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- Rondônia registra 11 mortes por covid-19 neste sábado
Estado chega a 1.061 óbitos provocados pela doença e 50.995 infecções. Revista Imagem - Publicado em 22/08/2020 19:41 Mais 11 novas mortes por Covid-19 foram registradas neste sábado (22) em Rondônia, segundo boletim diário da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Com isso, o estado chega a 1.061 óbitos provocados pela doença e 50.995 infecções. Os óbitos foram em seis cidades diferentes: 5 em Porto Velho - duas mulheres (de 46 e 64 anos) e três homens (23, 68 e 91 anos) 2 em São Miguel do Guaporé - uma criança do sexo feminino e um homem de 53 anos 1 em Ariquemes - idosa de 83 anos 1 em Alvorada do Oeste - homem de 28 anos 1 em Machadinho - idoso de 73 anos 1 em Vilhena - idoso de 76 anos As cidades com maior número de óbitos registrados são: Porto Velho - 622 Guajará-Mirim - 79 Ariquemes - 64 Ji-Paraná - 38 Vilhena - 35 Já as cidades com maior número de casos confirmados são: Porto Velho (25.772), Ariquemes (4.101), Guajará-Mirim (2.637), Vilhena (2.371) e Ji-Paraná (1.714). Também foi informado que o estado tem: 42.634 pacientes recuperados 7.120 casos ativos 351 pacientes internados 155.824 testes realizados 930 aguardando resultados dos exames no Lacen Na sexta-feira (21), dos 214 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adultos disponíveis na rede pública do estado, 143 estavam sendo utilizados, o que representa uma lotação de 66,8%. A macrorregião II, que atende municípios do centro-sul do estado e engloba os hospitais de Cacoal, Vilhena e São Francisco do Guaporé, apresenta uma ocupação de 78,7% com dez leitos disponíveis, sendo cinco em Vilhena. O Hospital Regional de Cacoal (HRC), que é referência para o tratamento da doença, tem um leito disponível. Por G1RO
- Brasil chega a 3,58 milhões de casos e 114,25 mil mortes por covid-19
Taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) está em 3,2%, e a de mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) em 54,4. Revista Imagem - Publicado em 22/08/2020 18:40 O número de mortes por covid-19 teve um aumento de 892 óbitos nas últimas 24 horas. Com isso, o total de óbitos pelo novo coronavírus no Brasil subiu para 114.250. Dos 3.582.362 casos já confirmados – número que inclui 50.032 casos registrados de ontem (21) para hoje (22) – 2.709.638 se recuperaram, segundo balanço diário divulgado há pouco pelo Ministério da Saúde. De acordo com o ministério, a taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) está em 3,2%, e a de mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) em 54,4. Já a incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes está em 1.704,7. Os estados com mais mortes são: São Paulo (28.392), Rio de Janeiro (15.267), Ceará (8.268), Pernambuco (7.364) e Pará (6.047). Já Tocantis lidera entre as unidades da federação com menos óbitos, com 573 mortes. Em seguida vem Roraima (579), Acre (598), Amapá (630) e Mato Grosso do Sul (722). São Paulo também lidera entre os estados com mais casos confirmados de covid-19, com 749.244. Depois vem Bahia (234.204), Rio de Janeiro (210.464), Ceará (204.587) e Pará (188.644). Já os estados com menor número de casos são: Acre (23.665), Mato Grosso do Sul (41.888), Tocantins (42.839), Amapá (41.031) e Roraima (41.527). Por Pedro Peduzzi
- Combate a incêndios e extração ilegal de madeira é reforçado em Rondônia
Madeira apreendida será doada para o DER para construção de pontes e pontilhões. Revista Imagem - Publicado em 22/08/2020 08:40 O secretário de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Marcílio Lopes, acompanhou “in Loco” as ações da Operação Hiléia no município de Alto Paraíso. Nesta sexta-feira, 21, atuam 3 equipes de operações na região (Iara, Hiléia e Dragas) além da Verde Brasil 2. A “Operação Draga” é voltada a extração irregular de minérios no rio Madeira; A “Operação Hiléia” combate o desmatamento e prevenção de queimadas e a “Operação Iara” foca a pesca predatória em todas as bacias hidrográficas do Estado de Rondônia. Operação Hiléia A operação Hiléia, é apenas uma das ações repressivas e preventivas contra os delitos ambientais em Rondônia, no combate ao desmatamento e prevenção às queimadas ilegais. A Sedam conta com equipe de técnicos ambientais que agem de forma preventiva por meio da Coordenadoria de Educação Ambiental e Coordenadoria de Geociência, responsável pela coleta de informações via satélite que depois são repassadas às equipes de campo. Especializada em Repressão aos Crimes Contra o Meio Ambiente (Derccma),Corpo de Bombeiros Militar (CBM), ERGAS; Núcleo de Operações Aéreas (NOA), Grupamento de Operações Aéreas (GOA) e órgãos de inteligência. Na operação deflagrada no município de Alto Paraíso, contou com a participação do assessor Marco Cavalcante, do comandante do Batalhão da Polícia Ambiental (BPA), Major Glauber Solto e do comandante do Batalhão de Policia de Choque (BPchoque), Major Arivabene. A presença e o envolvimento de todos demonstram força e compromisso do Governo de Rondônia no combate aos ilícitos ambientais no Estado. “O Batalhão de Polícia Ambiental é a última força do Estado para o controle da multidão, patrulhamento tático urbano e rural e consequentemente, o conflito agrário. Essa simbiose entre as ações da Sedam com o BPA e BPchoque é benéfica a população o que propicia economia ao Estado nas operações conjuntas” diz o major Glauber. Em 12 dias de operação, 11 empresas foram vistoriadas, e apenas quatro delas possuíam em seus pátios madeiras extraída de forma legal, mostrando que há como sobreviver da extração da madeira respeitando os planos de manejo sem promover a degradação do meio ambiente. Inteligência aliada É árdua as ações da equipe de campo e por trás de cada uma delas, há um trabalho de inteligência que envolve monitoramento via satélite e denúncias. Locais de difícil acesso são desbravados e por diversas ocasiões a equipe não é bem recebida, inclusive por meio de emboscadas, pelos infratores. Desta forma, torna-se imprescindível o apoio do BPA e demais parceiros. A Sedam conta com uma sala de situação onde técnicos rastreiam pontos de desmatamento e focos de calor em tempo real, possibilitando as operações das equipes em campo. “Embora não haja consonância por parte de alguns, em nossos trabalhos temos do nosso lado a missão do dever cumprido dentro da legalidade” explana Trindade “O governador coronel Marcos Rocha é um apoiador das operações que combatem os ilícitos ambientais. Agir com ostensividade é a chave para combater esse tipo de crime” dispara o secretário. Participaram desta equipe da Operação Hileia quase 100 policiais (BPA, BPChoque, Patam, BPTram e Comando Geral); 31 viaturas e 12 servidores da Sedam. Foram lavradas 113 ordens de infração; 92 Termos Circunstanciados de Ocorrências (T.C.O); multa por desmatamento quase R$ 27 milhões; multas em madeireiras R$ 3,5 milhõesl, ultrapassando a casa dos R$ 30 milhões em multas em 12 dias de operação. Madeiras apreendidas As madeiras apreendidas na operação foram doadas ao Departamento de Estradas e Rodagens (DER) e serão utilizadas para a construção e reformas de pontes e pontilhões em todo o Estado de Rondônia. É preciso ressaltar a importância da conscientização da população que insiste em manter a cultura de crimes contra o Meio Ambiente. Guardiões da Amazônia É um aplicativo que permite que o cidadão registre com foto e coordenada geográfica o local exato de uma queimada ou outros delitos ambientais. A denuncia é repassada ao órgão fiscalizador onde serão tomadas as providências necessárias. Por Yraciara Alves
- INSS adia para setembro retomada do atendimento presencial em agências
A reabertura estava prevista para a próxima segunda-feira (24) Revista Imagem - Publicado em 22/08/2020 08:30 O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) adiou para setembro a retomada do atendimento presencial em suas agências. A data ainda não foi definida e poderá ser anunciada ainda nesta sexta-feira (21). A reabertura estava prevista para a próxima segunda-feira (24). A suspensão do atendimento nas unidades ocorreu em março em razão da pandemia de covid-19 e, desde então, o INSS e a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia vem prorrogando o atendimento remoto aos segurados e beneficiários. O cidadão que tiver necessidade de acessar os serviços do INSS continua podendo recorrer aos canais remotos, o aplicativo Meu INSS e a Central 135. Segundo o INSS, essas formas de atendimento continuarão sendo utilizadas mesmo após a reabertura das agências e serão adotadas medidas para simplificação dos procedimentos e a ampliação do prazo para cumprir exigências. Ainda de acordo com o órgão, em um primeiro momento, o tempo de funcionamento das unidades da Previdência será parcial, com seis horas contínuas, e o atendimento será exclusivo aos segurados e beneficiários com agendamento prévio pelos canais remotos. Também serão retomados os serviços que não possam ser realizados por meio dos canais de atendimento remotos como perícias médicas, avaliação social e reabilitação profissional. As agências que não oferecerem as condições mínimas para o funcionamento presencial poderão ficar de fora da reabertura. Neste caso, será mantido o regime de plantão reduzido para tirar dúvidas. Por Jonas Valente e Andreia Verdélio
