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- "Fora do jogo político": Moro diz que não será candidato à presidência em 2022
Moro disse que especulações sobre sua candidatura são "fantasia" Revista Imagem - 03/07/2020 18:20 Cotado para a corrida presidencial de 2022, o ex-ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro , disse que está fora do “jogo político”. O magistrado participou de uma transmissão ao vivo realizada pelo jornal O Estado de S.Paulo . Ele também criticou Augusto Aras e disse que o presidente Jair Bolsonaro errou na nomeação para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Ao ser perguntado sobre uma possível candidatura nas eleições de 2022, Moro disse que as especulações sobre sua participação no pleito são “fantasia”. Ele também afirmou que, após deixar o Ministério da Justiça, irá se dedicar ao “mundo privado”. Entretanto, o magistrado disse que não irá deixar o debate público.”Eu não vou me abster de falar que nós devemos ser fiéis aos nossos princípios. E, entre os princípios essenciais para a nossa democracia são o combate à corrupção e o Estado de Direito. Ambos são essencialmente importantes.”, afirmou. Moro também criticou o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, dizendo que a falta de apoio do PGR ao trabalho dos demais procuradores é “realmente preocupante”. O ex-juiz disse ainda que Bolsonaro errou ao ignora a lista tríplice e indicar Aras para a PGR. “O Procurador-geral e o MP tem que atuar com autonomia. Eu acho, e não é uma crítica ao procurador, houve um erro ao presidente não escolher da lista tríplice. É um processo que dava mais segurança. Eventualmente, algumas ações tomadas pelo procurador vão sendo questionadas que talvez não fossem se o procurador tivesse sido escolhido na lista tríplice. O que se espera é que o procurador atue de maneira autonoma, sem interferência”, disse Moro. Por Revista Imagem | Fonte: IG - Foto: Arquivo
- Cristo Rei: asfalto da rua 743 chega na Linha 135 após décadas de espera
Moradores comemoram a melhoria; mais de 5 quilômetros de pavimentação estão em execução no bairro Revista Imagem - 03/07/2020 18:00 Os mais de cinco quilômetros de asfalto que a Prefeitura está executando por meio de licitação no bairro Cristo Rei estão mais próximos de serem concluídos. A rua 743 está recebendo as camadas asfálticas finais no trecho próximo à Faculdade da Amazônia (Fama) até a Linha 135. O prefeito Eduardo Japonês acompanhou o presidente da Câmara de Vereadores, Ronildo Macedo e a vereadora Vera da Farmácia, ambos do Cristo Rei, durante a execução do serviço. Corina Pereira, moradora do bairro há 35 anos, comemorou os serviços de asfaltamento. “Minha casa já encheu d’água muitas vezes e tem uns 20 anos que esse asfalto é prometido. Fiquei pensando: ‘Será que eu vou passar por cima de asfalto aqui algum dia?’. E agora estou pisando em cima dele. Graças a Deus o prefeito Eduardo Japonês fez, porque antes entrava um, saía outro, e não acontecia. Então, a gente agradece muito”, garante. E o prefeito Eduardo Japonês revela fato curioso sobre uma das ruas beneficiadas. “Aqui, a rua 1512, que dá acesso à Fama, tem uma curiosidade: ela é asfaltada até a Melvin Jones; são 800 metros, mas ela tinha somente 500 metros de drenagem, que estavam no meio, sem conexão nem lá em cima e nem aqui na 743. Agora fizemos a interligação que permitirá esse trecho de drenagem finalmente entrar em funcionamento, pela primeira vez. Após a conclusão da obra na avenida 1° de Maio, viremos com duas frentes de trabalho aqui no Cristo Rei, para que a pavimentação fique pronta até agosto e a sarjeta, meio-fio, calçada e sinalização até novembro deste ano, somando ao todo mais de cinco quilômetros de obras”, conta. Ronildo Macedo lembrou que mora no bairro há 23 anos e fica feliz em contribuir para a melhoria da região. “É motivo de alegria e satisfação ver a rua 743 recebendo já a parte final dos serviços. Agradeço ao prefeito Eduardo Japonês por dar continuidade nos projetos que estavam parados na cidade”, diz. Também em visita às obras de pavimentação, a vereadora Vera da Farmácia destacou os problemas que o asfaltamento vai resolver. “Estamos muito feliz, pois o bairro terá valorização e vai acabar a poeira e alagação. Eu, como moradora do Cristo Rei, estou muito satisfeita de ver a obra estar se concretizando. É um sonho de todos aqui, inclusive meu”, conclui. Entre os bairros beneficiados com as obras de pavimentação na região estão Cristo Rei, Parque Cidade Jardim 1 e 2, Residenciais Maria Moura e União. Por Revista Imagem | Texto: Herbert Weil - Foto: Assessoria
- Semagri auxilia produtores em vendas durante crise do novo coronavírus
Quase seis toneladas de alimentos produzidos em Vilhena foram vendidos no comércio local com ajuda da Prefeitura Revista Imagem - 03/07/2020 17:47 Em meio à pandemia da covid-19, diversos setores do comércio foram afetados, até mesmo os pequenos produtores rurais. Para amenizar a situação dos agricultores familiares, a Secretaria Municipal de Agricultura (Semagri) faz já há várias semanas o intermédio entre o comércio local e os chacareiros, auxiliando-os nas vendas. Somente durante os últimos 15 dias, mais de 5.800 quilos de alimentos foram comercializados em Vilhena através da parceria. O secretário municipal de Agricultura, Jair Dornelas, destaca o trabalho que vem sendo feito durante a gestão do prefeito Eduardo Japonês. “O prefeito cobra da gente e estamos aqui pra isso: atender quem precisa. Na Semagri o foco é o produtor, trabalhamos por eles sempre buscando soluções para o aumento de produtividade e também das vendas”, conclui o secretário. O projeto de fomento à venda é possível graças às visitas de servidores da Semagri em supermercados, restaurantes, mercearias e lanchonetes para apresentar o que é produzido no município por associações de produtores. As visitas garantiram que muitos adquirissem dos produtores os alimentos que seriam descartados devido à crise. A servidora Micaela Bolsoni destaca que as compras ocorrem em diversos setores, inclusive em grupos de redes sociais. “Tivemos um bom número de vendas em mercados. Porém, o maior público foi dos restaurantes, marmitarias e cantinas de fazendas locais. Fizemos o intermédio entre empresários e produtores, que agora fazem dos nossos produtores, fornecedores fixos. E também tivemos as redes sociais, que neste período de distanciamento, foram bastante úteis na divulgação do que o setor tem conquistado em termos de produtividade e qualidade”, destaca Micaela. O agricultor Darci Thiele, que planta amendoim e batata-doce, agradece o empenho da secretaria. “Vivemos um período difícil. No começo da pandemia tivemos muitos problemas na comercialização do que fazíamos, mas graças a Deus o comércio está comprando da gente. Estou muito feliz pelas vendas, meu suor valeu a pena e estamos podendo colocar as contas em dia, com ajuda da Semagri”, relata o produtor. A iniciativa de incentivo beneficiou especialmente as comunidades agrícolas Agrovila e Cooperfrutos. Somente a Agrovila vendeu cerca de 3,3 mil quilos de diversos alimentos, como batata-doce, amendoim, maxixe, mamão, abacaxi, rabanete, abobrinha, abóbora, jiló, cará, laranja, limão, quiabo, alface, rúcula, cheiro verde, couve, repolho e banana. Já a Cooperfrutos vendeu mais de 2,5 toneladas, entre os quais melancia, mandioca, alface, abóbora, banana, cheiro verde e pimentão. Nas próximas semanas a Semagri já se programou para atender mais regiões produtivas da zona rural do município estendendo a ajuda a todos que precisarem. Associações e setores que tiverem interesse em potencializar suas vendas por meio do projeto podem buscar contato com a secretaria, das 7h às 13h, no Paço Municipal. A Semagri lembra que as medidas que a Prefeitura adotou para evitar a disseminação da covid-19 envolveram restrições às feiras. Assim, a redução na venda dos produtores foi natural. “Daí entra a nossa ação de ajudar e buscar soluções. Esse serviço de ‘agenciamento’ para os produtores em necessidade não tem custo nenhum para os agricultores. Todo o valor das vendas é do produtor e isso tem mantido muitas famílias no campo ainda na ativa, mesmo com a economia em recessão”, conta Jair. Por Revista Imagem | Texto: Herbert Weil - Foto: Assessoria
- Bombeiros aprimoram técnicas de resgate com uso do helicóptero e avião
