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  • Risco de morte cai drasticamente com tratamento precoce, diz Pazuello

    "Se nós tivéssemos feito isso desde o início, teríamos tido menos mortes no nosso país, eu não tenho a menor dúvida”, disse o ministro. Revista Imagem - Publicado em 24/08/2020 17:16 O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou hoje (24) que muitas mortes por covid-19 poderiam ter sido evitadas com o protocolo adotado agora pelo sistema de saúde, de fazer o diagnóstico e tratamento precoce da doença. “Nós mudamos a orientação para tratamento, com base no que aconteceu no Norte e no Nordeste do país. Nosso tratamento precisa ser precoce e imediato. Aos primeiros sintomas, tem que procurar o médico, a unidade de saúde. Tem que ser diagnosticado pelo médico e tem que receber a prescrição dos medicamentos pelo médico. O paciente tem que tomar os medicamentos e ser acompanhado pelo médico, para ver se não precisa de outras intervenções. Se isso acontecer, o risco de morte cai drasticamente. Se nós tivéssemos feito isso desde o início, teríamos tido menos mortes no nosso país, eu não tenho a menor dúvida.” Pazuello falou durante a inauguração da Unidade de Apoio ao Diagnóstico da Covid-19 no campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Ceará, que fica no Distrito de Inovação do Eusébio. Segundo o ministro, a mudança na orientação foi baseada em conversas com os secretários de Saúde sobre o que havia de mais efetivo na resposta à pandemia. Segundo Pazuello, o diagnóstico de covid-19 é clínico, feito pelo médico, mas a testagem em massa contribui para as estratégias a serem adotadas pelos gestores. “A testagem visa uma estratégia, ela visa dar ao gestor, o governador, o prefeito, ter condições de tomar decisão de gestão para a cidade ou o estado, com os dados. A testagem ampara o diagnóstico, quando necessário. Mas a testagem é muito mais importante para avaliação das estratégias de governo, por isso que os números [de testes] precisam ser altíssimos.” A unidade inaugurada faz parte da estratégia de apoio aos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) e ampliação da capacidade nacional de processamento de amostras. A nova unidade terá capacidade de processar diariamente até 10 mil testes moleculares, do tipo PCR, em tempo real. A Fiocruz inaugurou no dia 10 outra unidade de apoio, na sede da Fiocruz no Rio de Janeiro, com capacidade para 15 mil resultados de testes moleculares por dia. Impacto A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, destacou que a unidade inaugurada no Ceará terá impacto em toda a Região Nordeste na resposta à pandemia de covid-19. “É um dia de realização. A Fiocruz completou 120 anos em maio e, desde aquele momento, tínhamos avançado em uma agenda de realizações, em conjunto com o Ministério da Saúde. É importante reforçar a dimensão local e regional desse trabalho. A Fiocruz é uma instituição nacional que valoriza essa base nos territórios. Fazer essa base de apoio no Ceará tem impacto para toda a Região Nordeste. A unidade e outras iniciativas ficarão como legado para o sistema de vigilância em saúde, mas o Brasil precisará avançar no campo da vigilância e da preparação para emergências sanitárias.” Os equipamentos para a unidade no Ceará, com plataformas automatizadas, foram doados pela iniciativa Todos Pela Saúde, liderada pelo Itaú Unibanco, e financiada pela ElopPar, controlada por Bradesco e Banco do Brasil, e pela UnitedHealth Group Brasil (UHG Brasil). Vacina O ministro da Saúde afirmou ainda que o país está investindo em várias frentes para conseguir a vacina contra o novo coronavírus. “O Brasil, capitaneado pelo Ministério da Saúde, pela Fiocruz, está fazendo o que há de mais promissor em termos de vacina. Já fizemos um protocolo inicial, uma carta de intenções, fizemos um memorando de entendimentos completo, que originou uma medida provisória de quase R$ 2 bilhões. Os recursos já estão na Fiocruz, para a assinatura efetiva do contrato de transferência dos recursos e de recebimento da tecnologia, equipamentos e insumos para a fabricação da vacina, baseada nas pesquisas da Universidade de Oxford e da empresa AstraZeneca”, disse. Segundo Pazuello, esta vacina é a melhor opção no momento, pela capacidade de imunização e pelo quantitativo possível de aquisição de insumos para a fabricação de 100 milhões de doses iniciais. Ele destacou também que há iniciativas nos estados, como no Instituto Butantã de São Paulo e Tecpar em Curitiba, para a fabricação da vacina, mas em quantidades menores. Fonte: Agência Brasil

  • Ações da PRF aumentam apreensões de drogas nas rodovias federais

    Nesse domingo (23) e na semana passada, foram realizadas ações que resultaram na apreensão de mais de 7 toneladas de drogas. Revista Imagem - Publicado em 24/08/2020 17:19 As apreensões de drogas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), nas rodovias federais, têm aumentado em todo o país. Nesse domingo (23) e na semana passada, foram realizadas ações que resultaram na apreensão de mais de 7 toneladas de drogas. Ontem, a PRF, em ação conjunta com a Força Tática da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, apreendeu mais de 3 toneladas de maconha. A droga estava escondida em um caminhão que trafegava pela BR-359, em Coxim (MS). Na altura do quilômetro (km) 170, o veículo foi abordado pelos policiais que, após uma busca, localizaram a droga. Na tarde desse domingo, a PRF apreendeu, também, cerca de 3 quilos de crack, durante abordagem a um veículo com placas de São Paulo, no km 172 da BR-050, em Uberaba, em Minas Gerais. Uma vistoria feita no automóvel, os policiais acharam de três embalagens contendo a droga. Ela estava escondida em um compartimento secreto do carro. Semana passada Várias apreensões foram também realizadas durante semana passada, que somaram mais de 4 toneladas de maconha. No domingo (16), durante uma ação de fiscalização no km 530 da BR-163, perto de Jaraguari , em Mato Grosso do Sul. Os policiais rodoviários encontraram escondida, em um caminhão-caçamba, mais de 1,9 tonelada da droga, que estava sendo levada para a cidade de Bandeirantes (MS). Outra grande apreensão de maconha ocorreu na quinta-feira (20), em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Mais 1 tonelada. Desta vez, os policiais faziam uma fiscalização no quilômetro 478 da BR-381. A droga estava escondida no interior de um Jeep/Renegade. Na sexta-feira (21), os patrulheiros desconfiaram de um caminhão que trafegava pela BR-423, no município de Canapi, em Alagoas. Ao fazer a busca no veículo, eles encontraram 1 tonelada de maconha escondida em meio a uma carga de fubá de milho. O motorista informou que a droga estava sendo transportada para São José da Coroa Grande, em Pernambuco. Ainda na semana passada, a PRF apreendeu 338,4 quilos de maconha, durante ações em rodovias federais no Paraná. A primeira ocorreu na BR-277, em Laranjeiras do Sul. Os policiais encontraram em um carro de passeio 281,4 quilos da droga. Mais tarde, em Lindoeste, os policiais apreenderam 57 quilos de maconha no interior de um Ford Fiesta, que estava sendo transportado em um guincho, que seguia para Erechim, no Rio Grande do Sul. Operação Tamoio Na mesma semana, a PRF encerrou a quarta fase da Operação Tamoio. Em seis dias, de 10 a 16 de agosto, os policiais rodoviários federais fiscalizaram mais de 190 mil veículos e 168 mil pessoas, nas rodovias federais em várias regiões do país. "Da fronteira ao litoral, o trabalho 'fechou o cerco' nos principais corredores logísticos multimodais, rota de saída ou entrada do país no transporte de ilícitos". Segundo a PRF, foram tiradas de circulação mais de 20,5 toneladas de maconha e mais de 770 quilos de cocaína e derivados. "Essas apreensões totalizaram um impacto de mais de R$ 112 milhões ao narcotráfico". Tráfico de armas Em relação ao tráfico de armas, os criminosos sofreram um prejuízo de cerca de R$ 154 mil, com a apreensão de 51 armas de fogo e 626 munições. Os contrabandistas de cigarros sofreram um desfalque de 4,8 milhões de maços do produto, o que equivale a quase R$ 24 milhões. O que também chamou atenção nessa edição da Tamoio foi a quantidade de dinheiro apreendida. Em notas de real e dólar, os agentes flagraram o transporte de mais de R$ 4,2 milhões sem origem declarada. Ainda, 196 veículos com registro de roubo ou furto foram recuperados e, no total, 1,081 pessoas foram detidas por esses e outros crimes. Fonte: Agência Brasil