- Como a taxação de livros pode afetar os mais pobres no Brasil
Projeto de reforma tributária do governo prevê o fim da isenção para livros e taxação de 12%. Revista Imagem - Publicado em 22/08/2020 08:20 Quando recebeu seu primeiro salário, aos 15 anos, Amaury de Sousa se dirigiu a uma loja da livraria Saraiva e comprou O Abusado, obra do jornalista Caco Barcellos. "Foi um dos dias mais felizes da minha vida", lembra. Ele finalmente poderia ler à vontade, sem o prazo que sua mãe estipulava para devolver os livros que tomava emprestado em uma das casas onde trabalhava como cuidadora de idosos. Tão recheadas eram as estantes, que um vão entre os títulos passava despercebido. "Eu achava interessante aquelas prateleiras gigantescas e sempre gostei de livros, mas naquele tempo a gente não tinha condição de comprar. Ela me dava uma semana para ler, antes de devolver sem que ninguém notasse", conta o jovem de 24 anos que foi criado e reside até hoje com a mãe na favela Santa Marta, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Cumprir o prazo era difícil, já que a mãe trazia para o menino de 12 anos clássicos como Microfísica do Poder, de Michel Foucault. "Eram livros muito técnicos. Às vezes eu não entendia nada, ficava voltando na mesma página várias vezes. Mas tinha uma curiosidade incontrolável para entender o mundo, os outros e eu mesmo", recorda. Rapidamente, a leitura tornou-se a janela para o mundo que não existe no quarto onde dorme, sem luz natural. Os livros representam para Amaury uma plataforma de transformação social. A bagagem cultural o colocou em vantagem no processo seletivo para atendente na Livraria da Travessa, onde trabalhou por dois anos e intensificou o mergulho literário. Hoje, ele cursa Cinema na Universidade Federal Fluminense (UFF) e trabalha em projetos audiovisuais. Os saberes absorvidos e interpretados pelas lentes de sua realidade fizeram com que, desde cedo, despertasse a atenção de produtores internacionais. Ele acaba de roteirizar e filmar um documentário sobre a pandemia nas favelas do Rio para a emissora de televisão japonesa NHK. Hoje, devido à situação financeira mais confortável, falta espaço na casa apertada para empilhar novos títulos. Toda vez que se depara com um curso que gostaria de fazer e não pode pagar, ele busca um livro que integre as referências bibliográficas. É assim que está aprendendo francês sozinho no momento. Homem de máscara sentado em escada de favela no Rio de Janeiro "Valor dos livros cria distanciamento entre o jovem periférico e a literatura", diz Amaury de Sousa, morador de Santa Marta Escapar das estatísticas graças à leitura já seria um feito e tanto. Mas, uma vez sobrevivente, restava o desafio de não deixar a alma morrer, em uma realidade na qual o homem não pode chorar. Eis que surge a poesia, sua grande paixão. "Sou um homem nu, vestido por dentro, que paga todo dia o preço por sentir demais", define-se. Nos eventos poéticos que ajuda a organizar em favelas cariocas, Amaury sempre achou curioso que jovens de grande talento não tivessem as referências que o despertaram para o valor dessa arte, como Carlos Drummond de Andrade. A fonte comum de inspiração é o rap, em especial o grupo Racionais MC's. Morador do Morro do Vidigal, o escritor Geovani Martins é uma das principais revelações da literatura brasileira nos últimos anos. Até outubro do ano passado, seu livro de estreia, O Sol na Cabeça, publicado pela Companhia das Letras, tinha vendido 40 mil exemplares e havia sido lançado em dez países. Os direitos da obra para o cinema foram adquiridos pelo diretor cearense Karim Aïnouz. Fã do escritor contemporâneo, Amaury tinha sede de conversar sobre os contos de Geovani com os colegas das rodas de poesia. Mas rapidamente observou que a maioria não tinha lido o livro, enquanto amigos "playboys" não paravam de o procurar para comentar a obra. "Livros custam de 30 a 40 reais, em média. Com esse dinheiro, dá para comprar cinco quilos de feijão, dois quilos de arroz e um pouco de frango no supermercado. Esse valor cria um distanciamento muito grande entre o jovem periférico e a literatura", constata. Projeto de taxação Tal dificuldade de acesso aos livros pode se intensificar ainda mais devido a um projeto enviado pelo governo de Jair Bolsonaro ao Congresso. O mercado livreiro é isento de tributação desde 2004, mas a equipe econômica federal pretende modificar esse quadro por meio da reforma tributária. A proposta prevê a taxação de livros em 12%, por meio da criação de uma Contribuição Social sobre Operações de Bens e Serviços (CBS). A proposta tem gerado forte repercussão nas redes sociais e, sobretudo, no mercado editorial, que encolheu mais de 20% em uma década, com perdas que somam 1,4 bilhão de reais. O cenário é resultante das transformações digitais e agravado pela recessão econômica iniciada em 2015, além da falência de grandes redes do setor livreiro, como Livraria Cultura e Saraiva, em recuperação judicial. O fechamento de lojas físicas durante a pandemia, devido às medidas de restrições sanitárias, afetou ainda mais o setor. Em abril, o mercado livreiro registrou uma perda de 47% no faturamento em comparação ao mesmo mês em 2019, segundo o levantamento Painel Varejo de Livros no Brasil, feito pela Nielsen Bookscan. "É preciso considerar que esse imposto tem um efeito cascata sobre a cadeia econômica do livro. Estimamos que a mudança possa aumentar o preço final em até 20%", afirma Bernardo Gurbanov, presidente da Associação Nacional de Livrarias e proprietário da editora Letraviva. Gurbanov destaca que o encarecimento dos livros não terá impactos meramente econômicos. "Não é somente o ato de compra, mas o que o livro significa como veículo de transmissão de informações, conhecimento e produção cultural. Não só do Brasil, mas de todos os países. Os efeitos colaterais serão muito graves, e o Brasil vai pagar muito caro se esse projeto for aprovado", avalia. O argumento de Guedes Para defender a mudança, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem defendido a ideia de que livros são consumidos por camadas de maior renda da população. Nesse sentido, a isenção não se justificaria. Para compensar o impacto sobre os mais pobres, Guedes defende a realização de doações pelo governo — sem explicar como isso seria feito — e a ampliação do Bolsa Família para essa finalidade. "Vamos dar o livro de graça para o mais frágil, para o mais pobre. Eu também, quando compro meu livro, preciso pagar meu imposto. Então, uma coisa é você focalizar a ajuda. A outra coisa é você, a título de ajudar os mais pobres, na verdade, isentar gente que pode pagar", disse o ministro durante audiência na Comissão Mista da Reforma Tributária. Ao defender a ampliação dos programas de transferência de renda, Guedes argumentou que as camadas de menor renda estão mais preocupadas em comprar comida do que livros. "Num primeiro momento, quando fizeram o auxílio emergencial, estavam mais preocupados em sobreviver do que em frequentar as livrarias que nós frequentamos", declarou Guedes. Em artigo publicado recentemente na Folha de São Paulo, Luiz Schwarz, editor da Companhia das Letras, contestou a tese do ministro. Ele destacou que na última edição da Bienal do Livro no Rio de Janeiro, realizada no ano passado, parte expressiva dos 600 mil participantes era de jovens da classe C. "Na Flup [Festa Literária das Periferias], os dados são ainda mais eloquentes: do público total do evento, 97% se declaram leitores frequentes de livros, 51% têm entre 10 e 29 anos, 72% são não brancos, e 68% pertencem às classes C,D e E", ressaltou. Visão de curto prazo A economista Juliana Damasceno, pesquisadora da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), afirma que a reforma tributária deve priorizar uma redistribuição de tributos que vise a correção de distorções que penalizam a economia brasileira atualmente. "A carga é o ponto final da reforma. A justiça social e estratégia econômica do sistema deveria ser o ponto de partida. Dentro dessa questão estratégica, fomentar educação deveria ser prioridade", avalia. Damasceno lembra que os retornos da educação para a economia no longo prazo são amplamente documentados. E defende que é preciso reconhecer a importância do setor de livros, ainda que represente uma parcela mais restrita da educação após os avanços da digitalização. "Incentivar esse setor vai na direção contrária de aumentar sua carga, o que pode resultar em aumento do preço pro consumidor final. Governos tendem a ter visões mais 'curto-prazistas' quando a situação fiscal se aperta. Antes de um plano de recuperação desse forte desequilíbrio fiscal, é difícil pensar no longo prazo, e isso acaba penalizando áreas estratégicas como a educação", analisa a especialista. Por Deutsche Welle
