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- Vilhenense empata com o Atlético-AC em casa; Veja os melhores momentos
Time de Vilhena soma 4 pontos em 4 jogos e está na 6ª colocação do grupo, fora da zona de rebaixamento. Revista Imagem - 05/10/2020 09:11 Depois da chuva de granizo que caiu em Vilhena, na tarde de domingo (4), a grama do estádio Portal da Amazônia ficou mais pesada para receber o jogo entre Vilhenense e Atlético-AC, jogo válido pela quarta rodada da fase de grupos da Série D. O time da casa começou impondo mais pressão e aos 7 minutos do primeiro tempo, Cartilagem teve a primeira oportunidade de abrir o placar. O Atlético-AC trabalhou bem a bola, mas, não conseguia obter êxito nas finalizações. Nos minutos finais do primeiro tempo, muito bate-bola no meio de campo. Segundo tempo e o Atlético-AC voltou para o jogo colocando mais pressão em cima do dono da casa. Mas, por um erro individual do Americano, Cartilagem ficou com a posse de bola e aos 12 minutos, colocou o goleiro Dida para trabalhar e fazer uma grande defesa. Aos 22 minutos, Tuquinha, pelo lado direito, abriu o placar a favor do Vilhenense. Na jogada pela Esquerda do ataque, Americano chutou cruzado, Gil espalmou e Vinícius, sozinho no segundo pau, dominou e marcou. Jogo terminou empatado no Portal da Amazônia. E AGORA? Na quinta rodada, o Vilhenense enfrenta o Rio Branco no domingo (11), na Arena Acreana, às 19h (de Brasília). Já o Atlético-AC enfrenta o Galvez na Arena Acrena. O jogo acontece sábado, 10, às 19h (de Brasília). Fonte GE
- Vilhena registra 3 novas mortes por covid-19 neste fim de sema
Município soma 70 mortes por covid-9; 72,1% dos óbitos em Vilhena são de pacientes com 60 anos ou mais. Revista Imagem - 05/10/2020 07:55 Vilhena registrou mais 3 óbitos por coronavírus neste final de semana. Foi uma morte no sábado e 2 no domingo. Também foram identificados 14 novos casos da doença no município. O óbito registrado no sábado foi de um paciente do sexo masculino com 65 anos morador do bairro BNH. Já no domingo as vítimas foram um homem com 75 anos morador do bairro Cristo Rei e outro com 82 anos morador do bairro São José. O município soma 70 vítimas fatais provocadas pela covid-19, sendo 61 mortes de vilhenenses e 9 óbitos de moradores de outras cidades. Até o momento, 72,1% dos óbitos em Vilhena são de pacientes com 60 anos ou mais, quase 14,8% de pacientes na faixa etária entre 50 e 59 anos, 8,2% na faixa etária entre 40 e 49 anos e 4,9% na faixa etária entre 20 e 29 anos. A idade média dos óbitos é de 66,5 anos, sendo o mais novo até o momento de 24 anos e o mais idoso com 94. Desde o primeiro diagnóstico há 183 dias (5 de abril), Vilhena contabiliza 3.747 casos confirmados. Há atualmente no município 325 casos ativos e 3.361 já são considerados recuperados. Ontem a Central de Atendimento da Covid-19 tinha 8 pacientes internados, sendo 5 internações na UTI. A taxa de ocupação de leitos de UTI no município é de 50%. Rondônia De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Rondônia, Vilhena é o terceiro município do estado em número de casos confirmados de covid-19, atrás apenas de Porto Velho e Ariquemes; e o quinto em número de mortes pela doença. Segundo a Sesau, Rondônia tem 65.623 casos confirmados e 1.371 óbitos provocados pelo novo coronavírus. Ontem foram registrados 47 novos casos e nenhuma morte no estado. Veja abaixo a situação dos 10 municípios com mais casos registrados em Rondônia segundo o Boletim Estadual: Município casos mortes Porto Velho: 30.315 727 Ariquemes: 5.524 93 Vilhena: 3.743 58 Ji-Paraná: 3.007 80 Guajará: 2.982 88 Cacoal: 2.358 34 Jaru: 1.814 25 Rolim de Moura: 1.665 20 Machadinho: 1.425 8 Candeias: 1.413 29 Veja abaixo a situação dos municípios do Cone Sul do estado segundo o Boletim Estadual: Município casos mortes Vilhena: 3.743 58 Chupinguaia 705 5 Cerejeiras: 262 6 Colorado: 199 3 Pimenteiras: 194 6 Cabixi: 120 5 Corumbiara: 44 3 José Antonio Sant'Ana
- AGU defende Salles e diz que ele não é o culpado pelo aumento do desmatamento
Parecer foi enviado à Justiça Federal, onde há um processo do Ministério Público pedindo o afastamento do ministro do Meio Ambiente. Revista Imagem - 02/10/2020 14:45 Em documento enviado à Justiça Federal de Brasília, a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu a política ambiental do governo e se manifestou contra um pedido de afastamento do ministro do Meio Ambiente , Ricardo Salles, feito pelo Ministério Público Federal (MPF). A AGU argumentoa que, a partir de 2013, já tinha ocorrido um aumento no desmatamento , ao mesmo tempo em que houve redução no orçamento da fiscalização. Salles assumiu o cargo em 2019, escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro. "Com efeito, todos os casos relacionados na petição inicial não configuram per se qualquer ilicitude , tendo em vista que todos os atos administrativos praticados na atual gestão foram realizados em total conformidade técnica e jurídica. Da mesma forma, há uma diversidade de fatores que influenciam no desmatamento, não podendo se atribuir qualquer imputação de responsabilidade pelo resultado ao Ministro do Meio Ambiente", diz trecho do documento assinado pelo ministro da AGU, José Levi, pelo procurador-regional da União na 1ª Região Diogo Palau Flores dos Santos, e pelo procurador-geral da União Vinícius Torquetti Domingos Rocha. A AGU alegou ainda que seu afastamento traria mais prejuízos à política ambiental , porque seria um "medida extrema que instabilizaria completamente a organização da Administração Federal". Em alguns casos, a AGU destacou que os pontos trazidos pelo MPF não foram frutos de ações de Salles, mas de outros órgãos, como a Presidência da República. É o caso, por exemplo, do decreto que diminuiu a representação da sociedade civil no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e deu mais poder ao governo, e da definição do orçamento do setor, que cabe ao presidente e ao Congresso. Também é o caso da suposta interferência na divulgação de dados sobre desmatamento pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão sobre o qual Salles não tem poder. Em outros casos, a AGU disse que o MPF não mostrou nenhuma prova , limitando-se a notícias de jornal. Na questão da transferência do poder de concessão de florestas públicas do Ministério do Meio Ambiente para o Ministério da Agricultura, o órgão informou que a legalidade da medida já foi aferida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Em outras situações, como as alterações nas medidas de combate à mudança climática, a AGU argumentou que elas foram apenas formais e que "a matéria não foi esvaziada e o Brasil continua signatário dos compromissos internacionais assumidos, não havendo que se falar em tipificação de ato de improbidade administrativa ." A AGU também fez comentários sobre as declarações de Salles na reunião ministerial de 22 de abril deste ano. Na época, como as atenções estavam voltadas à pandemia de covid-19, ele afirmou que seria o momento de "ir passando a boiada" e mudar a legislação ambiental. "As falas mencionadas na reunião ministerial, que servem em grande medida para a tese autoral, em nada se relacionam com intuito de cometer atos em vilipêndio às normas constitucionais, mas sim imprimir maior coerência regulatória no Estado brasileiro, simplificando textos normativos e aumento a previsibilidade dos diversos setores da coletividade", diz trecho do parecer da AGU. A AGU apresentou ainda questões técnicas que, na sua avaliação, não permitem o afastamento de Salles . Segundo o órgão, o ministro só poderia ser removido do cargo após sentença condenatória com trânsito em julgado, ou seja, sem possibilidade recurso; ou quando sua manutenção no posto pudesse ser prejudicial à condução do processo por improbidade administrativa aberto. Segundo a AGU, nenhuma dessas duas hipóteses se aplica a Salles. Fonte O Globo