  • Castanha do Cerrado pouco conhecida, o baru é rico em nutrientes

    Série de reportagens celebra o Dia Nacional do Cerrado, comemorado em 11 de setembro. Revista Imagem - Publicado em 24/08/2020 17:25 No dia 11 de setembro comemora-se o Dia Nacional do Cerrado, o segundo maior bioma da América do Sul, que se estende por pouco mais de 2 milhões de quilômetros quadrados (km²) e equivale a aproximadamente 22% território nacional. Para marcar a data, a Agência Brasil preparou uma série de quatro reportagens que serão publicadas aqui na Revista Imagem Online até o dia em que se celebra o bioma. Na primeira, o tema é a culinária e os ingredientes típicos da região. A chef de cozinha Di Oliveira é proprietária do Brasis Ateliê Gastronômico, restaurante em Brasília que utiliza muitos elementos do cerrado em seus pratos, como o pequi, o murici, a castanha-de-baru, o cajuzinho-do-cerrado e a framboesa-do-cerrado. Segundo ela, ainda falta muito para que os ingredientes da região se tornem popular. “Além do pequi, acho que o brasileiro não usa [outros ingredientes] porque não tem conhecimento. Precisamos divulgar mais os frutos do Cerrado e suas propriedades e sabores! Sinto que as pessoas estão em busca dessas experiências.” Di Oliveira acredita que é possível valorizar e preservar o cerrado por meio da gastronomia. “Criar pratos e mostrar a nobreza desses ingredientes que são tão fortes e saborosos. Eu sinto essa necessidade, amo essa diversidade e a riqueza que ele oferece. São muitos sabores. Acho que hoje o Cerrado perde muito com as queimadas e por conta disso muitas vezes ficamos sem produtos no mercado. O cuidado, a preservação é fundamental para o crescimento dos produtores. E também mais apoio para eles possam continuar a produção.” Uma das receitas criadas por Di Oliveira é o molho pesto de baru com manjerona e azeite, que pode ser degustado com pasta, pães e risoto. 200g de baru torrado e sem casca. 200g de queijo parmesão 100g de folhas de manjerona 500ml azeite sal a gosto Pimenta a gosto. Bata tudo no liquidificador E pronto: agora é só usar a criatividade para servir! O baru Baru é uma castanha nativa do Cerrado. A oleaginosa tem propriedades antioxidantes, é rica em vitamina E, zinco, ferro, potássio, cálcio, fósforo, magnésio e ácidos graxos. Além de ajudar a diminuir o colesterol e a combater doenças cardiovasculares, estudos mostram que o baru também ajuda a diminuir os riscos de Alzheimer, diabetes, obesidade e câncer. O cerrado O cerrado está presente em 11 estados brasileiros e no Distrito Federal. Isso sem contar os enclaves no Amapá, Roraima e Amazonas. O segundo maior bioma brasileiro, que ocupa uma área total de 2.036.448 km², é conhecido como a savana com a maior diversidade do planeta. É também o mais ameaçado em território nacional. Estima-se que mais de 50% da sua cobertura original tenha sido desmatada nos últimos anos. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, inúmeras espécies de plantas e animais do cerrado correm risco de extinção. Estima-se que 20% das espécies nativas e endêmicas já não ocorram em áreas protegidas e que pelo menos 137 espécies de animais do cerrado estão ameaçadas de extinção. Nas três últimas décadas, o cerrado vem sendo degradado pela expansão da fronteira agrícola brasileira. O cerrado também tem grande importância social. Muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo etnias indígenas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros e comunidades quilombolas que, juntas, fazem parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro, e detêm um conhecimento tradicional de sua biodiversidade. Apesar do reconhecimento de sua importância biológica, apenas 8,21% do seu território está legalmente protegido por unidades de conservação. Concurso de receitas O Instituto Federal de Brasília (IFB) realiza neste mês o primeiro Concurso de Receitas do Cerrado. O prazo para inscrição termina às 18h desta terça-feira (25). O concurso faz parte da segunda edição da Jornada Nacional do Conhecimento Sabores e Saberes do Cerrado. Segundo a organização do desafio gastronômico, a ideia é “incentivar cozinheiros amadores e profissionais a usarem especiarias do cerrado na preparação dos pratos. Para participar, o candidato precisa usar, obrigatoriamente, a castanha-de-baru na receita”. Os vencedores de cada categoria serão premiados com produtos da Central do Cerrado e o livro Frutos do Cerrado: 100 espécies atrativas para o Homo sapiens, do biólogo Marcelo Kuhlmann. O concurso ocorrerá de forma virtual devido à pandemia do novo coronavírus. O candidato pode se inscrever gratuitamente nas duas categorias (prato principal e sobremesa), basta preencher uma ficha para cada uma delas. Não haverá distinção por critério de experiência entre os participantes, que deverão ter mais de 16 anos, ser brasileiro nato ou estrangeiro naturalizado. O resultado do primeiro Concurso de Receitas do Cerrado será divulgado no Dia Nacional do Cerrado, 11 de setembro. Inscrições Para inscrição é preciso apresentar uma foto do prato e um vídeo com duração máxima de cinco minutos. O vídeo deve conter o mise en place (termo francês que significa apresentar as etapas que antecedem a preparação do prato - como especificar utensílios e ingredientes usados na preparação, já cortados e na quantidade necessária para elaboração do prato). Clique aqui para ler o edital do concurso. Clique aqui para preencher a ficha de inscrição. Por Liliane Farias

  • Estudo mostra que homem foi reinfectado pelo novo coronavírus

    Os pesquisadores afirmaram que a sequência genética do vírus na segunda infecção era diferente daquela do primeiro episódio. Revista Imagem - Publicado em 24/08/2020 17:12 Pesquisadores da Universidade de Hong Kong confirmaram o primeiro caso de reinfecção com o novo coronavírus. A equipe anunciou, hoje (24), que um homem de 33 anos contraiu o vírus pela segunda vez neste mês depois da primeira infecção em março. A equipe e as autoridades relataram que o homem passou duas semanas no hospital depois que a sua primeira infecção foi confirmada. Depois, os resultados dos testes deram negativo e ele foi liberado. A segunda infecção foi confirmada em um aeroporto quando voltava a Hong Kong depois de uma viagem à Espanha, passando pela Inglaterra. Ele não desenvolveu nenhum sintoma e foi liberado do hospital na sexta-feira (21). Os pesquisadores afirmaram que a sequência genética do vírus na segunda infecção era diferente daquela do primeiro episódio. Os responsáveis pelo estudo acrescentaram que o caso mostra que enquanto o novo coronavírus desenvolve anticorpos, os níveis desses podem cair depois de alguns meses. Isso os coloca em risco de reinfecção, como no caso de gripes comuns. Os pesquisadores recomendaram que pacientes recuperados da covid-19 devem continuar usando máscaras. Eles defenderam também que a vacinação deve ser considerada por quem também já foi infectado pelo vírus. Fonte: NHK

  • MPF pede a soltura de Dario Messer, o “doleiro dos doleiros”

    Objetivo do pedido é impedir que Messer seja beneficiado com o tempo de prisão domiciliar. Revista Imagem - Publicado em 24/08/2020 17:09 O Ministério Público Federal (MPF) entrou com um recurso, na última sexta-feira (21), para que a prisão de Dario Messer seja revogada. O objetivo dos procuradores do MPF consiste em impedir que o "doleiro dos doleiros” seja beneficiado com o tempo de prisão domiciliar. Dario Messer está em prisão domiciliar por decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Esse tempo pode começar a ser computado para abater o período de pena durante o qual, como previsto no acordo de delação premiada, ele deveria estar na cadeia, e é o que os procuradores do MPF querem evitar. “Caso permaneça longo período em prisão domiciliar , e o juízo da execução entenda ser possível a detratação deste período como regime fechado, estaria sendo beneficiado por uma situação não prevista no acordo”, alega o MPF. Para evitar que haja esse benefício , o MPF pede que ele seja solto, porém com medidas restritivas, e seja preso — em regime fechado, cumprindo os termos previstos no acordo de delação premiada — somente após o fim da pandemia de Covid-19. Entre as cautelares estão: uso de tornozeleira eletrônica, apreensão de passaporte, recolhimento noturno das 20h às 6h, necessidade de autorização para viagem internacional e comunicação para viagem nacional. A Justiça ainda irá avaliar o pedido do MPF. Fonte: IG