- ESPECIAL: A rotina de brigadistas no maior incêndio em décadas no Pantanal
De animais carbonizados a fogo 'subterrâneo': A rotina, que via de regra é de grande desgaste físico e mental, tem sido extenuante. Revista Imagem - Publicado em 22/08/2020 08:10 Assim como milhões brasileiros, Washington Rojas, natural de Corumbá (MS), trabalha "com o que aparece". Em 2019, foi uma empresa de refrigeração. Depois, uma companhia de encanamento. Isso de janeiro a junho. Nos últimos 6 anos, quando chega o mês de julho ele "vira a chave". Rojas é um dos 90 brigadistas do Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) no Mato Grosso do Sul. Os profissionais que há mais de um mês estão na linha de frente contra o fogo que consome parte do Pantanal têm um contrato temporário com o Ibama, que em geral se estende até dezembro, e passam por uma semana de treinamento. A remuneração para a grande maioria é de um salário mínimo, R$ 1.045. Chefes de esquadrão como Washington, que tem 24 anos, recebem um pouco mais. A rotina, que via de regra é de grande desgaste físico e mental, tem sido extenuante. O bioma vive a maior temporada de queimadas em décadas. Mesmo com o reforço das Forças Armadas, que têm cedido seus barcos e aviões e dado apoio logístico, o fogo já consumiu 1,5 milhão de hectares. Desse total, 910 mil estão em Mato Grosso do Sul e o restante, em Mato Grosso. A chuva que caiu na região de Corumbá nos últimos dias ajudou a aliviar um pouco a situação, diz o supervisor de brigadas do Prevfogo Bruno Águeda, mas não foi suficiente para encharcar o solo. A onda histórica de frio que deve tomar conta do país nos próximos dias também não anima a equipe, já que o frio na região geralmente é seco. No ano passado, ele conta, a última operação ocorreu em meados de novembro. 'Horário de pico' do fogo O trabalho começa em geral às 8h e não tem hora para acabar. "Quando a gente vê que dá pra vencer o fogo, a gente continua", diz Rojas. "Já cheguei a virar noite." O combate noturno acaba sendo mais frequente do que os brigadistas gostariam. Isso porque o fogo tem "horário de pico". Se o intervalo entre 10h e 14h é o período mais crítico, depois que o sol se põe, quando a temperatura geralmente cai e a umidade aumenta um pouco, às vezes é mais fácil apagar as chamas. É também o período mais perigoso para se trabalhar, emenda Heuler Hernany, de 25 anos, que também é chefe de esquadrão. Há três anos ele atua como brigadista entre julho e dezembro. Descobriu o concurso do Ibama quando fazia um bico de entregador e viu um cartaz com o edital no escritório em Corumbá. No início, a mãe estranhava quando o filho não voltava para casa. "Ela ia bater na porta do Prevfogo", conta. Como muitas regiões são de mata fechada — o que, aliás, torna o acesso às áreas de incêndio muitas vezes um desafio tão duro quanto o fogo em si —, o risco de ser picado por um animal peçonhento aumenta quando está tudo escuro. As imagens que mais impressionam do fogo, para ele, são dos animais fugindo — ou carbonizados. Rojas já viu 5 jacarés queimados de uma vez só. Hernany já viu filhote de macaco, tatu. "Você vê o animal todo encolhido, dá muita dó. Parece cena de filme." Em geral, os bichos mais lentos são os mais vulneráveis, mas há situações em que o fogo brota de repente e qualquer um pode se ver cercado. O fogo que 'aparece do nada' O combate ao fogo na região do Pantanal tem uma série de particularidades, entre elas uma espécie de "fogo subterrâneo" que queima despercebido até que emerge para a superfície. É o chamado "fogo de turfa", explica Águeda. As secas e cheias que marcam as estações na região vão criando camadas de matéria orgânica no solo. É como se fosse um sanduíche, diz ele: uma camada de terra, outra de vegetação, outra de terra, e por aí vai. Às vezes, o fogo consegue atingir uma dessas camadas mais profundas, ricas em matéria orgânica e altamente inflamáveis, e vai se espalhando por baixo da camada mais superficial da terra até encontrar alguma fissura e uma vegetação mais seca para emergir. "Ele aparece do nada", diz ele. Outro inimigo dos brigadistas é o vento, que às vezes muda subitamente de direção e leva o fogo junto. E às vezes isso acontece depois de um longo dia de trabalho, quando eles levaram horas fazendo os chamados aceiros: a retirada de uma faixa da vegetação para tentar brecar o avanço do fogo. "Às vezes o brigadista passa o dia inteiro batendo enxada e o vento leva o fogo para outro lado", diz o supervisor de brigadas. 'Sensação de impotência' "A gente pode ter feito tudo, mas às vezes o vento muda e joga uma fagulha a 100 metros", diz o tenente Rodrigo Bueno, do Corpo de Bombeiros do Mato Grosso do Sul. "A coisa que mais choca é a sensação de impotência", diz ele, que há 10 anos está na corporação. Os bombeiros militares são os outros protagonistas da força-tarefa que tenta controlar os incêndios florestais no Pantanal. De acordo com o último relatório sobre a operação, 81 bombeiros do Mato Grosso do Sul e 42 do Mato Grosso lutavam contra as chamas. Dada a dimensão dos incêndios neste ano, foram montadas três bases para o combate: na região de Poconé/Sesc Pantanal (MT), em Corumbá (MS) e na terra indígena dos Kadwéus (MS). O trabalho pode ser feito pelas equipes locais a partir das bases, com saídas diárias, como tem sido o caso dos chefes de brigada do Prevfogo Rojas e Hernany, ou por meio de missões, quando as áreas são mais afastadas ou o pessoal vem de outra região. Esse é o caso do tenente Bueno, que fica em Maracaju (MS) e se voluntariou para passar 10 dias na base do Sesc Pantanal. Em geral, a equipe se reúne às 6h da manhã para delinear a estratégia do dia e costuma voltar em torno de 19h. Mas não são raros aqueles que já passaram mais de 24 horas trabalhando sem interrupção. 'Operação Dito Verde' No dia em que conversou com a reportagem, o bombeiro havia retornado quase 8 da noite, depois de um dia intenso. De helicóptero, ele fora enviado à área da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Sesc Pantanal para proteger a casa da única pessoa que há décadas vive na área de conservação: seu Dito Verde, "uma lenda do Pantanal". "Era uma casinha de barro, com telhado de sapê, toda feita por ele." A missão da equipe era evitar que o fogo que consumia o mato no entorno chegasse lá. Para isso, os bombeiros puxaram água do rio mais próximo, armazenaram-na em um reservatório improvisado e, com uma motobomba, usaram-na contra as chamas. A seca que atinge a região impôs um desafio adicional: como o nível dos rios está muito abaixo da média, a equipe teve de caminhar uma longa distância até a margem. "Na cheia, o rio chega bem perto da casa dele", diz o tenente. A primeira folga em um mês Em uma década como bombeiro, ele diz que nunca viu uma operação de combate a incêndios florestais na região nessas proporções. Hernany, do Prevfogo, teve o primeiro dia de descanso depois de um mês intenso de trabalho no Dia dos Pais, 9 de agosto. Assim como muitos dos profissionais que estão direta ou indiretamente envolvidos no trabalho contra os incêndios, o presidente do Instituto Homem Pantaneiro, coronel Ângelo Rabelo, diz que as queimadas na região vêm piorando um ano após o outro. Ele lembra quando chegou ali, na década de 80, "um dos momentos mais violentos da história do Pantanal", com muita caça ilegal de jacaré e tráfico de animais silvestres. Com o tempo, a caça e pesca predatórias foram sendo controladas. Agora, o avanço do fogo preocupa: quanto mais longas e mais intensas as "temporadas" de queimadas, menor o intervalo que a natureza tem para se recuperar, colocando em risco um ecossistema único, que abriga quase 4,7 mil espécies de plantas e animais. Por Camilla Veras Mota (BBC)
- ONU e MPT destinam EPIs e monitores multiparâmetro para Saúde de Vilhena
