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  • Estudo confirma eficácia da Coronavac na fase 2 dos testes clínicos

    Vacina é desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan Revista Imagem - Publicado em 14/08/2020 18:12 A vacina Coronavac se mostrou eficaz e segura, segundo estudo publicado nesta semana pela farmacêutica chinesa Sinovac Life Science. O trabalho analisou o comportamento de 600 voluntários vacinados na China durante a fase 2 dos testes clínicos. A vacina é desenvolvida pela Sinovac Life Science em parceria com o Instituto Butantan. De acordo com o coordenador dos ensaios clínicos da vacina Coronavac e diretor médico de Pesquisa Clínica do Instituto Butantan, Ricardo Palacios, o produto é muito promissor e eficaz. “Os estudos feitos até agora, na China, demonstraram que mais de 90% dos voluntários que receberam as vacinas tiveram anticorpos capazes de neutralizar o coronavírus, isso é um diferencial”, afirmou. Segundo Palácios, os testes mostraram que entre duas e quatro semanas a pessoa está imunizada. “Duas semanas após a segunda dose as pessoas têm níveis de anticorpos capazes de neutralizar o vírus da covid-19”, afirmou Palácios, em entrevista à Agência Brasil. Cada voluntário recebeu duas doses, sendo metade a vacina propriamente dita e a outra metade placebo. De acordo com o que foi identificado nos estudos, não existe nenhuma preocupação com relação segurança da vacina utilizada nos voluntários. Dentre as principais reações está leve dor no local da aplicação, comum em outros tipos de vacina. O laboratório asiático já realizou testes em cerca de mil voluntários na China, nas fases 1 e 2. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra o coronavírus. A farmacêutica forneceu ao Butantan as doses da vacina para a realização de testes clínicos de fase 3, a última fase, em voluntários no Brasil, com o objetivo de demonstrar sua eficácia e segurança. Os testes estão sendo feitos com os profissionais de saúde. Serão 9 mil voluntários da área de saúde em seis estados brasileiros: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. “A vacina é aplicada em voluntários, profissionais de saúde, que estão na alinha de frente nos hospitais e que têm maior risco de contrair a doença, e isso é muito importante`, porque são profissionais que vão cuidar da gente, se ficarmos doentes”, disse Palacios. Caso a vacina seja aprovada, será realizada a transferência de tecnologia para produção em escala e fornecimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mas, antes, segundo Palacios, é preciso instalar a estrutura industrial para a produção. "A parte de produção do vírus inativado propriamente dito é um pouco mais complexa, tem as adequações da própria estrutura, mas já começamos com essas adequações de equipamentos para, no término dos estudos, já estarmos com isso planejado”. O passo seguinte será o registro do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por Ludmilla Souza

  • Vilhenense anuncia dois reforços para a Série D do Brasileirão

    Consumo excessivo em período de poucas chuvas pode prejudicar pressão da água na rede Revista Imagem - Publicado em 14/08/2020 17:14 A diretoria do Vilhenense confirmou a aquisição de mais dois reforços para a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro 2020. São eles: o lateral-direito Vinícius e o atacante Paulo Henrique. Vinícius tem 21 anos e defendeu o Arapongas-PR, enquanto que o atacante Paulo Henrique, de 19 anos, estava no Tubarão-SC. Os jogadores desembarcam no domingo na cidade de Vilhena para preencher as posições mais carentes do Leão do Cone Sul visando a participação na competição nacional. O Vilhenense está no grupo A1 ao lado do Atlético Acreano, Bragantino-PA, Fast Clube-AM, Galvez-AC, Independente-PA, Rio Branco-AC além do vencedor do duelo entre Ji-Paraná e Nacional-AM pela fase preliminar. O Vilhenense estreia no dia 19 ou 20 de setembro diante do Bragantino no estádio Diogão, em Bragança, pela primeira rodada do grupo A1 da Série D. Por Futebol do Norte

  • SAAE alerta população sobre o consumo de água em período de estiagem

    Consumo excessivo em período de poucas chuvas pode prejudicar pressão da água na rede Revista Imagem - Publicado em 14/08/2020 17:02 Durante a estiagem, especialmente entre agosto e outubro, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), orienta a população a fazer uso consciente da água para garantir a pressão das bombas que distribuem água para mais de 40 mil famílias em Vilhena. De acordo com a direção geral da autarquia, o consumo excessivo neste período de seca resulta em aumento considerável no consumo de água no sistema do Saae, revelando cerca de 40% a mais no gasto de água. Isso acontece porque no período seco moradores costumam usar mais água para limpeza. Maciel Wobeto, diretor geral do Saae, a diminuição da pressão nas bombas pode dificultar o abastecimento. “Mesmo na estiagem as bombas continuam funcionando normalmente, o que muda é que, com o aumento do consumo, a pressão das bombas perde a força, o que pode fazer com que a água saia mais fraca das torneiras. Porém, se a população colaborar e utilizar, em média, 110 litros por pessoa, quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde, o Saae terá capacidade de manter o abastecimento nas casas normalmente”, explicou. A diretora do Departamento de Projetos e Planejamento, Sueli Magalhães, apontou que a autarquia já trabalha com projetos de conscientização e, reforça que pequenas atitudes no cotidiano fazem diferença para diminuir o consumo em tempos de estiagem. “São orientações para todas as épocas do ano, mas neste período é necessário que cada um cuide um pouco mais, pois o desperdício em uma casa pode fazer falta em outra. Orientamos para cada família ter uma caixa d’água de pelo menos mil litros para este período”, alertou. A diretora também acrescenta que ações como: (1) fechar a torneira ao escovar os dentes ou se barbear, (2) diminuir o tempo no banho, (3) sempre verificar se há vazamentos, (4) preferir varrer a jogar água nas calçadas, (5) aproveitar a água de lavação de roupas para limpar casa, (6) dosar bem a quantidade de detergente e sabão em pó utilizado para evitar muitos litros de água para enxágue. “Hoje temos 36 poços semi-artesianos em funcionamento e no início da estiagem já temos poços funcionando 24 horas por dia, o que acarreta em um consumo maior de energia elétrica. Pedimos a colaboração de cada um para passar por este período da melhor forma”, salienta Maciel. Por Herbert Weil

  • Prefeitura de Vilhena licita construção da Praça do Bodanese

    Prazo de conclusão da obra é de 540 dias após a emissão da ordem de serviço Revista Imagem - Publicado em 14/08/2020 16:58 A Prefeitura de Vilhena realizou nesta última quinta-feira (13), o processo licitatório para contratação de uma empresa para a construção da praça pública no bairro Bodanese. O recurso para a obra é oriundo de emenda parlamentar da deputada federal Mariana Carvalho, que atendeu ao pedido do vereador Rafael Maziero, através do Ministério da Defesa no programa Calha Norte. Nesta licitação, três empresas participaram da habilitação. Porém, apenas duas atenderam aos requisitos exigidos no edital, ficando assim, a Zig Eletricidade e Construções em primeiro lugar e a empresa Construvil Construtora em segundo. A vencedora, apresentou proposta no valor global de R$ 432.791,54. Seguindo os certames, o próximo passo será a análise do projeto da empresa por parte da auditoria, seguindo para homologação, empenho do recurso, assinatura do contrato e emissão da ordem de serviço. De acordo com o vereador Rafael Maziero, que acompanhou a licitação, a obra é uma conquista para os moradores. “Andando pelo bairro em 2017 eu colhi algumas demandas e os moradores me informaram que a praça era um de seus anseios. Levei o pedido à deputada Mariana que nos atendeu e agora, após todos os trâmites, o bairro vai ganhar a praça. A praça será construída na Rua Erivaldo Venceslau da Silva, entre as Ruas 717 e 723, e, a partir de agora, estarei atento fiscalizando o processo licitatório para que tudo corra bem e essa praça comece a ser construída o mais rápido possível”, explica. O PROJETO - De acordo com a Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan), a construção, que tem prazo de conclusão de 540 dias após a emissão da ordem de serviço, foi planejada para atender a população que busca um local para convívio harmonioso com familiares e amigos. A praça é composta de playground, academia ao ar-livre, uma quadra de areia destinada à prática de esportes, pista de caminhada, áreas de descanso e do próprio passeio público que visa à circulação e movimentação dos usuários da praça. Foram previstas também áreas verdes destinadas ao plantio de grama e árvores, estas últimas a serem fornecidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que proporcionarão uma paisagem agradável e garantirão conforto térmico. Inclui ainda bancos e lixeiras em uma área total de quase 5 mil metros quadrados com pórticos em concreto armado. Haverá ainda instalação de super postes em concreto com lâmpadas de LED, bem como refletores para a quadra e iluminação de solo. Por Herbert Weil