- TJ-DF diz que candidata negra foi rejeitada em cota de concurso por ser "bonita"
Rebeca da Silva Mello foi excluída do concurso por não ser considerada negra, mas comprovou hereditariedade quilombola. Revista Imagem - 02/10/2020 14:29 Uma candidata negra foi rejeitada nas cotas do concurso para o Ministério Público, realizado em 2018. Por decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, Rebeca da Silva Mello, de 28 anos, será readmitida no processo . Para o desembargador Teófilo Caetano, a candidata foi eliminada por ser "bonita" . O desembargador disse, ainda, que a ausência de traços como "cabelo crespo, nariz e lábios extremamente acentuados e cor da pele negra evidenciada" podem ter sido o motivo da decisão da feita pela Cebraspe, organizadora da banca do concurso . Rebeca comprovou ser descendente de quilombolas , segundo a decisão judicial que pediu a recolocação dela no cargo de técnico administrativo do MPU (Ministério Público da União), com um salário inicial de cerca de R$ 7 mil por mês. A defesa apresentada pela Cebraspe disse que "o fato de uma pessoa ser não branca não significa reconhecer compulsoriamente que seja negra". A banca também disse que os candidatos inscritos nas cotas deveriam ter características que serviram ao longo da vida como um obstáculo. O desembargador Caetano viu "preconceito" nos argumentos da Cebraspe por se tratar apenas de "análise estética". Ao portal UOL, Rebeca também retrucou a defesa da Cebraspe. "Eu sou negra , mas não posso ser para o sistema de cotas? É uma loucura". Apesar de comemorar a vitória do concurso do MPU, a economista também aguarda a decisão judicial após ser considerada como branca no concurso do Itamaraty, com salários de R$ 17 mil por mês. O caso está em curso no Tribunal Regional Federal da 1ª Região desde 2017. Fonte IG
- Bolsonaro sanciona lei que cria cadastro nacional de condenados por estupro
Banco de dados deve conter descrição de características físicas, perfil genético, fotos, local de moradia e trabalho de condenados. Revista Imagem - 02/10/2020 14:25 O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou nesta sexta-feira (2) lei que cria o cadastro nacional de condenados por estupro . O banco de dados guardará descrição de características físicas, impressão digital e perfil genético, fotos, local de moradia e trabalho de condenados pelo crime. O texto, no entanto, não prevê como será feito o acesso às informações do cadastro e as responsabilidades pela atualização e validação dos dados inseridos no banco. De acordo com a lei, uma normativa elaborada entre a União e os entes federativos deve definir essas questões. Segundo a Secretaria-Geral da Presidência, o cadastro irá "contribuir para agilizar a averiguação criminal e, por consequência, na rapidez da punição dos agressores". A lei, de autoria do deputado Hildo Rocha (MDB-MA), foi aprovada no Senado em 9 de setembro e estava na mesa do presidente Bolsonaro desde então. Os custos do banco serão pagos pelo Fundo Nacional de Segurança Pública. Fonte IG
- Governo federal lança Campanha Nacional de Multivacinação
A prioridade será a prevenção do sarampo e da poliomielite. Campanha começa na segunda e vai até o dia 30/10. Revista Imagem - 02/10/2020 14:20 O governo federal lançou hoje (2) a Campanha Nacional de Multivacinação, com foco na atualização das cadernetas infantis. A prioridade é prevenir a poliomielite e o sarampo. A campanha do Ministério da Saúde começa na próxima segunda-feira (5) e vai até o dia 30 de outubro com o objetivo de imunizar e conscientizar a população sobre a importância da vacina para a proteção contra diversas doenças. O sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus, e pode ser fatal. A única maneira de evitar o sarampo é por meio da vacinação. O vírus se instala na mucosa do nariz e dos seios da face para se reproduzir e depois vai para a corrente sanguínea. O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir a doença para 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas. Já a poliomielite também é uma doença infecto-contagiosa aguda, causada por um vírus que vive no intestino, denominado Poliovírus. Embora ocorra com maior frequência em crianças com menos de 4 anos, também pode ocorrer em adultos. A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas, mas cerca de 1% dos infectados pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes. A doença não tem tratamento específico e deve ser evitada através da vacinação. Fonte Agência Brasil
- Ifro Vilhena abre processo seletivo para o curso de Pós-Graduação Lato Sensu
São 40 vagas presenciais para pós-graduação em Desenvolvimento Web. Inscrições gratuitas vão até dia 16 de outubro. Revista Imagem - 02/10/2020 13:56 Estão abertas as inscrições no Processo Seletivo para o Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Desenvolvimento Web ofertado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Vilhena. São 40 vagas ofertadas na modalidade presencial. Os interessados podem se inscrever gratuitamente até o dia 16 de outubro de 2020. Do quantitativo de vagas, haverá ações afirmativas para a inclusão e permanência de negros (pretos e pardos), indígenas e PCD (Pessoas Com Deficiência). O curso é voltado para graduados em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Sistemas de Informação e Ciência da Computação. O curso também é destinado a profissionais de áreas afins, desde possuam conhecimentos em programação de computadores. O curso, com carga horária total de 360 horas, será desenvolvido no período mínimo de 14 e máximo de 24 meses. A pós-graduação será oferecida em 16 componentes curriculares, sendo ministrados nos finais de semana, com intervalo quinzenal, aos sábados, das 07h30 às 12h30 e das 14 h às 19 h, e aos domingos, das 07h30 às 13h30, de acordo com o calendário disponibilizado posteriormente. O objeto de estudo do curso é o desenvolvimento de aplicações inovadoras para Web, estando catalogado dentro da linha de pesquisa Sistemas de Computação da área de concentração Ciência da Computação. A inscrição deverá ser feita exclusivamente via internet, através de formulário disponível em: https://bit.ly/poswebvilhena. Os seguintes dados são exigidos no momento da inscrição: nome completo; data de nascimento; e-mail; telefone; nomes dos pais; endereço completo; RG, órgão emissor e data de emissão; nacionalidade; país e passaporte, caso seja estrangeiro; CPF; sexo; nome do curso de graduação cursado; nome, cidade e Estado da Instituição de Ensino em que cursou; se possui pós-graduação lato sensu e quais são os cursos, nome, cidade e estado das instituições nas quais foram cursados; se concorre às ações afirmativas, conforme item 5 do Edital; e se necessita de algum atendimento especial para realização da seleção. A seleção será constituída pela aplicação de uma entrevista com o candidato, entre 26 de outubro a 27 de novembro de 2020. A entrevista contará com duas questões de Algoritmos e Estruturas de Dados, que poderão ser resolvidas nas seguintes linguagens: C, Java, Java Script, PHP ou Python. O tempo para resolução das questões da entrevista será de 30 minutos. A entrevista será realizada através do aplicativo Google Meets, conforme calendário disponibilizado após a homologação das inscrições. Dentre os critérios de avaliação estão: domínio da linguagem de programação; capacidade de expressão oral; e solução proposta. A previsão é que o resultado final seja divulgado no dia 4 de dezembro de 2020. Já as matrículas e início das aulas estão condicionados ao retorno das aulas presenciais no IFRO Campus Vilhena. Mais informações podem ser consultadas no Edital disponível no seguinte link: https://bit.ly/3ib7agU. Sobre o curso O curso objetiva formar especialistas para atuar na área de Desenvolvimento para Web, tornando-os aptos a desenvolverem produtos de software adequados às exigências do mercado. Para tal, os especialistas serão instruídos na utilização de tecnologias modernas da área, desde HTML5, CSS3 e Java Script até modernos frameworks de desenvolvimento front-end e back-end, além de técnicas devops, testes automatizados, gerenciamento de projetos e Engenharia de Software necessárias. Fonte Ifro