Compra dos monitores e EPIs foi realizada com recursos do projeto de conversão de multas do Ministério Público do Trabalho. Revista Imagem - Publicado em 22/08/2020 08:05 O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) finalizou esta semana a entrega de 40 monitores multiparâmetro e de mais de 2,9 milhões de unidades de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para profissionais de saúde que atuam na resposta à COVID-19 nos estados de Rondônia e do Acre. A compra foi realizada com recursos do projeto de conversão de multas destinadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Rondônia e Acre e aplicadas pela Justiça do Trabalho da região. Para a procuradora-chefe do MPT em Rondônia e Acre, Camilla Holanda Mendes da Rocha, o enfrentamento da pandemia exigiu a união de esforços de diversos parceiros, especialmente quanto ao direcionamento dos recursos disponíveis. De acordo com ela, a Procuradoria Regional do Trabalho (PRT14), com o apoio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT14), direcionou os valores decorrentes de condenações em ações civis públicas e em termos de ajuste de conduta para viabilizar a compra dos itens e insumos indicados pelas Secretarias de Saúde, Estaduais e Municipais. “A aquisição só foi possível em razão do apoio do UNOPS, dada a escassez e alta procura destes itens no mercado mundial”, finalizou a procuradora do Trabalho. De acordo o presidente e corregedor do TRT da 14ª Região, desembargador Osmar Barneze, passados quase seis meses da confirmação dos primeiros casos do novo coronavírus, a crise sanitária e econômica gerada pela pandemia da COVID-19 ainda assola os estados de Rondônia e do Acre, o que não passa despercebido pelo TRT da 14ª Região. Ele destacou que, “em um trabalho conjunto com a PRT14, UNOPS e Secretarias de Saúde, estamos concentrando todos os esforços para disponibilizar recursos que efetivamente possam auxiliar na reversão do quadro atual”. A representante do UNOPS no Brasil, Claudia Valenzuela, explicou que o UNOPS é o organismo da Nações Unidas especializado em compras. “Estamos utilizando toda a nossa capacidade em aquisições para apoiar a resposta à COVID-19 no Brasil. Estes números são o resultado de muito trabalho para salvar vidas”, disse. Entre os EPIs, foram comprados macacões, aventais, luvas, propés, toucas, máscaras N95 e cirúrgicas para as secretarias de saúde dos estados de Rondônia e Acre e das cidades de Porto Velho (RO), Rio Branco (AC) e Vilhena (RO) e para hospitais nas cidades de Cacoal (RO), Tarauacá (AC) e Feijó (AC). O valor total das compras é em torno de 1,9 milhões de reais. Dos 40 monitores multiparâmetro com capnografia, cujo custo total é mais de 1 milhão de reais, 20 foram destinados à Secretaria de Saúde do Estado do Acre. Outros 20 para as cidades rondonienses de Ariquemes (10), Vilhena (9) e Ministro Andreazza (1). “Este tipo de monitor serve para verificar os sinais vitais dos pacientes como temperatura, funcionamento do coração, ritmo da respiração, nível de oxigênio no sangue, que é quanto do oxigênio do pulmão que chega ao sangue”, explicou o coordenador da área de equipamentos médicos da força-tarefa do UNOPS para COVID-19 na América Latina e no Caribe, Valerio di Virgilio. Segundo ele, como a infecção por COVID-19 afeta os pulmões, é muito importante monitorar os sinais deste órgão. A Prefeitura de Vilhena, porém, não confirmou o recebimento dos esquipamentos e dos EPIs. Procurada pela reportagem da Revista Imagem na noite de ontem (21) a assessoria de comunicação da Prefeitura informou que iria averiguar a informação com a Secretaria Municipal de Saúde. Da Redação com informações da ONU
- A incrível história do meteorito que iluminou céu da Costa Rica em 2019
A queda de rochas espaciais é comum. Na verdade, dezenas chegam à Terra todos os dias. A maioria é destruída antes de chegar à superfície. Revista Imagem - Publicado em 22/08/2020 08:00 O evento alarmou milhares de pessoas na Costa Rica. Às 21h do dia 23 de abril de 2019, o céu se iluminou e ouviu-se uma forte explosão. Segundos depois, centenas de pequenas rochas caíram na Terra. Naquele momento, Márcia Campos Muñoz estava descansando em casa quando ouviu uma série de batidas no telhado de sua casa. O barulho e os uivos de seu cachorro a assustaram. Mas o choque aumentou com o forte estrondo vindo do fundo de sua casa. Ao verificá-lo, encontrou uma pedra quente no chão com um cheiro intenso de gás de cozinha. Marcia mora na comunidade La Caporal de Aguas Zarcas, em Cantón de San Carlos, localizado 57 quilômetros ao norte da capital da Costa Rica, San José. O que aconteceu foi a queda de um meteorito que, segundo os especialistas, era do tamanho de uma máquina de lavar, embora tenha quebrado ao entrar na atmosfera terrestre. Os fragmentos literalmente bombardearam a propriedade de Márcia e perfuraram o telhado de sua casa. "A casa dela foi literalmente apedrejada do céu", disse Gerardo Soto Bonilla, pesquisador da Escola Centro-Americana de Geologia (ECG) da Universidade da Costa Rica, à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC. Tesouro inestimável A queda de rochas espaciais é comum. Na verdade, dezenas chegam à Terra todos os dias. A maioria é destruída antes de chegar à superfície. Mas não esta. Agora, o que restou do objeto se tornou um valioso tesouro para os cientistas. O meteorito contém elementos semelhantes aos que existiam na época da formação do sistema solar. E parte de sua composição tem origem orgânica. Rochas como esta caíram há bilhões de anos na Terra e, segundo alguns especialistas, podem ser uma das chaves para o surgimento da vida no planeta. Daí a importância do meteorito Aguas Zarcas, que leva o nome da área onde caiu. Os fragmentos foram recuperados por moradores da comunidade e especialistas da Escola Centro-Americana de Geologia. A caçada permitiu reunir cerca de 27 quilos de pedaços de rocha. Formado nas estrelas O maior fragmento recuperado pesa 1,8 mil gramas, mas seu maior valor são as informações que contém. O meteorito que caiu em Aguas Zarcas é um condrito carbonáceo, uma variedade muito rara de alto valor científico. De fato, na história da geologia, apenas 504 desse tipo de rocha foram recuperadas, segundo o pesquisador da Universidade da Costa Rica. Os condritos carbonáceos contêm o único registro da composição geoquímica dos primeiros anos do sistema solar. Ao analisar os fragmentos recuperados na Costa Rica, foram descobertos componentes de carbono orgânico, mas de origem inorgânica. É um processo que remonta aos primeiros momentos da formação do Sistema Solar, afirma o pesquisador Soto Bonilla. "O carbono original foi formado a partir da fusão nuclear em estrelas, a origem é totalmente inorgânica", explica. Ao analisar os fragmentos, também foram encontrados minerais que em sua estrutura molecular continham água, além de outros componentes como o sulfeto com níquel. Outra descoberta foi que a composição geral da rocha contém isótopos de oxigênio muito semelhantes aos que existem no Sol. A chave da vida Os condritos carbonáceos são considerados essenciais para estudar a idade e a composição do Sistema Solar. Rochas como a encontrada em Aguas Zarcas são ricas em carbonos, mas também contêm moléculas orgânicas, como aminoácidos, que são um dos componentes básicos das proteínas. Um elemento chave era o carbono estelar. "Como ele tem uma capacidade muito grande de se associar a outros elementos, isso o levou a se misturar com outros elementos". Alguns deles eram oxigênio, nitrogênio e hidrogênio, por exemplo. A reação química "começou a formar as moléculas que dão origem ao que são os seres vivos". Um processo que, ao longo de milhões de anos, permitiu o surgimento de vida na Terra. Na verdade, de acordo com o ECG, o meteorito Aguas Zarcas pode ter cerca de 4.560 milhões de anos. 'Fresquinho' Há outro elemento que aumenta o valor científico da bola de fogo: o momento em que caiu na Terra e a rapidez com que os fragmentos foram recuperados. Os condritos carbonáceos que caíram há dezenas ou centenas de anos, quando recuperados, já tinham perdido a maior parte de seus componentes orgânicos. Um exemplo é o meteorito Murchinson, que pousou na Austrália em 1969 e foi considerado um dos maiores achados da história do Sistema Solar. A rocha, porém, foi manipulada em vários momentos e seus componentes também foram contaminados com os da Terra, ou se perderam com o passar dos anos. Além disso, explica Soto Bonilla, a tecnologia da época não permitia uma análise completa das partículas orgânicas, algo que hoje é possível. No caso da bola de fogo que caiu na Costa Rica, há ampla oportunidade de aproveitar ao máximo as informações contidas nela. "Está fresquinha, acabou de cair", diz o pesquisador da ECG. "Isso nos dá a oportunidade de analisar os componentes que vêm intactos do Sistema Solar porque, quando entram na Terra, eles mudam muito pouco." Os componentes orgânicos criados há bilhões de anos são quase completamente preservados. "É daí que vem a importância do meteorito Aguas Zarcas." Por Alberto Nájar (BBC)
- Covid-19: quais as chances de pegar coronavírus de embalagens de alimentos?
