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- Rondônia transfere os primeiros pacientes com Covid-19 para o Sul do País
Ministério da Saúde disponibilizou duas aeronaves, com 15 vagas cada uma, para transporte dos pacientes moderados de Rondônia para Curitiba. Revista Imagem - Vilhena-RO | 25/01/2021 - 17:25 O Estado de Rondônia começa a transferir os primeiros pacientes para Curitiba (PR), onde continuarão o tratamento contra a Covid-19. O embarque está sendo realizado em aeronaves da Força Aérea Brasileira, disponibilizada pelo Ministério da Saúde, nesta segunda-feira (25), em apoio ao pedido feito pelo próprio governador do Estado, coronel Marcos Rocha, que anunciou a medida durante o final de semana, com intuito de salvar vidas e garantir assistência a quem precisa, minimizando os impactos do alto índice de ocupação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em Rondônia. O secretário adjunto do Estado da Saúde (Sesau), Nélio Santos, acompanha todo o procedimento até o embarque dos pacientes. Segundo relatado por ele, todo o processo começou com a ação do Governo de Rondônia em contato com o Ministério da Saúde. Os pacientes transferidos estão em observações clínicas, com a necessidade de transferência para que o quadro não venha a agravar. Duas aeronaves da Força Aérea Brasileira ( FAB) foram colocadas à disposição para dar suporte para a transferência, sendo que cada uma tem capacidade para 15 pacientes. O embarque dos pacientes ocorre no hangar da Ala 6, antiga Base Aérea de Porto Velho. O primeiro avião da FAB pousou por volta das 13h30. A transferência é voluntária, e neste primeiro momento 15 aceitaram o auxílio. São pessoas em estado clínico estável,mas com possibilidade de agravamento. O Estado montou uma força-tarefa com médicos, assistentes sociais e psicólogos para orientar os pacientes sobre a importância de serem encaminhados para outros estados. “São aeronaves preparadas e que já estavam atuando no transporte de pacientes do Amazonas, ou seja, totalmente adequadas para esse tipo de transporte”, disse Nélio Santos. O diretor-geral do Hospital Infantil Cosme e Damião, enfermeiro Sérgio Pereira, vai acompanhar na aeronave os primeiros pacientes que estão sendo transferidos. Segundo ele, além da aeronave segura, Rondônia garantiu uma logística adequada para que os pacientes sejam acolhidos e possam fazer a viagem de forma tranquila. “São pacientes estáveis, mas todos os procedimentos para qualquer eventualidade serão prontamente atendidos por uma equipe médica que compõe o voo. Ventiladores mecânicos e outros equipamentos estão à disposição. Também integram a equipe quatro médicos, dois enfermeiros e quatro técnicos de enfermagem. É uma alegria ver o Estado preocupado com o cidadão”, frisou o enfermeiro. PEDIDO ATENDIDO A transferência de pacientes com Covid-19 para hospitais do Governo Federal em outros estados foi confirmada pelo governador durante transmissão ao vivo pela rede social na noite de sábado (23). A transferência foi tratada pessoalmente com o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, atendendo ao pedido feito pelo próprio chefe do Executivo. Marcos Rocha, deixou claro que o apoio pedido ao Governo Federal é reflexo da grande taxa de ocupação nos leitos de UTIs nos hospitais do Estado. Ao mesmo tempo, o governador esclarece que o Estado passou também a dar assistência para pacientes do Amazonas, inclusive Manaus. “Não poderíamos deixar de prestar socorro às pessoas que estavam sofrendo em Manaus. Nossos leitos estão ocupados por pacientes rondonienses e outros vindos do Amazonas e por isso estão todos lotados. Jamais vamos negar apoio a nossa população brasileira, somos irmãos. Estamos pensando na população de Rondônia, mas nós não podemos negar apoio a qualquer pessoa que chegue, seja lá de onde for, e peça ajuda na porta do nosso hospital. Então, assim nós atendemos pessoas do Amazonas”, enfatizou o governador. Marcos Rocha também esclareceu que devido ao grande número de pacientes nas UTIs, precisou entrar em contato com o ministro Pazuello, ainda na sexta-feira (22). O ministro se prontificou em atender ao pedido do Governo de Rondônia, para que sejam feitas transferências dos pacientes que estão em fila de espera e outros quantos forem necessários para outros hospitais federais do país. Por Revista Imagem | Texto: Paulo Ricardo Leal e Vanessa Moura
- Descarte correto do lixo é fundamental evitar proliferação do aedes aegypti
A transição da estação seca para a chuvosa na Amazônia é uma condição de risco a mais para a proliferação do mosquito Revista Imagem - Vilhena-RO | 25/01/2021 - 17:20 O Governo do Estado de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), alerta à população para não deixar lixo acumulado neste período chuvoso. A agevisa alertou que o lixo é o principal criadouro do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika no Estado, após o Levantamento Rápido de Índices para aedes aegypti. Na pesquisa foi destacada que a mudança da estação seca para a chuvosa é uma condição de risco a mais para a proliferação do mosquito. Além disso, foram registrados o aumento de casos de dengue em vários municípios do Estado, como é o caso de Primavera de Rondônia. No momento, desde o dia 12 de janeiro de 2021, a equipe da Agevisa vem realizando uma ação no município composta por três ciclos. Atualmente, a intervenção segue para a segunda etapa, que é a aplicação do inseticida Ultra Baixo Volume (UBV), conhecido popularmente como fumacê, que elimina instantaneamente o mosquito aedes aegypti. Cumpre destacar que o fumacê é utilizada no último caso. O município quando desenvolve as ações e mesmo assim não consegue controlar os casos, pode solicitar do Estado apoio por via oficial. Dessa maneira é organizado e reunido uma equipe técnica para realização de uma atuação conjunta. Para a coordenadora estadual de doenças vinculadas ao vetor da dengue, Bárbara Moura, é fundamental que a pessoa ao apresentar quaisquer sintomas, faça a notificação a fim de que seja sinalizada nos sistemas. “Nós da Agevisa monitoramos o Sistema de Informação de Agravos e Notificação (Sinan) e o Gerenciador de Ambiente Laboratorial (Gal), para ter acesso a notificações vindas dos municípios, comparando com solicitação de exames. Com isso, mediante apoio ao município, somos capazes de montar um plano de ação para conter esta e demais doenças”, pontua a coordenadora da Agevisa. Para Joana D’arc Neves, técnica do programa, é muito importante que os rondonienses, neste momento, cumpram todas as medidas de prevenção. Para ela, a atitude tem que vir de todos. “Se cada um puder ajudar, fazendo seu papel, cuidando do seu quintal ou limpando seu espaço. Vamos conseguir combater e evitar o aumento de casos da dengue e outras doenças no Estado”, destaca e exemplifica algumas medidas indicadas pelo Ministério da Saúde (MS). MEDIDAS DE PREVENÇÃO Tonéis e barris de água: Mantenha bem tampados Tanques utilizados para armazenar águas: Lave semanalmente por dentro com escova e sabão Caixa d’água: coloque uma tela no ladrão e mantenha bem fechada Calhas: Remova folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr Laje: Não