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  • Exportação de carne do Brasil aumenta 12% no ano até agosto

    Depois da China, o segundo maior cliente foi o Egito, que importou 91.529 toneladas de janeiro a agosto. Revista Imagem - Publicado em 08/09/2020 14:49 As exportações brasileiras de carne bovina aumentaram 12% no acumulado do ano até agosto, passando para cerca de 1,3 milhão de toneladas, com impulso de importações pela China, que elevou em 65,8% as compras no mesmo período, informou nesta terça-feira (8) a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). Os chineses, que ampliaram compras diante da redução da oferta de proteína animal por impactos da peste suína africana em seu plantel, responderam por 62,4% de toda a carne bovina exportada pelos brasileiros no ano até agosto, disse a Abrafrigo, com base em dados do governo brasileiro. O cálculo leva em consideração o produto que entra pela China continental (530.458 toneladas) e pela cidade-estado de Hong Kong (212.261 toneladas), informou, em nota, a associação. Depois da China, o segundo maior cliente do Brasil foi o Egito, que importou 91.529 toneladas de janeiro a agosto, com queda de 25,4% na comparação anual. O Chile veio na terceira posição com 50.360 toneladas adquiridas (-34,2%), enquanto a Rússia ficou com a quarta posição com 43.177 toneladas (-4,6%). Na quinta posição estão os Estados Unidos, que elevaram as compras em quase 40%, para 34.502 toneladas. Na sexta posição, as Filipinas, com 25.660 toneladas (+23,4%), e, na sétima, os Emirados Árabes, com 25.595 (-58,2%). A Abrafrigo informou ainda que o Brasil registrou, em agosto, novo recorde de exportações para o mês, com um total de 191.141 toneladas de carne (in natura e processada), com a China levando 108 mil toneladas. A receita em agosto alcançou US$ 753,2 milhões, com alta de 19% em relação ao mesmo mês de 2019. No ano, o faturamento atingiu US$ 5,4 bilhões, com crescimento de 23%. Fonte: Agência Brasil

  • Caixa destina R$ 50 milhões do Pronampe para microcrédito

    Cerca de 3 mil microempresas devem ser beneficiadas. A Caixa contratou cerca de R$ 1,8 bilhão na nova fase da linha de crédito. Revista Imagem - Publicado em 08/09/2020 14:38 A Caixa Econômica Federal disponibilizou R$ 50 milhões em microcrédito. Na última quinta-feira (3), o Ministério da Economia aumentou o limite da Caixa para contratação pelo Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) em R$ 2,55 bilhões. Dentro desse novo limite, a Caixa direcionou R$ 50 milhões para beneficiar cerca de 3 mil microempresas. Até o momento, a Caixa contratou cerca de R$ 1,8 bilhão na nova fase do Pronampe. No acumulado, já foram contratados R$ 9,1 bilhões por meio da linha. O Pronampe Microcrédito conta com a parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para o crédito assistido antes e após a contratação com a Caixa. O recurso pode ser utilizado para o capital de giro isolado ou associado ao investimento. Os clientes podem utilizar o crédito, por exemplo, para realizar reformas, adquirir máquinas e até mesmo direcionar os recursos para as despesas operacionais, como o pagamento de salário de empregados, compra de matérias primas ou de mercadorias. Como funciona Direcionada às microempresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, a nova linha tem crédito limitado a R$ 20 mil. O prazo total do financiamento é de 36 meses, sendo oito de carência, com a capitalização mensal dos juros, que serão incorporados ao saldo devedor. A taxa de juros anual máxima é igual à taxa básica de juros, a Selic, mais 1,25% ao ano. As microfinanças na Caixa são soluções para o desenvolvimento social e a recuperação do empreendedor brasileiro informal ou formalizado. Linhas de crédito para MPEs Além do Pronampe, a Caixa informa que oferece várias linhas de créditos para micro e pequenas empresas (MPE), como o Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe), linha disponibilizada em parceria com o Sebrae para Microempreendedores individuais e MPEs. Somando as duas linhas, a Caixa superou R$ 11,3 bilhões em fomento às MPEs durante o período de pandemia da covid-19. Como contratar Os clientes devem acessar o site da Caixa e preencher um formulário de interesse ao crédito. O banco entrará em contato se a empresa estiver apta a contratar o financiamento. A solicitação também pode ser feita nas agências da Caixa. Por Kelly Oliveira

  • Projeto de combate a fake news deve ser votado este ano, diz Maia

    Aprovado em junho, pelo Senado, o projeto foi enviado à Câmara que criou um grupo de trabalho para sugerir mudanças no texto. Revista Imagem - Publicado em 08/09/2020 14:38 O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje (8) que o projeto que trata do combate à disseminação de informações falsas, as chamadas fake news, por meio de redes sociais e serviços de mensagem, deve ser votado ainda este ano. Ele acredita que o projeto entrará em debate em cerca de duas semanas. Aprovado em junho, pelo Senado, o projeto foi enviado à Câmara que criou um grupo de trabalho para sugerir mudanças no texto. “Eu acho que mais uma duas semanas, no máximo, certamente o grupo de trabalho vai ter uma proposta para apresentar aos líderes e, a partir daí, mais umas duas semanas para votar, eu acho que umas quatro semanas, eu espero, que a gente consiga avançar”, disse Maia durante um webinar organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) para debater o tema. “Vamos colocar o processo na pauta e votar o projeto, certamente vai ser bem antes do final do ano”, acrescentou. De acordo co o deputado, o projeto só não será votado neste ano se houver uma maioria contrária à matéria em plenário. “Um texto bem construído e bem dialogado. Eu acho que vai trazer a maioria da Câmara para sua aprovação", afirmou. Durante o evento, Maia voltou a defender que as plataformas de mídias sociais tenham algum tipo de responsabilização por conteúdos falsos ou que gerem desinformação. Maia disse que as plataformas devem ser responsabilizadas como “qualquer outro meio de comunicação”, a exemplo de jornais e telejornais. “As plataformas vão sempre dizer que não têm responsabilidade, mas eu acho que, como qualquer meio de comunicação, vai ter que se construir um caminho para que todos tenham responsabilidade também”, afirmou. “Não é fácil, mas se não se conseguir uma solução vamos ter esse ambiente de fake news continuando a contaminar o ambiente da sociedade, criando narrativas pesadas”, opinou Maia. O presidente da Câmara dos Deputados comentou ainda sobre um comunicado que recebeu do Google, no final de agosto, onde a empresa critica a inclusão dos mecanismos de buscas no projeto, com o argumento de que a medida seria “prejudicial ao combate à desinformação ao limitar acesso a uma variedade de fontes de informação”. “Recebi, encaminhei para o grupo de trabalho, e eles vão avaliar essa posição do Google. Eu não tenho posição fechada com nenhuma tese”, disse. A medida é uma resposta à iniciativa de 27 entidades de comunicação, que formaram uma coalizão em busca de apoio às medidas de combate a notícias falsas. A coalizão solicitou a Maia, também através de carta, a inclusão do Google e de outros buscadores no projeto. A empresa disse ainda que a inclusão das ferramentas de busca no projeto de lei, sem levar em consideração as medidas adotadas em suas plataformas para combater a desinformação, poderia fazer com que a futura lei já nascesse obsoleta. O pedido de inclusão das plataformas de busca no projeto foi feito por um conjunto de 27 entidades, entre elas, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). As entidades argumentam que os mecanismos de busca deveriam constar no projeto de lei uma vez que eles coletam dados dos usuários e veiculam anúncios. Projeto O Projeto de Lei (PL) 2.630/2020, que propõe medidas de combate à propagação de notícias falsas, estabelece normas para trazer transparência a provedores de redes sociais e de serviços de troca de mensagens privada. O PL busca o combate à divulgação de notícias falsas postadas em anonimato ou com o uso de perfis falsos e de disparos em massa. Ao mesmo tempo, o texto fala em garantir liberdade de expressão, comunicação e manifestação do pensamento. As empresas responsáveis pelas redes sociais e serviços de troca de mensagens estão entre as das mais afetadas pelo projeto. Cabe a elas uma série de obrigações para evitar a disseminação de conteúdos falsos e difamatórios. Por Luciano Nascimento

  • Pesquisa aponta Japonês com quase 11 pontos a frente de Rosani Donadon

    Pesquisa divulgada hoje pelo IHPEC mostra o atual prefeito com 38,3% de intensões de votos contra 27,4 da ex-prefeita. Revista Imagem - Publicado em 08/09/2020 14:10 O Instituto Haverroth de Política, Estatística e Comunicação (IHPEC) divulgou nesta terça (8), a mais recente pesquisa eleitoral para prefeito de Vilhena. Pelos resultados levantados pelo instituto, a tendência nas eleições de novembro no município é a polarização entre dois candidatos, como acontece historicamente na cidade. De acordo com a pesquisa, o prefeito Eduardo Japonês (PV) seria reeleito com 38,3% da intenção de votos. Já a ex-prefeita Rosani Donadon (PSC) vem em segundo lugar, com 27,4%. Distante dos dois primeiros colocados, aparecem Coronel Rildo (sem partido), que obteve 6,9% da intenção de votos, e Darci Cerutti (DEM), com 4,2%. Em último está Paulo Sérgio da Argamazon (Republicanos), com 1,8%. Os indecisos e os que não souberam responder somam 21,4%. Realizada por conta do próprio IHPEC, a pesquisa foi estimulada, que é quando se apresenta as opções de candidatos aos entrevistados. Os nomes colocados no formulário de entrevista foram de autodeclarados pré-candidatos a prefeito da cidade até o momento da pesquisa, ou nomes que vêm sendo apontados na imprensa e redes sociais como possíveis candidatos. Foram ouvidos 820 eleitores em 20 setores da cidade, incluindo ruas e avenidas dos principais bairros, entre os dias 26 e 31 de agosto. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número RO-07987/2020. A margem de erro é 2% para mais ou para menos. E o intervalo de confiança é de 95%. A estatística Tuannhy Rozeira Haverroth, do IHPEC, informa que durante a realização da pesquisa, os entrevistadores do instituto tomaram os cuidados devidos, respeitando as medidas de segurança em razão da pandemia de covid-19. Confira a intenção de votos recebida por cada postulante. Eduardo Japonês: 38,3% Rosani Donadon: 27,4% Coronel Rildo: 6,9% Darci Cerutti: 4,2% Paulo Sergio Argamazon: 1,8% Fonte: IHPEC