Traços de coronavírus foram encontrados recentemente em embalagens de um lote de frango na China, exportado pelo Brasil. Revista Imagem - Publicado em 22/08/2020 08:00 Segundo a prefeitura da cidade chinesa de Shenzhen, o coronavírus foi detectado em um controle de rotina em embalagens de um lote de frango, importado do frigorífico Aurora, de Santa Catarina, no Brasil. Em nota divulgada, o Ministério da Agricultura informou que pediu explicações à Administração Geral de Alfândega da China (GACC) e acrescentou que "segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há comprovação científica de transmissão do vírus da Covid-19 a partir de alimentos ou embalagens de alimentos congelados". O episódio levantou novamente questões sobre se o coronavírus pode ser transmitido por meio de embalagens de alimentos. Chances de contágio Em teoria, pode ser possível ser infectado por covid-19 a partir de embalagens. Estudos conduzidos a partir de experimentos em laboratório mostraram que o vírus pode sobreviver por horas, senão dias, em alguns materiais de embalagem — principalmente papelão e várias formas de plástico. Além disso, o vírus é mais estável em temperaturas mais baixas, que é a forma pela qual muitos alimentos são transportados. No entanto, alguns cientistas questionaram se esses resultados poderiam ser replicados fora do laboratório. Julian Tang, professor associado de Ciências Respiratórias da Universidade de Leicester, no Reino Unido, diz que, no mundo exterior, as condições ambientais mudam rapidamente, o que significa que o vírus não pode sobreviver por tanto tempo. E Emanuel Goldman, professor de microbiologia da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, também apontou que os estudos de laboratório usaram amostras de até 10 milhões de partículas virais, enquanto o número de partículas virais em uma superfície atingida por um espirro é de menos de 100, por exemplo. Em artigo publicado na revista científica The Lancet em julho, Goldman disse: "Na minha opinião, a chance de transmissão por meio de superfícies inanimadas é muito pequena e apenas nos casos em que uma pessoa infectada tosse ou espirra na superfície e outra pessoa toca essa superfície logo após a tosse e o espirro (dentro de uma a duas horas). " Como o vírus pode ser transmitido? O risco de transmissão é geralmente baseado na suposição de que trabalhadores contaminados de fábricas onde alimentos são embalados podem ter passado o vírus a superfícies de embalagens após tocarem olhos, nariz ou boca. Mas os cientistas acham essa rota de transmissão bastante improvável. "Pode ser possível que uma pessoa contraia covid-19 tocando em uma superfície ou objeto que contenha o vírus", informou a agência de saúde dos Estados Unidos, os Centros de Controle de Doenças (CDC) em seu site. No entanto, o órgão acrescenta que "esta não é considerada a principal forma de propagação do vírus". Na verdade, especialistas estão cada vez mais seguros de que o coronavírus se espalha diretamente de pessoa para pessoa, nas seguintes formas: Entre pessoas que estão em contato próximo umas com as outras (dentro de 2m (6 pés)) Através de gotículas produzidas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala Quando as gotas caem na boca ou nariz de pessoas próximas (ou são inaladas pelos pulmões) Tang diz que provar que alguém pegou o vírus através da embalagem também seria difícil. Segundo ele, seria necessário "excluir qualquer exposição recente de qualquer outra fonte" — incluindo contatos sociais assintomáticos (aqueles que têm o vírus, mas não apresentam sintomas) — para ter certeza de que a exposição relacionada à embalagem de alimentos era a verdadeira causa da infecção. Como manter-se em segurança A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que "não há atualmente nenhum caso confirmado de covid-19 transmitido por alimentos ou embalagens de alimentos". Mas lista uma série de precauções que podemos tomar para evitar contaminação cruzada. Também diz que não há necessidade de desinfetar as embalagens dos alimentos, mas "as mãos devem ser bem lavadas após manusear as embalagens dos alimentos e antes de comer". A OMS recomenda ainda usar desinfetante de mãos antes de entrar na loja, se possível, assim como lavar bem as mãos quando voltar para casa e também após manusear e armazenar os produtos comprados. A entrega a domicílio não deve ser motivo de preocupação desde que o entregador siga boas práticas de higiene pessoal e alimentar. É importante lavar as mãos após receber entregas de alimentos. Alguns especialistas também recomendam o uso de sacolas plásticas apenas uma vez. Por BBC
- OMS espera fim da pandemia em menos de dois anos
Chefe da entidade compara covid-19 com a gripe espanhola, que circulou no mundo entre 1918 e 1920. Revista Imagem - Publicado em 22/08/2020 07:50 Tedros Adhanom disse que, diferente de um século atrás, hoje "temos a tecnologia e o conhecimento para parar" o vírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) espera que a pandemia de covid-19 dure no máximo dois anos – isso se o mundo se unir e conseguir aprovar uma vacina contra o vírus, afirmou nesta sexta-feira (21/08) o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus. A OMS vinha se mantendo cautelosa em fornecer estimativas sobre a duração da crise enquanto não há uma vacina comprovadamente eficaz e aprovada para produção em massa. Mas Tedros fez agora a declaração ao comparar a pandemia do novo coronavírus com a chamada gripe espanhola, que durou dois anos – a doença circulou no mundo inteiro de 1918 a 1920 e matou entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas, segundo a OMS. O chefe da entidade descreveu a covid-19 como uma "crise de saúde que ocorre uma vez por século" e disse que, enquanto a globalização permitiu que o coronavírus se espalhasse mais rápido que a gripe de 1918, o mundo tem hoje tecnologia para pará-lo, diferentemente de um século atrás. "Em nossa situação atual, com mais tecnologia e, é claro, mais conectividade, o vírus tem uma chance ainda maior de se espalhar. Ele pode avançar rápido porque nós estamos mais conectados agora", disse, em coletiva de imprensa em Genebra. "Mas ao mesmo tempo, nós também temos a tecnologia e o conhecimento para pará-lo. Temos a desvantagem da globalização, da proximidade e da conectividade, mas a vantagem de uma tecnologia melhor", completou. "Então esperamos o fim dessa pandemia em menos de dois anos." Para esse fim, Tedros pediu "unidade nacional" e "solidariedade global". "Isso é realmente fundamental para utilizarmos ao máximo as ferramentas disponíveis e esperar que possamos ter ferramentas adicionais, como uma vacina." Enquanto o planeta ainda corre contra o tempo em busca de um imunizante seguro e eficaz, as ferramentas mais importantes que os governos têm à disposição hoje são o isolamento social, o uso de máscaras e medidas de higiene e distanciamento entre pessoas, destaca a OMS. Também ao comparar a covid-19 com a gripe espanhola, o diretor de emergências da organização, Michael Ryan, lembrou que a pandemia do século passado atingiu o planeta em três ondas diferentes, sendo a segunda onda, que começou no segundo semestre de 1918, a mais devastadora. Mas, segundo ele, a pandemia de covid-19 não parece estar seguindo o mesmo padrão. "O vírus [Sars-Cov-2] não está mostrando um padrão de ondas semelhante", afirmou. "Quando o vírus não está sob controle, ele avança de volta." Ryan também disse que, embora vírus pandêmicos geralmente se acomodem em um padrão sazonal, esse não parece ser o caso do novo coronavírus. Ao todo, desde que o Sars-Cov-2 surgiu em dezembro de 2019, mais de 22,7 milhões de pessoas foram infectadas em todo o planeta, enquanto mais de 795 mil morreram em decorrência da doença, segundo contagem mantida pela Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. "Corrupção envolvendo a pandemia é assassinato" Questionado sobre escândalos mundiais de corrupção envolvendo compras de equipamentos médicos para conter a crise, Tedros afirmou nesta sexta-feira que tais atos são equivalentes a "assassinatos". Em comentários bastante críticos, o chefe da OMS afirmou que a corrupção que priva os profissionais de saúde de equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados representa uma ameaça às vidas desses trabalhadores e de pacientes que sofrem da doença. "Qualquer corrupção é inaceitável. Mas corrupção relacionada a EPIs, para mim, é realmente um homicídio. Porque se profissionais de saúde trabalham sem EPI, estamos arriscando suas vidas. E também arriscamos as vidas das pessoas que eles atendem. Então é criminoso, é assassinato e tem que parar", disse Tedros. O diretor-geral foi questionado especificamente sobre um escândalo de corrupção na África do Sul, onde revelou-se que compras públicas de máscaras, aventais e outros equipamentos de proteção não estavam chegando aos funcionários de hospitais. O caso está sendo investigado no país. Mas escândalos semelhantes foram revelados também em vários estados do Brasil, sendo o Rio de Janeiro o primeiro deles. Em maio, a Polícia Federal chegou a cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao governador Wilson Witzel. Em investigação iniciada em abril, a corporação apura a existência de um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha, além de servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do estado. Por Deutsche Welle
- Estudo associa umidade do ambiente a disseminação da covid-19
Ar seco de recintos refrigerados podem favorecer mobilidade viral e impulsionar contágios, afirma pesquisa de cientistas indianos e alemães. Revista Imagem - Publicado em 22/08/2020 07:40 Aparelho de ar condicionado deixa o ar mais seco, propício a propagação do vírus. A umidade relativa "influencia fortemente" a propagação de vírus entre as pessoas em ambientes fechados, especialmente em salas secas. Essa é a conclusão a que chegou uma pesquisa realizada por uma equipe formada por especialistas alemães e indianos, com base em dez estudos internacionais, a maioria recentes. "O papel da umidade parece ser extremamente importante para a disseminação da covid-19 no ar, em ambientes fechados", afirma o relatório, também baseado em resultados de testes anteriores com vírus semelhantes, como H1N1 e Mers-CoV. A umidade afeta a disseminação viral de três maneiras: no tamanho do perdigoto, na flutuação dos aerossóis carregados de vírus, que podem ficar "por horas" no ar, e na forma que estes permanecem virais ao cair nas superfícies. Em locais úmidos, o perdigoto viral – uma solução de sais, água, orgânicos e vírus – cresce e cai mais rápido, "proporcionando menos chances de outras pessoas aspirarem as gotículas virais infecciosas". Mas no ar interno seco, as micropartículas encolhidas pela evaporação tornam-se mais leves e ficam à deriva – uma "rota ideal" para os vírus serem "inalados por outros residentes ou se estabelecerem em superfícies onde podem sobreviver por muitos dias", avisa o estudo. Baixa umidade facilita flutuação de micropartículas om vírus, segundo pesquisadores "Prédios públicos devem ter pelo menos 40% de umidade interna, com limite de 60%, para reduzir os riscos de disseminação viral para seus ocupantes", concluem os pesquisadores, liderados por Sumit Kumar Mishra, do Laboratório de Física Nacional do CSIR da Índia e Alfred Wiedensohler e Ajit Ahlawat, do Instituto Leibniz para Pesquisa Troposférica (Tropos), da Alemanha. Assim como manter a umidade relativa do ambiente, abrir as janelas também pode reduzir a absorção de vírus pelas vias nasais, pois "o ar seco também torna as membranas mucosas do nariz mais secas e mais permeáveis aos vírus", ressalta Ahlawat. A aproximação do inverno do Hemisfério Norte significa maiores riscos para "milhões" em salas aquecidas, adverte Wiedensohler: "O aquecimento do ar interno a uma temperatura confortável reduz significativamente a umidade relativa do ambiente, criando uma situação extremamente perigosa para os residentes, especialmente durante a pandemia de covid-19." Citando estudos de Cingapura e da Malásia, os especialistas também alertam os residentes de países tropicais para que evitem sistemas de "resfriamento extremo", pois os fluxos de ar interno secos resultantes também promoveriam mais viabilidade para a covid-19. Para a equipe, os supervisores de construções e os governos têm um "papel extremamente importante" na atualização dos padrões. "As autoridades devem incluir o fator umidade nas futuras diretrizes internas", diz Sumit Kumar Mishra, do CSIR. "Com base nas descobertas da pesquisa, para cenários futuros, estabelecer um padrão mínimo de umidade relativa em prédios públicos não reduzirá só o impacto da covid-19, mas também o de novos surtos virais", conclui a equipe internacional. Por Deutsche Welle
- ECONOMIA: O Brasil precisa rever seu teto de gastos?
