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- Órgãos de segurança aumentam ações na fronteira com a Bolívia
Operação Fronteira Fechada vem realizando diversas ações de combate aos crimes transfronteiriços na região de Guajará Mirim e Nova Mamoré. Revista Imagem - Publicado em 09/09/2020 16:33 A Operação Fronteira Fechada, coordenada pela Polícia Federal em conjunto com o Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Força Nacional, vem realizando diversas ações de combate aos crimes transfronteiriços na região de Guajará Mirim e Nova Mamoré, em especial a repressão ao descaminho, contrabando e a entrada ilegal de estrangeiros no Brasil. Segundo a PF, durante essa semana foram apreendidos produtos de descaminho, como roupas, brinquedos e alimentos, além da apreensão de nove embarcações com motores e três veículos utilizados para a práticas de ilícitos, que foram encaminhados à Receita Federal. Durante as fiscalizações, um boliviano foi flagrado transportando 200 litros de gasolina de origem boliviana. Ele foi autuado em flagrante pelo crime de contrabando de combustível, com pena prevista de 1 a 5 anos de reclusão. Ele foi encaminhado para presídio o de Guajará Mirim. No último final de semana, sete bolivianos foram deportados do Brasil, pois não possuíam a documentação legal exigida para o tráfego pela fronteira e participavam do transporte ilegal de mercadorias. Com um deles, foi apreendida a quantia de R$ 14.890,00 no momento em que entrava no território brasileiro, sem a declaração ao órgão fiscal. O patrulhamento da Polícia Federal e demais órgãos parceiros na região do Rio Mamoré intensificou-se com a reabertura parcial do Porto Oficial, e em paralelo, as ações de controle do fluxo migratório e do trânsito de moradores transfronteiriços entre as cidades gêmeas estão reforçadas. Fonte PF
- Suspeito de armazenar e divulgar pornografia infantil é preso em Rondônia
Quarta fase da Operação Unplugged foi realizada pela PF em Porto Velho e em um município do interior. Revista Imagem - Publicado em 09/09/2020 16:27 Um homem foi preso em flagrante na manhã desta quarta-feira (9) por armazenar e divulgar na internet material de pornografia infantil. A ação foi realizada pela Polícia Federal (PF) na quarta fase da Operação Unplugged, que busca reprimir a divulgação de imagens e vídeos de exploração sexual de crianças e adolescentes na internet. Os mandados de busca e apreensão cumpridos em Porto Velho, e em um município do sul do estado que não foi revelado, foram expedidos pela 7ª Vara Federal da Secção Judiciária de Rondônia. Segundo informações da PF, durante o cumprimento das buscas, foram encontrados no interior de uma residência e apreendidos equipamentos eletrônicos utilizados nos crimes. O suspeito foi detido e levado para a sede da Polícia Federal na capital para os procedimentos necessários, e em seguida encaminhado ao presídio estadual. As investigações De acordo com as investigações, o suspeito tinha dezenas de milhares de arquivos de pornografia infantil arquivados e os compartilhava pela internet. As apurações tiveram início após um relatório feito pelo Núcleo de Repressão aos Crimes de Ódio e à Pornografia Infantil na Internet da PF, com ajuda da Interpol. A pena para o crime de armazenamento de imagens e vídeos de exploração sexual infantil vai de um a quatro anos de reclusão. Já para o de disponibilização/divulgação de material de pornografia infantil pode chegar a seis anos por cada compartilhamento. A operação recebeu o nome Unplugged, que significa desconectado em inglês, e faz referência ao combate de crimes de distribuição de pornografia infantil na internet. Na primeira etapa, realizada dia 19 de agosto, duas pessoas foram detidas pelo crime de armazenamento de imagens e vídeos de exploração sexual infantil. Um dos investigados era um médico contratado pelo município de Porto Velho, que, segundo a PF, responde por abusos praticados contra pacientes e crianças. Na segunda fase, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em três locais de Ariquemes, sendo que dois dos três alvos da operação já eram investigados e indiciados pelos crimes de disponibilização/divulgação de material de pornografia infantil na internet e de armazenamento de imagens e vídeos de exploração sexual infantil. A terceira fase foi deflagrada no dia 28 de agosto, com mandados de busca e apreensão cumpridos em Cacoal. Os investigados foram presos em flagrante tanto pelo delito de divulgação de material de pornografia infantil na internet, como pelo crime de armazenamento de imagens e vídeos de exploração sexual infantil. Fonte G1
- Alta de preço de alimentos vai durar alguns meses, mas volta à normalidade
Secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, avaliou que a alta de preços de alimentos é "transitória e localizada". Revista Imagem - Publicado em 09/09/2020 16:13 O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, avaliou que a alta de preços de alimentos, como o arroz, é "transitória e localizada" e não traz risco para o controle da inflação. “A inflação é uma alta generalizada e recorrente. O aumento que estamos vendo agora não é generalizado, mas localizado em alguns produtos da cesta básica. Vai durar alguns meses e depois retorna à normalidade”, diz Sachsida, que comanda a secretaria responsável pelo acompanhamento dos preços e dados de alta frequência da economia. Segundo ele, o presidente Jair Bolsonaro acertou quando disse que não vai resolver o problema na caneta. ”Vamos lembrar a frase completa dele. Ele falou que não dá para resolver o problema numa canetada”, ressaltou. Na semana passada, ao pedir "patriotismo" aos comerciantes, Bolsonaro disse que não baixaria os preços com uma intervenção governamental. Na terça-feira (8), ao falar sobre o preço do arroz, que disparou nas últimas semanas, com pacote de cinco quilos chegando a custar R$ 40 (normalmente, é vendido a cerca de R$ 15), Bolsonaro disse que o governo prepara medidas para encarar a inflação dos alimentos e "dar uma resposta a esses preços que dispararam nos supermercados”. Nesta quarta-feira (9), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA, o índice oficial de preços, teve alta de 0,24% em agosto, sobre pressão, principalmente da gasolina e dos alimentos. Confira trecho da entrevista do secretário Como a secretaria vê a alta de preços dos produtos da cesta básica? É problema localizado transitório na questão dos alimentos. Isso aconteceu, sobretudo porque o governo, no esforço para combater a crise do coronavírus, transferiu parcela importante de recursos de auxílio emergencial aos informais. Era natural que as pessoas iriam gastar parte desse dinheiro com alimentos. O que é muito bom. A demanda por alimentos aumentou e é que estamos vendo hoje. A demanda internacional aumentou também. Mas essa é questão de conjuntura. Não me parece ser estrutural. Há o risco de repique da inflação? Vai aumentar um pouquinho, porque o preço dos alimentos aumentou. Mas quando se olham os índices de inflação, em termos agregados, continuam totalmente sob controle. A inflação continua muito baixa. As pessoas que vão ao supermercado sentem que aumentou, mas é uma alta transitória na questão de alimentos. Nós temos que estar cientes dos efeitos das nossas intervenções de política econômica. O governo, junto com o Congresso, criou o auxílio emergencial aos informais. É um programa que transfere mais de R$ 50 bilhões por mês para a população que está numa situação de dificuldade. Vamos dar o exemplo do Bolsa Família. As famílias do programa recebiam em média R$ 