deixe água acumulada Pratinhos de vasos de plantas: Encha com área até a borda ou lavar uma vez por semana Vasos de plantas aquáticas: Troque e lave com escova, água e sabão uma vez por semana Lixo: Coloque em saco plásticos, feche bem fora do alcance de animais e mantenha as lixeiras fechadas Garrafas: Mantenha com a boca virada para baixo Pneus: devem ser acondicionados em locais abertos Piscinas ou fontes: faça sempre a manutenção utilizando produtos químicos apropriados Ralo: Se não for de abrir e fechar, coloque uma tela fina para impedir o acesso do mosquito à água Cacos em cima do muro: Coloque areia dentro Folhas secas e tampas de garrafa: não deixe água acumulada Vasos sanitários (fora do uso ou de uso eventual): devem ser tampados e verificados semanalmente Ar-condicionado: Limpe sempre a bandeja Lonas usadas para cobrir objetos ou entulhos: devem ser bem esticadas Potes para água ou comida de animais: Devem ser higienizadas com água e sabão, de preferência diariamente ou, no mínimo, uma vez por semana CICLO DO AEDES AEGYPTI De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), até se tornar um vetor da dengue, chikungunya e zika, o desenvolvimento do aedes aegypti ocorre em quatro fases – ovo, larva, pupa e forma adulta. O ciclo se diversifica em conformidade com a temperatura, disponibilidade de alimentos e quantidades de larvas. Conforme descrito no site da Fiocruz, “em condições ambientais favoráveis”, as etapas de ovo à forma adulta podem ocorrer entre sete e 10 dias. Portanto, a eliminação do criadouro é muito importante ser promovida, no mínimo, uma vez por semana de modo a interromper o ciclo de vida do mosquito. A fêmea do aedes aegypti é a única capaz de transmitir a dengue e tem como fonte de alimentação, o sangue humano, que serve para o amadurecimento dos ovos. Contudo, se ela estiver infectada com algum vírus, é neste momento que ela transmite as doenças ao ser humano. Vale mencionar que a fêmea contaminada transmite também aos seus ovos. Por Revista Imagem | Texto: Emanuelle Pontes
- Rio Grande do Sul vai receber 50 pacientes de Porto Velho na terça-feira
Os pacientes serão enviados a hospitais de Porto Alegre e de Canoas, informou o governo gaúcho. Revista Imagem - Vilhena-RO | 25/01/2021 - 10:56 O governo do Estado do Rio Grande do Sul receberá, nesta semana, 50 pacientes clínicos de Porto Velho. No sábado (23), o prefeito da cidade, Hildon Chaves, afirmou que os leitos no município para pacientes com Covid-19 estão lotados. Os 50 pacientes chegam ao RS na terça-feira (26) e serão enviados a hospitais de Porto Alegre e de Canoas. “A solidariedade não tem distância nem fronteiras. Atendendo pedido do Ministério da Saúde, vamos receber, na terça-feira, 50 pacientes clínicos de coronavírus de Rondônia, que deverão ser internados em hospitais de Porto Alegre e Canoas”, disse o governador em exercício, Ranolfo Vieira Júnior, nas redes sociais. Dos 50 pacientes, 20 serão enviados para o Hospital Universitário de Canoas. Os outros 30 ficarão em Porto Alegre – 10 no Grupo Hospitalar Conceição, 10 no Hospital de Clínicas e 10 no Hospital Vila Nova. A Secretaria Estadual da Saúde (SES) organiza uma operação de transferência desde o aeroporto Salgado Filho, na capital, onde os pacientes devem desembarcar, até os hospitais. "Somos todos brasileiros, somos todos SUS, que prevê o atendimento a todos os cidadãos. Então, neste sentido, o RS é solidário e se coloca à disposição do Estado de Rondônia para poder recepcionar, tratar e recuperar pacientes Covid. Agradeço também aos gestores municipais e aos hospitais que estão colocando leitos à disposição para poder oferecer tratamento de qualidade para os rondonienses", disse a secretária da Saúde, Arita Bergmann. A decisão foi tomada entre a SES e a secretarias municipais de Saúde das cidades que vão receber os pacientes. “São pacientes clínicos que precisam de oxigênio e de outras demandas. O governo de Rondônia quer se precaver e evitar que esses pacientes acabem na UTI, porque o Estado vive uma situação de pré-colapso. Se forem para UTI, é possível que não recebam atendimento adequado”, explicou o diretor do Departamento de Regulação Estadual, Eduardo Elsade. Os pacientes ocuparão leitos de enfermaria – há possibilidade, no entanto, de que o quadro venha a evoluir e que precisem de leitos de UTI. Mesmo assim, o diretor de Regulação Estadual garante que o RS está preparado para receber as pessoas. “Temos condições de suportar um eventual aumento de demanda e não temos receio em aceitar esses pacientes, colaborando com os Estados do Norte, que estão em dificuldade neste momento”, garantiu Elsade. A SES receberá nesta segunda-feira (25/1) um relatório com informações sobre o quadro clínico e a situação de cada paciente. Para a transferência entre o aeroporto e os hospitais, serão utilizadas ambulâncias básicas e avançadas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Há possibilidade de a logística também envolver um micro-ônibus da Brigada Militar ou do Exército. Em 14 de janeiro, o governo do Estado já havia se colocado à disposição para receber pacientes de Manaus, em consequência do esgotamento da rede hospitalar da capital do Amazonas. Por Revista Imagem | Fonte: Governo do Rio Grande do Sul
- Morre em Porto Velho, o jornalista e apresentador Marcelo Bennesby
Benesby Já trabalhou na TV Rondônia e, nos últimos anos, estava na Rede TV, com o Programa Fala Rondônia. Revista Imagem - Vilhena-RO | 25/01/2021 - 10:56 O jornalista e apresentador Marcelo BenNesby, 51 anos, não resistiu ao AVC, que sofreu no dia 1º e janeiro, sendo internado no Hospital Samar, em Porto Velho. Ele chegou a se recuperar do AVC, mas contraiu Covid-19, nos últimos dias, o que agravou o quadro de saúde dele e morreu nesta madrugada dessa segunda-feira (25). Um boletim médico, divulgado na última sexta-feira (22), informou que ele estava sedado em UTI, e seria feito procedimento de traqueostomia para ajudar na respiração mecânica. Um exame de tomografia mostrou a existência de um novo sangramento no cérebro. Na ocasião, foi possível verificar a atividade cerebral porque está sob efeito de sedativos. Marcelo BenNesby tem uma longa carreira atuando em veículos de comunicação no estado de Rondônia. Já trabalhou na TV Rondônia e, nos últimos anos, estava na Rede TV, com o Programa Fala Rondônia. Por Revista Imagem | Fonte: Rondoniaovivo
- Polícia Federal suspende atendimentos nas delegacias em Rondônia
Atividades presenciais nas unidades de Porto Velho, Ji-Paraná, Guajará-Mirim e Vilhena estão suspensas por 10 dias. Revista Imagem - Vilhena-RO | 25/01/2021 - 10:56 O caos na saúde pública em Rondônia levou a superintendência da Polícia Federal no Estado a suspender as atividades presenciais nas unidades de Porto Velho, Ji-Paraná, Guajará-Mirim e Vilhena. A medida vale por 10 dias, a partir desta segunda-feira (25). Em uma portaria divulgada à imprensa, o superintendente regional em Rondônia Agostinho Gomes Cascardo Júnior, esclarece que o agravamento dos casos de Coronavírus é o motivo da decisão. Nesse período, os serviços na superintendência e delegacias ficam parcialmente suspensos, permanecendo em trabalho apenas detentores de cargos de direção e mesmo assim em alternância. A entrega de passaportes foi suspensa, mas haverá exceção para situações comprovadamente urgentes. Nesse caso, o posto no Tudo Aqui em Porto Velho ainda poderá disponibilizar o documento. Por Revista Imagem | Da Redação