Enquanto alguns economistas defendem o mecanismo que limita gastos da União, outros veem regra como mal desenhada e contraproducente. Revista Imagem - Publicado em 22/08/2020 07:30 A partir de 2018, projeções começaram a apontar que seria impossível o país cumprir o teto até 2026 como previsto Após 24 anos de trajetória de alta nas despesas públicas em relação ao seu PIB, o Brasil decidiu em 2016 reverter esse cenário de forma drástica: colocou na Constituição que os gastos da União seriam congelados por uma década, descontada a inflação. Agora, com o acirramento das disputas pelo orçamento e pressões políticas para aumentar despesas, o país discute modificar a regra. Um dos objetivos do teto de gastos, aprovado no início do governo Michel Temer, era forçar a União a gastar menos e obrigar o Congresso e a sociedade a discutirem quais despesas são prioritárias e quais devem ser cortadas. Para se viabilizar, porém, ele dependeria de uma reforma da Previdência, aprovada em 2019, e de outras reformas, como a administrativa, para reduzir o custo do serviço público. Nem tudo saiu como planejado. A reforma administrativa, prometida pelo governo Jair Bolsonaro, ainda não chegou ao Congresso. E a disputa mais clara pelo orçamento se mostrou enviesada. Categorias organizadas têm alto poder de influência sobre deputados e senadores para proteger seus benefícios, enquanto estratos desorganizados e carentes, como os mais pobres e trabalhadores informais, têm dificuldade de se fazer representar em Brasília. A partir de 2018, projeções começaram a apontar que seria impossível o país cumprir o teto até 2026. Mesmo com a reforma, despesas com a Previdência seguem crescendo acima da inflação, e há obstáculos jurídicos e políticos para reduzir as despesas com o funcionalismo público. Como o tamanho do bolo permanece o mesmo, a fatia que sobra, composta por investimentos e o custeio de serviços públicos, fica cada vez menor, até o ponto de inviabilizar o próprio funcionamento do governo. Em 2020, o teto de gastos foi suspenso pelo estado de calamidade devido à pandemia do novo coronavírus, mas voltará a vigorar no próximo ano. A Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado, aponta que já em 2021 há risco de o teto impedir que o governo execute seus serviços essenciais. Outra estimativa, feita por um grupo de economistas que defende o teto de gastos, prevê que isso ocorra até 2023. A dúvida sobre a aplicação do teto chegou ao governo Bolsonaro, que cogitou fazer manobras orçamentárias para driblar o mecanismo, como usar recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para pagar o programa que deve substituir a renda básica emergencial ou aproveitar créditos extraordinários abertos para combater a pandemia em obras de infraestrutura. Iniciativas classificadas pela IFI como "contabilidade criativa", prática que afetou a gestão Dilma Rousseff e acabou servindo de motivo para seu impeachment. No último dia 13 de agosto, Bolsonaro, que busca a reeleição e viu sua popularidade crescer com a renda básica emergencial, disse: "A ideia de furar o teto existe, o pessoal debate, qual o problema?" O debate sobre o teto ganhou projeção neste mês pois até o final de agosto o governo deve enviar ao Congresso sua proposta orçamentária para 2021. A avaliação do mecanismo Economistas que defendem o teto de gastos dizem que ele é importante para obrigar o governo a limitar suas despesas nos próximos anos e controlar a trajetória da dívida pública, que está em alta. Dessa forma, quem empresta dinheiro ao país teria mais segurança de que o país será capaz de pagar a dívida, o que contribui para reduzir os juros e o gasto financeiro do governo. Um grupo de mais de 90 economistas, como Ana Carla Abrão Costa, Otaviano Canuto e Elena Landau, publicou no último domingo (16/08) um manifesto em defesa do teto. O texto critica propostas de flexibilizar o mecanismo e afirma que o importante, neste momento, seria o governo ter mais instrumentos para reduzir seus gastos, como proibir reajustes a servidores e reduzir em até 25% a jornada e o salário dos funcionários públicos, o que depende da aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC). Guilherme Tinoco, especialista em contas públicas e mestre em economia pela USP, afirma que, à época de sua criação, o teto "foi muito bem feito" e "comprou o tempo necessário para se encaminhar reformas”, mas acabou prejudicado pela não aprovação de reformas. "Ele tinha uma flexibilidade no curto prazo e começaria a apertar em 2020 e 2021. Acontece que a reforma da Previdência atrasou muito, e as outras reformas não foram feitas. No curto prazo, esse estresse é bom porque força a discussão sobre ajuste de despesas obrigatórias. Mas é difícil pensar que ele vá durar até 2026. Vai ficar muito apertado daqui um ou dois anos", diz. De outro lado, há economistas que afirmam que a regra foi mal desenhada desde o início, ao não estabelecer etapas claras para alcançar o seu objetivo, ser inexequível no longo prazo e na prática acabar com a capacidade de o governo fazer investimentos que poderiam ajudar a estimular a economia durante crises. "O objetivo do governo era reverter o aumento dos gastos como proporção do PIB. Mas o teto de gastos parou no objetivo. Para cumpri-lo, o governo teria que ter um plano, metas intermediárias com estratégia para atingi-las e táticas de curto prazo para lidar com desvios. Não vimos nada disso, e agora estamos jogando no colo do Congresso e da sociedade decidir como a despesa pública irá caber nesse teto. Mas isso gera mudanças contraproducente no gasto público, quem tem força no Congresso são as corporações, e quem sofre são os interesses difusos", diz Bráulio Borges, pesquisador do IBRE-FGV e economista da consultoria LCA. Gatilhos para reduzir despesas Neste momento, uma saída apontada pelos defensores do teto para torná-lo viável seria aplicar gatilhos que autorizem o governo a tomar medidas mais drásticas para reduzir seus gastos. A própria emenda constitucional que criou o teto de gastos estabeleceu alguns gatilhos, como proibir o governo de dar reajustes salariais a servidores, ampliar o quadro de funcionários públicos ou conceder aumento real do salário mínimo. Porém, por erro de redação, há dúvida sobre se esses gatilhos poderiam ser acionados. O texto estabelece que eles só poderão ser aplicados se a despesa da União ultrapassar o limite do teto, o que nunca ocorrerá na prática, porque o Orçamento não poderia ser formulado desrespeitando a regra do teto. Há, na PEC Emergencial, uma alteração para autorizar o governo a acionar os gatilhos antes de a despesa atingir o limite. Nesta quarta-feira (19/08), a IFI divulgou um documento no qual estima que esses gatilhos, se acionados, poderiam gerar uma economia de 0,5% do PIB em dois anos, ou cerca de 40 bilhões de reais. O órgão sugere que o governo poderia, em vez de aprovar uma PEC, pedir aval do Tribunal de Contas da União e do Supremo Tribunal Federal para aplicar os gatilhos já a partir do próximo ano. "O ideal seria que houvesse uma alteração do texto do teto, para deixar claras as condições que viabilizem o acionamento do gatilho. Mas outra possibilidade seria que houvesse um consenso de interpretação sobre o que a regra do teto quer dizer", diz Josué Pellegrini, diretor da IFI. A PEC Emergencial também cria outros gatilhos, que seriam válidos por dois anos após sua aprovação. Entre eles, autorizar o governo a cortar em até 25% a jornada e os salários dos servidores e fazer uma redução progressiva de subsídios, que poderiam gerar uma economia de 15 bilhões de reais no período. Borges, do IBRE-FGV, é cético sobre o uso desses mecanismos. "Algumas pessoas dizem que, se acionar os gatilhos, o teto se sustentaria até 2021 ou 2022. Mas o teto tem que ser cumprido até 2026. Não adianta ficar defendendo acionar um gatilho aqui e acolá, não é assim que se cumpre um objetivo ousado para um período de dez anos e não será com esse tipo de estratégia que você conseguirá sustentar o teto", diz. Propostas de mudança No documento divulgado na quarta-feira, a IFI afirma que "não se deve interditar a discussão sobre o teto de gastos" com o objetivo de aprimorar as regras fiscais do país. Mas alerta que promover uma flexibilização para aumentar as despesas, "por um governo incapaz de transmitir uma agenda coerente e sustentável para a política fiscal", seria um erro. "É preciso tomar muito cuidado agora que o teto realmente se transformou em um limitador. Não quer dizer que seja 'imexível', mas alterar o teto sem ter nada no lugar, nessa situação de fragilidade fiscal, não é adequado", diz Pellegrini. Tinoco, que defendeu a criação do teto em 2016, hoje é favorável à sua flexibilização a partir de 2023. Junto com o economista Fabio Giambiagi, ele sugere permitir um pequeno aumento real do limite de gastos e criar um subteto para os investimentos, que garantiria um piso para o governo investir, por exemplo, em obras públicas. "Até 2026, o teto é totalmente inviável. Sabendo que uma hora vai ter que ser mexido, vamos mexer. Mas não é bom flexibilizar o teto agora, justamente na hora de enviar o orçamento porque o presidente do momento quer gastar mais", diz. Borges também é favorável a alterações na regra do teto e defende que a discussão seja feita agora, mas com mudanças que valeriam somente a partir do início do próximo governo. "Mudar essa regra em período eleitoral é má ideia, e há no contexto atual pressão enorme para que o governo perenize boa parte do ajuste emergencial. A prudência recomenda que a mudança valha a partir de 2023, assim não estaremos mudando a regra no meio do jogo", diz ele, que elogiou a proposta de Tinoco e Gambiagi. Ele defende que o país discuta também suas outras regras fiscais e a ampliação da tributação para ajudar a pagar a dívida contraída durante a pandemia, por meio, por exemplo, de uma taxa sobre o uso de carbono, que estimule uma economia mais ambientalmente sustentável. "O pior dos mundos seria tirar o teto e não colocar nada no lugar. E sabemos que ajustes fiscais bem-sucedidos são aqueles que envolvem tanto o corte de despesas como o aumento de receita", diz. Outra proposta de substituição do teto foi apresentada pela economista Laura Carvalho, em coluna publicada no jornal Nexo em 6 de agosto. Ela sugere que o país estabeleça uma meta para o tamanho da sua dívida em relação ao PIB, para um prazo de quatro ou cinco anos, ao lado de um limite para o crescimento real de gastos de 2% a 3% ao ano no mesmo período. Nesse esquema, o orçamento de cada ano deveria ser elaborado de forma a alcançar essas duas variáveis. Por Deutsche Welle