  • SAAE apresenta projeto da 1ª etapa de saneamento básico de Vilhena

    Obras de Esgotamento Sanitário e Ampliação e Readequação do Sistema de Abastecimento de Água estão avaliadas em quase R$ 100 milhões Revista Imagem - Publicado em 14/08/2020 16:45 Com objetivo de apresentar às lideranças locais as ações das obras de saneamento de Vilhena, as empresas responsáveis pelo serviço revelaram imagens detalhadas do projeto em reunião organizada pelo Serviço Autônomo de Águas e Esgotos (Saae), no auditório do Centro de Treinamento e Cultura da cooperativa de crédito Sicoob Credisul, nesta quinta-feira, 13. As obras de Esgotamento Sanitário e Ampliação e Readequação do Sistema de Abastecimento de Água em Vilhena estão avaliadas em quase R$ 100 milhões e são realizadas com recursos federais, bem como contrapartida do município de quase R$ 200 mil. Os técnicos do consórcio APJ-CIMA, responsável pela execução das obras e da empresa Csaneo, responsável pela elaboração do projeto executivo, gerenciamento e fiscalização das obras, apresentaram de forma visual e didática as principais informações sobre como será o início dos trabalhos, o tempo de execução nesta 1ª etapa e quais bairros serão atingidos. Durante a palestra foi mencionado que atualmente os poços semi-artesianos produzem mais de 3 milhões de litros de água diariamente para abastecer as residências vilhenenses, não permitindo que o Aquífero Parecis, que abastece os poços da cidade, “descanse” o tempo necessário para repor o volume de água retirado dele. Por essa razão, que o projeto de Ampliação de Abastecimento de Água ganha relevância, em um momento em que muitos países têm dificuldade de acesso a água. Com os dois projetos em execução a previsão é gerar mais de 300 empregos diretos a vilhenenses, dando prioridade à mão-de-obra local, tornando a cidade um verdadeiro canteiro de obras. Além disso, as obras oferecem aos investidores de outras regiões que aqui queiram se instalar a garantia de um município estruturado, que tenham condições de receber empresas de grande porte. O tempo previsto para a execução das obras é de dois anos e iniciará pela construção de dois grandes reservatórios de água com capacidade de 3,5 milhões de litros. Já o Sistema de Esgotamento Sanitário terá quatro Estações Elevatórias (EE) e uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), sendo que em ambos projetos estão inclusos grupos geradores para manter os serviços funcionando mesmo com quedas de energia. AMPLIAÇÃO DA REDE DE ÁGUA Na primeira fase serão construídas as zonas de armazenamento de água, Z1 e Z3, uma localizada no setor Pioneiro e a outra no setor 20 com instalação de 135 quilômetros de rede para distribuição de água. Os reservatórios evitarão que as bombas dos poços fiquem ligadas de forma ininterrupta, gerando economia significativa para a autarquia, dando condições financeiras para investimento em outros projetos e novas tecnologias na área de saneamento. Uma das primeiras ações no readequação de água é a interligação de todos os poços na rede de abastecimento da cidade, que atualmente são 36 em atividade. A rede unificada direcionará a água aos reservatórios, onde também serão coletadas amostras de águas para controle físico-químico e distribuída para a população. REDE DE ESGOTO Com a construção de 200 quilômetros de rede de esgoto nesta primeira etapa, serão edificadas quatro Estações Elevatórias (EE) e uma Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), que será suficiente para cobrir 40% do perímetro urbano de Vilhena. As Estações Elevatórias são unidades importantes para o transporte dos efluentes, devido à topografia plana da cidade. Todos os efluentes serão devidamente tratados na ETE, com o lodo indo para o leito de secagem e depois encaminhado para o aterro sanitário. A água, por sua vez, após tratada e oxigenada, será encaminhada de volta à Natureza. Para evitar a contaminação futura do Aquífero Parecis, a implantação do Esgotamento Sanitário é de suma importância, pois na área onde a rede de esgoto for implantada, todas as fossas domésticas serão eliminadas, garantindo mais qualidade de vida, segurança e bem-estar. Por Herbert Weil