  • Polícia Civil indicia mulher que divulgou vídeo falso sobre caixões

    No vídeo ela dizia que caixões estavam sendo enterrados vazios ou com pedras para superdimensionar o número de óbitos em Belo Horizonte. Revista Imagem - Publicado em 24/08/2020 15:59 A mulher que divulgou vídeos falsos afirmando que, em Belo Horizonte, caixões estavam sendo enterrados vazios ou com pedras no lugar de corpos de vítimas da covid-19 para superdimensionar o número de óbitos pela doença no estado foi indiciada hoje (24), pela Polícia Civil, depois de três meses de investigação. Valdete Pereira Zanco vai responder pelos crimes de denunciação caluniosa, que prevê pena de 2 a 8 anos de prisão, e por provocar pânico ou tumulto, contravenção penal cuja punição pode variar de 15 dias a 6 meses de reclusão. Em maio, ao anunciar a instauração do inquérito, o delegado-geral Wagner Sales já antecipava as chances de a mulher ser responsabilizada por sua “atitude nociva à sociedade”. “É preciso que a população se conscientize de que as atitudes no mundo virtual têm consequências no mundo real”, disse Sales. Virais No vídeo que divulgou pelas redes sociais, Valdete - que mora na cidade de Campanha, a cerca de 300 quilômetros da capital mineira - acusava a prefeitura de Belo Horizonte de estar a par dos falsos sepultamentos. “Aqui, em Minas, está acontecendo um caso muito engraçado. Principalmente lá em BH”, diz a mulher, criticando o prefeito Alexandre Kalil e políticos em geral. “Estão enterrando um monte de gente com coronavírus. Aí, o que aconteceu? Mandaram ir lá e arrancar todos os caixões para fazer o exame para ver se é coronavírus mesmo. Sabe o que tem dentro do caixão? Pedra e madeira”, dizia Valdete. Após o desmentido da prefeitura de Belo Horizonte e o anúncio de que a Polícia Civil investigaria a autoria da gravação, Valdete divulgou um segundo vídeo no qual pedia desculpas e afirmava que não tinha a intenção de espalhar mentiras. “Estou arrependida, muito triste. Sofri bastante com tudo o que aconteceu e estou aqui para pedir desculpa e perdão”, diz ela em um trecho do vídeo. Ao se espalhar pelas redes sociais, o primeiro vídeo divulgado por Valdete contribuiu para desacreditar as notícias iniciais a respeito da letalidade da doença que, até o dia 2 de maio, já tinha matado 6.750 pessoas em todo o país – ontem (23), o país já registrava um total de 114.744 mortes confirmadas pela covid-19. Ceasa Semanas antes de a polícia instaurar inquérito para apurar a atitude de Valdete, um outro vídeo com falsas acusações sobre a situação em Minas Gerais já tinha repercutido nas redes sociais e chamado a atenção das autoridades. Gravado na Central de Abastecimento (Ceasa) de Contagem, na Grande Belo Horizonte, o vídeo exibia um homem que afirmava que as recomendações de isolamento social, com restrições a algumas atividades comerciais, ameaçavam os moradores da capital mineira e região com a falta de alimentos. O vídeo foi gravado por Edson Venâncio, em uma área da Ceasa que passava por obras, em dia e horário de menor movimento no local. Imagens posteriormente disponibilizadas pela Ceasa demonstraram que as bancas estavam devidamente abastecidas e que o movimento naquele dia tinha sido normal. A Polícia Civil também instaurou inquérito neste caso. Ao ser ouvido, Venâncio declarou que agiu sozinho, com a intenção de alertar a população sobre os efeitos econômicos do isolamento social. No início de agosto, a polícia concluiu que Venâncio teve a intenção de enganar e o indiciou por tentativa de provocar alarme. Por Alex Rodrigues

  • Entidades condenam fala de Bolsonaro a um repórter do jornal O Globo

    Presidente disse que sua vontade era "encher de porrada" repórter que o questionou sobre depósitos de Queiroz à primeira-dama. Revista Imagem - Publicado em 24/08/2020 15:52 Entidades de defesa da liberdade de expressão e de imprensa condenaram o ataque feito neste domingo (23) pelo presidente Jair Bolsonaro a um repórter do jornal O Globo que o questionou sobre depósitos feitos pelo ex-policial militar Fabrício Queiroz na conta bancária da primeira-dama Michelle Bolsonaro. O jornalista, que acompanhava Bolsonaro numa visita aos arredores da Catedral de Brasília, perguntou ao presidente sobre os motivos para Queiroz, ex-assessor de seu filho Flávio Bolsonaro, e a esposa dele terem depositado 89 mil reais na conta da primeira-dama. Diante da insistência do repórter, o presidente respondeu: "A vontade é encher tua boca com uma porrada." Em reação à ameaça de agressão por parte do presidente, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou uma nota conjunta com as entidades Artigo 19, Conectas Direitos Humanos, Observatório da Liberdade de Imprensa da OAB e Repórteres sem Fronteiras (RSF) na qual afirmam se solidarizar com o repórter e condenar "mais um episódio violento" protagonizado pelo presidente. A reação de Bolsonaro "foi não apenas incompatível com sua posição no mais alto cargo da República, mas até mesmo com as regras de convivência em uma sociedade democrática", diz a nota. A Abraji afirma que, desde que Bolsonaro tomou posse, jornalistas vêm sendo alvo de agressões verbais e que a segurança dos repórteres que cobrem a Presidência da República preocupa. A associação lembrou que em junho alguns veículos de comunicação – incluindo o grupo Globo e o jornal Folha de S. Paulo – decidiram suspender temporariamente a cobertura jornalística na porta do Palácio da Alvorada, em Brasília, devido à hostilidade enfrentada pelos repórteres por parte de apoiadores de Bolsonaro. "O discurso hostil e intimidatório de Bolsonaro contra a imprensa vem incentivando sua militância a assediar jornalistas nas redes sociais nos últimos meses, inclusive com ameaças de morte e agressões aos profissionais e a seus familiares", diz a nota conjunta divulgada pela Abraji. "A frase 'minha vontade é encher tua boca com uma porrada' pode ser entendida como uma legitimação do cometimento de crimes como esses." Ao repercutir a nota da Abraji no Twitter, a organização Repórteres sem Fronteiras destacou trecho que diz que "um presidente ameaçar ou agredir fisicamente um jornalista é próprio de ditaduras, não de democracias". Citado pela imprensa brasileira, o presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Marcelo Rech, também condenou a atitude de Bolsonaro. "É lamentável que mais uma vez o presidente reaja de forma agressiva e destemperada a uma pergunta de jornalista. Essa atitude em nada contribui com o ambiente democrático e de liberdade de imprensa previstos pela Constituição", afirmou. Em sua conta no Twitter, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, lamentou o fim da moderação por parte de Bolsonaro vista nas últimas semanas. "Lamentável ver a volta do perfil autoritário que tanta apreensão causa nos democratas. Nossa solidariedade ao jornalista ofendido e ao jornal O Globo." Os depósitos No início de agosto, uma reportagem da revista Crusoé apontou que Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, depositou 72 mil reais na conta de Michelle Bolsonaro entre 2011 e 2018. Os repasses foram descobertos com a quebra de sigilo bancário do ex-policial militar e contrariaram a versão sobre o caso apresentada pelo presidente. A quebra do sigilo bancário de Queiroz foi autorizada pela Justiça no âmbito da investigação sobre um esquema de "rachadinha" – prática ilegal através da qual os funcionários de parlamentares são coagidos a devolver parte de seus salários – no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O filho do presidente foi deputado estadual entre 2003 e janeiro de 2019, e Queiroz foi seu assessor entre 2007 e 2018. Segundo a reportagem, Queiroz depositou ao menos 21 cheques na conta de Michelle entre 2011 e 2018, em valores que somam 72 mil reais. Até então, era conhecido apenas um repasse de 24 mil reais do ex-assessor para a esposa do presidente. Quando o caso veio à tona, no final de 2018, Bolsonaro afirmou que os repasses feitos por Queiroz a Michelle eram referentes a uma dívida de 40 mil reais que o ex-assessor tinha com o presidente. Bolsonaro alegou que os valores haviam sido depositados na conta de sua esposa por ele não ter tempo de ir ao banco. Os depósitos de Queiroz a Michelle divulgados pela Crusoé foram confirmados pelo jornal Folha de S. Paulo, que noticiou ainda que a esposa de Queiroz, Marcia Aguiar, também repassou dinheiro em 2011 para a primeira-dama, por meio de seis cheques que somaram 17 mil reais. Com isso, os valores repassados para a primeira-dama somariam 89 mil reais, bem acima do suposto empréstimo de 40 mil reais que Bolsonaro mencionou. Desde as recentes revelações, o presidente não se manifestou sobre os depósitos à sua esposa. Por Deutsche Welle

