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- Vilhena: PRF identifica 11 pessoas em situação análoga à escravidão
Trabalhadores dos estados do Ceará e da Paraíba eram transportado no compartimento de carga de um caminhão Revista Imagem - Publicado em 18/08/2020 08:22 A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Vilhena, em atividade na BR 364, identificou um grupo de 11 trabalhadores em condições que, segundo a lei, caracterizam trabalho escravo. Durante fiscalização de enfrentamento ao crime em região de fronteira, um caminhão que adentrava ao estado foi abordado. Em um compartimento escondido, medindo apenas 3 metros quadrados, 11 pessoas eram transportadas. A viagem iniciou no estado do Ceará, passando pela Paraíba e tinha como destino final Rio Branco/AC. O motorista afirmou que o grupo de trabalhadores foi recrutado para vender panelas e que cada um receberia R$ 3 mil mensalmente. Uma das pessoas resgatadas afirmou aos policiais que, na verdade, eles recebiam apenas uma comissão sobre a venda das panelas, sem direito a salário fixo ou qualquer direito trabalhista. Disse também que eles dividiam o espaço de 3 metros quadrados para viajar e também para dormir, normalmente em postos de gasolina ou parada para caminhoneiros. O caso foi encaminhado na sexta-feira (14) à Polícia Federal que deverá tomar todas as medidas cabíveis neste caso. Da Redação com informações da PRF
- Brasil tem 108 mil mortes por covid-19; país registra 3,35 milhões de casos
Mais de 19 mil casos e 684 mortes em 24 horas foram contabilizadas, segundo autoridades de saúde. Revista Imagem - Publicado em 18/08/2020 07:55 São Paulo supera marca de 700 mil infecções, número só alcançado por EUA, Índia e Rússia Um total de 19.373 casos confirmados de coronavírus e 684 mortes ligadas à doença foi registrado no Brasil nas últimas 24 horas, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Ministério da Saúde divulgados nesta segunda-feira (17). O balanço eleva o total de infecções para 3.359.570 e o total de óbitos para 108.536. Ao todo, 2.478.494 pessoas se recuperaram da doença, e 772.540 estão em acompanhamento, segundo o ministério. O Conass não divulga número de recuperados. Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais de casos e mortes devem ser ainda maiores no país, em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação. As cifras reportadas no fim de semana e na segunda-feira também costumam ser mais baixas, já que equipes responsáveis pela notificação trabalham em escala reduzida. São Paulo é o estado brasileiro mais atingido pela epidemia, tendo superado a marca de 700 mil casos nesta segunda-feira. Ao todo, 702.665 pessoas foram infectadas, e 26.899 morreram no estado. O total de casos no território paulista supera os registrados em quase todos os países do mundo, exceto Estados Unidos, Índia e Rússia. A Bahia é o segundo estado brasileiro com maior número de casos, somando 217.115, mas fica atrás de São Paulo, Rio de Janeiro (14.566 mortes), Ceará (8.163), Pernambuco (7.210) e Pará (5.945) em número de mortos, com 4.475 vidas perdidas para a doença. O Ceará é o terceiro em número de infecções, com 198.202, seguido do Rio, que tem 194.651 casos, e do Pará, com 178.375 pessoas infectadas. A taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes é atualmente de 51,6 no Brasil – cifra bem acima da registrada em países vizinhos como a Argentina (12,82) e o Uruguai (1,10), considerados exemplos no combate à pandemia. Por outro lado, nações europeias duramente atingidas, como o Reino Unido (70,37) e a Bélgica (87,02), ainda aparecem bem à frente. Esses países começaram a registrar seus primeiros casos antes do Brasil, e o número de óbitos diários está atualmente na faixa das dezenas, com o pico tendo sido registrado em abril e maio. Presidente do BNDES testa positivo O vírus também atingiu em cheio a cúpula do governo brasileiro, tendo infectado uma série de ministros e o presidente Jair Bolsonaro. Nesta segunda-feira, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que seu presidente, Gustavo Montezano, também testou positivo para o coronavírus, em exame realizado na semana passada. O banco informou que Montezano adotou espontaneamente medidas de isolamento social assim que sentiu os primeiros sintomas. O estado de saúde do chefe do BNDES "é bom, e ele seguirá exercendo suas atividades em regime de home office", informou o banco em nota. No último fim de semana, o Brasil completou três meses sem um ministro da Saúde. O posto vem sendo ocupado interinamente desde 15 de maio pelo general Eduardo Pazuello, que não tinha experiência na área e indicou militares para quase todos os postos-chave do ministério. Na sua gestão, as mortes e novas notificações de casos dispararam no país. Foram mais de 90 mil novos óbitos e mais de 3 milhões de casos registrados desde que a pasta passou a ser gerida por Pazuello e outras dezenas de militares. Na prática, o ministério, sob os militares, vem referendando sem questionamentos as diretrizes de Bolsonaro, que é contra medidas amplas de isolamento social e que promove a cloroquina como uma "cura" contra a covid-19, mesmo sem embasamento científico. Sob a intervenção pessoal do presidente e do Exército, a pasta também tentou esconder os números da epidemia no início de junho, mas voltou atrás após ordem do Supremo Tribunal Federal. Em números absolutos, o Brasil é o segundo país do mundo com mais infecções e mortes por coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos, que já acumulam mais de 5,4 milhões de casos e mais de 170 mil óbitos. A Índia, que chegou a impor uma das maiores quarentenas do mundo no início da pandemia, agora é o terceiro país mais afetado, com 2,6 milhões de casos e 50 mil mortos. Ao todo, mais de 21,7 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus em todo o planeta, enquanto mais de 776 mil morreram em decorrência da doença, segundo contagem mantida pela Universidade Johns Hopkins. Por Deutsche Welle
- Com poucos casos no domingo, RO tem 83,3% de pacientes recuperados de covid
Estado totaliza 1.013 mortes por covid-19 e 47.837 casos de coronavírus, desde o primeiro registro há 149 dias Revista Imagem - Publicado em 17/08/2020 07:58 Mais 1 morte por covid-19 foi registrada em Rondônia neste domingo (16). Ontem o estado também contabilizou 185 novos casos da doença. Os dados são do boletim epidemiológico sobre o novo coronavírus divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde de Rondônia (Sesau). No registro total Rondônia atingiu a marca de 1.013 mortes por covid-19 e 47.837 casos de coronavírus, desde o primeiro registro há 149 dias (20/3). Deste total, 39.859 pacientes (83,3%) já são considerados curados, segundo a secretaria estadual de Saúde. O óbito registrado no estado foi de um morador de Teixerópolis. A vítima tinha 71 anos. Porto Velho foi o município que teve mais casos registrados pela Sesau nas últimas 24 horas (92 casos), seguido por Ariquemes (21). Veja abaixo a situação dos 10 municípios com mais casos registrados em Rondônia. Município casos mortes Porto Velho: 24.969 607 Ariquemes: 3.728 60 Guajará-Mirim: 2.547 77 Vilhena: 2.099 31 Ji-Paraná: 1.485 35 Jaru: 1.377 21 Cacoal: 1.225 19 Rolim de Moura: 1.070 13 Candeias: 1.064 21 São M. Guaporé: 798 14 Cone Sul Nos municípios do Cone Sul do estado, a Sesau registrou 6 novos casos nos municípios do Cone Sul. Foram 1 caso em Vilhena, 3 em Cerejeiras, 1 em Cabixi, 1 em Corumbiara. De acordo com a Sesau, o Cone Sul totaliza 2.893 casos diagnosticados, sendo 2.249 pacientes considerados curados (77,7%). Individualmente, segundo o boletim estadual, os municípios têm: Vilhena: 2.099 casos Chupinguaia: 327 Cerejeiras: 153 Pimenteiras: 132 Colorado do Oeste: 90 Cabixi: 68 Corumbiara: 24 A Sesau não registrou nenhum novo óbito por covid-19 no Cone Sul. A região totaliza 48 óbitos pela doença: Vilhena: 31 óbitos Cerejeiras: 6 Pimenteiras: 4 Cabixi: 4 Corumbiara: 2 Chupinguaia: 1 Vale lembrar que todos os dados são da Sesau, e podem divergir com as informações das prefeituras. A Agevisa ressalta que os dados não são lidos e atualizados imediatamente pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), por isso há atraso (delay) no registro de casos que estão sendo acompanhados diariamente por equipes de saúde nos municípios. Por José Antonio SantAna