  • Em que pé estão as 6 vacinas mais adiantadas contra o coronavírus

    Existem pelo menos 165 vacinas contra a covid-19 sendo desenvolvidas atualmente, segundo a OMS Revista Imagem - Publicado em 15/08/2020 08:05 Existem pelo menos 165 vacinas contra a covid-19 sendo desenvolvidas atualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O que todo mundo quer saber é quando uma delas vai ficar pronta para que a gente possa finalmente deixar essa pandemia para trás. A Rússia parece querer chegar na frente nessa corrida. O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou esta semana que foi feito o registro que confirma a aprovação de uma vacina desenvolvida no país e que pretende começar a vacinação em massa, já no mês de outubro. O problema é que a vacina criada em Moscou só passou pela primeira fase de testes, em que é verificada a segurança, segundo a OMS. Faltaria ainda a segunda etapa, em que é verificada se há uma resposta do sistema imunológico, e, principalmente, a terceira, que garante se a vacina realmente protege contra uma doença. Isso, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é essencial para o seu registro e uso no Brasil. Nesta fase, a vacina é aplicada em metade dos participantes. A outra metade recebe placebo. Depois, os cientistas verificam em quais dos dois grupos mais gente adoeceu. A não ser que algum outro país queira queimar etapas como a Rússia (e ninguém mais deu sinal disso até agora), há seis vacinas, das 28 que já são testadas em pessoas, que já chegaram até essa terceira e última fase. São elas que mais nos dão esperanças de se conseguir em breve uma forma de se proteger do novo coronavírus. Elas são: Oxford | AstraZeneca Em teste no Brasil, esta vacina usa uma versão mais branda de um vírus que causa uma gripe comum em chimpanzés, chamado CHAdOx1. O vírus foi geneticamente modificado para não causar infecções em pessoas e para fazer as nossas células produzirem uma proteína que existe na superfície do coronavírus. É esta proteína que se liga aos receptores das células humanas e permite ao coronavírus infectá-las. O objetivo da vacina é fazer com que as nossas células passem a produzir essa proteína e que isso ensine o nosso sistema imune como se defender do coronavírus. Esta vacina está em testes que combinam as fases 2 e 3 na Inglaterra e na Índia e em testes de fase 3 na África do Sul, além do Brasil, onde dois mil profissionais de saúde no Rio de Janeiro e São Paulo são voluntários. A AstraZeneca disse que terá capacidade de fabricar 2 bilhões de doses e já firmou acordos para fornecer 400 milhões delas. Os pesquisadores responsáveis dizem que ela pode começar a ser disponibilizada em outubro. No Brasil, a vacina será produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), como parte de acordo fechado pelo Ministério da Saúde. Sinovac A vacina da empresa chinesa Sinovac, a CoronaVac, usa cópias inativadas (mortas) do coronavírus para levar o nosso sistema imune a produzir anticorpos capazes de neutralizar o coronavírus. Ela está em testes de fase 3 no Brasil, desde julho, e na Indonésia, desde o início deste mês. Ao todo, 9 mil profissionais da saúde brasileiros devem participar, nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília. A Sinovac é uma companhia privada com sede em Pequim e que tem experiência na produção de vacinas contra febre aftosa, hepatite e gripe aviária. A tecnologia em teste é considerada segura, porque, ao usar o vírus inativado, é mais difícil que a vacina deixe uma pessoa doente. A Sinovac diz ter a expectativa de produzir por ano 100 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus. No Brasil, a empresa fez uma parceria com o Instituto Butantan, que é ligado ao governo de São Paulo. De acordo com o governador paulista, João Doria (PSDB), a CoronaVac pode estar disponível em janeiro do ano que vem. Moderna A empresa americana Moderna desenvolve uma vacina que usa uma técnica inovadora, conhecida como RNA mensageiro. Enquanto uma vacina tradicional usa vírus inativados ou atenuados (alterados para não serem infecciosos), esta vacina usa um pequeno fragmento do código genético do coronavírus, que é injetado no paciente. Isso não é capaz de causar uma infecção ou os sintomas da covid-19, mas pode ser suficiente para que as nossas células, ao absorver esse código genético, passem a produzir as proteínas que existem na superfície do coronavírus para gerar então uma resposta do sistema imunológico. Se essa técnica funcionar, será a primeira vacina a empregar esse método. O governo dos Estados Unidos investiu quase US$ 1 bilhão nessa pesquisa. A vacina está em testes em humanos desde março e, no final de julho, entrou na fase três, que terá 30 mil participantes nos Estados Unidos. Caso os resultados sejam positivos, o governo Trump já garantiu que receberá 100 milhões de doses ao pagar mais US$ 1,5 bilhão por isso. BioNtech | Pfizer | Fosun No final de julho, a coalizão de empresas por trás dessa vacina anunciou o início dos testes combinados de fase dois e três. Ela também usa a técnica de RNA mensageiro para obter uma resposta imune. Serão 30 mil voluntários nos Estados Unidos e em outros países, entre eles Argentina, Brasil e Alemanha. Trump comprou 100 milhões de doses por US$ 1,9 bilhão, com a opção de comprar mais 500 milhões se quiser, e o governo do Japão garantiu 120 milhões para o país. Vacina da Pfizer usa um técnica inovadora para gerar reação do sistema imune A expectativa é que sejam fabricadas mais de 1,3 bilhão de doses até o final do próximo ano. A pesquisa é uma colaboração entre a empresa alemã BioNTech, a americana Pfizer e a chinesa Fosun Pharma. CanSino A empresa chinesa CanSino dará início em breve aos testes da fase três na Arábia Saudita, segundo o ministério da Saúde deste país. A companhia também negocia com outros governos. A vacina da CanSino usa um adenovírus, chamado Ad5, que causa uma gripe comum em pessoas e foi geneticamente modificado para levar nossas células a produzirem uma proteína que existe na superfície do coronavírus e gerar uma resposta imune. O projeto foi feito em parceria com a Academia de Ciências Médicas Militares da China. Após os resultados positivos das duas primeiras fases, as Forças Armadas do país anunciaram ter aprovado o uso desta vacina pela corporação, mas não ficou claro se os soldados são obrigados a serem imunizados com ela. Sinopharm A farmacêutica estatal chinesa criou duas versões de uma vacina que usa cópias inativadas do coronavírus. Uma foi feita com o Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan e a outra, com o Instituto de Produtos Biológicos de Pequim. Elas estão em testes de fase 3 desde julho, nos Emirados Árabes, em um estudo com 15 mil participantes. O governo do Paraná também firmou um acordo para testar a vacina da Sinopharm em profissionais da saúde do Estado. A mídia estatal da China divulgou, que, segundo o presidente da empresa, a expectativa é ter uma vacina disponível até o final do ano. Por BBC

  • Aprovação de Bolsonaro bate recorde no auge da pandemia

    Datafolha aponta que avaliação positiva do presidente subiu de 32% para 37%. Rejeição caiu dez pontos percentuais. Revista Imagem - Publicado em 14/08/2020 12:05 Pesquisa Datafolha realizada entre 11 e 12 de agosto aponta que o presidente Jair Bolsonaro está com a melhor aprovação desde o início do mandato. Segundo o instituto, 37% dos brasileiros consideram seu governo bom ou ótimo. Eram 32% na pesquisa anterior, realizada no fim de junho. Já a rejeição ao presidente caiu dez pontos percentuais, de 44% para 34%. Já a porcentagem daqueles que consideram o governo regular reduziu de 27% para 23%. A pesquisa ouviu 2.065. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Paradoxalmente, a mudança substancial na forma como parte da população vê o governo Bolsonaro ocorre no momento em que o país vive uma grave crise sanitária e econômica. No último fim de semana, o Brasil superou a marca de 100 mil mortes por covid-19, com o presidente ainda insistindo numa postura negacionista da pandemia. Já as projeções do PIB no segundo trimestre apontam para um tombo de pelo menos 11%, segundo o Banco Central. No entanto, o aumento da popularidade também coincide com a continuidade da distribuição do auxílio-emergencial de 600 reais para trabalhadores afetados pela crise. O governo federal, que inicialmente havia proposto o valor de 200 reais e concordou em triplicar o valor após votação na Câmara dos Deputados, hoje celebra a cada semana o número total de beneficiados, que tem aumentado a aprovação do presidente até mesmo em antigos redutos do PT, como o Nordeste. Segundo o Datafolha, dos cinco pontos de crescimento da taxa de avaliação positiva, pelo menos três vieram de trabalhadores informais ou desempregados que têm renda familiar de até três salários mínimos. Eles fazem parte justamente do grupo alvo do auxílio emergencial. Ainda segundo o Datafolha, a melhora na aprovação de Bolsonaro também coincide com certa moderação recente de Bolsonaro em alguns temas, como sua relação com o Congresso e o Judiciário. No primeiro semestre, o presidente chegou a participar de atos contra o Supremo e pelo fechamento do Congresso. Os atos ainda continuam a ser organizados, mas as mensagens golpistas ficaram, por ora, menos explícitas. Mais recentemente, ele se aproximou dos partidos do chamado "Centrão” e moderou suas posições em relação ao STF, em especial depois da prisão do seu amigo Fabrício Queiroz. O ex-faz-tudo da família Bolsonaro havia sido preso em 18 de junho, pouco antes da última pesquisa Datafolha. Ainda assim esta pesquisa não marcou o fundo do poço para Bolsonaro, apesar da imagem do governo ter sofrido com a prisão. A pior avaliação do presidente continua sendo a de agosto d 2019, em meio à crise das queimadas e o derretimento da imagem do Brasil no exterior, quando apenas 29% consideraram seu governo bom ou ótimo. No entanto, apesar da sua "moderação” em algumas áreas, Bolsonaro ainda continua a fazer declarações controversas em temas como a covid-19, como a promoção de supostos benefícios da cloroquina – mesmo sem comprovação científica. Ela ainda segue com seus ataques aos governadores e prefeitos, agora responsabilizando autoridades municipais e estaduais pelas mortes na pandemia. Ao longo do seu mandato, Bolsonaro conquistou uma série de distinções em relação à sua aprovação. Em abril de 2019, sua avaliação negativa nos primeiros três meses de mandato superou a de todos os presidentes eleitos em início de primeiro mandato desde 1990. Em dezembro, ele chegou ao fim do primeiro ano do seu mandato com a pior avaliação entre os presidentes eleitos desde 1994, segundo o Datafolha. Por Deutsche Welle

