adquirida através de parcerias. Após investimento inicial, que teve o apoio da cooperativa de crédito Sicoob Credisul, parte destas máscaras foram doadas ao município. Cada protetor tem custo de apenas R$ 5,50. Após analisar a qualidade das máscaras e o baixo custo da produção, o prefeito Eduardo Japonês se prontificou a destinar recursos para apoiar fabricação de mais protetores e ainda pensa na aquisição da impressora 3D. “A Prefeitura e o Ifro têm uma parceria de longa data, eles sempre nos ajudam. A proposta apresentada foi de fazer estes protetores sem gastar muito. Agora temos que estudar os recursos para a compra do material, pois isso representará muita economia para o poder público, já que o custo é bem menor se tivermos de comprar de fora. Vamos nos organizar para isso acontecer o mais breve possível”, garante Japonês. MODERNIZAÇÃO – Ainda foram discutidos métodos tecnológicos para otimizar os atendimentos da Prefeitura. De um total de 34 projetos apresentados pelos pesquisadores do Ifro, pelo menos 16 podem ser aplicados na Prefeitura, inclusive alguns que automatizam processos internos e melhoram a rede do setor da Tecnologia de Informação. ÁLCOOL 70% – Recentemente o Ifro produziu e entregou para a Prefeitura de Vilhena quase mil litros de álcool glicerinado 70%, utilizando matéria-prima a preço de custo. Visto que o material continuará sendo necessidade da Saúde por muitos meses, a Prefeitura procura maneira de também contribuir financeiramente com o projeto para que consiga o produto por preço reduzido. Isso porque o instituto conseguiu finalizar a produção com custo de apenas R$ 4,76 por litro, enquanto, em Vilhena, um litro de álcool 70% chega a ser vendido por R$ 40. PAINEL COVID-19 - Implementado e atualizado diariamente, uma parceria entre Ifro e Prefeitura permitiu a criação do Painel Covid-19 Vilhena, disponível em banner destacado na página inicial do site da Prefeitura ou pelo link: www.bit.ly/painelcovidvilhena. ESTÁGIOS – Durante este período de pandemia, os estágios foram suspensos, por prevenção à disseminação do novo coronavírus. Porém, Eduardo Fernando relata que a retomada está em planejamento. “O aprendizado que os alunos obtêm no estágio é de grande importância e sua colaboração com os serviços no Município também é relevante. Recebemos aqui alunos de engenharia e arquitetura e urbanismo. No momento suspendemos, mas assim que tudo se normalizar, vamos restabelecer as parcerias”, destaca o secretário municipal de Planejamento. Por Herbert Weil
- Vigilância Sanitária intensifica fiscalização em Vilhena
Operações de fiscalização são realizadas na área urbana e também nos distritos com ajuda da Polícia Militar Revista Imagem - Publicado em 30/07/2020 12:10 Visando cumprir a lei e decreto municipal por meio de fiscalização, a Vigilância Sanitária intensificou as operações de abordagem no comércio, na zona rural e também nas vias públicas, em parceria com a Polícia Militar. A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) lembra que estes cuidados exigidos pelos fiscais são imprescindíveis neste momento de pandemia e evitar medidas mais extremas de fechamento é uma tarefa de todos. Segundo o coordenador da Vigilância Sanitária, Alfredo Guancino Júnior, a maior fonte de notificações são as aglomerações. “A maioria dos comerciantes estão seguindo o decreto corretamente, mas a manutenção do distanciamento dos frequentadores do local é responsabilidade do proprietário. Essa, a falta de visibilidade dos avisos, são as maiores causas de notificações da Vigilância até o momento. É corriqueiro também que tenhamos que exigir a oferta de álcool em gel 70% na entrada e alertar contra a presença de pessoas sem máscaras nos estabelecimentos. A população e o comércio devem compreender que fazemos isso visando o bem de todos. O vírus está por aí, se todos nós nos cuidarmos, vencemos essa crise mais rápido”, revela. Decreto e lei municipais determinam as normas para conter o avanço da transmissão do novo coronavírus em Vilhena. Em atenção a estas regras, a Vigilância Sanitária notificou mais de 20 empresas que descumpriam exigências de Saúde na última semana. ZONA RURAL x CENTRO