190 e passaram a receber quase R$ 900 com o auxílio aos informais (levando-se em conta que uma mesma família tenha mais de uma pessoa recebendo o auxílio de R$ 600 ou ainda a situação das chefes de famílias que receberam R$ 1,2 mil por mês). É natural que essas pessoas vão demandar mais alimentos, vão comer mais. Isso mostra o acerto da política, porque a pessoa está gastando mais com comida. É natural que o preço dos alimentos tenha um aumento. Era esperado. Vai demorar quanto tempo para normalizar os preços? São várias questões. Tem o mercado internacional que está pressionando os preços dos alimentos para cima. Tem os programas governamentais de ajuda à população carente, porque é um momento que demanda intervenção do governo. Isso vai normalizado. Talvez demore um pouquinho, mas nada que comprometa a estabilidade de preços. Repito: é um choque localizado. Qual a diferença? A inflação é uma alta generalizada e recorrente. O aumento que estamos vendo agora não é generalizado, mas localizado em alguns produtos da cesta básica. Vai durar alguns meses e depois retorna à normalidade. O Banco Central tem feito um trabalho excepcional no combate da inflação. Estamos muito seguros disso. O governo não está vendo risco maior de uma disseminação do aumento de preços? Nenhum. O presidente Jair Bolsonaro pediu patriotismos do setor de supermercados para não aumentar os preços. Essa postura fez muitos lembrarem os fiscais de preços do ex-presidente José Sarney. Pelo contrário, o presidente Bolsonaro acertou. Vamos lembrar a frase completa dele. Ele falou que não dá para resolver o problema numa canetada. Ou seja, o presidente mostrou claramente que não pretende interferir no processo de preços. Ele acertou. O que está correto porque nesse momento é localizado. O que ele pediu é que cada um contribua como puder para ajudar nesse momento de crise na economia mundial e brasileiro. Todos nós estamos contribuindo. O presidente pediu que cada um ajude e dê a sua contribuição. Fonte Estadão
- Advogados de Lula e ex-advogado de Bolsonaro são alvos de operação da PF
Cristiano Zanin e Roberto Teixeira são acusados de liderar o esquema de tráfico de influência no STJ . Revista Imagem - Publicado em 09/09/2020 14:41 A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (9) operação para investigar um suposto esquema de tráfico de influência no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no TCU (Tribunal de Contas da União) com desvio de recursos públicos do Sistema S. Entre os alvos de mandados de busca e apreensão estão os advogados do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin e Roberto Teixeira, acusados de liderar o esquema. Os dois já se tornaram réus pelo caso. O advogado Frederick Wassef, ex-defensor da família do presidente Jair Bolsonaro, também é alvo de busca e apreensão. Ele é alvo de investigação sob suspeita de peculato e lavagem de dinheiro numa outra frente de supostos desvios.Agentes da Polícia Federal também têm como alvos escritórios de parentes de ministros do STJ e do TCU no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília. Entre eles firmas do ex-ministro César Asfor Rocha (STJ) e seu filho Caio Rocha, os advogados Eduardo Martins (filho do presidente do STJ, Humberto Martins) e Tiago Cedraz (filho do ministro do TCU Aroldo Cedraz).As medidas de busca e apreensão foram autorizadas pelo juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Não há entre os investigados pessoas com prerrogativas de foro, como ministros de tribunais superiores.De acordo com o Ministério Público Federal, os denunciados desviaram R$ 151 milhões do Sistema S, bancado com contribuição compulsória de empresas. A origem da apuração foi a delação premiada do ex-presidente da Fecomércio, Sesc Rio e Senac Rio, Orlando Diniz.De acordo com ele, os desvios começaram após o Conselho Fiscal do Sesc Nacional detectar em 2011 uma série de irregularidades na sua gestão no Sesc fluminense. O órgão federal era comandado por Carlos Eduardo Gabas, ex-ministro das gestões Lula e Dilma Rousseff.Zanin e Teixeira foram procurados por meio do advogado Fernando Hargreaves no início de 2012. Em depoimento aos procuradores, Diniz declarou que o objetivo da contratação dos advogados era "comprar uma solução política".Neste primeiro momento, o valor cobrado foi de R$ 10 milhões, sendo R$ 1 milhão em espécie, pagos por meio do operador financeiro Álvaro Novis.O ex-presidente do Sesc Rio diz que, após a contratação de Zanin e Teixeira, a batalha jurídica em que estava só se intensificou, exigindo repasses de mais recursos, incluindo outros escritórios de advocacia indicados pela dupla. Diniz afirmou aos procuradores que ao longo do tempo identificou a instalação da "lógica do 'quanto pior, melhor', pois mais contratos iam sendo assinados e os valores iam aumentando". O escritório de Zanin e Teixeira recebeu R$ 67,8 milhões no período sob investigação.Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro afirmam que os advogados indicados por Zanin e Teixeira receberam os valores sem prestar serviços. A promessa era, segundo o Ministério Público Federal, influenciar decisões no Judiciário em favor de Diniz, que enfrentava à época uma batalha jurídica para permanecer no comando das três entidades.Para indicar a ausência de serviço, os investigadores usam como base as respostas dadas pelos escritórios à auditoria interna pela nova gestão da Fecomercio após a prisão de Diniz, em 2018. A entidade questionou as bancas quais serviços foram prestados para justificar o valor pago.As respostas foram vagas na maior parte das vezes, segundos os investigadores. Em alguns processos indicados pelos escritórios, a única atuação comprovada era a juntada de uma procuração, enquanto a defesa se dava por meio do escritório de Zanin e Teixeira ou, em outro momento, pelo de Ana Basílio. A investigação do Ministério Público Federal se deve ao fato de, embora instituições privadas, Sesc e Senac são bancados por meio de contribuição compulsória de empresas. Os valores são cobrados e recolhidos pela Receita Federal. Em razão disso, as duas entidades -chamadas de paraestatais pela Procuradoria- devem respeitar regras semelhantes às de licitações públicas, ainda que com exigências específicas.Os procuradores afirmam, porém, que Zanin e Teixeira montaram, junto com Diniz, uma estrutura jurídica para que todos os recursos do Sesc/Senac Rio fossem repassados aos escritórios por meio da Fecomércio, entidade privada que não é submetida à fiscalização do Conselho Federal, do TCU (Tribunal de Contas da União) e da CGU (Controladoria Geral da União). O esquema montado, segundo o MPF, permitiu que os recursos cobrados das empresas fossem usados para a contratação de escritórios sem qualquer critério para a definição de preços e sem concorrência.Embora os contratos sempre fossem assinados pela Fecomercio, o interesse discutido sempre foi particular de Diniz na batalha jurídica pelo controle do Sesc/Senac Rio. O MPF aponta que a desproporção dos valores pagos a mando de Diniz é confirmada pelo fato da Fecomércio ter sido o principal cliente de quase todos os escritórios envolvidos no esquema. De 2013 e 2016, o valor pago pela entidade ao Teixeira e Martins Advogados é 15 vezes o pago pelo segundo principal cliente do escritório. Para os investigadores, a atuação criminosa de Zanin foi corroborada por meio de emails obtidos em quebras de sigilo telemático autorizados pela Justiça Federal, anotações apreendidas com dirigentes da Fecomércio e documentos de uma auditoria da entidade sobre a prestação de serviços dos escritórios. Diniz foi preso em 2018 na Operação Jabuti, que investigou o pagamento de propina do ex-presidente da Fecomércio para o ex-governador Sérgio Cabral por meio da contratação de funcionários fantasmas na Fecomercio. Ele foi denunciado sob acusação de lavagem de dinheiro, corrupção e participação em organização criminosa junto com Cabral. Ele usou, segundo o Ministério Público Federal, operadores do emedebista para "branquear" recursos ilegais.Ele foi denunciado sob acusação de lavagem de dinheiro, corrupção e participação em organização criminosa junto com Cabral. Ele usou, segundo o Ministério Público Federal, operadores do emedebista para "branquear" recursos ilegais. Fonte MSN