  • Agrolab Amazônia conectará o agronegócio durante a pandemia

    Sebrae em Rondônia e parceiros estão desenvolvendo grande evento voltado ao agronegócio totalmente on line Revista Imagem - Publicado em 14/08/2020 11:38 A pandemia causada pelo Coronavírus veio para a ressignificação de muitas coisas, em que pese os desafios que vem impondo ao mundo. A postura de todos em relação às ferramentas disponíveis para que a Transformação Digital seja uma realidade é uma delas. Antes de fazer uso das ferramentas disponíveis, é preciso soltar algumas amarras que prendem as pessoas ainda no analógico, afinal a Transformação Digital diz mais respeito à cultura que aos hardwares e softwares. Neste sentido, um dos principais paradigmas está voltado ao homem do campo e sua intimidade com as ferramentas on line. Ledo engano. Em uma rápida visita a algumas propriedades rurais no interior de Rondônia, por exemplo, já se verificam muitas antenas de internet, computadores e quase todos os produtores rurais conectados em aplicativos de mensagens e redes sociais. Isso, evidentemente, sem contar com ferramentas de inovação e tecnologia em sua produção, muitas introduzidas pelo Sebrae, através do Sebraetec (saiba mais em www.sebraetec.ro ). Tendo isso por base, o Sebrae em Rondônia, em conjunto com várias entidades parcerias estão idealizando o Conecta Sebrae – Agrolab Amazônia, um evento com a temática totalmente voltada para o agronegócio e 100% digital. Todo em ambiente virtual, o evento propõe não apenas ser uma grande vitrine virtual do setor produtivo de Rondônia para  Brasil e para o mundo mas também trazer conteúdos de orientações, palestras, oficinas, rodadas de negócio e, talvez uma grande marca desta ousada iniciativas, será o grande fórum à distância de debates institucionais, uma vez que estão sendo negociadas participações de secretários de agriculturas e chefes de executivos estaduais. “Estamos dialogando com países que são grandes players no mercado para participação neste grande evento que, embora à distância, conectará demandas de ofertas até em nível mundial. Também teremos painéis e espaços institucionais debatendo os rumos do agronegócio na região, com participação de autoridades, cientistas e lideranças do setor produtivo”, disse Samuel Almeida, Diretor Técnico do Sebrae em Rondônia. O evento terá uma plataforma on line, com acesso simplificado onde cada participante será inserido em um ambiente virtual, cada um com seu próprio avatar e navegar pelo ambiente virtual em três dias de intensa programação. O Conecta Sebrae Agrolab Amazônia será realizado entre os dias 22 e 24 de setembro. Acesse www.agrolabamazonia.com, cadastre-se e receba, conteúdos, programação e demais detalhes do evento. Para o Diretor Superintendente do Sebrae em Rondônia, Daniel Pereira, é momento de encurtar as distâncias: “Estamos dialogando com diversos pólos de grande desenvolvimento tecnológico aqui no Brasil e fora também. Já temos conexões com a China, Vale do Silício, Israel, Estônia e este evento vai nos aproximar ainda mais de novos mercados, estamos usando a Inovação e Tecnologia para, mesmo distante, conectar nosso produtor a potenciais novos negócios”, comemorou. Da Redação, com informações do Sebrae

  • "Não dá para esperar vacina", diz ex-secretário de Mandetta sobre aulas

    O epidemiologista Wanderson Oliveira defende diálogo com pais e planejamento meticuloso para retorno 'gradual' em 2021 Revista Imagem - Publicado em 14/08/2020 10:43 Com o Brasil estacionado em um platô de mais de 50 mil casos e mil óbitos pela Covid-19 registrados diariamente, a discussão sobre a reabertura de escolas no país divide opiniões e aflige pais e mães que temem pela segurança de seus filhos. Um estudo encomendado pela Associação Brasileira de Escolas Particulares (Abepar), coordenado pelo ex-secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o epidemiologista Wanderson Oliveira, tem acompanhado iniciativas mundo afora para construir um entendimento válido para as redes pública e particular para um retorno “gradual e seguro” em 2021. Com o Brasil estacionado em um platô de mais de 50 mil casos e mil óbitos pela Covid-19 registrados diariamente, a discussão sobre a reabertura de escolas no país divide opiniões e aflige pais e mães que temem pela segurança de seus filhos. Um estudo encomendado pela Associação Brasileira de Escolas Particulares (Abepar), coordenado pelo ex-secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o epidemiologista Wanderson Oliveira, tem acompanhado iniciativas mundo afora para construir um entendimento válido para as redes pública e particular para um retorno “gradual e seguro” em 2021. O trabalho, segundo Oliveira, é atualizado constantemente. Os autores argumentam que, com a quarentena prolongada, crianças podem ser vítimas de violência doméstica, gravidez infantil e até desenvolver depressão. São citadas experiências bem sucedidas, como a da Alemanha, e desastrosas, como Israel, que viu as escolas servirem como epicentros de novos surtos depois que as máscaras deixaram de ser obrigatórias para os alunos. O retorno às atividades já é realidade em algumas cidades brasileiras, como Manaus (AM). Segundo o epidemiologista, que integrou a gestão de Luiz Henrique Mandetta e a transição de sua administração para a de Nelson Teich, que assumiu em abril e se demitiu pouco menos de um mês depois, o debate sobre a retomada às aulas é urgente e não pode ser interditado pela expectativa de uma vacina. O epidemiologista afirma que não recebeu dinheiro da associação para a coordenação do estudo e avalia que é preciso discutir desde já as políticas de prevenção para que haja um planejamento meticuloso das redes e um diálogo aberto com a sociedade. "Mesmo que não se abram as escolas neste momento, é preciso que se discuta como, quando e em qual contexto abrir. Não estou advogando pela abertura ou fechamento. É um exercício para o ano que vem. Não dá para esperar por uma vacina . A questão é: o que faremos em 2021 para recuperar o ano que as crianças perderam? Não pode ser tornar um problema sindical", disse Oliveira ao GLOBO, por telefone. "É hipocrisia abrir shoppings, bares e ignorar as escolas. Não faz muito sentido." Adaptações O estudo concentra oito premissas que, acompanhadas do monitoramento das condições epidemiológicas de cada região, devem ser seguidas para garantir um retorno coeso. O médico afirma que o retorno alinhado entre as redes públicas e privadas é base fundamental para não agravar as desigualdades já existentes no sistema educacional. A decisão final de encaminhar ou não os filhos à escola, defende, deverá ser dos responsáveis. Funcionários e alunos de grupos de riscos serão dispensados até que haja “segurança total”, reforça. As escolas também encarariam o desafio logístico de adaptar suas estruturas que garantam o isolamento social e condições básicas de higienização pessoal, bem como a desinfecção dos ambientes pelo menos duas vezes ao dia. Tudo isso, sustenta o trabalho, deve ser costurado entre pais, gestores e a sociedade em geral. "Se não discutirmos que uma escola não tem pia para lavar a mão, nós vamos esperar a pandemia acabar para descobrir que não tem? É preciso debater agora", diz o ex-secretário do Ministério da Saúde. "A escola vai avaliar, por exemplo, se retoma em março com força total ou se começa em janeiro. Começa com 10 alunos. Um turno com professor presencial, prof vai ganhando ritmo, aluno vai começar a entender, depois pode passar para 2, 3 dias por semana e vai construindo um processo de convivência social com segurança." 'Há riscos' O epidemiologista reconhece que não é possível blindar os estudantes de riscos, mas pondera que há várias medidas que funcionaram no exterior, como recreios escalonados, horários diferentes de entrada para cada turma e um espaço reservado para crianças com sintomas gripais. Ele defende que, para uma reabertura segura, sejam garantidos testes para todas as escolas do país. "Deve ser uma garantia exigida. Agora, estamos falando de testes RT-PCR (de tipo molecular, que detectam o coronavírus Sars-CoV-2) para os que tiverem sintomas", diz o epidemiologista. "Não estamos dizendo que não há risco nenhum. Criança vai pegar também, não é um ser amorfo. E transmite. Mas menos do que um adulto." A menor suscetibilidade de crianças foi apontada por diferentes estudos conduzidos desde o início da pandemia, bem como uma reduzida capacidade de transmissão em relação aos adultos, mas os dados são avaliados com cautela pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS). Na última quinta-feira, a epidemiologista-chefe da entidade, Maria Van Kerkhove, ponderou que os trabalhos não são conclusivos e que não é possível separar as escolas de onde as comunidades estão inseridas. "Ainda temos muitos lugares sem a menor condição de reabrir agora no Brasil. Não estamos fomentando uma reabertura", afirma Oliveira, que considera a experiência da capital amazonense “excelente” até o momento. "No momento, Manaus tem baixa transmissibilidade, mas não posso dizer que no Sul é hora de abrir. Mesmo em São Paulo possivelmente terá regiões com reabertura e outras sem." O Brasil, no entanto, amarga números insatisfatórios de testes, apesar de ser o segundo país mais atingido pela Covid-19 no mundo. Segundo levantamento do site Worldofmeter, que compila bases de dados de diferentes governos e instituições, o país figura na 68ª posição na lista de nações que fazem mais testes por milhão de habitantes, atrás de países como Turquia, Chile e Cazaquistão. Indagado sobre a dificuldade de efetivamente garantir medidas preventivas em todo o território nacional, Oliveira reconhece a dificuldade e alerta para a possibilidade do país perder um lote inteiro de materiais praticamente prontos para o uso. "O plano de testagem que está lá hoje é o que eu fechei com o Teich. Fizemos aquisição de 24 milhões, mas temos 9 milhões ainda guardados. Foram encomendados pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Vão acabar vencendo porque não compraram os extratores e estão faltando tubos para a coleta. Estávamos com compras adiantadas e cancelaram todas. Naquele momento (saída de Teich), parecia que estávamos em outro governo. Isso tudo tinha que entrar no balanço, na descrição histórica do momento. Eles estão navegando em águas que deixamos preparadas para eles." O ex-secretário de Vigilância em Saúde do Brasil vê, ainda, a possibilidade das escolas atuarem como sentinelas da síndrome gripal, aumentando a capacidade de vigilância epidemiológica do Estado. "A escola vai dar mais informações à vigilância do que na comunidade em geral. Sabe-se quem é a família, o endereço do aluno, vincula-se o estudante à rede de saúde. Há uma capacidade muito maior de controlar o surto. A escola acaba servindo como um instrumento", avalia. "Todos os países que reabriram tiveram um aumento no início e, depois, o contágio caiu. Não é uma questão se a criança pega ou não, mas hoje sabemos muito mais do que quando fechamos as escolas no início da pandemia." Por IG