- Estudantes podem pedir reaplicação do Enem a partir de hoje
Inep recomenda que pedido seja feito pela internet. O sistema ficará aberto até o dia 29. Revista Imagem - Vilhena-RO | 25/01/2021 - 08:40 Candidatos que não puderam participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por estarem com sintomas de covid-19 ou de outra doença infectocontagiosa e aqueles que não conseguiram fazer as provas por problemas logísticos podem, a partir de hoje (25), pedir para participar da reaplicação do Enem na Página do Participante. O sistema ficará aberto até o dia 29. As provas do Enem impresso foram aplicadas nos dias 17 e 24 de janeiro. Nas semanas que antecederam cada uma das aplicações, os candidatos puderam enviar exames e laudos médicos ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Aqueles que ainda não o fizeram poderão, agora, acessar o sistema online. As provas da reaplicação serão nos dias 23 e 24 de fevereiro. Além da covid-19, podem solicitar a reaplicação participantes com coqueluche, difteria, doença invasiva por Haemophilus influenza, doença meningocócica e outras meningites, varíola, Influenza humana A e B, poliomielite por poliovírus selvagem, sarampo, rubéola, varicela. Segundo o Inep, para a análise da possibilidade de reaplicação, a pessoa deverá inserir, obrigatoriamente, no momento da solicitação, documento legível que comprove a doença. Na documentação, deve constar o nome completo do participante, o diagnóstico com a descrição da condição, o código correspondente à Classificação Internacional de Doença (CID 10), além da assinatura e da identificação do profissional competente, com o respectivo registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), do Ministério da Saúde (RMS) ou de órgão competente, assim como a data do atendimento. O documento deve ser anexado em formato PDF, PNG ou JPG, no tamanho máximo de 2 MB. Problemas logísticos Também poderão pedir a reaplicação estudantes que tenham sido prejudicados por problemas logísticos. De acordo com o edital do Enem, são considerados problemas logísticos, por exemplo, desastres naturais que prejudiquem a aplicação do exame devido ao comprometimento da infraestrutura do local, falta de energia elétrica, falha no dispositivo eletrônico fornecido ao participante que solicitou uso de leitor de tela ou erro de execução de procedimento de aplicação que incorra em comprovado prejuízo ao participante. No primeiro dia de aplicação, participantes foram impedidos de fazer o exame por causa da lotação dos locais de prova. Devido à pandemia do novo coronavírus, as salas deveriam ter até metade da lotação máxima. Em alguns locais, não foi possível acomodar os inscritos. De acordo com o Inep, esses casos foram relatados em pelo menos 11 locais de prova em Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Londrina (PR), Pelotas (RS), Caxias do Sul (RS) e Canoas (RS). Também terão direito à reaplicação os 160.548 estudantes que fariam a prova no estado do Amazonas, 2.863 em Rolim de Moura (RO) e 969 em Espigão D'Oeste (RO). O exame foi suspenso por causa dos impactos da pandemia nessas localidades. Ao todo, segundo o Ministério da Educação, foram quase 20 ações judiciais em todo o país contrárias à realização do Enem. Os pedidos de reaplicação serão analisados pelo Inep. A aprovação ou a reprovação do pedido de reaplicação deverá ser consultada também na Página do Participante. Os participantes também podem entrar em contato com o Inep pelo telefone 0800 616161. O Inep recomenda, no entanto, que os candidatos façam a solicitação pela internet. Enem 2020 O Enem 2020 tem uma versão impressa, que foi aplicada nos dois últimos domingos, 17 e 24, e uma digital, que será realizada de forma piloto para 96 mil candidatos, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. O Inep divulgará, até quarta-feira (27) os gabaritos das questões objetivas do Enem. Mesmo com o gabarito em mãos não é possível saber quanto se tirou no exame. Isso porque as provas são corrigidas com base na teoria de resposta ao item (TRI). A pontuação de cada estudante varia, entre outros fatores, de acordo com o desempenho do próprio candidato no exame. O resultado final será divulgado no dia 29 de março. Os candidatos podem usar as notas para concorrer a vagas no ensino superior, por meio de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de ensino superior, e o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas de estudo em instituições privadas. Por Revista Imagem | Texto: Mariana Tokarnia
- Segundo dia de Enem tem abstenção de 55,3%, diz Inep
O índice foi maior que no primeiro dia, quando 51,5% dos inscritos não compareceram às provas. Revista Imagem - Vilhena-RO | 25/01/2021 - 08:39 O segundo dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 teve 55,3% de faltas, abstenção recorde no exame, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Do total de 5.523.029 inscritos no exame, menos da metade, 2.470.396, compareceu aos locais de prova. O índice foi maior que no primeiro dia, quando 51,5% dos inscritos não compareceram às provas. A média histórica de abstenção no Enem, segundo o Inep, é de cerca de 27%. O recorde anterior havia sido registrado em 2009, com 37,7% de abstenção. Foram eliminados no segundo dia 1.274 participantes por descumprirem as regras do exame, além de 14 emergências médicas. No primeiro dia, 2.967 candidatos foram eliminados. De acordo com o presidente do Inep, Alexandre Lopes, o número de faltosos foi maior do que o esperado, mesmo assim, a realização do exame foi vitoriosa. “Têm vários motivos que podem levar as pessoas a fazerem ou não a prova do Enem, é uma decisão individual e eu respeito a decisão individual das pessoas. O que é importante é o Inep assegurar a oportunidade e isso nós fizemos. Estamos dando a oportunidade de quem quer fazer o Enem poder fazer”, diz. "Conseguimos assegurar, no meio da pandemia, que 5,6 milhões pudessem fazer a prova e que 2,5 milhões fizessem as provas. Acho que isso é uma vitória", acrescenta. Segundo Lopes, o segundo dia transcorreu com tranquilidade. Não houve, até o momento, notificações de pessoas que foram impedidas de realizar o exame por conta da lotação das salas, como ocorreu no primeiro dia de aplicação. O Inep atualizou os números divulgados no último domingo. Até o momento, foi confirmado que isso ocorreu em 11 cidades, em 37 escolas. Tanto esses estudantes quanto os participantes que foram prejudicados por questões logísticas, como falta de luz no local de prova, e aqueles que não fizeram o exame por apresentarem sintomas de covid-19 ou outra doença infectocontagiosa terão direito a fazer o exame na data da reaplicação, nos dias 23 e 24 de fevereiro. O pedido para participar da reaplicação deve ser feito na Página do Participante. O sistema estará aberto, segundo Lopes, a partir das 12h desta segunda-feira (25). O prazo vai até o dia 29. Os resultados