- Rondônia registra 4 mortes e 395 casos de covid-19 nesta segunda
Estado totaliza 1.017 óbitos pela doença e 48.232 pessoas infectadas por coronavírus Revista Imagem - Publicado em 18/08/2020 07:46 Ariquemes foi o município que teve mais casos registrados pela Sesau nas últimas 24 horas em Rondônia Mais 4 mortes por covid-19 foram registradas em Rondônia nesta segunda-feira (17). Ontem o estado também contabilizou 395 novos casos da doença. Os dados são do boletim epidemiológico sobre o novo coronavírus divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde de Rondônia (Sesau). No registro total Rondônia atingiu a marca de 1.017 mortes por covid-19 e 48.232 casos de coronavírus, desde o primeiro registro há 150 dias (20/3). Deste total, 40.184 pacientes (83,3%) já são considerados curados, segundo a secretaria estadual de Saúde. Os óbitos registrados no estado foram de 1 mulher de 67 anos em Ariquemes; 1 mulher de 67 anos de Guajará-Mirim; 1 homem de 68 anos de Rolim de Moura e 1 homem de 50 anos de Porto Velho. Em Rondônia, Ariquemes foi o município que teve mais casos registrados pela Sesau nas últimas 24 horas (58 casos), seguido por Porto Velho (37), Ji-Paraná (35), Machadinho (32) e Vilhena (30). Veja abaixo a situação dos 10 municípios com mais casos registrados em Rondônia. Município casos mortes Porto Velho: 25.006 608 Ariquemes: 3.786 61 Guajará-Mirim: 2.561 78 Vilhena: 2.129 31 Ji-Paraná: 1.520 35 Jaru: 1.378 21 Cacoal: 1.227 19 Rolim de Moura: 1.093 14 Candeias: 1.072 21 São M. Guaporé: 799 14 Cone Sul Nos municípios do Cone Sul do estado, a Sesau registrou 45 novos casos nos municípios do Cone Sul. Foram 30 casos em Vilhena, 8 em Colorado, 3 em Cerejeiras, 3 em Pimenteiras, 1 em Cabixi. De acordo com a Sesau, o Cone Sul totaliza 2.938 casos diagnosticados, sendo 2.258 pacientes considerados curados (76,8%). Individualmente, segundo o boletim estadual, os municípios têm: Vilhena: 2.129 casos Chupinguaia: 327 Cerejeiras: 156 Pimenteiras: 135 Colorado do Oeste: 98 Cabixi: 69 Corumbiara: 24 A Sesau não registrou nenhum novo óbito por covid-19 no Cone Sul. A região totaliza 48 óbitos pela doença: Vilhena: 31 óbitos Cerejeiras: 6 Pimenteiras: 4 Cabixi: 4 Corumbiara: 2 Chupinguaia: 1 Vale lembrar que todos os dados são da Sesau, e podem divergir com as informações das prefeituras. A Agevisa ressalta que os dados não são lidos e atualizados imediatamente pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), por isso há atraso (delay) no registro de casos que estão sendo acompanhados diariamente por equipes de saúde nos municípios. Por José Antonio SantAna
- De volta a realidade: Vilhena registra mais 82 casos de covid-19 na segunda
Município soma 37 mortes pela doença, 31 delas de moradores da própria cidade, e totaliza 2.188 casos de covid-19 Revista Imagem - Publicado em 18/08/2020 07:25 Vilhena registrou 82 novos casos de covid-19 nesta segunda-feira (17). Foram 39 por exame de RT-PCR, 38 por teste de anticorpos IgM/IgG (teste rápido), 5 por vínculo epidemiológico (quando a pessoa tem sintomas e contato constante com outro infectado, mas não fez exame). Os dados são do boletim municipal sobre o coronavírus, da Secretaria de Saúde de Vilhena. O município soma 37 óbitos por covid-19, sendo 31 mortes de vilhenenses e 6 óbitos de moradores de outras cidades. Já o número de casos registrados chega ao total de 2.188 pessoas contaminadas pelo coronavírus, desde o primeiro diagnóstico há 134 dias (5 de abril). O município é o quarto do estado em número de casos confirmados da doença. Rondônia registrou até hoje 48,2 mil casos confirmados e 1.017 óbitos. A secretaria municipal de Saúde ainda investiga 143 casos suspeitos de contaminação. E o número de casos ativos aumentou em 14,8% nas últimas 24 horas, passando de 296 para 340. Segundo o boletim, 1.817 casos são considerados curados em Vilhena. A Central de Atendimento da Covid-19 tinha 11 pacientes internados, sendo 4 na UTI - o mesmo número que no dia anterior. A taxa de ocupação de leitos de UTI da Central da Covid-19 é de 40%. Por José Antonio Sant'Ana
- Prefeitura assina ordem de serviço para reforma do Hospital Regional de Vilhena
Investimento de quase R$ 1,7 milhão permitirá ampla reforma em vários setores da unidade de Saúde Revista Imagem - Publicado em 17/08/2020 17:09 A Prefeitura de Vilhena emitiu na quinta-feira (13), ordem de serviço para início de ampla reforma no Hospital Regional de Vilhena (HRV) avaliada em R$ 1.689.192,28. Os recursos são oriundos de emenda parlamentar do ex-senador Valdir Raupp e da ex-deputada federal Marinha Raupp, que destinaram a verba ainda em seus mandatos. O prédio do Hospital Regional tem várias décadas de existência e há muito tempo precisa de uma reforma ampla. Assim, enquanto a reforma manterá a qualidade e segurança no atendimento desta unidade, ao mesmo tempo, a Prefeitura investe esforços em uma outra grande obra: a construção de um novo prédio para o HRV, para a qual já há projeto e emenda de vários milhões de reais da bancada federal. Juntas, as duas ações, vão representar avanço significativo na Saúde de Vilhena. A Prefeitura de Vilhena realizou a licitação da reforma do hospital em maio deste ano e agora assinou a ordem de serviço após o fim dos trâmites legais. A Construvil, de Vilhena, executará a obra e tem prazo de 180 dias para conclusão. O proprietário, Adones Hoffmann, esteve no Gabinete do Prefeito, onde recebeu a documentação para dar início aos trabalhos. A reforma A obra vai abranger os setores de atendimento, salas vermelha e amarela, triagem, consultórios, setor administrativo e pronto-socorro, além da ala de ortopedia, envolvendo uma grande área da unidade. De acordo com a Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan), o projeto vai permitir uma importante reorganização desses setores, além de executar uma ampla reforma elétrica de todo o prédio. Mesmo durante a obra, a unidade continuará atendendo normalmente. Por Herbert Weil
- Vilhena ganhará complexo esportivo orçado em R$ 2,5 milhões