Simulações trouxeram situações vividas no dia a dia dos bombeiros na missão de salvar vidas Revista Imagem - 03/07/2020 17:15 Bombeiros Militares de Rondônia participaram na tarde da quinta-feira (2), de simulação de resgate aeromédico demonstrando o aprimoramento e técnicas que serão utilizados em situações reais. As atividades fazem parte do Treinamento para Pilotos, Operadores Táticos, Aéreos e de Saúde que está sendo realizado pela Corporação e também serviu para lembrar a data em homenagem aos heróis brasileiros que arriscam as suas vidas para proteger no cumprimento do lema “Vidas alheia, riquezas salvar”. Toda as simulações foram realizadas no hangar do Grupamento de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros (localizado zona rural de Porto Velho). O Treinamento que está sendo desenvolvido pela Corporação conta com a participação de equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) visando possibilitar a formação de comandantes de aeronave helicóptero (modelo AS50 B, Esquilo), treinamento para pilotos, operadores táticos aéreos e de saúde que farão parte da tripulação da aeronave. Os integrantes do treinamento também participarão de apoio a missões operacionais de combate a incêndios florestais e urbanas, transporte de tropa e materiais, defesa civil e socorrimento público, entre outras missões inerentes ao Corpo de Bombeiros Militar. Durante a situação simulada foram utilizadas as aeronaves avião modelo Cessna 208 “Grand Caravan EX” e o helicóptero (modelo AS50 B, Esquilo) e testou o poder de resposta da equipe de salvamento envolvida em sua atuação diante de situações adversas, colocando à prova a superação, recuperação, resistência e força. O cenário montado para a realização do simulado trouxe em primeira prova o resgate de uma vítima de acidente de trânsito que estava presa às ferragens, quando foi utilizado o helicóptero Esquilo e exigiu dos participantes colocar em prática todos os conhecimentos teóricos. Para resgatar a vítima foi preciso a utilização da ferramenta de desencarceramento. Um fato curioso foi que momentos antes da realização da simulação, a equipe foi acionada para atendimento a uma vítima de acidente ocorrido na Rua da Beira, em Porto Velho. As vítimas receberam os primeiros atendimentos médicos de uma equipe de militares do Corpo de Bombeiros que passava pela região em um helicóptero do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) e pousou na via para prestar imediato socorro. Segundo argumentou o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel BM Demargli Farias, as ações relativas a salvamentos aeromédicos comprovam que a Corporação tem equipamento em grande quantidade, bem como grandes condições de atendimentos e profissionais tecnicamente bem formados. “Esses procedimentos que foram assistidos durante a simulação são na verdade aqueles acontecimentos que deparamos na vida real. Então, o Corpo de Bombeiros realmente está em perfeitas condições de atender as ocorrências quando acionado”, destacou o comandante. Na segunda simulação foi montado um cenário de resgate também com a utilização do helicóptero com a técnica denominada “McGuire”. Trata-se de um método usado para extrair uma vítima através da utilização de cordas quando o helicóptero não pode efetuar pouso no local. Dessa forma, o helicóptero Esquilo pairou a certa altura para que a equipe de resgate pudesse descer no estilo rapel. Após o procedimento da equipe de resgate, a vítima foi içada juntamente com um bombeiro até um local seguro para que pudessem ser efetuados os procedimentos adequadamente. Na terceira e última simulação, os participantes do treinamento trouxeram para as atividades um cenário da atual situação pela qual passa o mundo, ou seja, o transporte aeromédico de paciente com a Covid-19. Nesse caso, tanto o helicóptero quanto o avião Caravan foram utilizados. Todo o cenário foi montado respeitando o protocolo de segurança. Para o treinamento, toda a equipe utilizou paramentação de proteção individual e o paciente foi transportado em uma capsula de isolamento. Todas as atividades desenvolvidas foram destacadas pelo comandante do Grupo de Operações Aéreas, major Hugo Rios, que enalteceu o desempenho das equipes que estão aprimorando as técnicas e táticas que serão exigidas na pronta resposta do dever de salvar as pessoas em situações extremas. As atividades foram acompanhadas de perto pelo secretário de Segurança, Defesa e Cidadania, coronel PM José Helio Cysneitos Pachá, que não poupou elogios às técnicas e aprendizados apresentados e ressaltou o comprometimento do governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, para garantir melhor estrutura para o setor de segurança pública do Estado. Para o secretário, todo o cenário trouxe situações que fazem parte do dia a dia do Corpo de Bombeiros Militar no que se refere ao grande conhecimento de procedimentos desenvolvidos pela equipe em caso de resgate real. “Podemos destacar que o Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia é grande na capacidade de atendimento ao público. Tivemos demonstrações que exigiram de cada membro da equipe e, também atualização para esse período de pandemia com atendimento aeromédico para uma pessoa contaminada pelo coronavírus, atendendo todos os protocolos de segurança adotados, ou seja, todos os equipamentos necessários de transporte feito com a maior segurança e no menor prazo de tempo possível. Presenciamos resgates que fazem parte do dia a dia dos bombeiros e do cotidiano do trânsito da nossa Capital e alguns locais das nossas rodovias federais e estaduais com demonstração de rapel, de desencarceramento de vítimas pressa ás ferragens. Então, estamos no patamar que não deixa nada a desejar a qualquer Corpo de Bombeiros do Brasil e me atrevo a dizer que o Corpo de Bombeiros de Rondônia está entre os melhores do Brasil”, destacou o secretário que também aproveitou para enaltecer e parabenizar todos os bombeiros pelo Dia do Bombeiro Brasileiro, comemorado no dia 2 de julho. Por Revista Imagem | Texto: Paulo Ricardo Leal - Foto: Edcarlos Carvalho
- Plataforma digital ajuda artesãos na divulgação dos trabalhos a custo zero
Artesãos de Rondônia podem utilizar plataforma online para anunciar Revista Imagem - 03/07/2020 17:06 Os artesãos do estado de Rondônia podem utilizar a plataforma digital Mercado Azul, para divulgação dos trabalhos. O site é uma alternativa para que os artesãos e empreendedores anunciem os produtos e serviços a custo zero e sem burocracia. Essa dica é da Coordenadoria estadual de Artesanato, da Superintendência Estadual da Juventude, Esporte, Cultura e Lazer (Sejucel), para que nesse período de pandemia os artesãos continuem expandindo a sua arte, além de ser uma medita lucrativa. De acordo com informações da Coordenadoria, a plataforma é desenvolvida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com uma empresa de máquina de cartão. “Essa alternativa é ótima para divulgação dos produtos, principalmente nesse momento de isolamento social onde a economia não pode parar e a maioria das transações são feitas pela internet. Artesãos de todo o País podem ser encontrados na internet com facilidade e rapidez”, explica a coordenadora de artesanato da Sejucel, Anatalia da Silva Mendes. A coordenadora Anatalia explica que é simples para divulgar o produto na plataforma Mercado Azul. “O artesão precisa acessar o site, clicar na parte de anúncios grátis, onde aparecerá no canto superior direito na tela para digitar os dados pessoais. Depois escolher a categoria Arte e Artesanato e personalizar o anúncio com imagens relacionadas ao produto”. O Mercado Azul permite que o cliente faça contato com o artesão via redes sociais como o WhatsApp, Facebook, Instagram e Linkedin. Por Revista Imagem | Texto: Elaine Babosa - Foto: Arquivo
- Embrapa diz que colheita de café em Rondônia deve ser 27,8% maior
Projeção é de 2,3 milhões de sacas na colheita, que começou em abril e está na reta final Revista Imagem - 03/07/2020 16:59 A colheita do café no Estado de Rondônia, iniciada em abril, caminha para o fim com expectativa de ser 27,8% maior nesta safra. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a estimativa é de que sejam colhidas 2,3 milhões de sacas, antes 1,8 milhão no ano passado. Enrique Alves, pesquisador da Embrapa, atribui o melhor desempenho à assistência e à tecnologia. Ele ainda ressalta que a região, no bioma Amazônia, tem se destacado por colher mais de 100 sacas por hectare em microlotes de robusta fino, e sem a necessidade de desmatar para produzir mais. Segundo Alves, os cafés robusta estão sendo comercializados a R$ 300 por saca, um valor positivo. Isso porque Rondônia é especialista em produzir café commodity. Por outro lado, os grandes produtores de cafés especiais não estão ligados a cafeterias. Então, de forma geral, para commodities, os preços estão melhores do que no ano anterior, mas há preocupação em relação aos cafés de qualidade superior. “Nosso grande desafio é se especializar em cafés de microlotes, produzidos por famílias em pequena escala. Isso torna complexa essa comercialização”, pontua. Ainda assim, em junho, foram exportadas 640 sacas de café robusta amazônico para a Coreia do Sul por meio Porto do Rio Madeira, em Porto Velho (RO), com expectativa de chegar à solo asiático em 40 dias. “Essa exportação direta, como aconteceu à Coreia do Sul, é muito significativa, e o produtor está aprendendo a fazer café de qualidade em maior escala. Isso é positivo, apesar de todo esse momento intempestivo que estamos vivendo”, comenta Alves, referindo-se à pandemia de Covid-19. Por Revista Imagem | Texto: Mariana Grilli (GloboRural) - Foto: Arquivo