- Filho de cozinheira de RO é aprovado em Cambridge, 6ª melhor universidade
Mateus foi aprovado em uma bolsa parcial para o curso de verão de matemática pelo Immerse College Essay Competition. Revista Imagem - 02/10/2020 13:52 Filho de uma cozinheira desempregada, o estudante Mateus do Carmo Braga, de 17 anos, superou as próprias expectativas ao ser aprovado em uma bolsa de estudos na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que é considerada a 6ª melhor universidade do mundo segundo a Times Higher Education. Natural do município de Nova Brasilândia do Oeste/RO, Mateus, com apenas oito meses se mudou para Jaci-Paraná/RO, distrito em que morou até os 14 anos. Em 2017, ele foi aprovado no processo seletivo do Instituto Federal de Rondônia (Ifro) de Porto Velho para cursar o ensino médio. Como a mãe havia perdido o emprego há pouco tempo eles passaram inúmeras dificuldades durante a mudança para a capital. Mateus foi morar de aluguel com o irmão enquanto a mãe, dona Márcia, continuava no distrito de Jaci-Paraná trabalhando para sustentar os sonhos da família. Todo esse esforço era movido pela grande vontade que Mateus tem em se tornar professor de matemática por uma universidade renomada fora do estado. E retornar para contribuir com a qualidade do ensino nas escolas da rede pública de Rondônia. "A situação no Brasil e no estado de 'fuga de cérebros' prejudica em muito nossa qualidade. São pouquíssimos profissionais grandes que têm interesse de se manter aqui por ser um estado menor. Mas eu tenho uma dívida com minha terra natal, eu só consegui essas oportunidades pelas pessoas daqui que acreditaram em mim. Tenho que retornar e fazer o mesmo com meus futuros alunos daqui", falou. Durante a sua trajetória na escola, Mateus garantiu algumas conquistas. Ele recebeu uma medalha em ciências em um concurso feito no estado do Pará, medalhas de bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e na Olimpíada Canguru de matemática, além de ter ficado entre os três finalistas na etapa nacional do programa de simulação Internationali Negotia da Organização das Nações Unidas (ONU). Com o objetivo de se tornar docente, o jovem se inscreveu em um concurso de bolsas para o curso de matemática na Universidade de Cambridge. Ele participou do processo seletivo em que cada candidato deveria escrever uma redação totalmente em inglês, de até 550 palavras, com o tema "o melhor matemático dos últimos 100 anos". Mas com a vida simples que tinha, a dona Márcia não teve condições de custear um curso de inglês para o filho. "A minha mãe era cozinheira, agora ela se encontra desempregada, mas mesmo antes a gente nunca teve uma renda que sobrasse pra fazer alguns 'luxos'. Então, uma das coisas que eu aprendi sozinho foi inglês. Eu estudo desde criança por conta própria. E esse inglês que eu aprendi, foi o inglês que eu usei na redação pra submeter ao concurso", contou. Mateus foi aprovado em uma bolsa parcial com um desconto de 50% para o curso de verão de matemática pelo Immerse College Essay Competition. Segundo ele, menos de 7% dos alunos que participaram do processo seletivo receberam alguma tipo de bolsa. O adolescente já é chamado pelos amigos como "menino de Cambridge", mas para realmente garantir a vaga na universidade, ele precisa pagar o valor restante do curso. Como o sustento da família vem do seguro desemprego da mãe, Mateus está fazendo uma "vaquinha" na internet para conseguir custear os estudos. O prazo para dar a primeira entrada da quantia e assegurar a vaga é 27 de novembro, no entanto, até agora, ele conseguiu levantar apenas 16% do valor. "É pra conseguir ir e levar o nome do nosso estado. Realmente é, porque eu fui nascido e criado aqui a vida inteira e a única vez que eu saí daqui foi numa viagem pro Pará pela Seduc para representar o estado, e agora novamente eu sairei ano que vem pra representar o estado no Reino Unido", contou. Fonte G1
- Chegada de gás natural a Rondônia pode sair do papel com a Nova Lei do Gás
Aprovado na Câmara dos Deputados, novo marco pode facilitar ampliação da malha de gasodutos para o estado. Revista Imagem - 02/10/2020 13:45 Chegada de gás natural a Rondônia pode sair do papel com a Nova Lei do Gás A chegada do gás natural ao estado de Rondônia pode, enfim, sair do papel com a aprovação da Nova Lei do Gás. O Projeto de Lei 6407/2013 que altera as regras do mercado do combustível no país já passou pela Câmara dos Deputados. Agora, cabe ao Senado analisar o texto. Há mais de dez anos existe a expectativa da chegada de gás natural a Rondônia por meio de um gasoduto que transportaria o produto até a capital Porto Velho. O gás viria do campo de Urucu, no Amazonas, mas até hoje o projeto está parado. Entidades, como a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia e a Secretaria de Desenvolvimento e Infraestrutura (SEDI), chegaram a estudar a demanda pelo gás natural no estado em 2018. A Nova Lei do Gás prevê autorização em vez de concessão para o transporte e estocagem de gás natural. Caberia à ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) apenas conceder a permissão para empresas que queiram construir ou ampliar gasodutos. Para o senador Marcos Rogério (DEM-RO), o marco legal diminui a burocracia e facilita a captação de investimentos do setor privado, o que pode fazer com que o gás natural chegue ao interior do país. “O projeto de Lei do Gás proporciona a expansão da malha de gasodutos, com a ampliação da infraestrutura e abertura do mercado. Portanto, no futuro, sendo viável economicamente, atores privados poderão se interessar em levar o gás natural para Rondônia, incentivando a industrialização dessas regiões”, acredita. Potencial Atualmente, quem cuida do gás natural no estado é a Companhia Rondoniense de Gás (Rongás). Projeção do diretor da empresa, Richard Campanari, aponta que Rondônia poderia arrecadar entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões em tributos com a chegada do gás natural. O comércio e a indústria rondoniense podem ser beneficiados com o uso do gás natural. Além de ser mais econômico do que outras fontes de energia, é considerado menos poluente do que outros combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão mineral. Estimativa do Ministério da Economia aponta para uma queda de até 50% no valor do gás natural para a indústria, por exemplo. Bernardo Sicsú, diretor de Eletricidade e Gás da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) destaca os pontos que considera cruciais da Nova Lei do Gás. “A partir de estímulo à livre iniciativa, de redução das barreiras para entrada de agentes, você cria um cenário para melhor utilização das infraestruturas existentes e também [dá] segurança jurídica para novos investimentos, que são fundamentais para a retomada do crescimento”, aponta. Expectativa Projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a Nova Lei do Gás tem potencial para gerar mais de quatro milhões de empregos em todo o país nos próximos anos. Já o governo federal estima que o marco regulatório deve trazer investimentos de cerca de R$ 60 bilhões por ano. Por Felipe Moura
- Semana Jurídica da AVEC será virtual por causa da pandemia