  • OPINIÃO| As faces da campanha eleitoral

    Revista Imagem | 24/08/2020 15:46| Por Gaudêncio Torquato* Que campanha eleitoral teremos no campo de valores e princípios no momento em que o país vivencia uma das maiores crises sanitárias de sua história? A se considerar que a política, nos tempos modernos, passa a se guiar mais por critérios racionais, impostos por uma consciência crítica e menos por um ordenamento determinado pelo marketing, a resposta sinaliza para este foco: os candidatos, em sua grande maioria, prometerão mudança nos padrões da política, sob o compromisso de realizar melhor do que os adversários as demandas do eleitorado. Exemplo é o que vimos na Convenção Democrata, nos EUA, na semana que passou, quando Joe Biden foi posicionado pelos correligionários como o perfil ideal para a vida dos norte-americanos. A “verdade”, nesses tempos de mentiras, especulações e versões estapafúrdias, estará no centro do discurso. Muitos tentarão usar esse valor para desconstruir o perfil do adversário e mostrar o ambiente de mentiras que o cerca e, desse modo,  aparecer como o candidato legítimo e autêntico. Acontece que o fio a separar o falso do verdadeiro em matéria de política brasileira é muito tênue. A sucessão de escândalos e denúncias envolvendo grupos, representantes e partidos, nos últimos anos, praticamente os torna muito próximos. A verdade usada contra o opositor causa suspeição no meio da maré de engodo. O que pode resultar em uma canibalização recíproca, um corroendo o outro. O valor da verdade tem que ver com a condição do emissor (credibilidade do candida­to), do momento e das circunstâncias (uso político em campanha), da situação do receptor (eleitores vacinados contra o oportunismo) e dos meios usados (programas eleitorais). As figuras mudam tanto de posição e de cores quanto um caleidoscópio. O político demonizado de hoje pode ter sido o anjo de ontem e vice-versa.  O que, então, impactará  o eleitor e corroborará sua decisão de vo­tar em determinado candidato? Para uma parte do eleitorado, o velho discurso ainda terá vez: arrumar recursos para construir casas, escolas, postos de saúde, praças de lazer, nos bairros; outra parte tentará polarizar o discurso, nacionalizando a campanha, e azeitando os ânimos do cabo de guerra, entre alas bolsonaristas e oposicionistas.  A micro­política ao lado da macropolítica. A batalha eleitoral entrará no terreno tecnológico das mídias eletrônicas sociais e estas passarão a substituir a concentração de multidões em praças públicas, laçando indistintamente grupos, classes e categorias profissionais. Nem se pode dizer que as campanhas se tornarão mais interessantes. A descrença na política é geral. Capítulos do passado foram escritos a ferro e fogo, deixan­do rastros de violência, e até com tiroteios em palanques e assassinato de candidatos. Mas é possível prever que o discurso debochado, recheado de graça ou verve,   cederá lugar a um palavrório mais sério e contundente. Imaginemos um tipo como Antônio Luvizaro, candidato ao governo da Guanabara nos idos de 60, sendo candidato na metrópole paulistana. Fosse indagado sobre a questão que provoca dores de cabeça no cidadão, o trânsito, será que daria a resposta que deu na época? “Tenho um programa com soluções rápidas e práticas. Vejam que solução barata: carros novos podem entrar no centro, indo pelos túneis novos, carros velhos só entram nos bairros mais distantes e indo pelos túneis velhos.” Mas não se pense que o populismo será abandonado. Ao contrário, estará na ordem do dia. Ora, por que os senadores derrubaram o veto de Bolsonaro ao projeto de socorro financeiro para Estados e Municípios, evitando que fosse usado para aumentar salários de servidores? Por causa do populismo. Em ano de eleição, mais um adjutório aos quase 12 milhões de servidores públicos nas três esferas cairia bem. Como a repercussão negativa tem sido intensa, a Câmara desaprovou a decisão do Senado, mas o Centrão vai exigir continuidade do auxílio emergencial,  medida necessária e de cunho populista. Querem outro exemplo? Por que Bolsonaro, em sua visita a Sergipe, levantou um anão e usou chapéu de couro? Manias de candidatos populistas, só que no caso o presidente achou que o anão era uma criança. Beijar criancinhas, tomar café em padaria, montar em jegue, posar com chapéu de couro fazem parte da estética eleitoral. Quem pode escapar do populismo ou da “verdade” fabricada? As classes médias, essas que incorporam um teor crítico. No seio desse imenso contingente, emerge um eleitor pragmático, racional, que enxerga o todo e as partes, candidatos, competências e circunstâncias. O País precisa avançar na direção de uma comunidade política mais ética e participativa. *Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

  • Escritora rondoniense de 15 anos publica primeiro livro infanto-juvenil

    Lançado este mês, o livro versa sobre uma jovem lidando com seus medos, enfrentamentos e desejos. Revista Imagem - Publicado em 24/08/2020 15:36 “Um Instante Inesperado” é o primeiro romance infanto-juvenil publicado pela adolescente Lairy Martinho, de 15 anos. Lançado este mês no VI Festival da Unir Arte e Cultura On-line, o livro versa sobre uma jovem lidando com seus medos, enfrentamentos e desejos. A criação do livro foi iniciativa da própria estudante, com o incentivo dos pais. A escola Estadual Heitor Villa-Lobos, onde a adolescente estuda em Ariquemes, apoiou na divulgação e publicidade do lançamento, por meio das redes sociais da escola e da Coordenadoria Regional de Educação. Lairy lê muito, mas confessa que ainda tem inúmeros livros na estante, que ainda não teve a oportunidade de ler, deixando claro, que não é uma pessoa de recusar a chance de folhear as páginas de um livro. Para a estudante, a leitura permite sensações indescritíveis, conhecimentos novos e muitas possibilidades, mas que acima de tudo, permite que as pessoas sejam mais críticas e menos ignorantes. A mãe da aluna, Lucimar Martinho, sempre motivou a leitura dentro de casa e relata que desde muito cedo a filha fazia leitura e, conforme foi crescendo, buscou continuamente comprar bons livros para presenteá-la. Ao falar sobre a importância da leitura dentro de casa, ela exalta: “É de suma importância a leitura no ambiente familiar, pois as experiências que a criança vive, têm grande influência no seu desenvolvimento, além de estabelecer laços afetivos. Assim, desde cedo a criança desenvolve o comportamento leitor”. Sobre o desenvolvimento da escrita, Lairy afirma que é um processo divertido, porém cansativo. Alguns dias são inspiradores, noutros a criatividade some e a inspiração pega férias. “Escrever um livro era meu maior sonho, porque eu queria deixar a minha marca no mundo de alguma forma e se essa forma fosse escrevendo, então estava tudo perfeito. Já li uma frase que dizia mais ou menos assim: ‘mesmo quando um autor morre, ele continua vivo, porque não importa o tempo que passe as palavras sempre estarão ali, transmitindo sentimentos’”, conclui. Para quem tem o mesmo sonho de escrever um livro, a estudante inspira, “não desista e não acredite em quem disser que você não vai conseguir, que não sabe escrever. Diga para si mesma que você é capaz, porque tudo em que acreditamos se tornam a nossa verdade. É o que realmente motiva”, finaliza. O LIVRO “Um instante inesperado” é um romance infanto-juvenil com 173 páginas no total e 28 capítulos, que conta a história de Marilu, uma adolescente sonhadora e indecisa que deseja um final feliz de uma história de amor, mas subitamente, não sabia como agir quando tudo o que ela acreditava ser o início desse conto de fadas parece desmoronar em sua frente. Depois de uma desilusão amorosa dolorida, ela está emprenhada em reconquistar o ousado garoto que despedaçou seus sentimentos sem piedade. Da Redação com informações da Seduc