  • Câmara aprova quase R$ 170 mil para compra de materiais para o HRV

    Ao todo, serão comprados 33 itens, entre eles, mesas para consultórios, lanternas clínicas e otoscópio simples. Revista Imagem - Publicado em 08/09/2020 13:55 A Câmara de Vereadores de Vilhena aprovou o Projeto de Lei 5.933/2020, que destina R$ 169.990,00 para aquisição de equipamentos e material permanente para o Hospital Regional Adamastor Teixeira de Oliveira. A votação aconteceu durante a 22ª sessão ordinária da Casa, que ocorreu na manhã desta terça-feira (8). De acordo com o projeto, o valor irá contribuir para a manutenção do hospital e também da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do município. Ao todo, serão comprados 33 itens, entre eles, mesas para consultórios, lanternas clínicas e otoscópio simples. Para dar cobertura ao crédito, serão utilizados recursos provenientes do Governo Feral/Ministério da Saúde. O projeto foi aprovado por unanimidade e segue para sanção do Executivo. Fonte: Câmara de Vereadores de Vilhena

  • Covid-19: retorno de aulas presenciais é controverso nos estados

    Amazonas saiu na frente e retomou atividades presenciais em agosto. Rondônia aulas presenciais continuam suspensas até novembro. Revista Imagem - Publicado em 08/09/2020 09:48 Com a redução da incidência e mortalidade pela covid-19 em parte dos estados brasileiros, a discussão sobre o retorno das aulas presenciais ganha força. O Amazonas saiu na frente e iniciou as atividades presenciais nas escolas ainda em agosto. Mas em diversos estados a retomada ainda gera polêmica. Além do Amazonas, o governo do Pará autorizou o início das aulas em 1º de setembro. Em Minas Gerais, cursos de pós-graduação puderam reiniciar aulas presenciais no sábado (5). No Rio Grande do Sul e em Pernambuco, as unidades educacionais podem funcionar a partir do dia hoje (8). No Espírito Santo, a data fixada foi a próxima segunda-feira (14). As aulas na rede privada do Rio de Janeiro também tem início previsto para a semana que vem. Nas rede pública do Rio, no entanto, a previsão é de retomada em 5 de outubro. No Distrito Federal, o governo anunciou a volta às aulas para o início de agosto, mas recuou e ainda não definiu uma data. Em diversos outras unidades da Federação os governos prorrogaram a suspensão das aulas presenciais. É o caso do Amapá e do Tocantins, até 30 de setembro; e de Rondônia, até 3 de novembro; As aulas continuam suspensas, sem prazo para retorno em estados como Roraima, Bahia, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe, Paraná e Santa Catarina. No Maranhão, o governo promoveu uma consulta sobre o tema, mas ainda não divulgou os resultados. No Piauí, o governo iniciou um debate com a comunidade sobre a volta do 3º ano do ensino médio. Diversos estados reclassificaram regiões e ou municípios. Em Minas Gerais, pela primeira vez uma região (a Norte) entrou na última fase, com maiores permissões de funcionamento. Em Sergipe o estado avançou da bandeira Amarela para a Verde. Em Pernambuco, os municípios da Região Metropolitana e da Zona da Mata foram atualizadas para a fase oito do plano de reabertura, que tem 11 etapas. Algumas Unidades da Federação lançaram programas econômicos de retomada. No Rio de Janeiro, foi criado o site Turismo Consciente para estimular o setor. Em Goiás, a secretaria da Retomada foi instituída para coordenar as ações governamentais. O Centro Cultural Niemeyer foi reaberto. No Paraná, o Parque Vila Velha, em Ponta Grossa, também voltou a receber visitantes no início do mês. Rondônia No dia 31 de agosto foi publicado o Decreto nº 25.348, que estendeu a suspensão das aulas das redes privada e pública até o dia 3 de novembro em todos os municípios. A norma considera a possibilidade de mudança do calendário caso sejam publicados estudos “apontando a viabilidade da retomada em prazo anterior”. O decreto também admitiu que o estágio, de estudantes de medicina dos 5º e 6º semestres e de outros cursos da área de saúde cursando o último ano, em unidades de saúde. Ainda conforme a norma, os shoppings ficam proibidos de liberar praças de alimentação em locais classificados na Fase 1. A nova regra estabelece que o transporte privado, como táxi e de aplicativos, poderá funcionar com limite de um motorista e três passageiros. O texto também fixa limite de lotação de eventos em 40% da capacidade, com obrigação de manutenção da distância mínima de 2 metros entre as mesas. No dia 1º de setembro, foi publicada portaria com nova classificação dos municípios nas diferentes fases do plano de reabertura. Sete cidades foram enquadradas na Fase 1, enquanto 45 foram colocadas na Fase 3, incluindo a capital Porto Velho. As fases foram disciplinadas no Decreto nº 25.138, de 15 de junho, alterado pelo Decreto nº 25.220 de 10 de julho. Essa divisão levou em consideração aspectos como o nível de ocupação de leitos e a taxa de crescimento da contaminação pelo vírus em cada região. Se a ocupação de leitos ficar acima de 80%, a cidade se enquadra na fase 1, de distanciamento social ampliado. Há sete cidades nessa categoria. Na Fase 2 ficam liberadas as atividades como cultos religiosos e shoppings (sem a liberação de praças de alimentação), concessionárias, academias, salões de belezas e lojas de roupas, informática, eletrodomésticos e sapatos, entre outros. Há cinco municípios nesta situação. Na Fase 3 fica permitido o funcionamento de todo o comércio, à exceção de casas de shows, boates, bares e restaurantes e eventos com mais de 10 pessoas, mas seguem proibidos cursos para pessoas com menos de 18 anos, atividades de formação em instituições públicas e cursos com mais de 10 pessoas. Esses eventos serão autorizados apenas a cidades na Fase 4, de prevenção contínua. Na fase 3 está a maioria das cidades, 40, incluindo a capital Porto Velho. No dia 13 de agosto, o governo já havia publicado o Decreto Nº 25.291 com novos critérios para as medidas de distanciamento no estado. Foram incluídas nas segunda e terceira etapas do plano de abertura, respectivamente, práticas esportivas individuais e em academias (reservado o limite de uma pessoa por equipamento) e atividades esportivas coletivas profissionais ou amadoras (incluindo jogos entre equipes). Por Por Jonas Valente, Ludmilla Souza e Akemi Nitahara

  • Quase 136 Kg de maconha são apreendidos em Vilhena

    Droga ilícita poderia render até R$ 135,78 mil aos infratores. Revista Imagem - Publicado em 08/09/2020 09:30 A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Vilhena/RO, em operação conjunta com a Polícia Federal (PF), durante fiscalização na BR 364 interceptou um carregamento de maconha, transportada por um homem vindo do sul do país. A ocorrência foi registrada na última sexta-feira (4). No total, 135,78 Kg da droga ilícita, cujo destino final era Rondônia, eram transportados em caminhão, foram encontrados e encaminhados à Polícia Federal para destruição. Fonte: PRF

  • Senac Rondônia decide não retornar aulas presenciais neste ano

    Entidade seguirá com as atividades presenciais suspensas até dezembro de 2020, em todas as unidades de ensino do estado. Revista Imagem - Publicado em 08/09/2020 09:09 Preocupado com a saúde e o bem-estar de alunos, docentes e demais colaboradores em seu entorno, o Senac/RO (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), seguirá com as atividades presenciais suspensas até dezembro de 2020, em todas as unidades de ensino do estado. Segundo nota divulgada pela instituição, a decisão se pauta nas medidas restritivas de isolamento social para conter o avanço da pandemia da Covid-19, bem como na responsabilidade do Senac para com toda a sociedade. O Senac Rondônia segue dando continuidade aos atendimentos e às atividades educacionais de forma segura e remota com a mesma qualidade do ensino presencial, utilizando para isso, todos os recursos educacionais digitais disponíveis para melhor atendê-los. “O retorno às aulas é uma ação delicada. O mais prudente nesse momento é respeitarmos as medidas de distanciamento social, preservando com isso, a saúde de estudantes, professores, funcionários e seus respectivos familiares”, completou o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac e vice-presidente da CNC, Raniery Araujo Coelho. Por Alinne Paula Amoras

