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  • Novas reclassificações do Plano Todos Por Rondônia começam na quarta

    Municípios que esforçarem-se para aumentar número de casos recuperados conseguem melhor classificação do Plano Revista Imagem - Publicado em 13/07/2020 18:26 PORTO VELHO - Em coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (13), a equipe técnica do Governo de Rondônia anunciou que as novas classificações dos municípios nas fases do Plano Todos Por Rondônia, que serão feitas ainda hoje, passam a vigorar a partir de quarta-feira (15) e já sinaliza a ampliação de atividades econômicas. A equipe também reforçou, que as medidas que norteiam o Plano consideram, em especial, a preocupação com a saúde de cada um dos rondonienses, e tem como base critérios técnicos e a construção conjunta através do diálogo com Poderes e demais atores sociais de estratégias que beneficiem e protejam a população. As novas classificações dos 52 municípios serão feitas através de portaria que deve ser publicada nesta segunda-feira (13), considerando a alteração feita pelo decreto publicado na última sexta-feira (10). O decreto alterou o critério da taxa de casos confirmados, que inclui óbitos e recuperados, pessoas que não ameaçavam demanda futura de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), por taxa de crescimento de casos ativos, esses sim sinalizam demanda por leitos de UTI; e manteve o critério de taxa de ocupação de leitos de UTI. Desta forma, para um município avançar em fases de maior ampliação de atividades econômicas, a taxa de crescimento de casos ativos e de leitos de UTI não podem alcançar índices que ameacem colapso na saúde. Com a mudança na matriz de reclassificação, a sinalização é de que os municípios entrem em fases com maior permissão de atividades econômicas. Porto Velho, por exemplo, apresenta uma expectativa de avançar para a fase 3, a de abertura comercial seletiva. Nesta, são permitidas todas as atividades econômicas, exceto casas de show, bares e boates, eventos com mais de dez pessoas, cinemas e teatros, balneários e clubes recreativos, cursos e afins para pessoas com menos de 18 anos, cursos profissionalizantes e capacitações em instituições públicas, cursos e afins com mais de 10 pessoas. Preservação de empregos O governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, que está de quarentena devido a primeira-dama ter recebido diagnóstico positivo para Covid-19, foi representado na coletiva pelo chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, que reforçou que o governador tem seguido firme no enfrentamento à pandemia, considerando o principio de responsabilidade com a saúde da população, responsabilidade com a transparência e com o compromisso de buscar as melhores práticas para evitar a disseminação do contágio. Ele destacou que Rondônia, assim como o mundo inteiro, não tinha um manual de instrução para enfrentar a pandemia, mesmo assim foram criados leitos exclusivos de UTI para tratamento da Covid-19, que já são mais de 160. O Estado alcançou o primeiro lugar no Brasil em testagem da população e possui baixa letalidade, com apelo para que população receba já na Atenção Básica o tratamento com protocolo de medicamentos, para evitar o agravamento de casos. ”Apesar de todas as pressões, o governador decidiu seguir uma estratégia: responsabilidade, respeitando seu corpo de técnico de saúde, epidemiológico, estatístico; formando gabinete de crise com todos os Poderes, com seus secretários, pessoas de representatividade à sociedade e de órgãos de controle. Muitos falaram que não havia diálogo, mas o diálogo fez parte de todo esse momento com constantes reuniões, e isso é que nos faz chegar aos objetivos”, disse Júnior Gonçalves. O secretário de Estado de Finanças (Sefin), Luís Fernando Pereira da Silva, reforçou que o objetivo principal do Plano Todos Por Rondônia, que avalia resultados e define reclassificações a cada ciclo de 14 dias, é evitar o colapso na saúde. ”Graças a Deus esse objetivo tem sido alcançado. Rondônia, ao contrário de outros estados, não tem tido colapso no sistema de saúde e estamos aprimorando constantemente as estratégias do plano”, explica. A mudança do critério de casos confirmados para casos ativos na matriz de reclassificação do plano, também foi apontada como medida positiva para equilíbrio entre saúde e economia em Rondônia. ”Com esse aprimoramento, a gente consegue manejar a maior ampliação ou restrição de atividades econômicas de cada município de forma mais adequada, e assim evita-se colocar municípios em fases restritivas sem necessidade. Rondônia, em boa parte dos municípios, tem reduzido o número de casos ativos, estão em fase de estabilização, tendendo à redução”. Poupando a economia de sacrifícios desnecessários, Rondônia planeja a retomada gradual da economia. A nova forma de classificar também faz um reconhecimento aos municípios que tem se esforçado para elevar o número de pacientes recuperados da Covid-19. ”Aqueles que estão detectando os casos precocemente, iniciando a terapêutica precocemente, vão ter maior número de curados, e portanto menor número de casos ativos”, aponta o secretário da Sefin. A Associação Rondoniense de Municípios (Arom), que esteve representada pelo diretor executivo Roger André Fernandes, parabenizou a iniciativa do Governo em tratar os municípios observando suas particularidades. ”Estamos aqui para agradecer o empenho do Governo, pois era um dos grandes pleitos da Arom e foi muito bem recepcionado pelo governador Marcos Rocha, foram muitas reuniões para chegar a uma matriz de risco mais coerente, ou seja, melhorar o que já era bom; e instiga os municípios a fazerem seu dever de casa, entregar medicamento e sair o quanto antes dessa crise”, considera. O empresário Chico Holanda, representando o grupo Pensar Rondônia, também avaliou como positiva a mudança feita pelo Governo e pediu aos empresários que sigam os protocolos de combate ao contágio, como controle da quantidade de pessoas nos estabelecimentos, exigência do uso de máscaras e higienização das mãos. ”Quero agradecer aos técnicos que encontraram esse modelo seguro para que pudéssemos abrir o comércio”. O deputado estadual Eyder Brasil e o deputado estadual Jair Montes, líder e vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa, parabenizaram a iniciativa no enfrentamento à pandemia. ”Parabenizo o governador, pois cada município tem a sua característica e é assim que cada município tem que ser visto, de forma particular, única”, afirma Eyder Brasil. ”Toda doença tem que ser combatida com prevenção”, completa Jair Montes. Os municípios devem permanecer na nova classificação de 15 a 29 de julho, com exceção dos que comprovarem condições para avançarem de fase, esses permanecem no minimo por sete dias na fase classificada. Por Revista Imagem | Texto: Vanessa Moura - Foto: Arquivo

  • SP abre inscrição para voluntários de vacina contra o coronavírus

    Poderão se inscrever apenas profissionais da saúde que ainda não tiveram a doença e que atuam com pacientes com covid-19 Revista Imagem - Publicado em 13/07/2020 17:00 SÃO PAULO - O governo de São Paulo lançou hoje (13) uma plataforma para inscrição de voluntários que queiram participar dos testes da vacina contra o novo coronavírus, a CoronaVac, desenvolvida por laboratório chinês. As inscrições serão feitas por meio do portal www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/vacina, onde será possível acessar a plataforma de triagem para saber se o candidato preenche os critérios de recrutamento. O cadastramento nos centros de pesquisa participantes começa amanhã (14). Nessa plataforma, os voluntários interessados irão responder a algumas perguntas iniciais para saber se têm o perfil necessário para participar dos testes com a vacina. Após esta etapa, serão informados os endereços dos centros de pesquisa que devem ser procurados para, enfim, iniciarem todos os processos necessários para confirmar a participação. Todas as informações são sigilosas. Poderão se inscrever apenas profissionais da saúde que ainda não tiveram a doença e que atuam com pacientes com covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Eles não podem ter outras doenças nem estar em fase de testes para outras vacinas. As voluntárias também não poderão estar grávidas. Fase 3 O governo de São Paulo vai iniciar a fase 3 de teste em humanos da CoronaVac no dia 20 de julho. Esta vacina contra o novo coronavírus, desenvolvida pela Sinovac, sediada na China, é uma das mais avançadas em testes. Ela já está na terceira etapa, chamada clínica, de testagem em humanos. O laboratório chinês já realizou testes do produto em cerca de mil voluntários na China, nas fases 1 e 2. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra as proteínas do vírus. Os testes com a CoronaVac serão realizados em 9 mil voluntários em centros de pesquisas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, além de Brasília. A pesquisa clínica será coordenada pelo Instituto Butantan e o custo da testagem é de R$ 85 milhões, custeados pelo governo. A vacina é inativada, ou seja, contém apenas fragmentos do vírus, inativos. Com a aplicação da dose, o sistema imunológico passaria a produzir anticorpos contra o agente causador da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. No teste, metade das pessoas receberá a vacina e metade receberá placebo, substância inócua. Os voluntários não saberão o que vão receber. Por Revista Imagem | Texto: Elaine Patricia Cruz - Foto: Arquivo

  • Governo zera tarifas de 34 remédios usados no combate à covid-19

    Entre os medicamentos beneficiados, estão Ivermectina, Fondaparinux, Varfarina, Nitazoxanida, Edoxabana e Rivaroxabana Revista Imagem - Publicado em 13/07/2020 16:56 BRASÍLIA - A Câmara de Comércio Exterior (Camex) zerou o Imposto de Importação de 34 medicamentos usados no combate à covid-19. A resolução foi publicada hoje (13) no Diário Oficial da União. Entre os medicamentos beneficiados pela medida, estão Ivermectina, Fondaparinux, Varfarina, Nitazoxanida, Edoxabana e Rivaroxabana. O órgão também zerou a tarifa de máquinas para produção e embalagem de máscaras descartáveis de proteção respiratória. As máquinas deverão fabricar pelo menos 400 máscaras triplas com orelhas elásticas de estrutura compacta por minuto. A resolução zerou o Imposto de Importação de bolsas para coleta de sangue com solução anticoagulante. Desde o início da pandemia do novo coronavírus, a Camex, órgão composto de representantes de vários ministérios presidido pelo Ministério da Economia, reduziu a zero a tarifa de 549 produtos relacionados ao enfrentamento da doença. O benefício vale até 30 de setembro. Atrofia muscular Em outra resolução publicada hoje, a Camex zerou a tarifa de importação do medicamento Zolgensma, usada no combate à atrofia muscular espinhal (AME) em crianças de até dois anos. Cotada a R$ 12 milhões e sem fabricação no Brasil, a droga é considerada o medicamento mais caro do mundo, de acordo com o Ministério da Economia. A desoneração do medicamento havia sido anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro na noite de sexta-feira (10), mas a decisão só foi oficializada hoje. Segundo o Ministério da Saúde, a AME é uma doença rara, degenerativa, passada de pais para filhos e que interfere na capacidade do corpo de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores, responsáveis pelos gestos voluntários vitais simples do corpo, como respirar, engolir e se mover. Varia do tipo 0 (antes do nascimento) ao 4 (segunda ou terceira década de vida), dependendo do grau de comprometimento dos músculos e da idade em que surgem os primeiros sintomas. Até o momento, não há cura para a doença. Por Revista Imagem | Texto: Wellton Máximo - Foto: Arquivo