A Vigilância Sanitária realiza as inspeções com o apoio da Polícia Militar, tanto na área urbana do município de Vilhena como nos distritos. Nos últimos dias houve também fiscalização, por exemplo, em Nova Conquista. A incursão foi motivada pelo aumento de casos na zona rural nos últimos 10 dias. Desde o início da pandemia foram registrados 63 casos confirmados na zona rural do município, porém, 31 destes foram identificados do dia 20 de julho em diante. Outro dado que preocupa as autoridades em Saúde é que nas chácaras a idade média dos contaminados é cerca de 20% maior que na zona urbana: enquanto na cidade a média de idade é de 38,4 anos, na zona rural é em 45,2 anos. Por sua vez, o Centro, bairro mais urbanizado da cidade e que tem também o maior número de estabelecimentos comerciais, é a região que registrou o maior número de casos até agora, um total de 171, sendo que 30% destes são dos últimos 10 dias. Os confirmados no bairro têm idade média também acima da geral do município, marcando 40,4 anos. Operações de fiscalização são feitas periodicamente por iniciativa da Prefeitura e da Polícia Militar, mas a população pode ajudar: denúncias de descumprimento de normas de Saúde podem ser feitas pelos números: 190 da Polícia Militar (24h) ou 3322-1936 da Vigilância Sanitária (7h às 17h30, de segunda a sexta-feira). Por Herbert Weil
- Retorno de aulas presenciais ainda não tem data, diz secretário da Seduc
Um decreto do Governo previa o retorno para agosto, mas não há nada certo, disse o secretário Suamy Vivecananda Revista Imagem - Publicado em 30/07/2020 08:55 Durante reunião extraordinária da Comissão de Educação e Cultura (CEC), na manhã desta quarta-feira (29) na Assembleia Legislativa, o secretário estadual de Educação (Seduc), Suamy Vivecananda, prestou esclarecimentos sobre as ações pasta em meio à pandemia. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintero), Lionilda Simião, e o representante do Sinprof Silvanildo dos Santos também participaram da reunião. Entre os temas abordados, as projeções para o retorno às aulas presenciais, a implantação do Programa Ir e Vir, o plano de ação da Seduc e o que foi posto em prática, mesmo em meio à pandemia. Sobre as aulas, ainda não há data definida. Um decreto do Governo previa o retorno para agosto, mas não há nada certo, disse o secretário. "Não temos a data, pois depende da curva de contaminação e isso é definido pela Secretaria de Saúde. Temos um plano para a retomada das aulas, mas não sabemos quando isso será feito. Temos professores que são do grupo de risco e que não podem retornar às atividades. Para suprir essas carência, vamos ter que fazer a contratação emergencial", respondeu Suamy. "A Seduc não parou, tivemos uma marcha até maior do que outros Estados do Brasil. Iniciando os trabalhos por aulas remotas tão logo as aulas presenciais foram suspensas", disse Suamy Vivecananda, que entregou um resumo do que está sendo feito e do planejamento da pasta. Piso O primeiro ponto debatido foi o piso nacional do magistério. Em 2019 todos os professores receberam o piso, inclusive também fruto de um acordo com a Assembleia Legislativa, feito ainda em 2018. "É preciso que haja um cálculo atuarial, pois essas correções atingem muitos servidores e mexe com o Iperon, por exemplo. Quisera eu que fosse um rito sumário, mas não é assim", ponderou Suamy. De acordo com o secretário, "nesse momento de pandemia, a Seduc concluiu a parte de ajustes de tabelas e em agosto faremos o pagamento, acoplado com julho. Isso está acertado com a Sefin". A presidente do Sintero interveio, dizendo que "o piso é uma lei, inclusive aprovada nesta Casa. Não cabe ao Governo escolher quem vai receber, no nosso entendimento. Se está na lei, o que o Estado tem que fazer é cumprir com a legislação. O piso é o mínimo, para uma categoria com tão baixos salários. Foi uma grande luta para assegurarmos esse direito". Ainda segundo Lionilda, "na última reunião na Casa Civil, em 2019, já com a aprovação da lei complementar 031, aprovada nesta Casa, nos foi garantido que não teríamos problemas para a atualização do piso, cumprindo o que está previsto em lei. O MEC adiou o