serão divulgados no dia 12 de fevereiro, quando os estudantes saberão se os pedidos foram aceitos ou não. Segundo o Inep, até o momento, 18.210 candidatos solicitaram a reaplicação por conta de doenças infectocontagiosas. Desses pedidos, o Inep aceitou 13.716. “Nesses casos não é preciso pedir a reaplicação porque o pedido foi feito no sistema, já foi deferido. Para essas pessoas, já estamos trabalhando na elaboração da prova. Enem 2021 Lopes confirmou a realização este ano do Enem 2021. Segundo ele, a prova deverá ocorrer no final do ano, entre novembro e dezembro. A autarquia se prepara para realizar o exame novamente em um ambiente de pandemia. “Vamos fazer o Enem no final do ano, também no ambiente de pandemia. Entendemos que a aplicação do Enem em novembro, dezembro será sob a cortina da pandemia. Em breve, soltaremos o edital do Enem 2021. Precisamos começar agora a preparar a aplicação do Enem”, diz. De acordo com Lopes, é importante que o Inep mantenha o calendário das avaliações para que a sociedade não seja prejudicada e para que os estudantes não interrompam a trajetória de estudos. Gabaritos O Enem 2020 tem uma versão impressa, que começou a ser aplicada no último domingo (17) e terminou neste domingo, e uma digital realizada de forma piloto para 96 mil candidatos, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. As notas do Enem podem ser usadas para acessar o ensino superior e participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (ProUni). O gabarito das provas da edição impressa será divulgado na quarta-feira (27). Por Revista Imagem | Texto: Mariana Tokarnia
- Rondônia estuda transferir pacientes com covid-19 para outros estados
Governador e ministro da Saúde debateram a questão no sábado. Rede de saúde no estado está com 100% dos leitos ocupados. Revista Imagem - Vilhena-RO | 25/01/2021 - 08:20 O governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha (Sem Partido), avalia com o governo federal a possibilidade de transferir para outros estados pacientes com covid-19 que aguardam vagas em unidades de terapia intensiva. Dados da secretaria estadual de saúde apontam que, até sábado (23), havia 543 pessoas internadas com a doença. Rocha, entretanto, não citou a quantidade de pacientes a serem transferidos. A declaração foi feita neste domingo (24) durante uma live no Facebook para tratar do recebimento de novas doses da vacina de Oxford. Rondônia recebeu, até o momento, 13 mil doses. De acordo com o governador, no sábado, foi feito um contato com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para debater a questão. A medida seria uma alternativa para desafogar a rede de saúde no estado, que já está com 100% dos leitos ocupados. “Apesar de todas as ações desenvolvidas pelo estado de Rondônia, infelizmente as festas e o avanço rápido da doença fizeram com que nossos leitos ficassem todos ocupados. Desde sexta-feira, estamos trabalhando muito com a transferência de pacientes para hospitais federais no território brasileiro”, disse o governador. Rocha destacou ainda que estuda uma alternativa para evitar a transferência de pacientes, também debatida com o Ministério da Saúde. O plano B seria o envio de médicos e equipamentos por parte do governo federal para atender os pacientes. "Essa madrugada, nós tivemos outra possibilidade: de o governo federal trazer médicos, mais monitores multi-paramétricos, mais bombas de infusão para que pudéssemos, então, atender os pacientes aqui. Porque temos pessoas contaminadas pela covid-19 que estão aguardando a possibilidade de ir para a UTI”, afirmou Rocha, sem dar mais detalhes sobre as negociações. Desde o início dos registros de casos da pandemia, são 116.133 casos confirmados em Rondônia, sendo 18.350 casos ativos e 2.097 óbitos. Ontem, foram registrados 933 novos casos e 12 óbitos. Durante o pronunciamento, o governador ressaltou a necessidade de a população reforçar medidas de distanciamento social e de prevenção contra o vírus – entre elas, o uso de máscaras, de álcool em gel. Rocha destacou que a prevenção é agir para proteger “uns aos outros”. “Há uma necessidade que eu quero deixar bem claro para toda a população: a prevenção é o melhor remédio neste momento. Vamos vencer, sim, essa pandemia, mas precisamos agir neste momento com a prevenção”, afirmou. “Peço que não façam festas, não façam aglomerações, ainda que de família ou com amigos. Evitem os churrascos de final de semana. Nós estamos em guerra”, disse. Por Revista Imagem | Texto: Luciano Nascimento
- Vilhena registra mais 4 mortes e totaliza 124 óbitos por covid-19
Desse números, 104 óbitos são de vilhenenses. Janeiro acumula maior número de mortes: foram 36 até agora (29% do total). Revista Imagem - Vilhena-RO | 25/01/2021 - 08:18 Vilhena registrou mais 4 mortes de pacientes em tratamento contra a covid-19 neste domingo (24). Os óbitos foram de 2 homens (58 e 69 anos) moradores de VIlhena, 1 homem (41 anos) morador de Pimenteiras, e 1 homem (72 anos) morador de Bebedouro (SP). As mortes de ontem elevaram para 124 o número de óbitos provocados pela doença no município (foram 104 óbitos de vilhenenses e 20 de moradores de outras cidades). Somente nos primeiros 24 dias do ano, 36 pessoas, sendo 28 vilhenenses, vieram a óbito em Vilhena por causa da covid-19, o que corresponde a 29% do total de mortes registradas nos 294 dias de pandemia no município. Neste domingo também foram registrados mais 10 novos casos de coronavírus elevando o número total de diagnósticos para 6.630. O mês de janeiro já corresponde com 26,5% dos casos registrados em todo o período de pandemia no município: foram 1.758 casos de covid-19 nesses 24 dias. Segundo o Boletim Epidemiológico da Prefeitura de Vilhena, há atualmente no município 850 casos ativos, ou seja, são pessoas que ainda podem transmitir o vírus para outros. São 5.780 pacientes recuperados da doença até agora. A taxa de letalidade da pandemia em Vilhena é de 1,56%, A do estado é de 1,80% e a do país é de 2,48%. Até a noite de ontem, 35 pacientes estavam internados com covid-19 em isolamento na Central de Atendimento à Covid-19 e Hospital Regional de Vilhena, sendo 31 de Vilhena. Destes, 16 estão na UTI, sendo 11 intubados. A taxa de ocupação de leitos para covid-19 é de 85,3% (sendo 100% na UTI e 76% nas Enfermarias). Rondônia e Brasil Já em Rondônia foram contabilizadas 14 mortes e 969 novos casos de covid-19. No total o estado tem 2.111 óbitos e 117.101 casos confirmados. No Brasil o total de pessoas que morrem de covid-19 desde o início da pandemia no país chegou a 217.037. O número de pessoas infectadas subiu para 8.884.577. Por Revista Imagem | Texto: José Antonio Sant'Ana
- Vilhena teve mais uma morte e 12 novos casos de covid-19 no sábado