  • Mourão diz que desmatamento foi além do aceitável na região amazônica

    Queimadas tiveram redução de 20% no 1º semestre, disse vice-presidente Revista Imagem - Publicado em 13/07/2020 17:05 BRASÍLIA - O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta segunda-feira (13) que o desmatamento na Amazônia está além do limite aceitável e defendeu um combate efetivo do problema na região. "A gente não nega que houve desmatamento além daquilo que pode ser considerado como aceitável, ou seja, dentro dos 20% de cada propriedade rural e fora das unidades de conservação e terras indígenas", afirmou durante um debate virtual promovido pela Genial Investimentos nas redes sociais.  Mourão lembrou que o desflorestamento e as queimadas na região vêm sofrendo uma escalada desde 2012 e atingiu um pico no ano passado, o que motivou uma reação internacional. "De 2012 pra cá, nós entramos em uma ascensão do desmatamento, e consequentemente das queimadas, que se sucedem após a área desmatada, até que ano passado tivemos uma alta bem grande do desmatamento e que chamou a atenção do mundo a esse respeito", destacou. Para o vice-presidente, que desde fevereiro está à frente do Conselho da Amazônia, o governo federal herdou um problema de gestões anteriores com a falta de funcionários nos órgãos ambientais. "Isso vem ocorrendo porque as nossas agências ambientais foram perdendo a sua capacidade operacional. Nós recebemos, no nosso governo, tanto o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] como o ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade], com 50% do seu efetivo. E o efetivo que sobra não está destinado totalmente para a Amazônia, esse pessoal está espalhado em outras áreas do Brasil." Na semana passada, Mourão se reuniu com empresários brasileiros e investidores estrangeiros que cobraram ações mais efetivas para conter o desmatamento na Amazônia. Em junho, o governo federal chegou a receber uma carta de grupos empresariais internacionais com críticas à política ambiental e em que condicionavam os investimentos no país ao aumento, pelo governo, do controle do desmatamento e das queimadas na Amazônia. Um novo decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, foi publicado na última sexta-feira (10) no Diário Oficial da União, prorrogando a presença das Forças Armadas na Amazônia Legal até 6 de novembro para atuar em operações de fiscalização e repressão de atividades ilegais de desmatamento e queimadas. Desmatamento em 2020 Durante a entrevista para a Genial Investimentos, o vice-presidente também comentou a perspectiva para o desmate neste ano que, segundo ele, deverá ser parecido com o do ano passado. "Nós devíamos ter começado o combate ao desmatamento em dezembro do ano passado, ou no mais tardar, em janeiro desse ano. Fomos começar agora em maio, o conselho [da Amazônia] foi criado só em fevereiro, até que a gente conseguisse se organizar", explicou. Apesar de uma perspectiva de desmatamento em patamares elevados, Mourão destacou uma queda nos focos de queimada no primeiro semestre deste ano, segundo medições do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). "Em termos de desmatamento [esse ano] não será melhor, agora em termos que queimada, sim. Dados de hoje do Inpe colocam que nós tivemos uma redução de 20% em relação ao primeiro semestre do ano passado, isso é uma redução significativa e estamos atingindo um dos menores índices de queimada dos últimos anos." Por Revista Imagem | Texto: Pedro Rafael Vilela - Foto: Arquivo