  • OMS minimiza risco de novo coronavírus entrar na cadeia alimentar

    Organização diz que não há evidências de transmissão por alimentos Revista Imagem - Publicado em 14/08/2020 10:09 A Organização Mundial da Saúde (OMS) minimizou nessa quinta-feira (13) o risco de o novo coronavírus ser transmitido por meio de embalagens de alimentos, e pediu às pessoas que não tenham medo de que o vírus entre na cadeia alimentar. Duas cidades da China disseram ter encontrado vestígios do vírus em alimentos congelados importados e em embalagens de alimentos, provocando o temor de que remessas de alimentos contaminados possam causar novos surtos. "As pessoas não devem temer alimentos, embalagens de alimentos ou entrega de alimentos", disse o chefe do Programa de Emergências da OMS, Mike Ryan, em entrevista coletiva. "Não há evidências de que a cadeia alimentar esteja participando da transmissão desse vírus." Maria Van Kerkhove, epidemiologista da OMS, disse que a China examinou milhares de embalagens e "descobriu que muito poucas, menos de dez", tinham o vírus Mais de 20,69 milhões de pessoas foram infectadas com o novo coronavírus e quase 750 mil morreram no mundo até agora. A OMS fez um apelo para que países que estão fechando acordos bilaterais de vacinas no momento não abandonem os esforços multilaterais, já que bolsões isolados de vacinação continuarão deixando o mundo vulnerável. Na terça-feira(11), o presidente Vladimir Putin anunciou que a Rússia se tornou o primeiro país do mundo a conceder aprovação regulatória a uma vacina contra covid-19, depois de menos de dois meses de testes em humanos, uma ação que Moscou comparou com seu sucesso na corrida espacial durante a Guerra Fria. A decisão de conceder a aprovação antes que sejam concluídos os testes clínicos causou preocupação em alguns especialistas. Só cerca de 10% dos testes clínicos são bem-sucedidos, e alguns cientistas temem que Moscou esteja colocando o prestígio nacional acima da segurança. A OMS não tem informação suficiente para julgar o uso ampliado da vacina russa, disse Bruce Aylward, conselheiro sênior da entidade, em entrevista. Por Stephanie Nebehay (Reuters)

  • Congresso promulga MP que regulamenta auxílio a setor cultural

    Texto prevê prazo de 120 dias para repasse de R$ 3 bilhões de recursos federais destinados a ações emergenciais no setor cultural Revista Imagem - Publicado em 14/08/2020 10:07 O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, promulgou a Lei nº 14.036/2020, originada da Medida Provisória (MP) nº 986/2020, que define as regras de repasse dos recursos ao setor cultural, conforme previsto pela Lei Aldir Blanc, sancionada em junho. A medida, aprovada em julho pelo Congresso, foi publicada hoje (14) no Diário Oficial da União. O texto prevê prazo de 120 dias para que estados, municípios e o Distrito Federal repassem os R$ 3 bilhões de recursos federais destinados a ações emergenciais no setor cultural. Os valores do auxílio que não forem utilizados deverão ser devolvidos à União. Uma nova regulamentação ainda deve informar a forma e o prazo para essa devolução. De acordo com a lei, a aplicação dos recursos está limitada aos valores liberados pelo governo federal. Caso prefeitos e governadores queiram aumentar o valor dos benefícios repassados, deverão fazer a complementação com recursos próprios. A Lei nº 14.017/2020, que instituiu o auxílio financeiro, foi chamada de Lei Aldir Blanc em homenagem ao escritor e compositor de 73 anos que morreu após contrair covid-19, em maio, no Rio de Janeiro. As atividades do setor -–cinemas, museus, shows musicais e teatrais, entre outros - foram umas das primeiras a interromper as atividades como medida de prevenção à disseminação do novo coronavírus no país. O texto da lei prevê o pagamento de três parcelas de um auxílio emergencial de R$ 600 mensais para os trabalhadores da área cultural, além de subsídio para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas e organizações comunitárias. Esse subsídio mensal terá valor entre R$ 3 mil e R$ 10 mil, de acordo com critérios estabelecidos pelos gestores locais. Por Andreia Verdélio

