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- Vilhenense deixa hospital de Cuiabá após 30 dias de internação
O comerciante Claudinei Corozzola recebeu alta hospitalar e vai terminar em casa, o tratamento contra as sequelas deixadas pela covid-19. Revista Imagem - Vilhena-RO | 29/01/2021 - 12:03 Matéria corrigida em 29/01/2021 às 13:07 O comerciante Claudinei Corozzola recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (29) e vai terminar em casa, o tratamento contra as sequelas deixadas pela covid-19. Internado no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá/MT, no dia 30 de dezembro, Claudinei foi transferido para o Hospital Femina no dia 8 de janeiro, também em Cuiabá, onde permaneceu até então. Ele ficou intubado até o dia 20 de janeiro e deixou a UTI na terça-feira (26), permanecendo em observação na enfermaria do hospital. "O Claudinei, agora vai receber o tratamento de fisioterapia em casa. Vamos ficar uns dias aqui em Cuiabá recebendo esse tratamento e depois retornamos pra Vilhena", comemorou a esposa Eliz Kameya. "Muito obrigado à todos pela força, amizade e orações", concluiu. Por Revista Imagem | Texto: José Antonio Sant'Ana
- Pesquisadores descobrem infectados com duas cepas diferentes de coronavírus
A pesquisa postada no site médico medRxiv afirma que o estudo seria o primeiro no mundo a confirmar a coinfecção. Revista Imagem - Vilhena-RO | 29/01/2021 - 08:28 Pesquisadores do sul do Brasil disseram ter descoberto pacientes infectados com duas cepas diferentes do novo coronavírus simultaneamente, refletindo a preocupação com o crescente número de variantes no país. A pesquisa postada no site médico medRxiv afirma que o estudo seria o primeiro no mundo a confirmar a coinfecção com duas cepas do coronavírus. O estudo ainda não foi publicado em uma revista científica e não foi revisado por pares. Os pacientes, ambos na casa dos 30 anos, foram infectados no final de novembro com a variante P.2 do coronavírus identificada no Rio, também conhecida como linhagem B.1.1.28, e simultaneamente testaram positivo para uma segunda variante do vírus. Seus sintomas foram supostamente leves, com tosse seca em um caso e tosse, dor de garganta e dor de cabeça no segundo. Eles não precisaram de hospitalização. Os casos ressaltam quantas variantes já podem estar circulando no Brasil e levantam preocupações entre os cientistas de que a coexistência de duas cepas no mesmo corpo possa acelerar mutações de novas variantes do coronavírus. Novas variantes trazem o risco de maior transmissibilidade e possível resistência às vacinas em desenvolvimento. Mutações encontradas em variantes do coronavírus na Grã-Bretanha e em uma mais recente no estado brasileiro do Amazonas parecem ter tornado o vírus mais contagioso. Os casos apontam para uma carga viral significativa circulando no Brasil porque a coinfecção só pode ocorrer quando diferentes vírus estão sendo transmitidos em grande quantidade, disse Spilki. Por Revista Imagem | Fonte: IstoÉ
- OAB pede investigação do vazamento de dados de 220 milhões de pessoas
Informações foram disponibilizadas para venda na internet. Revista Imagem - Vilhena-RO | 29/01/2021 - 08:17 A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) investigue o vazamento de dados de mais de 220 milhões de brasileiros. As informações foram disponibilizadas para venda na internet, e o episódio foi noticiado em veículos de comunicação. No ofício enviado à ANPD, a Ordem dos Advogados manifesta preocupação com o vazamento, que compreende uma base de CPFs em número superior ao da população brasileira. São 37 bases de dados que abarcam nome, endereço, foto, score de crédito, renda, situação na Receita Federal e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Parte dos dados, como nome e CPF, foi publicada na internet gratuitamente. Já o conjunto completo dos registros está sendo vendido em fóruns da rede. “O ocorrido submete praticamente toda a população brasileira a um cenário de grave risco pessoal e irreparável violação à privacidade e precisa ser investigado a fundo pelas autoridades competentes, em particular por essa agência”, destaca o ofício da OAB. A Ordem dos Advogados ressalta que não houve notícia sobre medidas adotadas pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados sobre o incidente. O ofício lembra que a Lei Geral de Proteção de Dados (No 13.709 de 2018) atribui à ANPD a responsabilidade de fiscalizar agente de tratamento, inclusive por meio de auditorias, e pede que o órgão tome providências. Segundo a presidente da Comissão de Proteção de Dados da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Rio de Janeiro, Estela Aranha, este pode ser o maior vazamento de dados da história do país, não somente em número de pessoas mas também na diversidade de informações. Estela diz que a primeira tarefa é investigar como o vazamento ocorreu e quem está por trás dele para responsabilizar o controlador do banco de dados. Ela acrescenta que, emergencialmente, é preciso ter também um plano de contingência, com as medidas que precisam ser tomadas para reduzir os riscos para as pessoas cujas informações foram vazadas ou colocadas à venda. “A primeira é informar amplamente os titulares dos dados sobre os riscos envolvidos e quais medidas podem ser tomadas para mitigar possíveis danos. Outra é que deve recair sobre o controlador dos dados a responsabilidade por tais medidas”, explica a advogada. Segundo Estela, nos Estados Unidos, houve um episódio de grande vazamento da empresa Equifax que terminou com um acordo para a criação de um fundo de US$ 420 milhões direcionados ao ressarcimento das perdas das vítimas. Como a Autoridade Nacional de Proteção de Dados foi efetivamente instituída há alguns meses, Estela Aranha defende a busca de parceria desta com outras instituições, como a Polícia Federal e a Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça. Origem Não há comprovação de onde os dados teriam saído. Para o diretor da Associação Data Privacy Brasil, Rafael Zanatta, ou o responsável reuniu todas essas informações, ou elas foram obtidas de alguma base. Há uma suspeita de que tais informações poderiam ter vindo da Serasa Experian, que trabalha com análise de crédito. A hipótese foi motivada pelo fato de terem sido encontradas semelhanças entre os dados vazados e os usados pela empresa. A Serasa negou que os dados tenham vazado de sua base. Para Zanatta, a prioridade agora é investigar a origem para avaliar as formas de responsabilização de quem está por trás do vazamento, partindo dos indícios já existentes. Ele entende que seria necessário “delimitar, por meio de auditoria da ANPD, os servidores da Serasa e as bases [vazadas] para responder qual o grau de similitude”. Zanatta explica que, no caso das pessoas que tiveram dados vazados ou comercializados, ainda não há nada que possa ser feito enquanto não forem encontrados os responsáveis, mas argumenta que é para além da ANPD e que outros entes públicos, como o Congresso Nacional, podem debater medidas para mitigar os efeitos do vazamento e evitar novos incidentes como este. ANPD Em nota à Agência Brasil, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados respondeu que, desde que tomou conhecimento do incidente, “destacou todo seu quadro técnico para analisar, com base na LGPD, os aspectos que cercam o ocorrido”. A autoridade diz que já recebeu informações do Serasa e oficiou a Polícia Federal, a empresa Psafe, que encontrou o vazamento, o Comitê Gestor da Internet no Brasil e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Senacon A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) instaurou procedimento para averiguação do caso. A Serasa Experian foi notificada para informar se os dados saíram de sua base ,ou de operadoras que tratam informações a seu mando, e por quanto tempo os dados ficaram expostos. No inquérito, a Senacon quer saber também quem teve acesso aos dados vazados, quais informações foram acessadas e que medidas foram adotadas para melhorar a segurança e proteção da informação destes indivíduos. A Senacom deu 15 dias para que a Serasa respondesse aos questionamentos. Por Revista Imagem | Texto: Jonas Valente