  • Sicoob anuncia integração com a plataforma Pix do Banco Central

    Método de pagamentos instantâneos do Bacen contribuirá para inclusão financeira, de acordo com a instituição. Revista Imagem - Publicado em 08/09/2020 09:00 O Pix, novo método de pagamento, transferência e recebimento criado pelo Banco Central, estará disponível no Sicoob - Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil a partir de 16 de novembro, quando os mais de 4,8 milhões de cooperados poderão utilizar a nova funcionalidade. De acordo com Marcos Vinicius Viana Borges, diretor executivo de Operações do Centro Cooperativo Sicoob, o projeto está em consonância com alguns dos principais pilares das cooperativas, como a inclusão e a justiça financeiras. "O Pix vai romper barreiras e possibilitar a inclusão de um maior número de pessoas no sistema financeiro, integrando o pagador e o recebedor, sem intermediários, com custos menores para todos", afirma. O Pix deverá impactar, principalmente, a forma como as pessoas e empresas realizam suas transações de pagamento e recebimento. Rápidas e seguras, as transações entre diferentes instituições, financeiras e de pagamento (fintechs), ocorrerão em até 10 segundos, com disponibilidade em 24 horas por dia, todos os dias do ano, incluindo finais de semana e feriados. No Sicoob, o cooperado terá diversas opções para pagar com Pix. A primeira delas será apenas apontar a câmera do celular para o QR Code gerado pelo recebedor (ou link), completar com o valor, se for solicitado, e efetivar a transação. A segunda, com a inserção manual dos dados do recebedor no App Sicoob, semelhante com o que ocorre com a TED. Já a terceira será pela "Chave Pix" do recebedor, registrada numa base de endereçamento no Banco Central - neste caso, ela é utilizada quando o recebedor não quiser informar os dados da conta. A Chave Pix pode ser um celular, um e-mail, CPF/CNPJ ou um EVP (Endereço Virtual de Pagamento, gerado aleatoriamente), conforme a escolha do recebedor. O cooperado do Sicoob, na condição de recebedor, já pode indicar a sua intenção de cadastrar uma Chave Pix por meio de um hotsite disponibilizado nos principais canais digitais, como o App Sicoob e o internet banking. Com o Pix, os recursos serão disponibilizados imediatamente na conta do recebedor e a automatização e conciliação dos pagamentos serão facilitadas. Além disso, há maior rapidez de checkout, já que não é necessário passar um cartão ou conferir troco, por exemplo, na hora da compra. "É um ótima novidade e oportunidade de redução de custos para o varejo brasileiro", avalia Marcos. As operações de teste do Pix serão iniciadas em 3 de novembro. A partir de 16 de novembro, a plataforma entrará em operação plena. "O Sicoob está preparado e em dia com as etapas de homologação do Banco Central, sempre manifestando o seu apoio a esta iniciativa do regulador, benéfica para o cooperado e para toda a sociedade brasileira", conclui o executivo. Por Raphael Pozzi

  • Pandemia pesa sobre desempenho de mercados acionários emergentes

    Dos 10 países que apresentam maior número de casos de coronavírus, oito são economias emergentes, como Índia e Brasil. Revista Imagem - Publicado em 08/09/2020 08:36 O avanço dos casos de coronavírus em mercados emergentes em relação aos países desenvolvidos começa a pesar sobre as bolsas de nações em desenvolvimento. Depois de mostrar estabilidade durante grande parte do terceiro trimestre contra pares desenvolvidos, a média de casos diários em nove mercados emergentes - incluindo Índia, Brasil e Rússia - aumentou novamente em relação ao fim de julho, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Desde o final daquele mês, o índice MSCI Emerging Markets ficou abaixo do índice MSCI World de ações de mercados desenvolvidos em quase 3 pontos percentuais. “As infecções ainda não atingiram o pico em mercados emergentes, ao passo que, em países desenvolvidos, o foco está mudando para medidas econômicas pós-pandemia”, disse Kota Hirayama, economista sênior de mercados emergentes da SMBC Nikko Securities, em Tóquio. “As economias emergentes são mais suscetíveis às pressões de baixa da pandemia, por isso investidores estrangeiros hesitam em investir.” Entre os 10 países que apresentam o maior número de casos confirmados de coronavírus, oito deles são economias emergentes, como Índia e Brasil. Em comparação com economias avançadas, a atividade econômica de mercados emergentes caiu mais rápido e de forma mais profunda com o choque da Covid-19, de acordo com a Bloomberg Economics. Fonte: Bloomberg

  • Brasil está entre países que fecharam escolas por mais tempo, diz OCDE

    Em média, os países da OCDE haviam mantido suas escolas fechadas por 14 semanas até o fim de junho; no Brasil, foram 16 semanas ate essa data. Revista Imagem - Publicado em 08/09/2020 08:27 A pandemia do novo coronavírus tem sido como um "abalo sísmico" na educação global, aponta relatório divulgado nesta quinta-feira (8) pela OCDE, que coloca o Brasil no grupo dos países já com mais tempo de escolas fechadas desde o início da pandemia. Até o fim de junho, de 46 países avaliados no relatório, 52% deles haviam fechado suas escolas por 12 a 16 semanas e 28% as mantiveram fechadas por 16 a 19 semanas. O Brasil, onde a maioria das escolas permanecem fechadas, está bem no limiar — com 16 semanas contabilizadas até 30 de junho. Em média, porém, os países da OCDE haviam mantido suas escolas fechadas por 14 semanas até o fim de junho. Outros 17% dos países iniciaram a reabertura de suas escolas após no máximo 12 semanas fechadas. A OCDE destaca, porém, que os dados devem ser vistos com cautela, uma vez que muitas vezes a situação varia dentro de cada país (já que autoridades municipais têm autonomia sobre seus sistemas educativos locais) e porque algumas redes incluíram férias e feriados durante os períodos de fechamento. Além disso, muitos países no hemisfério Norte reiniciaram seu ano letivo agora em setembro, ficando de fora dos números acima. No relatório anual Education At Glance, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o chamado "clube dos países ricos" avalia aspectos da educação de seus 38 países-membros e de países parceiros, que é o caso do Brasil. A edição de 2020 focou no impacto da covid-19 sobre a educação mundial, mas também em diferentes segmentos de políticas educacionais, como ensino técnico e preparação de jovens para o mercado de trabalho. Tamanho das turmas e desafios da reabertura O tamanho das turmas é, segundo a OCDE, "um parâmetro crítico" para a reabertura das escolas, já que "países com turmas menores podem ter mais facilidade em cumprir com as novas exigências de distanciamento social". Nesse ponto, o Brasil tem uma situação mais desafiadora que a maioria da OCDE: aqui, o tamanho médio das turmas dos anos iniciais do ensino fundamental é de 24 alunos nas escolas públicas, contra 21 na média de países da organização. Esse número sobe para 28 alunos por turma nos anos finais do ensino fundamental (contra média de 23 na OCDE). No entanto, destaca o relatório, "a necessidade de reduzir o tamanho das turmas pode depender de outros fatores, como espaço físico, disponibilidade de salas e de funcionários e decisões pessoais de estudantes e educadores sobre o retorno às aulas". Como e quando reabrir escolas, lembra o relatório, "é uma das decisões mais difíceis e sensíveis das agendas políticas" da atualidade, destacando que diferentes países foram forçados a tomar diferentes medidas com base nos estágios da pandemia e nas possibilidades de novas ondas de contágio. "Na maioria dos países onde as escolas reabriram, a presença não é obrigatória para todos os estudantes, para levar em consideração os que estão doentes ou têm parentes no grupo de risco, ou porque as escolas não conseguiriam receber todos os estudantes por causa das novas medidas sanitárias que exigem distanciamento social", prossegue o relatório. A maioria também reabriu gradualmente — em muitos países europeus, priorizando a volta da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, antes dos alunos mais velhos. Já a Coreia do Sul, por exemplo, deu preferência aos estudantes dos anos finais do ensino médio, prestes a prestar exames finais e se preparar para a universidade. 'Esnobado', ensino técnico é reforço para preparar jovens na crise Em um contexto de crise econômica aguda, os jovens tendem a ser os mais afetados pelo desemprego. O ensino técnico, defende a OCDE, pode ser um escudo protetor, ajudando o aluno a entrar no mercado de trabalho em empregos mais qualificados e mais bem remunerados. Mas é uma modalidade que não recebe a atenção necessária. "O ensino técnico oferece habilidades técnicas e profissionais para a força de trabalho. Comumente negligenciado em favor de rotas acadêmicas mais prestigiosas, esse tipo de ensino muitas vezes é deixado de lado em debates de políticas educacionais", diz o relatório. Em média, diz o relatório, 11% dos estudantes de ensino médio do Brasil optam por programas técnicos ou vocacionais, número bem inferior à média da OCDE (42%). A educação profissionalizante faz parte do Plano Nacional de Educação, conjunto de metas previsto em lei para serem atingidas (embora muitas já tenham sido descumpridas) pelo Brasil até 2024. No caso, a meta é ter 5,2 milhões de matrículas de ensino profissional no ensino médio. Em 2017, porém, o Brasil tinha apenas 1,8 milhão dessas vagas. "Durante a quarentena, a dependência de serviços vitais de manufatura e saúde, muitos dos quais fincados na educação vocacional, joga luz, mais do que nunca, que precisamos olhar para ela com novos olhos e implementar medidas para aumentar sua atratividade para aprendizes em potencial", diz, no relatório da OCDE, o secretário-geral da entidade, o mexicano Angel Gurría. Um ponto positivo aferido pelo relatório da OCDE é que aumentou, entre 2009 e 2019, a quantidade de jovens brasileiros com diploma de ensino superior. No entanto, no ano passado, enquanto 21% dos brasileiros de 25 a 34 anos tinha curso universitário completo, esse índice é de 45% na média dos países da OCDE. Em artigo no relatório, Angel Gurría lembra que a pandemia de covid-19 já aumentou as dificuldades dos alunos mais vulneráveis e, por conta da crise econômica, deve comprimir os gastos públicos com educação. Enquanto as perspectivas futuras são incertas, diz Gurría, "a pandemia expôs nossa vulnerabilidade a crises e revelou o quão precárias e interdependentes são as economias que criamos. (...) Nossa capacidade de reagir efetiva e eficientemente no futuro dependerá da preparação dos governos. Por meio de seu papel em desenvolver as competências e habilidades necessárias para as sociedades do amanhã, os sistemas educacionais precisarão estar no âmago desse planejamento." Fonte: MSN