  • Desemprego na pandemia continua subindo e chega a 13,7%

    Dados são da Pnad Covid-19, divulgada hoje pelo IBGE Revista Imagem - Publicado em 14/08/2020 10:04 Nos últimos quatro meses, em que o país passa pela pandemia de covid-19, cerca de 3 milhões de pessoas ficaram sem trabalho. Na quarta semana de julho, a taxa de desocupação chegou a 13,7%, o que corresponde a 12,9 milhões de pessoas. Os dados são da edição semanal da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Covid-19, divulgada hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quando a pesquisa teve início, na primeira semana de maio, eram 9,8 milhões de pessoas desocupadas. Na comparação com a terceira semana de julho, houve aumento de 550 mil pessoas entre os desocupados. A população ocupada do país foi estimada em 81,2 milhões, estável em relação à semana anterior e com queda em relação à semana de 3 a 9 de maio, quando 83,9 milhões de pessoas entravam nessa categoria. De acordo com a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, os demais dados relacionados a trabalho ficaram estáveis na comparação com a semana anterior, apesar da variação em relação a maio. “Comparando com o início da pesquisa, o saldo da investigação é que a população ocupada está menor em 2,9 milhões de pessoas. A população desocupada está maior, pouco mais de 3 milhões. E a taxa de desocupação também está maior em 3,2 pontos percentuais. Isso num contexto em que a população informal vem caindo também”. Após queda na semana anterior, o número de pessoas que estavam temporariamente afastadas do trabalho por causa do distanciamento social voltou a crescer e somou 5,8 milhões, o que representa 7,1% da população ocupada. No início de maio eram 16,6 milhões de pessoas afastadas do trabalho, o que representava 19,8%. O trabalho remoto está sendo exercido por 8,3 milhões de profissionais (11,5%), apenas 300 mil a menos do que no início da pesquisa. O grupo de pessoas que gostaria de trabalhar, mas não procurou emprego por causa da pandemia ou por falta de trabalho perto de casa, somou 18,5 milhões. A informalidade atinge 27,2 milhões de pessoas, 2,7 milhões a menos do que no início de maio. A taxa está em 33,5%, 1 ponto percentual acima do registrado na terceira semana de julho. Maria Lúcia explica que entre os informais estão os empregados do setor privado e trabalhadores domésticos sem carteira assinada; empregadores e trabalhadores por conta própria que não contribuem para o INSS; e trabalhadores não remunerados que ajudam morador do domicílio ou parente. “Vimos na divulgação da semana passada que essa população tinha caído. É uma força de trabalho que oscila bastante nessas comparações curtas. As pessoas entram e saem da força de trabalho com muita facilidade. Com mais facilidade que a população ocupada, que é formalizada”. A população fora da força de trabalho era de 76 milhões de pessoas, estável em relação à semana anterior e ao início da pesquisa. Desses, 36,9% disseram que gostariam de trabalhar. Saúde Em relação aos sintomas de covid-19, a pesquisa mostra que dos 13,3 milhões de pessoas que se queixaram de síndrome gripal, 3,3 milhões buscaram atendimento médico na semana de referência, sendo que 14,5% ficaram internadas, num total de 159 mil. No início de maio, 26,8 milhões relataram algum sintoma. A queixa mais comum foi a dor de cabeça (6 milhões de pessoas), seguida por nariz entupido ou escorrendo (5,2 milhões), tosse (4,7 milhões), dor muscular (3,4 milhões), dor de garganta (3,8 milhões), fadiga (2,3 milhões), perda de olfato e paladar (1,8 milhão), dificuldade de respirar (1,7 milhão) e dor nos olhos (1,4 milhão). Entre os 3,3 milhões de pessoas que buscaram atendimento, 42,2% foram a postos de saúde públicos, 20,2% a prontos-socorros e 19,9% a hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). Atendimento ambulatorial na rede privada ou militar foi procurado por 7,3%, enquanto 3,7% buscaram prontos-socorros privados e 13,7% para hospitais privados. Na quarta semana de julho, 75,7% dos participantes da pesquisa não procuraram estabelecimento de saúde, mas 58,9% tomaram remédio por conta própria. Outros 10,8% se medicaram com orientação médica, 3,2% ligaram para algum profissional de saúde e 3,1% receberam visita de profissional de saúde do SUS. Por Akemi Nitahara

  • Governo de Rondônia atualiza piso salarial dos professores da rede estadual

    Piso do professor em início de carreira passou de R$ 2.557,74 para R$ 2.886,24 Revista Imagem - Publicado em 14/08/2020 09:51 O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), atualiza o piso salarial dos professores da rede pública estadual de ensino, por meio do Decreto n° 25.296, de 13 de agosto de 2020. Em reunião da Mesa Estadual de Negociação Permanente (Menp), ocorrida na terça-feira (11), a equipe econômica do Governo confirmou à Seduc a autorização da implantação do piso salarial dos professores na folha de pagamento do mês de agosto deste ano, e mais o pagamento dos valores referentes ao mês de julho de 2020, conforme previsto na Lei Federal n°11.738, de 16 de julho de 2008. O cálculo estimado de impacto anual para o reajuste de 12,84% nas folhas de pagamento da Secretaria Estadual de Educação foi de R$ 75.020.369,71. O retroativo do mês de julho de 2020 será pago imediatamente na folha de pagamento do mês de agosto deste ano. O piso salarial dos profissionais da rede pública da educação básica em início de carreira, com carga horária de 40 horas, foi reajustado conforme Lei Estadual 1.036/2019 de acordo com o percentual estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC), de 12,84% para 2020, passando de R$ 2.557,74 para R$ 2.886,24. Ao todo serão beneficiados 14.693 (quatorze mil, seiscentos e noventa e três) professores (ativos e inativos – aposentados e pensionistas) da educação estadual. Os servidores aposentados e pensionistas da educação, com direito à concessão dos mesmos aumentos e reajustes atribuídos aos servidores ativos (paridade), também serão contemplados com o reajuste de 12,84%. Os valores relativos ao 1º semestre de 2020 serão analisados de acordo com o comportamento da arrecadação até novembro, conforme deliberado pela Menp, para atendimento ao Plano de Contingenciamento de Gastos. Os professores que estiverem cedidos também serão beneficiados com o reajuste de 12,84%, sendo custeados com recursos próprios dos Órgãos em que estiverem desempenhando suas funções, conforme estabelecido no artigo 71 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. De acordo com o secretário de Estado da Educação, professor Suamy Vivecananda, “apesar do difícil cenário que se instalou, devido a pandemia, interferindo consideravelmente no trabalho que vinha sendo desenvolvido, o Governo do Estado tem se esforçado para implantar o piso, mesmo enfrentando as adversidades e o intempestivo momento”. Por Cléber Souza

  • Decreto estadual restringe atividade comercial em Vilhena, mas comércio abre normalmente

    Vilhena regrediu para a fase mais rígida do Plano Estadual; Prefeitura e ACIV não se manifestaram sobre a restrição de funcionamento do comércio Revista Imagem - Publicado em 14/08/2020 09:26 Começa a vigorar hoje (14) em Rondônia a nova classificação de municípios no Plano Todos por Rondônia do governo estadual, que visa o controle da propagação do novo coronavírus e a reabertura gradual do comércio, e setores de serviços, lazer e eventos no estado. Enquanto Porto Velho progrediu para uma fase mais branda do Plano, passando da 2ª para a 3ª fase, Vilhena e Chupinguaia regrediram no processo de reabertura passando da 2ª para a 1ª fase. O que era de se esperar dado ao crescimento do número de casos nos dois municípios do Cone Sul nas últimas semanas. Embora o Plano estadual não leve apenas isso em consideração. Uma série de fatores, como taxa de ocupação de leitos, crescimento do número de casos, casos ativos, entre outros, fazem parte do complexo sistema de classificação. A 3ª fase do Plano – onde estão classificados Porto Velho e outros 39 municípios –permite a abertura comercial seletiva de todas as atividades econômicas com exceção de casas de show, bares e boates; eventos com mais de dez pessoas; cinemas e teatros; e balneários e clubes recreativos. Já na 1ª fase, onde Vilhena e Chupinguaia estão classificadas, apenas atividades consideradas essenciais podem funcionar. Além das atividades acima, também fica proibida a abertura de restaurantes, lanchonetes, sorveterias e afins para consumo no local; academias de esportes de todas as modalidades; salões de beleza e barbearias; atividades religiosas presenciais; concessionárias, locadoras, garagens e vistorias veiculares; lojas de confecções e sapatarias; lojas de eletrodomésticos, móveis e utensílios; lojas de equipamentos de informática e de instrumentos musicais; entre outras atividades. Mas apesar da reclassificação e das proibições, nada mudou em Vilhena. O comércio abriu normalmente nesta sexta-feira, inclusive com as atividades que estariam proibidas de funcionar segundo o Plano Estadual. E não é a primeira vez que isso acontece. Na última reclassificação, o município também não aderiu à norma do Estado. A Prefeitura de Vilhena ainda não se manifestou sobre o assunto. Segundo a Assessoria de Imprensa do Município, o prefeito Eduardo Japonês aguarda um posicionamento do Comitê Gestor Municipal de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus para decidir se acatará ou não a reclassificação do Plano Estadual. A ACIV (Associação Comercial e Empresarial de Vilhena) também não se manifestou. O presidente da entidade, Elói Maria, disse hoje cedo à nossa reportagem que ainda está se inteirando dos fatos, para orientar os comerciantes vilhenenses. Por conveniência, o setor produtivo segue as regras municipais, bem mais flexíveis que a do Estado. Aliás, o plano estadual não tem servido pra muita coisa em Vilhena, onde bares e balneários, por exemplo tem funcionado normalmente, mesmo sendo liberados apenas na 4ª fase do Plano, que ainda não foi alcançado por nenhum município do estado. Por enquanto, Município e Estado convergem apenas nas medidas relativas ao seguimento de festas e eventos que continuam sem atividades em Vilhena. Por José Antonio Sant'Ana