- Grupo de trabalho criará PL para regulamentar Polícia Penal em Rondônia
Proposta quer transformar agentes penitenciários em policiais penais; servidores passarão a ter atribuições de natureza policial. Revista Imagem - Publicado em 09/09/2020 14:41 Governo de Rondônia, por intermédio da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), atendendo ao Decreto n° 25.370, de 1º de setembro de 2020, institui o Grupo de Trabalho da Polícia Penal, com nomeação de seis membros, para elaboração de Minuta Projeto de Lei Complementar com a finalidade de regulamentar a Polícia Penal no âmbito estadual. Com a transformação para Polícia Penal, os atuais agentes penitenciários passarão a fazer parte do rol dos órgãos de segurança pública e a ter atribuições de natureza policial. Para a elaboração da minuta, o grupo realizará reuniões com órgãos da execução penal, promoverá debates, participará de audiências públicas, bem como diligências com intuito de examinar a aplicabilidade e efetividade da lei para que seja posteriormente criada. Além das atuações mencionadas, o grupo realizará pesquisas legislativas, estudos, coletas de materiais, análise jurídico-normativa, entre outros, estudo amplo da legislação sobre as novas atribuições da Polícia Penal para formação de embasamento teórico e prático. Para o chefe da assessoria técnica e presidente do atual Grupo de Trabalho da Polícia Penal, Ebenézer Moreira Borges, a regulamentação irá aprimorar e dar mais apoio na área da segurança pública nacional. “As facções criminosas estão cada vez mais avançadas em seus intentos e, portanto, a necessidade de termos uma segurança pública coesa e integrada em suas forças é vital para os entes federativos de forma geral”, argumentou Ebenézer, deixando claro a importância da regulamentação para somar e contribuir no combate à criminalidade. De acordo com o presidente do grupo, a classe almejava muito com a criação da carreira e regulamentação como Polícia Penal. Em razão disso, a Sejus trabalhou firmemente para atingir o objetivo tanto que o encaminhou para representar Rondônia a fim de debater e elaborar minuta da Polícia Penal com os demais entes federativas, em Brasília, no início do ano. O grupo de trabalho tem dado prioridade aos trabalhos de análise e finalização da proposta de lei que regulamentará a Polícia Penal. As reuniões estão acontecendo duas vezes por semana e a previsão é que até meados de novembro de 2020 esteja disponível para aprovação. A Minuta de Projeto de Lei Complementar será encaminhada à Diretoria Técnica-Legislativa, direção vinculada à Casa Civil, e posteriormente, remetida à Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia. Para a instituição do grupo, foi priorizada a participação de representantes da Sejus, da Federação Nacional dos Servidores Penitenciários, do Sindicato dos Agentes Penitenciários e Socioeducadores de Rondônia, entre outros. As funções atribuídas aos integrantes do Grupo de Trabalho da Polícia Penal serão exercidas cumulativamente com suas funções ordinárias, sem ônus e prejuízos, bem como sem remuneração adicional. O grupo ficará vigente por até seis meses. Por Emanuelle Pontes
- Vacinação em massa só deve ocorrer em 2022, diz cientista-chefe da OMS
A declaração foi dada um dia após a farmacêutica AstraZeneca anunciar suspensão dos estudos clínicos de uma vacina contra a covid-19. Revista Imagem - Publicado em 09/09/2020 14:33 A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, alertou nesta quarta-feira (9), que não espera que vacinas contra a covid-19 estejam disponíveis para a população em geral antes de 2022, embora os grupos de risco possam ser imunizados em meados de 2021. “Muitos pensam que no início do próximo ano haverá uma panaceia que resolverá tudo, mas não será assim: há um longo processo de avaliação, licenciamento, fabricação e distribuição”, frisou a especialista durante sessão de perguntas e respostas na internet. Soumya indicou que a OMS trata a primeira chegada de vacinas a vários países em meados do próximo ano como o cenário mais otimista, momento em que deverá ser dada prioridade aos grupos de maior risco, visto que então ainda não terão sido produzidas doses para toda a população. “É a primeira vez na história que precisamos de bilhões de doses de uma vacina”, disse a cientista-chefe da entidade. Na seleção dos grupos prioritários para receber a vacina, a indiana apontou que “os profissionais de saúde devem ser os primeiros, e assim que chegarem mais doses, devem ser alcançados os mais velhos, pessoas com outras doenças, para, assim, ir cobrindo cada vez mais a população, um processo que levará alguns anos". Soumya enfatizou ainda que as pessoas devem continuar respeitando os protocolos sanitários e de higiene, como o distanciamento social, a utilização de máscaras e a higienização das mãos. A declaração da cientista foi dada um dia após a farmacêutica AstraZeneca anunciar que a vacina contra a covid-19, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, teve os estudos clínicos suspensos por suspeita de reação adversa grave em um dos voluntários participantes no Reino Unido. De acordo com o jornal The New York Times, uma pessoa familiarizada com a situação disse, sob condição de anonimato, que o participante teve mielite transversa, uma síndrome inflamatória que afeta a medula espinhal e costuma ser desencadeada por infecções virais. Nesta quarta, no entanto, o ministro britânico da Saúde, Matt Hancock, afirmou que a interrupção dos estudos não é um retrocesso e não é a primeira vez que isso acontece. Segundo ele, é um "processo normal" nesta etapa de testes. Na última sexta-feira, 4, a porta-voz da OMS, Margareth Harris, já havia dito que a Organização não espera uma ampla vacinação contra o novo coronavírus antes de meados de 2021. "Um número considerável de candidatos já entrou na fase 3 dos testes. Sabemos de pelo menos seis a nove que já percorreram um longo caminho em termos de pesquisa", disse. “Mas em termos de um cronograma realista, não esperamos ver uma ampla vacinação antes de meados do próximo ano”, acrescentou Margareth. A porta-voz explicou que a fase 3 dos estudos clínicos - ou seja, a etapa de testes em massa com voluntários - leva tempo, pois os cientistas devem verificar se as vacinas são eficazes e seguras. 