Recurso federal já está empenhado; complexo contará com espaço de treinamento para diversas modalidades esportivas Revista Imagem - Publicado em 17/08/2020 17:03 Em reunião realizada na noite da última sexta-feira (14), a prefeitura de Vilhena anunciou a construção de um Complexo Esportivo, cujos recursos na ordem de R$ 2,5 milhões já foram empenhados pelo governo federal. A área que abriga o Ginásio de Esportes Jorge Teixeira e o Estádio Portal da Amazônia é local das futuras obras, reveladas em modelo arquitetônico já finalizado pela Secretaria Municipal de Planejamento da Prefeitura. O Complexo atenderá diversas modalidades, inclusive a ginástica artística, cuja modalidade não dispunha de instalações adequadas para a prática. Na reunião, além da deputada federal Mariana Carvalho, autora da emenda federal para o projeto, do prefeito Eduardo Japonês e do vereador Rafael Maziero, autor do projeto, estiveram presentes as representantes da Associação de Ginástica Rítmica de Vilhena (AGRV), da Associação de Ginástica Vilhenense (AGIV), além de representantes da Associação Comercial e Industrial de Vilhena (ACIV). Rafael Maziero relata a sensação de felicidade ao ver que a ideia está se concretizando. “Eu fico muito feliz. Hoje um grande esforço está se tornando realidade com as nossas ginastas aqui presentes, vendo que o desejo saiu do papel. Lembro quando apresentamos o projeto para a deputada e ela se prontificou a destinar a emenda. Vale destacar, que o recurso é próprio da Mariana, emenda individual, algo que é muito raro de acontecer nesse montante. Ela acreditou na gente”, aponta. Já, a deputada Mariana revelou o motivo deste crédito: “Em gestões passadas, infelizmente, já perdi muitos recursos para cá, pois não havia o projeto. Hoje é diferente, quando o prefeito e o Rafael me procuraram, eles já estavam com o projeto, e era algo certo. Fico emocionada de fazer parte dessa importante história de Vilhena. Este complexo vai ser um marco para a região Norte. Esta política séria faz de Vilhena um local certo para destinar recursos. Durante meu mandato, já consegui destinar cerca de R$ 11 milhões em verbas aqui”, afirma a deputada. Reconhecimento Durante o encontro, foi confirmado que o complexo terá o nome da ginasta vilhenense Vânia Maísa Castro Morais, que veio a óbito em setembro de 2017, comovendo a classe esportiva do município. A mãe de Vânia esteve na solenidade e se emocionou com a homenagem. “Meu coração está explodindo de tanta alegria por essa grande conquista para as ginastas vilhenenses. Ter um local para treino sempre foi o sonho de todas as atletas que fazem e que já fizeram parte dessa história. E hoje, demos um grande passo para a realização desse sonho. Um sonho de mais 10 anos está prestes a se tornar realidade”, agradeceu. Da redação, com informações da assessoria
- Bolívia ultrapassa 100 mil casos de covid-19 e prevê pico em setembro
País que faz fronteira com Rondônia registrou mais de 4 mil mortes pelo novo coronavírus Revista Imagem - Publicado em 17/08/2020 16:16 A Bolívia ultrapassou a marca de 100 mil casos de covid-19 no domingo (16), informou o Ministério da Saúde do país, prevendo que o vírus atingirá o pico em setembro. A quantidade de infecções confirmadas do novo coronavírus chegou a 100.344, disse o ministério, e houve 4.058 mortes desde que o vírus surgiu no país no início de março. "Os casos estão aumentando constantemente, ao menos do lado oeste do país. Até o final do mês, teremos entre 130 mil e 150 mil", disse René Sahonero, diretor-geral de hospitais do ministério, à televisão estatal. Sahonero disse que os casos aceleraram entre os 11,6 milhões de habitantes da Bolívia depois de protestos recentes ligados ao adiamento das eleições gerais – em julho, o Tribunal Eleitoral decidiu postergar a votação para 18 de outubro devido à disseminação do novo coronavírus. Protestos Nas últimas semanas, milhares de pessoas, inclusive apoiadores do ex-líder de esquerda deposto Evo Morales, participaram de manifestações e bloquearam estradas de todo o país para exigir que as eleições ocorram no dia 6 de setembro, como planejado originalmente. A eleição será disputada entre o partido Movimento Ao Socialismo (MAS) de Morales e uma oposição conservadora fragmentada que inclui a presidente interina, Jeanine Añez, que assumiu em meio ao vácuo de poder do ano passado prometendo uma nova eleição em breve. O governo boliviano enviou policiais e militares às ruas para proteger instalações essenciais e o transporte de suprimentos médicos depois que mais de 30 pacientes de covid-19 morreram durante os protestos por falta de oxigênio – entre eles, a irmã de Morales, Esther, que o político, hoje residente na Argentina, disse ter sido "como uma mãe". Por Danny Ramos (Reuters)
- Brasil registra 6 abortos por dia em meninas entre 10 e 14 anos estupradas
Exposição de vítimas de estupro tende a aumentar estigma em relação à criança e à família Revista Imagem - Publicado em 17/08/2020 16:42 O aborto realizado legalmente em uma criança de 10 anos que foi estuprada no Espírito Santo virou campo de batalha no Brasil. Após autorização judicial, a menina foi levada a outro Estado no domingo (16/08) para interrupção da gravidez. Ela relatou que sofria abusos sexuais do tio desde os 6 anos e que não contava para os outros porque ele a ameaçava. O tio da criança está foragido. Embora o caso tenha virado pano de fundo de uma briga ideológica e venha sendo tratado como algo inédito, dados oficiais revelam que ocorrem no Brasil, em média, seis internações diárias por aborto envolvendo meninas de 10 a 14 anos que engravidaram após serem estupradas. Esses casos envolvem procedimentos feitos no hospital e internações após abortos espontâneos ou realizados em casa, por exemplo. Se o número parece alto para quem não acompanha o assunto, ele é pequeno perto da quantidade de estupros de crianças e adolescentes que ocorrem no Brasil: a cada hora, quatro meninas de até 13 anos são estupradas no país, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019. "Há uma naturalização desta violência. O pessoal já nem presta mais atenção em menina de 13 ou 14 anos grávida. O pessoal tá começando a prestar atenção na gravidez de 10, 11 anos de idade", diz a advogada Luciana Temer, presidente do Instituto Liberta, que atua no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes. Ela defende, ainda, que só faz sentido tratar desse assunto a partir de um caso específico se for para mostrar que essa violência é muito mais comum do que se imagina. "É uma história tristíssima. E infelizmente é uma de muitas, o Brasil está lotado de casos como este." Segundo dados tabulados pela BBC News Brasil no Sistema de Informações Hospitalares do SUS, do Ministério da Saúde, o Brasil registra ao menos seis abortos por dia em meninas de 10 a 14 anos, em média. Só em 2020, foram ao menos 642 internações. O país registra também uma média anual de 26 mil partos de mães com idades entre 10 a 14 anos. Desde 2008, foram registrados quase 32 mil abortos envolvendo garotas dessa faixa etária. Se forem consideradas as 20 mil internações nas quais constam dados de raça ou cor de pele, 13,2 mil envolviam meninas pardas (66%) e 5,6 mil, de brancas (28%). Esses dados incluem abortos realizados por razões médicas, espontâneos e de outros tipos. Das 20 cidades com mais internações em números absolutos, todas são capitais, exceto Duque