- Maioria dos pacientes de Rondônia recusa transferência para outros estados
Informação é da Secretaria Estadual de Saúde; Transferência vem sendo solução para falta de leitos no estado. Revista Imagem - Vilhena-RO | 29/01/2021 - 08:15 Às voltas com as consequências do aumento do número de casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus e da falta de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a secretaria estadual de Saúde de Rondônia enfrenta outro problema: a recusa dos pacientes em serem transferidos para hospitais de outros estados. Com todos os leitos de UTIs destinados ao atendimento de pacientes com a covid-19 ocupados e mais de 70% das vagas em unidades clínicas ocupadas, o estado buscou a ajuda do Ministério da Saúde e de outras unidades da federação. Entre a última segunda-feira (25) e o início da madrugada de ontem (27), 26 pessoas foram removidas para outras localidades: 13 para Curitiba (PR); nove para Porto Alegre (RS) e quatro para Cuiabá (MT). O Mato Grosso do Sul também disponibilizou vagas, que seguem à disposição. Alegando que a demanda por leitos “muda a todo instante”, a secretaria de Saúde de Rondônia evita informar quantas pessoas precisariam ser removidas, mas admite que “o estado está encontrando dificuldades para realizar as transferências porque os pacientes e seus familiares não querem sair do estado”. Já na segunda-feira (25), quando os 13 primeiros pacientes foram levados para Curitiba, a mais de 3,1 mil quilômetros de distância de Porto Velho, o próprio secretário de Saúde, Fernando Máximo, explicou que as transferências são voluntárias e que, quando consultados, “a maioria dos pacientes não quis ir” para outras regiões do país. Os pacientes estáveis que apresentam sintomas moderados da doença estão sendo transportados em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) equipados com aparelhos e instrumentos hospitalares. Nestes casos, uma equipe formada por dois médicos, um enfermeiro e técnicos de enfermagem acompanham o grupo. Já os casos mais graves são levados a bordo de aviões do Corpo de Bombeiros dotados de equipamentos para uma UTI aérea. Convênios Para tentar evitar as transferências, o governo estadual diz que vem procurando ampliar o número de leitos. Ontem, anunciou a assinatura de um convênio com o Hospital de Amor Amazônia, que colocará à disposição 12 leitos dotados de toda a estrutura necessária, além das equipes de profissionais de saúde aptos a tratar de pacientes com covid-19. Só neste convênio o governo estadual investirá R$ 3 milhões. Há ainda um Chamamento Público em aberto para credenciar leitos clínicos e de UTIs de outros hospitais particulares. No Termo de Referência que disponibilizou na internet, a secretaria estadual de Saúde justifica a contratação temporária de 64 leitos de enfermaria clínica para atendimento a pacientes adultos e de mais 40 leitos de UTI também para adultos apontando a “curva ascendente dos casos confirmados e óbitos registrados, bem como o grande aumento das internações em leitos clínicos e leitos de terapia intensiva”. A pasta ainda afirma que diante do tempo médio de permanência dos pacientes internados nas clínicas (7,8 dias) e em UTIs (8,1 dias), é necessária “a adoção urgente de medidas estratégicas para atender à população”. “Considerando que o quantitativo médio estimado de leitos necessários especificamente na rede estadual é de 174 leitos UTI e 317 leitos clínicos para atendimento à demanda, e considerando a capacidade instalada existente, evidencia-se uma necessidade de aquisição estimada em 40 leitos de UTI e 64 leitos clínicos, já contemplando a capacidade de ampliação da rede própria e reservas técnicas necessárias”, conclui a secretaria. Recursos humanos O governo estadual também tenta atrair profissionais de saúde, principalmente médicos, para ampliar a estrutura hospitalar. De acordo com a pasta, 63 editais de convocação de profissionais já foram lançados. “Estamos aguardando médicos para abrir esses leitos. O Ministério da Saúde já sinalizou a possibilidade de chegar médicos de outros estados que se disponibilizaram, e estamos ansiosos por isso, pois não haverá mais, possivelmente, a necessidade de transferir pacientes para fora do Estado’’, afirmou, em nota, o secretário de Saúde, Fernando Máximo, esta semana. O ministério, no entanto, informou que a contratação dos 66 médicos (42 intensivistas e 24 clínicos gerais) disponibilizados é de responsabilidade do estado. Esta semana, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) instaurou inquérito para apurar a suspeita de que, no início do mês, o governo estadual adulterou relatórios diários com a inclusão de leitos hospitalares que ainda não estavam disponíveis, justamente devido à falta de profissionais. Segundo o MP, o objetivo era evitar que o Estado regredisse de fase no Plano de Enfrentamento à Pandemia, obrigando a adoção de medidas restritivas mais rigorosas, como o fechamento de negócios. O estado nega que isto tenha ocorrido, atribuindo ao MP uma “falha de interpretação das regras técnico-científicas” usadas na elaboração dos relatórios. Por Revista Imagem | Texto: Alex Rodrigues
- Ministério da Saúde divulga públicos prioritários para vacinação
Ao todo, são 27 categorias prioritárias, que incluem, por exemplo pessoas acima de 60 anos e trabalhadores da saúde. Revista Imagem - Vilhena-RO | 29/01/2021 - 08:07 O governo federal divulgou nesta quinta-feira (28) o plano que estabelece a ordem de vacinação contra a covid-19 para os grupos prioritários. A seleção das populações com prioridade foi elaborada pelo Ministério da Saúde e, de acordo com a pasta, foi baseada em princípios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e feita em acordo com entidades como o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Ao todo, são 27 categorias prioritárias, que incluem, por exemplo pessoas acima de 60 anos, trabalhadores da saúde, indígenas, pessoas em situação de rua, entre outras (veja lista completa a seguir). Trabalhadores do transporte coletivo, da educação básica e superior, forças de segurança também estão na lista. "O Ministério da Saúde recomenda que os gestores de saúde sigam essa ordem estipulada pelo Plano de Vacinação, de acordo com as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Com a lógica tripartite do Sistema Único de Saúde (SUS), estados e municípios têm autonomia para montar seu próprio esquema de vacinação e dar vazão à fila de acordo com as características de sua população, demandas específicas de cada região e doses disponibilizadas", ressaltou a pasta, em nota. Ao todo, a lista de grupos prioritários soma uma população de 77,2 milhões de pessoas, pouco mais de um terço dos 210 milhões de habitantes do país. Confira a lista dos públicos prioritários: Pessoas com 60 anos