'Balde de água fria' Antes do anúncio da AstraZeneca e da declaração da OMS, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, havia dito, na terça-feira, 8, que a previsão era começar a vacinar a população brasileira contra covid-19 em janeiro de 2021. Em reunião ministerial no Palácio do Planalto, Pazuello respondeu a pergunta da youtuber mirim Esther Castilho, escalada pelo presidente Jair Bolsonaro para questionar seus auxiliares, em tom de descontração, durante parte do encontro. Principal aposta do presidente, o acordo do governo brasileiro com a AstraZeneca garante acesso a 100 milhões de doses do insumo da vacina, das quais 30 milhões de doses seriam entregues entre dezembro e janeiro e 70 milhões, ao longo dos dois primeiros trimestres de 2021. O governo federal abriu crédito de cerca de R$ 2 bilhões para a Fiocruz receber, processar, distribuir e passar a fabricar sozinha o imunizante. O anúncio da suspensão dos testes clínicos foi recebido no Palácio do Planalto como “um balde de água fria”, nas palavras de um auxiliar de Bolsonaro. A suspensão dos estudos deixou o presidente e integrantes da equipe bastante preocupados. Programa Covax Soumya Swaminathan explicou ainda sobre o funcionamento do Covax, programa pelo qual OMS e outros organismos internacionais auxiliam financeiramente a pesquisa de vacinas contra a covid-19 em troca de garantir sua distribuição para todo o mundo. De acordo com a cientista-chefe, cerca de cem países em desenvolvimento poderiam se beneficiar do programa e mais de 70 manifestaram interesse em participar. Para isso, o Covax está em negociação com as principais empresas e instituições que pesquisam imunizantes para adquirir grandes quantidades de doses, desde que comprovadas sua eficácia e segurança. “Alguns fabricantes propõem preços de custo, enquanto outros sugerem que sejam menores ou maiores dependendo se o país é mais ou menos rico”, revelou a especialista. Sobre o preço aproximado das doses, Soumya indicou que atualmente pode variar entre US$ 2 e 30, embora tenha garantido que o mercado “é muito dinâmico e vai mudar à medida que mais vacinas forem disponibilizadas”. Ela também lembrou que alguns países "vacinam seus cidadãos de graça ou a baixo custo". O Covax faz parte do programa ACT Accelerator da OMS, que não cobre apenas vacinas, mas também ferramentas de diagnóstico e terapias para pacientes com o novo coronavírus. Após quatro meses de lançamento dessas iniciativas para garantir o acesso universal a ferramentas contra a pandemia, "um tremendo progresso foi feito", disse a cientista, ao ressaltar que a velocidade com que vacinas e medicamentos estão sendo investigados não prejudicará a segurança das pessoas. Fonte: Estadão
- Vilhena e 38 cidades de RO estão em Alerta Laranja de baixa umidade do ar
Existe risco de incêndios florestais e à saúde, como ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz. Revista Imagem - Publicado em 09/09/2020 14:23 Praça dos Três Poderes em Vilhena. Foto José Antonio Sant'Ana O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu Alerta Laranja de baixa umidade para 39, dos 52 municípios rondonienses. O Inmet classifica o grau de severidade deste tipo de alerta como: Perigo. O alerta vale para Vilhena e todas as cidades do Cone Sul do estado, além de outros 32 municípios. Nestes municípios, a umidade relativa do ar varia entre 20% e 12%. Existe risco de incêndios florestais e à saúde, como ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz. Moradores de municípios em alerta laranja de perigo de baixa umidade, devem evitar atividades físicas, e exposição ao sol nas horas mais quentes do dia, segundo o Inmet. É recomendado que se use hidratante para pele e umidifique o ambiente. Confira cidades com alerta laranja de baixa umidade Alta Floresta do Oeste Alto Alegre dos Parecis Alvorada do Oeste Ariquemes Cabixi Cacaulândia Cacoal Castanheiras Cerejeiras Chupinguaia Colorado do Oeste Corumbiara Cujubim Espigão do Oeste Governador Jorge Teixeira Jaru Ji-Paraná Machadinho do Oeste Ministro Andreazza Mirante da Serra Nova Brasilândia do Oeste Nova União Novo Horizonte do Oeste Ouro Preto do Oeste Parecis Pimenta Bueno Pimenteiras do Oeste Presidente Médici Primavera de Rondônia Rio Crespo Rolim de Moura Santa Luzia do Oeste São Felipe do Oeste Teixeirópolis Theobroma Urupá Vale do Anari Vale do Paraíso Vilhena Por José Antonio Sant'Ana
- Economia com reforma administrativa deve chegar a R$ 300 bilhões
De acordo com o ministro, estimativa considera a reforma como foi enviada ao Congresso Nacional, sem alterações que poderão ser feitas. Revista Imagem - Publicado em 09/09/2020 14:02 O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje (9) que a reforma administrativa deve gerar cerca de R$ 300 bilhões de cortes de gastos, em 10 anos. Ele participou de evento virtual promovido pelo Instituto de Direito Público (IDP) sobre a reforma administrativa. “Nossos cálculos iniciais é que essa reforma na formatação que enviamos vai cortar [cerca de] R$ 300 bilhões, ao longo de 10 anos”, disse. De acordo com o ministro, essa estimativa considera a reforma como foi enviada ao Congresso Nacional, ainda sem alterações que poderão ser feitas pelos parlamentares. Também foi considerada a taxa de reposição de servidores que se aposentam de 60% ou 70% e a redução de salário de entrada no serviço público. Guedes defendeu que o teto de salário de carreiras seja elevado, para reter talentos considerando a meritocracia e graus de responsabilidade. Ele disse que atualmente os salários não refletem o desempenho dos servidores e é “uma distribuição quase socialista”. O ministro destacou ainda que a proposta prevê aumento de produtividade e considera a digitalização dos serviços públicos. “Vamos digitalizar todo o serviço público”, disse. Por Kelly Oliveira
- Motorista é detido suspeito de dirigir há mais de 2 dias sob efeito de drogas
O flagrante foi registrado pela PRF em Vilhena durante fiscalização de tempo de descanso na BR 364. Revista Imagem - Publicado em 09/09/2020 13:25 A Polícia Rodoviária Federal (PRF) deteve em Vilhena o motorista de uma carreta suspeito de estar dirigindo sob efeito de drogas. Segundo a PRF o motorista dirigia há pelo menos dois dias sem interrupção. Com ele, os patrulheiros encontraram 2 comprimidos de anfetamina, droga usada por motoristas para inibir o sono. O flagrante foi registrado nesta terça-feira (8), durante fiscalização de tempo de descanso na BR 364. O infrator foi encaminhado para registro de ocorrência e exames e a droga entregue para destruição. O art. 165 do Código de Trânsito Brasileiro determina que “dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência” é uma infração gravíssima, que pode ser punida com pena de detenção, de seis meses a três anos, multa e a suspensão da CNH ou proibição de sua obtenção. Por José Antonio Sant'Ana
- Sine de Vilhena oferece 36 vagas de emprego em diversas áreas
Entidade segue com atendimentos online para evitar aglomerações. Contato deve ser feito por e-mail ou telefone. Revista Imagem - Publicado em 09/09/2020 13:25 O Sistema Nacional de Emprego (Sine), em Vilhena, oferece 36 vagas de emprego nesta quanta-feira (9). Entre elas, há vagas para ajudante de borracheiro, babá, farmacêutico, doméstica, entre outras. No momento, o atendimento no Sine é feito totalmente online pelo e-mail: sinevilhenacurriculos@gmail.com ou através do telefone (69) 3322-4800. O objetivo é evitar aglomerações em decorrência da pandemia do novo coronavírus. O Sine Vilhena está com novo endereço: agora fica localizado na Avenida Presidente Tancredo Neves, nº 5242 – Bairro Jardim Eldorado, mas os atendimentos pessoais seguem suspensos. Confira as vagas ofertadas do Sine Vilhena abaixo: Ajudante de borracheiro 1 Atendente 2 Auxiliar administrativo 1 Auxiliar de coxinha 2 Auxiliar de limpeza 1 Auxiliar de montagem 4 Auxiliar de pátio/serviços gerais 1 Ajudante de costura 1 Babá 1 Balconista 1 Banhista (pet shop) 1 Borracheiro 1 Caixa 2 Carpinteiro 1 Chapeiro 1 Consultor comercial 1 Costureira 3 Cozinheiro (a) 2 Diarista 1 Doméstica 3 Eletricista de auto e máquinas 1 Encanador 1 Farmacêutico 1 Frentista 1 Funileiro 1 Fonte: G1