  • ESPECIAL: Estatuto da Criança e do Adolescente completa 30 anos

    A partir do ECA tornou-se dever da família, da sociedade e do Estado assegurar com "absoluta prioridade" direitos essenciais Revista Imagem - Reportagem Especial - 13/07/2020 16:25 Brasília - No Brasil de 1990, uma em cada cinco crianças e adolescentes estava fora da escola, e uma em cada dez, entre 10 e 18 anos, não estava alfabetizada. A cada mil bebês nascidos vivos no país naquele ano, quase 50 não chegavam a completar um ano, e quase 8 milhões de crianças e adolescentes de até 15 anos eram submetidas ao trabalho infantil. Para pesquisadores e defensores dos direitos dessa população, o país deu um passo importante para mudar esse cenário naquele ano, quando foi publicado o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que completa 30 anos hoje (13). Passadas três décadas, o percentual de crianças e adolescentes fora da escola caiu de 20% para 4,2%, a mortalidade infantil chegou a 12,4 por mil, e o trabalho infantil deixou de ser uma realidade para 5,7 milhões de crianças e adolescentes. O estatuto considerado parte desses avanços é fruto de um tempo em que a concepção sobre os direitos das crianças e adolescentes mudou no país e no mundo. O coordenador do Programa de Cidadania dos Adolescentes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Mario Volpi, conta que o Brasil participou ativamente das discussões internacionais que culminaram, em 1989, na Convenção Sobre os Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU), assinada por 196 países. Mesmo antes de esse acordo ter sido ratificado no Brasil, em 1990, os conceitos debatidos na ONU contribuíram para a inclusão do Artigo 227 na Constituição Federal de 1988. A partir dele, tornou-se "dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão". Aprovado dois anos depois da Constituição, o ECA parte do Artigo 227 e consolida todo o debate que o antecedeu, declarando crianças e adolescentes sujeitos de direito, aos quais devem ser garantidas a proteção integral e as oportunidades de desenvolvimento em condições de liberdade e de dignidade. "Foi um processo muito complementar. Em 1988, a Constituição. Em 1989, a Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU. E, em 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente. Existe um alinhamento conceitual bastante coerente nesses três documentos jurídicos que estabeleceram essa mudança bastante radical na forma como a infância passa a ser vista pelo país", explica Volpi. "O ECA é considerado uma das melhores leis nacionais que traduzem a Convenção sobre os Direitos da Criança, e foi usado como referência para a maioria dos países latino americanos, uma referência histórica". A mudança conceitual destacada pelo coordenador do Unicef se dá em relação ao Código de Menores, de 1979. Volpi explica que o texto anterior, revogado pelo ECA, estava inteiramente concentrado na repressão a crianças e adolescentes em situações irregulares, como crianças órfãs, pobres, em situação de rua ou em conflito com a lei. "Existia uma visão de que, para toda a situação de irregularidade nas pessoas menores de idade, deveria haver uma ação repressiva do Estado para proteger a sociedade", resgata Volpi. "Criou-se essa divisão entre as pessoas com menos de 18 anos conhecidas como crianças e adolescentes, porque estavam em situação de normalidade, e as que eram chamadas de menores, que era como se referiam a uma criança pobre, desvalida. Ninguém dizia que tinha em casa dois menores, dizia que tinha duas crianças ou dois filhos. Mas, quando se referiam às famílias das crianças mais pobres, diziam que a família tinha dois menores." Estatuto ajudou país a avançar na universalização do ensino Entre os principais avanços conquistados no país nos últimos 30 anos, desde que o Estatuto da Criança e do Adolescente foi publicado, está o crescimento dos percentuais de crianças e adolescentes na escola. Segundo o Relatório do 3º Ciclo de Monitoramento do Plano Nacional de Educação (PNE) 2020, 98,1% da população de 6 a 14 anos frequenta ou já concluiu o ensino fundamental, e 73,1% dos adolescentes de 15 a 17 anos frequentam ou já concluíram o ensino médio. O relatório faz um acompanhamento do cumprimento das metas do PNE e aponta que alguns objetivos que deveriam ter sido cumpridos em 2016 ainda não foram alcançados. É o caso do percentual de crianças de 4 a 5 anos em escolas ou creches, que está em 93,8% e já deveria ser de 100% há quatro anos. Outras metas que precisam ser cumpridas até 2024 ainda requerem um longo caminho, como o percentual de crianças de até 3 anos em creches, que precisa chegar a 50% e estava em 35,7% em 2018, ano do último resultado disponível. Outro exemplo é o percentual de adolescentes de 16 anos com o ensino fundamental concluído, que está em 78,4% e precisa chegar a 95%. Diferenças regionais Os números gerais sobre um país como o Brasil, no entanto, escondem desigualdades regionais, de renda e de raça, alerta a diretora de relações institucionais da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Heloísa Oliveira. Segundo o Anuário da Educação Básica, do Movimento Todos pela Educação, apesar de 99,7% das crianças e adolescentes de 6 a 14 anos estarem na escola, a parcela excluída não é pequena e chega a 88,6 mil em números absolutos. Quando dividida a renda dos domicílios brasileiros em quatro grupos, o percentual de jovens de 16 anos que concluíram o ensino fundamental é de 95,1% entre os mais ricos e de 69,1% entre os mais pobres. "Quando a gente abre essa informação, esse é o grande problema que a gente tem na educação, é a forma como as desigualdades sociais permeiam esse direito. Essa média é composta por diferentes realidades", avalia a pesquisadora, que exemplifica que a meta de matricular 50% das crianças de até 3 anos em creches já foi atingida para as famílias mais ricas, que alcançaram 51%, mas ainda está bem distante do ideal nas mais pobres, com cerca de 29,2%. Já na faixa de 4 e 5 anos, enquanto a média nacional já passou dos 90%, e o Ceará atingiu 98,5% e, no Amapá, o percentual era de 67,8% em 2018, o menor desde 2012. Educação infantil A busca pelos percentuais de universalização do ensino na educação infantil, sua inclusão na educação básica e até o estabelecimento de metas no PNE fazem parte da herança do Estatuto da Criança e do Adolescente, que entre outros avanços foi base para o Marco Legal da Primeira Infância, em 2016. "É um reflexo dessa discussão da criança como sujeito de direitos. Quando a creche era da assistência social, era um espaço de cuidado. Na educação, a creche é um espaço de desenvolvimento. É uma mudança importante", diz Heloísa. O desenvolvimento é percebido com clareza pela copeira Brenda Cristina de Oliveira, de 27 anos, que conseguiu matricular as três filhas em creches públicas do Rio de Janeiro. Hoje, na escola, as meninas têm bom desempenho, porque saíram da creche "mais espertas", comemora a mãe. "A criança que frequenta a creche consegue largar a fralda mais cedo, juntar as palavras melhor. Quando a criança não é da creche, parece que tem menos idade", conta ela. O direito a que suas filhas tiveram acesso, porém, ainda exclui muitas pessoas no seu bairro, Lins de Vasconcelos, na zona norte do Rio de Janeiro. "Onde moro, é o que mais tem [crianças sem creche]. São muitas crianças e poucas creches. Muita gente não consegue." Premissas do ECA moldaram políticas de saúde específicas A coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Criança, Adolescente e Natureza da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Evelyn Eisenstei, participou da redação do Artigo 8 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que, na época, reforçou o direito da gestante ao atendimento pré e perinatal no Sistema Único de Saúde (SUS). Em sua casa, a pediatra guarda uma edição especial do estatuto, publicado há exatos 30 anos, que ajudou a reduzir a mortalidade infantil no país em mais de 70%. "Não é o estatuto em si que diminuiu a mortalidade. O que diminuiu a mortalidade foram as políticas públicas baseadas nas premissas do estatuto. Quando a gente tem uma legislação, a gente obriga, entre aspas, os gestores públicos a investirem recursos, principalmente no quesito saúde". A pediatra acrescenta que o ECA permitiu reconhecer as necessidades específicas de crianças e adolescentes nos serviços de saúde, como estar em enfermarias menores e separadas. "O ECA mostrou que crianças têm direitos e necessidades básicas. Por exemplo, ter pai ou mãe em uma enfermaria", conta ela, lembrando o Artigo 12 do estatuto, que garante condições para a permanência em tempo integral de um dos pais ou responsável, nos casos de internação de criança ou adolescente. "A criança hospitalizada tinha o trauma da hospitalização e o trauma de ficar sozinha em uma enfermaria. É um pequeno exemplo de tudo isso", afirma ela, que acredita que a falta de recursos foi o grande obstáculo para fazer valer as premissas do ECA quanto à saúde nestes 30 anos. "O papel não resolve. O papel é uma premissa. Você precisa de recursos para gerir essa máquina de saúde, educação e esse sistema de direitos." Além da mortalidade e do cuidado pré e pós-natal, Evelyn Einstein destaca que há avanços no tratamento odontológico, no acesso a métodos contraceptivos, na proteção contra as drogas e em diversas outras áreas, como a vacinação, que passou a sofrer recentemente com quedas na taxa de imunização. Vacinação Apesar de o ECA estabelecer que "é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias", as metas de 95% não foram batidas para a maioria das vacinas nos últimos anos. A tríplice viral, que previne rubéola, caxumba e sarampo, teve uma queda de imunização para 90% na primeira dose em 2017 e 2018, e a segunda dose continuou bem abaixo do pretendido, com 75% de cobertura. Uma das consequências dessa queda é a volta do sarampo ao país, após a erradicação da doença no Brasil ter sido reconhecida pela Organização Mundial da Saúde, em 2018. O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Guido Levi, avalia que o ECA reforçou a obrigatoriedade de vacinar crianças, que já era prevista desde a década de 1970 pelo Programa Nacional de Imunizações. O sucesso do programa, na análise do imunologista, não tornou necessária uma regulamentação mais dura para a questão na época. "O que fazer quando a criança vai se matricular na escola e não tem carteira de vacinação em dia? A melhor coisa é a persuasão. Se você chamar os pais e uma pessoa bem informada explicar a importância da vacinação, a grande maioria dos pais vai vacinar seus filhos", avalia ele, que defende medidas mais severas somente em casos mais extremos, quando os pais se opuserem de forma irredutível à vacinação, mesmo cientes dos riscos que isso representa para seus filhos e para as demais pessoas com quem têm contato. "O ECA abre uma porta para que a não vacinação seja considerada maus-tratos." Entre 1992 e 2015, o trabalho infantil diminuiu 68% no país Quando o Estatuto da Criança e do Adolescente foi publicado, há 30 anos, Wendell Perinotto tinha 7 anos e vivia em Itobi, no interior de São Paulo. Quando não estava na escola, ele acompanhava o pai no trabalho em uma terra arrendada pela família para subsistência. "Minha parte era a mais leve", recorda ele: arrancar ervas daninhas, fazer a colheita menos pesada e capinar. "Era uma coisa cultural", lembra o professor universitário, que não culpa os pais. Embora de gerações distintas, a infância de pai e filho foi parecida, e a da maioria das crianças da região à época era semelhante. Diferentemente de alguns de seus amigos, porém, Wendell teve incentivo da família para não interromper os estudos e, a partir de um curso pré-vestibular comunitário, conseguiu se preparar e passou para a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), onde se formou em veterinária. A universidade pública foi o caminho que permitiu que alcançasse a pós-graduação e a carreira de professor na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), onde dá aulas hoje, aos 37 anos. "Hoje, vendo a nossa situação, não vejo meu filho fazendo o que eu fiz. Hoje, eu penso em dar [a ele] uma coisa diferente", compara Perinotto, que aguarda a chegada do primeiro filho. "Vejo meus amigos de infância que não tiveram essa oportunidade e continuam no interior trabalhando na agricultura sem uma perspectiva melhor. Eles permanecem lá, e os filhos continuam". Abordagem do Estado A abordagem do Estado contra o trabalho infantil foi uma das transformações que o ECA produziu, conta a coordenadora nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ana Maria Real, que destaca uma inversão de valores que era e ainda se faz presente na forma de muitas pessoas verem essa questão. "É a criança que tem que trabalhar ou é o Estado que tem que suprir as necessidades daquela família vulnerável? A criança é colocada naquela situação porque há uma necessidade econômica", questiona. Ana Maria Real avalia que, antes do ECA e da Constituição de 1988, a visão da sociedade e a resposta do Estado ao trabalho infantil eram permeadas por preconceitos: "A criança em situação de trabalho infantil era vista como um menor abandonado e um potencial delinquente e rompedor da ordem social. Havia uma criminalização", conta ela. "O ECA trouxe uma mudança paradigmática da criança como sujeito com direito ao lazer, à escola, à família." O combate ao trabalho infantil que se deu, desde então, reduziu o número de crianças e adolescentes nessa situação em 68% entre os anos de 1992 e 2015. Foram 5,7 milhões de crianças e adolescentes que deixaram de trabalhar no período. No entanto, 2,4 milhões continuam nesta situação, sendo 80% adolescentes, segundo a procuradora. Legislação A mudança de perspectiva sobre o trabalho dos adolescentes, acrescenta ela, também contribuiu para que leis criassem formas menos precárias de trabalho para essa população, como a Lei de Aprendizagem, de 2000. A lei elevou a idade mínima para aprendizagem de 12 para 14 anos e determinou que os adolescentes recebam "formação técnico-profissional metódica compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico". "A aprendizagem veio como fruto do Estatuto da Criança e do Adolescente. Ela deixou de ser preparo para um ofício específico e passou a ser preparação do adolescente para o mundo do trabalho, aliando educação e emprego"conta Ana Maria. Apesar dos avanços, ela pondera que é comum ouvir chavões que indicam que o pensamento sobre o trabalho infantil não foi completamente modificado na sociedade brasileira. "'É melhor trabalhar do que roubar'. 'Trabalhar não mata ninguém'. 'Trabalhar dignifica'. Esses chavões estão muito arraigados e refletem o pensamento da sociedade, que não dá o valor devido à criança e ao adolescente", diz a procuradora. "A criança e o adolescente ainda são vistos de alguma forma como objetos." Racismo e violência contra criança e adolescente são desafios do país O Estatuto da Criança e do Adolescente trouxe avanços na abordagem dos direitos essenciais do público para o qual foi criado em diversas áreas, como saúde, educação e também no combate ao trabalho infantil. No entanto, a situação no país está longe de ser a ideal em alguns aspectos como o racismo, a violência doméstica e o abuso sexual. Para o coordenador do Programa de Cidadania dos Adolescentes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Mario Volpi, o maior dos desafios para fazer valer esses direitos no Brasil é a desigualdade, e, entre as diversas formas em que ela se apresenta no país, destaca-se o racismo. "Esse elemento do racismo, da desigualdade racial, é um elemento que o país ainda não superou. E um dos motivos é porque o Brasil é um país que demorou a admitir que existe discriminação racial. Tivemos uma ideologia de uma pseudodemocracia racial, quando todo os conteúdos escolares e referências de acesso a políticas públicas são brancos." O Unicef apresenta diversos dados que corroboram essa avaliação: 64,1% das crianças e adolescentes em trabalho infantil em 2016 eram negros, assim como 82,9% das vítimas de homicídios entre 10 e 19 anos e 75% das meninas que engravidam entre 10 e 14 anos. "Uma criança negra tem três vezes mais possibilidades de abandonar a escola que crianças não negras", acrescenta Volpi. Ao contrário da maioria dos indicadores, a taxa de homicídios de adolescentes teve uma alta preocupante nos 30 anos do ECA. O número de adolescentes assassinados mais que dobrou no país entre 1990 e 2017, ano em que 32 brasileiros de 10 a 19 anos foram mortos por dia. Somente entre 1996 e 2017, o número de vítimas chega a 191 mil, estima o Unicef. Vulnerabilidade A letalidade infantojuvenil é considerada pela Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente um dos problemas mais urgentes. O secretário nacional, Maurício Cunha, conta que a situação vem sendo discutida entre governo e Unicef, e uma das frentes de atuação será a redução da evasão escolar. "Está provado que reduzir a evasão escolar diminui a letalidade juvenil", disse o secretário, que aponta ações de busca ativa de adolescentes fora da escola como uma das estratégias. Cunha destaca que as desigualdades são um elemento que precisa ser observado para além dos indicadores gerais, mas alerta que há problemas que afetam todas as classes sociais, como a violência doméstica, os abusos sexuais dentro e fora da internet e o cyberbullying. "Independentemente da classe social, ser criança no Brasil é estar em situação de vulnerabilidade. Há uma série de violações que independem da classe social, embora sejam muito maiores na condição da pobreza", diz ele. Pandemia e violência Esse conjunto de preocupações se acirrou com a chegada da pandemia de covid-19. Entre os dados mais alarmantes, sublinha Cunha, está a queda nos registros de violência contra crianças e adolescentes no Disque 100, que recebe denúncias de violações aos direitos humanos. "Os registros de violência contra crianças caíram 18% em março em relação ao mesmo mês do ano anterior. Como a gente sabe que 90% das violências contra a criança acontecem no ambiente doméstico, o que está acontecendo é uma grande subnotificação. Os atores sociais que fazem a denúncia não estão fazendo, porque são justamente os professores, educadores e profissionais de saúde. É gravíssima a situação", afirma ele, que acredita que as crianças serão as maiores vítimas indiretas da pandemia no médio e longo prazo. "A criança está sofrendo sozinha em casa. O abusador está lá, e ela não tem a quem recorrer." A secretaria fez campanhas publicitárias estimulando a denúncia de abusos contra a criança e o adolescente e planeja distribuir um material para alertar escolas sobre o acolhimento das crianças no pós-pandemia. "Que a preocupação seja mais de acolhimento, de escuta e criar um ambiente de confiança do que de recuperar conteúdo perdido", diz Cunha. Maioridade penal e encarceramento Diretora do Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância (CIESPI) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Irene Rizzini participou das discussões que geraram o Artigo 227 da Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente. Apesar dos avanços conquistados, a socióloga pondera que nenhuma lei é capaz de corrigir problemas sociais crônicos. "Não é o estatuto que vai corrigir a desigualdade social. Mas ele é uma lei que, com as várias que vieram depois e com as políticas públicas criadas a partir do seu referencial, proporcionou uma mudança positiva em inúmeros aspectos." A pesquisadora considera como ameaças a essa população iniciativas como reduzir a maioridade penal e aumentar o encarceramento de crianças e adolescentes. "É extremamente grave que se reduza o problema a encarcerar adolescentes. No Brasil, os adolescentes e jovens são as principais vítimas de homicídios." A socióloga alerta que haverá retrocessos se as crianças e adolescentes não ocuparem uma posição de prioridade no orçamento público. Irene Rizzini afirma que cortes em áreas como a saúde, a educação e a assistência podem reverter ganhos em indicadores como mortalidade infantil, analfabetismo e desnutrição. Ela também defende o fortalecimento de espaços para participação da sociedade civil, como o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que teve a composição reduzida de 56 para 36 membros por decreto presidencial no ano passado, mudança suspensa pelo Supremo Tribunal Federal. Em nota divulgada na época, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos explicou que a medida visava a reduzir gastos com passagens e diárias dos conselheiros. Diante de desafios históricos, como a desigualdade, e contemporâneos, como questões ligadas à internet, Irene acredita que as premissas do ECA continuam a apontar o caminho a seguir. "A criança e o adolescentes são sujeitos de direito e têm proteção integral. Essa semente não tem volta. Essa semente fica." Por Revista Imagem | Reportagem: Vinícius Lisboa - Edição: Denise Griesinger - Fotos: Marcello Casal Jr., Marcelo Camargo, Antonio Cruz, Tânia Rego, Arquivo