Evento acontecerá na próxima semana. Inscrições já estão abertas e também serão feitas de forma virtual. Revista Imagem - 02/10/2020 11:35 O curso de Direito da Faculdade AVEC realizará de 6 a 9 de outubro, a 16ª Semana Jurídica. O evento faz parte do calendário anual de atividades da faculdade, sempre com a participação de renomados profissionais da área do Direito, e com o objetivo de desenvolver o senso crítico dos acadêmicos. “Por meio das palestras visamos o aprofundamento de temas para melhorar formação do acadêmico e também dos demais profissionais da área que participam do evento”, afirmou a coordenadora do curso de Direito da AVEC, professora Heloísa Prado. Adaptada à nova realidade virtual, imposta pela pandemia do novo coronavírus, a Faculdade AVEC promoverá o evento de forma on-line e ao vivo. O primeiro dia da Semana Jurídica acontece na próxima terça-feira (6), com a palestra de Diego André Coqueiro Barros, Promotor de Justiça do Ministério Público do Paraná, que falará sobre: “Crimes sexuais e aspectos práticos”. Na quarta (7), será a vez de Aisla Carvalho, advogada criminalista e presidente da ABRACRIM-RO. Já na quinta-feira (8), Fábio Campos, Delegado da Polícia Civil de Rondônia, Mestre pela PUC-PR, e professor da instituição abordará o tema “Pacote Anticrime”. E encerrando o ciclo de palestras na sexta-feira (9), Matheus Lichy, Defensor Público, ministrará sua palestra sobre o tema “ Execução de Pena”. Os interessados podem se inscrever AQUI. Da Redação
- Publicada indicação de Kassio Nunes para cargo de ministro do STF
Nome do desembargador do Tribunal Regional Federal da 1° Região foi anunciado pelo presidente Bolsonaro nessa quinta-feira. Revista Imagem - 02/10/2020 09:10 O Diário Oficial da União publica, nesta sexta-feira (2), despachos do presidente da República, Jair Bolsonaro, indicando oficialmente o nome do desembargador Kassio Nunes Marques, do Tribunal Regional Federal da 1° Região, para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). No documento, o presidente encaminha o nome do desembargador para apreciação do Senado. Se aprovado pelos senadores, Marques assumirá a vaga do ministro Celso de Mello, o mais antigo integrante do STF, que antecipou sua aposentadoria da corte a partir do dia 13 de outubro. Nessa quinta-feira (1º), em sua live semanal nas redes sociais, Bolsonaro anunciou o desembargador para vaga no STF. "Será publicado amanhã [2], no Diário Oficial da União, por causa da pandemia, nós temos pressa nisso, conversado com o Senado, o nome do Kassio Nunes Marques para a nossa primeira vaga no Supremo Tribunal Federal", afirmou o presidente. O ano que vem, outro ministro do STF, Marco Aurélio Mello, também vai chegar aos 75 anos, devendo se aposentar compulsoriamente por tempo de serviço. Para esta segunda indicação, Bolsonaro voltou a dizer, durante a live, que indicará o nome de um jurista ou magistrado de perfil cristão. "Nós temos uma vaga prevista para o ano que vem também. Essa segunda vaga vai ser para um evangélico", disse. Perfil Kassio Cunha Marques tem 48 anos e é desembargador do Tribunal Federal da 1ª Região (TRF1) desde 2011. Ele foi escolhido pela então presidente Dilma Rousseff na vaga reservada a profissionais oriundas da carreira na advocacia. Natural de Teresina, Marques foi advogado por cerca de 15 anos e integrou os quadros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ele também foi juiz no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Piauí. Celso de Mello Na mesma edição do Diário Oficial é publicado o decreto, no qual o presidente da República concede a aposentadoria, a partir de 13 de outubro, a José Celso de Mello Filho, no cargo de ministro do STF. Fonte: Agência Brasil
- Teste positivo de Trump para covid-19 abala mercados antes de eleições
A notícia desencadeou uma liquidação nas ações e no petróleo. Revista Imagem - 02/10/2020 09:05 Os investidores, já nervosos antes das eleições nos Estados Unidos (EUA) em novembro, agora têm outra coisa com que se preocupar: a saúde do presidente norte-americano. O diagnóstico de covid-19 de Donald Trump desencadeou nesta sexta-feira (2) uma liquidação nas ações e no petróleo e um aumento na demanda por portos seguros tradicionais - como ouro e títulos. "O presidente dos Estados Unidos está com uma doença que mata pessoas. As pessoas estão se livrando do risco por causa disso", disse Chris Weston, chefe de pesquisa da Pepperstone. Mas para onde vão os investidores a partir de agora depende, em grande medida, de como o presidente dos EUA lidará com a doença que matou mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo. "Esta é uma nova incerteza em um mundo que já está confuso, o que não é o melhor", disse Chris Bailey, estrategista europeu da Raymond James. Se seus sintomas forem leves e ele se recuperar rapidamente, os mercados podem se estabilizar e Trump pode usar a experiência para projetar sua imagem como um guerreiro na campanha contra seu adversário democrata, Joe Biden. Mas se, aos 74 anos, Trump ficar muito doente e precisar ser hospitalizado, como aconteceu com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ou se o vírus se espalhar para outros membros de seu governo, os investidores ficarão alarmados. "O que está me deixando preocupado mais do que qualquer outra coisa é o ponto de interrogação sobre a legitimidade do processo eleitoral", disse David Arnaud, administrador de fundos de renda fixa da Canada Life Asset Management, sobre o diagnóstico de Trump. A notícia levou os investidores a se prepararem para um período de alta volatilidade, com a maioria concordando que os mercados permanecerão tensos no futuro próximo. Os indicadores de volatilidade avançavam, com o amplamente observado VIX subindo para quase 29 pontos, ante patamar de cerca de 27 pontos na quinta-feira. Fonte: Agência Brasil
- Escritório da ONU vai contratar profissionais em Rondônia
UNOPS abriu duas ao cargo de Analista de Monitoramento e Avaliação e inscrições seguem abertas até 5 de outubro. Revista Imagem - 02/10/2020 08:55 O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) no Brasil abriu duas vagas ao cargo de Analista de Monitoramento e Avaliação. A atuação dos profissionais será no Hospital de Campanha montado em Porto Velho. As inscrições seguem abertas até o próximo dia 5 de outubro. Um termo de cooperação técnica foi firmado entre a UNOPS e o governo de Rondônia nesta quinta-feira (1º). Clique aqui e faça sua inscrição Segundo o UNOPS, os contratados serão responsáveis pela "fiscalização de contratos de serviços hospitalares" na unidade de saúde preparada para a pandemia do novo coronavírus. Os requisitos às vagas são: graduação em Administração, Administração Hospitalar, Gestão de Saúde Pública, Enfermagem, Contabilidade ou áreas correlatas Dois anos de experiência em administração/fiscalização de contratos hospitalares ou serviços de apoio hospitalar; e Fluência em português. O UNOPS ressalta que a "candidatura de mulheres qualificadas é fortemente recomendada". O valor salarial não foi divulgado. Termo de cooperação O governo de Rondônia anunciou a contratação de serviços de operação ao Hospital de Campanha, além de um termo de cooperação com o UNOPS, organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) especializado em compras e gestão de projetos, durante entrevista coletiva nesta quinta. O UNOPS fará a gestão de seis contratos na área de limpeza hospitalar, alimentação, segurança, recepção, coleta de lixo e lavanderia. O termo pode atingir o teto máximo de R$ 14 milhões em 8 meses, sendo pouco mais de R$ 1,7 milhão mensais. Os contratos foram feitos por meio de processos licitatórios abertos e competitivos. O escritório atua no estado desde 2019, em parceria com Ministério Público do Trabalho (MPT) em Rondônia e Acre. Nesse período, capacitou 183 representantes de instituições públicas e ONGs em Elaboração de Projetos em Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e Ji-Paraná (RO) através do projeto Uirapuru. Fonte: G1