  • Sicoob banca projetos de engenharia para agilizar obras no aeroporto

    Em junho a Azul condicionou o retorno dos voos para Vilhena à melhoria na pista e reforma da cerca patrimonial. Revista Imagem - Publicado em 24/08/2020 11:23 Matéria editada em 24/08/2020 às 15:29 para correção de informações A Sicoob Credisul e alguns proprietários dos hangares localizados no Aeroporto Brigadeiro Camarão de Vilhena contrataram uma empresa especializada para produzir o projeto de balizamento noturno a fim de viabilizar a resolução definitivamente do antigo problema do aeroporto da cidade, de não poder realizar voos à noite. O investimento, na ordem de R$ 55 mil, será custeado pela cooperativa de crédito. Já a execução do projeto ficará a cargo do Governo do Estado. Além disso, a cooperativa irá custear também, junto com alguns proprietários dos hangares, um segundo projeto no valor de R$ 90 mil, que prevê a iluminação e alargamento do pátio de manobra, instalação do sistema indicador de percurso de aproximação de precisão (PAPI), troca do farol rotativo e biruta iluminada. Este segundo projeto será levado à Secretaria de Aviação Cívil (SAC) para a busca do recurso, e assim que aprovado, a execução também fica a cargo do DER. O antigo sistema de balizamento do aeroporto de Vilhena foi instalado há mais de 20 anos, mas sofria constantes colapsos, e parou de funcionar de vez em fevereiro desse ano. Em março, devido a pandemia pelo coronavírus a Azul cancelou vários voos na sua malha nacional, entre elas os voos partindo e chegando em Vilhena. No final de junho, a empresa comunicou a necessidade de manutenção da pista e melhorias da cerca patrimonial, como condições para o retorno dos voos para Vilhena. A Azul alegou que a cerca existente oferecia risco de invasão de animais, comprometendo a operação de pousos e decolagens. O diretor executivo da cooperativa, Vilmar Saúgo, destacou, mais uma vez, a importância da parceria entre o poder público e a iniciativa privada. "O balizamento noturno do aeroporto pode salvar vidas, em situações de emergência, ainda mais frequentes neste período de pandemia, assim como proporciona a vinda de uma série de atividades importantes para o desenvolvimento da economia do município". Ivan Capra, presidente do conselho administrativo da Sicoob Credisul, também frisou a importância de um aeroporto bem equipado para o desenvolvimento da região. "Precisamos de um aeroporto que funcione com voos regulares e que esteja equipado para operar qualquer tipo de aeronave. É pelo aeroporto que as pessoas que querem conhecer a cidade e investir na região chegam. E nós, responsáveis que somos pelo crescimento e desenvolvimento da nossa região estamos contribuindo buscando trazer agilidade aos processos que tragam essas melhorias", afirmou. Investimentos Segundo o secretário municipal de Turismo, Indústria e Comércio (Marcondes Cerrutti, que acompanha e dá suporte ao processo de melhorias do aeroporto, a obra da cerca patrimonial deverá custar em torno de 1,4 milhão. Já as obras do sistema de iluminação e segurança tem gastos previstos em torno de R$ 2,5 a R$ 3 milhões. Por enquanto apenas os recursos para a primeira etapa que é o balizamento lateral da pista estão garantidos pelo Governo do Estado. Já a segunda etapa do projeto que prevê a aquisição de 2 Papi, troca do farol rotativo, iluminação de pátio e biruta iluminada, precisará de captação de recursos. Balizamento O balizamento noturno é um sistema composto por luzes específicas que servem para direcionar os pilotos nas operações de voos. Cada item implantado obedece a um padrão internacional no qual são especificadas as curvas, cabeceiras, as pistas de pouso e de taxiamento (taxiways). Papi O sistema indicador de percurso de aproximação de precisão (Precision Approach Path Indicator, ou Papi), é um conjunto com quatro luzes vermelhas e brancas que ficam do lado esquerdo da pista de pouso e indicam aos pilotos se estão com o alinhamento e o nivelamento corretos na rampa de aproximação. Esse sistema evita o efeito "buraco negro" em pousos noturnos, onde o piloto enxerga somente as luzes nas laterais e um grande fundo preto no meio da pista, fazendo com que ele perca a noção da altura do avião em relação a pista no momento do pouso. Da Redação com informações da Assessoria

  • Rodovia do Boi se prepara para receber 80 km de pavimentação

    RO-370 é uma das mais importantes rodovias do estado, por ser o principal corredor do transporte de grãos e bovinos da região sudoeste de Rondônia. Revista Imagem - Publicado em 24/08/2020 15:05 Foto Arquivo O DER-RO (Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes) iniciará em breve uma obra de pavimentação asfáltica na RO-370, conhecida como Rodovia do Boi. Serão cerca de 80 quilômetros de pavimentação dividida em 5 lotes. “O primeiro e o segundo lote de 10 quilômetros de pavimentação asfáltica iniciam em Corumbiara passando 08 quilômetros do trevo da “Pedra”, próximo a Chupinguaia. Já o terceiro, quarto e quinto lotes são de aproximadamente 20 quilômetros cada. No primeiro lote já convocamos a segunda ganhadora do certame, para dar ordem de serviço e iniciar os trabalhos de pavimentação. Já os outros 04 lotes estão em fase de conclusão para relicitação”, explicou o diretor-geral do DER-RO, Elias Rezende. Além da pavimentação, o departamento trabalha na recuperação da rodovia, que é uma das mais importantes do estado, por ser o principal corredor do transporte de grãos e bovinos da região sudoeste do estado. A RO-370 liga Cabixi (no Cone Sul do estado) e Alto Alegre dos Parecis (na Zona da Mata), passando pelos municípios de pelos Cerejeiras, Corumbiara, Chupinguaia e Parecis. Além do patrolamento e cascalhamento, o DER-RO trabalha em um projeto para a substituição de pontes e pontilhões de madeira por pontes de aço e concreto. “O DER precisa aprimorar e buscar essas novas tecnologias. Essas pontes de aço e concreto ficam prontas em até 45 dias. Pontes com grande durabilidade, economia e segurança para a população de Rondônia”, finalizou o diretor. RO-391 Outro rodovia em recuperação é a RO-391, no trecho de acesso à Rodovia do Boi no município de Chupinguaia. De acordo com o chefe da 9ª Residência do DER de Vilhena, Rogério Henrique de Medeiros, a via está recebendo diversas melhorias, entre elas a instalação de seis tubos metálicos, patrolamento e encascalhamento. Da Redação com informações do DER-RO

  • Participação feminina na política pode aumentar com fim das coligações

    Em 2020, legendas terão de cumprir individualmente a cota de 30% de candidaturas do gênero feminino para o cargo de vereador. Revista Imagem - Publicado em 24/08/2020 10:35 A Emenda Constitucional nº 97/2017 estabeleceu o fim das coligações partidárias nas eleições para cargos proporcionais a partir do pleito municipal de 2020. Com a medida, a luta para garantir mais espaço no cenário eleitoral às mulheres ganhou um novo alento. Isso porque, se antes o cumprimento da cota de gênero de 30% para as candidaturas se aplicava à coligação como um todo, agora ela se aplica a cada partido, individualmente. Uma das consequências do fim das coligações nas eleições proporcionais é a redução da possibilidade de ocorrência das chamadas candidaturas laranja. Essa fraude ocorre quando mulheres são indicadas como candidatas pelos partidos políticos apenas para cumprir a cota de 30%, sem receber, de fato, os recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC) a que têm direito e sem fazer campanha ou mesmo obter votos. Para as Eleições Municipais de 2020, a expectativa é que surjam mais candidaturas viáveis de mulheres e, da mesma forma, aumente o número de mandatárias eleitas nas 5.568 câmaras de vereadores que terão seus representantes renovados em novembro. Cota de gênero O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Congresso Nacional vêm, há alguns anos, trabalhando em conjunto para incentivar uma maior participação feminina na política nacional. O intuito é reverter o atual quadro de representação da população nas casas legislativas do país, onde as mulheres, que são mais da metade do eleitorado brasileiro, ocupam menos de 10% dos assentos. Uma das iniciativas inicialmente implementadas pelo TSE e posteriormente transformada em lei pelo Congresso foi o estabelecimento de uma cota mínima de 30% das candidaturas destinadas para mulheres. Além da reserva do número de candidaturas indicadas pelos partidos a cada eleição, também devem ser destinados às candidatas do gênero feminino 30% do tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão e, ainda, a mesma proporção na distribuição do FEFC. Combate a desvios Além de regulamentar a legislação eleitoral por meio de resoluções e portarias e encaminhar propostas ao Poder Legislativo, o TSE também tem atuado na fiscalização e na punição de desvios na aplicação da cota de gênero para indicação e financiamento de candidaturas. Nos últimos dois anos, a Corte Eleitoral vem julgando diversos casos em que foram apontados abusos por parte de partidos políticos que utilizaram as chamadas “candidatas laranja” para ludibriar a Justiça Eleitoral e desviar recursos do FEFC para candidatos homens. A decisão do TSE no caso dos vereadores do município de Valença (PI) marcou a jurisprudência da Corte Eleitoral nesse sentido. Os ministros do Tribunal mantiveram a cassação de seis parlamentares que foram eleitos de forma fraudulenta nas Eleições Municipais de 2016. No caso em questão, os vereadores foram acusados de lançar candidaturas femininas fictícias para alcançar o percentual mínimo de 30% previsto na Lei nº 9.507/1997, as Lei das Eleições. Essas candidatas não fizeram campanha, nem receberam votos, tendo desviado os recursos do FEFC que receberam para candidatos homens. Fonte: TSE