anúncio do piso nacional, mas isso não atrapalharia que o Governo fizesse essa atualização. Enviamos diversos ofícios para termos uma audiência com a Seduc, para tratar dessa e de outras questões, sem resposta. No começo do mandato, nos foi pedido um tempo para que a nova gestão se organizasse, e assim o fizemos". Em resposta, Vivecananda disse que "o piso garante que ninguém receba abaixo do valor 'X'. Quem já está acima desse valor, não deve se mexer. O Governo entende que deve pagar a esses que estão abaixo e também contemplar aos que estão acima, observando a questão da irredutibilidade. O Estado continua estudando classe por classe, tabela por tabela, com um estudo minucioso". Sivanildo dos Santos declarou que "temos um entendimento conjunto com o Sintero. Nosso salário é baixo e é preciso uma política de valorização do trabalhador. Entendemos a dificuldade em relação aos cálculos, mas isso deve ser feito no começo do ano". Modelos Suamy Vivecananda declarou que a pasta adquiriu mais de 3.500 computadores e que esse modelo híbrido deve seguir acontecendo. "Os professores da mediação tecnológica, tão combatidos, estão sendo ainda mais equipados, para oferecer um atendimento ao estudante cada vez melhor e mais eficiente". O secretário disse que o Sintero se posicionou contrário ao ensino remoto, no que foi rebatido pela presidente do sindicato. "Não é verdade! Não colocamos uma posição contrária ao ensino remoto. Mas, a pedido dos professores, cobramos melhores condições de trabalho aos professores e uma série de adequações que devem ser feitas, para não sobrecarregar os profissionais". Adelino citou que muitos professores precisaram investir em computador e em internet, para garantir as aulas. "Tem muitos desafios ao profissionais, nesse momento". O deputado também citou que muitas famílias enfrentam dificuldades para garantir que os filhos assistam às aulas. "Famílias com muitos alunos, com apenas um computador ou um celular para assistir aula, prejudicando muito. É preciso repensar e dar alternativas, para que os alunos possam ter um acesso às aula remotas e um melhor aproveitamento", completou. Projeto Ir e Vir Adelino Follador quis saber sobre o transporte escolar, em especial sobre o Programa Ir e Vir. Segundo Suamy, 42 dos 52 municípios de Rondônia aderiram ao programa neste ano. "Houve um avanço e temos a perspectiva de mais municípios integrados no próximo ano. É importante observar que cada municípios tem suas especificidades, tem uns bem extensos territorialmente e outros menores, cada um com suas dificuldades. Temos que fazer algumas adequações na lei, ao meu ver, que podemos discutir e avançar", afirmou o secretário. Merenda Adelino Follador quis saber sobre a distribuição do cartão da merenda escolar aos alunos. "No começo, distribuímos kits com alimentos, nem todos pegaram. Estamos trabalhando com os conselhos escolares para que aconteçam mais distribuição. É complexo, pois estamos num momento muito difícil para todos", disse Suamy Vivecananda. Segurança A segurança nas escolas também foi debatida, com algumas ainda enfrentando casos de furtos. "É um investimento alto demais e temos tido uma diminuição do número de casos de furtos e de depredações nas escolas". Por Eranildo Costa Luna
- Jogadora de Rondônia é contratada pelo Grêmio do Rio Grande do Sul
Mayara se destacou quando foi campeã estadual de futsal nos Jogos Escolares de Rondônia e uma das melhores atletas da competição Revista Imagem - Publicado em 30/07/2020 08:37 O clube de futebol brasileiro Grêmio contratou mais um reforço para o time feminino de futebol. A jovem Mayara de Farias, da cidade de Rolim de Moura, que foi campeã estadual de futsal no ano passado (2019) nos Jogos Escolares de Rondônia (Joer), desenvolvido pelo Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc). No mesmo ano, Mayara, com apenas 16 anos, foi considerada uma das melhores jogadoras de Futsal do Joer, representando Rondônia nos Jogos Brasileiros da Juventude em Palmas (TO). Mayara é natural da cidade de Alto Alegre dos Parecis, em 2019 foi morar em Rolim de Moura a fim de estudar e treinar na Escola Estadual Cel. Aluízio Pinheiro Ferreira, fazendo