- Proporção de candidatos negros cresce 15,5% nas eleições em Rondônia
Mais de 5,8 mil pessoas registraram candidatura nessas eleições municipais. Porcentagem de brancos diminuiu em relação ao pleito anterior. Revista Imagem - 02/10/2020 08:42 A proporção de candidatos pretos cresceu 15,5% nas eleições municipais de 2020 em Rondônia em comparação com o pleito de 2016. Neste ano, mais de 5,8 mil pessoas registraram pedidos de candidatura para disputar cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que 8,92% dos candidatos se declaravam pretos em 2016. Já em 2020, essa proporção subiu para 10,3%. A porcentagem de candidatos pardos também apresentou um aumento 2,4% este ano em relação a última eleição municipal. Este é o maior grupo de candidatos entre as classificações de cor/raça disponibilizada pelo TSE, com mais de 50% dos postulantes desde 2016. O número de representantes indígenas também apresentou aumento. Em 2016 foram 12 candidatos, o equivalente a 0,26% do todo. Em 2020 se registraram 35 indígenas, o equivalente a 0,6% do total. O único grupo que apresentou queda na proporção de representantes no pleito foi o de brancos, que passou de 36,98% para 32,45% este ano. Fonte: G1
- Vídeo: Prefeitos e ex-deputado presos pela PF são levados para presídios
Prefeitos estavam detidos em Ji-Paraná e foram transferidos para Porto Velho na noite desta quinta-feira por determinação da Justiça. Revista Imagem - 02/10/2020 08:34 Os prefeitos presos pela Polícia Federal na última sexta-feira (25/8) fizeram exames no IML de Porto Velho na noite desta quinta-feira (1), após chegarem de Ji-Paraná. Gislaine Clemente (São Francisco do Guaporé), Luiz Ademir Schock (Rolim de Moura), Marcito Aparecido Pinto (Ji-Paraná) e Glaucione Maria Rodrigues Neri (Cacoal), foram transferidos para Porto Velho por determinação do desembargador Roosevelt Queiroz. O marido de Glaucione, o ex-deputado Daniel Neri também foi transferido. Os cinco acusados foram levados ao IML da Capital e em seguida para dois presídios distintos. Glaucione e Gislaine estão no presídio feminino. Já os homens ficaram no centro de correição da PM, que funciona dentro do Urso Panda. Fonte: Rondoniagora
- Município de Porto Velho completa 106 anos de criação nesta sexta
Espaços históricos ilustram o desenvolvimento do município que é a mais extensa capital estadual do país. Revista Imagem - 02/10/2020 08:23 Porto Velho foi fundado pela empresa americana Madeira Mamoré Railway Company em 4 de julho de 1907, durante a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, comandada pelo magnata norte-americano Percival Farquhar. Em 2 de outubro de 1914, foi legalmente criado como um município do Amazonas, transformando-se em capital do estado de Rondônia em 1943, quando criou-se o Território Federal do Guaporé. A mais extensa capital estadual do País, com aproximadamente 600 mil habitantes, é atualmente o município mais populoso do Estado de Rondônia e o quarto mais populoso da região Norte. Mas os 106 anos de criação do município de Porto Velho acontecem em ano atípico. A pandemia mundial da Covid-19 impede atos festivos e até visitações a museus e memoriais, impossibilitando a busca de conhecimentos onde a história repousa. Em tempos normais, no Museu da Memória [antigo Palácio Presidente Vargas] as pessoas podem manusear coleções de jornais impressos e mapas confeccionados por engenheiros da antiga Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM). A riqueza arqueológica ali guardada, e cujos estudos vêm avançando, tem peças avaliadas em 45 mil anos. O pátio onde se encontra a antiga estação central da ferrovia vem sendo reconstruído e remodelado desde 2019 pela Prefeitura, entretanto, a maior parte das obras só deverá ser concluída depois de 2021. Um dos mapas do Museu da Memória revela que o traçado da cidade veio concebido desde os Estados Unidos. O espaço descrito no mapa ia da barranca do rio Madeira até a rua Joaquim Nabuco. A partir da década de 1960 começou a expansão, que veio se consolidar em meados dos anos 1970, rumo ao imenso mato onde surgiram bairros, como o Nova Porto Velho. Entre os municípios brasileiros, é o 46° mais populoso; entre as capitais, a 21ª. A cidade é banhada pelo rio Madeira, o maior afluente da margem direita do Rio Amazonas. Tem Produto Interno Bruto (PIB) estimado em R$ 7,5 bilhões e responde por cerca de um terço do PIB de Rondônia, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base em levantamentos de 2010. Sua renda per capita havia alcançado R$ 27,7 mil naquele período. Seu porto organizado já permite exportações de alto valor, especialmente de grãos produzidos aqui, a estados vizinhos, e ao Departamento do Beni, na Bolívia. MUSEUS O pátio onde se encontra a antiga estação central da ferrovia vem sendo reconstruído e remodelado Os principais caminhos na Capital de Rondônia levam os moradores locais ou visitantes rumo às salas da História. Dois museus e o único mausoléu [Jorge Teixeira] estão momentaneamente fechados devido à pandemia A sete quilômetros do Centro, no bairro Santo Antônio, o Museu Rondon abriga uma série de peças e documentos que lembram a expedição do marechal Cândido Mariano Rondon na extensão da linha telegráfica desde Mato Grosso. Ali estão uma velha canoa, lembrando “caminhos que andam”; e a roda na qual se amarravam os fios telegráficos, tendo ao lado a inscrição “a sonda do progresso”, conforme definição do Marechal. No salão principal há réplicas de postos telegráficos originais que funcionaram ao longo da estrada que mais tarde seria a rodovia BR-29 e depois BR-364. Uma tela original a óleo pintada por Giuseppe Boscagli, doada pela família Rondon Amarante, soma-se a diversas referências à etnias. Povos indígenas que Rondon amou, ali são lembrados: Parecis, Nambikwaras, entre eles. Público em geral e estudantes têm nesse museu a oportunidade de aprender mais a respeito da identidade e a vida de Rondon, que foi engenheiro, militar, professor de matemática, ciências físicas e naturais, descobridor de rios, montanhas, jazidas minerais e depósitos de metais. O museu ainda apresenta exposições divididas em partes: na cinefotobiográfica, há painéis fotobiográficos, fotos raras de família, a carta do cientista Einstein indicando Rondon para o Prêmio Nobel da Paz, máquinas fotográficas antigas, livros raros, um quadro e fotos de jogos indígenas. E mais: um exemplar do livro “Índios do Brasil”, editado em três volumes pelo Ministério da Agricultura; um painel gigante com mais de cinco metros, reconstituindo a foto histórica de 1927 da fronteira Brasil-Venezuela, durante a última inspeção de fronteiras feita pelo Marechal. E muitas fotos de Dana Merril, fotógrafo norte-americano que veio contar em imagens a histórica construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. MEMORIAL JORGE TEIXEIRA Memorial Jorge Teixeira, antigo Palácio do Governo de Rondônia Também prejudicado pela pandemia, o Memorial Jorge Teixeira é outro lugar a ser visitado depois destes 106 anos de história do Município. Ele fica na antiga residência oficial do Governo, na rua José do Patrocínio. Ali morou Teixeirão, o último governador do Território Federal de Rondônia e o primeiro do novo Estado. Segundo relata a historiadora, escritora e acadêmica de letras Yêdda Pinheiro Borzacocv, essa casa foi construída em 1949 e coube ao coronel Jorge Teixeira de Oliveira reformá-la quando assumiu o governo territorial, em 1979. Até janeiro de 2020 ele era cuidado diariamente pela jornalista Cida Souza, que veio a falecer naquele mês. Nos meses seguintes, a responsabilidade foi transferida para Yêdda Borzacov, que pouco tempo depois viu chegar a pandemia. Planos de melhoria dessa casa foram adiados, incluindo a recuperação de fotos em preto e branco. RIO MADEIRA, O 17º MAIOR DO MUNDO EM EXTENSÃO Amplamente divulgado