- Lava Jato: José Serra é denunciado por lavagem de dinheiro
Segundo a denúncia, senador recebeu vários pagamentos da Odebrecht Revista Imagem - 03/07/2020 14:05 O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia, hoje (3), contra o senador José Serra (PSDB-SP) por lavagem de dinheiro à época que era governador de São Paulo. A filha do parlamentar, Verônica Allende Serra, também foi denunciada. Estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão para aprofundamento das investigações sobre o esquema em endereços em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo a denúncia da força tarefa da Operação Lava Jato, em 2006 e 2007 Serra recebeu vários pagamentos da empreiteira Odebrecht em contas no exterior, em um total de R$ 4,5 milhões. O MPF disse que “supostamente” o dinheiro seria usado para pagamento de despesas das campanhas eleitorais do então governador. Rodoanel Em troca do dinheiro, Serra teria permitido que a Odebrecht, junto com outras empresas, operasse um cartel, combinando os preços das obras para a construção do trecho sul do Rodoanel, um anel rodoviário que circunda a região central da Grande São Paulo. “No caso da Odebrecht, essa atuação servia para se atingir a meta de lucro real estabelecida para sua participação nas obras do Rodoanel Sul, pelo superintendente Benedicto Júnior, de 12% sobre o valor do contrato, o qual só foi possível de atingir diante da inexistência de competição no certame licitatório, em razão da formação prévia de um cartel”, afirmam os procuradores na denúncia. “Em outras palavras, o cartel, que veio a ser efetivamente estabelecido, prestou-se a maximizar os lucros desta empreiteira, do que defluiu não apenas um ganho econômico, como também maior disponibilidade de recursos ilícitos (decorrentes de contratação conquistada em ambiente de ausência de competitividade) para que ela, então, pudesse realizar pagamentos de propina que foram sendo ajustados com os agentes públicos no curso das obras”, enfatiza o texto ao explicitar o funcionamento do esquema. Delação A investigação mostra, a partir de documentos obtidos em cooperação com autoridades internacionais, que foram feitos diversos pagamentos usando uma rede de contas offshore (em locais com menor tributação). De acordo com os procuradores, eram feitas várias movimentações financeiras no exterior para dificultar o rastreio dos recursos. Os contatos entre Serra e a Odebrecht eram, segundo o MPF, feitos por Pedro Augusto Ribeiro Novis, que foi vizinho do senador. O executivo assinou um acordo de colaboração com a Justiça. “Em razão dessa proximidade, cabia sempre a Pedro, em nome da Odebrecht, receber de José Serra, em encontros realizados tanto em sua residência quanto em seu escritório político, demandas de pagamentos, em troca de “auxílios” diversos à empreiteira, como os relativos a contratos de obras de infraestrutura e a concessões de transporte e saneamento de seu interesse”, denunciam os procuradores. O MPF acusa ainda Verônica Serra de, seguindo as ordens do pai, ter ajudado a movimentar os recursos no exterior. Bloqueio Além dos mandados, o Ministério Público Federal informou que obteve autorização judicial para bloquear R$ 40 milhões em uma conta na Suíça. De acordo com a denúncia, Serra teria recebido da Odebrecht mais R$ 23,3 milhões em 2009 e 2010 para liberar R$ 191,6 milhões em pagamentos da estatal estadual Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) à empreiteira. Segundo a a assessoria do senador, Serra só tomou conhecimento da denúncia nesta sexta-feira e ainda está analisando o processo antes de se pronunciar. Em nota, o senador José Serra afirma que os fatos que motivaram as ações de hoje são “antigos e prescritos”. Ele diz ainda que “causa estranheza” que os mandados sejam cumpridos em meio à pandemia de covid-19. “Em movimento ilegal que busca constranger e expor um senador da República”, enfatiza. No comunicado, Serra destaca ainda que não cometeu atos ilegais e que sempre teve “integridade” na sua vida pública. O senador diz que “mantém sua confiança na Justiça brasileira, esperando que os fatos sejam esclarecidos e as arbitrariedades cometidas devidamente apuradas”. Por Revista Imagem | Texto: Daniel Mello - Foto: Arquivo Agência Brasil
- Governo destinará R$ 500 milhões para proteger mata nativa da Amazônia
Programa Floresta+ começa com projeto-piloto no Norte do país Revista Imagem - 03/07/2020 13:58 O Ministério do Meio Ambiente criou nesta sexta-feira (3) o Programa Floresta+ para valorizar quem preserva e cuida da floresta nativa do país. O projeto-piloto vai começar destinando R$ 500 milhões para conservação da Amazônia Legal. O programa conta com a participação do setor privado e de recursos de acordos internacionais. "Esse é o maior programa de pagamento por serviços ambientais no mundo, na atualidade. Os R$ 500 milhões recebidos do Fundo Verde do Clima vão remunerar quem preserva. Vamos pagar pelas boas práticas e reconhecer o mérito de quem cuida adequadamente do meio ambiente", disse o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em reunião virtual nesta sexta. Podem participar do programa pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, grupo familiar ou comunitário que, de forma direta ou por meio de terceiros, executam atividades de serviços ambientais em áreas mantidas com cobertura de vegetação nativa ou sujeitas à sua recuperação. A conferência apresentou o programa Floresta+ para representantes do governo federal, dos estados da Amazônia Legal, além de instituições públicas, universidades, fundações, centros de inovação, doadores do Fundo Verde do Clima e de povos indígenas. Cadastro Nacional O Brasil conta com 560 milhões de hectares de floresta nativa no território brasileiro e o próximo passo do governo é criar o Cadastro Nacional de Serviços Ambientais e a regulamentar o pagamento por serviços ambientais, previstos no Código Florestal. Dentre os serviços ambientais considerados essenciais estão o monitoramento, vigilância, combate a incêndio, pesquisa, plantio de árvores, inventário ambiental e sistemas agroflorestais para conservação e a proteção da vegetação nativa. Dentre os benefícios estarão a conservação da biodiversidade, a proteção do solo e das águas e a regulação do clima. Por Revista Imagem | Fonte: Agência Brasil - Foto: Arquivo
- Sebrae Rondônia projeta evento 100% digital voltado ao agronegócio
Evento pretende ser uma grande vitrine virtual do setor produtivo de Rondônia para o mundo, além de trazer conteúdos de orientações Revista Imagem - 03/07/2020 12:21 A pandemia causada pelo Coronavírus veio para a ressignificação de muitas coisas, em que pese o mal que vem causando no mundo. A postura de todos em relação às ferramentas disponíveis para que a Transformação Digital seja uma realidade é uma delas. Antes de fazer uso das ferramentas disponíveis, é preciso soltar algumas amarras que prendem as pessoas ainda no analógico, afinal a Transformação Digital diz mais respeito à cultura que aos hardwares e softwares. Neste sentido, um dos principais paradigmas diz respeito ao homem do campo e sua intimidade com as ferramentas on line. Ledo engano. Em uma rápida visita a algumas propriedades rurais no interior de Rondônia, por exemplo, já se verificam muitas antenas de internet, computadores e quase todos os produtores rurais conectados em aplicativos de mensagens e redes sociais. Isso, evidentemente, sem contar com ferramentas de inovação e tecnologia em sua produção, muitas introduzidas pelo Sebrae, através do Sebraetec (saiba mais em www.sebraetec.ro ). Tendo isso por base, o Sebrae em Rondônia, em conjunto com várias entidades parcerias estão idealizando o Conecta Sebrae – Agrolab Amazônia, um evento com a temática totalmente voltada para o agronegócio e 100% digital. Todo