parte também do CTDE (Centro de Treinamento Desporto Escolar), onde a modalidade de Futsal tem como treinador o professor de Educação Física Eduardo Barros, popularmente conhecido por professor “Edu Barros”. “A palavra gratidão define esse momento tão especial em minha vida, pela oportunidade que o Grêmio está me dando em relação ao futebol. Estou muito emocionada por vestir essa camisa, desde a infância sempre tive o sonho de ser atleta profissional”, frisou Mayara. O diretor Gildo Ramos, da Escola Aluízio, destacou a importância do CTDE. “A família APF (Escola Aluízio Pinheiro Ferreira) fica feliz quando vê nossos alunos se destacando além dos muros da escola, nossa função é preparar as crianças e jovens para as mais diversas situações da vida e o esporte sempre é um caminho que só traz coisas boas, por isso abraçamos e fizemos a parceria com a Seduc e o CTDE”, disse. O CTDE Time Rondônia tem por objetivo ampliar e fortalecer o desenvolvimento das atividades esportivas no ambiente escolar nos estabelecimentos escolares de Rondônia. “O sentimento é de orgulho. Acreditamos que estamos no caminho certo com a implantação destes polos de treinamento de desporto escolar, investimos em profissionais, cursos e materiais, porém o mais importante são as crianças e adolescentes sendo encaminhados para a vida através do esporte escolar. A determinação do governador coronel Marcos Rocha e do secretário de Educação, Suamy Vivecananda, é para que atividades esportivas estejam unidas com a educação. O resultado dessa formula é o sucesso quando recebemos notícias maravilhosas, que nossos alunos/atletas foram selecionados para um clube profissional”, destaca o professor Italo Aguiar, gerente de Educação Física da Seduc de Rondônia e coordenador estadual do CTDE. Por Ricardo Barros
- Operação da PF mira compra de kits rápidos pela Sesau em Rondônia
Foram apurados indícios de irregularidades na dispensa de licitação para compra dos testes, que não possuíam registro na Anvisa Revista Imagem - Publicado em 30/07/2020 08:07 A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), a Operação Polígrafo, visando desarticular esquemas de fraudes na aquisição emergencial de testes rápidos para diagnóstico da Covid19, por parte da Secretaria Estadual de Saúde de Rondônia (SESAU). A ação decorre de trabalho conjunto entre a Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Ministério Público de Rondônia, que resulta no cumprimento de 13 (treze) mandados de busca e apreensão, todos eles autorizados pelo Poder Judiciário do Estado de Rondônia. Os mandados estão sendo cumpridos em Porto Velho, Itajaí/SC, Balneário Camboriú/SC e Rio de Janeiro/RJ. O valor total da contratação investigada chega a R$ 10.500.000,00 (dez milhões e quinhentos mil reais). Durante as investigações, foram apurados indícios de irregularidades na dispensa de licitação para compra dos testes, que não possuíam registro na Anvisa, e superfaturamento no valor de cada unidade adquirida, comparado ao preço ofertado em chamamento público realizado pela Superintendência Estadual de Licitações (SUPEL). Com base na análise dos processos licitatórios, a CGU constatou ainda indícios de favorecimento à determinada empresa em detrimento daquelas com propostas mais vantajosas, bem como o pagamento adiantado de cerca de R$ 3 milhões , sem apresentação de garantias suficientes para cobrir os riscos relacionados à entrega dos produtos. Esse montante foi bloqueado judicialmente na esfera cível, a pedido do Ministério Público, até a conclusão das investigações. Essa empresa, suspeita foi alvo da “Operação Dispneia”, deflagrada pela Polícia Federal em 25 de abril, com objetivo de apurar irregularidades na venda de respiradores pulmonares à Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza/CE. Os investigados serão ouvidos na sede da Polícia Federal e responderão, na medida de sua participação, pelos crimes de fraude à licitação, corrupção, peculato, falsidade ideológica e associação criminosa, dentre outros ilícitos a serem apurados. O nome da operação “Polígrafo” refere-se ao aparelho eletrônico conhecido popularmente como detector de mentiras, como menção às fraudes e direcionamentos das licitações. Por PFRO