Ontem, 338 pacientes foram considerados recuperados da doença, e número de casos ativos cai de 1.177 para 850. Revista Imagem - Vilhena-RO | 24/01/2021 - 13:10 Um homem de 57 anos morreu neste sábado (23) por covid-19 em Vilhena. O óbito de ontem elevou para 120 o número de óbitos provocados pela doença no município (foram 102 óbitos de vilhenenses e 18 de moradores de outras cidades) em 293 dias de pandemia em Vilhena. No sábado foram registrados apenas 12 novos casos de coronavírus elevando o número total de diagnósticos para 6.620. Segundo o Boletim Epidemiológico da Prefeitura de Vilhena, 338 pacientes foram considerados recuperados da doença, e número de casos ativos caiu de 1.177 para 850. São 5.770 pacientes recuperados da doença até agora. A taxa de letalidade da pandemia em Vilhena é de 1,56%, A do estado é de 1,80% e a do país é de 2,48%. Até a noite de ontem, 38 pacientes estavam internados com covid-19 em isolamento na Central de Atendimento à Covid-19 e Hospital Regional de Vilhena, sendo 32 de Vilhena. Destes, 18 estão na UTI, sendo 9 intubados. A taxa de ocupação de leitos para covid-19 é de 88,3% (sendo 100% na UTI e 80% nas Enfermarias). Brasil e Mundo Já em Rondônia foram contabilizadas 12 mortes e 933 novos casos de covid-19 nesta quarta-feira. No total o estado tem 2.097 óbitos e 116.133 casos confirmados. No Brasil o número de casos confirmados já ultrapassou 8,816 milhões, com 216,4 mil mortes. No mundo são 99,2 milhões de casos confirmados e 2,128 milhões de mortes. Por Revista Imagem | Texto: José Antonio Sant'Ana
- Walter Waltenberg, ex-presidente do TJRO, morre de covid-19 em Brasília
Desembargador se aposentou no ano passado; estava internado em uma UTI em Brasília desde o dia 8 de janeiro. Revista Imagem - Vilhena-RO | 24/01/2021 - 13:05 Morreu neste domingo (24), vítima de Covid-19, o ex-presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, Walter Waltenberg da Silva Júnior. Ele estava internado em Brasília desde o dia 8 de janeiro, quando foi transferido por UTI aérea. Walter Waltenberg era desembargador desde 2015 e era graduado pela Universidade Federal de Juiz de Fora, em 1981. Empresário, Waltenberg aposentou-se do TJ e ano passado chegou a tentar disputar uma vaga de vereador em Porto Velho pelo MDB, mas por conta de não ter se desincompatibilizado da Escola Superior da Magistratura, onde lecionava, teve o registro indeferido. Cargos no Judiciário: Nomeado Juiz de Direito da 7ª Seção Judiciária com sede na Comarca de Rolim de Moura, 1ª Entrância. Juiz de Direito da Comarca de Rolim de Moura – 1985/1986. Juiz de Direito da 1ª Vara Cível da Comarca de Rolim de Moura – 1986/1992. Juiz de Direito da Vara da Auditoria Militar da Comarca de Porto Velho – 1992/2005. Principais atividades exercidas: Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia – Biênio 2008/2009. Professor e diretor ( Biênio 2012/2013) da Escola da Magistratura do Estado de Rondônia. Atuou no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, como Juiz Eleitoral, desempenhando suas funções por mais de cinco anos em diversas zonas eleitorais. Membro titular do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia. – biênio 2004/2006. No decorrer da carreira, proferiu dezenas de palestras, sobre os mais diversos ramos do Direito. Participou de diversos Encontros e Congressos Nacionais de Magistrados. Por Revista Imagem | Fonte: Rondoniaovivo
- Amazonas receberá cota extra de vacinas para frear pandemia
Medida apresentada pelo governo federal foi aprovada por governadores. Revista Imagem - Vilhena-RO | 23/01/2021 - 09:55 O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (22) que o governo federal vai criar um Fundo Epidemiológico para reforçar a imunização contra a covid-19 e frear o avanço da pandemia no estado do Amazonas, que vive um colapso no sistema de saúde por causa da disseminação do novo coronavírus. Segundo a pasta, a proposta foi aprovada por unanimidade na última quinta-feira (21), na reunião do Fórum de Governadores. "O Fundo Epidemiológico foi elaborado em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e destina uma cota das novas doses de vacinas para a região que estiver mais impactada pela pandemia no período analisado. Neste momento, as doses serão destinadas ao Amazonas", informou o ministério, em nota. Na primeira cota de vacinas, já entregue aos estados, foram distribuídas cerca de 6 milhões de doses da Coronavac, produzida pela farmacêutica Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Neste caso, cada estado recebeu um volume proporcional de doses, de acordo com o tamanho do público-alvo prioritário neste momento, que são profissionais da saúde, idosos que vivem em instituições de acolhimento e indígenas aldeados. A próxima cota de vacinas soma outras 6,8 milhões, sendo 4,8 milhões da Coronavac, que já estão sendo distribuídas, e outras duas milhões de doses do imunizante da AstraZeneca, que chegaram hoje ao Brasil, vindas da Índia. De acordo com o governador do Piauí, Wellington Dias, a proposta aprovada pelos governadores prevê que 5% da nova cota de vacinas seja destinada exclusivamente ao Amazonas, o que representa cerca de 300 mil doses. O restante será distribuído proporcionalmente entre todos os estados, nos mesmos moldes do repasses das primeira cota, de 6 milhões de doses. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Amazonas soma 245,1 mil casos de pessoas contaminadas e 6,8 mil mortes, desde o início da pandemia. Apenas na última semana, foram confirmadas 714 novas mortes por covid-19. Entre 10 e 16 de janeiro, o estado registrou aumento de 32% nos óbitos. Por Revista Imagem | Texto: Pedro Rafael Vilela
- O que é preciso saber para o segundo dia do Enem que acontece no domingo
Algumas dicas podem ajudar os estudantes nesse segundo dia de aplicação. Revista Imagem - Vilhena-RO | 23/01/2021 - 09:55 Nesse domingo (24), estudantes de todo o país fazem a segunda prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. Eles terão cinco horas para resolver questões de matemática e de ciências da natureza. Encerrada a aplicação do Enem impresso, o gabarito das provas objetivas deverá ser divulgado até dia 27 e, as notas finais, no dia 29 de março. Algumas dicas podem ajudar os estudantes nesse segundo dia de aplicação. A primeira delas é conhecer as regras do exame e estar atento ao que pode e ao que não pode levar no dia da prova. Por conta da pandemia do novo coronavírus, o Enem terá regras especiais de biossegurança. Este ano, além do documento oficial de identificação com foto e da caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente, itens obrigatórios também nos exames anteriores, a máscara de proteção facial passa a integrar essa lista. É recomendado que os participantes levem máscaras extras para trocar durante a prova. Haverá nos locais de prova álcool em gel para que os estudantes higienizam as mãos, mas é permitido que os participantes levem seu próprio produto caso desejem. Os participantes podem levar também a própria água e/ou bebidas não alcoólicas e lanche. Além disso, caso necessitem comprovar que participaram do exame, os estudantes podem, na Página do Participante, imprimir a Declaração de Comparecimento para cada dia de prova, informando o CPF e a senha. A declaração deve ser apresentada ao aplicador na porta da sala em cada um dos dias. Ela serve, por exemplo, para justificar a falta ao trabalho. É importante lembrar que participantes que estiverem com sintomas de covid-19 ou de outra doença infectocontagiosa não devem comparecer ao exame, mesmo que tenham participado do primeiro dia de aplicação. A medida é