em ambiente virtual, o evento propõe não apenas ser uma grande vitrine virtual do setor produtivo de Rondônia para Brasil e para o mundo mas também trazer conteúdos de orientações, palestras, oficinas, rodadas de negócio e, talvez uma grande marca desta ousada iniciativas, será o grande fórum à distância de debates institucionais, uma vez que estão sendo negociadas participações de secretários de agriculturas e chefes de executivos estaduais. “Estamos dialogando com países que são grandes players no mercado para participação neste grande evento que, embora à distância, conectará demandas de ofertas até em nível mundial. Também teremos painéis e espaços institucionais debatendo os rumos do agronegócio na região, com participação de autoridades, cientistas e lideranças do setor produtivo”, disse Samuel Almeida, Diretor Técnico do Sebrae em Rondônia. O evento deverá ter uma plataforma on line, com acesso simplificado onde cada participante será inserido em um ambiente virtual, onde cada um terá seu próprio avatar e navegar pelo ambiente virtual em três dias de intensa programação. O Conecta Sebrae Agrolab Amazônia será realizado entre os dias 22 e 24 de setembro. Em breve a programação e demais detalhes do evento devem ser divulgados. Para o Diretor Superintendente do Sebrae em Rondônia, Daniel Pereira, é momento de encurtar as distâncias: “Estamos dialogando com diversos pólos de grande desenvolvimento tecnológico aqui no Brasil e fora também. Já temos conexões com a China, Vale do Silício, Israel, Estônia e este evento vai nos aproximar ainda mais de novos mercados, estamos usando a Inovação e Tecnologia para, mesmo distante, conectar nosso produtor a potenciais novos negócios”, comemorou. Por Revista Imagem | Fonte: assessoria - Foto: Arquivo
- Semed promove formação continuada online para profissionais da rede
Serão nove encontros virtuais com objetivo de dar suporte aos educadores durante a pandemia Revista Imagem - 03/07/2020 10:22 Através de plataforma online, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Vilhena oferece aos profissionais da rede formação voltada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento normativo que define o conjunto de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem receber na Educação Básica. De acordo com o professor e secretário municipal de Educação, Willian Braga, a ação dá continuidade ao ciclo de formações que já estavam sendo ofertadas antes do início da pandemia do novo coronavírus. “Desde o início do ano as formações continuadas já eram realizadas pela ex-secretária municipal de Educação, professora Vivian Repessold, juntamente com a equipe do departamento Pedagógico. Agora nós adaptamos os encontros para serem realizados de forma virtual, com objetivo de dar suporte aos educadores neste período de realização das atividades não presenciais, além de tratarmos de assuntos pertinentes à implementação da Base e discutir práticas pedagógicas e componentes curriculares”, ressalta o titular da pasta. As formações são ministradas pela Coordenadora Pedagógica da Semed, Marcia Sechenel, e também pelas gerentes pedagógicas Lucilene Rodrigues, da Educação Infantil, Amanda Areval, do Ensino Fundamental I e II, Margarete Arruda, da Educação de Jovens e Adultos (EJA), e Rosania Lucas, do Atendimento Educacional Especializado (AEE). O primeiro encontro, realizado no dia 26 de junho, foi o “Módulo Introdutório”, focado para o Ensino Fundamental I, de 1° ao 5° ano. O momento contou com a participação de 200 professores. Já o segundo encontro, realizado na última segunda-feira, 29 de junho, abordou o tema “As Discussões Sobre os Componentes Curriculares de Matemática”, voltado para Ensino Fundamental Anos Iniciais. Cerca de 270 professores da rede pública e privada do município estiveram presentes na videoconferência. Segundo a coordenadora Márcia Sechenel, o ciclo de formações envolve nove encontros virtuais até agosto, sempre às segunda-feiras. Por Revista Imagem | Texto: Herbert Weil - Foto: Assessoria
- Bolsonaro diz que pode vetar trechos do PL das Fake News
Aprovado no Senado, projeto ainda precisa passar pela Câmara Revista Imagem - 03/07/2020 09:26 O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (2) que vai vetar pontos do Projeto de Lei (PL) 2.630/2020, conhecido como PL das Fake News, se a versão aprovada pelo Senado for mantida. O texto cria a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, com normas para as redes sociais e serviços de mensagem como WhatsApp e Telegram. Aprovado esta semana no Senado por 44 votos favoráveis e 32 contrários, o projeto agora tramitará na Câmara dos Deputados. Caso seja alterado pelos deputados, o texto retorna ao Senado, a quem caberá a aprovação da versão final. Se não for alterado, segue para sanção presidencial, quando o presidente pode sancionar a lei ou vetá-la parcialmente ou na íntegra. "O pessoal sabe a minha posição, sou extremamente favorável à liberdade total da mídia, até dessas tradicionais que dão pancada em mim o tempo todo. Agora, não podemos admitir a censura aqui (mostrando o celular)", disse Bolsonaro em sua live semanal transmitida nas redes sociais. Segundo o presidente, ele fará uma consulta popular na internet para saber que pontos podem ser vetados do PL. "Se for aprovado na Câmara, chegando para mim o projeto, vou fazer uma consulta popular, o que deve ser vetado ou não. A gente vai vetar e depois o Parlamento pode, se entender que tem, derrubar o veto. Faz parte da regra do jogo", disse. Para Bolsonaro, com o placar apertado na votação do Senado, a derrubada do veto seria mais difícil. Ele disse que, pelo menos um senador, sem relevar o nome, teria se arrependido de ter votado favoravelmente ao projeto. "No Senado passou com 44 votos. Para derrubar o veto, teria que ter 41 votos não, e se 44 passou o projeto, e tem senador que falou que, se vetar, vai manter o veto, [então] se mais três senadores votarem para manter o veto, o que for vetado será mantido", disse. Contas falsas em redes sociais O projeto aprovado no Senado estabelece normas para trazer transparência a provedores de redes sociais e de serviços de troca de mensagens privada. O objetivo do texto é o combate à divulgação de notícias falsas postadas em anonimato ou com o uso de perfis falsos e de disparos em massa. Ao mesmo tempo, o PL fala em garantir liberdade de expressão, comunicação e manifestação do pensamento. As empresas responsáveis pelas redes sociais e serviços de troca de mensagens são as mais afetadas pelo projeto. Cabe a elas uma série de obrigações para evitar a disseminação de conteúdos falsos e difamatórios. O PL proíbe o funcionamento de contas automatizadas que não sejam expressamente identificadas como tal. O texto também proíbe as chamadas contas inautênticas, perfis criados para simular a identidade de outra pessoa e enganar o público. Os impulsionamentos de mensagens publicitárias continuam valendo, mas os serviços de redes sociais e de troca de mensagens devem informar, de forma destacada, o caráter publicitário dessas mensagens. Os provedores de rede social e de serviços de troca de mensagens também deverão desenvolver formas de detectar fraude no cadastro e o uso de contas em desacordo com a legislação. O provedor de rede social, como Twitter e Facebook, por exemplo, deverá tomar medidas imediatas para apagar conteúdos que sejam de dano imediato de difícil reparação. Publicações que incitem violência contra uma pessoa ou um grupo de pessoas ou que contenham conteúdo criminoso, como incitação à pedofilia, são proibidas. As empresas do setor, como Twitter e o Whatsapp, demonstraram insatisfação com o teor do PL aprovado. Também são críticas ao projeto diversas entidades da sociedade civil, como a Coalização Direitos na Rede, que teme o monitoramento sistemático e em massa de dados de usuários de aplicativos e redes sociais. Por Revista Imagem | Pedro Rafael Vilela
- Rendimento médio de brasileiros cai a 82% em maio devido à covid-19