- Pés de maconha são encontrados em área de preservação ambiental em Rondônia
Droga estava em balde no meio da mata. Duas pessoas foram presas. Revista Imagem - Publicado em 09/09/2020 13:28 Quatro pés de maconha em cultivo, cerca de um quilo de droga e uma balança de precisão foram encontrados em uma área de preservação ambiental de Cacoal (RO), na última segunda-feira (7). Duas pessoas foram presas. Segundo o boletim de ocorrência, o núcleo de inteligência da Polícia Civil já estava investigando dois suspeitos de tráfico de drogas na cidade. Uma denúncia anônima levou os policiais até a casa de um dos homens. Ainda conforme relato policial, durante cumprimento do mandado de busca, o proprietário da casa levou os agentes até uma área de preservação ambiental que fica próximo a residência dele. No meio da mata, estava enterrado um balde com tampa, e dentro tinha quase um quilo da droga, uma balança de precisão, e outro balde com quatro pés de maconha. No segundo endereço, a polícia apreendeu mais de R$ 1,1 mil e quatro celulares. Os dois homens e tudo o que foi apreendido foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Cacoal, que investiga o caso. Fonte: Rede Amazônica
- Covid-19: falta de coordenação entre municípios fez aumentar casos
A conclusão é de pesquisadores da Universidade de Oxford, da Inglaterra, e teve como base levantamento feito com 4.061 municípios brasileiros. Revista Imagem - Publicado em 09/09/2020 13:18 A falta de coordenação entre os municípios para relaxar as medidas de distanciamento pode ter desempenhado um papel importante na disseminação do novo coronavírus no Brasil. A conclusão é de pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, e teve como base em um levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). A entidade realizou pesquisa nacional com 4.061 municípios - 73% das cidades brasileiras - para entender como o poder público local atuou na prevenção e no controle da covid-19. O levantamento ocorreu entre março e agosto de 2020 por meio de questionário respondido por prefeito ou por responsáveis pela secretaria à frente das ações emergenciais. Segundo pesquisadores do programa de estudos brasileiros da Universidade de Oxford, embora as medidas de distanciamento tenham sido adotadas em todo o país nos estágios iniciais do pandemia, a flexibilização delas, iniciada no final de março, desconsiderou frequentemente as decisões dos municípios vizinhos. Outra constatação do grupo é que o fechamento precoce e coeso de atividades não essenciais durou pouco tempo e, desde o final de março, os municípios estão suspendendo as medidas de distanciamento de forma não sincronizada. “A flexibilização das medidas nem sempre esteve relacionada à redução de casos confirmados, nem coordenada entre as cidades vizinhas. As fronteiras das cidades estão porosas e as que mantêm políticas estritas de distanciamento social podem enfrentar um número crescente de casos por causa de decisões externas. A observação é importante, pois uma avaliação política da gestão da pandemia no Brasil deve levar em conta a duração desigual do distanciamento social no país”, concluíram. Falta de coordenação Dos 3.958 prefeitos que responderam à pergunta sobre a implementação do isolamento social - fechamento de todos os serviços não essenciais - 2.738 (69,2%) O fizeram antes do primeiro caso relatado em seu município. “Isso levanta a questão de como a Sars-cov-2 passou de 296 municípios (7,5%), em 31 de março de 2020, para 4.196 municípios (75%) em 31 de maio de 2020. Os dados sugerem que a falta de coordenação entre os municípios para relaxar as medidas de distanciamento pode ter desempenhado um papel importante”, avaliam os pesquisadores. consultor da área de estudos técnicos da Confederação Nacional dos Municípios , Eduardo Stranz, atribui o aumento do número de casos - após flexibilização das medidas - ao desconhecimento sobre os impactos do novo coronavírus. Segundo Stranz, a partir da aprovação pelo Congresso do estado de calamidade nacional por causa da pandemia, em 10 ou 15 dias todos os estados fizeram seus decretos e municípios tomaram suas medidas de isolamento social. “A administração pública tomou uma decisão muito rápida,e isso aconteceu quase de forma universal no Brasil. Quando o prefeitos fecharam os serviços não essenciais, a população entendeu que era necessário, mas 15 dias depois, começou a pressionar pela reabertura. O abre e fecha ocorre porque ninguém tem muita noção de nada, já que não há paralelo e nem uma receita que possa ser adotada.” Ainda segundo Stranz, entre abril e maio, muita gente perdeu emprego, saiu das capitais e voltou para o interior. Esse movimento também contribuiu para o aumento do número de casos em municípios menores. Pesquisa No período analisado, 96,5% dos municípios tiveram medidas restritivas para diminuição da circulação ou aglomeração de pessoas; menos 52,4% adotaram barreiras sanitárias, com postos de monitoramento de entrada e saída de pessoas no município; menos 75,7% estabeleceram “isolamento social” e abertura ou funcionamento apenas dos serviços essenciais; menos 94,2% dos municípios publicaram norma local para uso obrigatório de máscaras faciais; e menos 54,4% reduziram oferta de transporte público; menos 61,9% reconheceram que houve flexibilização das medidas restritivas durante o período pesquisado. Levantamento O levantamento da CNM revela que 79,3% dos consultados afirmam ter editado decretos municipais de emergência e que 18,8% deles não editaram. A situação de emergência ocorre quando há o reconhecimento pelo poder público de situação anormal, provocada por um ou mais desastres causando danos superáveis pela comunidade afetada. Quando o assunto é decretação de estado de calamidade pública, 59,7% responderam que editaram decretos neste sentido, e 37,4% não publicaram. A norma dá celeridade a determinados processos administrativos e habilita o município a receber repasses federais no âmbito de outros ministérios que não o da Saúde. Testagem Entre as ações para diagnosticar o novo coronavírus, 3.414 fizeram a testagem de sintomáticos; 2.808 testaram grupos prioritários – profissionais de saúde, segurança e assistência social; e 1.210 o fizeram com assintomáticos. Na atenção primária básica, que é a porta de entrada para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), 3.869 gestores afirmaram que distribuíram equipamentos de proteção individual (EPIs) para todos os membros das equipes; 3.650 entregaram máscaras; 3.577 mantiveram as visitas domiciliares de agentes comunitários de saúde; e 3.472 estabeleceram fluxos de encaminhamento de casos suspeitos para unidades de saúde. O levantamento é a segunda etapa da pesquisa da CNM para identificar e acompanhar medidas adotadas por municípios para o enfrentamento e controle do novo coronavírus. Na próxima fase, que deve ser divulgada no mês que vem, serão levantados os recursos que chegaram aos municípios e como foram utilizados. Fonte: Agência Brasil
- PM resgata animais em situação de abandono e maus tratos em Vilhena
Denúncia informava que os moradores estavam ausentes há alguns dias e dois cães estavam em situação insalubre. Revista Imagem - Publicado em 09/09/2020 13:12 Na última segunda-feira (7), policiais militares foram chamados na rua 2.506, Bairro Jardim Social, onde havia denúncia de maus tratos contra animais. A denúncia informava que os moradores de uma residência estavam ausentes há alguns dias e dois cães estavam em situação insalubre. Os militares foram ao local e constataram que a água era imprópria para o consumo dos animais, além de não haver alimentação e o ambiente estar totalmente sujo, ocasionando forte odor na vizinhança. A situação configurou maus tratos aos animais. Os Vizinhos informaram que esse tipo de situação é recorrente no local e que já foram feitos registros de ocorrência anteriores desta mesma natureza. Os donos da residência não foram localizados, sendo a ocorrência registrada e os dois cães entregues aos cuidados de uma ONG protetora de animais. Fonte: PMRO