necessária para que o vírus não se espalhe e mais pessoas sejam contaminadas. Nesses casos, os candidatos poderão fazer a prova na data da reaplicação, nos dias 23 e 24 de fevereiro. Para isso, poderão fazer o pedido pela Página do Participante até as 12h de hoje (23) ou a partir de segunda-feira (25). Na reta final para a prova, professores entrevistados pela Agência Brasil, recomendam, entre outras coisas, que os estudantes descansem, que durmam e se alimentem bem. Na hora da prova, uma dica é conhecer as regras de correção da prova, que utiliza a chamada teoria de resposta ao item (TRI). As questões mais fáceis devem ser respondidas antes. Esta edição do Enem traz algumas novidades relacionadas à acessibilidade. Leitor de tela, redação em braile e correção especial das provas de participantes autistas e surdocegos são algumas delas. As medidas somam-se a outras que vêm sendo adotadas pelo exame ao longo do anos, como videoprova em Língua brasileira de Sinais (Libras) e provas com textos e imagens ampliados. Enem 2020 O Enem 2020 terá uma versão impressa, que começou a ser aplicada no último domingo (17) e segue amanhã, e uma digital, realizada de forma piloto para 96 mil candidatos, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. No primeiro dia de aplicação, o exame teve uma abstenção recorde de 51,5%. Do total de 5.523.029 inscritos para a versão impressa do Enem, 2.842.332 faltaram às provas. O exame foi suspenso no estado do Amazonas, onde 160.548 estudantes estão inscritos para as provas; em Rolim de Moura (RO), onde há 2.863 inscritos; e, em Espigão D'Oeste (RO), com 969, devido aos impactos da pandemia nessas localidades. Esses estudantes poderão fazer as provas também na reaplicação, nos dias 23 e 24 de fevereiro. Segundo o Ministério da Educação, foram cerca de 20 ações judiciais em todo o país contrárias à realização do exame. Por Revista Imagem | Texto: Mariana Tokarnia
- Nova cepa do coronavírus pode estar em RO que bate recorde de novos casos
Foram 1.422 pessoas identificadas com a doença e 16 mortes, 8 delas em Porto Velho. Revista Imagem - Vilhena-RO | 23/01/2021 - 09:45 Rondônia bateu o recorde de casos registrados de Covid-19 em 24 horas, nesta sexta-feira (22). Foram 1.422 pessoas identificadas com a doença e 16 mortes, 8 delas em Porto Velho. São 558 pacientes internados com Covid-19 e uma taxa de ocupação total de 95,2% na rede pública de leitos de UTI. O secretário de estado da saúde, Fernando Máximo, informou que 30 leitos de UTI estão prontos no Centro de Reabilitação de Rondônia (Cero), na zona Leste de Porto Velho. “Mas apenas 12 estão funcionando por falta de profissionais médicos. Nesta semana, 8 leitos foram colocados para funcionar e hoje está fechando com 20 pacientes internados. Ainda faltam 10 leitos de UTI que estão prontos para serem ocupados”, disse. “Além do Cero, temos 11 leitos de UTI prontos e que não estão funcionando por falta de profissionais médicos, no hospital de campanha”. Fernando Máximo detalhou ainda que o Estado está aumentando a capacidade de oxigênio do hospital de campanha Regina Pacis. “Esse hospital tem operado acima da sua capacidade, por causa da pandemia e agora o Governo está instalando um tanque de oxigênio no local, com 22 mil m³ de oxigênio, para conseguir aumentar esses 11 leitos que temos disponíveis e quando nós tivermos profissionais médicos para colocar para funcionar, além de ter uma reserva técnica para que não falte oxigênio”. Com relação ao grande número de contaminações, o secretário diz que os técnicos estão observando um comportamento de aceleração do vírus. “Provavelmente temos uma cepa nova no Estado, talvez a mesma cepa do Amazonas, pois temos uma proximidade geográfica grande. Estamos atendendo pacientes de Humaitá, Apuí, de Lábrea há bastante tempo nas UTIs. Estamos recebendo mais recentemente pacientes vindo de Manaus com Covid-19 que também estão sendo internados nos leitos clínicos e de UTI. Provavelmente temos essa cepa, que contamina mais pessoas de uma forma mais fácil e tem um quadro clinico um pouco diferente daquilo que estava sendo o habitual de atender pelos médicos nas unidades”, afirmou. Por Revista Imagem | Fonte: Rondoniagora
- Novo recorde diário: Vilhena tem 162 novos casos de covid-19 na sexta
Mais 2 pessoas morreram vítimas da doença, aumentando para 31 o número de óbitos apenas nesse mês. Revista Imagem - Vilhena-RO | 23/01/2021 - 08:33 Vilhena registrou um novo recorde diário de casos de covid-19. Nesta sexta-feira (22) o município contabilizou 162 novos casos confirmados e chegou a 1.177 casos ativos, de pessoas que ainda podem transmitir o vírus. No total, o município contabiliza 6.608 casos, desde o início da pandemia há 292 dias. Somente em janeiro são 1.736 casos, o que corresponde com 26,2% dos casos registrados em todo o período de pandemia no município: foram 1.574 casos de covid-19 nesses 21 dias. Nesta sexta-feira também foram registrados mais 2 mortes de pacientes de Colorado do Oeste que estavam em tratamento contra a covid-19 em Vilhena. Os óbitos foram de 1 homem de 71 anos e 1 mulher de 66 anos. As mortes de ontem elevaram para 119 o número de óbitos provocados pela doença no município (são 101 óbitos de vilhenenses e 18 de moradores de outras cidades). Dos casos registrados em Vilhena, 5.431 são considerados recuperados da doença até agora. A taxa de letalidade da pandemia em Vilhena é de 1,52%, A do estado é de 1,80% e a do país é de 2,48%. Até a noite de ontem, 37 pacientes estavam internados com covid-19 em isolamento na Central de Atendimento à Covid-19 e Hospital Regional de Vilhena, sendo 33 de Vilhena. Destes, 17 estão na UTI, sendo 10 intubados, incluindo uma adolescente de 17 anos. A taxa de ocupação de leitos para covid-19 é de 88% (sendo 100% na UTI e 80% nas Enfermarias). Brasil e Mundo Já em Rondônia foram contabilizadas 16 mortes e 1.422 novos casos de covid-19 nesta quarta-feira. No total o estado tem 2.085 óbitos e 115.200 casos confirmados. No Brasil o número de casos confirmados já ultrapassou 8,755 milhões, com 215,2 mil mortes. No mundo são 98,7 milhões de casos confirmados e 2,114 milhões de mortes. Atendimento Pessoas que tenham sintomas ou se considerem suspeitas de ter covid-19 devem procurar o Ambulatório Covid-19, anexo ao CEV (Centro de Especialidades Vilhenense), na avenida Nadir Ereno Graebin, que funciona todos os dias, inclusive fins de semana e feriados, das 7h às 19h. Por Revista Imagem | Texto: José Antonio Sant'Ana
- Conab aponta previsão de queda na produção de café em 2021