  • Sicoob Credisul e Sipag se unem em campanha de doação de sangue

    Doações de sangue caíram quase 50% nos últimos meses em razão da pandemia. Revista Imagem - Publicado em 08/09/2020 08:12 As doações de sangue caíram, média, quase 50% nos últimos meses em razão do isolamento social durante a pandemia, o que fez com que os estoques nos hemocentros de Rondônia, Mato Grosso e Acre reduzissem drasticamente. Diante disso, a Sicoob Credisul e a Sipag (a máquina de cartão do Sistema Sicoob) se juntaram em uma campanha de incentivo à doação de sangue nas capitais destes Estados, além de Vilhena e Várzea Grande (MT), locais que estão dentro da área de abrangência da cooperativa e que possuem hemocentro. Durante a ação, que começou nesta sexta-feira (4), e terá duração de dois meses, colaboradores da Sicoob Credisul destas localidades usarão, às sextas-feiras, camisetas com os temas “Cooperar Corre em nossas veias” e “Atitude que Merece todo o Crédito” a fim de chamar a atenção para a importância de doar sangue, e distribuirão panfletos explicativos sobre quem pode doar e os telefones úteis de cada hemocentro. Além disso, a cooperativa está utilizando espaço na mídia para convidar os seus cooperados a fazerem parte deste grande movimento de cooperação. Para se ter uma ideia da necessidade atual destes hemocentros, a Fhemeron, com sede em Porto Velho, registra hoje um estoque de 24 bolsas de sangue A+, quando o estoque mínimo deveria ser de pelo menos 100 bolsas. No Hemoac, em Rio Branco (AC), o estoque mínimo para o mesmo tipo de sangue A+ é de 50 unidades e conta hoje com apenas 17; e no MT-Hemocentro, em Cuiabá (MT), para o sangue tipo O+ o estoque mínimo deveria ser de 160 bolsas e no momento conta com somente 68. “Registramos uma queda de 47% nos últimos meses”, afirma a diretora geral do MT-Hemocentro, Gian Carla Zanela. A queda se deu, principalmente, pelo isolamento imposto pela pandemia do coronavírus. Com uma doação, se pode ajudar até quatro pessoas. Para doar, é preciso entrar em contato com o hemocentro do seu Estado e agendar o horário. No dia da doação, é obrigatório apresentar documento de identificação com foto emitido por órgão oficial. Mais informações: Vilhena/RO: (69) 3321-5147 Rondônia – Fhemeron: (69) 3216-2234 Mato Grosso – Hemocentro: (65) 3321-0351 Acre – HemoAcre: (68) 3228-1494 Veja os requisitos para doar: Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa e esperar pelo menos 3 horas após o almoço); Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas; Homens podem doar até 4 vezes ao ano, com intervalo mínimo de 60 dias; Mulheres podem doar até 3 vezes ao ano, com intervalo mínimo de 90 dias; Estar em boas condições de saúde; Ter entre 18 de 69 anos (16 e 17 anos poderão doar acompanhados dos pais ou responsáveis legais); Pesar mais de 50kg; Impedimentos temporários: Estar gripado ou com febre; Estar grávida ou amamentando; Ter ingerido bebida alcoólica há menos de 12 horas antes da doação; Ter feito tatuagem ou piercing há menos de 1 anos; Ter realizado tratamento de acupuntura há menos de 1 ano; Ter recebido transfusão de sangue e seus derivados há menos de 1 anos; Ter feito endoscopia digestiva nos últimos 6 meses; Ter tido malária há menos de 1 ano; Pessoas que tiveram Covid-19 podem doar sangue 30 dias após confirmada a recuperação; Impedimentos definitivos: Ter tido doença de Chagas; Ter tido hepatite após os 11 anos de idade; Ter sido exposto à situação ou comportamento que leve a risco acrescido de infecções sexualmente transmissíveis. Por Aline Mattos

  • Vilhena registra um novo óbito e totaliza 54 mortes por covid-19

    São 45 óbitos de moradores da própria cidade e 9 de outros municípios. Revista Imagem - Publicado em 08/09/2020 07:58 Nesta segunda-feira (7), Vilhena registrou mais uma vítima fatal por covid-19, além de 1 novos casos da doença. O paciente que veio a óbito tinha 69 anos e morava no bairro BNH. Com a morte registrada ontem, Vilhena soma 54 óbitos por covid-19, sendo 45 de moradores da própria cidade e 9 de moradores de outros municípios. Já os 4 casos elevaram para 3.098 o número de infecções por coronavírus na cidade. Atualmente existem 374 casos ativos em Vilhena, e outros 2.679 recuperados. Até a tarde de ontem, 20 pacientes permaneciam internados em isolamento na Central de Atendimento à Covid-19, sendo 6 na UTI. A taxa de ocupação da UTI é de 60%. Vilhena é o terceiro município de Rondônia com mais casos registrados de coronavírus e o quinto em número de mortes. O estado soma 58,2 mil casos confirmados e 1.187 óbitos. Por José Antonio Sant'Ana

  • Queda: Brasil tem média móvel diária de 784 mortes por covid-19

    O país atingiu o menor patamar dos últimos 112 dias. Revista Imagem - Publicado em 08/09/2020 07:28 A média móvel de mortes covid-19, que registra as oscilações dos últimos sete dias e elimina distorções entre um número alto de meio de semana e baixo de fim de semana, atingiu o menor patamar dos últimos 112 dias. O registro nesta segunda, 7, foi de 784 óbitos em média a cada 24 horas pelo novo coronavírus. Pela primeira vez desde 19 de maio o número foi inferior a 800 mortes de média. Desde 18 de maio, quando marcou média móvel de 749 óbitos, o índice não era tão baixo. Segundo o consórcio de veículos de imprensa, formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL, foram registrados nas últimas 24 horas 9.992 novos casos e 315 óbitos segundo levantamento realizado nesta segunda, 7, em conjunto com as secretarias estaduais de Saúde. No total são 127.001 mortes registradas e 4.147.598 pessoas contaminadas no Brasil. Segundo o balanço mais recente do Ministério da Saúde, desta segunda às 18h30, são 3.355.564 ?pessoas recuperadas do coronavírus em todo o País e outros 665.270 casos ainda em acompanhamento. O Estado de São Paulo registrou 1.608 novos casos e 24 mortes, chegando a um total de 857.330 contaminados e 31.377 óbitos. Já o Estado do Rio de Janeiro registrou 25 mortes por covid-19 e 2.218 novos casos da doença no período de 24 horas, segundo boletim divulgado na tarde desta segunda-feira pela secretaria estadual de Saúde. Até agora, 16.593 pessoas morreram em função do coronavírus no Estado do Rio, que registra 233.052 casos. Governo Federal Nesta segunda, 7, o Ministério da Saúde informou que o Brasil contabilizou 10.273 novos casos e 310 óbitos nas últimas 24 horas. No total são 4.147.794 casos confirmados e 126.960 mortes por covid-19. Os números são diferentes dos compilados pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados. Fonte: Estadão