- Covid-19: AstraZeneca informa Brasil que suspendeu testes de vacina
A suspensão global pela AstraZeneca se deu após uma suspeita de reação adversa séria em um participante do estudo. Revista Imagem - Publicado em 09/09/2020 08:59 O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foram informados pela AstraZeneca Plc da suspensão dos testes globais de candidata a vacina contra covid-19 da empresa, disseram as assessorias de imprensa da pasta e do órgão regulador em notas divulgadas na noite desta terça-feira (8). "O laboratório AstraZeneca anunciou a paralisação do seu estudo global para vacina covid-19. A decisão foi do próprio laboratório, que comunicou os países participantes sobre sua decisão", disse a agência, primeira a se manifestar no Brasil. "A Anvisa já recebeu a mensagem de suspensão enviada pelo laboratório, já que o Brasil é um dos países do mundo que participa do estudo global". A agência informou ainda que aguarda o envio de mais informações sobre os motivos da suspensão para analisar os dados e se pronunciar oficialmente. Segundo o site de notícias de saúde Stat News, a suspensão global pela AstraZeneca se deu após uma suspeita de reação adversa séria em um participante do estudo. Em nota, o Ministério da Saúde disse que a suspensão temporária do estudo tem regras definidas em protocolo e baseadas em padrão internacional. "Trata-se de procedimento padrão de avaliação de segurança durante a realização de estudos clínicos para investigar a causalidade, ou seja, a relação entre o evento adverso e a administração da vacina", disse, ao citar que órgãos regulatórios já haviam sido notificados pelo patrocinador do estudo. A pasta informou ainda que a pausa nos testes significa que não haverá inclusão, neste momento, de novos participantes. "O Ministério da Saúde foi notificado por e-mail nesta data, pela AstraZeneca, e reforça o compromisso em garantir uma vacina segura e eficaz em quantidade para a população brasileira", concluiu. A vacina desenvolvida pela AstraZeneca, em parceira com a Universidade de Oxford, do Reino Unido, é tida pelo governo brasileiro como uma das principais apostas para a imunização contra a covid-19 no país. Também em nota, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), entidade do Ministério da Saúde responsável pela produção da vacina no país, diz que foi informada pela AstraZeneca da "suspensão dos testes clínicos em fase 3 e vai acompanhar os resultados das investigações sobre possível associação de efeito registrado com a vacina para se pronunciar oficialmente". O governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde e da Fiocruz, assinou um memorando de entendimento com a AstraZeneca que prevê a compra de 30 milhões de doses da vacina, com entrega em dezembro deste ano e janeiro do ano que vem, e a possibilidade de aquisição de mais 70 milhões se a vacina tiver eficácia e segurança comprovadas. Além disso, o acordo inicial prevê a transferência da tecnologia desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca para produção local na Fiocruz, com previsão do ministério de início ainda no primeiro semestre de 2021. Antes do anúncio de suspensão dos testes pelo laboratório, em reunião ministerial pela manhã, o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, chegou a dizer que a expectativa do governo é poder iniciar a vacinação "de todo mundo" já em janeiro do ano que vem. Pazuello não citou nominalmente a AstraZeneca. "A gente está fazendo os contratos com quem fabrica a vacina e a previsão é que a vacina chegue para nós a partir de janeiro do ano que vem e a gente comece a vacinar todo mundo", disse Pazuello, em reposta a uma youtuber mirim que Bolsonaro levou para a reunião para fazer perguntas aos ministros. O Brasil acumulou nesta terça 4.162.073 casos de Covid-19, de acordo com dados do Ministério da Saúde, sendo o terceiro país em número de casos no mundo, atrás de Estados Unidos e Índia. O total de mortes pela doença soma 127.464. Por Ricardo Brito
- TSE define protocolo sanitário para as eleições municipais na pandemia
Plano de Segurança Sanitária foi apresentado pelo presidente do TSE ontem; pessoas com sintomas da covid-19 não deverão votar. Revista Imagem - Publicado em 09/09/2020 08:57 O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira (8) para apresentar à imprensa e à sociedade o Plano de Segurança Sanitária para as Eleições Municipais de 2020, elaborado pela consultoria sanitária gratuita formada por especialistas da Fiocruz e dos hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein. A votação ocorrerá no dia 15 de novembro, em primeiro turno, e no dia 29 do mesmo mês, em segundo turno, onde houver. O ministro Barroso abriu a coletiva apresentando o histórico das principais ações realizadas pela Justiça Eleitoral, como as reuniões com os especialistas em epidemiologia e médicos sanitaristas, tanto para discutir o adiamento do pleito quanto para propor protocolos sanitários de segurança. Barroso apontou ainda quais cuidados devem ser tomados nos dias de votação, de modo a impedir que as eleições sirvam de vetor de propagação do novo coronavírus. “O objetivo é proporcionar o mais alto grau de segurança”, afirmou. Ele também destacou que o Brasil tem a quarta maior democracia do mundo, pois conta com mais de 147 milhões de eleitores, o que dá uma média de 435 eleitores por seção eleitoral. Segundo o ministro, hoje, há mais de 95 mil locais de votação em todo o país e mais de 401 mil seções eleitorais. “Essas são as medidas que nós tomamos para conciliarmos esse rito vital para democracia que é a realização das eleições, com a produção da saúde da população. Recorremos aos melhores técnicos, aos melhores profissionais que haviam na medicina em matéria de saúde pública e preparamos esse plano que pretende dar mais do que proteção aos mesários, que é o conjunto relevante de pessoas que patrioticamente servem ao país nessa tarefa indispensável que é ajudar a realização da eleição”, disse Barroso durante a reunião. As orientações sanitárias elaboradas pela consultoria sanitária serão apresentadas à população por meio da campanha “Vote com Segurança”, que será exibida nas rádios e televisões de todo o país a partir de outubro. Conforme o protocolo, todas as seções eleitorais terão álcool em gel para limpeza das mãos dos eleitores antes e depois da votação, e os mesários receberão máscaras, face shield (protetor facial) e álcool em gel para proteção individual. Cartazes serão afixados com os procedimentos a serem adotados por todos. Os materiais foram doados ao TSE por importantes empresas e entidades brasileiras, evitando custo ao erário num momento em que o foco do poder público é combater a pandemia. A principal mensagem da Justiça Eleitoral é a de que o eleitor permaneça de máscara desde o momento em que sair de casa, evite contato físico com outras pessoas e cumpra o dever cívico da forma mais ágil possível, sem permanecer tempo desnecessário nos locais de votação. “O cuidado com a saúde é muito importante. E o direito de votar e ajudar a escolher o rumo da sua cidade pelos