  • Homem contrata mulher para programa e acaba esfaqueado por travesti

    Aos descobrir que a mulher contratada era um travesti, a vítima cancelou o programa e ao recusar o pagamento foi agredido. Revista Imagem - Publicado em 24/08/2020 10:20 O rapaz de 31 anos, foi atacado com várias facadas por um travesti durante a noite de domingo (23), na Avenida 7 de Setembro com Afonso Pena, bairro Nossa Senhora das Graças em Porto Velho. A vítima teria contratado para fazer um programa, porém, imaginou que fosse uma mulher e no encontro percebeu que se tratava de um travesti, então desistiu do programa. Nesse momento o profissional do sexo cobrou e a vítima se negou a pagar. O suspeito sacou uma arma branca e atacou a vítima com três facadas que lhe atingiram costas, costela e cabeça. Na sequência os dois travaram e luta corporal onde a vítima conseguiu tomar a faca do suspeito que saiu correndo pela rua. Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal passava pelo local e se deparou com a vítima todo ensanguentada com a faca nas mãos e deram ordem de parada onde ele tentou reagir e foi dominado sendo necessário ser algemado e depois levado para o hospital João Paulo II, onde contou os fatos para os policiais. O travesti não foi localizado pela Polícia Militar que atendeu a ocorrência. Fonte: News Rondônia

  • Receita abre hoje consulta a quarto lote de restituição do IR

    Crédito bancário para 4.479.172 contribuintes será realizado no dia 31 de agosto, totalizando o valor de R$ 5,7 bilhões. Revista Imagem - Publicado em 24/08/2020 08:20 A Receita Federal abriu hoje (24), às 9h (horário de Brasilia), a consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2020. O crédito bancário para 4.479.172 contribuintes será realizado no dia 31 de agosto, totalizando o valor de R$ 5,7 bilhões. Desse total, R$ 248, 63 referem-se ao quantitativo de contribuintes que têm prioridade legal: 6.633 idosos acima de 80 anos, 36.155 entre 60 e 79 anos, 4.308 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave e 17.787 cuja maior fonte de renda seja o magistério. Foram contemplados ainda 4.414.289 contribuintes não prioritários que entregaram a declaração até o dia 19 de junho de 2020. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deve acessar a página da Receita Federal na internet. Na consulta à página da Receita, no Portal e-CAC, é possível acessar o serviço Meu Imposto de Renda e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora. A Receita disponibiliza ainda aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e à situação cadastral no CPF. Com ele será possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no Portal e-CAC, no serviço Meu Imposto de Renda. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento pelos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco. Por Kelly Oliveira

  • Covid-19: O Brasil vive a banalização da morte?

    A ilusão da volta ao normal esconde uma espécie de negação coletiva. Revista Imagem - Publicado em 24/08/2020 07:55 Há mais de três meses, em 19 de maio, o Brasil registrou pela primeira vez mais de mil mortos em 24 horas em decorrência da covid-19. Desde então, a situação epidemiológica do país, que já soma oficialmente mais de 113 mil óbitos pela pandemia, estabilizou-se em um trágico platô. Se a situação sanitária parece longe de estar sob controle, por outro lado os discursos são de retomada de economia: há dois meses as atividades vem sendo gradualmente reiniciadas em todo o território nacional, o isolamento social se afrouxa, e está sendo discutida a reabertura das escolas. Para o antropólogo, cientista social e historiador Claudio Bertolli Filho, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e autor do livro História da Saúde Pública no Brasil, o país vive um cenário de "banalização da morte”. Ele entende que isso é decorrente de uma dimensão política — a maneira como o governo federal conduziu e conduz a situação —, de uma aceitação social — o discurso de que "demos azar" ou de que quem tem comorbidades iria "acabar morrendo mesmo” —, e por fim, de aspectos culturais. "O presidente Jair Bolsonaro é fruto da sociedade brasileira que, historicamente, banalizou a morte, desde aquele papo que ‘bandido bom é bandido morto'”, diz Bertolli Filho. "Há ainda uma tendência de nossa cultura, para sobrevivermos psicologicamente, a enfrentar o momento pandêmico negando as mortes, mostrando-nos imunes a ela.” "É quando rejeito pensar que aquele que morreu é parecido comigo e eventualmente poderia ser eu próprio. Quem morreu é ‘o outro', o ‘da periferia', o que ‘tinha comorbidades', o que ‘não seguiu as normas sanitárias'”, exemplifica o acadêmico. Já para o historiador e sociólogo Mauro Iasi, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autor de Política, Estado e Ideologia, a sequência diária de mortes, transformadas em estatística, acaba naturalizando-as à população. "Quando nos vemos diante de um número elevado de mortes, como em um acidente, por exemplo, isso nos choca pela quebra desta aparente casualidade. No caso da pandemia, o ritmo diário das mortes, sua matematização pelas estatísticas, tende a devolver o fenômeno para o campo da casualidade, naturalizando-o”, argumenta ele. Iasi exemplifica citando as mortes provocadas anualmente pela ação da Polícia Militar no Brasil — 5.804 em 2019. "A rotinização do fato faz com que se banalize o fenômeno, como parte da vida e, portanto, abrindo espaço para sua negação.” Pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP), o jornalista, economista e cientista político Bruno Paes Manso compara a sensação transmitida pelas mortes do coronavírus àquela em relação as vítimas de homicídio no país. "Os grupos que morrem são vistos como aqueles que, de alguma forma, tinham justificativa para morrer. No caso dos homicídios, são as pessoas ‘que procuraram seu próprio destino'. [Para a opinião pública] a vítima é culpada da morte: são negros, pobres, moradores de periferia, suspeitos de serem traficantes”, comenta. "Existe uma certa ilusão de que as mortes se restringem a determinados grupos vistos pelas pessoas como aqueles que ‘podem morrer'. Isso gera não a banalização, mas uma tolerância a esse tipo de ocorrência.” Ele acredita em uma lógica um tanto parecida nos óbitos decorrentes do coronavírus. Na racionalização, aponta o pesquisador, a opinião geral é de que a doença não atingiria os próximos, mas sim aqueles vistos como "o outro”: o idoso, aquele com comorbidades, os de alguma forma mais vulneráveis. Este raciocínio é balizado pelo que ocorre nas principais cidades — em geral, os distritos com maior número de mortos estão localizados nas periferias. Desamparo "O medo da morte iminente que vem junto com a pandemia mobiliza tanto conteúdos de medo e de desamparo, quanto uma espécie de negação coletiva, já que não existe nenhuma figura real de autoridade, nem na ciência, nem na política, que dê conta de ‘funcionar' como figuras paternas ou maternas que possam cuidar ou proteger contra a morte”, analisa a psicóloga Nancy Ramacciotti de Oliveira-Monteiro, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Até porque, em todo o mundo, por enquanto, ninguém sabe ainda como vencer essa ameaça comum a todos os seres humanos, com exceção da esperada chegada de vacinas." Ela lembra que o fato dessas mortes serem divulgadas diariamente por meio de estatísticas numéricas também dificulta a "identificação” por parte da população. Isso só não ocorre, pontua a professora, quando as mortes chegam a círculos próximos ou vitimizam alguma celebridade. Para o psicólogo Ronaldo Pilati, professor da Universidade de Brasília (UnB), o fenômeno não pode ser chamado de "banalização", mas sim de "minimização". Ao recordar da comoção que houve no Brasil quando a Itália registrava cerca de mil mortes em um dia, por exemplo, ele ressalta que era um momento em que os brasileiros estavam "mais atentos e conectados à questão”, já que o mês de março foi quando diversas medidas de quarentena e isolamento social foram implementadas de fato. "Com o passar do tempo e a maneira ineficiente com que o Brasil enfrentou a pandemia, houve uma mudança de comportamento”, observa. "Não houve enfrentamento coordenado [da questão] e isso confirmou a expectativa de desamparo que o brasileiro tem quando depende do Estado para a resolução de problemas.” No livro Death Without Weeping: The Violence of Everyday Life in Brazil, a antropóloga americana Nancy Scheper-Hughes relata como mães brasileiras de favelas com altos índices de mortalidade infantil acabam lidando com os óbitos de seus filhos. Para a pesquisadora, a impotência faz com que essas mulheres acabem se conformando com a partida daqueles "mais fracos”, exercendo uma espécie de triagem para favorecer os bebês mais saudáveis, com mais "talento para viver”. Professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o antropólogo e sociólogo Marko Monteiro concorda que essa sensação é decorrente da desigualdade social brasileira. "Convivemos com a morte historicamente, desde a formação do país, a maneira violenta como foi construída a nação. Nossas ações cotidianas são permeadas por violência”, resume. "A banalização é consequência disso: os números mostram que quem está morrendo mais são as pessoas de áreas periféricas, negras, sem acesso… São os fatores modificáveis.” "Então temos mecanismos sociais e psicológicos para conviver com essas mortes, que muitos consideram inevitáveis. É a clássica atitude do ‘eu não sou coveiro', do ‘e daí?'… Por que isso ressoa em muita gente? Porque há a ideia de as mortes eram inevitáveis, que essas pessoas morreriam de qualquer jeito”, afirma. Por Deutsche Welle