  • Independência: conheça histórias de antes e depois do grito

    Historiadores reveem reviravoltas que rodeiam o 7 de Setembro Revista Imagem - Publicado em 07/09/2020 10:31 O Brasil no século 19 poderia ser roteiro de uma série de época com ingredientes típicos de ficção. Cenas de aventura nos mares e na terra, ameaças de invasão e violência, medo, fuga, tiros, pedras, disputas pelo poder, relações de família, personagens controversos, cenas à beira do rio, homens em cavalaria, enlaces entre povos, novos ajustes e um grito de vida ou morte para chamar outras temporadas. O enredo só parece de ficção. Pesquisadores da história do Brasil e de Portugal constroem diferentes olhares ao contexto da Independência do Brasil, que instiga o público há praticamente dois séculos. Desde o ensino fundamental, aprende-se que essa "série" não está relacionada unicamente à celebração do 7 de Setembro, motivo de feriado nacional. Para entender esse marco histórico, garantem os especialistas, é preciso rever causas, eventos antecedentes e efeitos. Enfim, “maratonar” os eventos que precedem e sucedem a alegoria do grito do Ipiranga, registrada pelo pintor Pedro Américo décadas depois de 1820. São tantas reviravoltas que renderiam episódios agitadíssimos e à moda antiga: sem telefonemas ou mensagens instantâneas para organizar os atos entre pessoas que estão distantes. As ordens e os documentos do Brasil Colônia atravessam os caminhos entre metrópole e colônia por cartas depois de meses de navio pelo Oceano Atlântico e ao sabor do vento já que o barco vapor ainda era um experimento incapaz de enfrentar os mares. O tempo é um tempero a mais nesta história: a distância entre os países criava ruídos e diminuía o peso de decisões, decretos feitos entre as cortes no Brasil e Portugal. Todos falavam português, mas a demora com que as informações atravessavam os mares, em geral, de dois a três meses, retirava as informações de contexto. No vídeo a seguir, historiadores comentam as peculiaridades nas comunicações da época: O pertencimento à Independência Para os especialistas entrevistados, os episódios desta série da vida real estão todos associados uns aos outros, enlaçados em seus significados. Inclusive, aos sentimentos de brasilidade do público. “Quando pensamos ter a necessidade de tratar do que aconteceu com o Brasil há 200 anos, é porque encontramos algum laço entre o presente e o passado. Esse vínculo se estabelece como forma de comemorar e de lembrar. A razão para contar essa história é para criar vínculos de pertencimento”, afirma o historiador Deusdedith Rocha Junior. Os referenciais desse “pertencimento”, conforme explica Deusdedith, devem levar em conta que o que vai ser lembrado nesse roteiro é fruto de uma “disputa”. O conflito permanente está na raiz de todo o processo. A disputa entre os poderosos da época tem diferentes marcos, como a fuga da família real portuguesa nos dias finais de novembro de 1807 para a colônia Brasil, aonde chegaria somente em 22 de janeiro de 1808. Dom João VI, o príncipe regente português, não viu outra saída, depois que o país foi ameaçado de invasão pelas tropas do imperador francês Napoleão Bonaparte, já que Portugal não havia aderido ao bloqueio continental contra a Inglaterra. Dom João resolveu apostar em uma aventura e embarcou a família inteira, incluindo a mãe, Maria, a esposa, Carlota Joaquina, os filhos, Pedro e Miguel, e outros integrantes da corte em navios e rumaram para o país desconhecido. Ao saber que os poderosos fugiam, a população teria atacado os navios reais inclusive com pedras. Para os pesquisadores, os caminhos da independência brasileira começam a tomar forma nesse episódio inusitado. Veja mais matérias da série Para escritores, Revolução do Porto estimulou independência no Brasil Os papéis de Dom Pedro I e Leopoldina na Independência do Brasil Por Luiz Cláudio Ferreira e Leyberson Pedrosa - Brasília

  • Os papéis de Dom Pedro I e Leopoldina na Independência do Brasil

    Leopoldina articula independência junto a ministros. Revista Imagem - Publicado em 07/09/2020 11:00 A Independência do Brasil está marcada pela complexidade dos atores políticos como Dom Pedro I e Maria Leopoldina. “O que mais me atrai nessas histórias são esses personagens envolvidos nesse processo da Independência. Poderia ter acontecido tudo ali”, confessa Paulo Rezzutti, escritor de biografias do período colonial. Pedro chegou criança (7 anos de idade) à nova terra. “Depois de 12 anos no país, ele já era mais brasileiro do que português”, diz Rezzutti. A esposa, Maria Leopoldina (da Áustria), chegou ao Brasil em 1817 e foi só então que conheceu o marido (em um casamento acordado por procuração). Ela, aliás, revelou-se uma articuladora hábil e se liga a movimentos autonomistas, que desejavam que a situação permanecesse como estava. Uma personagem determinante para a mudança da rota da história. “A situação se acirra. Se por um lado, Pedro está preocupado com os acontecimentos em Portugal, Leopoldina estava ligada à manutenção do trono no Brasil. Pedro considerava ficar desde que pudesse nomear os próprios ministros. Isso acontece no dia 9 de janeiro de 1822, o Dia do Fico”, conta o biógrafo, que já escreveu livros sobre Dom Pedro I, Leopoldina, Marquesa de Santos, Dom Pedro II, entre outros.  A decisão de Dom Pedro I ficar no Brasil cai como uma bomba em Portugal. “As Cortes revogam tudo o que Dom Pedro faz. Mas o navio com essa comunicação só chega em 28 agosto de 1822”, explica Rezzutti. Depois de tanto tempo, as ordens de Lisboa determinavam ainda que Pedro e família deviam voltar para a metrópole imediatamente, e os auxiliares, como José Bonifácio e Clemente Pereira, que participaram do aconselhamento deviam ser demitidos, presos e levados para Lisboa. A reação no Brasil desencadeia uma sucessão de acontecimentos com as características da velocidade da época. “Até reunir o conselho de ministros, foi 2 de setembro. Os auxiliares levam a Dom Pedro I a ideia de declarar a independência. José Bonifácio manda oficial de chancelaria encontrar Dom Pedro urgentemente. Isso acontece em 7 de Setembro, no Ipiranga, em São Paulo. Até Portugal saber o que estava acontecendo, também demora”, destaca Rezzutti.  Leopoldina, a articuladora Um detalhe ressaltado pelo biógrafo de Maria Leopoldina é que ela tem participação determinante no conselho de ministros em relação à declaração formal da Independência. “Ela era articuladora hábil. Tinha conhecimento de política e funcionou como uma mediadora importante nos bastidores do palácio para encontrar uma solução adequada.” Após a independência, a situação continuou efervescente. A professora de história da Universidade de Brasília (UnB) Teresa Marques destaca que a decisão pela independência também não era consensual. “De fato, existem protestos no Nordeste do país que se levantam contra a Corte. Em Pernambuco, em 1817 e em 1824, há manifestações contra a Constituição imposta”. Ela explica que a forma de lidar com as províncias era conturbada. “As pessoas comuns não entendiam direito o que estava acontecendo. Nem sempre Dom Pedro se aconselhava com mentes mais moderadas. Quem dera ele ouvisse mais a esposa”. As províncias reagiram a ter que obedecer ao Rio de Janeiro e não mais a Portugal. Pelo caminho da diplomacia, a independência só foi reconhecida pela Europa em 1825 mediante o pagamento de duas milhões de libras esterlinas para Portugal. Independência x Brasilidade O conceito de brasilidade acontece em não menos do que duas décadas depois, segundo os pesquisadores entrevistados. Teresa Marques destaca o papel da imprensa que, a par das dificuldades de dar conta de explicar o tempo presente, traz discussões relevantes para os jornais. Para o historiador Deusdedith Rocha Junior, o 7 de Setembro, em boa parte pelo império português, não era tratado de forma importante. “Quando destacamos a independência como fruto da ação determinada de uma pessoa que é, no caso o imperador, abafam-se os interesses dos poderosos e também a ideia de que essas elites e Dom Pedro tomaram todo cuidado para que a população não participasse disso.” Ele cita que as manifestações na Bahia e no Pará foram tratadas com violência policial, incluindo centenas de mortes. “Não é uma história pacífica. Isso tudo cai no esquecimento para confirmar uma ideia de mansidão do brasileiro.” Os pesquisadores avaliam que não é possível entender aquele período apenas por uma ideia de “grito”, como se fosse o último episódio. A história barulhenta, cheia de nuances, inclusive de silêncios, ainda vai ecoar pelos séculos. Por Luiz Cláudio Ferreira e Leyberson Pedrosa - Brasília