Pesquisa mostra que auxílio emergencial é fundamental para mais pobres Revista Imagem - 03/07/2020 09:17 Os efeitos da pandemia de covid-19 foram especialmente sentidos no mês de maio, que marcou o pico de casos em diversas capitais do Brasil, levando a uma queda média nos rendimentos, para 82% da renda habitualmente recebida. Algumas categorias foram ainda mais afetadas pela crise econômica, como quem trabalha por conta própria, que viu a renda média cair para apenas 60% da normal. Os dados fazem parte de um trabalho realizado pelo pesquisador Sandro Sacchet de Carvalho, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e divulgado nesta quinta-feira (2). Segundo o levantamento, que tem por base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19, realizada pelo IBGE, o auxílio emergencial do governo foi fundamental, principalmente para as camadas de menor renda da população. “A pesquisa buscou avaliar os impactos da pandemia sobre o rendimento do trabalho e o impacto do auxílio emergencial na renda domiciliar. A gente mediu os efeitos através da diferença entre a renda efetivamente recebida e a renda habitualmente recebida. Os dados da PNAD mostraram que no mês de maio a renda efetiva foi só 82% da habitual. Uma queda dessa magnitude, sem dúvida, foi pelo impacto da pandemia”, explicou Sacchet de Carvalho. O economista destacou a importância do auxílio emergencial pago pelo governo federal a trabalhadores que tiveram seus rendimentos afetados por conta da pandemia. “A gente mostra que não só os informais foram muito afetados. Os domicílios de baixa renda também tiveram uma grande perda da renda habitual. Aqueles que têm renda próxima de um salário-mínimo receberam só 49% da renda habitual. Entretanto, quando a gente soma outras fontes de renda, inclusive o auxílio emergencial, a renda deles se aproxima de 100% do que seria sem a pandemia. O auxílio emergencial foi indispensável para que esses domicílios mais pobres conseguissem manter o mesmo rendimento que estavam habituados a receber”, frisou. Segundo a pesquisa, a queda nos rendimentos foi desigual, sendo mais sentida em algumas categorias e menos em outras. No setor privado, trabalhadores com carteira assinada receberam 92% do rendimento habitual, contra 76% no caso dos trabalhadores sem registro. Funcionários públicos contratados pela CLT receberam 96% do habitual, enquanto militares e estatutários atingiram 98%. Entre os setores mais afetados, estão os de atividades artísticas, esportivas e recreação, que receberam só 55% dos rendimentos habituais, transporte de passageiros (57%), hospedagem (63%), serviços de alimentação (65%), atividades imobiliárias (70%), construção (71%) e serviço doméstico (74%). Na outra ponta, os trabalhadores menos afetados encontram-se na administração pública, que chegaram a 97% do salário habitual, indústria extrativa (92%), serviços de utilidade pública (93%), educação (92%), serviços financeiros (92%) e armazenamento, correios e serviços de entrega (91%). Para o economista do Ipea, mesmo com a tendência de melhora futura gradual na economia, com a diminuição da pandemia, ainda será preciso que o governo mantenha algum tipo de ajuda aos trabalhadores, principalmente os menos qualificados, com menos estudos e moradores de regiões mais pobres. “A pesquisa mostrou que há diferenças. Parte da população não ficou desprotegida. Outra parte foi muito afetada pela pandemia. O ideal é, com o tempo, focar mais e continuar atendendo. Mesmo com a pandemia diminuindo os seus efeitos, uma parte da população poderá continuar sendo afetada. Mesmo diminuindo o escopo do auxílio, seria interessante manter [a ajuda] para algumas categorias e uma parcela da população”, sugeriu Sacchet de Carvalho. A íntegra da pesquisa pode ser lida na página do Ipea na internet. O Ipea continuará a monitorar o rendimento dos brasileiros, baseado na PNAD Covid-19, nos meses de junho e julho. Por Revista Imagem | Vladimir Platonow
- Com digitalização de salas de aula, pandemia acentua exclusão escolar
É o que mostra relatório da Unesco sobre ensino a distância Revista Imagem - 03/07/2020 09:00 Em relatório divulgado na última semana de junho, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) informou que 40% de um grupo de mais de 200 países não têm como oferecer apoio a estudantes no ensino a distância, durante a pandemia. Na descrição sobre o Brasil, foram feitas observações quanto a escolas que aprovam estudantes que não assimilaram de fato os conteúdos e a barreiras enfrentadas pela parcela negra, definidas como “legado de oportunidades limitadas de educação”. Em abril, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Programa Mundial de Alimentação (PMA) estimaram que cerca de 370 milhões de crianças poderiam ficar sem merenda, como resultado do fechamento das escolas ao longo da crise sanitária. Os números mostram como alunos socialmente vulneráveis acabam enfrentando mais obstáculos no contexto atual. Agora, a exclusão escolar se amplia com a falta de acesso à internet. Apesar de ser adotada pelas redes públicas de ensino, como forma de garantir que os estudantes possam dar continuidade aos estudos, a ferramenta não está ao alcance de todos, que precisam utilizá-la para complementar materiais impressos, assistir a aulas online, resolver exercícios ou manter contato com os professores. Em algumas unidades federativas, como o Distrito Federal, a volta às aulas já foi anunciada. O governo estadual de São Paulo programou o retorno das aulas presenciais para 8 de setembro Na primeira etapa, a ocupação das salas de aula deve ser de, no máximo, 35%. Até que todos os alunos possam voltar, a orientação é de que acompanhem as aulas remotas, a partir da plataforma virtual Centro de Mídias SP, e se cadastrem para ter acesso gratuito à internet, possível por meio de aplicativo. Percepção dos estudantes Para a médica Talita Amaro, que coordena o cursinho pré-vestibular popular Mafalda, vinculado à Associação Beneficente Meraki, o que as secretarias municipais e estaduais de Educação estão oferecendo aos estudantes não pode ser classificado como ensino a distância, porque ele pressupõe a existência de uma "construção do conhecimento em fases". Em um levantamento do qual participaram 192 alunos matriculados, a organização do cursinho apurou que 48% têm aulas regulares (ensino médio ou técnico) e exercícios online, 16% apenas algumas disciplinas ou exercícios online e 3% não têm nem aulas, nem exercícios disponibilizados pela escola. Outro dado importante é que 67% declararam que não têm aprendido tanto em ambiente virtual quanto presencialmente. As maiores dificuldades citadas foram concentração e disciplina (74%), privacidade (51%), cumprir a carga horária (44%) e cansaço com a rotina de aulas pela internet (43%). A dependência dos recursos tecnológicos e o distanciamento dos educadores foram fatores indicados como negativos pela maioria dos entrevistados - 75% e 96%, respectivamente. "O ensino a distância tem estrutura pedagógica específica. Você não chega simplesmente, dá uma aula para o aluno e acha que aquilo substitui qualquer outra atividade. É um ensino progressivo. Toda vez que você se matricula em um curso online, ele tem uma estrutura preconcebida, que foi pensada no seu desenvolvimento. Então, você inicia com texto-base, faz algumas atividades avaliativas, assiste a aula, mas tem, constantemente, um feedback", afirma. Kayume da Silva, de 26 anos, concluiu o ensino médio em 2013, com supletivo. Sua avó materna não teve a oportunidade de estudar e sua mãe completou apenas a 4ª série do ensino fundamental. Atualmente, a jovem, que é mãe de três filhos, diz que é difícil conciliar cuidados domésticos com a maternidade e uma rotina de estudos. Seu plano é ter o diploma de um curso técnico em gestão pública que, para ela, pode ser um atalho para ingressar no mercado de trabalho. Atualmente, ela é uma das alunas matriculadas no cursinho pré-vestibular da Rede Emancipa, movimento social de educação popular com unidades em todo o Brasil. "Gosto de estudar na parte da tarde, mas ontem, por exemplo, vi que tinha de lavar roupa, fazer almoço. Quando vi, estudei muito pouco. Tenho uma filha de 4 anos e isso me atrapalha muito. Não consigo estudar três, quatro, cinco horas, focar", conta Kayume. Para a universitária Heloisa Ramos, que cursa química industrial e dá aulas no cursinho da Rede Emancipa desde 2018, é bastante perceptível a quantidade de desistência de alunos. As turmas, segundo ela, reuniam cerca de 400 pessoas matriculadas, número que já chegou a cair para 15 com a pandemia. Durante os intervalos das aulas, que duravam 50 minutos e eram dadas quinzenalmente, aos sábados, ela tirava dúvidas das turmas. Hoje, as aulas ocorrem uma vez por semana. Na sexta-feira, Heloisa abre um espaço para que os alunos tirem dúvidas sobre a matéria dada. "Se antes da pandemia já existia evasão, com ela é uma coisa absurda. A gente perguntou a eles: o que está acontecendo? É por causa da plataforma? É a forma? É por falta de acesso à internet? As respostas foram variadas. Muitos trabalham no horário das aulas, outros têm um pacote de dados que não permite que possam participar de tantas lives [transmissões ao vivo], além de dificuldades