  • Guedes diz que Brasil precisa de apoio para preservação ambiental

    O ministro disse ainda que há um compromisso do atual governo de manter a soberania sobre a região da Amazônia Revista Imagem - Publicado em 13/07/2020 16:43 BRASÍLIA - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje (13) que o Brasil precisa de apoio e compreensão na fiscalização das ações de preservação ambiental. Guedes participou da cúpula ministerial virtual sobre inclusão social da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Temos a Amazônia, minerais, capacidade de produção agrícola e temos a matriz energética mais limpa do mundo. Ninguém preservou tanto a sua matriz energética ou sua própria riqueza em recursos naturais como o Brasil”, afirmou o ministro. Guedes acrescentou que o Brasil preserva suas flores e trata melhor os povos indígenas “do que outros países onde houve guerras de extermínio”. “Queremos apoio para fazer isso melhor, e compreensão. O Brasil sabe da importância da preservação do meio ambiente, da importância do crescimento sustentável são só do ponto de vista fiscal, mas também ambiental”, ressaltou. Ele enfatizou que o Brasil é um país que alimenta o mundo preservando seu meio ambiente. "Se há excessos e se há erros, corrigiremos. Não aceitaremos o desmatamento ilegal, a exploração ilegal de recursos – tudo isso que acontece porque o Brasil é um país continental. A Amazônia é maior do que a Europa, é difícil vigiar tudo.” O ministro disse ainda que há um compromisso do atual governo de manter a soberania sobre a região da Amazônia. “Temos o compromisso com o nosso povo, o compromisso do nosso presidente durante a sua campanha presidencial, de ter soberania sobre a nossa região amazônica. Nós queremos ajuda, mas não aceitamos falsas narrativas sobre o que aconteceu no Brasil nas últimas décadas”, afirmou. Para o ministro, “há interesses protecionistas condenando o Brasil”. “Precisamos de cooperação e, por isso, queremos inclusive entrar na OCDE. Queremos melhores padrões, queremos cooperação, integração”, acrescentou. Pandemia No discurso, Guedes também falou sobre “excesso de encargos trabalhistas na folha de pagamento”, afirmando que "o trabalhador custa duas vezes mais do que ganha de salário”. Ele citou as medidas de enfrentamento à pandemia de covid-19, como o pagamento do auxílio emergencial a trabalhadores informais. Para o ministro, é preciso criar uma política para atender os 38 milhões de brasileiros informais que, antes do pagamento do auxílio emergencial, eram “invisíveis”. “Nossa saída da crise prevê não só a melhoria e ampliação da assistência social, mas também uma rampa de ascensão social em direção aos mercados formais”, disse Guedes, acrescentando que é preciso investir na educação pra reduzir as desigualdades e garantir melhor qualidade de vida. Por Revista Imagem | Texto: Kelly Oliveira - Foto: Arquivo

  • Plataforma faz monitoramento remoto de pacientes com covid-19

    A taxa das pessoas doentes acompanhadas pelo projeto que precisaram de hospitalização ficou em 6,8% e a de mortes, em 0,7% Revista Imagem - Publicado em 13/07/2020 16:43 SÃO PAULO - Pesquisadores desenvolveram, em São Caetano do Sul, na região do ABC Paulista, uma plataforma para acompanhar remotamente pacientes com covid-19. O sistema é uma adaptação da atenção básica oferecida pelo Programa Saúde da Família. Além de aproveitar um trabalho já estabelecido, a população da cidade, que tem 161 mil habitantes, foi incentivada a notificar os sintomas da doença por meio da plataforma. A partir de mais de 2 mil casos suspeitos, o programa Corona São Caetano identificou 444 pessoas (28%) infectadas com o novo coronavírus, causador da covid-19. Entre os pacientes que tiveram resultado negativo em testes para a doença, os exames sorológicos indicaram que 8,6% já haviam tido contato com o vírus. A plataforma foi desenvolvida em uma parceria entre a prefeitura de São Caetano do Sul, a Universidade Municipal de São Caetano do Sul e o Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP). Acompanhamento As pessoas que tiveram resultado positivo nos exames PCR foram, então, acompanhadas por estudantes de medicina pelos 14 dias seguintes. A equipe faz contatos telefônicos a cada 48 horas para avaliar a evolução dos sintomas. A taxa das pessoas doentes acompanhadas pelo projeto que precisaram de hospitalização ficou em 6,8% e a de mortes, em 0,7%. O programa continua em funcionamento, e os dados iniciais, relativos ao período de 13 de abril a 13 de maio, foram publicados em um artigo na plataforma MedRxiv. Projeto modelo Os pesquisadores destacam que a experiência de São Caetano pode ser replicada em outras partes do país. “O sistema brasileiro de saúde pública é subfinanciado, mesmo assim, a infraestrutura da atenção primária está bem estabelecida em muitas áreas do país, o que pode permitir o desenvolvimento de estruturas similares a baixo custo”, diz o artigo. De acordo com o artigo, o acompanhamento traz ainda a possibilidade de observar o desenvolvimento da doença na população fora do ambiente hospitalar.  “Os estudos epidemiológicos e clínicos têm sido realizados em ambiente hospitalar e, assim, tendem a incluir casos mais severos, que não podem ser extrapolados para a população em geral”, acrescenta o trabalho. Por Revista Imagem | Texto: Daniel Mello - Foto: Arquivo