de Caxias (RJ), Feira de Santana (BA) e Campos de Goytacazes (RJ). Não há dados disponíveis sobre o sistema privado de saúde. Casos de estupro (não só de crianças) são uma das três situações em que o aborto é permitido no Brasil. As outras duas são anencefalia ou risco de vida para a mãe. Nos últimos dez anos, o Brasil registrou, em média, uma interrupção de gravidez por razões médicas por semana envolvendo meninas de 10 a 14 anos. Em 2020, foram ao menos 34 ocorrências nesta faixa etária e 1.022 incluindo mulheres de todas as idades. "Toda menina grávida de até 14 anos foi estuprada, não importa a circunstância. O estupro de vulnerável é justamente em função da idade", aponta Luciana Temer, que também é doutora em direito pela PUC-SP e ex-secretária da Juventude, Esporte e Lazer do Estado de São Paulo. Exposição ilegal Violando a legislação que protege crianças e adolescentes no Brasil, a militante de extrema direita Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, divulgou detalhes que podem identificar o caso, inclusive a localização do hospital em que a criança estava no momento. Luciana Temer destaca que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) protege a identificação de todas as crianças e adolescentes. "O ECA protege inclusive o nome do menor infrator, imagina a menina vítima. Não podia dar nome, nem o hospital, nenhum dado." No local, um grupo de pessoas fez um protesto contra o aborto legal da criança estuprada e chegou a gritar "assassino" para tentar atacar o médico responsável pelo procedimento autorizado pela Justiça, segundo vídeos divulgados pela internet. Por outro lado, também foram ao local mulheres que apoiam o direito da criança de realizar o aborto legal. Elas defenderam que a vida da menina está em risco e que o aborto legal é um direito dela. "Não vamos abrir mão da vida de uma menina de 10 anos. Gravidez forçada é tortura. Gravidez aos 10 anos é morte. Aborto legal, seguro e gratuito para não morrer", repetiu o grupo. Luciana Temer aponta que a grande exposição do caso tende a aumentar o estigma em relação à vítima de violência sexual. "Toda violência sexual, principalmente contra meninas e meninos muito novos, tem consequências sérias para eles e para as famílias. E quanto mais notabilizado for o caso, pior. Esta menina vai ficar estigmatizada, essa família vai ficar estigmatizada com toda essa repercussão", diz. "Se eu fosse avó pediria indenização financeira, inclusive por danos morais, para quem divulgou. É um absurdo isso. Virou briga ideológica e radical." Por Matheus Magenta e Laís Alegretti (BBC)
- Pesquisadora alerta para discurso preconceituoso contra "pobre de direita"
O discurso de que "pobre de direita é burro" é preconceituoso e revela falta de empatia com a situação que grande parte da população passa, diz Revista Imagem - Publicado em 17/08/2020 16:36 "Quando você está à beira da fome, sua vida está pautada por coisas muito mais concretas e mais de subsistência do que de estratos ideológicos", diz a cientista social Esther Solano, professora da USP (Universidade de São Paulo) que estuda conservadorismo no Brasil, sobre o aumento de popularidade do presidente Jair Bolsonaro detectado por pesquisa do Instituto Datafolha. Segundo o Datafolha, 37% dos brasileiros consideram o governo Bolsonaro ótimo ou bom, o maior índice desde o início do mandato. Solano diz que a renda emergencial distribuída pelo governo diante da crise gerada pela epidemia de covid-19 é um fator central no aumento de popularidade do presidente Jair Bolsonaro, já que a maioria dos entrevistados não sabe que a medida tem autoria da oposição. Ela acredita também que a esquerda institucional está perdendo o contato com a base. "Nas entrevistas a gente ouve muito isso, que as pessoas acham que a esquerda não está mais nos territórios, não está mais preocupada com os pobres e os trabalhadores, é um sentimento de abandono." Solano acrescenta que essa falta de contato acaba por abrir um espaço que é naturalmente ocupado pelo governo. "A autoria na cabeça das pessoas passa para quem outorga, quem faz a logística na entrega, então é o governo quem leva a legitimidade", diz ela em entrevista à BBC News Brasil. Em parceria com a pesquisadora Camila Rocha, Solano faz uma série de pesquisas qualitativas que buscam entender mais a fundo os direcionamentos políticos da população. Solano afirma que os entrevistados das classes D e E estão em situações muito dramáticas em que os R$ 600 do auxílio emergencial são a diferença entre comer e não comer. Isso, diz, explica o aumento de popularidade de Bolsonaro no Nordeste, tradicionalmente reduto do PT, um partido de esquerda. "Para quem tem fome, a ideologia está muito longe", diz Solano. A pesquisadora critica o discurso de algumas pessoas da esquerda de que "pobre de direita é burro". "É claramente arrogante, preconceituoso, e uma falta de entendimento e de empatia com uma situação dramática que grande parte da população passa", afirma. Diz também que essas são as mesmas pessoas que até pouco tempo atrás se declaravam lulistas. "Muito pouco mudou neste estrato, o que mudou foi a estratégia do Bolsonaro. Ele entendeu que num momento como o atual um subsídio emergencial é extremamente importante para as pessoas e pode fazer com que sua popularidade aumente", afirma. Por Leticia Mori (BBC)
- MEC disponibilizará internet a alunos de universidades federais
Serão beneficiados 400 mil estudantes com renda de até meio salário Revista Imagem - Publicado em 17/08/2020 16:22 O Ministério da Educação (MEC) informou que vai disponibilizar acesso à internet para alunos de universidades e de institutos federais em situação de vulnerabilidade social, para que possam acompanhar as aulas durante o período de isolamento social adotado para evitar a disseminação do novo coronavírus. A princípio serão beneficiados 400 mil alunos com renda familiar inferior a meio salário-mínimo, mas a ideia é que esse número chegue a 900 mil alunos cuja renda familiar seja de até 1,5 salário-mínimo. A medida foi anunciada hoje (17) em coletiva de imprensa online. De acordo com o MEC, a expectativa é de que a benefício abranja 797 municípios com campi de Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) e Institutos Federais (IF). Ao fazer o anúncio, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que a demora para se implementar a medida, após cinco meses de isolamento em decorrência da pandemia do novo coronavírus, se deve à burocracia interna do Estado. Aos 400 mil alunos com renda familiar de até meio salário-mínimo serão disponibilizados bônus de dados móveis que serão gerenciados pela instituição de ensino. Eles terão validade de 90 dias e os créditos serão de 10 gigabytes a 40 gigabytes. Há também a possibilidade de fornecimento de pacotes de dados móveis por meio de chips pré-pagos, que terão validade de 30 dias e créditos de dados que variam de 5 gigabytes a 40 gigabytes. Ainda segundo a pasta, a solução encontrada “demonstra a viabilidade para um modelo de inclusão nos domicílios de alunos e professores em bandas larga fixa e móvel a partir de 2021”. Por Pedro Peduzzi
- Defesa Civil confirma uma morte causada por tornado em Santa Catarina