financeiras, porque muita gente perdeu o emprego e não tinha como pagar pela internet, tinha familiares doentes. Não há somente a questão financeira, mas também a psicológica e, para os alunos periféricos, isso se agrava muito mais", acrescenta. "No cursinho tem muito aluno do ensino médio, mas também gente que já saiu da escola há muitos anos ou que veio da EJA, Educação de Jovens e Adultos. São alunos que têm muitas dificuldades. Então, às vezes, a gente está falando de um assunto que o aluno nunca viu na vida, ele fica desesperado, acaba desanimando e desiste", afirma. Distribuição de materiais Minas Gerais foi um dos pontos do país onde a exclusão escolar pela falta de internet ficou mais patente. Nas redes sociais, uma professora de escola pública do estado comentou que as apostilas do Plano de Estudo Tutorado (PET), feitas no âmbito do Regime de Estudo Não Presencial, parecem ter sido preparadas às pressas e sem esmero. Em uma das postagens, que teve milhares de visualizações, a docente questiona, entre outros aspectos, como os alunos terão condições de fazer os exercícios, se muitos deles dependem de links que direcionam a páginas da web. A Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais garantiu que distribuiria uma versão impressa das apostilas aos alunos que não tivessem conexão de internet em casa. A pasta lembrou que as apostilas são utilizadas como "guia para nortear as atividades", e não como são livros didáticos". A professora, por sua vez, criticou a qualidade do material e ressaltou que somente se sentiu segura de dar as aulas com algo produzido por ela mesma. Procurada pela reportagem, a secretaria ressaltou que também está transmitindo teleaulas no programa “Se Liga na Educação”, que vai ao ar pela Rede Minas e pela TV Assembleia, e que disponibilizou o aplicativo Conexão Escola, que inclui um chat para interação aluno-professor. "Mais de 97% dos estudantes da rede estadual de ensino tiveram acesso, seja virtualmente ou de forma impressa, aos planos de Estudos Tutorados. O aplicativo Conexão Escola já contabiliza mais de 1,2 milhão de downloads na loja virtual. Já o programa Se Liga na Educação chega a cerca de 1,4 milhão de alunos por TV aberta. A média diária de visualizações no Youtube da Rede Minas, que também transmite o conteúdo do programa, chega a 700 mil visualizações por dia", informou a secretaria em nota. O Ministério da Educação lançou uma página para divulgar informes sobre as medidas tomadas durante a pandemia. Por Revista Imagem | Letycia Bond
- Morte de pets revolta população de Chupinguaia; 22 animais morreram envenenados
Moradores temem que onda de envenenamento não pare Revista Imagem - 03/07/2020 08:21 Na última quarta-feira (1º) um morador de Chupinguaia procurou a polícia para informar que tinha encontrado dois gatos mortos no quintal de sua casa. Um dos animais era de sua filha. Aos policiais, ele informou que enterrou mais de 20 gatos mortos por envenenamento nos últimos dias. “Tive de enterrar, pois da dó de ver os animais mortos; tem que achar quem fez isso,” disse o morador. Já nesta quinta-feira (2) moradores do mesmo bairro registraram a morte de dois cães, também por envenenamento. Os moradores acionaram a Polícia Militar e cobram punição para o autor dos crimes. Um dos moradores disse à reportagem temer pela vida de seus animais. "Tenho uma cadela com quatro filhotes. Não quero que o mesmo aconteça com eles. A polícia precisa agira rápido", disse. Por Revista Imagem | Fabrício Leite
- Acidente de carro mata mulher de 39 anos em Colorado do Oeste
O acidente aconteceu na linha 01, Rumo Escondido; ela perdeu o controle do carro que capotou várias vezes Revista Imagem - 03/07/2020 07:50 O acidente fatal aconteceu no final da tarde desta quinta-feira (2) em Colorado do Oeste. Aline Aparecida Oliveira da Silva trafegava pela linha 01, Rumo Escondido, quando entre o Km 5 e 7, teria perdido o controle de direção do veículo que dirigia e capotou diversas vezes em um pasto na margem da estrada. Aline tinha 39 anos e morreu no local do acidente. O carro e o corpo da vítima foram encontrados por parentes que preocupados com a demora da vítima chegar em casa, saíram a sua procura. A Polícia Técnico-Científica foi ao local para realizar a perícia, liberando o corpo logo em seguida. Por Revista Imagem | Da Redação com informações de Rota Policial News
- Coronavírus: mais 7 casos são registrados em Vilhena nesta quinta
Município totaliza em 583 casos confirmados de pessoas infectadas e 7 mortes de vilhenenses por covid-19 Revista Imagem - 02/07/2020 20:35 Vilhena registrou 7 novos casos confirmados de coronavírus (4 por RT-PCR e 3 por testes rápidos) nesta quinta-feira (2), totalizando 583 casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus e 9 mortes por covid-19 (7 de vilhenenses e 2 de moradores de outra cidades). O município também investiga 29 casos suspeitos e recebeu 10 resultados negativos. Hoje 20 pacientes foram considerados recuperados e não transmitem mais o vírus. O total de pacientes recuperados no município é de 398. Segundo o boletim epidemiológico da secretaria municipal de Vilhena, 172 pessoas são consideradas casos ativos pois ainda podem transmitir o vírus. A central de atendimento municipal da covid-19, anexa ao Hospital Regional possuem 15 pacientes internados em isolamento, sendo 5 na UTI (todos com necessidade de respirador). Dos internados, 12 pacientes tem resultado positivo para covid-19. A taxa de ocupação na UTI da Central é de 42%. Já nos leitos da enfermaria a taxa de ocupação é de 38%. Hoje fazem 88 dias em que o primeiro caso de coronavírus foi registrado em Vilhena, isso no dia 5 de abril. Fechamento do comércio Em negociações junto ao Governo do Estado sobre a retirada de Vilhena da lista estadual de "lockdown", o prefeito Eduardo Japonês lembra que, apesar de a cidade ser uma das últimas de Rondônia e Mato Grosso a ainda ter leitos disponíveis para UTI de covid-19, isso não significa que a luta está vencida. Japonês lembra que se o número de contaminados e internações aumentar rápido demais, a lei municipal estabelece a previsão de fechamento de atividades comerciais. Para o município evitar esse marco negativo, a Secretaria Municipal de Saúde está se estruturando com mais profissionais, mais equipamentos e protocolos unificados de atendimento na rede municipal. Para aumentar a oferta de atendimento no combate à covid-19 em Vilhena, a Prefeitura publicou nesta quinta-feira edital de teste seletivo para contratação de 30 médicos, 10 enfermeiros, 40 técnicos em enfermagem e 10 fisioterapeutas, totalizando 90 profissionais de Saúde para atuação na Central de Atendimento à Covid-19. O Painel Covid-19 Vilhena dispõe de informações adicionais sobre os casos em forma de gráficos, mapa e tabelas. Por Revista Imagem | José Antonio Sant'Ana
- Cadela Índia é o mais novo reforço do Canil do 3º BPM no combate ao narcotráfico
Farejadora K9 atuará em Vilhena e Cone Sul na busca e rastreamento de substâncias entorpecentes Revista Imagem - 03/07/2020 0:27 O canil do 3º Batalhão de Polícia Militar em Vilhena recebeu nesta semana um reforço no combate ao narcotráfico através da doação de uma cadela K9 da raça Belga Malinois, especializado em busca e rastreamento de drogas. A K9 “Índia” veio do estado do Amazonas doada pelo Capitão PM/AM Alexandre Hoffmann Relvas, sendo trazida a Vilhena por uma equipe do Batalhão de Policiamento de Choque (BPC) de Rondônia composta pelo Major Arivabene, Tenente Eduardo e Sargento Esmerindo. Antes de ser trazida para Vilhena, “Ìndia” passou por treinamentos e adaptação em Porto Velho. A equipe do Batalhão de Choque continuará em Vilhena pelos próximos dias com policiais do 3ºBPM realizando treinamentos de adaptação e rastreamento com “Ìndia”. Em breve, a farejadora K9 “Índia” estará atuando em Vilhena na busca e rastreamento de substâncias entorpecentes, sendo mais um reforço para a Polícia Militar na luta contra a criminalidade. Por Revista Imagem | Assessoria
- Incertezas rondam os mercados de eventos e turismo, mesmo no pós-pandemia