  • Queimadas ilegais deixam marcas profundas na Amazônia

    Especialistas preveem que 2020 terá novos recordes de destruição ambiental. Revista Imagem - Publicado em 24/08/2020 07:45 O ano de 2020 está se configurando como um novo período destrutivo para a Floresta Amazônica no Brasil. O desmatamento aumentou significativamente, de acordo com observadores. E muitos especialistas temem que a região possa ver uma repetição dos destrutivos incêndios florestais de agosto e setembro do ano passado. Dados de satélite divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em 1º de agosto mostraram mais de 6.800 incêndios na região amazônica em julho, um aumento de 28% em relação ao mesmo mês do ano passado. E ainda é cedo – agosto é geralmente considerado o início da temporada de incêndios, que normalmente ocorrem durante os meses mais secos. Mais de 10 mil incêndios foram registrados nos primeiros dez dias deste mês, um aumento de 17% em relação ao mesmo período de 2019, segundo o Inpe. Desmatamento do tamanho do Líbano A área desmatada no ano passado na maior floresta tropical do mundo – 60% da qual está no Brasil – foi estimada em 10 mil quilômetros quadrados, correspondente aproximadamente ao tamanho do Líbano. É o nível mais alto desde 2008, segundo o Inpe. O aumento do desmatamento traz um risco maior de incêndios florestais, já que muito do fogo que devastou a floresta tropical no ano passado se espalhou a partir de terras que estavam sendo queimadas para mineração ilegal, agricultura e pecuária. O presidente Jair Bolsonaro - que repetidamente defendeu que mais áreas da região amazônica fossem desmatadas para o desenvolvimento econômico – contestou os dados recentes de incêndios, dizendo que "essa história que a Amazônia arde em fogo é uma mentira" em um discurso em 11 de agosto deste ano, durante a 2ª Cúpula Presidencial do Pacto de Letícia, grupo de países da região amazônica formado no ano passado para proteger a floresta tropical. Bolsonaro convidou embaixadores e representantes de países a sobrevoarem a região entre Manaus e Boa Vista, uma distância de cerca de 750 quilômetros. "Eles não acharão nenhum foco de incêndio, nem um quarto de hectare desmatado", disse. Embora essas florestas ainda possam parecer intocadas quando vistas de cima, a paisagem verde vista de um avião ou satélite pode ser enganosa. Um incêndio florestal típico queima no sub-bosque – a vegetação que cresce sob a copa principal da floresta – de uma floresta tropical virgem, podendo exterminar pequenos arbustos, plantas e entre 40% a 50% de todas as árvores. “Uma parte considerável da Floresta Amazônica foi degradada consecutivamente e é invisível aos nossos olhos”, diz Ane Alencar, diretora de ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), uma organização não governamental brasileira. "Na verdade, a qualidade dessas florestas está degradada por causa desses incêndios." Quando grande parte da vegetação rasteira e das árvores menores é eliminada, fica difícil manter o microclima úmido do sub-bosque, que ajuda a proteger as florestas tropicais dos incêndios. Esses microclimas já estão sofrendo, com a temperatura média na bacia amazônica subindo pelo menos 0,5 grau Celsius desde 1980, de acordo com dados climáticos da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid). A estação seca tornou-se mais longa, e as secas severas agora são mais frequentes, com três relatadas desde 2005. Recuperação O dano também não termina com o incêndio inicial. Árvores maiores, que podem ser danificadas em um incêndio, mas sobrevivem graças ao ambiente úmido, podem finalmente sucumbir ao trauma anos depois. "Inicialmente, são as pequenas árvores que morrem, porque são mais vulneráveis ao estresse térmico, mas com o tempo são as árvores maiores que morrem e caem, levando consigo muitas outras árvores", afirma Jos Barlow, professor britânico de ciências da conservação que trabalha no Brasil desde 1998. "Isso abre lacunas adicionais no dossel florestal, permitindo que a luz solar alcance o sub-bosque e o seque ainda mais." A recuperação de redes micorrízicas – sistemas subterrâneos de fungos do solo que auxiliam as árvores na troca de nutrientes e água – após um incêndio florestal ainda não está clara e é objeto de pesquisas, embora se saiba que a camada superior de raízes muito finas também sofre no incêndio inicial. Alguns estudos, incluindo um artigo de 2017 na publicação Fire Ecology, sugeriram que a "resiliência dos fungos do solo provavelmente contribui para a rápida recuperação geral do ecossistema após o fogo." Para os ecossistemas florestais, no entanto, "rápido" ainda pode significar, no mínimo, várias décadas, de acordo com um artigo de 2019 na revista Science Advances. Outro perigo, conforme Barlow, é que cada vez mais incêndios estão reacendendo áreas já danificadas pelo fogo, particularmente ao longo das margens da floresta tropical, perto de novas estradas, clareiras e pastagens, tanto legais como ilegais. Isso pode mudar permanentemente a paisagem. "Se você tem incêndios recorrentes de duas ou três queimadas, então você entra em um ecossistema alternativo onde quase não há árvores grandes, dominado por espécies arbustivas e bambu e gramíneas", explica Barlow. Fuligem afeta padrões de chuva Paulo Massoca, pesquisador brasileiro e doutorando na Universidade de Indiana Bloomington, que estuda a regeneração da floresta tropical, afirma que os incêndios recorrentes atuam como uma espécie de "filtro", eliminando gradualmente as plantas que não estão adaptadas a incêndios frequentes e selecionando as espécies mais resistentes, deixando "uma fração de todo o conjunto de plantas da região". “Após repetidas queimadas, os solos empobrecem, as plantas crescem mais lentamente, e cipós e outras plantas não lenhosas, além das árvores, se instalam na área", diz o pesquisador, acrescentando que essa ampla mudança no ecossistema "retarda e prejudica a capacidade das florestas secundárias danificadas por repetidos incêndios em voltar a crescer e acumular carbono". Também não ajuda o fato de que o solo amazônico, já pobre, perde ainda mais nutrientes valiosos após um incêndio. Em uma floresta tropical, os nutrientes fornecidos pela matéria orgânica morta são rapidamente reabsorvidos pelas plantas vivas, deixando pouco no solo. “As queimadas matam as plantas que sustentam o solo e eliminam o solo que sustenta as plantas”, frisa Massoca. "Os incêndios liberam imediatamente os nutrientes e o carbono armazenados na camada superficial do solo, que ou são lavados após a primeira chuva ou liberados na atmosfera." "As partículas de fuligem suspensas nas vastas nuvens de fumaça então se espalham sobre florestas saudáveis, potencialmente afetando a formação de nuvens e os padrões de chuva", explica Divino Vicente Silverio, biólogo da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Em uma entrevista de agosto de 2019 para a revista Nature, ele disse que essa carga de aerossol atmosférico pode levar a mudanças na forma como as florestas fazem o ciclo da água, criando condições mais secas e perturbando os padrões climáticos na Amazônia e de regiões ainda mais longes. Vaqueiro em cavalo em meio a rebanho de gado em meio a área de floresta Cada vez mais trechos de florestas são desmatados para dar lugar a plantações e gado "Não há incêndios naturais na Amazônia" Quase todos os incêndios na Amazônia podem estar ligados à atividade humana. As árvores derrubadas para dar lugar ao desenvolvimento econômico são cortadas, deixadas para secar e depois incendiadas. Incêndios adicionais são feitos para eliminar ervas daninhas das pastagens existentes e limpar áreas agrícolas antigas. E, como aconteceu em 2019, esses incêndios podem se espalhar para as florestas vizinhas. "Não há incêndios naturais na Amazônia", diz Ane Alencar, do Ipam. "Mesmo que esteja muito, muito seco, é preciso que alguém risque o fósforo." Diante das críticas sobre a resposta do governo aos incêndios de 2019, Bolsonaro proibiu a prática de queimadas agrícolas na Floresta Amazônica e no Pantanal até novembro, fim da estação seca, e enviou tropas para evitar o desmatamento ilegal. Em seu discurso na reunião do Pacto de Letícia na semana passada, ele disse que os esforços do governo foram eficazes, destacando que o desmatamento em julho caiu mais de 25% em relação a julho de 2019, a primeira queda em 15 meses. Ele reclamou que o governo é criticado apesar dos "esforços de combate aos incêndios e ao desmatamento". Especialistas, no entanto, acusam Bolsonaro de escolher dados a dedo. O Inpe diz que o desmatamento aumentou 25% em comparação anual no primeiro semestre do ano, e que pelo menos 3 mil quilômetros quadrados foram cortados até junho. Ane Alencar diz que se o ritmo atual continuar, 2020 será o pior ano de desmatamento no Brasil em mais de uma década. Nos estados com taxas de desmatamento historicamente altas, como Mato Grosso, Pará e Rondônia, o número de incêndios detectados até agora em 2020 já é maior do que no mesmo período de 2019. Alencar disse que tamanho aumento logo no início da temporada mostra que a resposta do governo foi ineficaz – e ela acredita que já é tarde demais. "Para esta temporada de incêndios, parece que perdemos a batalha contra o desmatamento", avalia. Observações da Nasa mostram ainda uma possível temporada de furacões no Atlântico, como as de 2005 e 2010, que contribuíram para uma grande seca no sudoeste da Amazônia, já que as tempestades sugam a umidade da floresta. "Eles estão prevendo que provavelmente ocorrerá o mesmo padrão este ano, o que será catastrófico se for verdade", diz a especialista. Por Deutsche Welle