Fenômeno deixou rastro de destruição em diversas regiões do estado no sul do país Revista Imagem - Publicado em 17/08/2020 16:08 A Defesa Civil de Santa Catarina confirmou que uma pessoa morreu em decorrência dos tornados que atingiram o estado na noite de sexta-feira (14). De acordo com o coordenador regional de Proteção e Defesa Civil na Foz do Rio Itajaí, sargento Daniel Bazanella Cardoso, a vítima foi um rapaz que estava de caiaque durante a tempestade. O corpo foi encontrado em uma praia do município de Penha, onde, segundo o sargento, é comum o uso de caiaque para pescar. “A informação que temos é de que ele estava acompanhado de outros dois amigos, que retornaram quando a tempestade iniciou. Os relatos são de que ele foi o único a permanecer no mar, ignorando a previsão de chuva forte”, disse à Agência Brasil. Segundo Bazanella, é comum o uso de caiaques adaptados para pesca na região, alguns deles inclusive com propulsão, tanto para pesca submarina como pesca de linha. Tornados De acordo com o governo do estado, há até o momento registro de 16 pessoas feridas, 848 pessoas desabrigadas e 650 desalojados em decorrência dos tornados, que provocaram estragos em pelo menos 31 cidades catarinenses e danos em pelo menos 5 mil residências. “Uma avaliação realizada pelos técnicos concluiu que houve a formação de dois tornados em Santa Catarina na última sexta-feira (14). Segundo o Laboratório de Clima da Defesa Civil de Santa Catarina, o primeiro tornado fez um traçado nos municípios de Água Doce, Ibicaré e Tangará. Já o segundo tornado afetou o município de Irineópolis”, informou o governo catarinense por meio de seu site. Além dos ventos fortes em diversas regiões, houve chuva intensa de granizo no município de Vargem Bonita, onde 80% dos telhados de residências foram danificados. Por Pedro Peduzzi
- Latam e Azul iniciam operações de voos compartilhados no Brasil
Entram no acordo 35 rotas operadas pela Azul, e a Latam incluiu 29 rotas, incluindo Brasília/Porto Velho. Revista Imagem - Publicado em 17/08/2020 16:03 Teve início hoje (17) a operação das aéreas Latam e Azul que passam a vender assentos para o mesmo voo. Os clientes podem comprar uma passagem em uma empresa, mas embarcar no avião da outra. A prática, conhecida como codeshare, é comum no setor e não afeta a autonomia das empresas. O codeshare diminui as chances de um avião levantar voo com muitos assentos desocupados, além de aumentar a oferta de rotas para os clientes das empresas envolvidas. No caso da Latam e da Azul, o acordo de codeshare envolve 64 rotas domésticas. Voos para Fernando de Noronha (PE), Petrolina (PE) e Juazeiro do Norte (CE), por exemplo, serão vendidos pelas duas empresas. “Estamos ampliando as opções de viagem aos nossos clientes e chegando a importantes capitais regionais do Brasil”, disse o CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier. O acordo foi fechado em julho. “Esses acordos trarão benefícios incomparáveis para os clientes. Com a malha aérea altamente conectada da Azul que atende a muitos destinos no Brasil e com os hubs da Latam, nossa complementaridade de frota e de voos oferecerão aos clientes a mais ampla variedade de opções de viagem”, disse John Rodgerson, CEO da Azul, na época do fechamento do acordo. Entram no acordo 35 rotas operadas pela Azul, e a Latam incluiu 29 rotas, incluindo Brasília – Porto Velho e São Paulo – Manaus. Veja a lista completa dos 64 voos. Programas de fidelidade Segundo as empresas, os programas de pontos e fidelidade não serão afetados. Se o voo for comprado em uma aérea e o voo operado por outra, o cliente poderá escolher em qual programa de fidelidade pontuar. Mas quando o voo for vendido e operado pela mesma companhia aérea, o cliente não poderá pontuar na companhia aérea parceira. Por Marcelo Brandão
- Fiero promove live com vice-presidente Hamilton Mourão na quarta-feira
A live é parte do Fórum Amazônia +21, iniciativa que reúne autoridades e especialistas na busca de desenvolvimento sustentável da Amazônia Revista Imagem - Publicado em 17/08/2020 15:41 O vice-presidente da República e presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, general Hamilton Mourão, e o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, vão debater caminhos para o desenvolvimento sustentável da Amazônia em live nesta quarta-feira, 19 de agosto, a partir das 10h. O diálogo on-line, ao vivo e gratuito, é parte do Fórum Mundial Amazônia +21, uma ampla iniciativa para mapear perspectivas e buscar soluções para temas como biociência, tecnologia, meio ambiente, inovação, sustentabilidade, que levem crescimento à região e melhores condições de vida para seus mais de 20 milhões de habitantes. Também participa da conversa o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia e presidente da Agência de Desenvolvimento de Porto Velho, Marcelo Thomé de Almeida. As inscrições podem ser feitas aqui. “A ideia é que a identidade cultural e o desenvolvimento econômico da Amazônia caminhem juntos para que sejam criados novos modelos sustentáveis para a região, com articulação e colaboração entre governo, setor produtivo, academia, sociedade civil e instituições de fomento”, defende o presidente da CNI, Robson Andrade. A live do dia 19, Visão de Futuro, Oportunidades e Desafios para a Região Amazônica, é um dos eventos preparatórios do Fórum Mundial Amazônia+21. A iniciativa reúne mais de cem instituições nacionais e internacionais, além de empresários, especialistas, pesquisadores, órgãos de fomento, formadores de opinião, autoridades públicas e investidores, na busca de um novo modelo, com geração de riquezas e renda para as comunidades amazônicas e proteção do bioma. “Precisamos sair da falsa dicotomia entre conservação versus desenvolvimento. Ambas caminham juntas e precisam garantir mais qualidade de vida às populações amazônicas”, destaca Thomé. Até novembro, vários outros debates serão realizados, como preparação para o Fórum, que ocorrerá de 4 a 6 de novembro deste ano. O movimento, permanente, promoverá conversas sobre os desafios e as soluções para a Amazônia em quatro eixos temáticos negócios sustentáveis, cultura, financiamento dos programas (funding) e ciência, tecnologia e inovação. O Fórum é uma iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), com apoio da CNI, da Agência de Desenvolvimento de Porto Velho, da Prefeitura Municipal de Porto Velho e da Superintendência Estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura de Rondônia. SERVIÇO Debate virtual ao vivo sobre o desenvolvimento da Amazônia Quando: 19 de agosto, às 10h Inscrições (gratuitas e mediante breve cadastro): https://amazonia21.encontrodigital.com.br/ Para acompanhar o debate ao vivo: https://www.youtube.com/watch?v=bPEySn7ZM_w&feature=youtu.be Da Redação com informações da CNI
- Projeto vai expandir Infovia do governo de Rondônia