Estimativa é que a produção fique entre 2,3 e 2,4 milhões de sacas, volume de 6% a 2% menor que o resultado obtido em 2020. Revista Imagem - Vilhena-RO | 22/01/2021 - 17:01 O primeiro levantamento de Café 2021 aponta para uma queda na safra do produto. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa é que a produção fique entre 2,3 e 2,4 milhões de sacas de 60 quilos, o que representa um volume inferior de 6% a 2% quando comparado com o resultado obtido em 2020. A expectativa de uma menor produção é em função da queda na produtividade para a safra 2021, situada entre 36,15 a 37,69 sacas por hectare, 6% a 2%, inferior à obtida na safra passada. Em algumas áreas produtoras, as chuvas escassas, aliadas a altas temperaturas, sol intenso e a umidade baixa, prejudicaram a formação das lavouras justamente na fase de florescimento, provocando, em parte, o abortamento da florada, formação e queda dos chumbinhos e redução do número de grãos por roseta, o que permite observar que os ramos estão com as cargas mais baixas. Outro fator que contribuiu para a baixa na produção foi o fato de que em muitas propriedades de área irrigada os reservatórios de água não foram suficientes para suprir as necessidades de água para a planta. Mesmo com a chegada do período chuvoso, os produtores enfrentaram condições climáticas adversas. Em determinadas localidades as chuvas foram dispersas e com intervalos longos, o que também prejudicou a expansão dos frutos. Já a área total de café praticamente se mantém estável em relação a 2020, ou seja, 63.569 hectares em produção e 5.630 hectares em formação, sendo a área total de 69.199 hectares. Outras informações sobre a safra de café neste ano podem ser encontradas no 1º levantamento já disponível no portal da Companhia. Por Revista Imagem | Fonte: Conab
- Governo de RO instala tanque de oxigênio reserva no Hospital de Campanha
O tanque de aproximadamente 21.000 m³ vai garantir a ampliação de leitos na unidade instalada em Porto Velho. Revista Imagem - Vilhena-RO | 22/01/2021 - 15:52 O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), determinou, nesta sexta-feira (22), que a empresa fornecedora de oxigênio instalasse um tanque com aproximadamente 21.000 m³ para reforçar e garantir a ampliação de leitos no Hospital de Campanha (antigo Regina Pacis), unidade que já conta com uma usina de oxigênio, mas devido ao aumento da demanda, acima da capacidade inicial de leitos no Estado, houve a necessidade de cilindros extras. O governo estadual havia montado mais 11 leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Campanha, que já está equipado, mas o secretário da Sesau, Fernando Máximo, enfatiza que a maior necessidade nesse momento são os profissionais médicos. “Em todo o país estão faltando médicos, e essa também tem sido uma de nossas lutas. Esse mega tanque reforça o nosso atendimento, mas reforçamos que ainda faltam médicos”, enfatizou o gestor. Máximo afirmou ainda que o Hospital de Campanha tem estrutura e equipamentos para realizar os atendimentos e que o Estado tem realizado chamamentos para contratação de profissionais da Saúde. “O nosso governador ordenou a instalação de mais um tanque, mas sem médicos o atendimento se torna impossível”, frisou. Segundo o secretário de Estado da Saúde, Rondônia não apresenta índices de uma possível crise de oxigênio, como está ocorrendo em outras regiões do país. O abastecimento é feito de forma semanal pela empresa fornecedora. Com a instalação do tanque, a unidade amplia o atendimento com a oferta de mais 11 leitos na UTI. “Estamos nos prevenindo para que Rondônia continue sendo um dos estados mais preparados no combate ao coronavírus. E com fé em Deus, vamos conseguir atender mais essa demanda de profissionais médicos”, finalizou o secretário. Por Revista Imagem | Texto: Anayr Celina
- Rondônia é o 3º maior produtor de grãos do Norte e 14º maior do país
A previsão para esse ano é produzir 2.408,4 mil toneladas de algodão, amendoim, arroz, feijão, milho e soja. Revista Imagem - Vilhena-RO | 22/01/2021 - 15:49 O Estado de Rondônia é o 14º maior produtor de grão do Brasil e o 3º maior da região Norte do Brasil, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de dezembro de 2020. A previsão para esse ano é produzir 2.408,4 mil toneladas de algodão, amendoim, arroz, feijão, milho e soja. Os dados da Conab demostram que comparado à safra 2019/2020, que foi de 2.405,3 mil toneladas, o Estado de Rondônia obteve um crescimento de 0,1% na produção. O economista e assessor da Secretaria de Estado de Agriculta (Seagri), Alex Rilie Moreira Rodrigues esclarece que “As condições climáticas, que apresentaram certa instabilidade no início do plantio no verão, em praticamente todas as regiões produtoras agora seguem um ritmo de normatização, e a perspectiva é que os níveis de produtividade apresentem bom desempenho nesta temporada”. Produção Segundo o Valor Bruto da Produção (VBP) de Rondônia, no mês de dezembro de 2020, chegava ao valor de mais de 15,2 bilhões de reais obtendo um crescimento de 1,52% quando comparado ao mês anterior. A lavoura corresponde a mais de 4,9 bilhões de reais ( valor de preço de produção) e a pecuária mais de 10,2 bilhões de reais no estado de Rondônia. A lavoura obteve crescimento de 0,93% e a Pecuária 1,82% quando comparado ao mês anterior. O economista explica ainda que a soja é o maior produtor de grãos. Se comparado à lavoura, produz um total de 1.348.784 toneladas e o valor bruto da produção chega a mais de R$ 2,3 bilhões de reais. “A soja é o ponto destaque produzido hoje. Conforme a safra 2020/2021, houve uma produção de 1.295 mil toneladas e um crescimento de 5% na produção quando comparada a safra 2019/2020”. Depois da soja, outro grão de referência e crescimento de produção em Rondônia é o milho com um total produtivo de 948 mil toneladas. Em terceiro lugar se encontra o arroz, com 137 mil toneladas, e em seguida o algodão em caroço com 36 mil toneladas, o algodão em pluma com 14 mil toneladas e o feijão com 3,8 mil toneladas. Por Revista Imagem | Texto: Elaine Barbosa
- Ultrassom de pulmão ajuda a predizer evolução de pacientes com covid-19
Os dados da pesquisa, apoiada pela Fapesp, foram divulgados em artigo publicado no periódico “Annals of Intensive Care”. Revista Imagem - Vilhena-RO | 22/01/2021 - 15:40 Considerado um método simples para diagnosticar doenças pulmonares, a ultrassonografia de pulmão também pode ajudar a prever a evolução clínica de pacientes com covid-19 em estado grave, aponta estudo conduzido na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP). Sob a coordenação do médico Heraldo Possolo de Souza, pesquisadores aplicaram um protocolo de exame baseado na análise de 12 regiões do pulmão em 180 pacientes com covid-19 internados no Hospital das Clínicas (HC) da FM-USP. O grupo constatou que, quanto maior é o escore obtido na avaliação, mais elevado é o risco de internação em UTI, entubação e morte. Os dados da pesquisa, apoiada pela Fapesp, foram divulgados em artigo publicado no periódico “Annals of Intensive Care”. “Vimos que a ultrassonografia pulmonar é um bom preditor da necessidade de internação em UTI, entubação endotraqueal e de morte de pacientes com covid-19 admitidos no serviço de emergência. Pode ser um método simples e barato para fazer prognóstico de infectados pelo vírus”, diz Souza à Agência Fapesp. Ferramentas de avaliação No início da pandemia no Brasil, Souza e outros médicos do pronto-socorro de clínica médica do HC, assim como de outros hospitais no país e no mundo, tiveram que lidar com a sobrecarga de pacientes e recursos escassos para atendê-los. Para lidarem com esse desafio, que agora se repete devido ao aumento de casos da doença, os profissionais de saúde constataram que é essencial o uso de ferramentas para avaliar a gravidade