- Vilhena registra 30 casos de covid-19 e mais 1 morte pela doença nesta sexta
O município tem 35 mortes de vilhenenses e 7 óbitos de moradores de outras cidades, e 2.376 pessoas contaminadas. Revista Imagem - Publicado em 21/08/2020 21:00 Mais uma morte por covid-19 foi registrada em Vilhena. O município também contabilizou 30 pessoas infectadas nesta sexta-feira (21). São 18 a mais que no dia anterior. Foram 1 por exame de RT-PCR, 27 por teste de anticorpos IgM/IgG (teste rápido) e 2 por vínculo epidemiológico (quando a pessoa tem sintomas e contato constante com outro infectado, mas não fez exame). Os dados são do boletim municipal sobre o coronavírus, da Secretaria Municipal de Saúde de Vilhena. O óbito registrado nesta sexta-feira é de paciente do sexo masculino com 76 anos morador do bairro Bodanese. Internado na Enfermaria da Central de Atendimento à Covid-19 na terça-feira (18) o paciente teve piora repentina nos sintomas e veio a óbito hoje. O município soma 42 óbitos por covid-19, sendo 35 mortes de vilhenenses e 7 óbitos de moradores de outras cidades. Já o número de casos registrados chega ao total de 2.376 pessoas contaminadas pelo coronavírus, desde o primeiro diagnóstico há 138 dias (5 de abril). O município é o quarto do estado em número de casos confirmados da doença. A secretaria municipal de Saúde ainda investiga 191 casos suspeitos de contaminação. E o número de casos ativos diminuiu nas últimas 24 horas, passando de 266 para 243. Segundo o boletim, 2.098 pessoas já se recuperaram da doença em Vilhena, o que corresponde a 87% dos casos registrados. A Central de Atendimento da Covid-19 tinha 13 pacientes internados, sendo 6 na UTI. A taxa de ocupação de leitos de UTI da Central da Covid-19 é de 60%. Por José Antonio Sant'Ana
- Rondônia registrou 367 novos casos de covid-19 e 5 mortes pela doença
Dos 50.514 casos de coronavírus do estado, 42.344 pacientes já são considerados curados. Percentual de cura é de 83,8%. Revista Imagem - Publicado em 21/08/2020 18:51 Mais 5 mortes por covid-19 foram registradas em Rondônia nesta sexta-feira (21). O estado também contabilizou 367 novos casos da doença, são 59 casos a menos que o registrado na quinta e 431 a menos que na quarta-feira. Os dados são do boletim epidemiológico sobre o novo coronavírus divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde de Rondônia (Sesau). No registro total Rondônia atingiu a marca de 1.050 mortes por covid-19 e 50.514 casos de coronavírus, desde o primeiro registro há 154 dias (20/3). Deste total, 42.344 pacientes (83,8%) já são considerados curados, segundo a secretaria estadual de Saúde. Os óbitos registrados no estado foram de 1 homem de 64 anos de idade de Porto Velho; 1 mulher de 58 anos de Guajará-Mirim; 1 mulher de 41 anos de Cacoal; 1 mulher de 50 anos de Chupinguaia e 1 homem de 44 anos do município de Nova Brasilândia D’Oeste. Em Rondônia, Porto Velho foi o município que teve mais casos registrados pela Sesau nas últimas 24 horas (103 casos), seguido por Ariquemes (53) e Ji-Paraná (30). Veja abaixo a situação dos 10 municípios com mais casos registrados em Rondônia. Município casos mortes Porto Velho: 25.574 617 Ariquemes: 4.024 63 Guajará-Mirim: 2.635 79 Vilhena: 2.340 34 Ji-Paraná: 1.657 38 Cacoal: 1.434 21 Jaru: 1.416 22 Rolim de Moura: 1.164 16 Candeias: 1.105 21 São M. Guaporé: 813 14 Cone Sul Nos municípios do Cone Sul do estado, a Sesau registrou 29 novos casos. Os casos foram registrados em Vilhena (13), Cerejeiras (12) Pimenteiras (3) e Chupinguaia (1). Vilhena é o 4º município do estado em número de infecções e Chupinguaia é o 17º, dentre 52 municípios rondonienses. De acordo com a Sesau, o Cone Sul totaliza 3.285 casos diagnosticados, sendo 2.574 pacientes considerados curados (78,35%). Individualmente, segundo o boletim estadual, os municípios têm: Vilhena: 2.340 casos Chupinguaia: 429 Cerejeiras: 175 Pimenteiras: 142 Colorado do Oeste: 104 Cabixi: 70 Corumbiara: 25 A Sesau não registrou nenhum novo óbito por covid-19 no Cone Sul. A região totaliza 49 óbitos pela doença: Vilhena: 34 óbitos Cerejeiras: 6 Pimenteiras: 4 Cabixi: 4 Corumbiara: 2 Chupinguaia: 2 Vale lembrar que todos os dados são da Sesau, e podem divergir com as informações das prefeituras. A Agevisa ressalta que os dados não são lidos e atualizados imediatamente pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), por isso há atraso (delay) no registro de casos que estão sendo acompanhados diariamente por equipes de saúde nos municípios. Por José Antonio SantAna
- Brasil tem 30 mil casos e 1.054 mortes por covid nesta sexta-feira
Ao todo, país soma mais de 3,53 milhões de infectados pelo coronavírus e 113 mil mortos. OMS vê sinais de desaceleração das transmissões no Brasil. Revista Imagem - Publicado em 21/08/2020 18:33 O Brasil registrou nesta sexta-feira (21) um total de 30.355 casos confirmados de covid-19 e 1.054 mortes ligadas à doença, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Ministério da Saúde. O balanço eleva o total de infecções para 3.532.330, enquanto o total de óbitos chega a 113.358. Ao todo, 2.670.755 pessoas se recuperaram da doença, e 748.217 estão em acompanhamento, segundo o ministério. O Conass não divulga número de recuperados. Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais de casos e mortes devem ser ainda maiores, em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação. São Paulo é o estado brasileiro mais atingido pela epidemia, com 735.960 casos e 28.155 mortes. O total de infectados no território paulista supera os registrados em praticamente todos os países do mundo, exceto Estados Unidos, Índia e Rússia. A Bahia é o segundo estado brasileiro com maior número de casos, somando 229.743, mas é o sexto em número de mortos, com 4.757 vidas perdidas. Assim, fica atrás de São Paulo, Rio de Janeiro (15.202 mortes), Ceará (8.268), Pernambuco (7.335) e Pará (6.037). O Rio é atualmente o terceiro em número de infecções, com 207.036 casos, seguido do Ceará, que tem 202.999 infectados. Nesta sexta-feira, Minas Gerais ultrapassou o Pará como o quinto estado com mais casos, somando 188.623. O Pará tem 186.646. A taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes é atualmente de 53,9 no Brasil – cifra bem acima da registrada em países vizinhos como a Argentina (14,65) e o Uruguai (1,19), considerados exemplos no combate à pandemia. Por outro lado, nações europeias duramente atingidas, como o Reino Unido (62,40) e a Bélgica (87,34), ainda aparecem bem à frente. Mas esses países começaram a registrar seus primeiros casos antes do Brasil, e o número de óbitos diários está atualmente na faixa das dezenas, com o pico tendo sido registrado em abril e maio. O ritmo de transmissão da covid-19, por sua vez, está em desaceleração no Brasil pela primeira vez desde abril. A taxa de contágio no país é atualmente de 0,98, segundo o Imperial College de Londres. O índice mostra para quantas pessoas um paciente contaminado transmite o vírus. OMS vê luz no fim do túnel, mas pede cautela Nesta sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a crise no Brasil parece estar se estabilizando, se não desacelerando. O diretor de emergências da entidade, Michael Ryan, afirmou que o número de infecções semanais registradas oficialmente se estabilizou, as transmissões estão desacelerando, e as unidades de terapia intensiva estão sob menor pressão. "Em geral, a tendência no Brasil é de estabilidade ou de baixa… E isso precisa continuar", disse Ryan em coletiva de imprensa em Genebra. "Há uma tendência clara de queda em muitas partes do país. A questão é: trata-se de uma calmaria? Isso pode ser mantido?" Por isso, o diretor pediu cautela. Ele frisou que o Brasil é um país enorme e, em muitas partes de seu território, ainda se registram aumentos nos números de casos. Ryan também lembrou que a cifra de infecções diárias ainda se mantém em torno de 50 mil, e na maioria dos dias, mais de 1.000 mortes são registradas. Assim, segundo ele, ainda há muito o que fazer no país. O especialista destacou que controles da pandemia em países grandes e duramente afetados pelo vírus são um grande passo para reduzir a crise globalmente. "Qualquer sucesso no Brasil é um sucesso para o mundo", afirmou. Em números absolutos, o Brasil é o segundo país do mundo com mais infecções e mortes por coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos, que já acumulam mais de 5,6 milhões de casos e mais de 174 mil óbitos. A Índia, que chegou a impor uma das maiores quarentenas do mundo no início da pandemia, agora é o terceiro país mais afetado, com 2,9 milhões de casos e 54 mil mortos. Ao todo, mais de 22,7 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus em todo o planeta, enquanto mais de 795 mil morreram em decorrência da doença, segundo contagem mantida pela Universidade Johns Hopkins. Por Deutsche Welle