- Brasil volta a permitir entrada de estrangeiros por avião
No dia em que superou marca de 90 mil mortos, país reabre fronteiras aéreas para estrangeiros. Revista Imagem - Publicado em 30/07/2020 07:48 No dia em que ultrapassou a marca de 90 mil mortes por covid-19, o governo brasileiro decidiu, nesta quarta-feira (29/07), reabrir as fronteiras aéreas para estrangeiros. Está autorizada a entrada de estrangeiros em todos os aeroportos do país, com exceção dos situados em cinco estados: Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rondônia, Rio Grande do Sul e Tocantins. Nestes locais, os voos internacionais continuam proibidos até, pelo menos, o final de agosto. A decisão do governo não esclarece os motivos para a restrição nesses estados. Desde o início da pandemia, em março, a entrada de estrangeiros no Brasil estava restrita. Em 30 de junho, houve uma flexibilização, e os aeroportos de Guarulhos, Galeão, Viracopos (Campinas) e Brasília passaram a receber grupos específicos de estrangeiros. A partir de agora, passageiros que chegarem ao Brasil de avião para estadia de até 90 dias deverão apresentar à empresa aérea, antes do embarque, comprovante de aquisição de seguro saúde válido no Brasil e com cobertura para todo o período da viagem. Caso isso não ocorra, o viajante poderá ser impedido de entrar no Brasil. O documento também prorroga por 30 dias as restrições à entrada de estrangeiros no Brasil, de qualquer nacionalidade, "por rodovias, por outros meios terrestres ou por transporte aquaviário". As restrições não se aplicam, no entanto, a brasileiro, nato ou naturalizado, regresso de viagem, imigrante com residência de caráter definitivo, profissional estrangeiro em missão a serviço de organismo internacional, e estrangeiro que seja "cônjuge, companheiro, filho, pai ou curador de brasileiro", ou "cujo ingresso seja autorizado especificamente pelo governo brasileiro em vista do interesse público ou por questões humanitárias" ou, ainda, "portador de Registro Nacional Migratório". A medida não impede ingresso, por via aérea ou aquaviária, de tripulação marítima para exercício de funções específicas a bordo de embarcação ou plataforma em operação em águas jurisdicionais. Não há restrições também quanto ao desembarque, "autorizado pela Polícia Federal”, das tripulações marítimas "para assistência médica ou para conexão de retorno aéreo ao país de origem relacionada a questões operacionais ou a término de contrato de trabalho". O Brasil bateu novo recorde diário de casos confirmados de covid-19 nesta quarta-feira, ao registrar 72.377 infecções em apenas 24 horas, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). O balanço eleva o total de infecções em território brasileiro para 2.553.265. O país registrou ainda mais 1.664 mortes em decorrência do coronavírus Sars-Cov-2. Assim, o total de vítimas chega a 90.134. No final de junho, a União Europeia decidiu estender proibição de entrada de viajantes do Brasil e de outros países que não estão com a epidemia controlada, citando riscos associados à pandemia de covid-19. Por DW
- OMS: não existe 1ª ou 2ª onda de covid-19, ela é 'grande e única'
Ao contrário dos vírus de gripe e influenza, Sars-CoV-2 nao é sazonal, ressalta OMS Revista Imagem - Publicado em 30/07/2020 07:53 "Nós estamos na primeira onda. Será uma grande onda. Não tem sentido falar de segunda ou terceira." Foi assim que a porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Harris, respondeu nesta terça (28) a uma pergunta sobre a reaceleração da pandemia de covid-19 em locais em que a curva de contágio vinha perdendo força. Durante uma coletiva de imprensa virtual, Harris ressaltou que o novo coronavírus não é um "vírus sazonal". Diferentemente do vírus da influenza e da gripe, que costumam circular com maior frequência nas estações mais frias, o Sars-CoV-2 não segue um padrão sazonal - e tem afetado duramente inclusive países que estão no verão, como os Estados Unidos, hoje o mais atingido pela pandemia. Chamar os novos surtos de segunda ou terceira onda, para a porta voz da OMS, passa a ideia de que o vírus se comporta de