próximos quatro anos vem logo em seguida. Convocamos os eleitores a participar desse momento relevante para a democracia com muita responsabilidade, tomando todos os cuidados sanitários indicados", afirmou o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso. Procedimentos para o eleitor Antes de sair de casa para votar, o eleitor deve verificar o seu local de votação, já que algumas seções eleitorais foram alteradas. Essa checagem pode ser feita por meio do aplicativo e-Título, na opção onde votar (baixe agora, no Google Play ou na App Store), ou pelo Portal do TSE. Além da máscara, se possível, cada eleitor deve levar sua própria caneta para assinar o caderno de votação e levar anotados os nomes e números dos candidatos (a “cola eleitoral”) para votar o mais rápido possível. A Justiça Eleitoral orienta que, de preferência, o eleitor não leve crianças nem acompanhantes para o local de votação. Uma importante novidade é que, neste ano, o tempo de votação foi ampliado em uma hora e começará mais cedo: o horário será das 7h às 17h. Porém, o horário das 7h às 10h é preferencial para maiores de 60 anos. Os demais eleitores não serão proibidos de votar neste horário, mas devem, se possível, comparecer a partir das 10h, respeitando a preferência. Para garantir maior segurança ao eleitor, nos locais de votação, o uso de máscara será obrigatório, e o eleitor será orientado a manter uma distância mínima de um metro de outras pessoas e evitar qualquer contato físico. Não será permitido se alimentar, beber ou fazer qualquer atividade que exija a retirada da máscara. Passo a passo dentro da seção Ao entrar em sua respectiva seção eleitoral, o eleitor deverá ficar em frente à mesa respeitando a distância de pelo menos um metro. O eleitor deverá exibir o seu documento ao mesário a distância, esticando os braços em direção a ele. Caso o mesário não consiga fazer a identificação, ele poderá pedir que o eleitor dê dois passos para trás e abaixe rapidamente a máscara. Após digitar os dados, o mesário vai ler em voz alta o nome do eleitor. Se o nome estiver correto, o eleitor poderá guardar seu documento e limpar as mãos com álcool em gel para assinar o caderno de votação. Se precisar do comprovante de votação, o eleitor deverá solicitar ao mesário. Quando a urna for liberada, o eleitor seguirá para a cabine de votação para digitar o número dos candidatos a prefeito e a vereador. Após votar, deverá limpar novamente as mãos com álcool em gel e sair da seção. Dicas para os mesários Todo o material a ser utilizado pelos mesários será oferecido pela Justiça Eleitoral a partir de doações recebidas por várias instituições. As máscaras descartáveis deverão ser trocadas a cada quatro horas, e o face shield (protetor facial) deverá ser utilizado durante todo o tempo de permanência nos locais de votação. Quando o eleitor exibir o documento esticando o braço, o mesário deverá verificar a distância sem encostar em nada. Se tiver dúvida na identificação, o mesário pode pedir para o eleitor se afastar dois passos para trás e abaixar brevemente a máscara para confirmar se aquele documento corresponde à pessoa. Por fim, se o eleitor não levar a própria caneta, será necessário borrifar álcool na caneta de uso comum após o uso de cada eleitor. Haverá um local específico para os mesários fazerem suas refeições, preferencialmente em local aberto com ventilação natural e com distância mínima de dois metros das outras pessoas. Se o mesário precisar sair de sua seção, a cada vez que retornar, deverá limpar sua respectiva cadeira e mesa com álcool 70%. Eleitores ou mesários que estiverem com febre ou que tenham testado positivo para a Covid-19 nos últimos 14 dias anteriores à data da eleição deverão ficar em casa. No caso dos eleitores, é possível justificar a falta por esse motivo. Já os mesários precisam comunicar imediatamente à sua zona eleitoral para que seja providenciada sua substituição. Fonte: TSE
- Mais uma morte por covid-19 é registrada em Vilhena: homem tinha 50 anos
Com a morte registrada nesta terça, Vilhena soma 55 óbitos por covid-19, sendo 46 de moradores da própria cidade. Revista Imagem - Publicado em 09/09/2020 07:29 Nesta terça-feira (8), Vilhena registrou mais uma vítima fatal por covid-19, além de 47 novos casos da doença. O paciente que veio a óbito tinha 50 anos e morava no bairro Marcos Freire. O paciente havia sido diagnosticado com problemas neurológicos e estava internado em Cacoal para tratamento. Na quarta-feira (3) ele apresentou sintomas característicos de covid-19 e foi submetido a teste RT-PCR. Ele não resistiu à doença e veio a óbito na sexta-feira (5). Ontem dia 8, a Secretaria Municipal de Saúde de Vilhena foi notificada sobre o resultado do exame que testou positivo para a covid-19. Com a morte registrada nesta terça-feira, Vilhena soma 55 óbitos por covid-19, sendo 46 de moradores da própria cidade e 9 de moradores de outros municípios. Já os 47 novos casos elevaram para 3.145 o número de infecções por coronavírus na cidade. Atualmente existem 421 casos ativos em Vilhena, e outros 2.679 recuperados. Até a tarde de ontem, 16 pacientes permaneciam internados em isolamento na Central de Atendimento à Covid-19, sendo 6 na UTI, que estava com taxa de ocupação de 60%. Vilhena é o terceiro município de Rondônia com mais casos registrados de coronavírus e o quinto em número de mortes. O estado soma 58,5 mil casos confirmados e 1.193 óbitos. Por José Antonio Sant'Ana
- Brasil tem 14 mil novos casos e 504 mortes por covid-19 na terça-feira
Ao todo, país soma mais de 4,16 milhões de infectados e 127 mil mortos, segundo dados oficiais. Revista Imagem - Publicado em 09/09/2020 17:17 O Brasil registrou 14.279 casos confirmados de coronavírus e 504 mortes ligadas à doença nas últimas 24 horas, segundo dados divulgados nesta terça-feira (8) pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e pelo Ministério da Saúde. O balanço eleva o total de infectados para 4.162.073, enquanto o total de óbitos chega a 127.464. Ao todo, 3.397.234 pessoas se recuperaram da doença, e 637.375 estão em acompanhamento, segundo o ministério. O Conass não divulga número de recuperados. Diversas autoridades e instituições de saúde alertam que os números reais de casos e mortes devem ser ainda maiores, em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação. O ritmo de transmissão da covid-19, por sua vez, está em desaceleração. Segundo dados do Imperial College de Londres, a taxa de contágio no país foi de 0,94 na última semana, a mais baixa desde o final de abril. O índice mostra para quantas pessoas um paciente contaminado transmite o vírus. São Paulo é o estado brasileiro mais atingido pela epidemia, com 858.783 casos e 31.430 mortes. O total de infectados no território paulista supera os registrados em praticamente todos os países do mundo, exceto Estados Unidos (6,32 milhões), Índia (4,28 milhões) e Rússia (1,03 milhão). Ou seja, se São Paulo fosse um país, seria o quinto mais afetado do planeta. A Bahia é o segundo estado brasileiro com maior número de casos, somando 272.814, seguida de Minas Gerais, com 236.663, Rio de Janeiro, com 233.373, e Ceará, que soma 222.577. Já em número de mortos, o Rio é o segundo estado com mais vítimas, somando 16.646 óbitos. Em seguida vêm Ceará (8.567), Pernambuco (7.741), Pará (6.269), Minas Gerais (5.877) e Bahia (5.734). A taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes subiu para 60,7 no Brasil – cifra bem acima da registrada em países vizinhos como a Argentina (22,76) e o Uruguai (1,30). O número brasileiro também supera o dos EUA, o país mais atingido do mundo, que tem taxa de mortalidade de 57,83. Por outro lado, nações europeias duramente atingidas, como o Reino Unido (62,63) e a Bélgica (86,75), ainda aparecem à frente, embora suas taxas estejam praticamente estabilizadas, enquanto a brasileira segue crescendo. Em números absolutos, o Brasil é o terceiro país do mundo com mais infecções, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam 6,32 milhões de casos, e da Índia, com 4,28 milhões. Mas é o segundo em número de mortos, depois dos EUA, onde mais de 189 mil pessoas morreram pela covid-19. A Índia, que chegou a impor uma das maiores quarentenas do mundo no início da pandemia e depois flexibilizou as restrições, é a terceira nação com mais mortos, somando 72,7 mil óbitos. Ao todo, o mundo já registrou mais de 27,4 milhões de pessoas infectadas pelo coronavírus, enquanto mais de 894 mil morreram em decorrência da doença. Fonte DW Brasil