- Covid cresce na Europa e ameaça gerar onda de extrema pobreza na América Latina
Cerca de 100 milhões de pessoas ao redor do mundo podem mergulhar na pobreza extrema; Somente na América Latina, serão 45 milhões. Revista Imagem - Publicado em 21/08/2020 18:29 A nova onda de Covid-19 avança preocupantemente na Europa. Segundo um levantamento da AFP com base em fontes oficiais, caso não haja novas medidas de restrições, cerca de 100 milhões de pessoas ao redor do mundo podem mergulhar na pobreza extrema. Desde que o novo coronavírus (Sars-coV-2) surgiu, em dezembro passado, na China , ela já causou pelo menos 793.847 mortes no mundo e infectou cerca de 22,7 milhões de pessoas. Quase um terço das mortes se deu na América Latina (252.233 óbitos), onde a pandemia acentua a pobreza, ameaçando apagar uma década de avanço social. Depois dos Estados Unidos (174.290 mortes, 5.575.386 infecções), os países com mais vítimas fatais no mundo são Brasil , com 112.304, México (59.106), Índia (54.849 mortes) e Reino Unido (41.403 mortes). A América Latina representa 9% da população mundial e registrou 40% das mortes globais nos últimos dois meses. Isso “nos dá uma ideia do grande impacto que tem tido”, disse à AFP Luis Felipe López-Calva, diretor para a América Latina do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que prevê um retrocesso “de até 10 anos nos níveis de pobreza multidimensionais” na ausência de políticas eficazes. Somente na América Latina, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), a pandemia colocará 45 milhões de pessoas na pobreza, elevando o total para 231 milhões, 37,3% da população latina. "E em todo o mundo pode levar 100 milhões de pessoas à pobreza extrema, mais do que o estimado anteriormente", disse o presidente do Banco Mundial, David Malpass. Por IG
- Bolsonaro sanciona lei que cria linha de crédito para autônomos
Medida visa reduzir impactos financeiros durante pandemia. Revista Imagem - Publicado em 21/08/2020 17:02 O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que cria uma linha de crédito especial destinada aos profissionais liberais que atuem como pessoa física, como advogados, corretores e arquitetos. A medida (Lei nº 14.045/2020) foi publicada hoje (21) no Diário Oficial da União e tem o objetivo de reduzir os impactos financeiros do setor durante a pandemia do novo coronavírus. De acordo com o texto, a linha de crédito, criada no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), terá taxa de juros de 5% ao ano mais a taxa Selic e prazo de 36 meses para pagar, dentro dos quais até oito meses poderão ser de carência com juros capitalizados. O valor da operação é limitado a 50% do rendimento anual informado na Declaração de Ajuste Anual de 2019 do trabalhador, no limite máximo de R$ 100 mil. A linha de crédito é destinada a profissionais liberais com nível técnico ou superior, exceto aqueles que tenham participação societária em pessoa jurídica ou que possuam vínculo empregatício de qualquer natureza. O texto aprovado no Congresso também incluía mudanças na legislação do Pronampe como a criação do Conselho de Participação em operações de crédito educativo, regras para o leilão de créditos não recebidos pelos bancos e honrados pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO) e formas de aplicação da garantia dada pelo fundo. Os dispositivos, entretanto, foram vetados pelo presidente Bolsonaro, sob o argumento de que geram insegurança jurídica, pois disciplinam questões relativas à Lei nº 14.042/2020. O único dispositivo não vetado nesse sentido estabelece que o fundo não contará com qualquer tipo de garantia ou aval por parte da União e responderá por suas obrigações no âmbito do Pronampe até o limite do valor dos bens e direitos do seu patrimônio alocados para o programa. Por Andreia Verdélio
- Receita abre consulta ao 4º lote de restituição do IR na segunda-feira
Dinheiro será depositado na conta do contribuinte no dia 31 de agosto. Revista Imagem - Publicado em 21/08/2020 17:02 A Receita Federal abre nesta segunda-feira (24), às 9 horas, a consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2020. O crédito bancário para 4.479.172 contribuintes será realizado no dia 31 de agosto, totalizando o valor de R$ 5,7 bilhões. Desse total, R$ 248.630.681,67 referem-se ao quantitativo de contribuintes que têm prioridade legal: 6.633 contribuintes idosos acima de 80 anos, 36.155 contribuintes entre 60 e 79 anos, 4.308 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave e 17.787contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério. Foram contemplados ainda 4.414.289 contribuintes não prioritários que entregaram a declaração até o dia 19 de junho de 2020. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita Federal na internet. Na consulta à página da Receita, no Portal e-CAC, é possível acessar o serviço Meu Imposto de Renda e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora. A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF. Com ele será possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no Portal e-CAC, no serviço Meu Imposto de Renda. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco. Por Kelly Oliveira
- Governo Federal vai lançar novo programa habitacional
Meta é apoiar fortemente os municípios para a regularização fundiária. Revista Imagem - Publicado em 21/08/2020 16:59 O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, disse hoje (21) que, na próxima semana, o governo federal vai lançar um novo programa de habitação popular e que pretende “apoiar fortemente” os municípios para a regularização fundiária de suas áreas. “Nós precisamos atacar uma situação que é muito ruim, metade da população brasileira que mora em habitações no país não tem a escritura pública”, disse. Hoje, o governo atua por meio do Programa Minha Casa Minha Vida, em parceria com a Caixa Econômica Federal, e atende famílias de diversas faixas de renda, com diferentes modalidades de contratação e recursos oriundos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por exemplo. Marinho participou hoje (21), ao lado do presidente Jair Bolsonaro, da entrega de 300 moradias a famílias de baixa renda de Mossoró, no Rio Grande do Norte, em um conjunto habitacional que leva o mesmo nome do município. Os investimentos da União na construção das residências somam R$ 18,3 milhões e vão beneficiar mais de 1,2 mil pessoas. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, são 19 blocos de apartamentos no Residencial Mossoró I. As moradias têm 39,05 m², possuem valor médio de R$ 61 mil e estão divididas em dois quartos, cozinha, área de serviço, sala e banheiro. Todas as unidades podem receber pessoas com deficiência, sendo que 13 delas já estão adaptadas. Outras 600 unidades no mesmo residencial devem ser entregues nos próximos meses, as etapas II e III têm cerca de 95% das obras executadas. No total, para os 900 apartamentos, o investimento federal é de R$ 54,9 milhões e atenderá mais de 3,6 mil pessoas. Por Andreia Verdélio
- Olimpíada Nacional de Ciências: alunos de Cerejeiras vão para fase estadual
A Olimpíada Nacional de Ciências é destinada aos alunos do Ensino Médio de Escolas Públicas e Particulares. Revista Imagem - Publicado em 21/08/2020 16:39 Alunos em aula de ciência - Foto Reprodução A Escola Estadual Castro Alves, do município de Cerejeiras em Rondônia, terá 25 alunos na fase estadual da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC). A competição integra o Programa Ciências na Escola e é destinada aos estudantes do Ensino Médio do 8º e 9º ano da Rede Estadual de Ensino e particulares de todo o país. Em 2019, apenas dois alunos passaram para segunda fase da Olimpíada. Neste ano, 70 alunos da Escola Castro Alves se inscreveram e 25 estão classificados para segunda fase. Ainda sem data marcada para acontecer, alunos se preparam em ambiente virtual para a competição, fala a vice diretora Marilta Aparecida. “No primeiro momento tivemos uma conversa com os educadores da área, e logo após veio a motivação aos alunos. Foi criado um ambiente virtual para preparação dos alunos para olimpíada. O acompanhamento também acontece por meio de whatsapp e via telefone”, diz Marilta. Com pesquisas na internet, vídeo aulas, livros, quiz e exercícios sobre assuntos que precisam aprender, as alunas Carla Cristina e Ana Clara, do 9º ano estão se preparando para a competição estadual. Com 15 e 14 anos, as estudantes revezam o conhecimento com outras matérias. Geralmente estudam para olimpíadas no período da tarde. Participar dessa competição, para elas é visto como aperfeiçoamento de aprendizado que adquirem na escola. “Quero incentivar meus colegas a participar também” fala Carla. Para Ana Clara, ela espera levar conhecimento junto aos demais alunos que foram classificados. Elas reconhecem o trabalho dos professores e da direção da escola no ensino e dedicação para que os alunos sempre participem. Ambas acreditam que é por meio dos estudos que vão conseguir ver em qual matéria se destacam e assim escolher de um curso para faculdade. Com olhar para áreas de humanas e saúde, nesse momento a concentração na ciência tem ajudado. Por Maximus Vargas
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