uma maneira que está fora do controle do ser humano, quando, na verdade, há uma série de medidas que podem ser tomadas para evitar sua propagação. "Esse vírus é muito diferente - ele 'gosta' de todo tipo de clima. O que influi na transmissão são as aglomerações, a concentração de pessoas e o desrespeito às medidas de prevenção e distanciamento social", destacou Harris. Assim, "temos uma grande onda com altos e baixos, que deveremos achatar para garantir que só nos molhe um pouco os pés", acrescentou. ''Mas, no momento, (falar em) primeira, segunda, terceira ondas, isso não faz sentido e não estamos definindo dessa forma.'' As declarações de Harris foram feitas em meio ao aumento no registro de novos casos em várias regiões do mundo, como na Ásia e na Europa, que pareciam haver conseguido desacelerar a curva de contágio. No último dia 26 de julho, a China viu o maior incremento diário no número de infectados desde o fim do mês de março. Hong Kong, por sua vez, ordenou novamente o fechamento de bares e restaurantes na tentativa de frear um novo surto. O Vietnã, que não registrava nenhum novo caso desde abril, evacuou 80 mil pessoas da cidade de Da Nang após o surgimento de algumas dezenas. Na Europa, países como Espanha, França e Alemanha observam com preocupação o aumento do contágio e já alertaram sobre a possibilidade de reimplementar medidas de confinamento caso a situação não melhore. "Parece que existe uma ideia arraigada de que se trata de um vírus sazonal, mas há um surto enorme, o mais intenso, nos EUA. E eles estão no meio do verão. O mesmo acontece com o Brasil, um país tropical. E o hemisfério Sul está no momento no inverno." Pelo monitoramento da entidade, diz Harris, ao mesmo tempo em que os ncveis de covid-19 estão altos, os de influenza (esse sim um vírus sazonal) não estão. por isso, e esperado um surto mais tardio de influenza, que pode ''colocar ainda mais pressão nos sistemas de saúde''. De acordo com os dados compilados pela Universidade Johns Hopkins até o último dia 28 de julho, há quase 17 milhões de pessoas infectadas pelo novo coronavírus no mundo e mais de 660 mil mortos pela doença causada por ele, a covid-19. O país mais afetado são os EUA, com mais de 4 milhões de pessoas contaminadas e 150 mil vítimas. O Brasil vem em seguida, com 2,4 milhões de casos confirmados e mais de 88,5 mil mortes. Por BBC
- Banco Central anuncia lançamento de nota de 200 reais para final de agosto
Nova cédula terá como personagem o lobo-guará; ainda não foram divulgadas imagens da nota. Revista Imagem - Publicado em 29/07/2020 21:22 O Banco Central anunciou nesta quarta-feira (29/07) o lançamento da nota de 200 reais, que já foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A cédula terá como personagem o lobo-guará. O Banco Central não divulgou imagens da nova nota, que deve entrar em circulação no final de agosto. Em 2020, 450 milhões de cédulas de 200 reais deverão ser impressas. O último lançamento de uma nota realizado no país foi em 2002, quando entrou em circulação a cédula de 20 reais. Atualmente, há seis tipos de notas: de 2, 5, 10, 20, 50 e 100 reais. Segundo a diretora de administração do Banco Central, Carolina de Assis Barros, com o lançamento da nova nota, a instituição age preventivamente para um possível aumento da demanda da população por papel moeda. Segundo Barros, com a pandemia de covid-19, o número de cédulas em circulação diminuiu, com mais pessoas guardando dinheiro em casa. "Estamos vivendo um período de entesouramento, efeito derivado da pandemia. O Banco Central neste momento não consegue precisar por quanto tempo os efeitos do entesouramento devem perdurar", afirmou Barros. A diretora destacou ainda que a impressão de novas cédulas não tem relação com a inflação e acrescentou que não há falta de numerário no mercado. Barros salientou que, diante da possibilidade de aumento da demanda, o Banco Central considerou o momento oportuno para o lançamento da nova nota. A nova nota de 200 reais ainda está na fase final de testes de impressão. Somente depois deste período, serão divulgadas imagens da cédula. Por DW
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