  • Para escritores, Revolução do Porto estimulou Independência no Brasil

    Revolta liberal completou 200 anos em agosto. Revista Imagem - Publicado em 07/09/2020 10:55 A Independência do Brasil parece enredo de ficção com várias reviravoltas antes e depois de 7de setembro de 1822. Para entender essa história, é preciso rever causas, efeitos e eventos antecedentes e efeitos. Entre esses eventos, escritores sobre a relação entre colônia e império destacam a Revolução do Porto, que completou 200 anos em 24 de agosto. A revolta liberal provocou a queda do absolutismo em Portugal e gerou diferentes ecos nos principais personagens históricos da regência portuguesa no Brasil. Para o pesquisador Paulo Rezzutti, que escreveu biografias de personagens complexos como Dom Pedro e Maria Leopoldina, é necessário quebrar estereótipos sobre as figuras poderosas do Brasil e de Portugal na época. “É preciso compreender que eles estão envolvidos em um processo de ideias novas, quebra de paradigmas, como a queda do absolutismo em 1820. É um caldeirão fervilhante com esses personagens interessantes no meio”. Para Rezzutti a chegada dos lusos vai gerar impactos econômicos para o Brasil, que era antes uma espécie de “propriedade privada de Portugal" e virou a sede do império, enquanto a metrópole se afundava entre guerras. Os conflitos em Portugal somente diminuíram quando os ingleses conseguem expulsar os franceses do seu território. Assim, os recursos financeiros passam a abastecer mais o reino britânico e os portugueses começam a sentir os mesmos efeitos da colônia. Enquanto Dom João decretava abertura dos portos do Brasil às nações amigas (entende-se, particularmente, a Inglaterra), do outro lado do oceano a história é de sufoco, com menos dinheiro circulando com a burguesia, uma reviravolta que a elite portuguesa não imaginava. “O que é essa revolta do Porto? Esses comerciantes se revoltam porque Portugal está à míngua. Pouco dinheiro circulando. Caem impostos. Como o Brasil abriu os portos para Inglaterra, a elite comercial não atravessa mais as negociações com a colônia”, avalia o biógrafo. O impacto também chegou aos tribunais de Lisboa e demais instituições que antes lidavam, na metrópole, com as burocracias da colônia. Afinal, o aparato jurídico havia mudado de terra junto a sede. “Eles sentem na pele o que o Brasil passou por 300 anos”. A Revolução do Porto espalha-se por Portugal inteiro e acaba, na prática, com o regime absolutista. Ao serem criadas as cortes constitucionais, o rei perde o poder. A elite portuguesa no Brasil, que passava a experimentar uma liberdade diferente nos últimos 12 anos da chegada da família real, sente a mudança dos ventos. 200 anos de Revolução do Porto Para o professor José Manuel Lopes Cordeiro, da Universidade do Minho, e pesquisador do período, a Revolta do Porto pode ser caracterizada como um “pronunciamento militar”, e não como uma revolução popular. “Os militares saem do quartel e são lidas as proclamações para o novo regime. Raízes do sistema constitucional que vivemos em Portugal datam desse período”, disse.  O assunto foi minuciosamente investigado pelo escritor portuense em obra lançada no mês passado em mais de 500 páginas. O livro 1820: Revolução Liberal do Porto foi escrito durante 15 meses com buscas a documentos inéditos sobre o episódio. “Procuramos dar uma visão abrangente do que aconteceu naquele ano, porque o pós 24 de agosto (de 1820) foi desprezado ou nem sequer abordado pela historiografia". Uma das descobertas trazidas à luz da história por José Manuel foi o Livro de Vereações (Livro de atas), que contém a posse da Junta Provisional do Governo Supremo do Reino. “Ou seja, a fundação do regime liberal do país aconteceu na Câmara do Porto, em 24 de agosto de 1820. Sempre me surpreendeu porque é que esse livro de atas nunca foi mostrado e nem sequer é referido pelos historiadores”.   Por causa da passagem dos 200 anos do evento, o assunto tem atraído mais atenção da sociedade portuguesa. O pesquisador é o comissário responsável pela exposição sobre o tema no Museu Casa do Infante na cidade do Porto. A mostra começou em fevereiro, foi interrompida por três meses devido ao Covid-19, e está em cartaz até janeiro de 2021. Para o historiador, o furor absolutista está marcado para sempre no próprio livro de ata. Em reação contra os liberais naquele país, o livro de vereações foi rasurado com tinta corrosiva em uma tentativa de apagar os registros em uma reviravolta de lideranças absolutistas. Ao mesmo tempo em que ocorrem as transformações liberais em Portugal, José Manuel Cordeiro considera que a sociedade brasileira encontra-se em uma “efervescência” cultural, política e ideológica", além de já possuir uma infraestrutura de Estado. Os revoltosos na Europa reivindicam que Dom João retorne à metrópole. Em fevereiro de 1821, uma manifestação no Rio de Janeiro exige que o rei jure obediência à Constituição. Os acontecimentos de 26 de fevereiro de 1821 traduzem o momento. Não se sabia qual seria a reação de Dom João VI. Foi a contragosto, segundo os historiadores, que o rei volta para Portugal intimado pela elite do seu país. Inclusive, ele chegou a anunciar que mandaria o filho Pedro para “ouvir as queixas” e tranquilizar os revoltosos. Nada feito. Quem retornou a Portugal foi o próprio Dom João IV. Antes de zarpar, ele orientou o filho sobre a instabilidade entre coroa e colônia. Ao chegar em Portugal, João descobriu, da pior forma, que não é mais ele quem dava as cartas: precisava de autorizações para descer do navio e tomar decisões. Na opinião da professora  Teresa Marques, da Universidade de Brasília, a Revolta do Porto é um movimento que mostra o ressentimento e o mal-estar da elite portuguesa. “O reino havia se tornado secundário nos domínios portugueses. Tanto que os portugueses ficaram incomodados com a manutenção de Pedro no Brasil". Por Luiz Cláudio Ferreira e Leyberson Pedrosa - Brasília

  • Vilhena registra 1 nova morte por covid-19 e chega a 53 óbitos pela doença

    Município tem 3.065 casos confirmados da doença sendo que 342 casos estão ativos e 2.679 recuperados. Revista Imagem - Publicado em 05/09/2020 20:21 Uma nova morte por covid-19 foi registrada neste sábado (5) em Vilhena. Além disso, foram identificados três novos casos de infecção, sendo um por RT-PCR, um por teste rápido e um por análise epidemiológica. O óbito registrado hoje é de paciente do sexo masculino com 71 anos. Internado no dia 29 de agosto na UTI o paciente apresentou piora nos sintomas e teve de ser intubado na terça-feira (1°). Com o agravamento no quadro clínico, o paciente não resistiu e veio a óbito hoje. Dessa forma, Vilhena totaliza 53 mortes por covid-19 sendo 44 óbitos de vilhenenses e 9 de moradores outras cidades, além de 3.065 casos confirmados da doença. Também há atualmente no município 342 casos ativos e 2.679 já recuperados. Já 23 pacientes estão internados em isolamento na Central de Atendimento à Covid-19, sendo seis na UTI. O Estado registrou até hoje 57,8 mil casos confirmados e 1.180 óbitos. No Brasil o número de casos confirmados já ultrapassou 4,123 milhões, com 126,2 mil mortes. No mundo são 27 milhões de casos confirmados e 882 mil mortes. Da Redação

  • As consequências de curto, médio e longo prazo da queda recorde do PIB brasileiro