em sites de turismo, o rio Madeira é a maior de todas as atrações do município aniversariante. É visto do alto, em solo em sua exuberância. Em períodos normais no inverno e no verão amazônicos, barcos de turismo levam as pessoas a passeios inesquecíveis. Os barcos se aproximam da Usina Hidrelétrica Santo Antônio e da ponte sobre o rio, na área dos depósitos de combustíveis e do porto organizado da Capital. Ele nasce com o nome de rio Beni, na Cordilheira dos Andes, na Bolívia. É o maior afluente da margem direita do rio Amazonas, corre por 3.315 km, o que o classifica como o 17º maior do mundo em extensão. Habitado por uma subespécie de boto, esse rio é fenomenal: no intervalo das estações chuvosa e seca, apresenta variação de profundidade. Na estação seca, as águas do rio, que fluem em direção ao Amazonas, formam praias [de água doce, naturalmente] ao longo de suas margens. Nesse período, avistam-se muitas pedras no seu leito, e elas ajudam a formar corredeiras periódicas. MERCADO CULTURAL REMODELADO Reconstrução manteve a maior parte da arquitetura do original Mercado Municipal de Porto Velho Reaberto em 2019, após ser reformado, o Mercado Cultural é o principal point da cidade. Sua reconstrução manteve a maior parte da arquitetura do original Mercado Municipal de Porto Velho. Além de shows com artistas regionais nos fins de semana, agora tem restaurante e seu espaço está aberto a eventos culturais. Desde as comemorações dos 105 anos de instalação do município, em 2019, ele voltou a ser muito bem visitado, porém, ficou paralisado na maior parte dos meses da pandemia. O escritor Antônio Cândido da Silva lembra a situação antiga do prédio: “O Doutor Joaquim Augusto Tanajura que substituiu o Major Guapindaia em 1º de janeiro de 1917, mandou demolir o prédio alegando a necessidade de se construir um prédio de grande porte. O Doutor Tanajura não conseguiu realizar o seu intento, porque o seu gesto desagradou o povo que lhe negou apoio”. E acrescenta: “O superintendente Tanajura buscou apoio financeiro com o Governo do Amazonas tendo conseguido autorização através da Lei nº 903, de 31 de agosto de 1917, que autorizava o município a contrair um empréstimo no valor de (Rs.300.000.000) trezentos contos de réis. Essa obra durou 33 anos para ser concluída em definitivo e só foi inaugurada pelo prefeito Ruy Cantanhedes, em 1950. Infelizmente um incêndio destruiu nosso antigo mercado em 1966”. O escritor se refere ao prédio com arquitetura mais antiga do que a atual. CATEDRAL DO CORAÇÃO DE JESUS, RICA EM PINTURAS Telhas para a cobertura chegaram a Porto Velho em 8 de janeiro de 1929, a bordo do navio Madeira-Mamoré Conta o padre diocesano Fernando Pinto da Silva, da Arquidiocese de Porto Velho, que a Catedral do Sagrado Coração de Jesus, é muito bem frequentada por fiéis católicos e demais cristãos, e por visitantes à Capital. É romana por fora e gótica por dentro. Fica no antigo bairro Caiari, hoje parte do Centro Histórico de Porto Velho. “Apesar de ter tido sua pedra fundamental lançada em 3 de maio de 1917 — presentes o Bispo do Amazonas, Dom João Irineu Joffily, e o superintendente municipal, Joaquim Augusto Tanajura — somente em 1927 a catedral teve sua construção definitiva efetivamente iniciada”, ele relata. “Em agosto de 1927, o padre Peixoto, então secretário geral da Prelazia de Porto Velho, delegou poderes a uma comissão formada pelos senhores Prudêncio Bogéa de Sá, como presidente, Francisco Alves Erse, engenheiro da EFMM, e José Centeno, comerciante, para administrar as obras de construção do novo templo. Já em 26 de setembro de 1927 foi iniciada a abertura das covas dos alicerces da nova catedral. Os trabalhos seguiram com dificuldades, embora contando com o auxílio direto da população e de autoridades laicas. Logo passaram a contar com o apoio incansável do padre João Nicoletti, cujo nome foi atribuído à praça do Paço Municipal, em frente à Catedral, e tem seu túmulo no interior do templo”. Ainda conforme o padre Fernando Pinto, as telhas para a cobertura chegaram a Porto Velho em 8 de janeiro de 1929, a bordo do navio Madeira-Mamoré, e foram transportadas desde o porto até o local da obra pelos marinheiros e moradores. As pinturas originais de cunho religioso no interior da Catedral são de autoria do padre Ângelo Cerri e do artista Afonso Ligório. Os vitrais que a circundam, com temas da Via Sacra, foram todos doados pela comunidade porto-velhense. Modernamente, a artista Rita Queiroz fez algumas restaurações e incluiu uma obra sua. Nesse período inicial, foi construída apenas a parte que hoje corresponde à nave central e o campanário. Somente a partir de 1945 foram feitas as obras de expansão, surgindo o novo altar e suas laterais. _____ * No livro Porto Velho – 100 anos de história (1907-2007), Yêdda resgata, entre outros aspectos, a construção da EFMM, grupamentos militares, bens imóveis da ferrovia, saúde pública pós-nacionalização, energia elétrica, museu ferroviário, as três caixas-d’água, o marco das coordenadas geográficas, o bairro Caiari, sítios históricos de Santo Antônio do rio Madeira, inscrições rupestres, lojas maçônicas, cemitérios, colégios, prédios públicos, bairros periféricos [Triângulo e Alto do Bode por exemplo], igrejas, museus, bibliotecas e espaços culturais. SAIBA MAIS ► Com área de 34.090,95 km², Porto Velho é a mais extensa capital estadual do País. Supera, individualmente, as áreas dos estados de Alagoas e Sergipe, e da Bélgica e Israel. É também o mais populoso município fronteiriço do Brasil, cujo território faz fronteira com outro país [Bolívia]. ► O médico baiano Joaquim Tanajura foi eleito o primeiro superintendente [cargo similar ao de prefeito], em dezembro de 1916. Ele assumiu o mandato em 1º de janeiro de 1917, administrando até 1919. Depois, o elegeram novamente, em 1922, para um segundo mandato de 1923 a 1925. ► Foi no segundo mandato do superintendente Joaquim Tanajura que o município adquiriu o imóvel [hoje reconstituído] na Ladeira Comendador Centeno, para ser a nova sede municipal. Anteriormente, a Prefeitura ficava num antigo casarão de madeira, próximo à agência central dos Correios. CONFIRA A GALERIA DE IMAGENS Por Montezuma Cruz - Fotos Antônio Lucas e Daiane Mendonça
- Aquisição de alimentos da agricultura familiar reforça geração de renda
O programa adquire uma grande diversidade de alimentos, principalmente frutas e hortaliças dos produtores rondonienses. Revista Imagem - 02/10/2020 08:25 Entidades beneficiarias do Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA) e agricultores das proximidades de Porto Velho se reuniram no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Cotinha, na zona Sul da Capital, para realizar mais uma rodada de venda de produtos da agricultura familiar, e com entrega simultânea dos alimentos à entidades assistenciais e pessoas em situação de vulnerabilidade, cadastradas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Família de Porto Velho, com previsão de atender mais de duas mil famílias. O secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani, esteve presente durante o início das entregas da segunda etapa do PAA federal, juntamente com o vice-presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO), José de Arimatéia. O intuito é reforçar aos produtores e beneficiários do PAA, que o programa é uma prioridade do Governo de Rondônia. Nesta segunda etapa executada neste ano de 2020, serão mais R$ 2.975.000,00 do Governo Federal, que somados aos recursos da primeira fase e do programa estadual serão mais de R$ 6 milhões investidos nesse importante serviço de assistência social. Além de característica de assistência social, o PAA é um programa de geração de renda para a agricultura familiar. O presidente da Associação dos Chacareiros e Agricultor, Vanderlei Chocolate, agradeceu ao Governo de Rondônia e destacou que com o PAA, o agricultor tem segurança no seu trabalho de cultivar a terra e produzir alimentos, produtos de grande perecividade, que muitas vezes enfrentam dificuldades para ser comercializados por um preço justo. O vice-presidente da Emater-RO, José de Arimatéia, também falou aos produtores e representantes das entidades sociais, para afirmar que o reflexo do trabalho com os agricultores orientados pelo órgão, desde o preparo do solo até a comercialização, tem garantido resultado positivo, a exemplo do que estavam participando, onde já havia passado pela balança um pouco mais de quatro toneladas de frutas e verduras, destinadas a alimentar crianças, idosos e pessoas com deficiência ou em condições de vulnerabilidade. Por Enoque de Oliveira