Setor deve ser o último a se recuperar, e já o mais prejudicado por conta das medidas de distanciamento social e proibição de aglomerações Revista Imagem | 30/05/2020 08:00 Campeonatos esportivos suspensos, shows e espetáculos adiados, feiras de negócios canceladas. Com as medidas de distanciamento social para combater a disseminação do novo coronavírus, e a proibição de aglomerações, o setor de festas e eventos congelou. Empresários e representantes do setor dizem que ainda não conseguem estimar o prejuízo causado pela crise, mas já consideram o primeiro semestre morto. Em alguns segmentos, como de feiras e congressos, o impacto da crise é maior e pode gerar falências. Em Rondônia, nem mesmo o governo do estado quis pagar para ver, e cancelou a Rondônia Rural Show Internacional, que estava marcada para essa semana (26 a 30 de maio) em Ji-Paraná. A feira acontecerá só no ano que vem. A secretaria estadual de Agricultura gastaria cerca de R$ 2,2 milhões para organizar o evento, que no ano passado movimentou R$ 703,5 milhões. Em oito anos, foram mais de R$ 4 bilhões de negócios realizados. Menor, mas não tão menos importante, a Expovale (Exposição de Piscicultura e Agronegócio do Vale do Jamari) também foi adiada. O evento que aconteceria de 30 de abril a 3 de maio ainda não tem data para ser realizado. Considerada a maior feira de negócios da produção de pescado de Rondônia, a Expovale movimentou mais de 200 expositores e teve circulação superior a 10 mil visitantes por dia no ano passado. O tradicional churrasco gigante de tambaqui também foi suspenso. No ano passado foram assadas cerca de 3 mil bandas do pescado e todo o dinheiro arrecadado com a ação foi revertido para ações beneficentes. Outra feira que também não acontecerá mais nesse ano é a Expoac (Exposição Agropecuária de Cacoal). Mesmo prevista para agosto, a Associação Rural de Cacoal, organizadora do evento, decidiu pelo cancelamento. “Após analisar todas as situações que envolvem esta pandemia, mesmo na esperança de que, até agosto, a situação tenha se amenizado, não há como deixar de considerar o prejuízo econômico que cairá sobre todo o mundo. Pessoas e empresas já estão passando por dificuldades financeiras e a Diretoria da Associação Rural de Cacoal, mesmo entendendo que as Feiras Agropecuárias fomentam o agronegócio e fazem o dinheiro circular, reconhece que neste ano todos terão que adotar outras prioridades.”, explicou a associação em nota. Já em Vilhena, as diretorias da Aviagro (Associação Vilhenense dos Agropecuaristas) e da ACIV (Associação Comercial e Industrial de Vilhena) ainda não entraram em consenso sobre a realização ou não da Rondônia Rural Sul, criada no ano passado com a fusão da Expovil e do Portal do Agronegócio. Todo esse cenário dá conta de que Vilhena não terá sua tradicional feira agropecuária, seja lá com qual nome for. PAUSA NAS FESTAS Estagnação também no seguimento de eventos sociais. Quem estava com casamento marcado para esse semestre preferiu adira a subida até o altar. As debutantes também tiveram que adiar sua festa de “estreia”, assim como quem pretendia comemorar bodas teve que esperar um pouco mais. “Foi uma decisão difícil de ser tomada, até por que tivemos que deliberar sobre isso há poucas semanas dos eventos, ainda no início de março, quando não tínhamos muitas informações sobre o que de fato aconteceria no Brasil, e em Rondônia. Então, para não corrermos riscos, orientei os clientes a adiaram os eventos para o segundo semestre”, conta a cerimonialista e wedding planner Simone Miranda. Proprietária de uma das maiores empresas de cerimonial e organização de eventos de Rondônia, Simone conta que por enquanto o setor está conseguindo manter os contratos e por conta disso minimizar os prejuízos. A questão mais complicada é encontrar uma data em comum que esteja livre na agenda de todos os fornecedores, já que um único evento pode contar facilmente com mais de 10 empresas diferentes. “A reacomodação das datas requer um pequeno malabarismo pois envolve muitos fornecedores - alguns de outros estados - e principalmente os desejos e expectativas do cliente”, explica Simone. Mas mesmo minimizados, os prejuízos existem pois com a postergação dos eventos, posterga-se também o recebimento dos contratos. Só que as contas não param de chegar. São pagamentos de encomendas, salários de funcionários e outras despesas que não podem esperar. Por conta disso, algumas empresas precisaram dispensar funcionários e cancelar compras de materiais. Porém, as mudanças de datas não dão nenhuma certeza quanto a realização dos eventos no segundo semestre, pois ainda não se sabe como será a evolução da pandemia, e as medidas restritivas impostas pelos governos estadual e municipal. “Os eventos sociais, como o próprio nome diz, são para socialização, onde as pessoas estão juntas, conversam, dançam, se abraçam. Não tem como fazer uma festa e pedir para o convidado manter distanciamento social. É incoerente. Outros mercados conseguem se adequar às regras de distanciamento social, mas o mercado de eventos, não. Por conta dessa peculiaridade, o nosso futuro ainda é muito incerto”, explica Simone. A preocupação é relevante porque as leis e decretos, tanto do Estado quanto do município, proíbem a realização de eventos de qualquer natureza com mais de 5 participantes presentes. E sem convidados não tem festa. Não tem festa também nas boates e casas de shows, que estão fechadas por conta dos decretos, e não sabem quando poderão voltar a funcionar. Em Vilhena, uma das boates até tentou reabrir, adotando medidas de distanciamento e higienização, mas com a reedição do decreto municipal, a reabertura não foi possível. TURISMO O Setor de Turismo e Hospitalidade que anda lado a lado com o de eventos também é outro que deve demorar a se recuperar. Porém, neste ramo os prejuízos já são possíveis de se calcular. A Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) estima a falência de 10% dos hotéis, enquanto a Confederação Nacional do Turismo (CNTur) estima que 30% dos restaurantes e similares em toda a rede brasileira não suportarão a falta de clientes, totalizando cerca de 200 mil estabelecimentos fechando as portas, gerando uma onda maciça de desemprego num curto espaço de tempo. Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que, somente em março, foram R$ 11,96 bilhões em perdas de receita, uma queda de 84% em relação ao mesmo período de 2019. De acordo com Wilson Luiz Pinto, Secretário Geral da CNTur, o grande problema é que restaurantes possuem pouco capital de giro, por ser atividade de alto custo e com margem de lucro baixa. "Um ponto comercial precisa ser num lugar bem visível, com um valor aluguel extremamente caro. A atividade também exige muitos funcionários e, além disso, temos uma alta carga de imposto sob os ombros da categoria. É impossível ficar um mês parado, sem faturar", alerta Luiz Pinto. "Estudos da JP Morgan mostram que temos menos fôlego pra aguentar a crise, entre todas as atividades econômicas. O documento mostra que setor aguentaria 16 dias fechado, ou seja, já entramos num colapso de vendas, com queda de faturamento de 90%", avalia Paulo Solmucci, presidente Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL). Uma das modalidades que vem mantendo o setor, o delivery não é visto como uma solução definitiva por Solmucci. Segundo o dirigente, o sistema ameniza, mas não é o bastante para quitar as contas dos estabelecimentos. "O salão que realmente é responsável pelo faturamento, a maioria absoluta dos restaurantes não consegue pagar nem mesmo a folha salarial com pedidos por telefone. Essa modalidade é uma medida paliativa. Precisamos que essa pandemia passe rapidamente, se não o prejuízo será ainda maior", lamenta. Em Vilhena, um dos restaurantes mais tradicionais da cidade, demitiu 20% dos funcionários, ainda no início de março. “Quando tudo isso passar, recontratamos os funcionários, mas por enquanto não temos como suportar o pagamento dos salários”, disse um dos proprietários, pedindo para não ser identificado. O representante da ABRASEL também cobra mais ações dos governantes. "Até agora, só tivemos contrapartida do Governo Federal, mas estados e municípios precisam fazer mais, como reduzir impostos e contas. Só isolamento social não resolve a situação". Hotéis são os que mais sentem a crise, alega Alexandre Sampaio, presidente da FBHA. "Fomos os primeiros a sofrer com a pandemia e seremos os últimos a voltar à atividade normal. Estimamos que mais de três mil hotéis e pousadas fechem as portas, durante essa crise, pelo alto custo de manutenção e funcionamento desse tipo de estabelecimento", explica. Sampaio acredita que deve haver uma concorrência predatória prejudicial, pela ânsia de fazer caixa, e que somente um aporte do Governo Federal pode reduzir os danos. "As diárias serão mais baixas e alguns estabelecimentos podem até cobrar valores que não cobrirão nem mesmo seus custos operacionais, pela necessidade de fazer caixa com urgência, pois as linhas de financiamento para capital de giro infelizmente estão empoçadas". Por Revista Imagem | José Antonio Sant'Ana