  • Rondônia tem mais 12 mortes por covid; idosa de 103 anos foi uma das vítimas

    Estado registrou 615 novos casos da doença nesta quinta-feira e totaliza 46.676 pessoas infectadas e 993 óbitos Revista Imagem - Publicado em 13/08/2020 19:24 Mais 12 pessoas morreram por covid-19 em Rondônia, que registrou 615 novos casos da doença nesta quinta-feira (13). Os dados são do boletim epidemiológico sobre o novo coronavírus divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde de Rondônia (Sesau). No registro total o estado atingiu a marca de 993 mortes por covid-19 e 46.676 casos de coronavírus, desde o primeiro registro há 146 dias (20/3). Deste total, 38.967 pacientes (83,4%) já são considerados curados, segundo a secretaria estadual de Saúde. Porto Velho foi o município que teve mais casos registrados pela Sesau nas últimas 24 horas (193 casos), seguido por Ariquemes (162). Veja abaixo a situação dos 10 municípios com mais casos registrados em Rondônia. Município casos mortes Porto Velho: 24.480 602 Ariquemes: 3.508 57 Guajará-Mirim: 2.516 77 Vilhena: 2.041 31 Ji-Paraná: 1.420 28 Jaru: 1.368 22 Cacoal: 1.205 19 Rolim de Moura: 1.064 12 Candeias: 1.048 20 São M. Guaporé: 795 13 Os 12 óbitos registrados no estado foram: 4 em Porto Velho, 2 em Vilhena, 1 em Alta Floresta do Oeste, 1 em Ariquemes, 1 em Guajará-Mirim, 1 em Jaru, 1 em Mirante da Serra e 1 em Rolim de Moura. A vítima de Guajará-Mirim era uma mulher de 103 anos. Cone Sul Nesta quinta-feira, a Sesau registrou 41 novos casos nos municípios do Cone Sul. Foram 39 casos em Vilhena, 1 em Chupinguaia e 1 em Pimenteiras. De acordo com a Sesau, o Cone Sul totaliza 2.828 casos diagnosticados, sendo 2.077 pacientes considerados curados (73,4%). Individualmente, segundo o boletim estadual, os municípios têm: Vilhena: 2.041 casos Chupinguaia: 327 Cerejeiras: 149 Pimenteiras: 131 Colorado do Oeste: 90 Cabixi: 67 Corumbiara: 23 A Sesau registrou também 2 novo óbito por covid-19 no Cone Sul. Com os novos registros a região totaliza 48 óbitos pela doença: Vilhena: 31 óbitos Cerejeiras: 6 Pimenteiras: 4 Cabixi: 4 Corumbiara: 2 Chupinguaia: 1 Vale lembrar que todos os dados são da Sesau, e podem divergir com as informações das prefeituras. A Agevisa ressalta que os dados não são lidos e atualizados imediatamente pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), por isso há atraso (delay) no registro de casos que estão sendo acompanhados diariamente por equipes de saúde nos municípios. Por José Antonio SantAna

  • Coronavírus: Justiça manda ANS fiscalizar planos de saúde em Rondônia

    Pedido de fiscalização partiu de uma ação conjunta do MPF, MP/RO, MPT, DPU e DPE contra a Agência Nacional de Saúde Revista Imagem - Publicado em 13/08/2020 17:47 A Justiça Federal determinou à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em decisão liminar, que fiscalize e penalize operadoras de planos de saúde atuantes em Rondônia, bem como prestadores de serviços hospitalares, em decorrência da má prestação do serviço no atendimento de pacientes com sintomas de Covid-19. A ANS deve apresentar relatório do cumprimento da decisão em até 30 dias. Falta de estruturação adequada ocasionou esgotamento de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no estado. A decisão favorável atende a uma ação civil do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério Público do Estado de Rondônia (MP/RO), do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Defensoria Pública da União e da Defensoria Pública do Estado de Rondônia. Os procuradores e promotores responsáveis pela ação destacaram que "nesse contexto crítico, chamam a atenção as respostas apresentadas por operadoras de planos de saúde e hospitais da rede privada, quando questionados sobre a estrutura de atendimento para casos da doença". Nos informes ao MPF, ao MPT, à DPU e à DPE constatou-se a baixa quantidade de leitos disponíveis para o atendimento de pacientes com coronavírus, em especial no que diz respeito aos leitos de UTI. Para se ter ideia, algumas dessas unidades sequer contavam com leitos próprios de UTI. Em outros hospitais foi constatada a existência de equipamentos como respiradores em quantidade insuficiente para atender a demanda. Para o MPF, no atual cenário de pandemia, sendo a situação atual excepcional, a qual gera incertezas jurídicas, a fiscalização da atuação sobre as operadoras e planos de saúde deve acontecer em sua máxima excelência e da forma mais rápida possível, inclusive para que a iniciativa privada tenha parâmetros para atuar quando constatada a ausência de leitos nos hospitais credenciados para atender todos os beneficiários que necessitarem de internação e leitos de UTIs e Unidade de Cuidados Intensivos (UCIs). Assinaram a ação os procuradores da República Gisele Bleggi e Raphael Bevilaqua, a promotora de Justiça Daniela Nicolai Lima, o procurador do trabalho Carlos Alberto Lopes, a defensora pública da União Thaís Gonçalves Oliveira e o defensor público do estado Eduardo Borges. A ação civil pública segue tramitando na 2ª Vara Federal em Rondônia sob o número 1007207-86.2020.4.01.4100. Da Redação com informações do MPF

  • Com mais 1.262 óbitos, Brasil acumula mais de 105 mil mortes por covid-19

    Mais de 60 mil novas infecções foram contabilizadas, elevando o total para 3.224.876 Revista Imagem - Publicado em 13/08/2020 18:55 Números do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgados nesta quinta-feira (13/08) apontam que mais 1.262 mortes por covid-19 foram notificadas no Brasil nas últimas 24 horas. Com isso, o total de óbitos pela doença oficialmente identificados chegou a 105.463. O Brasil ainda registrou oficialmente mais 60.091 casos da doença, elevando o total para 3.224.876. Esse foi o terceiro maior número diário de novas infecções já contabilizado. O recorde foi em 29 de julho quando 69.074 casos foram registrados. Diversas autoridades e instituições de saúde em todo o país, no entanto, alertam que os números reais da doença devem ser maiores em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação. O Conass não informou o número de curados no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, 2.356.640 já se recuperaram e outros 762.773 estão em acompanhamento. O Brasil é o segundo país do mundo com maior número de óbitos e casos de covid-19 oficialmente notificados. Só está atrás dos Estados Unidos, que registraram mais de 5,2 milhões de casos e mais de 166 mil mortes. Já a taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes chegou a 50,2. No cálculo levando em conta a população, o Brasil aparece em 11° – bem à frente de países vizinhos, como a Argentina (11,72), o Paraguai (1,34) e o Uruguai (1,07). Nações europeias duramente atingidas pela doença, como o Reino Unido (70,37) e a Bélgica (86,67), ainda aparecem bem à frente, mas esses países começaram a registrar seus primeiros casos entre três e quatros semanas antes do Brasil, e o número de óbitos diários caiu nos últimos mês. O Brasil já está há quase três meses sem um ministro da Saúde. O posto vem sendo ocupado interinamente desde 15 de maio pelo general Eduardo Pazuello, que não tinha experiência na área e indicou militares para quase todos os postos-chave do ministério. Na sua gestão, as mortes e novas notificações de casos dispararam no país. Foram mais de 90 mil novos óbitos registrados desde que a pasta passou a ser gerida por Pazuello e dezenas de militares. Na prática, o ministério, sob os militares, vem referendando sem questionamentos as diretrizes do presidente Jair Bolsonaro, que é contra medidas amplas de isolamento social e que promove a cloroquina como "cura" contra a covid-19, mesmo sem embasamento científico. Sob a intervenção pessoal de Bolsonaro e do Exército, o ministério também tentou esconder os números da pandemia no início de junho, mas voltou atrás após ordem do Supremo Tribunal Federal. Atrás de EUA e Brasil, os países mais atingidos são Índia (2,3 milhão de casos confirmados), Rússia (905 mil) e África do Sul (572 mil). Ao todo, mais de 751 mil pessoas morreram em decorrência do vírus no planeta. Depois de EUA e Brasil, os maiores números absolutos de mortes se concentram no México (54,6 mil), na Índia (47 mil), e no Reino Unido (46,7 mil). Por Deutsche Welle