  • África: falta de registro de óbito dificulta monitoramento de covid-19

    Na Etiópia, menos de 2% das mortes são registradas e um aumento de enterros pode ser um sinal de que uma doença fatal está se alastrando Revista Imagem - Publicado em 13/07/2020 16:38 ADIS ABEBA - Muito tempo depois de o financiamento de seu projeto ser congelado, o médico Bilal Endris mantém uma vigilância solitária nos cemitérios da capital da Etiópia dando dinheiro aos sepultadores para que eles alertem sua equipe para qualquer salto repentino nos enterros. Em uma nação onde menos de 2% das mortes são registradas, um aumento de enterros pode ser um dos primeiros sinais de que uma doença fatal está se alastrando. O programa foi criado para monitorar óbitos ligados ao HIV e à AIDS uma década atrás. Agora, o doutor Endris monitora um aumento de fatalidades ligadas à covid-19. Projetos como este estão sendo montados em outros países da África em que muitas mortes não são registradas, o que torna difícil avaliar a escala de uma doença. Em alguns casos, países estão reativando programas criados durante surtos de Ebola. O próprio Endris conseguiu um financiamento adicional para reativar o programa em todos os 73 cemitérios de Adis Abeba, e não somente nos 10 atuais. Sozinhos, oito países africanos - Argélia, Cabo Verde, Djibouti, Egito, Ilha Maurícia, Namíbia, Seychelles e África do Sul - concentram mais de 75% das mortes ligadas à pandemia, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). Em outras regiões nas quais dados oficiais estão disponíveis de imediato, pesquisadores usaram o número de mortes de todas as causas que ultrapassam a média daquele período do ano para ajudar a calcular o número relativo à pandemia de coronavírus. "Na Etiópia, e em todo canto da África... estamos ficando cegos", disse Endris à Reuters. "Eu queria fazer com que o sistema de saúde se baseasse em indícios." Na capital Adis Abeba, menos de 20% das mortes ocorrem em hospitais, disse Endris, por isso monitorá-las exige conversar com líderes comunitários e locais de enterro. Na Nigéria, a nação mais populosa do continente, reportagens que citaram sepultadores alertaram as autoridades para um surto não detectado de covid-19 em Kano, uma cidade do norte, em abril, quando as mortes saltaram da média diária de 11 para 43. Embora as cifras oficiais ainda sejam baixas - 7.650 casos confirmados e 127 mortes até a noite de domingo - o surto etíope está se acelerando. Agora a Universidade de Adis Abeba está dando apoio suficiente para Endris reativar o programa em todos os 73 cemitérios da cidade. Por Revista Imagem | Texto: Giulia Paravicini (Reuters - Foto: Arquivo

  • Embrapa coleta bactérias e fungos com potencial econômico na Amazônia

    Microorganismos, coletados em sedimentos dos rios, têm potencial biotecnológico com aplicações em processos industriais Revista Imagem - Publicado em 13/07/2020 13:45 BRASÍLIA - Bactérias e fungos encontrados em rios da Amazônia podem apresentar potencial econômico e ser utilizados em setores como o agrícola, químico e até têxtil, é o que apontam pesquisas realizadas por cientistas da Embrapa em Manaus (AM). De acordo com a empresa, esses microorganismos, coletados em sedimentos dos rios, têm potencial biotecnológico com aplicações em processos industriais. Este é o primeiro estudo em larga escala utilizando microrganismos cultiváveis e não cultiváveis presentes nos sedimentos da Bacia Amazônica. Para realizar a pesquisa, os pesquisadores percorreram aproximadamente 6.850 quilômetros (km) de rios amazônicos. A coleta foi feita a cada 50 km, em quatro rios da região: Madeira, Purus, Solimões e Juruá. Após a coleta, o material é analisado no laboratório, onde passa por um processo de isolamento dos microrganismos cultiváveis e as extrações de DNA para estudos de metataxonomia e metagenômia funcional. De acordo com a Embrapa, a estimativa é que apenas 5% dos microrganismos sejam cultiváveis. Em 2019, foi realizado o sequenciamento de nove genomas completos de fungos isolados da Amazônia com potencial biotecnológico, dos quais cinco são novas espécies. A meta para este ano é obter o genoma completo de mais de 60 bactérias já selecionadas. “Esses genomas estão em análise para identificação das vias metabólicas relacionadas à produção de moléculas de interesse, principalmente de ação antimicrobiana, antiparasitária e anticâncer”, informou a Embrapa. Entre as aplicações, estão o uso desses microorganismos ou de moléculas deles, em atividade antimicrobiana contra fitopatógenos de interesse agrícola. Eles estão sendo usados no controle de fitopatógenos para as culturas do guaranazeiro, fruteiras amazônicas (cupuaçu, cacau) e hortaliças, reduzindo o uso de agrotóxicos. Também foram selecionados microrganismos que agem na produção de enzimas que têm aplicação em diversas indústrias, como no amaciamento de fibras de jeans e para a indústria de celulose e também para uso no bioetanol. Outras podem ser usadas na na produção de detergentes, indústria do couro e flavorizantes para alimentos. “A futura aplicação desses resultados servirá ao desenvolvimento de bioprodutos com base na microbiota amazônica. Além disso, o trabalho tem importância científica, permitindo avanços nas áreas de biologia molecular, química e genômica aplicadas à microbiologia”, disse a Embrapa. Por Revista Imagem | Texto: Luciano Nascimento - Foto: Arquivo

  • Habilidades socioemocionais poderão ajudar na reabertura das escolas

    Competências podem melhorar o aprendizado dos alunos e ser ferramentas importantes para lidar com a pandemia do novo coronavírus Revista Imagem - Publicado em 13/07/2020 14:01 RIO DE JANEIRO - Redes de ensino de todo o país apostam em habilidades socioemocionais para ajudar gestores, professores e famílias a lidarem com o retorno às aulas presenciais quando elas ocorrerem. São habilidades como persistência, assertividade, empatia, autoconfiança, tolerância a frustração, entre outras, que podem, de acordo com os especialistas, melhorar o aprendizado dos alunos e ser ferramentas importantes para lidar com a pandemia do novo coronavírus. “Estamos bastante preocupados com esses estudantes que vão voltar. Vai ter estudante que perdeu familiares, que têm familiares na UTI [unidade de terapia intensiva], a gente tem que estar preparado para isso. Estamos também preocupados com a questão cognitiva. Nem todos os estudantes tiveram as mesmas condições ou estão tendo as mesmas condições para estudar”, diz a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Cecilia Motta. O Consed firmou uma parceria com o Instituto Ayrton Senna, que a partir do dia 16,  irá oferecer uma formação aos educadores, gestores e às famílias interessadas sobre as chamadas competências socioemocionais. Os técnicos e equipes de formação das redes de ensino participarão de reuniões fechadas e, a cada 15 dias, serão feitas lives abertas, pela internet, voltada a professores, famílias de estudantes e demais interessados. “Estamos vivendo algo sem precedentes na história da humanidade. De uma hora para a outra, tivemos nossas vidas transformadas”, diz o vice-presidente de Desenvolvimento Global e Comunicação do Instituto Ayrton Senna, Emilio Munaro. “Nos deparamos com a situação de escolas fechadas, entre outras. As pessoas perderam o senso do que vai acontecer e se viram diante da imprevisibilidade, o que torna as pessoas ansiosas. Para controlar isso, eu preciso desenvolver minhas habilidades”, acrescenta. Segundo Munaro, habilidades socioemocionais podem ser aprendidas. Essas competências estão previstas, inclusive, na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que estabelece o que deve ser ensinado em todas as escolas do país. De acordo com a BNCC, os estudantes devem ser capazes de “conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas”. “A ciência mostrou que na hora que se desenvolve competências socioemocionais, se potencializa as competências cognitivas. Se uma criança desenvolve resiliência e combina com abertura ao novo, tem desempenho melhor, por exemplo, em língua portuguesa. Ao invés de ensinar uma única fórmula matemática, eu ensino o aluno a sentar e resolver problemas. Com isso, eu associo a técnica de resolver problemas a qualquer disciplina, a física, química, biologia. Desde que aprenda a estrutura mental de resolver problemas, consigo fazer isso em qualquer disciplina”, diz Munaro. Durante a pandemia Em Granja, município cearense localizado a cerca de 300 quilômetros da capital do estado, Fortaleza, o professor de geografia das escolas municipal e estadual José Lira Dutra, defende que desenvolver competências socioemocionais é algo importante de ser feito desde já, mesmo antes do retorno às aulas presenciais. “Fiz um levantamento junto a meus alunos e conversando com eles, percebi que eles estavam com uma dificuldade enorme, tanto na autogestão - assim como eu, professor, fiquei perdido, o aluno ficou sem saber como organizar sua rotina familiar e escolar - quanto na resiliência. A partir desse levantamento, comecei a trabalhar com eles essas competências”, conta. Desde antes da pandemia, Dutra desenvolvia, com os estudantes do ensino médio o projeto diretor de turma voltado para o desenvolvimento de habilidades ligadas às emoções. Segundo o professor, com a suspensão das aulas presenciais, a realidade dos alunos mudou muito. Até então, eles eram proibidos de mexer no celular dentro da sala de aula. Agora, precisam da ajuda da tecnologia para aprender. “O aluno precisa se engajar no processo de aprendizagem. E esse processo hoje está mudando”. Para ensinar nesse novo contexto, Dutra diz que ele mesmo precisou se reinventar e para isso, contar com as habilidades socioemocionais. “O professor precisa hoje se apropriar da tecnologia que está a disposição. É fácil? Não. Tem algumas dificuldades, a verdade seja dita.  A partir daí, tem que mostrar para o aluno que o professor está aberto a aprender a reaprender esses novos conceitos e novas práticas de aulas remotas. O professor estando engajado, o aluno vai entender e vai se engajando também. O professor tem uma força muito grande de engajar o aluno a partir da sua prática e da sua fala”, diz. Atividades presenciais Estados e municípios afirma que discutem formas seguras de retomar as aulas presenciais que, na maior parte dos locais, não tem data prevista. Tanto o Consed quanto a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) divulgaram documentos para orientar as redes de ensino a estipular regras para a retomada. “Nós estamos com muita cautela porque todas as datas que a gente previu que voltaria não deram certo. Estamos discutindo não é quando voltaremos, mas o que faremos quando voltarmos, que tipo de cuidados teremos que ter, com os estudares, famílias. Como a gente vai fazer isso é motivo de debate o tempo todo”, diz Cecilia. Nesta semana, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou um parecer com Orientações Educacionais para a Realização de Aulas e Atividades Pedagógicas Presenciais e Não Presenciais no contexto da Pandemia. De acordo com o parecer, a reabertura das escolas deve ser segura e consistente de acordo com as orientações das autoridades sanitárias locais e das diretrizes definidas pelos sistemas de ensino. O parecer orienta ainda que as redes capacitem os professores e funcionários, pois “é essencial a preparação socioemocional de todos os professores e funcionários que poderão enfrentar situações excepcionais na atenção aos alunos e respectivas famílias, como também a preparação da equipe para a administração logística da escola”, diz o documento. Por Revista Imagem | Texto: Mariana Tokarnia - Foto: Arquivo