- Covid-19: Vilhena registra 30 novos casos e 1 morte nesta quarta-feira
Em contraposição ao decreto estadual, comitê municipal decide que ainda não é necessário fechar o comércio em Vilhena Revista Imagem - 02/07/2020 07:24 Vilhena registrou 30 novos casos confirmados de coronavírus (10 por RT-PCR e 20 por testes rápidos) nesta quarta-feira (1º), além de 1 morte por covid-19. Com os novos resultados, Vilhena chega a um total de 576 casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus e 9 mortes por covid-19 (7 de vilhenenses e 2 de moradores de outra cidades). O paciente que faleceu ontem era morador do Jardim Primavera, homem, tinha 78 anos e estava internado na Central de Atendimento à Covid-19 desde o dia 19/06, com necessidade de respirador. O óbito foi registrado na madrugada da quarta-feira. O município também investiga 26 casos suspeitos e recebeu 19 resultados negativos. Ontem 73 pacientes foram considerados recuperados e não transmitem mais o vírus. O total de pacientes recuperados n município é de 378. Segundo o boletim, 192 pessoas são consideradas casos ativos pois ainda podem transmitir o vírus. A central de atendimento municipal da covid-19, anexa ao Hospital Regional possuem 15 pacientes internados em isolamento, sendo 5 na UTI (todos com necessidade de respirador). Dos internados, 11 pacientes tem resultado positivo para covid-19. A taxa de ocupação na UTI da Central é de 42%. Já nos leitos da enfermaria a taxa de ocupação é de 38%. Hoje fazem 87 dias em que o primeiro caso de coronavírus foi registrado em Vilhena, isso no dia 5 de abril. Fechamento do comércio Ainda ontem o Comitê Gestor Municipal de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus de Vilhena se reuniu, por meio de videoconferência, para tratar sobre a portaria estadual que reclassifica Vilhena e outros 24 municípios na fase mais rígida do decreto estadual de enfrentamento ao coronavírus. Nesta fase o município estaria obrigado a fechar o comércio não essencial em um quase lockdown. A maioria dos membros concordou que, conforme os critérios estabelecidos pela lei municipal n° 5.285, mesmo considerando a alteração prevista para os próximos dias, ainda não é necessário o fechamento de atividades comerciais em Vilhena. O Governo do Estado solicitou a posição do município por escrito para embasar sua decisão sobre a retirada ou não de Vilhena da portaria. O Painel Covid-19 Vilhena dispõe de informações adicionais sobre os casos em forma de gráficos, mapa e tabelas. Por Revista Imagem / José Antonio Sant'Ana
- Concluída a maior pesquisa brasileira sobre a covid-19
Estudo analisou, dentre outras questões, a proporção de anticorpos da população brasileira em relação ao coronavírus Revista Imagem - 02/07/2020 19:10 O maior estudo sobre a Covid-19 no Brasil, “Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil: Estudo de Base Populacional”, financiado pelo Ministério da Saúde, foi concluído e trouxe informações importantes sobre a evolução da doença no país. O estudo foi coordenado pelo Centro de Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) com a proposta de utilização dos resultados, pelo Ministério da Saúde, na formulação de estratégias para o combate à pandemia, além de ações e programas de prevenção. Para a realização do inquérito, o Governo Federal disponibilizou 150 mil testes rápidos que detectam a presença de anticorpos IgM (de infecção mais recente) e IgG (de infecção mais antiga) para o coronavírus, a partir de amostras de sangue. A pesquisa entrevistou e testou 89.397 pessoas em todas as regiões do país durante os meses de maio de junho de 2020. A coleta de dados foi feita por profissionais do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) nos domicílios de 133 cidades espalhadas por todos os estados do Brasil. Houve três fases de coleta de dados: a primeira fase ocorreu de 14 a 21 de maio, totalizando 25.025 (75,2%) entrevistas e testes; a segunda, entre os dias 04 e 07 de junho, com o total de 31.165 (93,7%) entrevistas e testes; e a terceira, entre os dias 21 e 24 de junho, totalizando 33.207 (99,9%) entrevistas e testes. Confira a íntegra do discurso do secretário-executivo, Elcio Franco: O Ministério da Saúde financiou um dos maiores estudos de inquérito epidemiológico do mundo. O resultado que a Universidade Federal de Pelotas nos traz hoje é uma peça fundamental para dar informações adicionais sobre comportamento do vírus. Ainda precisaremos de outros elementos para compreender completamente a dinâmica da doença no território e na transmissão entre pessoas, mas certamente é uma contribuição do Brasil para a comunidade científica internacional, e gestores e profissionais de saúde, na busca de soluções adequadas para o enfrentamento ao coronavírus. Gostaria de parabenizar a Universidade por esse compromisso com a saúde pública, e, por meio dela, agradecer todos as pessoas que estiveram envolvidas direta ou indiretamente com o estudo. Em especial, é preciso dizer que, sem a participação dos entrevistados, não estaríamos hoje divulgando essas informações. O estudo traz dados de 133 cidades brasileiras, espalhadas pelo território nacional. Embora não tenha o retrato do país, mostra áreas em suas diferentes etapas de enfrentamento ao Covid-19. A média é de 3,8% de infecção nesta última etapa, mas as taxas variam de Zero a 20% entre as cidades analisadas, reforçando a necessidade de darmos respostas diferenciadas para cada município no país. De modo geral, a diferença entre o número de pessoas infectadas é seis vezes maior do o número de casos notificados. Trata-se de algo esperado, quando a maior parcela dos casos é leve ou assintomática, o que deve ser ainda confrontado com outros estudos disponíveis visto que outras estimativas apontaram um número maior para essa chamada subnotificação. Isso quer dizer que o estudo que estamos apresentando não é definitivo em si. O objetivo é contribuir para a literatura internacional e conhecimento da doença. Da mesma forma, a taxa de mortalidade do estudo está próxima de 1%. O valor é 75% menor do que obtemos com a notificação oficial, que chega a mais de 4%, mas acima de taxas apontadas em outras literaturas científicas. Assim, contribuiremos para melhor entender o enfrentamento da doença com esses novos dados. O professor Pedro Hallal pesquisador responsável pelo estudo, e reitor da UFPel, esteve nos últimos dois dias conosco. Foram longas horas de apresentação e debate sobre os resultados. Certamente muito pode ainda ser extraído, em especial no que se refere a população mais vulnerável. Algo que foi questionado e merece uma análise mais profunda são as situações de raça/cor. Nesse tema de autodeclaração, nos interessa entender as referências como a de indígenas, percebendo que a coleta foi realizada em área urbana. Para esses indígenas autodeclarados na região urbana, o valor está acima da média e precisamos verificar o contexto em que se dá a informação e quais as influências socioculturais podem interferir na coleta do dado. Hoje, esse tema não será abordo devido a essas análises que precisamos fazer. O dado que o professor nos traz hoje é referente a análise em relação ao nível socioeconômico. O avanço da doença sobre os mais pobres mostra o quão importante é oferecer assistência descentralizada. Em especial, precisamos da adesão dos municípios aos centros comunitários, que possibilitarão um atendimento mais próximo do cidadão e uma assistência antes que a doença avance em sua gravidade. Precisamos proteger de forma adequada essa parcela da sociedade. Para mostrar a complexidade da análise que requer os números, o estudo aponta que 91% dos infectados sentiu algum tipo de sintoma. Novamente precisaremos entender como o dado foi captado, visto que confronta outros estudos. A maior prevalência diz respeito a alterações de olfato e paladar. Compreender a dinâmica em que se dá a declaração de sintomas também nos ajudará a aperfeiçoar os protocolos de atendimento, em especial reforçar a assistência precoce. Precisamos analisar os resultados por faixa etária e transmissão entre crianças e adolescentes, para definir protocolos mais seguros de volta as aulas. Demos uma boa lição de casa para professor. Para encerrar a minha fala: estamos dando mais um passo importante com esse estudo. O Brasil mostra mais uma vez o seu compromisso e desejo de contribuir com o mundo em informações e respostas a doença. E temos que fazer mais. Vamos analisar quais os próximos passos podem ser dados. Para conferir a pesquisa, acesse: www.ufpel.edu.br Por Revista Imagem | Tinna Oliveira (AS)
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