  • ANS obriga planos de saúde a incluírem teste sorológico da covid-19

    O procedimento incorporado é a pesquisa de anticorpos IgG ou anticorpos totais Revista Imagem - Publicado em 13/08/2020 18:00 A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu incorporar ao rol de procedimentos e eventos em saúde o teste sorológico para detectar a presença de anticorpos produzidos pelo organismo após exposição ao novo coronavírus (covid-19). A decisão foi tomada nesta quinta-feira (13), pela diretoria colegiada da agência. A resolução normativa passará a valer após publicação no Diário Oficial da União. O procedimento incorporado é a pesquisa de anticorpos IgG ou anticorpos totais, que passa a ser de cobertura obrigatória para os beneficiários de planos de saúde a partir do oitavo dia do início dos sintomas, nas segmentações ambulatorial, hospitalar e referência, conforme solicitação do médico. Porém, para se justificar o pedido, é necessário preencher alguns critérios obrigatórios, ao mesmo tempo em que não poderá se encaixar em outros critérios excludentes. Segundo a ANS, poderão realizar o teste sorológico pacientes com Síndrome Gripal (SG) ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) a partir do oitavo dia do início dos sintomas, além de crianças ou adolescentes com quadro suspeito de Síndrome Multissistêmica Inflamatória pós-infecção pelo coronavírus. Por outro lado, estarão excluídos da realização obrigatória do exame pacientes que já tenham RT-PCR prévio positivo para coronavírus; pacientes que já tenham realizado o teste sorológico, com resultado positivo; pacientes que tenham realizado o teste sorológico, com resultado negativo, há menos de 1 semana, exceto para crianças e adolescentes com quadro suspeito. Também estarão excluídos a realização de testes rápidos; pacientes cuja prescrição tem finalidade de rastreamento, retorno ao trabalho, pré-operatório, controle de cura ou contato próximo/domiciliar com caso confirmado, e verificação de imunidade pós-vacinal. Segundo a ANS, as definições para Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave são as seguintes: Síndrome Gripal (SG): Indivíduo com quadro respiratório agudo, caracterizado por pelo menos dois (2) dos seguintes sinais e sintomas: febre (mesmo que referida), calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos ou distúrbios gustativos. Em crianças: além dos itens anteriores considera-se também obstrução nasal, na ausência de outro diagnóstico específico. Em idosos: deve-se considerar também critérios específicos de agravamento como sincope, confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e inapetência. Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG): Indivíduo com SG que apresente: dispneia/desconforto respiratório OU pressão persistente no tórax OU saturação de O2 menor que 95% em ar ambiente OU coloração azulada dos lábios ou rosto. Em crianças: além dos itens anteriores, observar os batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência. Dúvidas podem ser esclarecidas na página da ANS na internet ou pelo telefone 0800 701 9656. Por Vladimir Platonow

  • Brasil recebe US$ 1 bi para pagamento de programas emergenciais

    Banco Interamericano de Desenvolvimento é responsável pelo empréstimo Revista Imagem - Publicado em 13/08/2020 17:58 O Brasil receberá US$ 1 bilhão em empréstimos financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O acordo foi anunciado na tarde de hoje (3) e a verba será usada no pagamento de novas parcelas do auxílio emergencial e do Programa Bolsa Família. Em nota divulgada pela instituição, o banco informa que a verba deverá “fortalecer a capacidade de resposta emergencial do país às populações vulneráveis e aos trabalhadores”. O empréstimo será dividido em dois lotes: o primeiro é destinado a programas para populações em vulnerabilidade; o segundo, para a preservação de empregos e renda formal. Durante a primeira etapa de capitalização, o governo federal receberá US$ 400 milhões para financiar o auxílio emergencial - o que viabiliza o pagamento de 3 parcelas mensais do benefício para 1 milhão de pessoas. Mais US$ 200 milhões serão destinados ao Bolsa Família - o necessário para garantir a verba para 475 mil famílias. Na segunda etapa, os US$ 400 milhões restantes serão aplicados no Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, capitaneado pelo Ministério da Economia. Segundo estimativas do banco, o dinheiro alcançará cerca de 1 milhão de trabalhadores, que terão o trabalho assegurado. O estudo para o empréstimo aponta que 37 milhões de brasileiros trabalham em setores produtivos afetados pela pandemia e que a medida assegura “condições mínimas de bem-estar.” “Os desafios trazidos pela pandemia são inéditos e ainda não sabemos até quando seus impactos vão perdurar. O BID está empenhado em ajudar o governo e os cidadãos brasileiros a atravessar essa crise e a pensar nos próximos passos para retomar o crescimento que será mais do que nunca necessário”, diz Morgan Doyle, representante do BID para o Brasil. Prazo de pagamento Segundo informa o banco, o Brasil terá 25 anos para pagar a dívida, com um período de carência de 5 anos e meio. Os juros serão calculados com base na Libor (London Interbank Offered Rate, na sigla em inglês), uma taxa usada em empréstimos internacionais para bancos que têm sede de operações em Londres, na Inglaterra. Por AB

  • Pazuello diz que vacina de Oxford é a melhor opção até agora

    Segundo o ministro, vacina russa ainda está muito incipiente Revista Imagem - Publicado em 13/08/2020 17:54 O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta quinta-feira (13) que a melhor opção de vacina, até agora, é a de Oxford. “Eu posso apensar aos senhores que a AstraZeneca, com Oxford, é ainda a nossa melhor opção, nós estamos nela”, afirmou durante audiência pública na Comissão Mista do Congresso que fiscaliza as ações do governo no combate à pandemia de covid-19. O Brasil assinou um acordo de US$ 100 milhões com a AstraZeneca-Oxford, que também prevê transferência de tecnologia para a produção da vacina no Brasil. Outras instituições brasileiras também estão colaborando com grandes empresas farmacêuticas internacionais para pesquisa e desenvolvimento de uma vacina para covid-19. “Vamos fazer a contratação, eu acredito, até sexta-feira, com o empenho de recursos para a empresa AstraZeneca, junto à Fiocruz. Essa é a mais promissora, mas não deixamos de estar atentos a todas as outras”, disse Pazuello. Vacina russa Sobre a vacina russa, o ministro afirmou que sua eficácia ainda não está clara. “Está muito incipiente, as posições estão ainda muito rasas, nós não temos profundidade nas respostas, nós não temos o acompanhamento dos números”. A conclusão, acrescentou, foi tirada depois de uma reunião realizada ontem com a participação do governador do Paraná, Ratinho Júnior, representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), representantes da empresa russa e da embaixada daquele país. Para Pazuello, a vacina russa poderá ser viável mas, até lá, vai depender de muita negociação, muito trabalho para seja avalizada pela Anvisa e, a partir daí, a compra discutida. “Ontem recebi uma empresa, a Covax, americana, com uma sede de fabricação na Tailândia, que também trouxe a possibilidade de fabricação, mas também com prazos um pouco mais dilatados”, adiantou. Nesse último caso, a previsão de produção seria março ou abril de 2021. “Estamos em negociação também para ver se isso cresce, se acelera e se podemos participar. Todas as iniciativas são válidas. Acho que isso vai trazer um somatório e um resultado campeão no final”, ressaltou. Por Karine Melo

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