ou mais e que estejam institucionalizadas; Pessoas com deficiência institucionalizadas; Povos indígenas vivendo em terras indígenas; Trabalhadores de saúde; Pessoas de 80 anos ou mais; Pessoas de 75 a 79 anos; Povos e comunidades tradicionais ribeirinhas; Povos e comunidades tradicionais quilombolas; Pessoas de 70 a 74 anos; Pessoas de 65 a 69 anos; Pessoas de 60 a 64 anos; Pessoas que possuam comorbidades; Pessoas com deficiência permanente grave; Pessoas em situação de rua; População privada de liberdade; Funcionários do sistema de privação de liberdade; Trabalhadores da educação do Ensino Básico (creche, pré-escolas, ensino fundamental, ensino médio, profissionalizantes e EJA); Trabalhadores da educação do Ensino Superior; Forças de segurança e salvamento; Forças Armadas; Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros; Trabalhadores de transporte metroviário e ferroviário; Trabalhadores de transporte aéreo; Trabalhadores de transporte aquaviário; Caminhoneiros; Trabalhadores portuários; Trabalhadores industriais. O Ministério da Saúde informa que mais de 7 milhões de doses de vacinas já foram enviadas aos estados desde o início da imunização contra a covid-19 no país, que começou no dia 18 de janeiro. Vacinas O governo firmou três acordos de encomenda tecnológica, que garantem cerca de 354 milhões de doses ao Brasil ao longo de 2021. São 102,4 milhões de doses previstas da vacina da Fiocruz/AstraZeneca até julho e em torno de 110 milhões no segundo semestre, que serão fabricadas em território nacional. Da vacina CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório Sinovac, estão encomendadas 46 milhões de doses no primeiro semestre deste ano e outras 54 milhões de doses no segundo. Já pelo consórcio internacional Covax Facility, articulado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o governo brasileiro espera receber 42,5 milhões de doses, ainda sem cronograma de entrega anunciado. Por Revista Imagem | Texto: Pedro Rafael Vilela
- Rondônia tem crescimento de 5,2% nas exportações agropecuária em 2020
A carne bovina e a soja são as principais commodities exportadas pelo estado. Revista Imagem - Vilhena-RO | 29/01/2021 - 07:59 Mesmo diante de um cenário econômico instável marcado pela pandemia do coronavírus, Rondônia continuou em destaque e registrou um crescimento de 5,2%, com um valor de mais de R$ 7 bilhões em 2020 com a exportação agropecuária se comparado com o ano anterior. Um resultado, que embora pareça pequeno, superou a expectativa e garantiu que o Estado não fechasse o ano no negativo, como ocorreu em outras unidades federativas. Isso tudo, graças ao setor do agronegócio que proporcionou uma segurança na economia rondoniense. O destaque também teve uma forte influência dos programas do Governo do Estado, tais como programas de incentivos tributários, Conselho de Desenvolvimento do Estado de Rondônia (Conder) e Invest Rondônia. Todos desenvolvidos pela Superintendência Estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura (Sedi) em parceria com Secretarias do Estado e entidades. Para a coordenadora do Invest Rondônia, Glenda Hara, em meio às adversidades, Rondônia continua sendo um Estado muito próspero em razão da forte presença da agropecuária. “Embora seja um percentual um pouco pequeno, fechar com o ano de 2020 crescendo já é um bom resultado. É claro que a gente estimava percentuais maiores, mas ainda assim há muito o que se comemorar, tendo visto que outros estados não conseguiram atingir esse objetivo”, pontua. No ano de 2019, o top cinco de exportações foi carne bovina, soja, estanho, ouro e milho. Já em 2020, a carne bovina, soja e milho se mantiveram, mas abriram espaço para o algodão e a madeira. Ou seja, de um ano para outro, o estanho e o ouro sumiram do top cinco, dando lugar ao agro com o algodão e a madeira. Referente ao desempenho da exportação, percebe-se como a agroindústria alimentícia foi forte durante esse período de pandemia, sendo o segmento que menos sofreu com a instabilidade do ano. “Um comportamento observado na sociedade foi o aumento do consumo de produtos alimentícios, podendo perceber nas adaptações na forma de negociar, com o aumento de entregas, e a forma que foi estabelecida a relação comprador-empresário”, acrescenta Glenda. Inclusive, segundo ela, o índice de desemprego em Rondônia não foi tão forte, mantendo-se em linha tênue, sem muitas oscilações nos gráficos, resultado também do setor de agronegócio. Sobretudo, houve uma demanda grande pela procura de investimentos no Estado devido a existência de muitas opções de lotes e pela incidência de solo fértil. “A carne bovina e a soja são os principais produtos exportados de Rondônia e isso facilitou para sermos atrativos o suficiente e receber mais investimentos”, comenta. Entre as cidades que mais exportaram em 2020, com o mesmo ranking em 2019, foram Vilhena, em 1º lugar, Rolim de Moura em 2º e em 3º Porto Velho. A liderança de Vilhena tem interferência pela proximidade de outro Estado que de alguma forma possa ter beneficiado as exportações. A carne bovina e a soja são as principais commodities exportadas de Rondônia. Os principais importadores de carne bovina em 2019 foram o Egito, Hong Kong e Chile. Já os importadores de soja foram a Holanda seguido da Espanha. Já no ano de 2020, os principais destinos de carne bovina foram a China, Hong Kong, Egito e o Chile, sendo que o principal importador de soja foi a Holanda. Programas de incentivo da Sedi A Sedi tem atuado em diversas frentes em busca de investimentos para o Estado, apresentando atrativos, como o programa de incentivo tributário, feito em parceria com a Secretaria de Estado de Finanças (Sefin). Como também o Conselho Estadual de Desenvolvimento Regional (Conder) que chega a proporcionar de 85% a 65% de descontos no Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) aos investidores que vieram instalar suas indústrias no Estado. Ainda tem o Invest Rondônia, programa ligado ao comércio exterior, que visa fortalecer o relacionamento entre os entes municipais para levantar dados de cada município apresentando opções do que pode ser explorado e oportunidades para potencializar a exportação. O programa está se consolidando no apoio, não só para quem quer exportar, mas para quem pretende investir. “É importante lembrar que essa relação de trazer esse investidor e potencializar nossos produtos no mercado exterior ou até mesmo no mercado nacional, faz com que a gente possa aumentar a renda no nosso Estado, gerar mais empregos e fazer com que a qualidade de vida dos rondonienses melhore. Por que tudo isso acaba sendo uma consequência, então nossa intenção é tornar mais atrativo para conseguir um melhor desenvolvimento econômico no Estado”, comenta a coordenadora da Invest Rondônia. Futuramente, a Sedi vai dar início ao Programa para Desenvolvimento da Exportação no Estado de Rondônia (Procomex), projeto que visa subsidiar as empresas com potencial para exportação, destacando os prós e contras. Através do diagnóstico de um estudo inicial, o investidor terá uma visão mais ampla do mercado regional. Por Revista Imagem | Texto: Emanuelle Pontes
- Não para: Vilhena tem mais 2 óbito por covid-19 e 109 novos casos da doença
