JBS e órgãos públicos buscam solução para frigorífico de S.Miguel do Guaporé

Ministérios públicos do Estado e do Trabalho estão em tratativas com a empresa para que os próximos passos sejam tomados na unidade de São Miguel do Guaporé

Revista Imagem | 29/05/2020 17:26

A JBS informou, por comunicado, “que não comenta sobre processos judiciais em andamento”. A empresa se refere à unidade de abate de bovinos localizada no município de São Miguel do Guaporé, em Rondônia, interditada por decisão liminar judicial na quarta-feira (27), depois da confirmação de casos de Covid-19 entre os funcionários. Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Rondônia, 60% dos casos da doença já apurados no município estavam vinculados à JBS.

No comunicado, a companhia “reitera que tem como objetivo prioritário a saúde de seus colaboradores e ressalta que desde o início dessa pandemia tem adotado um rígido protocolo de prevenção contra a Covid-19 na sua unidade de São Miguel do Guaporé (RO) e em todas as suas plantas no Brasil, conforme as orientações dos órgãos de saúde e do Hospital Albert Einstein, além de especialistas médicos contratados para apoiar na implantação rigorosa de medidas para a proteção de seus colaboradores”. Continue a leitura após o anúncio Entre as ações adotadas, a JBS destaca o afastamento de pessoas que fazem parte do grupo de risco, como os maiores de 60 anos, gestantes e todos os que tiveram recomendação médica; a ampliação da frota de transporte; a desinfecção diária das unidades; a medição de temperatura de todos antes do acesso às fábricas; a vacinação contra gripe H1N1 para 100% dos colaboradores; ações de distanciamento social e uma ampla comunicação sobre prevenção e cuidados de higiene fora da unidade. Dentro a unidade, os protocolos oficiais regulares já preveem uma séria de medidas de segurança sanitária.

Em audiência pública realizada na tarde de ontem, a primeira entre a empresa e os ministérios públicos de Rondônia (MP-RO) e do Trabalho, as duas partes não chegaram a um acordo de quais serão os próximos passos. Na audiência, os dois ministérios se pronunciaram sobre as medidas a serem tomadas, justamente as que a empresa informa já estarem em vigor em todas as unidades de abate. Com isso, foi solicitado à empresa a documentação desses procedimentos para que as  atividades da unidade sejam retomadas. Em caso de não haver um acordo entre as partes, as próximas decisões estarão a cardo do juiz do trabalho Wlader Ferreira.

Por Vera Ondei

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