  • Agentes comunitários e zeladores recebem kits de EPIs e materiais de trabalho

    Adquiridos com recursos do Governo Federal, itens foram entregues a servidores de todos os postos de Saúde em Vilhena Revista Imagem - Publicado em 13/07/2020 13:13 VILHENA - Para colaborar com o trabalho dos agentes comunitários de saúde (ACS) e dos zeladores a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) realizou nesta semana uma série de entregas de equipamentos para todos os postos de Saúde para aumentar a proteção, agilizar os trabalhos de limpeza e melhorar a identificação dos servidores, diminuindo o impacto do sol ou chuva nas visitas domiciliares dos agentes e evitando também que fraudadores possam se passar por ACS para aplicar golpes. Todos os mais de 160 agentes comunitários de Saúde, receberam capa de chuva, protetor solar, camisetas de manga longa e curta, colete identificador, chapéu com protetor de pescoço e mochila. Além disso, os servidores que trabalham na limpeza receberam kit que inclui avental impermeável em PVC, luva de látex, botas de borracha, camisetas, óculos de proteção e máscara respiradora semifacial. Todos os postinhos receberam também um carrinho de limpeza, que inclui rodo, vassoura, balde, cesto e outros itens para agilizar o trabalho de higienização das unidades de Saúde. O agente comunitário do postinho do Setor 12, Wilian Ferreira da Silva, há seis anos na função, destaca a importância da entrega. “É a primeira vez que recebemos capa de chuva e chapéu. São itens que nos permitirão atender mais pessoas, pois antes ficávamos ‘presos’ na rua, esperando a chuva passar. Aqui no postinho somos em 12 e temos a responsabilidade de atender mais de 8 mil pacientes em 11 bairros. Nesta época de seca, o protetor solar e o chapéu são importantes, por causa do sol intenso”, garante. Para o secretário municipal de Saúde, Afonso Emerick, as visitas de casa em casa, mesmo que à distância, sem entrar nas residências devido às restrições da pandemia, são fundamentais. “Esses EPIs são um importante reforço, pois os servidores da Saúde estão sendo fundamentais para conter a covid-19 aqui em Vilhena, tanto no atendimento nas unidades quanto nas ruas e avenidas, fazendo as visitas. Proporcionando um pouco mais de conforto para os que estão na linha de frente valorizamos o profissional”, destaca Afonso. Por Revista Imagem | Texto: Herbert Weil - Foto: Assessoria

  • Ifro e Sesc fabricam álcool 70% que será doado para prefeitura de Vilhena

    Especialistas do IFMT e empresários também colaboram: iniciativa destinará mil litros do produto para a Prefeitura Revista Imagem - Publicado em 13/07/2020 12:19 VILHENA - Desde a semana passada o Ifro (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia) de Vilhena se transformou em uma fábrica de álcool. Após cerca de dois meses de pesquisas e preparações, a instituição está na fase final da produção de dois mil litros de álcool hidratado glicerinado 70%, que serão disponibilizados ao poder público do município, sendo mil destes para a Secretaria Municipal de Saúde. O Sesc (Serviço Social do Comércio) de Vilhena participa da iniciativa, bancando metade dos custos do projeto inovador. Contando com doações de empresários e colaborações da iniciativa privada no fornecimento de matéria-prima a preço de custo, o Ifro fez de seu laboratório de Química uma verdadeira indústria de combate à pandemia do novo coronavírus. “Queremos formar cidadãos que tenham conhecimento técnico em suas áreas mas também temos a missão de contribuir para nossa comunidade, ainda mais neste momento tão difícil. Mesmo com o recurso em mãos, achar os insumos foi complicado. Tudo está em falta. Mas, conseguimos e poderemos ajudar a Prefeitura a enfrentar essa doença terrível”, explica Aremilson de Oliveira, diretor do campus de Vilhena do Ifro. Para produzir o material, o Ifro contou com a ajuda técnica do professor de Física Ricardo Vanjura Ferreira, de Vilhena, e do professor de Química Adriel Martins Lima, do IFMT (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso). O processo envolve a adição de álcool 96% em um grande tonel, glicerina e diversos outros compostos que resultarão, após descanso de 72 horas, em um álcool hidratado glicerinado 70% de qualidade, próprio para higienização das mãos, objetos e ambientes como forma de prevenção à covid-19. Em uma sala os profissionais trabalham com dedicação e, apesar do forte odor, concentraram os esforços da fabricação em poucos dias intensos de trabalho desde a última sexta-feira. Metade do valor necessário para a aquisição dos materiais foi disponibilizada pela unidade do Sesc em Vilhena. A gerente da entidade, Maria Isabela Beloni, lembra que empresários locais ajudaram na iniciativa. “O protagonismo social neste momento é importantíssimo. Quando as instituições caminham juntas podem estender suas ações e unindo forças conseguimos atingir mais pessoas. Pudemos realocar recursos de projetos suspensos pela pandemia e ajudar com aporte financeiro no projeto. Além disso, a distribuidora Equador disponibilizou matéria-prima a preço de custo, o auto posto Bodanese doou galões, a indústria Química Norte contribuiu com um contêiner de mil litros e a R&S Materiais para Construção fez doação de uma caixa d’água”, conta. Em Vilhena, um litro do álcool 70% chega a ser vendido por R$ 40. Neste projeto, que usou pouco mais de R$ 11 mil, foi possível produzir os dois mil litros do produto com preço médio de apenas R$ 5,75 por litro. O controle de qualidade é feito no Ifro mesmo, com medição da pureza e densidade do material pronto. O secretário municipal de Saúde, Afonso Emerick, revela que a doação será muito importante para o Município. “Iremos distribuir para nossos profissionais de Saúde, que tanto precisam de todos os métodos de higienização e proteção. Este sucesso da iniciativa, inclusive, nos motivou a analisar a possibilidade de firmar convênio da Prefeitura com o Ifro para continuar e ampliar essa fabricação na cidade, que é muito mais barata que no mercado tradicional. Agradecemos e parabenizamos aos envolvidos neste projeto importantíssimo”, completa o secretário. Por Revista Imagem | Texto: Herbert Weil - Foto: Assessoria

  • Mulheres grávidas devem se preocupar com a saúde vascular

    Em alguns casos, a gestante pode ter trombose venosa profunda Revista Imagem - Publicado em 12/07/2020 21:08 SÃO PAULO - As alterações que ocorrem no corpo da mulher durante a gestação refletem na saúde em todos os aspectos, inclusive na circulação sanguínea e, principalmente, no sistema venoso. Inchaço e surgimento ou piora de varizes são os principais problemas apresentados durante os nove meses, principalmente pela elevação de hormônios femininos. Em casos mais graves, a gestante pode desenvolver a trombose venosa profunda (TVP), apesar de a incidência desse problema ser mínima. De acordo com estimativas da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), há uma prevalência média da TVP de 38% na população geral brasileira, sendo encontrada em 30% dos homens e 45% das mulheres, levando em consideração todas as faixas etárias. Quanto mais idoso maior a prevalência sendo que 70% das pessoas acima dos 70 anos podem ter varizes. Os maiores fatores de risco são predisposição familiar, sexo feminino (proporção de até 2,3 para 1 homem), idade (quanto mais idoso maior a prevalência), obesidade.  Nas mulheres, além das questões genéticas, idade e obesidade, o risco se intensifica de acordo com o aumento de gestações anteriores. “Naturalmente, a gestação promove uma elevação significativa dos níveis hormonais, entre eles progesterona, estrogênio, gonadotrofina coriônica humana (hCG) e o hormônio lactogênio placentário (hPL). Cada um deles tem uma função para a progressão da gestação e sua manutenção. Mas, para o sistema venoso, isso acarreta uma dilatação das veias do organismo, tornando-as mais complacentes e volumosas, que aumentam com o decorrer da gestação e causam inchaço, cansaço, dor, vasinhos e veias aparentes e sensação de queimação nas pernas”, explica o cirurgião vascular Matheus Bertanha, professor da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) e membro da SBACV. O especialista explica, ainda, que a partir do sexto mês de gestação, com o crescimento do bebê e da extensão abdominal, o retorno venoso da gestante é prejudicado, dessa forma, o útero pode comprimir a veia cava e causar uma intensificação dos sintomas de inchaço e dor. Fatores como o histórico de TVP e antecedente pessoal para a ocorrência de abortos repetidos devem ser avaliados durante o acompanhamento gestacional. Alguns outros precedentes também podem influenciar negativamente na qualidade de vida da gestante, como por exemplo, histórico de uso de tabaco, obesidade, sedentarismo e até mesmo alguns transtornos psicológicos. Durante a gravidez é muito importante realizar o acompanhamento com um angiologista ou cirurgião vascular, para esclarecimento de dúvidas e até mesmo para diminuir o sofrimento causado pelo aparecimento de vasinhos ou varizes. Assim, o médico será capaz de identificar um tratamento viável, como o uso de meias elásticas para controlar a vasodilatação dos membros das pernas e dos pés, uma vez que alguns medicamentos e procedimentos cirúrgicos podem ser altamente arriscados, tanto para a mãe quanto para a criança. “É importante que a gestante entenda que os tratamentos mais definitivos para os vasinhos e varizes devem esperar a gestação terminar, para também o organismo voltar ao seu estado hormonal não gravídico”, aconselha. O médico explica que em casos de prevenção e tratamento de quadros tromboembólicos, como a TVP, pode ser necessário o uso de medicamentos específicos, comprovadamente seguros para o feto. Porém, é imprescindível um acompanhamento rigoroso do cirurgião  vascular e do ginecologista-obstetra. A prática de atividades físicas pode ser muito benéfica para a saúde da mulher grávida. Os exercícios de intensidade leve e moderada, com baixo impacto, são muito eficientes para o equilíbrio da circulação periférica e devem ser realizados ao menos três vezes na semana, mas feito com cautela. “Gestantes devem ficar atentas para sinais de alerta como falta de ar persistente, tonturas, dor no peito, contrações regulares e dolorosas, sangramento ou corrimento vaginal, que devem indicar a suspensão imediata das atividades físicas e uma consulta ao ginecologista”, diz o especialista. Outras formas de prevenção são o uso regular de meias elásticas, a alimentação saudável, evitar ganhar peso durante a gestação, caminhadas diárias e elevar as pernas algumas vezes por dia. Já a angiologista e cirurgiã vascular Bruna Naves Vaz de Oliveira aconselha as gestantes a não se preocuparem excessivamente. “Uma grande parte [dos vasinhos e varizes] desaparece após o parto e durante os primeiros meses. O momento ideal para tratá-las é a partir do terceiro mês de amamentação”. Por Revista Imagem | Texto: Ludmilla Souza - Foto: Divulgação