- Produtores de Café Robusta Amazônico comemoram exportação para Coreia
Exportação do café representa nova janela de oportunidades para a cafeicultura do Estado de Rondônia. Revista Imagem - 02/10/2020 07:37 Embarque da primeira remessa da Café Robusta Amazônico para Coreia do Sul Rondônia teve motivos para comemorar o Dia Internacional do Café, que marca a agricultura cafeeira todo dia 1º de outubro. Isso devido ao projeto piloto de exportação do Café Robusta Amazônico pelo Porto Público de Porto Velho que recentemente enviou a primeira remessa do produto genuinamente rondoniense com destino à Coreia do Sul. Segundo o produtor e presidente da Cooperativa de Agricultores Familiares da Amazônia (Lacoop), Leandro Dias Martins, quando o produto é entregue deve passar por uma análise sensorial. “O cliente que recebe o produto faz uma análise que contempla uma lista de 10 atributos como: aroma, acidez, amargor, adstringência, salinidade e outros para confirmar o atendimento das exigências do mercado. “Estamos ganhando mercado e nossa expectativa é conquistar novos clientes e até o final deste ano de 2020 enviarmos uma nova remessa do produto”, detalhou Leandro. A carga, com aproximadamente 40 toneladas e operacionalizada pelo Grupo BDX, foi embalada de forma especial e resistente dentro da sacaria de juta, a fim de conservar o café e evitar oxidação em função da variação de temperatura e umidade. Para o diretor administrativo, Rafael Martins, a entrega do produto dentro do prazo previsto no ato da contratação reforça a responsabilidade do operador portuário. “O primeiro lote, que foi entregue em setembro, nos coloca em condições de competir com outros mercados. O produto por si só já tem muita qualidade e viabiliza a conquista do mercado internacional, bem como incentiva a produção local e proporciona o crescimento do setor”, destacou Rafael. O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa-RO), Enrique Alves, explicou que a exportação do café representa uma nova janela de oportunidades para a cafeicultura do Estado de Rondônia, que é inclusive uma das mais importantes do país. “Somos um ponto de referência da cafeicultura na Amazônia, formada por agricultores familiares de pequena escala, onde são utilizadas pequenas áreas quando comparada com outras culturas como a soja que precisa de grandes áreas. Os agricultores produzem cafés tidos como premium e especiais, agregando valor final ao produto. A tecnologia da lavoura evoluiu nos últimos 10 anos com emprego de qualidade nas etapas de produção e pós-colheita, com contínua busca pelo uso eficiente de insumos, sustentabilidade e redução do custo de produção. Assim, resulta em um produto mais puro e livre de resíduos. Esta valorização do produto final propiciou ao produtor o acesso aos mercados mais exigentes e competitivos como a Europa e Ásia”, finalizou. Para o produtor de Cacoal e presidente da Associação dos Cafeicultores da Região das Matas de Rondônia (Caferon), Juan Travain, é momento de reunir esforços e conquistar outros mercados. “Enviamos amostras do produto para Itália, Estados Unidos da América e Holanda. Tivemos excelente aceitação e estamos em negociação para escoar o produto. Ainda não temos como definir a quantidade, pois dependerá dessa transação comercial. Divulgamos nosso produto e atingimos o objetivo. Agora precisamos estabelecer a comercialização”, afirmou Juan. Sobre o produto O Brasil é o maior produtor, exportador e segundo maior mercado consumidor de café do mundo. Possui uma cafeicultura plural e diversificada, com muitos aromas e sabores originados em lavouras das espécies arábica e canéfora (Conilon e Robusta), cultivadas de norte a sul do país. Rondônia é responsável por 97% de todo o café produzido na Amazônia, é o 5º maior produtor de café do país e o 2° da espécie canéfora, o café produzido em Rondônia é denominado Robusta Amazônico. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o café é produzido por cerca de 17 mil produtores familiares. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que em 2020 foram mais de 63,6 mil hectares destinados à cafeicultura em Rondônia, representando aumento de 1,3% em relação à área em produção utilizada em 2019. A produtividade média foi de 38,29 sacas/hectare, com uma produção de 2.434,1 mil sacas de café canéfora beneficiadas, sendo 10,7% superior ao volume colhido em 2019. Por Rafaela Schuindt
- 10 mortes por covid-19 foram registradas em RO; Vilhena segue sem novos óbitos
Segundo a Sesau, Rondônia tem 66.261 casos confirmados e 1.367 óbitos provocados pelo novo coronavírus. Revista Imagem - 02/10/2020 07:30 De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Rondônia, 10 mortes por covid-19 foram registradas no estado nesta quinta-feira (1º). Além disso foram contabilizados 350 novos casos da doença. Segundo a Sesau, Rondônia tem 66.261 casos confirmados e 1.367 óbitos provocados pelo novo coronavírus. Vilhena é o terceiro município do estado em número de casos confirmados de covid-19, atrás apenas de Porto Velho e Ariquemes; e o quinto em número de mortes pela doença. Veja abaixo a situação dos 10 municípios com mais casos registrados em Rondônia segundo o Boletim Estadual: Município casos mortes Porto Velho: 30.173 726 Ariquemes: 5.509 93 Vilhena: 3.709 58 Guajará: 2.975 87 Ji-Paraná: 2.965 79 Cacoal: 2.356 34 Jaru: 1.810 25 Rolim de Moura: 1.651 20 Candeias: 1.412 29 Machadinho: 1.410 8 Veja abaixo a situação dos municípios do Cone Sul do estado segundo o Boletim Estadual: Município casos mortes Vilhena: 3.709 58 Chupinguaia 700 5 Cerejeiras: 260 6 Colorado: 197 3 Pimenteiras: 192 6 Cabixi: 119 5 Corumbiara: 44 3 José Antonio Sant'Ana
- O longo caminho para a recuperação pós-covid-19
Superar a doença não significa uma volta ao normal para muitos curados, que têm que lidar com sequelas graves. Revista Imagem - 02/10/2020 07:30 A tosse constante acompanha dia e noite, enquanto os grandes cilindros de oxigênio, ainda essenciais após três semanas de alta, continuam um empecilho para caminhadas mais longas que da cama ao banheiro ou à cozinha da casa da filha. "Às vezes durante o banho esqueço de respirar como orientou a fisioterapeuta, e preciso sair às pressas para tomar oxigênio”, relata a cuidadora Maria Alzenir Lima, de 53 anos, que deixou a UTI há quase um mês. Moradora da zona leste de São Paulo, Maria passou mais de 40 dias internada para o tratamento contra a covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, no hospital do distrito de Brasilândia. Ela teve alta no dia 4 de Setembro. O marido, que deu entrada em outro hospital um dia depois, não suportou as complicações cardíacas e renais causadas pela infecção do vírus e morreu no dia 4 de agosto no hospital do M'Boi Mirim, na zona sul da capital paulista. "A ficha ainda não caiu, porque quando saí de casa para ir à Unidade Básica de Saúde (UBS) ele estava bem; e quando saí do hospital me dão a notícia que não vou mais vê-lo… A sensação é que quando voltar para casa ele vai estar lá me esperando", conta. Desde que