- Desmatamento em Rondônia tem aumento de 29% no primeiro semestre
Estudo compara os primeiros seis meses de 2019 com o primeiro semestre deste ano. Revista Imagem - Publicado em 08/09/2020 15:19 Rondônia teve um aumento de 29% nas áreas de desmatamento no primeiro semestre de 2020, se comparado ao mesmo período de 2019. É o que aponta um estudo do Laboratório de Geografia e Cartografia (LABCART), da Universidade Federal de Rondônia (Unir). A análise tem como base dados do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Foi contabilizado que de janeiro a julho do ano passado, Rondônia perdeu 31.993,681 hectares de floresta, sendo que 38,5% desse total foi em maio. Já no mesmo período de 2020, foram registrados danos em 41.258,206 hectares e o mês com maior quantidade de desmate foi abril, representando 28,6% do valor total. Nos dois anos, Porto Velho foi a cidade que mais desmatou no estado. Segundo a pesquisa, o ranking comparativo dos municípios que mais desmataram indica a "manutenção" das infrações no meio ambiente — pois acontecem mudanças nas posições, mas várias cidades permanecem encabeçando a lista, como: Candeias do Jamari, Nova Mamoré e Cujubim. Vilhena que ano passado foi o 4º município que mais desmatou no estado, nesse ano sequer aparece na lista dos 10 mais. No contexto da pandemia Para os pesquisadores, um dos fatores responsável pelo aumento do índice de desmatamento é a pandemia da Covid-19. "Visto que as atenções estavam focadas em "conter", "combater" e "controlar" o avanço do vírus no Brasil, madeireiros, grileiros e outros (no qual denominamos de infratores), viram a oportunidade de avançar a degradação das florestas e do meio natural, com vendas de madeira ilegal, queimadas, derrubadas e etc. Todo esse aspecto conjuntural, contribui para este aumento", consta na pesquisa. Fonte: G1RO
- TSE vai recomendar campanha virtual; caberá aos TREs normatizar regra
Dois TREs já limitaram número de pessoas em atos de campanha. Especialistas preveem brigas jurídicas nos Estados sem regra obrigatória. Revista Imagem - Publicado em 08/09/2020 15:01 Ao menos dois Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) – o de Pernambuco e o do Piauí, este em parceria com o governo do Estado – criaram protocolos que, na prática, limitam a concentração de pessoas em atos de campanha, como comícios, a fim de evitar a disseminação da covid-19. Embora o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tenha elaborado um plano sanitário, que será apresentado nesta terça-feira (8), ela terá caráter de recomendação e não de norma. Especialistas preveem brigas jurídicas nos Estados sem regra obrigatória. Se, por um lado, Estados e municípios têm autonomia para limitar aglomerações – conforme decidiu o Supremo Tribunal Federal (STF) –, por outro, atos de cunho eleitoral, como comícios, só podem ser restringidos por lei federal, aprovada pelo Congresso Nacional. Por isso, promotores eleitorais e especialistas citam a possibilidade de que gestões municipais sejam acusadas de prejudicar oponentes políticos caso limitem aglomerações em época de campanha. A campanha eleitoral, inclusive a de rua, começa formalmente em 27 de setembro, data a partir da qual passaria a ser permitida por lei a distribuição de material gráfico e a realização de comícios. De acordo com o infectologista David Uip, que participou da formulação do plano sanitário do TSE, a recomendação é que se faça a campanha de maneira virtual. “Acho que o protocolo ficou muito bom e prevê medidas a serem adotadas por mesários, fiscais, funcionários do TSE e dos TREs, policiais militares, eleitores e Exército”, afirmou. “O ministro Luís Roberto Barroso nos fez um pedido contundente, quis saber como se realiza a eleição mais segura possível, com o menor índice de abstenção”, acrescentou. Especificamente no Piauí, o governo Estadual e o TRE decidiram que as reuniões presenciais só serão permitidas se obedecerem uma regra segundo a qual cada pessoa deve dispor de uma área de 4 m². Ou seja, um espaço de 32m² poderá comportar até oito pessoas. O TRE de Pernambuco do ainda mais radical: limitou a dez pessoas por ambiente todos os atos de campanha, de pré-campanha, além de todas as convenções. De acordo com o promotor eleitoral Rodrigo Lopez Zilio, membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), os demais Estados podem ser palco de briga jurídica. “Supremo definiu que os entes federados (Estados e municípios) têm competência concorrente para regular essas questões relativas a distanciamento social”, explicou ao Estadão. “Mas o eventual veto a aglomerações vai afetar atos de conhe eleitoral, cujas regras só podem ser criadas ou alteradas pelo Congresso, em âmbito federal”, disse. Atualmente, o Brasil possui ainda seis Estados que registram disseminação acelerada do novo coronavírus: Tocantins, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Considerando apenas o primeiro turno, serão 48 dias consecutivos de campanha permitida por lei. Nas cidades que terão segundo turno, serão mais 11 dias. A emenda constitucional que o Congresso aprovou para adiar o pleito alterou as datas, mas não restringiu o modo como a campanha de rua deve ser feita. Fonte: Estadão
- Jogos precisam ocorrer em 2021 "a qualquer preço", diz Ministra da Olimpíada
Em março, o governo japonês e o Comitê Olímpico Internacional (COI) tomaram a decisão inédita de adiar os Jogos por conta da pandemia. Revista Imagem - Publicado em 08/09/2020 14:50 Os Jogos de Tóquio precisam ser realizados "a qualquer preço" em 2021, disse a ministra da Olimpíada do Japão, Seiko Hashimoto, nesta terça-feira (8). Falando em uma coletiva de imprensa, Hashimoto disse que os Jogos deveriam acontecer para o bem dos atletas, independentemente dos desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). Em março, o governo japonês e o Comitê Olímpico Internacional (COI) tomaram a decisão inédita de adiar os Jogos - agendados originalmente para começar em julho deste ano - para 2021 por causa da pandemia. "Todos os envolvidos com os Jogos estão trabalhando juntos para se prepararem, e os atletas também estão fazendo esforços consideráveis para o ano que vem", afirmou Hashimoto na coletiva. "Acho que temos que realizar os Jogos a qualquer preço", acrescentou. "Quero concentrar todos nossos esforços em medidas contra o novo coronavírus." Autoridades do governo japonês, do governo municipal de Tóquio e do comitê organizador dos Jogos se reuniram pela primeira vez na semana passada para determinar passos para conter a disseminação da covid-19 no evento. Fonte: Agência Brasil
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