    Entre abril e junho, a economia encolheu 9,7%, percentual recorde; entenda o que significam os números divulgados pelo IBGE. Revista Imagem - Publicado em 05/09/2020 09:10 À queda de 2,5% do Produto Interno Bruto ( PIB ) registrada entre janeiro e março, somou-se uma retração de 9,7% no período de abril a junho, de acordo com os números divulgados na terça (01/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) . O tombo no segundo trimestre foi menor que o inicialmente previsto, no início da pandemia, em grande medida devido ao auxílio emergencial, que amorteceu a queda de demanda doméstica. Ainda assim, e mesmo diante de uma recuperação que já se desenha para o segundo semestre deste ano , esse solavanco tem consequências que se manifestam não apenas no curto prazo. Exploramos, a seguir, cinco delas. Os serviços e a demanda doméstica Pelo lado da oferta, na abertura por setores, aquele que mais sentiu o efeito da crise causada pela pandemia no segundo trimestre foram os serviços. Entre abril e junho, eles recuaram 9,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior e 11,2% sobre o mesmo período de 2019, a maior queda da série histórica do PIB , que começa em 1996. Como os serviços são um grupo bastante heterogêneo, respondendo por quase 70% do PIB, é preciso olhar o dado no detalhe para entender o que aconteceu. Entre os 7 subgrupos que compõem os serviços no PIB, o pior desempenho foi o de "outros serviços", com recuo de 19,8% sobre o trimestre imediatamente anterior. Desempenho dos serviços no segundo tri. Abertura por grupos. *Com ajuste sazonal. "Aí entram serviços prestados às famílias — restaurante, recreação, turismo, que dependem de interação social —, educação e saúde privada, serviços domésticos...", exemplifica Silvia Matos, coordenadora técnica do Boletim Macro, do Ibre-FGV. "Esse é um grupo que tem peso relevante tanto dentro do PIB quanto no emprego", acrescenta a economista. Mercado de trabalho e renda Sem um horizonte claro de quando a situação poderia se normalizar, parte dessas empresas tem demitido para tentar compensar a queda de receita e outras já fecharam as portas. Os efeitos de curto prazo aparecem nos indicadores de desemprego, que acabam tendo uma consequência menos visível sobre a renda: quanto mais tempo a economia levar para voltar a gerar vagas e absorver esse contingente de trabalhadores, menores tendem a ser os reajustes nos salários (já que teoricamente as empresas têm maior facilidade para contratar). O desemprego e a restrição de renda, por sua vez, jogam contra a retomada da demanda — um ciclo que, até que seja quebrado, diminui a velocidade de retomada da economia como um todo. "Para que recuperação seja mais rápida, tem que haver perspectiva de demanda mais sólida", pondera Débora Freire, professora da UFMG e pesquisadora do Centro de Desenvolvimento Regional (Cedeplar). O efeito auxílio emergencial O resultado dos serviços só não foi pior, acrescenta a economista, por causa do impacto positivo do auxílio emergencial , que ajudou a segurar o poder de compra especialmente entre as classes mais pobres. Cerca de 67 milhões de pessoas receberam até agora o auxílio de R$ 600. De abril a agosto, o governo desembolsou R$ 179 bilhões com o benefício. Os desdobramentos dessa injeção de recursos aparece mais nitidamente no subgrupo comércio, afirma José Ronaldo de Castro Souza Júnior, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). "O segmento de supermercados e farmácias ajudou a segurar o comércio ", diz ele. Um estudo recente do Ipea com dados da Pnad Contínua apontou que, em julho, 4,4 milhões de domicílios sobreviveram apenas com a renda do auxílio emergencial e que o montante desembolsado pelo governo mais do que compensou as perdas na massa salarial decorrentes da diminuição da renda do trabalho. O Brasil foi um dos países emergentes que mais gastou em proporção do PIB para atenuar o choque causado pela pandemia, ressalta Matos, do Ibre-FGV. Para ela, a política compensatória forte é a principal explicação para o fato de que a retração da economia no Brasil foi muito menor do que em outros países da América Latina. O PIB do México caiu o dobro, cerca de 17% no segundo trimestre; do Chile, 13%; do Peru, 27%. "A pergunta que não quer calar é o que vai acontecer quando começarem a retirar os estímulos", diz a economista. Ela compara o país a um paciente em tratamento: no momento, ele está estabilizado, mas o antibiótico — a capacidade de o governo continuar injetando recursos na economia — está acabando. Uma vez que esses estímulos sejam retirados, será possível ter uma ideia melhor do que está acontecendo no mercado de trabalho, ela acrescenta. Investimentos e a capacidade de crescimento do país Se, do lado da demanda, o auxílio emergencial ajudou a conter a queda do consumo das famílias, não houve amortecedor para a retração dos investimentos. A Formação Bruta de Capital Fixo (a denominação dos investimentos no PIB) despencou 15,4% sobre o trimestre imediatamente anterior e 15,2% sobre o mesmo período de 2019. Uma das razões para o desempenho é o ambiente de grande incerteza, não apenas política. "Essa foi uma crise muito diferente das outras, veio de repente, pegou o mundo inteiro em velocidade grande, afetou oferta e demanda", diz Souza Júnior, do Ipea. "Ainda estamos tentando entender como as coisas vão ficar. Nem temos solução para a pandemia ainda. É um mar de incerteza muito grande", acrescenta. Investimentos são compras de máquinas e equipamentos, construção civil. São recursos que, dependendo da forma como forem empregados, poder aumentar a capacidade de crescimento de um país no longo prazo — o PIB potencial, no jargão econômico. A situação atual é preocupante porque os investimentos já vinham de uma trajetória bastante desconfortável. Depois de caírem quase 30% entre 2014 e 2017, se recuperavam em uma velocidade muito aquém do esperado, até voltarem a cair por causa da pandemia. Desempenho do investimento. Acumulado em quatro trimestres. *Em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar do cenário de juros baixos, que favorecem o investimento, faltam ao Brasil outros ingredientes cruciais para as empresas retirarem projetos da gaveta, como a previsibilidade e uma demanda sólida por parte dos consumidores. "A gente já começou essa crise com muito desemprego e uma limitação para gerar renda do trabalho", pondera Silvia Matos. Redução da rentabilidade das empresas Além da incerteza, a própria situação financeira das empresas também joga contra os investimentos. "A principal questão da recuperação está nas empresas", diz a professora da UFMG Débora Freire. Além das restrições impostas pela crise, a economista destaca que parte do setor privado está tendo dificuldade para acessar os programas de crédito lançados pelo governo. "Eles não estão funcionando como deveriam", completa. Em outra frente, a conjuntura atual tem ajudado a espremer a rentabilidade das empresas, especialmente daquelas que, de alguma forma, são afetadas pelo dólar. A forte desvalorização do real nos últimos meses encareceu os insumos importados — mas, diante da demanda fraca, muitas empresas não estão repassando esse aumento de custos para os preços para tentar manter as vendas. Essa dinâmica é visível quando se observam os índices de inflação, diz Souza Júnior, do Ipea. Aqueles que medem a variação de preços para os produtores têm crescido bem mais do que os que captam a variação de preços para consumidores. Pode-se observar essa dinâmica no Índice de Preços ao Produtor Amplo e no Índice de Preços ao Consumidor, que compõem o IGP-M: Comportamento dos índices de preços ao produtor e ao consumidor no IGP-M. Taxa de variação em 12 meses. A dificuldade de acesso a crédito e as margens de lucro apertadas têm impacto direto na saúde financeira das empresas, o que pode se refletir em um aumento das falências. Como consequência, há aumento do desemprego ou, no caso das empresas que conseguem sobreviver, desaceleração de novas contratações. No caso dos investimentos, o Brasil também tem uma limitação pelo lado do setor público. A capacidade do governo de gastar é limitada diante do aumento expressivo do endividamento público nos últimos meses. Em julho, a dívida pública atingiu o equivalente a 86,5% do PIB , o maior nível da série histórica do Banco Central, que começa em 2006. A estimativa da equipe econômica é que, até o fim do ano, ela atinja 100% do PIB. Um caminho seria explorar investimento externo, especialmente em um momento atual, em que os juros estão baixos em boa parte dos países e o mundo está banhado em liquidez. Nesse sentido, entretanto, o Brasil tem perdido oportunidades, diz Matos, do Ibre-FGV. O excesso de alinhamento com os Estados Unidos, por exemplo, concentra energias que poderiam estar direcionadas também a outros mercados, como a China. A questão ambiental, acrescenta a economista, também é uma restrição. O Brasil teria um "espaço enorme" em um mundo que discute green bond (títulos para captação de recursos para financiar projetos na área de sustentabilidade) ou o mercado de créditos de carbono, mas dá preferência a uma agenda "com os óculos de 50 anos atrás", que desconsidera o meio ambiente. "O Brasil é um país que em geral perde oportunidades, e está perdendo a oportunidade de atrair investimentos neste momento." Fonte: IG

  • Ordem e Progresso: as ideias do filósofo francês que ajudaram a formar o Brasil