de pacientes com covid-19, de modo a fazer a alocação correta de recursos, como leitos de UTI e respiradores, e estabelecer prioridades de atendimento. Uma vez que exames de imagem são fundamentais para o diagnóstico de problemas pulmonares apresentados por pacientes com covid-19 em estado grave, os pesquisadores da FM-USP levantaram a hipótese de que poderiam ser úteis também para avaliar o prognóstico dos infectados pelo SARS-CoV-2. Escolheram a ultrassonografia pulmonar para testar a hipótese por ser um exame amplamente feito nos serviços de emergência. É rápido, fácil de ser realizado – o equipamento é portátil – e tem baixo custo. “A ultrassonografia pulmonar é um exame que chamamos de point of care. Ou seja, é realizado à beira do leito do paciente, e exige treinamento muito menor dos médicos do serviço de emergência para interpretar os resultados do que a tomografia, por exemplo”, compara Julio Cesar Garcia de Alencar, médico do pronto-socorro de clínica médica do HC e primeiro autor do estudo. Metodologia O estudo foi feito com pacientes diagnosticados por testes de RT-PCR e admitidos no pronto-socorro de clínica médica do HC no início da pandemia no país, entre março e maio de 2020. Os pesquisadores realizaram ultrassonografias pulmonares e calcularam a pontuação dos voluntários no dia em que foram admitidos no serviço de emergência. A idade média dos participantes era de 60 anos e mais da metade (58%) eram homens. A metodologia que permite calcular a pontuação obtida na ultrassonografia de pulmão é chamada de protocolo LUS. Ela envolve o exame de 12 regiões do órgão – as áreas anteriores, laterais e posteriores dos dois lados. Cada região é pontuada de acordo com padrões de ventilação, que varia de zero a três pontos. O escore final é dado pela soma dos pontos em todas as 12 regiões e varia de 0 a 36. Os resultados das análises revelam que pacientes com pontuação entre 14 e 16 têm maior chance de necessitar de UTI. Já aqueles com classificação acima de 20 pontos têm maior risco de óbito. A pontuação média dos pacientes foi de 18,7, com um desvio padrão de 6,8 pontos. Do total de 180 pacientes analisados, 74 (56%) necessitaram de um leito de UTI, 52 (39%) foram entubados e 61 (33%) morreram. “Confirmamos a hipótese de que a pontuação da ultrassonografia pulmonar pode ajudar a prever a admissão em UTI, entubação e óbito de pacientes com covid-19 em estado grave”, afirma Alencar. Maior risco de óbito Em outro estudo realizado no âmbito do projeto e publicado na revista “PLOS ONE”, os pesquisadores também observaram que, dos 500 primeiros pacientes com covid-19 diagnosticados com pneumonia atendidos no pronto-socorro de clínica médica do HC, 333 (65,9%) tiveram alta hospitalar, 153 (30,2%) morreram e 20 (3,9%) permaneceram no hospital. Um total de 300 pacientes (59,3%) necessitaram de internação na UTI e 227 (44,9%), de ventilação mecânica. Enquanto a mortalidade geral foi de 30,2%, entre os pacientes entubados o percentual foi de 55,9%. “Conseguimos criar no serviço de emergência do HC um grupo de médicos não só para prestar assistência, mas também de pesquisadores para coletar dados que podem ser usados como marcadores para predizer a evolução de pacientes com covid-19 em estado grave”, conta Souza. Por Revista Imagem | Fonte: Agência FAPESP
- Máscaras de tecido protegem contra novas variantes do coronavírus?
Autoridades francesas desaconselharam o uso, já pesquisadores brasileiros dizem que ainda é cedo para conclusões. Revista Imagem - Vilhena-RO | 22/01/2021 - 15:38 Diante do maior potencial de transmissão de novas variantes do novo coronavírus, autoridades francesas desaconselharam, recentemente, o uso de máscaras caseiras de tecido por considerá-las menos eficientes na proteção. No entanto, especialistas consultados pelo Estadão defendem que são necessários mais estudos para investigar a eficácia desse tipo de proteção contra as cepas recém-descobertas do Sars-CoV-2. Eles concordam que, por enquanto, o recomendado é que as pessoas mantenham os mesmos cuidados: usar máscara facial, evitar aglomerações, manter distanciamento social e higienizar corretamente as mãos. Segundo Raquel Stucchi, infectologista, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a nova variante altera a 'superfície externa do vírus'. "Apesar da transmissão mais fácil pela nova variante, o vírus continua do mesmo tamanho e possivelmente a transmissão ainda se faz por meio de gotículas. As máscaras caseiras em duplo tecido e tecido de trama fechada são eficazes no bloqueio da transmissão", afirma. A divulgação de informações sobre novas variantes ainda é muito recente. "Precisamos aguardar estudos que mostrem que a máscara (de tecido) continua sendo efetiva ou não. Mas ainda é muito cedo para fazer uma análise neste momento", acrescenta Raquel. Para ela, os cuidados de proteção adotados inicialmente devem ser mantidos. "Até que tenhamos grande parte da população vacinada, cerca de 90%, devemos manter as mesmas medidas de bloqueio de transmissão do vírus: máscara facial, ter mais de uma máscara para trocar em períodos longos fora de casa, evitar aglomerações, manter distanciamento social e higienizar com frequência as mãos, lavando com água e sabão por 20 segundos, no mínimo, ou usando álcool em gel", aconselhou a infectologista. "Independentemente da variante, o vírus se espalha com mais facilidade entre as pessoas aglomeradas e sem máscaras. Se utilizadas corretamente e, respeitando todas as outras medidas, as máscaras caseiras de boa qualidade, bem ajustadas, de dupla ou tripla face, têm a mesma eficácia que as máscaras cirúrgicas na proteção", afirma Unaí Tupinambás, infectologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas (UFMG). Sobre a eficácia das proteções de tecido, embora considere que as máscaras cirúrgicas e N95 conferem maior proteção, Leonardo Weissmann, médico do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, afirma que ainda não há estudos relacionando as novas variantes com o uso de máscaras. "Muito provavelmente, a orientação da França seja por causa da incerteza sobre a possibilidade da formação de aerossóis (como causa da maior transmissibilidade)", diz ele, consultor da SBI. Lauro Ferreira Pinto Neto, professor da Santa Casa de Vitória, concorda que não há estudos que comprovem que a máscara de pano não funciona contra novas variantes. "Não conheço nenhum trabalho que possa confirmar isso. Claro que as máscaras cirúrgicas e N95 são melhores, mas não há produção em escala para atender toda a população. O que sabemos é que a máscara, mesmo de pano, usada adequadamente, tem papel fundamental na proteção ao novo coronavírus", reforça o infectologista da SBI. Para ele, diante do surgimento de novas variantes, mais importante que discutir a eficácia da máscara de tecido, é abordar o uso correto das máscaras. "A questão é que os ocidentais são muito indisciplinados com o uso correto. As pessoas usam máscara no queixo ou com nariz de fora", complementa ao lembrar que é importante que a máscara seja trocada após quatro horas de uso ou se estiver úmida. Por Revista Imagem | Fonte: Estadão
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