  • Vilhena teve mais 2 mortes por covid-19 e 26 novos casos da doença no domingo

    Nos últimos 5 dias, o município registrou 122 casos, o que equivale a 16% de todos os casos registrados em 98 dias na cidade Revista Imagem - 12/07/2020 20:54 VILHENA - A Secretaria Municipal de Saúde de Vilhena registrou 2 novos óbitos e 26 novos casos confirmados de vilhenenses com covid-19 neste neste domingo (12), sendo 25 por RT-PCR e um por teste rápido. Além disso, a cidade registrou 17 negativos. Dessa forma, Vilhena registra 764 casos confirmados de vilhenenses, 6 positivados moradores de outras cidades, 11 óbitos de vilhenenses, 3 óbitos de moradores de fora e 152 casos suspeitos. Há atualmente no município 231 casos ativos de moradores de Vilhena e 6 de fora, bem como 523 já recuperados e 5 transferidos. Um dos óbitos registrados no boletim de hoje aconteceu ainda ontem, logo após o fechamento dos dados deste sábado. O paciente era do sexo feminino com 77 anos e morador de Vilhena. Internada no dia 27 de junho, já na UTI com necessidade de respirador, a paciente evoluiu com piora nos sintomas e veio a óbito na noite deste sábado, 11. O outro paciente do sexo masculino com 42 anos era morador de Ariquemes. Internado no dia 7 de julho, o paciente teve de ser transferido para a UTI no último dia 10, sendo que o óbito foi registrado neste domingo, dia 12. Estão internados 12 pacientes vilhenenses em isolamento na Central de Atendimento à Covid-19, sendo quatro na UTI, dos quais um com necessidade de respirador (do sexo feminino com 29 anos) e outros quatro pacientes na UTI sem necessidade de respirador, três do sexo masculino com 39 e 62 anos e um do sexo feminino com 80 anos. Outros oito pacientes estão internados na Enfermaria da Central, cinco do sexo masculino com 47, 51, 53, 57 e 68 anos e três do sexo feminino com 39, 43 e 67 anos. Dos internados, sete têm resultado positivo para covid-19 e cinco são suspeitos. A taxa de ocupação de leitos da Central de Atendimento à Covid-19 é de 30,6% (sendo 40% na UTI e 27% na Enfermaria). O Estado registrou até hoje 26,7 mil casos confirmados e 628 óbitos. No Brasil o número de casos confirmados já ultrapassou 1,866 milhão, com 72,1 mil mortes. No mundo são 13 milhões de casos confirmados e 571 mil mortes. Por Revista Imagem | Texto: Herbert Weil - Foto: Arquivo

  • Covid-19: Vilhena tem 1 nova morte pela doença; 17 casos foram registrados

    Município totaliza 738 pessoas infetadas pelo coronavirus e 10 óbitos Revista Imagem - 11/07/2020 21:14 VILHENA - A Secretaria Municipal de Saúde de Vilhena registrou um novo óbito e 17 novos casos confirmados de vilhenenses com covid-19 neste sábado (11), sendo 15 por RT-PCR e 2 por teste rápidos. Além disso, a cidade registrou dois novos casos suspeitos e 27 negativos. Dessa forma, Vilhena registra 738 casos confirmados de vilhenenses, 6 positivados moradores de outras cidades, 10 óbitos de vilhenenses, 2 óbitos de moradores de fora e 193 casos suspeitos. Há atualmente no município 206 casos ativos de moradores de Vilhena e 6 de fora, bem como 523 já recuperados e 5 transferidos. O óbito registrado hoje é de paciente do sexo masculino com 84 anos. Internado na UTI da Central de Atendimento à Covid-19 no dia 28 de junho, o paciente ficou na UTI sem necessidade de respirador por três dias. No dia 1° de julho seus sintomas evoluíram negativamente e ele teve de ser intubado. Neste sábado, 11, não resistiu e veio a óbito. Estão internados 12 pacientes vilhenenses em isolamento na Central de Atendimento à Covid-19, sendo seis na UTI, dos quais dois com necessidade de respirador (ambos do sexo feminino com 29 e 77 anos) e outros quatro pacientes na UTI sem necessidade de respirador, três do sexo masculino com 39, 42 e 62 anos e um do sexo feminino com 80 anos. Outros seis pacientes estão internados na Enfermaria da Central, quatro do sexo masculino com 47, 47, 51 e 68 anos e dois do sexo feminino com 39 e 67 anos. Dos internados, cinco têm resultado positivo para covid-19 e sete são suspeitos. A taxa de ocupação de leitos da Central de Atendimento à Covid-19 é de 33,3% (sendo 60% na UTI e 23% na Enfermaria). O Estado registrou até hoje 26,4 mil casos confirmados e 617 óbitos. No Brasil o número de casos confirmados já ultrapassou 1,840 milhão, com 71,4 mil mortes. No mundo são 12,8 milhões de casos confirmados e 567 mil mortes. ATENDIMENTO - Pessoas que tenham sintomas ou se considerem suspeitas de ter covid-19 devem procurar os postos de Saúde em Vilhena. Aos fins de semana a unidade em funcionamento é a Afonso Mansur, na avenida Brigadeiro Eduardo Gomes (das 7h às 19h). Por Revista Imagem | Texto: Herbert Weil - Foto: Arquivo

  • SBTconfirma a transmissão da final do Campeonato Carioca na próxima quarta

    Falta de acordo entre Rede Globo e Flamengo, vez o clube procurar outra alternativa Revista Imagem - Publicado em 11/07/2020 19:08 RIO DE JANEIRO - No início da noite deste sábado (11), o SBT confirmou oficialmente que irá transmitir na próxima quarta (15) a final do Campeonato Carioca entre Flamengo e Fluminense. O acordo já havia sido fechado verbalmente ontem à noite (10) mas o contrato só foi assinado na tarde de hoje. O jogo será exibido para todo o país, a partir das 21h. Em comunicado, o SBT confirmou a informação. “É com muita alegria que informamos que o SBT acaba de firmar contrato com o Clube de Regatas do Flamengo para adquirir, com exclusividade em televisão aberta e para todo território nacional, os direitos de transmissão do segundo jogo da final do Campeonato Carioca de 2020 a ser realizado no dia 15 de julho às 21:00, que disputará com o Fluminense”, diz trecho do comunicado. Com o vínculo assinado, o SBT vai a partir de agora definir detalhes da transmissão que fará, como narrador e comentarista. O nome de Téo José despontou como a primeira opção, mas o locutor possui contrato com o Fox Sports, e precisaria de uma liberação da Disney para realizar esse trabalho pelo canal de Silvio Santos. Os trabalhos estão sendo supervisionados pessoalmente pelo vice-presidente do SBT, José Roberto Maciel. Patrocinadores também estão sendo buscados. A emissora não pagou um valor fixo para o Flamengo, acertando uma divisão de lucro de anunciantes que forem angariados com a empreitada. Para exibir o jogo, o canal mudará drasticamente sua programação. A exibição das novelas infantis “Chiquititas” e “Cúmplices de Um Resgate” serão canceladas por um dia. O fato é significante, pois as tramas são duas das maiores audiências da emissora. A procura do Rubro-Negro foi fruto de pressão dos patrocinadores do clube, que pediram que a diretoria carioca buscasse uma forma de exibir a final do Estadual na TV aberta para aumentar a exposição de suas marcas. Mesmo com os recordes das transmissões na web, patrocinadores argumentaram que o alcance ainda é bastante baixo em comparação com o que uma TV nacional pode conseguir. Por Revista Imagem | Fonte: UOL