Infovia é rede de alta disponibilidade e velocidade, que interliga diversas unidades organizacionais do poder público estadual Revista Imagem - Publicado em 17/08/2020 15:32 O Conselho Gestor do Programa de Parcerias Público-Privado aprovou a realização de chamamento público para a formulação do projeto de Expansão da Infovia aos 52 municípios do Estado de Rondônia, na última quinta-feira (13), em uma reunião por videoconferência. Essa expansão irá interconectar as unidades públicas estaduais em uma mesma rede de alta capacidade e reduzir gastos com contratação de empresas de telecomunicação. Com a aprovação do Conselho Gestor o edital está sendo elaborado e nos próximos dias será publicado no Diário Oficial. Faz parte do Conselho Gestor a Casa Civil, Superintendência Estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura (Sedi), Procuradoria Geral do Estado, Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e Secretaria de Estado de Finanças (Sefin). A Infovia foi implantada em junho de 2016 e foi instalada nos municípios de Porto Velho, Candeias e Ariquemes para interligar diversas unidades organizacionais do poder público por meio de uma rede de alta disponibilidade e velocidade (fibra óptica). Fornecendo serviço de conectividade nas unidades policiais, saúde e escolas. Até o momento 260 unidades tem implantado a rede. Conforme explica o técnico em Tecnologia da Informação e Comunicação, Caê Aires Moura Lacerda, esses dados irão ser multiplicados com a expansão e trará economia nas áreas de telecomunicação para o Governo, permitindo um grande volume de transporte de dados. “Com a expansão para os 52 municípios e 50 distritos do Estado, a Infovia trará diversos benefícios. Hoje, R$ 17 milhões são gastos por ano com contratos de link de internet. Através dos estudos, demonstramos que a Infovia representa uma economia de mais de 100%, em relação aos contratos existentes. Assim, o Estado teria garantia de melhores preços e de um melhor serviço”. O coronel e superintendente Estadual de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic), Delner Freire, explica que a expansão da Infovia será essencial para o período pós-pandemia.“Não resta dúvida que os meios digitais, agora, têm outra importância. Nesse mundo pós-pandemia, o Estado tem o desafio de continuar a ofertar seus serviços, e ao mesmo tempo manter as medidas de distanciamento social. Para isso, a Infovia será essencial, possibilitando a telemedicina, ensino à distância e diversas outras soluções em tecnologia da informação e comunicação”. Por Elaine Barbosa
- Rondônia registra mais de 740 focos de queimadas na 2ª semana de agosto
Entre os dias 8 e 14 de agosto foram registrados 52% a mais de focos que na semana anterior, segundo programa de queimadas do Inpe. Revista Imagem - Publicado em 17/08/2020 15:23 Rondônia registrou 744 focos de queimadas entre os dias 8 e 14 de agosto, segundo dados coletados pelo satélite de referência Aqua do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número é 52% maior que o registrado na primeira semana deste mês, quando o satélite capturou imagens de 489 focos. Porto Velho está no topo do ranking dos municípios do estado, com 343 pontos de queimada visualizados, representando 46% do que foi registrado em Rondônia. Porto Velho - 343 Candeias do Jamari - 96 Cujubim - 92 Nova Mamoré - 60 Machadinho D'Oeste - 24 Ainda há registro de queimadas em outros 22 municípios. A capital rondoniense também se destaca no ranking nacional como a sétima cidade com maior número de queimadas. Altamira (PA) - 711 São Félix do Xingu (PA) - 620 Corumbá (MS) - 508 Novo Progresso (PA) - 507 Lábrea (AM) - 420 Poconé (MT) - 382 Porto Velho (RO) - 343 Do total de focos de calor, 38 foram registrados em terras indígenas, 136 em unidades de conservação estaduais, e 35 em unidades de conservação federais. Em cada categoria, os mais atingidos foram a TI Karipuna, com 14 focos, a Reserva Extrativista Jaci-Paraná, com 82 focos, e a Floresta Nacional do Jacundá, com 15 focos. A coleta dos dados O Inpe realiza medições desde 1986, após ter realizado um experimento de campo em conjunto com pesquisadores da Nasa. O sistema, porém, foi aperfeiçoado em 1998 após a criação de um programa no Ibama para controlar as queimadas no país. Os dados da série histórica estão disponíveis desde junho de 1998. Um foco precisa ter pelo menos 30 metros de extensão por 1 metro de largura para que os chamados satélites de órbita possam detectá-lo. No caso dos satélites geoestacionários, a frente de fogo precisa ter o dobro de tamanho para ser localizada. Ciclo do desmatamento As queimadas na Amazônia têm relação direta com o desmatamento. O fogo é parte da estratégia de "limpeza" do solo que foi desmatado para posteriormente ser usado na pecuária ou no plantio. É o chamado "ciclo de desmatamento da Amazônia". Após o fogo, o pasto costuma ser o primeiro passo na consolidação da tomada da terra. Nos casos em que a ocupação não é contestada e a terra é de qualidade, o próximo passo é a exploração pela agricultura. O que provoca as queimadas? Para haver fogo, é preciso combinar: fontes de ignição (naturais, como raios, ou antrópicas, como isqueiros ou cigarros); material combustível (ter o que queimar, como madeiras e folhas); e condições climáticas (seca). Como a Amazônia é uma floresta tropical úmida, os incêndios mais recorrentes ocorrem quando a madeira desmatada fica "secando" por alguns meses e, depois, é incendiada para abrir espaço para pastagem ou agricultura. Segundo especialistas, um incêndio natural não se alastraria com facilidade na Amazônia. As queimadas são apenas uma das etapas do ciclo de uso da terra na Amazônia. Depois do desmate, se nada de novo acontecer, a floresta pode se regenerar. Uma floresta secundária, no entanto, nunca será como uma original, mesmo que uma parte da biodiversidade consiga se restabelecer. Na prática, o que acontece é que a mata não tem tempo de crescer de novo. Por G1RO
- Começa hoje prazo para entrega da declaração de propriedade rural
Titulares de terras têm até 30 de setembro para enviar dados Revista Imagem - Publicado em 17/08/2020 08:23 A partir das 8h de hoje (17), os proprietários rurais de todo o país começam a enviar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2020. O prazo de entrega vai até as 23h59min59s de 30 de setembro. A Receita Federal espera receber 5,9 milhões de declarações este ano, cerca de 104,5 mil a mais que as 5.795.480 enviadas em 2019. A declaração só pode ser preenchida por meio do programa gerador da declaração, que pode ser baixado na página do órgão na internet a partir desta segunda-feira. Devem apresentar a declaração pessoas físicas e jurídicas proprietárias, titulares do domínio útil ou que detenham qualquer título do imóvel rural. Apenas os contribuintes imunes ou isentos estão dispensados de entregar o documento. O produtor que perdeu ou transferiu a posse ou o direito de propriedade da terra desde 1º de janeiro também está obrigado a apresentar a declaração. A DITR deve ser preenchida no computador, por meio do programa gerador. O documento pode ser transmitido pela internet ou entregue em pendrive (mídia removível acessível por porta USB) em qualquer unidade da Receita Federal. Quem perder o prazo pagará multa de 1% ao mês sobre o imposto devido, com valor mínimo de R$ 50. O contribuinte que identificar erros nas informações pode enviar uma declaração retificadora, antes de o Fisco iniciar o lançamento de ofício, sem interromper o pagamento do imposto apurado na declaração original. O Imposto sobre Propriedade Territorial Rural pode ser pago em até quatro parcelas mensais, mas nenhuma quota pode ser inferior a R$ 50. O imposto inferior a R$ 100 deve ser pago à vista até 30 de setembro, último dia de entrega da declaração. O pagamento pode ser feito por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) em qualquer banco ou por transferência eletrônica de instituições financeiras autorizadas pela Receita. Por Wellton Máximo