    O pensamento de Auguste Comte, pai da sociologia e criador da filosofia reverbera em nossa sociedade até hoje. Revista Imagem - Publicado em 05/09/2020 09:00 Quem caminha pela Rue Monsieur Le Prince, no distrito de Odéon, em Paris, dificilmente percebe a placa em cobre que indica, ao lado da porta de número 10, que foi naquele prédio que viveu um dos filósofos mais importantes do Ocidente no século 19 — e cujo pensamento teve impacto determinante na formação social, política e até religiosa do Brasil República: o francês Auguste Comte (1798-1857). É ali, em um apartamento onde ele passou boa parte da vida, no décimo andar, que hoje funciona a Maison d'Auguste Comte, um pequeno museu e centro de pesquisa e documentação fundado em 1960 pelo brasileiro Paulo Carneiro, que tinha servido como embaixador na Unesco, na capital francesa, até dois anos antes. É onde está também a Capela da Humanidade, sede da religião positiva, criada por Comte nas suas últimas décadas de vida. Carneiro, que ocupou a cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras entre 1971 e 1982 (ano da sua morte), chamava o local, como os seguidores das ideias de Comte, de "apartamento sagrado", e Ivan Lins, o acadêmico que o recebeu na Academia, disse em seu discurso de recepção que Carneiro era um "filho espiritual do filósofo", muito por ter financiado o museu nos anos seguintes à abertura e por ter evitado, ainda na década de 1930, que o prédio fosse demolido para dar lugar a um parque. A relação do Brasil com a casa de Comte em Paris, no entanto, vai muito além do esforço em mantê-la tal como o filósofo deixou antes de morrer, na metade do século 19. E também não se restringe à frase "Ordem e Progresso" na bandeira nacional. A lei dos três estados de Comte As dificuldades financeiras para manter o "apartamento sagrado" não foram exclusividade dos seguidores de Auguste Comte. Sem jamais conseguir lecionar em uma universidade, o próprio filósofo tirava seu sustento de contribuições esparsas que recebia de adeptos de suas ideias ou de pequenas rendas oriundas de conferências públicas. Foram elas, no entanto, que permitiram-lhe escrever sua obra mais importante: o Curso de Filosofia Positiva, cuja primeira publicação é de 1830. Foi nela que ele começou a elaborar o arcabouço da sua filosofia "positivista" e a constituir a sociologia — que sequer existia — como disciplina científica. Para Comte, o conhecimento humano sobre o mundo passa sempre por três estados que se sucedem em uma ordem linear: no primeiro, "teológico", todas as coisas são explicadas pela ação de entidades sobrenaturais — como era na Idade Média na Europa, por exemplo. Sua fase seguinte é a "metafísica", em que as entidades divinas são substituídas, na explicação, por abstrações filosófica, que Miguel Lemos (1854-1917), filósofo positivista brasileiro, apontou serem noções como "povo" e "soberania". O terceiro estado é o "positivo" (daí o nome de batismo da sua filosofia). Nele, "o espírito humano, reconhecendo a impossibilidade de obter noções absolutas, renuncia a procurar a origem e o destino do universo, a conhecer as causas íntimas dos fenômenos, para preocupar-se unicamente em descobrir, graças ao uso bem combinado do raciocínio e da observação, suas leis efetivas, a saber, as relações invariáveis de sucessão e de similitude", escreveu Comte. Em outras palavras, no estado positivo, a ciência deveria renunciar a tudo o que não é passível de observação real, como a origem primeira dos fenômenos, e se debruçar apenas sobre os fatos e as relações concreta entre eles. A mesma lei dos três estados vale para analisar o processo histórico. No Curso da Filosofia Positiva, Comte diz que a história deve passar sempre por uma evolução necessária, com etapas sucessivas e lineares que não podem ser interrompidas por nenhum desvio. Ordem e progresso É por isso que todo o acontecer histórico depende de dois guias: a ordem — que faz com que os estados não sejam modificados por revoluções ou grandes transformações — e o progresso, resultado inevitável de uma ordem que só pode ir para frente. A ordem e o progresso, assim, eram as "condições fundamentais da civilização moderna", como o filósofo escreveu em Discurso sobre o Espírito Positivo, publicado postumamente em 1914. Miguel Lemos, um dos positivistas mais famosos do período imperial brasileiro, resume assim a filosofia da história de Comte em Pequenos ensaios positivistas, de 1877. "A história não é mais essa série de combates que se sucedem, de gerações que se odeiam e se condenam mutuamente, a história torna-se o quadro do desenvolvimento social regido pela lei dos três estados". Maria Amália Andery, professora e reitora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, e Tereza Pires Sério, do departamento de Psicologia da mesma universidade, pontuam, em um artigo sobre o filósofo, um fato interessante: que, no sistema de Comte, o ser humano só pode se resignar. Para ele, resta "aguardar o desenvolvimento, respeitando sua ordem natural, seu tempo, seus limites, num processo de espera que é, ele também, ordeiro", afirmam. O positivismo no Brasil Muito antes de Paulo Carneiro, as ideias de Comte tiveram impacto no Brasil em um momento crucial do país: a transição do Império para a Primeira República, proclamada em 1889. A influência da filosofia positiva nas ideias brasileiras pode ser vista desde o "castilhismo", a doutrina política criada pelo republicano gaúcho Júlio de Castilhos — que escreveu a Constituição do Rio Grande do Sul de 1891 com base nas ideias de Comte — até a conhecida frase da bandeira republicana, "Ordem e Progresso", sugestão do professor (e positivista) da Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, Benjamin Constant, e do presidente do Apostolado Positivista, Raimundo Teixeira Mendes. Mas não só. Foram dois os positivismos que fizeram parte da formação republicana do Brasil, segundo o historiador José Murilo de Carvalho, autor de Cidadania no Brasil: o longo caminho: um "ortodoxo", que levava em conta apenas o cientificismo da filosofia positiva, e outro "não ortodoxo", que se tornaram adeptos da sua religião — uma virada que Comte deu nas suas últimas décadas de vida. "Os ortodoxos defendiam a proclamação da República, a separação entre Igreja e Estado, a incorporação do operariado na sociedade, a proteção aos indígenas e ao meio ambiente e o pagamento de salário às mães de família pelo trabalho de educação dos filhos. Acrescente-se a isso uma intransigente defesa de valores republicanos, como a colocação do interesse coletivo acima dos individuais", explica Carvalho. "Já os não ortodoxos se tornaram missionários dedicados em tempo integral. Eram uns bolcheviques de classe média. Faziam conferências e escreviam centenas de folhetos sobre todos os temas nacionais que distribuíam gratuitamente", completa. Miguel Lemos, o líder desse grupo, foi quem fundou o Apostolado Positivista, que construiu o maior templo da religião positivista do mundo, na Rua Benjamin Constant, no centro do Rio de Janeiro. Segundo a professora Vera Martiniak, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPP), no Paraná, a influência dos positivistas vai além do papel que desempenharam na proclamação: foram eles também que, uma vez instaurada a República, pautaram muitos dos projetos de modernização do país. "Eles defendiam uma reforma da sociedade na qual o progresso, a moral, a ordem se estabelecessem por meio de uma nova hegemonia política e social. Para tanto, a educação era fundamental para a formação do caráter e da moral dos indivíduos", aponta. Mas o há desse positivismo na sociedade brasileira hoje? Christian Lynch, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ) e pesquisador da Fundação Casa de Rui Barbosa, diz que a defesa de um "absolutismo ilustrado" que se encontra em Comte é um dos elementos que, da forma como foi lido e adaptado no Brasil — principalmente pelos "ortodoxos" — alicerçam as contínuas mudanças sociais feitas sempre de cima pra baixo, como a própria República, obra dos militares e à revelia da maioria da população. "O positivismo é conservador e progressista ao mesmo tempo" diz ele. "O conservador tradicional olha para o passado e o considera bom. O positivista não: ele quer modernização, progresso, mas almeja chegar lá sem medidas radicais, sem rupturas, sempre dentro de uma ordem que se conserva. No Brasil, as ideias de Comte serviram para reformar um 'absolutismo ilustrado' que já existia aqui antes — a ideia de que é possível modificar a sociedade do alto, sem grandes transtornos e de maneira controlada. Isso caiu como uma luva em um país que sempre se sentiu atrasado e atrás de um modelo de modernização", completa. Bandeira do Brasil República no museu de Auguste Comte em Paris, na França Daí também surge uma certa aversão a grandes revoluções ou transformações sociais, uma característica que é comum mesmo entre os mais pobres, segundo famosa descrição de André Singer, professor de Ciência Política na Universidade de São Paulo (USP). "O positivismo se adaptou a um país que, desde a época da independência, tinha conservadores que almejam o progresso porque consideravam o atraso também como um fator de insegurança nacional. Na transição do Império para a República, eles queriam que a escravidão acabasse não por motivos humanitários, mas porque ela favorecia revoltas escravas. Depois, já com os militares, na década de 1950 e 1960, o apoio ao desenvolvimentismo era para evitar que aqui acontecesse uma Revolução Cubana, porque essas coisas só acontecem em países agrários, atrasados", explica Lynch. A organização política no Brasil também é um traço positivista que permanece hoje, segundo Carvalho. "Comte pregava uma república presidencial ditatorial, com um Legislativo apenas orçamentário. Ao mesmo tempo, o positivismo pregava a incorporação do proletariado à sociedade. A ditadura militar manteve a preocupação com políticas sociais. Só nos governos Fernando Henrique e Lula, sobretudo no último, o social foi promovido em ambiente democrático, mantendo, no entanto, traços paternalistas. O problema da incorporação do operariado sem ditatura, isto é, a superação da fórmula dos ortodoxos, ainda não parece resolvido." Essa integração do proletariado à sociedade é, em Comte, resultado de uma percepção positivista diferente da que aparecia com os comunistas e socialistas do mesmo período: para o filósofo francês, não deve haver conflito entre as classes. Ao contrário, elas devem conviver em harmonia principalmente porque dependem umas das outras, ideias essas que tiveram impacto profundo no Brasil. "A incorporação dos trabalhadores foi feita aqui como cooptação desta classe, ouvindo algumas das demandas deles, mas criticando quase toda proposta de lei social", argumenta Federico Bartz, doutor em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mas, para Andery e Sério, o filósofo esteve mesmo fincado demais ao seu tempo em sua visão das possibilidades de revoluções. "Para Comte, qualquer insubordinação ao poder corrompe uma ordem reestabelecida. Qualquer proposta ou ação que dificulte ou impeça a aceitação da concepção de que os diferentes grupos sociais existentes são complementares e necessários uns aos outros (industriais e trabalhadores, por exemplo) e de que a harmonia entre eles é benéfica e indispensável à sociedade (cujo progresso depende da ordem) é vista como falsa e perigosa." No entanto, se foram os escritos do filósofo francês contra a monarquia que tensionaram o Império e culminaram na Proclamação da República, foram eles também que colocaram nas cabeças dos republicanos brasileiros a necessidade de educação e trabalho para todos, sem distinção — que, no programa social de Comte, aparecia como duas condições fundamentais das sociedades. "Os ideais positivistas de ordem e progresso estão presentes hoje na educação como um processo evolutivo, na forma de disciplina. Mesmo a ideia de estabelecer entre as ciências uma ordem hierárquica, que vai da matemática à sociologia, e a divisão delas em disciplinas, acarretou aqui, ao contrário, em uma ênfase nas ciências naturais em detrimento das ciências humanas", completa Martiniak. A religião positiva Da mesma forma que a Maison d'Auguste Comte, quem caminha pela Rua Benjamin Constant, na Glória, centro do Rio de Janeiro, logo se depara com um edifício diferente de todos os demais. São seis colunas romanas que destacam uma frase parecida com a da bandeira nacional: "O amor por princípio e a ordem por base. O progresso por fim". É ali, entre um prédio residencial e um albergue, que se encontra o primeiro e maior templo da Religião da Humanidade do mundo: o da Igreja Positivista do Brasil. A religião positivista não foi, necessariamente, uma virada no pensamento de Comte. Para ele, ao invés de almejar o poder político e promover mudanças na ordem social, o interesse popular deveria estar em uma reorganização espiritual. "As principais dificuldades sociais não são essencialmente políticas, mas sobretudo morais, de sorte que sua solução depende realmente das opiniões e dos costumes, muito mais do que as instituições", diz em um trecho do Discurso sobre o Espírito Positivo. Assim, dos anos 1850 em diante, o positivismo se tornou uma crença na própria capacidade humana de promover tais mudanças — e por isso ele a chamou de Religião da Humanidade (exigia sempre o H maiúsculo). A primeira Igreja Positivista do Brasil começou a ser construída em 1881, 24 anos depois da morte de Comte, em Paris, por obra de Miguel Lemos. O edifício, como sugeriu o próprio Comte, foi erguido à semelhança do Panteão, monumento neoclássico parisiense que hoje abriga os restos mortais de vários escritores e cientistas franceses. Pela igreja carioca passaram nomes famosos da história brasileira do período, como Joaquim Nabuco, que se aliou aos positivistas nas narrativas contra a escravidão. No seu auge, ela ainda influenciou os positivistas gaúchos, liderados pelo presidente Julio de Castilhos, que ergueram uma Capela Positivista no bairro de Farroupilha, em Porto Alegre, em 1897. Depois, enquanto a filosofia permaneceu como ideário na política, a religião se enfraqueceu até ficar reduzida a algumas pessoas por volta dos anos 1920. O templo carioca, da mesma maneira, sofreu com o esquecimento: em 2009, por exemplo, um forte temporal no Rio fez o teto do edifício desabar. Está fechado há mais de uma década. Tombado, o maior templo da Religião da Humanidade segue interditado pela Defesa Civil do Rio — e sem prazo para reabrir. Por Vinicius Mendes (BBC)

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