Vilhena registrou mortes por covid-19 pelo 11ª dia consecutivo. Somente em janeiro foram 45 óbitos. Infectados passam de 7 mil pessoas. Revista Imagem - Vilhena-RO | 29/01/2021 - 07:51 Dois novo óbitos por covid-19 foi registrado nesta quinta-feira (28) em Vilhena. Os pacientes eram moradores de VIlhena, 1 homem de 75 anos e 1 mulher de 49 anos. Vilhena registrou mortes por covid-19 pelo 11ª dia consecutivo. Nos últimos 19 dias, só não foi registrado óbito por covid-19 no dia 17/01. Somente nos primeiros 28 dias do ano, 45 pessoas, sendo 36 vilhenenses, vieram a óbito em Vilhena por causa da covid-19, o que corresponde a 33,8% do total de mortes registradas nos 298 dias de pandemia no município. Até agora foram registrados 133 óbitos provocados pela doença na cidade (foram 112 óbitos de vilhenenses e 21 de moradores de outras cidades). E o número de novos infectados também não diminui. Ontem foram registrados mais 109 novos casos. O número total de diagnósticos no município é 7.104 infectados. O mês de janeiro já corresponde com 31,4% dos casos registrados em todo o período de pandemia no município: são 2.232 casos de covid-19 nesses 28 dias. Segundo o Boletim Epidemiológico da Prefeitura de Vilhena, o números de casos ativos (pessoas que ainda podem transmitir o vírus para outros) baixou de 814 para 786 pacientes. Outros 6.318 pacientes estão recuperados da doença até agora. O município já vacinou 937 pessoas contra o coronavírus. A lista de vacinados em Vilhena pode ser acessada e conferida aqui. Até a noite de ontem, 30 pacientes estavam internados em isolamento na Central de Atendimento à Covid-19 e Hospital Regional de Vilhena, sendo 24 de Vilhena. Destes, 15 estão na UTI, sendo 10 intubados. As taxas de ocupação de leitos para covid-19 em Vilhena são de 100% na UTI e 60% nas Enfermarias. Rondônia e Brasil Já em Rondônia foram contabilizadas 25 mortes e 970 novos casos de covid-19. No total o estado tem 2.192 óbitos e 121.975 casos confirmados. No Brasil o total de pessoas que morrem de covid-19 chegou a 221.547. O número de pessoas infectadas desde o início da pandemia subiu para 9.058.687. Somente ontem foram registradas 1.386 mortes e 61.811 novos infectados. Por Revista Imagem | Texto: José Antonio Sant'Ana
- Operação resgata cerca de 110 pessoas em situação de escravidão
A ação está sendo realizada em 23 unidades da federação e conta com membros da PF, MPT, SIT, MPF e DPU. Revista Imagem - Vilhena-RO | 28/01/2021 - 18:39 Desde o início da semana passada, cerca de 110 pessoas foram tiradas de situações análogas à escravidão pela Operação Resgate. A ação está sendo realizada em 23 unidades da federação e conta com membros da Polícia Federal, do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério Público Federal (MPF) e da Defensoria Pública da União (DPU). A maior ação foi em Goiás, onde 24 pessoas foram retiradas de uma plantação de laranja. No mesmo estado, uma pessoa foi resgatada após trabalhar 15 anos em troca de moradia. Os dados foram apresentados pela nesta quinta-feira (28), dia nacional de combate ao trabalho escravo. Entre os resgatados se destacam ainda dois adolescentes em Minas Gerais, três indígenas no Mato Grosso do Sul, cinco pessoas que eram exploradas num parque de diversões em Pernambuco, 11 resgatados em um garimpo na fronteira entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte e duas pessoas com deficiência que eram exploradas no Rio Grande do Sul. Ao todo, as verbas rescisórias a serem recebidas para indenizar esses trabalhadores somam cerca de R$ 500 mil, informou a Polícia Federal (PF). Todos terão direito também a três parcelas de seguro desemprego especial. Condições precárias De acordo com o delegado José Roberto Peres, coordenador-geral de repressão a crimes contra direitos humanos e cidadania da PF, o mais comum é que os resgatados tenham sido encontrados em condições degradantes, em alojamentos precários e sem acesso livre a água, comida e banheiros. Também é comum também que os trabalhadores sejam submetidos a regimes exaustivos de trabalho, sem tempo adequado de descanso. Outra situação comum é a servidão por dívida. Em todo o ano passado, foram resgatadas 942 pessoas resgatadas de situações análogas à de escravo em todo o Brasil, segundo dados da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho, ligada ao Ministério da Economia. O número é menor do que em 2019, quando houve 1.051 resgates e vem caindo desde 2018, quando houve 1.154 resgates. O procurador-geral do Trabalho, Alberto Bastos Balazeiro, destacou que há mais de uma década se observa uma redução no número de resgates registrados em cada operação, mas um aumento da diversidade de situações de escravidão encontradas. “Isso não quer dizer necessariamente uma redução [no trabalho escravo], mas uma pulverização”, avaliou ele, que destacou o aumento nos flagrantes de trabalho doméstico degradante. Tramitam atualmente na PF 393 inquéritos que investigam o trabalho escravo e 116 inquéritos que investigam tráfico de pessoas para exploração laboral. Por Revista Imagem | Texto: Felipe Pontes
- Padre de Corumbiara morre vítima da Covid-19 aos 47 anos
Raimundo Batista do Santos estava entubado há cerca de 15 dias. Diocese de Guajará-Mirim divulgou nota de pesar. Revista Imagem - Vilhena-RO | 28/01/2021 - 17:31 A Diocese de Guajará-Mirim confirmou nesta quinta-feira (28) a morte por covid-19 do padre Raimundo Batista do Santos. Raimundo foi a óbito em Porto Velho na noite de quarta-feira (27), onde estava internado tentando tratar a doença. O pároco tinha 47 anos e dirigia a paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Corumbiara. Ele foi transferido à capital no dia 12 de janeiro, porém seu quadro de saúde agravou. Há 15 dias ele precisou ser entubado e desde então respirava por ventilação mecânica. O sepultamento de Raimundo será realizado na sexta-feira (29) no cemitério de Cerejeiras, Cone Sul do estado. A Diocese de Guajará-Mirim divulgou a seguinte nota de pesar pela morte do pároco: Nota de pesar Com o coração partido anunciamos a Pascoa do Pe. Raimundo, hoje, dia 27 de janeiro, às 20hs15mn , com as complicações da Covid-19. Pe. Raimundo Batista dos Santos nasceu em 01/08/1973, filho do Sr. Irineu Batista dos Santos e a Sra. Dina Santos de Oliveira. É o terceiro de três irmãos, foi ordenado presbítero na Paróquia Cristo Rei, município de Seringueiras, em 24/07/2011, por Dom Geraldo Verdier, saudosa memória. Ele exerceu seu ministério de padre, como Pároco na Paróquia N. S. de Fátima, Distrito de Nova Dimensão – município de Nova Mamoré, e nos últimos anos na Paróquia N. S. do Perpetuo Socorro – município de Corumbiara. Aos seus familiares, amigos, nosso presbitério e todo povo de Deus da Diocese de Guajará-Mirim, coragem e esperança; como diz o Salmo109: “Como orvalho antes da aurora, eu te gerei!”. Agora, o salmista nos conforta dizendo: “assenta-te ao meu lado direito”. Deus nos console e N. S. do Perpetuo Socorro interceda por nós. Fraternalmente, Benedito Araújo Bispo Diocesano – Guajará Mirim Por Revista Imagem | Da Redação
- Sonegação: Homem é pego em Vilhena com mais de R$ 700 mil em joias
Mercadoria seria comercializada no eixo rodoviário Campo Grande/MS x Vilhena/RO Revista Imagem - Vilhena-RO | 28/01/2021 - 17:30 A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Vilhena, em operação com a Secretaria Estadual de Finanças de Rondônia (SEFIN/RO) na BR 364, constatou um carregamento de mercadorias confeccionadas em ouro, transportadas em um veículo de passeio, em situação característica de fraude fiscal. O condutor do automóvel disse ser representante comercial no ramo de joias e trazia os documentos que comprovavam a origem do produto, porém, ludibriou a passagem nos postos alfandegários estaduais do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia. A ocorrência foi registrada nesta quarta-feira (27). No total, 02 mostruários com colares de ouro e mais 03 caixas com divisórias contendo itens menores (brincos, pingentes e anéis), avaliados em R$ 731.676,34 (setecentos e trinta e um mil seiscentos e setenta e seis reais e trinta e quatro centavos) foram identificados e encaminhados à SEFIN/RO. O proprietário das joias responderá por crime de sonegação fiscal. Por Revista Imagem | Fonte: PRF