- Agronegócio ajudou a segurar PIB durante a pandemia, diz ministra
Reconhecimento de Rondônia e outros três estados como áreas livres de febre aftosa sem vacinação devem impulsionar as exportações Revista Imagem - Publicado em 17/08/2020 08:23 Com safra recorde de grãos e aumento nas exportações, o agronegócio brasileiro foi essencial para segurar a atividade econômica durante a pandemia do novo coronavírus, disse hoje (14) a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, programa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ela destacou a safra recorde deste ano e o Plano Safra como elementos que fizeram o setor crescer, enquanto o restante da economia sofria nos últimos meses. “O agronegócio foi o motor da economia e conseguiu não deixar nosso PIB [Produto Interno Bruto] cair [mais que o previsto]. Foi gerador de riquezas para o mercado interno, para as exportações e para o emprego. O agro brasileiro não deixou de empregar. Alguns setores até aumentaram o emprego durante este período difícil da pandemia”, ressaltou a ministra. Tereza Cristina atribuiu a safra recorde de grãos 2019/2020, estimada em 253 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ao investimento em pesquisa e desenvolvimento e à boa chuva na maior parte dos estados no início do ano. Segundo ela, a articulação com o Ministério da Infraestrutura, no início da pandemia, foi essencial para impedir problemas de logística e evitar desabastecimentos. “Nós precisávamos organizar o abastecimento do nosso mercado interno e também não descumprir os contratos internacionais. O ministro Tarcísio [de Freitas], da Infraestrutura, foi fundamental porque a colheita não pode esperar. O produto precisa ser colhido naquele momento e tivemos um problema de logística e de cuidado com as pessoas nessa pandemia. Montamos um grupo, fizemos um planejamento e, até agora, tudo tem dado certo”, declarou. Exportações A ministra ressaltou que as exportações do agronegócio cresceram 10% no primeiro semestre (em relação aos seis primeiros meses de 2019) e totalizaram US$ 61 bilhões. “O Brasil é o celeiro do mundo. Alimentamos nossos 212 milhões de habitantes e exportamos para alimentar mais de 1 bilhão de pessoas no mundo”, declarou. Para Tereza Cristina, a abertura de novos mercados foi imprescindível para manter o crescimento das vendas externas e diversificar a pauta, reduzindo a dependência da soja e das carnes. Segundo ela, o Brasil passou a exportar alimentos para 51 novos mercados apenas em 2020 como resultado de negociações com parceiros comerciais. Desde 2019, 89 novos mercados foram abertos para o agronegócio brasileiro. Entre os produtos que passaram a ser exportados, estão laticínios (queijo, iogurte e leite em pó) para a China, castanha de baru e chá-mate para a Coreia do Sul, peixes para a Argentina, castanha para a Arábia Saudita e gergelim para a Índia. Outro fator que, segundo a ministra, deve impulsionar as exportações brasileiras é o reconhecimento de quatro estados – Acre, Paraná, Rio Grande do Sul e Rondônia- e de regiões do Amazonas e do Mato Grosso como áreas livres de febre aftosa sem vacinação. Ela explicou que, em maio, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) deverá ratificar a decisão do Ministério da Agricultura, o que liberará a carne bovina desses estados para exportações sem vacinação, valorizando o produto brasileiro no mercado internacional. Plano Safra Em relação à safra de 2020/2021, que começa a ser plantada neste semestre, a ministra ressaltou que o Plano Safra deste ano destina R$ 236 bilhões em crédito subsidiado para os produtores rurais. Segundo Tereza Cristina, neste ano, o plano privilegia os pequenos e médios produtores, que tradicionalmente têm mais dificuldade de acesso ao crédito, e projetos de sustentabilidade e de tecnologia da informação no campo. Por Agência Brasil
- Navegação noturna no Rio Madeira está proibida devido o nível baixo das águas
Restrição atinge trecho de Porto Velho ao distrito de Calama, considerado o mais crítico, e a passagem do Pedral dos Marmelos Revista Imagem - Publicado em 17/08/2020 08:05 Com o nível do Rio Madeira abaixo dos 4 metros, a Marinha do Brasil restringiu, através de portaria, a navegação noturna para comboios no Rio Madeira na última terça-feira (11), no trecho de Porto Velho ao distrito de Calama, considerado o mais crítico, e na passagem do Pedral dos Marmelos, por tempo indeterminado em razão do nível baixo. A mesma portaria recomenda a todas as embarcações, que navegam no rio, uma atenção redobrada nos trechos críticos, neste período. Segundo a Marinha do Brasil, na sexta-feira (14), o nível do rio marcou a cota de 3,54 metros. O capitão dos portos Rodolfo Aurélio Santos orienta os comandantes e tripulantes que utilizam o meio de transporte fluvial, sobre os cuidados necessários durante esse período, quando surgem muitas praias, pedras, e o perigo aumenta na época de vazante. A atenção precisa ser redobrada principalmente no período noturno que é quando a visibilidade diminui. A Marinha do Brasil alerta ainda, sobre a quantidade de passageiros em cada embarcação durante a viagem no rio, e os itens de segurança. A embarcação que for flagrada transportando um número de pessoas acima do permitido, o condutor será obrigado a retornar, podendo ser multado em até R$ 3.200. Diariamente, as equipes realizam fiscalizações verificando se as embarcações possuem coletes salva vidas para todos os tripulantes, se estão em boas condições de uso, se o condutor é habilitado e as condições gerais da embarcação. Em caso de irregularidades, por exemplo, a falta de colete salva-vidas para todos os tripulantes, a denúncia pode ser feita através do 185, no 99986-7549 ou 99987-064 , que uma equipe é enviada para averiguar a denúncia. Por Rondoniagora
- Auxílio emergencial reduz impacto da pandemia na economia brasileira
Benefício garantiu retomada parcial da economia. Mas economistas temem que, sem ele, recuperação possa ser dificultada. Revista Imagem - Publicado em 17/08/2020 08:05 Passados cinco meses do início da pandemia do novo coronavírus no Brasil, os efeitos sobre a economia do país começam a ficar mais claros. O Banco Central (BC) anunciou na última sexta-feira (14) que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 10,92% na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2020. Se a retração do PIB for confirmada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no resultado que será divulgado no dia 1º de setembro, o país terá entrado em recessão técnica — recuo do nível de atividade por dois trimestres consecutivos. Nos três primeiros meses do ano, a economia já tinha retraído 1,5%. Apesar do cenário pessimista, indicadores referentes ao mês de junho divulgados na última semana pelo IBGE mostram um resultado acima das expectativas em setores importantes da economia. Entre analistas ouvidos pela DW Brasil, a avaliação é de que os programas do governo para manutenção da renda e do emprego tiveram