recebeu alta do hospital, há quase um mês, Maria Alzenir não foi para a sua casa desde o fim de julho. Para ser acompanha constantemente, ela agora vive na casa da filha Bárbara Lima, que transformou a sala num quarto para a mãe. O espaço também é usado para fisioterapia. "Depois da morte do meu pai, ninguém acreditava que ela iria voltar", afirma Bárbara, de 31 anos e que trabalha como manicure. Na mesma semana em que o mundo atingia a marca de 1 milhão de mortes causadas pelo novo coronavírus, e com o Brasil acumulando mais de 140.000 mortes, Maria Alzenir passava por sua décima sessão de fisioterapia, buscando amenizar os efeitos da internação prolongada. Os músculos das pernas atrofiaram, tirando a firmeza no caminhar. "Quando cheguei, não conseguia nem pisar no chão que já formigava tudo, agora consigo dar uns passos; mas vacilando muito, não tenho segurança". O oxigênio concentrado se tornou companheiro inseparável da cuidadora As dificuldades enfrentadas por pacientes que sobreviveram à covid-19 são comuns, devido ao tempo prolongado de internação. "Pacientes que vão para a UTI levam em média, de três a quatro semanas para ter alta hospitalar", afirma a infectologista Marli Sartori, do Hospital Santa Lúcia, em Brasília. Tanto tempo na unidade impacta todo o organismo, que demanda terapia após a alta para se recuperar totalmente. Aflitos e sem a atenção de um fisioterapeuta pelo SUS, os parentes de Maria Alzenir passaram a pagar R$ 120 por semana para o tratamento da matriarca. Mais dinheiro deve ser investido nas próximas semanas para que ela consiga sair de casa com mais segurança. Ela ainda necessita consultar um pneumologista para avaliar a condição dos pulmões. Por enquanto, os familiares temem tirá-la de casa, mesmo de carro. "Eu já era apavorada, agora, depois de perder meu pai e quase perder minha mãe, fiquei ainda mais; ela consegue ficar um tempo sem oxigênio, mas e se de repente der um problema na rua, como fica? Não tenho segurança para isso", lamenta Bárbara. Sequelas A tosse constante não é sintoma de volta da doença, explica a fisioterapeuta contratada pela família, Evelyn Felisari, mas reflexo das duas semanas com o tubo do respirador mecânico. "A laringe tem receptores que ficam sensibilizados após esse tempo. É como se ainda tentasse expulsar o tubo que já não está lá." Os pulmões também ficam rígidos. O diafragma, que se comporta como os demais músculos do corpo, atrofiado. "Trabalhamos para liberar o paciente em um mês, mas a evolução depende muito de pessoa para pessoa", explica a profissional. Maria ainda não consegue rir com naturalidade. "Até a gargalhada mudou", reclama a filha, apontando a mudança na voz, rouca, e o riso que agora é contido para não provocar uma crise de tosse. Comer também é um problema, já que alimentos mais duros causam dor e incômodo. De acordo com um estudo sul-coreano, nove em cada dez pacientes com novo coronavírus relataram ter experimentado efeitos colaterais como fadiga, perda do olfato ou paladar e distúrbios psicológicos depois de se recuperarem da doença. A fadiga foi o efeito colateral mais comum, registrado em 26,2% dos participantes da pesquisa comandada por Kwon Jun-wook, autoridade da Agência de Prevenção e Controle de Doenças da Coreia (KDCA). Segundo reportagem da revista científica Nature, distúrbios neurológicos vêm se mostrando cada vez mais comuns em pacientes que têm ou que superaram a doença. Algumas pessoas hospitalizadas sentiam delírio. Já um estudo japonês apontou danos nos tecidos cerebrais. A lista de problemas agora inclui acidente vascular cerebral, hemorragia cerebral e perda de memória. Não é inédito que doenças graves causem esses efeitos, mas a escala da pandemia covid-19 significa que milhares ou mesmo dezenas de milhares de pessoas podem estar sofrendo com esses sintomas, e algumas podem enfrentar problemas para toda a vida como resultado. Maria Alzenir não lembra de nada entre 22 de Julho, quando começou a sentir os sintomas mais comuns da covid-19 – falta de ar, fadiga, tosse – e o fim de agosto, quando voltou a falar mais frequentemente com a família, ainda no hospital. "Tudo o que sei da minha ida à UBS, da transferência para o hospital, da impossibilidade de falar com meus familiares vêm por meio da minha filha”, relata. Ainda hoje ela costuma esquecer fatos que ocorreram recentemente. "Ontem mesmo ela perguntou por que um parente demorava tanto a visitar, quando, na verdade, ele tinha vindo no dia anterior”, relata a filha Bárbara. Antes "dorminhoca", Maria Alzenir agora também relata insônia. Ao todo, mais de 300 estudos em todo o mundo detectaram sintomas neurológicos em pacientes com covid-19, incluindo a perda de olfato e paladar. Os mais graves incluem afasia (dificuldade em se expressar e compreender), derrames e convulsões. Os estudos apontam como o vírus, que foi inicialmente considerado uma doença respiratória, também causa estragos nos rins, fígado, coração e quase todos os sistemas corpo, levando à classificação da covid-19 como doença sistêmica. Números estáveis, mas ainda preocupantes Maria Alzenir, Bárbara e demais membros da família moram no bairro de Sapopemba, campeão em número de casos e, principalmente óbitos na capital paulista. Até o fim de julho, foram registradas 520 mortes entre moradores da região, 4% de todos os óbitos registrados em São Paulo. Eram pessoas como José Wellington de Sousa, o marido de Maria Alzenir. Aposentado, 16 anos mais velho que a esposa, Sousa sugeriu que ela deixasse de trabalhar durante a pandemia, considerando que eles poderiam contar com sua aposentadoria de um salário mínimo. "Eu não quis parar, sempre trabalhei, não queria depender dele; mas para isso, pegava ônibus lotado todos os dias, não", conta Maria. Ela também relata que chegou a dormir no chão para evitar o contágio do marido depois que sentiu os primeiros sintomas, "mas àquela altura ele provavelmente já tinha pego", lamenta. Ela afirma que, se pudesse voltar no tempo, teria parado de trabalhar temporariamente. Após mais de 100 semanas com a taxa móvel estável ou em alta, o estado de São Paulo tem apresentado queda no número de casos e mortes nas últimas semanas, mas os números elevados não sinalizam queda na curva de contágio. Com uma média semanal próxima das 300 mortes por dia em todo o estado, de acordo com o consórcio Dados Transparentes, os números de São Paulo se mantêm equivalentes aos de junho. Enquanto a maioria dos países apresentou um pico agudo de contágio, seguido de uma queda por conta das medidas de isolamento social, o estado de São Paulo e o Brasil sofrem com uma relativa estabilidade num platô alto desde o começo de maio, segundo dados compilados pela página Our World in Data, no que pode ser considerado a maior curva de contágio do mundo, com uma duração de cinco meses até o final de setembro. Para afeito de comparação, os EUA, que ainda registram a maior incidência de casos e mortes, tiveram um pico em meados de abril, quando 2.700 pessoas morreram em um único dia, seguido de uma forte queda. Já a Índia, que hoje é o epicentro da covid-19 no mundo, não parece ter chegado ao pico da curva. No Brasil, mesmo com os números ainda num patamar alto, cenas de praias, bares e festas lotadas vêm se repetindo em todo o país, independentemente de classe social. Nora de Maria, Tamires Lima se preocupa com a falta de adesão ao isolamento. "Aqui nessa mesma rua muita gente foi infectada e continua acontecendo, enquanto as festas estão acontecendo normalmente", relata. Ela teme uma nova infecção, já que as pesquisas ainda não garantem a imunidade permanente. Já Maria Alzenir apenas espera ter forças para aproveitar algo deixado de lado há mais de dois meses: "Queria só tomar uma cerveja gelada", brinca. Por Deutsche Welle
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