- Ambulatório Covid-19 realiza mais de 3,6 mil atendimentos em 17 dias
Em meio à segunda e pior onda da covid-19, atendimento da Prefeitura a sintomáticos ajuda no combate à pandemia em Vilhena. Revista Imagem - Vilhena-RO | 28/01/2021 - 15:25 Revezando em escalas no Ambulatório Covid-19, os profissionais de Saúde da Atenção Básica da Prefeitura de Vilhena têm feito um importante trabalho no atendimento de pacientes com sintomas de covid-19, suspeitos ou confirmados, todos os dias, inclusive feriados e fins de semana. Desde que o espaço abriu foi observada redução de 23% na média móvel de 7 dias da quantidade de pacientes sintomáticos atendidos no local, saindo de 240 por dia para 185 nesta quarta-feira. Na luta incessante para atender a todos que estão com suspeita ou confirmação para covid-19, o Ambulatório abriu suas portas no dia 11 de janeiro com diversos profissionais, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e agentes comunitários de saúde. Logo no primeiro dia foram 334 atendimentos. “Desde então estamos observando uma queda lenta e gradual todos os dias na média de atendimentos. É um indicador que pode revelar a quantidade potencial de novos casos confirmados na cidade, além de mostrar que a contaminação parece estar reduzindo devagar. Se em duas semanas reduzimos 23%, significa que precisamos de ainda algumas semanas de cuidados importantes para que a quantidade de contaminados volte aos patamares de novembro, quando a pandemia na cidade chegou a seu menor número de contaminados desde maio de 2020”, explica o prefeito Eduardo Japonês. De acordo com o coordenador da unidade ambulatorial, João de Castro, o espaço tem também uma ambulância com motorista e enfermeiro a postos para eventuais necessidades de internações. “Já encaminhamos dezenas de pacientes diretamente da consulta para a Central de Atendimento à Covid-19, para internação. Isso também permite que o tratamento e os cuidados médicos especializados sejam feitos de maneira imediata para que haja a maior chance possível de recuperação do paciente”, explica João. Do dia 11 de janeiro até a noite desta quarta-feira, o Ambulatório já tinha realizado 3.661 atendimentos a pacientes com sintomas do novo coronavírus, suspeitos ou confirmados. Neste mesmo período foram identificados em Vilhena 1.520 casos confirmados de covid-19 e atualmente há 104 casos suspeitos. O Ambulatório Covid-19 fica localizado na esquina da avenida Nadir Ereno Graebin com a rua Genival Nunes, ao lado do CEV (Centro de Especialidades Vilhenense). O atendimento é realizado todos os dias, inclusive fins de semana e feriados, das 7h às 19h. Por Revista Imagem | Fonte: Semcom PMV
- MPT recebe mais de 6 mil denúncias de escravidão e tráfico de pessoas
Para marcar o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, o MPT realiza hoje uma live sobre trabalho escravo e tráfico de pessoas. Revista Imagem - Vilhena-RO | 28/01/2021 - 08:48 No fim do ano passado, a história de Madalena Gordiniano, que passou quase toda uma vida trabalhando em condições semelhantes à escravidão, chocou o Brasil. A mulher, que, aos 8 anos de idade, foi pedir um pedaço de pão e acabou servindo a uma família por 38 anos, nunca recebeu salário nem direitos trabalhistas, vivia reclusa, foi forçada a casar e chegou até a pedir comida e sabonete para vizinhos. O calvário só chegou ao fim em novembro de 2020, quando, após denúncia, ela foi resgata por auditores fiscais do trabalho em um apartamento na cidade de Patos de Minas (MG). Vivia num cômodo, que não tinha sequer janelas. Madalena foi resgatada em 2020, pleno século 21. Mas, como ela, muitas pessoas ainda sofrem situações semelhantes àquelas vividas pelos escravos no período colonial. Trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes, servidão por dívida são algumas das características do que se chama trabalho escravo moderno. Só nos últimos cinco anos (2016-2020), o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu mais de 6 mil denúncias relacionadas aos temas trabalho escravo e aliciamento e tráfico de trabalhadores. De acordo com o vice-coordenador nacional de Combate ao Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete), do MPT, Italvar Medina, só no ano passado, mais de 900 trabalhadores foram resgatados de situações análogas ao trabalho escravo. “A grande parte das situações ocorreu no meio rural, sobretudo nas atividades de café, carvoarias e plantio e colheita de cebola. Mas também tivemos resgates urbanos em oficinas de costura e trabalho doméstico”. Segundo Medina, as vítimas do trabalho escravo moderno são pessoas em situação de alta vulnerabilidade social, baixa escolaridade, com poucas oportunidades de emprego e baixa consciência de seus direitos. “Elas são iludidas por promessas de ótimas condições de trabalho e remuneração, muitas vezes levadas a sair do seu estado de origem e quando chegam ao seu destino, percebem que a situação não é como foi prometida”, diz. O vice-coordenador nacional da Conaete destaca o perfil desses escravos modernos: 70% dos resgatados são pardos ou negros “o que inclusive é revelador da persistência do racismo estrutural no país, pois a cor de hoje ainda reflete a dos escravos de antigamente”, analisa. A maioria deles são homens e com grau de escolaridade baixo. O estado de Minas Gerais é o que possui mais casos de trabalhos análogos à escravidão. Histórias A escravidão moderna tira dos trabalhadores direitos básicos como água potável, alimentação, higiene e condições dignas de trabalho. A servidora do Ministério Público do Trabalho do Mato Grosso do Sul, Nayara Lima Xavier, acompanhou diversas diligências no estado e presenciou situações degradantes. Numa delas, em 2019, os trabalhadores estavam alojados em barracos improvisados com lona e galhos de árvores. Não havia iluminação e estruturas de madeira montadas no chão de terra serviam como cama. Como não existia banheiro, os trabalhadores tinham que fazer suas necessidades fisiológicas no mato. “A água utilizada para consumo, banho e preparo de alimentos era colhida de um córrego e trazida em galões de lubrificantes. Tinha um aspecto turvo e barroso.”, lembra. Além disso, pela falta de energia elétrica, as carnes ficavam penduradas em varais para secar, sujeitando-se ao contato com sujeira e contaminantes diversos. Conscientização e Denúncias Para marcar o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, o MPT realiza uma live sobre trabalho escravo e tráfico de pessoas, hoje às 18h, pelo canal TVMPT, no YouTube. Denúncias de práticas de trabalho análogo à escravidão podem ser realizadas por meio do Disque 100, pelo site do Ministério Público do Trabalho, nas sedes do MPT e pelo aplicativo do MPT Pardal. Por Revista Imagem | Texto: Claudia Felczak
- Turismo: FecomercioSP pede à União prorrogação de medidas de flexibilização