impacto positivo na economia. Com especial destaque para o auxílio emergencial, tais medidas foram decisivas ao sustentarem a demanda dos consumidores, garantindo a recuperação parcial dos segmentos da indústria, comércio e serviços. Esse último é o que inspira maior preocupação, sobretudo pela participação de 75,8% no PIB brasileiro. Entre março e junho, o setor acumula queda de 14,5% no volume de receitas, segundo o IBGE. O resultado de junho, uma alta de 5% na comparação com maio, representa o primeiro crescimento após quatro retrações mensais consecutivas — em fevereiro, mesmo fora da pandemia, houve recuo de 1%. O setor é o mais afetado pelas medidas de isolamento social. Na comparação com o mês de maio, houve crescimento de 14,2% nos serviços prestados às famílias, que incluem atividades de hotelaria, bares e restaurantes, além de academias. O resultado positivo, todavia, deu-se em cima de uma base de comparação depreciada. Prova disso é que na comparação com junho do ano passado a queda foi de 57,5%. Com maiores pesos no índice geral do setor, os segmentos que mais influenciaram o resultado positivo de junho foram transportes e serviços de informação e comunicação, que cresceram respectivamente 6,9% e 3,3% ante maio. Ainda assim, acumulam quedas intensas na pandemia. "Houve uma transferência dos gastos das famílias com esses serviços para bens tangíveis. O faturamento que diminui no restaurante aumenta no supermercado”, explica o economista Fábio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio, Serviços e Turismo (CNC). Bentes projeta que o setor só vai recuperar os níveis de faturamento pré-pandemia no início de 2022, com crescimento gradual até lá. O economista afirma que a imprevisibilidade sobre as reformas econômicas e outras incertezas no campo político desestimulam investimentos. "Esse cenário faz com que as empresas coloquem o pé no freio para esperar o horizonte ficar mais claro. Estamos trabalhando com uma projeção de queda anual de 5,7% nos serviços que, se confirmada, será a maior desde que a PMS foi criada”, diz. Comércio em alta Menos dependente do consumo presencial, o comércio apresentou a trajetória mais positiva entre os setores da economia. Foi o único que conseguiu, na média, repor as perdas dentro da pandemia e superar o volume de vendas observado em fevereiro, último mês antes do isolamento social nas principais capitais do país. Em junho, as vendas subiram 8% em relação a maio, quando já tinham avançado 14,4% sobre o mês anterior, descontados efeitos sazonais. Números da Receita Federal indicam que o faturamento do varejo eletrônico cresceu 70% na comparação com o mesmo mês do ano passado, enquanto os pedidos aumentaram 140%. Embora essa tendência já fosse observada nos meses iniciais da pandemia, intensificou-se em junho. Além do redirecionamento dos gastos das famílias para bens duráveis, já mencionado, observa-se um impacto da redução no índice de isolamento social de 63% no início de abril para 38% em junho, segundo a consultoria Inloco. Na análise por atividades, a de supermercados, produtos alimentícios e bebidas manteve bom desempenho, registrando alta de 8,9% em relação ao nível de fevereiro, de acordo com o IBGE. O segmento chegou a avançar na crise, acelerando mesmo nas comparações com os meses de 2019, quando não havia pandemia. Como tem o maior peso dentro do varejo, o comércio ligado a alimentos puxou a média geral para cima, ofuscando os recuos observados em sete das dez atividades do comércio na comparação com o período pré-pandemia, que chegam a 45,8% no caso de tecidos, vestuário e calçados e 24,8% no caso de veículos, motos e autopeças. Causou surpresa entre economistas o crescimento de 12,9% no segmento de móveis e eletrodomésticos na comparação com maio, bem como o aumento de 15,6% no faturamento das lojas de material de construção. Estas atividades não são consideradas essenciais no varejo, ao contrário da venda de alimentos. "São dois movimentos que acontecem com as pessoas em casa. De um lado, estão aproveitando a renda do auxílio emergencial e o tempo sobrando para fazer reformas pendentes em casa. Em outra frente, estão mobiliando suas casas para o home office dada a nova realidade, tornando-as mais confortáveis”, avalia a economista Luana Miranda, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Fator que mais impacta o desempenho do varejo, a massa de rendimentos caiu 5,6% no segundo trimestre deste ano, segundo o IBGE. Pelos cálculos da CNC, a queda chegaria a 8,2%, não fosse o auxílio emergencial de R$ 600 que beneficiou praticamente metade da população brasileira (49,5%) no mês de junho. A recuperação ainda que parcial de atividades do comércio influenciou a indústria, que apresentou crescimento de 8,9% no volume de receitas em junho ante maio segundo o IBGE. Em São Paulo, que tem o maior parque industrial do país, o setor teve alta de 10,2%, puxado pela reativação de fábricas de veículos de passeio e caminhões — foi a segunda consecutiva, já que em maio havia registrado aumento de 8,9%. Em termos absolutos, a indústria do Amazonas foi a que mais avançou, com elevação de 65,2% na produção industrial na comparação com maio. A alta fez do estado o primeiro e único do país até o momento a ter compensado as perdas do setor na crise, movimento ligado à melhora no desempenho das fábricas de bebidas e motocicletas - cuja demanda aumentou com a escalada dos serviços de entrega à domicílio nos maiores centros urbanos do país. Analistas observam, ainda, que pico da pandemia aconteceu antes para o Norte do que para o restante do país, o que possibilitou a retomada das atividades quando outras regiões ainda começavam a sentir os efeitos da paralisação forçada. Em situação parecida, o Ceará também registrou crescimento de 39,2%. Embora o desempenho da indústria tenha surpreendido positivamente, segundo o IBGE, o setor acumula retração de 10,9% nos seis primeiros meses do ano. O patamar de produção registrado em junho ainda está 13% abaixo do observado no primeiro bimestre, pré-pandemia, informa a CNC. Preocupações no horizonte Os economistas ouvidos pela DW Brasil dizem acreditar em uma melhora progressiva dos indicadores macroeconômicos nos próximos meses. Entretanto, alertam para desafios que se colocam no médio prazo. Luana Miranda, do Ibre/FGV, lembra que é incerta a manutenção do auxílio emergencial após o fim deste ano, bem como o impacto que a suspensão deste e outros benefícios criados pelo governo durante a pandemia poderiam ter sobre uma futura recuperação econômica. "Os efeitos da retirada brusca do auxílio e outros benefícios concedidos às empresas são preocupantes. Houve o adiamento da cobrança de certos tributos, por exemplo. Quando as empresas tiverem que arcar com esses custos, vão conseguir manter o mesmo número de pessoal anterior à pandemia?”, questiona. Fábio Bentes, da CNC, receia que a economia volte ao ritmo lento de crescimento pré-pandemia. Em 2019, a alta do PIB foi de 1,1%. "O PIB per capita não sai do lugar desde 2014. A recuperação econômica depende demais do investimento privado, sobretudo externo. Se o país continuar emitindo sinais negativos, a tendência é desacelerar”, avalia. Por Deutsche Welle
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