  • Vilhenense vai para mais uma temporada no vôlei profissional da Arábia Saudita

    Aos 23 anos, o ponteiro defenderá o Al Faisaly na temporada 2020/2021 Revista Imagem - Publicado em 11/07/2020 16:49 VILHENA - De clube novo, o vilhenense Kaio Ribeiro vai para mais uma temporada no voleibol da Arábia Saudita. Kaio seguirá na Arábia, mas não mais no Al Wehda, equipe que defendeu na última temporada. Aos 23 anos, o ponteiro defenderá o Al Faisaly na temporada 2020/2021. "Minha expectativa tá muito boa. Eles montaram uma equipe bem forte, bem competitiva. Eu estou bem motivado pra voltar e ajudar a equipe", disse Kaio em entrevista à rádio CBN de Porto Velho. Longe do Oriente Médio devido a pandemia do novo coronavírus, Kaio retorno ao Brasil e espera o reinício do campeonato saudita. Antes de atuar na Arábia, Kaio jogava na Itália. Com grande bagagem internacional, o jogador rondoniense acredita que o crescimento e as mudanças no estilo de jogo são constantes. "Aprender novas culturas, um novo estilo de trabalho, em países diferentes é gratificante. Com 10, 8 anos de carreira, eu já tive a oportunidade de passar por muitos lugares, tanto na Seleção Brasileira, depois na Itália e agora na Arábia Saudita. É sempre um vôlei diferente e a gente tá buscando mais e mudando o estilo de jogo", explicou. Por Revista Imagem | Da Redação com informações do GE - Foto: Arquivo

  • Prefeitura faz chamada pública para compra de alimentos da agricultura familiar

    Alimentos irão compor kits básicos de apoio aos estudantes da rede municipal em dificuldades durante a pandemia Revista Imagem - Publicado em 11/07/2020 15:42 VILHENA - Agricultores da região poderão participar na próxima terça-feira, 14 de junho, a partir das 8h, no estacionamento da Secretaria Municipal de Educação (Semed), da Chamada Pública n° 02/2020 para a aquisição de gêneros alimentícios (legumes, frutas, verduras, mel, bolacha caseira, iogurte e geleia de polpa de fruta) oriundos da agricultura familiar. O edital está disponível na página 3 do Diário Oficial de Vilhena. “Neste primeiro momento será realizada a chamada pública com investimento de aproximadamente R$ 350 mil e, posteriormente, montaremos os kits para realizar doações dos alimentos adquiridos para famílias de alunos das escolas municipais, conforme as necessidade levantadas pelos gestores de cada unidade de ensino”, explica o secretário municipal de Educação, Willian Braga. A iniciativa integra o Programa de Alimentação Escolar (Pnae), obedecendo o artigo 14 da Lei Federal 11.947/2009, que determina que a aquisição dos gêneros alimentícios da agricultura familiar represente, no mínimo, 30% dos recursos repassado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A doação desses alimentos está prevista pela Lei n° 13.987/2020, publicada no dia 07 de abril, que autoriza, em caráter excepcional, a distribuição tanto dos alimentos que já existem em estoque, quanto dos que vierem a ser adquiridos com recursos do Pnae, enquanto durar o período de suspensão de aulas em virtude do estado de emergência em Saúde. Por Revista Imagem | Texto: Herbert Weil - Foto: Arquivo

  • Não baixa: Vilhena registra 26 novos casos de covid-19 e mais 1 morte pela doença

    Óbito registrado aconteceu no dia 30 de junho, porém, o resultado do exame foi publicado nesta sexta Revista Imagem - 10/07/2020 21:58 VILHENA - A Secretaria Municipal de Saúde de Vilhena registrou um novo óbito e 26 novos casos confirmados de vilhenenses com covid-19 nesta sexta-feira (10) sendo 11 por RT-PCR e 15 por teste rápidos. Além disso, a cidade registrou 29 novos casos suspeitos, 12 negativos. Dessa forma, Vilhena registra 721 casos confirmados de vilhenenses, 6 positivados moradores de outras cidades, 9 óbitos de vilhenenses, 2 óbitos de moradores de fora e 232 casos suspeitos. Há atualmente no município 190 casos ativos de moradores de Vilhena e 6 de fora, bem como 523 já recuperados e 4 transferidos. O óbito registrado hoje é de paciente do sexo masculino com 94 anos que aconteceu no dia 30 de junho, porém, o resultado do exame RT-PCR do Lacen foi publicado hoje. Após fraturar o quadril no dia 17, o paciente foi atendido no Hospital Regional de Vilhena mas foi transferido em seguida para o Hospital Regional de Cacoal. Lá evoluiu para sintomas graves de covid-19 e veio a óbito no dia 30. Estão internados 11 pacientes vilhenenses em isolamento na Central de Atendimento à Covid-19, sendo sete na UTI, dos quais cinco com necessidade de respirador (dois do sexo feminino com 29 e 77 anos e três do sexo masculino com 39, 62 e 84 anos) e outros dois pacientes na UTI sem necessidade de respirador do sexo masculino com 42 e 74 anos. Outros quatro pacientes estão internados na Enfermaria da Central, três do sexo masculino com 47, 47 e 51 anos e um do sexo feminino com 67 anos. Dos internados, quatro têm resultado positivo para covid-19 e sete são suspeitos. A taxa de ocupação de leitos da Central de Atendimento à Covid-19 é de 30,5% (sendo 70% na UTI e 15% na Enfermaria). O Estado registrou até hoje 26 mil casos confirmados e 606 óbitos. No Brasil o número de casos confirmados já ultrapassou 1,804 milhão, com 70,5 mil mortes. No mundo são 12,6 milhões de casos confirmados e 562 mil mortes. ATENDIMENTO - Pessoas que tenham sintomas ou se considerem suspeitas de ter covid-19 devem procurar os postos de Saúde em Vilhena. Aos fins de semana a unidade em funcionamento é a Afonso Mansur, na avenida Brigadeiro Eduardo Gomes. Por Revista Imagem | Texto: Herbert Weil - Foto: Arquivo

  • Polícia Federal diz que Jean Oliveira cogitou matar procurador de Justiça

    Jean Oliveira (MDB) integrava quadrilha que tentou grilar unidade de conservação, de acordo com investigação Revista Imagem - Publicado em 10/07/2020 20:05 VILHENA - O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Rondônia, deputado Jean Oliveira (MDB), integra uma quadrilha que tentou grilar 64,6 mil hectares dentro de uma unidade de conservação estadual, aponta investigação da Polícia Federal e do Ministério Público do Estado de Rondônia. De acordo com a investigação, o grupo cogitou até matar um procurador do estado. O plano foi descoberto após desdobramento da Operação Feldberg, deflagrada pela PF em dezembro de 2019. Para a PF e MP, o objetivo da quadrilha era usar a unidade de conservação da reserva extrativista Rio Pacaás Novos, em Guajará-Mirim, para gerar créditos de desmatamento. Depois, esses créditos seriam vendidos a proprietários rurais de Rondônia que desmataram ilegalmente suas reservas legais e precisam regularizar o passivo ambiental. A área da unidade de conservação estadual é de 64,6 mil hectares. Segundo a PF, foi encontrado em um site de vendas um anúncio comercializando 34,6 mil hectares, pouco mais da metade da área da unidade de conservação, pelo valor aproximado de R$ 52 milhões. Para a polícia, o restante da área foi negociada. Além da prática de grilagem e de outros crimes, o relatório da PF, anexado a uma ação do Ministério Público de Rondônia, revela que o grupo cogitou matar o procurador do Estado Matheus Carvalho Dantas, responsável por emitir pareceres ambientais no âmbito na Procuradoria Geral do Estado, por ter se recusado a avalizar a grilagem. Em um dos áudios gravados, o pecuarista Alexsandro Aparecido Zarelli, apontado pela PF como o líder da quadrilha, sugere matar Dantas. “Passar fogo?”, pergunta o deputado. “Mandar o Mateus pro inferno”, afirma Zarelli. “Vamos atacar ele, ué. Por que cê não falou”, diz Oliveira. Com a ajuda do parlamentar, Zarelli buscava regularizar a área da Resex conhecida como Seringal Paraty, supostamente de posse da empresa E.A.R. Mezabarba & Martins. Além de especular sobre o assassinato de Dantas, a quadrilha também discutiu a possibilidade de afastá-lo do caso ou de Oliveira apresentar um projeto de lei na Assembleia que legalizaria a grilagem do seringal. Em paralelo, Zarelli e Oliveira também agiram para impedir o desmembramento do cartório de Alta Floresta D’Oeste (a 530 km de Porto Velho), ação que geraria uma propina de R$ 400 mil, segundo conversa gravada pela PF. Para o Ministério Público, há “fortes indícios de corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro, falsificação de documento público e organização criminosa, entre outros [crimes]”. Zarelli está em prisão domiciliar, segundo o Ministério Público. Os inquéritos policiais estão a cargo da PF. O deputado é filho do ex-presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia Carlão de Oliveira, foragido da Justiça após ser condenado por desvio de recursos —resultado da Operação Dominó, deflagrada pela PF em 2006. O que dizem os citados O deputado Jean Oliveira testou positivo para a Covid-19 e também foi diagnosticado com uma bactéria nos pulmões. De acordo com os médicos, ele está com a capacidade respiratória comprometida. O deputado está internado no hospital Albert Einsten em São Paulo. A assessoria do deputado informou que, neste momento a prioridade é a saúde de Jean Oliveira, e, portanto não vai se manifestar sobre a investigação. Já o empresário Alexsandro Zarelli, apontado como o líder do grupo, está foragido da justiça. Ele chegou a ser preso pela polícia federal na operação Feldberg, em dezembro de 2019, mas consegui fugir da prisão em Cuiabá (MT). A Rede Amazônica não conseguiu contato com a defesa da empresário. Procurado, o MPRO não quis falar sobre as investigações. Por meio da assessoria, a promotoria disse que o inquérito está com a polícia federal para investigações complementares, e que a procuradoria geral de justiça ainda está analisando algumas 'cautelares do processo'. Veja a matéria completa no site da Folha de S. Paulo Por Revista Imagem | Da Redação com informações da Folha de S.Paulo - Foto: Arquivo

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