Entidade enviou ofício a Bolsonaro e a ministro do Turismo. Revista Imagem - Vilhena-RO | 28/01/2021 - 08:45 O Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) enviou um ofício ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, além de secretários da pasta, pedindo que o governo estenda as medidas que flexibilizaram remarcações, cancelamentos e reembolsos para companhias aéreas a outros segmentos do turismo por, pelo menos, dois anos. No último dia do ano passado, o presidente editou a Medida Provisória (MP) 1.024/2020 , que prorrogou para até 31 de outubro de 2021 a vigência de normas estabelecidas na metade do ano passado, com o objetivo de ajudar o setor aéreo a enfrentar a crise de covid-19. Entre elas, a possibilidade de os reembolsos por passagens canceladas serem feitos em até 12 meses após a data da compra, ou opção de, em vez do ressarcimento, o consumidor poder alterar a data do voo sem multas contratuais. Segundo a FecomercioSP, as mesmas regras estavam em vigência para todos os outros segmentos do turismo brasileiro, por meio da MP 948/2020, convertida na Lei 14.046/2020. “Essas medidas foram essenciais para que as empresas turísticas não perdessem liquidez e, assim, continuassem operando mesmo em meio aos impactos significativos da pandemia sobre o setor – mantendo negócios e empregos. No entanto, a lei não está mais em vigor”, informou a entidade em comunicado. Sem a renovação das medidas de flexibilização para o setor de turismo, o assessor técnico do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze, disse que as empresas têm sete dias para realizar o reembolso. “O que estamos querendo são esses doze meses para dar uma folga de caixa para as empresas”, disse. “O que precisamos agora, o que estamos argumentando nesse documento, é que se estenda esse prazo, porque se está vendo aí a segunda onda da pandemia, pode ocorrer novos cancelamentos em massa, novas remarcações. Com isso, se voltar o prazo anterior [à pandemia], que é de sete dias, as empresas de turismo - hotéis, hospedagem, transporte, eventos, shows etc - elas não têm caixa nesse momento para reembolsar o cliente de forma integral no curto prazo, ela precisa de um prazo maior para poder conseguir fôlego e pagar esse consumidor”, explicou Dietze. Segundo levantamento da entidade, o setor perdeu R$ 51,5 bilhões em faturamento durante a pandemia de coronavírus entre março e novembro de 2020. O rombo foi de 33,4% a menos nas receitas do setor em comparação ao mesmo período de 2019. O Ministério do Turismo confirmou o recebimento da demanda realizada pela FecomercioSP e disse, em nota, que “realiza, no momento, estudo de viabilidade para encaminhamento junto aos demais órgãos do governo federal”. “Desde o início da pandemia, a pasta tem trabalhado com agilidade para garantir a manutenção de empresas e empregos do setor por meio de ações como concessão de crédito extraordinário, bem como as condições para a retomada segura das atividades por meio da criação do selo Turismo Responsável, com protocolos de segurança para 15 atividades do setor”, finalizou a pasta. Por Revista Imagem | Texto: Camila Boehm
- Covid-19: situação do Brasil é “particularmente preocupante”, diz Opas
Órgão destaca aumento da covid-19 no México, Estados Unidos e Canadá. Revista Imagem - Vilhena-RO | 28/01/2021 - 08:42 A diretora da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), Carissa Etienne, classificou a situação do Brasil na pandemia do novo coronavírus como “particularmente preocupante”. Ela destacou o esgotamento da capacidade de atendimento, a insuficiência de estruturas e as filas para leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI). “As hospitalizações estão aumentando na maior parte da região. A situação do Brasil é particularmente preocupante. Em Manaus há crescimento dos casos. A cidade foi severamente impactada nas últimas semanas”, ressaltou. A diretora da Opas relata que há informes de colapso do sistema de saúde em outros estados, com aumento das taxas de ocupação dos leitos de UTI para pacientes com a covid-19. Além do Brasil, outros países na região também vêm apresentando crescimento da pandemia. “O México está reportando aumento. Algumas regiões triplicando sobre as últimas semanas. Em alguns estados dos Estados Unidos e áreas do Canadá há esgotamento da capacidade [de atendimento]. No Caribe países estão vendo aumento das infecções”, comentou. Já na Argentina e no Uruguai o movimento é de desaceleração. Etienne destacou a necessidade de manter as medidas de prevenção para fazer as curvas de casos e mortes caírem, como o distanciamento social e a higienização. Segundo ela, há políticas públicas que podem contribuir para mitigar a circulação do vírus. Ela citou o caso do Chile, onde foi adotado um programa de apoio a pessoas infectadas disponibilizando moradias no caso de quem não tinha condições para ter um isolamento adequado. O subdiretor da Opas, Jarbas Barbosa, falou sobre os esforços para a vacinação dos países, que deve priorizar trabalhadores de saúde, populações vulneráveis, idosos e pessoas com doenças crônicas. Barbosa reportou que a Opas está em contato com fabricantes e que há o debate no âmbito do mecanismo Covax Facility, da OMS, para assegurar doses aos países da região. As doses deverão começar a chegar em fevereiro. 1 milhão de mortes Carissa Etienne lembrou que as Américas atingiram a marca de mais de 1 milhão de mortes em função da pandemia. Os Estados Unidos são responsáveis por quase metade, com mais de 426 mil óbitos, conforme mapa da Universidade Johns Hopkins. Já o Brasil é responsável por mais de 20% deste total, com quase 220 mil casos. Por Revista Imagem | Texto: Jonas Valente
- Governo amplia utilização de leitos de UTI para covid-19 no Hospital de Amor
Através do convênio, 12 leitos de UTI com equipe e estrutura completa serão ofertados para atendimento aos pacientes. Revista Imagem - Vilhena-RO | 28/01/2021 - 08:38 O Governo de Rondônia está ampliando a oferta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) através de convênio a ser realizado com o Hospital de Amor Amazônia nos próximos dias. Ao todo, serão ofertados 12 leitos com estrutura completa e equipe multiprofissional para tratamento de pacientes com Covid-19. O valor de investimento, por parte do Governo é de R$ 3 milhões por um período de três meses. Segundo o secretário de Estado da Saúde (Sesau), Fernando Máximo, no primeiro momento da pandemia, houve convênio similar, com recursos da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO), o que propiciou o atendimento de pacientes por um período de cinco meses. “Nós estamos felizes por mais essa parceria que busca, acima de tudo, desafogar as unidades hospitalares, para que possamos salvar mais vidas”, destacou o secretário. A ampliação de leitos está entre as principais medidas emergenciais adotadas pelo Governo do Estado, devido à crescente curva no número de casos. Nesse sentido, além das parcerias, o Executivo está convocando representantes de hospitais da rede privada para que possam participar do Chamamento Público (004/2021), que busca o credenciamento de leitos clínicos adultos e leitos de UTI Adulto. Por Revista Imagem | Texto: Anayr Celina
- Vilhena registra 152 novos casos de covid-19 e 1 óbito nesta quarta-feira