  • Vilhena registrou 63 casos de covid-19 neste domingo

    O município tem 35 mortes de vilhenenses e 8 óbitos de moradores de outras cidades, e 2.443 contágios registrados. Revista Imagem - Publicado em 24/08/2020 07:41 Mais 63 casos de covid-19 foram registrados em Vilhena neste domingo (23). São 59 a mais que no dia anterior. Todos os casos foram confirmados por exame de RT-PCR. Os dados são do boletim municipal sobre o coronavírus, da Secretaria Municipal de Saúde de Vilhena. O município soma 43 vítimas fatais por covid-19, sendo 35 mortes de vilhenenses e 8 óbitos de moradores de outras cidades. Já o número de casos registrados chega ao total de 2.443 pessoas contaminadas pelo coronavírus, desde o primeiro diagnóstico há 140 dias (5 de abril). O município é o quarto do estado em número de casos confirmados da doença. A secretaria municipal de Saúde ainda investiga 61 casos suspeitos de contaminação. E o número de casos ativos é de 310 pessoas. Segundo o boletim, 2.098 pessoas já se recuperaram da doença em Vilhena, o que corresponde a 85% dos casos registrados. Até a noite de ontem a Central de Atendimento da Covid-19 tinha 19 pacientes internados, sendo 4 na UTI. A taxa de ocupação de leitos de UTI da Central da Covid-19 era de 40%. Por José Antonio Sant'Ana

  • Rondônia registra 51.421 casos de Covid-19 e 1.065 mortes até este domingo

    Estado registrou quatro novas mortes em três cidades neste domingo. Dados são da Secretaria de Estado da Saúde. Revista Imagem - Publicado em 24/08/2020 07:20 Outras quatro mortes e 426 novos casos de Covid-19 foram registrados neste domingo (23) em Rondônia, segundo boletim diário da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Com isso, os estado passa a contabilizar a 51.421 diagnósticos da doença e 1.065 vítimas fatais. Os óbitos foram em três cidades: 2 em Ariquemes - um homem de 51 anos e uma mulher de 82 anos 1 em Alta floresta - uma mulher de 78 anos 1 em Buritis - um homem de 66 anos A Sesau ainda informou que foram constatados quatro casos a menos em relação ao dia anterior no município de Nova Mamoré, em decorrência de duplicação de registros. As cidades com maior número de óbitos registrados são: Porto Velho - 622 Guajará-Mirim - 79 Ariquemes - 66 Ji-Paraná - 38 Vilhena - 35 Já as cidades com maior número de casos confirmados são: Porto Velho (25.959), Ariquemes (4.207), Guajará-Mirim (2.649), Vilhena (2.377) e Ji-Paraná (1.716). Também foi informado que o estado tem: 42.800 pacientes recuperados 7.556 casos ativos 329 pacientes internados 156.664 testes realizados 1.196 aguardando resultados dos exames no Lacen Fonte: G1RO

  • Brasil registra 3,6 milhões de casos de covid-19 e 114,7 mil mortes

    Neste domingo o país registrou 23.421 novos casos da doença e 494 mortes em 24 horas. Revista Imagem - Publicado em 24/08/2020 07:10 O Ministério da Saúde informou neste domingo (23) que o Brasil está com um total de 3.605.783 casos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia. Entre ontem (22) e hoje, foram notificadas pelas secretarias de saúde dos estados e municípios mais 23.421 pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus. O número total de óbitos pela doença é de 114.744, sendo que 494 foram registrados nas últimas 24 horas. As estatísticas são menores aos domingos e segundas-feiras em razão da dificuldade de registro dos dados pelas secretarias de saúde aos fins de semana. Já às terças-feiras há tendência de números maiores em função do acúmulo de registros que são enviados ao sistema do Ministério da Saúde. A atualização do Ministério da Saúde registrou ainda 752.004 pessoas em acompanhamento e outras 2.739.035 que já se recuperaram da doença. A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,2%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 54,6. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 1715,8. Covid-19 nos estados Os estados com mais mortes são São Paulo (28.467), Rio de Janeiro (15.292), Ceará (8.289), Pernambuco (7.390) e Pará (6.057). As unidades da federação com menos óbitos são Roraima (579), Tocantins (585), Acre (600), Amapá (631) e Mato Grosso do Sul (738). Já em número de casos confirmados, o primeiro lugar também é ocupado por São Paulo (754.129), mas seguido de Bahia (236.050), Rio de Janeiro (210.948), Ceará (205.441), Minas Gerais (194.614) e Pará (189.289). Entre os estados com menor número de casos registrados, aparecem: Acre (23.719), Amapá (41.120), Roraima (41.730), Mato Grosso do Sul (42.498), Tocantins (43.596) e Rondônia (51.421). Pedro Rafael Vilela

  • Vilhena teve mais uma morte por covid-19 neste sábado e 4 novos casos

    Município registra 2.380 casos confirmados, 35 óbitos de vilhenenses e 8 óbitos de moradores de outros municípios. Revista Imagem - Publicado em 22/08/2020 22:07 Vilhena registrou um novo óbito de morador de fora com covid-19 e quatro novos casos confirmados de vilhenenses com covid-19, sendo um por teste rápido e três por vínculo epidemiológico. Dessa forma, Vilhena registra 2.380 casos confirmados de vilhenenses, nove positivados moradores de outras cidades, 35 óbitos de vilhenenses, 8 óbitos de moradores de fora e 191 casos suspeitos. Há atualmente no município 247 casos ativos de moradores de Vilhena, bem como 2.098 já recuperados e nove transferidos. O óbito registrado neste sábado é de paciente do sexo feminino com 85 anos moradora de Chupinguaia. Há 15 pacientes internados em isolamento na Central de Atendimento à Covid-19, sendo quatro na UTI, dos quais três com necessidade de respirador, sendo três do sexo masculino com 47, 57 e 85 anos e um na UTI sem necessidade de respirador do sexo masculino com 78 anos. Outros 11 pacientes estão internados na Enfermaria da Central, sendo cinco do sexo masculino com 44, 52, 57, 69 e 71 anos e seis do sexo feminino com 44, 55, 55, 56, 67 e 79 anos. Dos internados, todos têm resultado positivo para covid-19. A taxa de ocupação de leitos da Central de Atendimento à Covid-19 é de 41,6% (sendo 50% na UTI e 30% na Enfermaria). O Estado registrou até hoje 50,9 mil casos confirmados e 1.061 óbitos. No Brasil o número de casos confirmados já ultrapassou 3,582 milhões, com 114,2 mil mortes. No mundo são 23,3 milhões de casos confirmados e 807 mil mortes. Por Herbert Weil

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