Vilhena registrou mortes por covid-19 pelo 10ª dia consecutivo. Somente em janeiro foram 43 óbitos. Infectados somam quase 7 mil pessoas. Revista Imagem - Vilhena-RO | 28/01/2021 - 07:46 Um novo óbito por covid-19 foi registrado nesta quarta-feira (27) em Vilhena. O paciente era um homem de 71 anos morador do município. Vilhena registrou mortes por covid-19 pelo 10ª dia consecutivo. Nos últimos 18 dias, só não foi registrado óbito por covid-19 no dia 17/01. Somente nos primeiros 27 dias do ano, 43 pessoas, sendo 34 vilhenenses, vieram a óbito em Vilhena por causa da covid-19, o que corresponde a 32,8% do total de mortes registradas nos 297 dias de pandemia no município. Até agora foram registrados 131 óbitos provocados pela doença na cidade (foram 110 óbitos de vilhenenses e 21 de moradores de outras cidades). E o número de novos infectados também não diminui. Ontem foram registrados mais 152 novos casos, número bem próximo ao recorde diário de 162 casos registrados no último dia 21. O número total de diagnósticos no município é 6.995. O mês de janeiro já corresponde com 30,3% dos casos registrados em todo o período de pandemia no município: são 2.123 casos de covid-19 nesses 27 dias. Segundo o Boletim Epidemiológico da Prefeitura de Vilhena, 814 pacientes são considerados casos ativos (pessoas que ainda podem transmitir o vírus para outros). Outros 6.181 pacientes estão recuperados da doença até agora. O município já vacinou 900 pessoas contra o coronavírus. A lista de vacinados em Vilhena pode ser acessada e conferida aqui. Até a noite de ontem, 28 pacientes estavam internados com covid-19 em isolamento na Central de Atendimento à Covid-19 e Hospital Regional de Vilhena, sendo 21 de Vilhena. Destes, 14 estão na UTI, sendo 10 intubados. As taxas de ocupação de leitos para covid-19 em Vilhena são de 93,3% na UTI e 56% nas Enfermarias. Rondônia e Brasil Já em Rondônia foram contabilizadas 18 mortes e 1.669 novos casos de covid-19. No total o estado tem 2.167 óbitos e 121.005 casos confirmados. No Brasil o total de pessoas que morrem de covid-19 desde o início da pandemia no país chegou a 220.161. O número de pessoas infectadas desde o início da pandemia subiu para 8.996.876. Somente ontem foram registradas 1.283 mortes e 63.520 novos infectados. Por Revista Imagem | Texto: José Antonio Sant'Ana
- Prefeitura também prorroga decreto até sábado, mas faz concessões
Venda de bebidas, antes proibida, agora está permitida a partir das 6h, mas só até 19h. Revista Imagem - Vilhena-RO | 27/01/2021 - 17:20 A Prefeitura de Vilhena publicou no início da tarde desta quarta-feira mudanças nas normas de enfrentamento à covid-19. Mantida na Fase 1 do decreto estadual até o dia 30 de janeiro, Vilhena continua até lá com as restrições mais severas previstas pelo Governo do Estado, que faz sua fiscalização através da Polícia Militar. O decreto municipal continua, dessa forma, suspenso em todos os itens que sejam mais liberais que o decreto estadual. Conforme o Governo do Estado, as medidas são semelhantes ao anterior, tais como a manutenção do horário para funcionamento de estabelecimentos entre 20h e 6h, com ressalvas. “Porém, há restrições municipais que permanecem em vigor. Por exemplo, aqui em Vilhena o delivery pode funcionar somente a partir das 6h e até as 23h. Ainda é proibido também o uso/consumo comunitário e/ou compartilhado de erva mate, chimarrão/tererê e de aparelhos ou equipamentos para consumo de produtos fumígenos, conhecidos como ‘narguilé’, ‘arguilé’ ou qualquer aparelho similar, em espaços públicos, abertos ao público ou de uso coletivo, ainda que ao ar livre”, lembra o secretário municipal de Saúde, Afonso Emerick. BEBIDAS - A regra municipal para proibição de bebidas expirou ontem e não será renovada. Assim, agora vale a regra estadual da proibição da venda de bebidas alcoólicas a partir das 19h até 6h. Além disso, está proibido pelo Governo do Estado o consumo de bebidas alcoólicas em qualquer horário em restaurantes, lanchonetes, padarias, supermercados, distribuidoras ou quaisquer outros estabelecimentos que vendam esse produto. PERMISSÕES - Ainda assim, o artigo 4° do decreto estadual lista mais de 50 atividades que poderão funcionar por retirada no local ou delivery e até mesmo algumas com atendimento presencial. Ficam permitidos neste novo decreto os serviços de transportes por aplicativos, táxi e mototáxi a transitar fora do horário estabelecido (20h às 6h) para realizar o transporte de passageiros pertencentes às atividades permitidas, como também o transporte de táxi e motoristas de aplicativos, sem exceder à capacidade de um motorista e dois passageiros que fizerem uso de máscaras, exceto nos casos de pessoas da mesma família. Farmácias, empresas de distribuição e comercialização de gêneros alimentícios, tais como supermercados, atacarejos, açougues, padarias, armazéns e estabelecimentos congêneres devem respeitar limitação de 40% da capacidade total. Essa quantidade de pessoas permitidas deve estar fixada na entrada do local de forma visível. De acordo com o Governo do Estado, na nova determinação foram liberados os transportes intermunicipais, que funcionarão com 50% da capacidade de passageiros em qualquer horário. Ainda, por esse período de quatro dias, continua proibida a abertura de balneários, boates, casas de shows e congêneres, inclusive o aluguel de propriedades ou edificações com a mesma finalidade, bem como a realização de festas privadas, independente da fase em que o município se encontre, como também atividades recreativas coletivas, compreendendo esportes em geral, bem como atividades em vias públicas que acarretem aglomeração. Leia o decreto estadual n° 25.574 na íntegra em: http://bit.ly/decretoestadual25754 Por Revista Imagem | Fonte: Semcom PMV
- Rondônia transfere nove pacientes com a covid-19 para Porto Alegre
Segundo a Secretaria estadual de Saúde, os pacientes que aceitaram ser transferidos apresentavam sintomas da doença entre leve e moderado. Revista Imagem - Vilhena-RO | 27/01/2021 - 16:58 O estado de Rondônia transferiu mais nove pacientes com a covid-19 para a Região Sul do país. Os seis homens e três mulheres que estavam sendo atendidos em unidades de saúde de Porto Velho chegaram a Porto Alegre no início da madrugada de hoje (27). Após viajarem por cerca de 6h45 a bordo de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), que percorreu os mais de 3,6 mil quilômetros que separam a capital rondoniense da gaúcha, os pacientes foram levados para hospitais públicos da cidade, sendo que cinco seguiram para o Hospital Conceição, e quatro para o Hospital de Clínicas. Segundo a Secretaria estadual de Saúde, os nove pacientes que aceitaram ser transferidos apresentavam sintomas da doença entre leve e moderado. Durante o trajeto, o grupo foi acompanhado por dois médicos, um enfermeiro e três técnicos de enfermagem. Ainda de acordo com a secretaria, assistentes sociais dos hospitais gaúchos permanecerão em contato com parentes dos pacientes a fim de manter a família informada sobre a evolução do tratamento. Na segunda-feira (25) à noite, 13 pacientes com a covid-19 foram transferidos de Rondônia para Curitiba, a mais de 3,1 mil quilômetros de distância de Porto Velho. Outros quatro pacientes com quadros clínicos de emergência foram removidos de Porto Velho para Cuiabá, a cerca de 1,5 mil quilômetros, ao longo desta terça-feira (26). Duas mulheres, de 60 anos e 53 anos de idade, levadas até a capital mato-grossense em uma aeronave do Corpo de Bombeiros de Rondônia, foram imediatamente conduzidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) até o Hospital Metropolitano, onde foram encaminhadas para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). De acordo com o mais recente boletim epidemiológico divulgado pela Agência de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa), o estado já contabiliza 119.336 casos confirmados da doença até ontem a tarde. Desde que a presença do novo coronavírus (covid-19) no Brasil foi confirmada, no fim de fevereiro de 2020, 2.149 mortes em decorrência de complicações causadas pela covid-19 foram registradas em Rondônia, e ao menos 1.768 pessoas estavam aguardando pelo resultado de seus testes para saberem se estão infectadas, e 558 estavam internados até ontem a noite. Com os hospitais lotados, o governo de Rondônia disse que a transferência de pacientes para outros estados visa aliviar a rede de saúde estadual. O governo informou ainda que ampliou o número de leitos hospitalares da rede pública de saúde, inclusive com a abertura de um hospital de campanha exclusivo para atendimento aos pacientes com a covid-19, mas que enfrenta a falta de profissionais de saúde, principalmente médicos, para poder usar toda a capacidade das unidades. Por Revista Imagem | Texto: Alex Rodrigues
- Em Vilhena, operação integrada apreende 16.8 Kg de cocaína
Droga ilícita poderia render mais de R$ 2 milhões aos infratores. Revista Imagem - Vilhena-RO | 27/01/2021 - 15:45 A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Vilhena, em atividade operacional integrada à Polícia Federal e à Polícia Militar de Espigão do Oeste, em fiscalização na BR 364, interceptou um carregamento de cocaína, transportado por um homem. A droga ilícita foi embarcada em Rondônia e seria entregue em Cuiabá/MT. No veículo de passeio estavam também a esposa do infrator e duas crianças (7 e 2 anos de idade). A ocorrência foi registrada nesta segunda-feira (26). No total, 16.8 Kg da droga ilícita, que eram transportados em compartimento secreto no veículo foram encontrados e encaminhados à Polícia Federal para destruição. De acordo com o Departamento de Polícia Rodoviária Federal, o montante apreendido poderia ser convertido em até R$ 2.104.200,00 (dois milhões cento e quatro mil e duzentos reais) aos infratores da lei. O acusado responderá por crime de tráfico de drogas (Art. 33 - Lei 11.343/06) Por Revista Imagem | Fonte PRF
- Governo de RO explica critérios de classificação dos municípios na Pandemia
A cada 14 dias, é definida a reclassificação dos municípios após a avaliação dos indicadores. Revista Imagem - Vilhena-RO | 27/01/2021 - 15:35 O Governo de Rondônia detalhou os cálculos efetuados no monitoramento dos critérios de classificação das fases do “Plano Todos por Rondônia” de cada município, durante transmissão ao vivo do governador do Estado, coronel Marcos Rocha, realizada na noite de terça-feira (26), onde foram apresentas as ações de enfrentamento ao coronavírus, que garantem com que o Estado possa antecipar medidas necessárias a fim de evitar um agravamento maior no setor da Saúde. Ao iniciar a transmissão ao vivo, pela rede social, o governador Marcos Rocha repudiou e lamentou a publicação de falsas notícias que atingem ou tentam colocar em descrédito a forma com que são feitos os cálculos que refletem no enquadramento de cada município. Momentos antes da transmissão ao vivo, o governador havia publicado uma nota de esclarecimento deixando claro que a metodologia para confecção desses relatórios durante o tempo de pandemia foi sendo gradualmente aperfeiçoada com vistas a retratar com mais fidedignidade a realidade de ocupação dos leitos. No mesmo momento, foi pontuado também que a metodologia utilizada para reclassificação de fase é levada em consideração, no dia da reclassificação, a média dos casos ativos de Covid-19 dos últimos 7 dias dividido pela média dos casos ativos dos 7 dias anteriores, com dados obtidos do Sistema Nacional e-SUS. Para melhor esclarecer a forma com que os cálculos são efetuados, o governador contou com o apoio do estrategista de dados, Caio Nemeth, que integra o Grupo de Trabalho Técnico Científico de Enfrentamento à Covid-19. O estrategista destacou ser levado em consideração o fator de crescimento do contágio do coronavírus, a taxa de ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e casos dos últimos dias. A cada 14 dias, é definida a reclassificação dos municípios após a avaliação dos indicadores. O Governo do Estado garante a transparência dos dados de combate à Covid-19, por meio de divulgação no Portal da Transparência de Rondônia (https://covid19.sesau.ro.gov.br/), onde é possível obter todas as informações sobre o enfrentamento à pandemia do coronavírus. Em razão da divulgação, o Governo foi apontado como referência pela Transparência Internacional do Brasil e Open Knowledge. Detalhamento Conforme explicado pelo estrategista, inicialmente avalia-se os valores de casos ativos dos últimos 14 dias, sendo os 7 dias mais próximos da data vigente (denominados de semana passada) e os 7 dias restantes (denominados semana retrasada). É feita a média de cada semana e, em seguida, é efetuada uma divisão do valor da semana passada pelo valor da semana retrasada. O resultado final formula o indicador observado na lateral da matriz de classificação, o numerador e o denominador jamais devem ser invertidos, sendo semana passada / semana retrasada. “As fases do Plano Todos por Rondônia são divididas em quatro, sendo a primeira delas a mais restritiva, “fase 1” e a última delas a menos restritiva, “fase 4”. O objetivo da fase mais restritiva é frear a contaminação e, consequentemente, desacelerar o número de pessoas que solicitam internação em UTIs. Já as fases menos restritivas são destinadas a municípios que estejam em locais com grande oferta de leitos de UTI ou baixa velocidade de propagação da doença, considerando as pessoas que realmente estão ativas (pessoas que estão no momento da doença com capacidade de contaminar outras)”, enfatizou Caio. O estrategista de dados também utiliza uma dinâmica para melhor compreensão da forma de cálculo. “Podemos imaginar um veículo que se aproxima de um obstáculo, que está a uma quadra de distância. Se o veículo estiver a 40 km por hora o motorista pode frear devagar que o carro não irá bater. Agora, se o veículo estivesse a 120 km por hora a situação seria diferente, ou ainda, se veículo estivesse a 5 m do obstáculo, mesmo em baixa velocidade, seria necessário frear o veículo rapidamente a fim de evitar a colisão”, disse Caio, fazendo uma comparação às medidas antecipadas que podem refletir positivamente para evitar o agravamento na Saúde do Estado. Medidas importantes O governador, Marcos Rocha, destacou em nota que o Estado, por meio de ações conjuntas, tem intensificado a grande missão de enfrentamento à Covid-19. O reflexo dessas medidas tem posicionado Rondônia em primeiro lugar no ranking de transparência dos dados de combate à doença, no cenário nacional, apontado pelas instituições de referência mundial: Transparência Internacional e Open Knowledge. Marcos Rocha também destacou o trabalho dos profissionais abnegados, como os técnicos que atuam há meses incessantemente nos estudos que subsidiam, de forma unicamente técnica, para as tomadas de decisões ao enfrentamento à pandemia causada pela Covid-19. “Por isso que o Estado tem ficado em primeiro lugar na transparência, pois temos técnicos que compõem toda a equipe, com conhecimento, fazendo os cálculos e agindo em todas as áreas do Governo. Será sempre desta forma que iremos superar a pandemia e cada vez mais despontar positivamente no cenário nacional”, concluiu o governador. Por Revista Imagem | Texto: Paulo Ricardo Leal
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