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  • Combate à Covid-19 em aldeias indígenas recebe reforço com doações

    Doação dos equipamentos de proteção individual e insumos irá possibilitar o fortalecimento das ações de diagnóstico dentro das aldeias. Revista Imagem - 16/09/2020 15:22 O combate ao novo coronavírus, em aldeias indígenas, recebe reforço da Fiocruz Rondônia, por meio da doação de mais de 20 mil equipamentos de proteção individual (EPIs) e insumos ao Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei – Porto Velho). São luvas, aventais, toucas, tubos e swabs para coleta de exames, que serão utilizados por profissionais da saúde e agentes comunitários de saúde indígena, em ações desenvolvidas diretamente nas aldeias. Até o momento, o Dsei de Porto Velho registrou 678 casos confirmados do novo coronavírus e sete óbitos, entre indígenas distribuídos em 18 municípios de Rondônia, sul do Amazonas e noroeste do Estado do Mato Grosso, área assistida pelo órgão, que contempla 190 aldeias e 55 etnias. Os dados são homologados pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), vinculada ao Ministério da Saúde. “Esta doação reflete o compromisso de pessoas engajadas com a causa indígena e dá continuidade a uma série de atividades que já desenvolvemos no contexto do enfrentamento da Covid-19, entre os povos indígenas”, afirma Suelen Teixeira de Faria Resende, analista técnica de Políticas Sociais do Dsei – Porto Velho. A doação dos equipamentos de proteção individual e insumos irá possibilitar o fortalecimento das ações de diagnóstico dentro das aldeias, evitando a necessidade de transporte de indígenas para os centros urbanos, para realizar os exames. A vice-coordenadora de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz-RO, Deusilene Vieira, que também coordena estudos sobre a Covid-19 no Estado, salienta a importância desta ação “para o enfrentamento da doença entre populações extremamente vulneráveis, como os povos indígenas”. A pesquisadora em Saúde Pública destacou que a parceria é fruto de projetos já realizados pela instituição na área da saúde indígena, em colaboração com a Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz). Números da covid-19 nas aldeias De acordo com o último boletim disponibilizado pelo Dsei – Porto Velho, até o dia 9 de setembro, 1.163 casos de Covid-19 foram notificados, sendo 678 casos confirmados. Os municípios de Guajará-Mirim, Ji-Paraná e Porto Velho lideram no número de diagnósticos. Os dados também informam que, até o momento, 474 casos suspeitos foram descartados, e 638 pacientes foram curados da doença. Os números são atualizados constantemente. Por José Gadelha

  • TJ acaba com feriado municipal do Dia da Mulher em Porto Velho

    Criado pela Câmara, feriado apenas para mulheres é declarado inconstitucional. Revista Imagem - 16/09/2020 15:15 O feriado pelo Dia da Mulher, criado pela Câmara Municipal de Porto Velho, após derrubada de um veto do prefeito Hildon Chaves, foi declarado inconstitucional pelo Tribunal de Justiça de Rondônia. A norma valeria apenas para elas, no dia 8 de março. A Ação foi impetrada pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Rondônia (FACER) e a Associação Comercial e Empresarial de Porto Velho (Acep). Ao julgar a ação, o desembargador Isaias Fonseca deixou clara a proibição de um feriado específico para as mulheres. “Não se pode criar um “direito” a ser usufruído por um ou por outro somente em razão do gênero, salvo quando a fisiologia assim impuser, como é o caso da licença maternidade”, disse. O feriado já estava suspenso por liminar do próprio desembargador e agora foi julgado em definitivo. Fonte: TJRO

  • Caminhoneiro vilhenense morre em acidente quase chegando em Vilhena

    Acidente aconteceu próximo a Torre da Embratel, em Vilhena. O motorista que é pioneiro em Vilhena teve morte instantânea. Revista Imagem - 16/09/2020 15:10 Foto: Rede Social O caminhoneiro Valdir Martinelli, morreu na manhã desta quarta-feira (16) ao se envolver em acidente de trânsito nas proximidades de Vilhena. Ele vinha de Porto Velho para Vilhena, e por causa ainda desconhecida, perdeu o controle do caminhão truck que dirigia, invadiu a pista contrária e bateu em uma carreta carregada com milho. O acidente aconteceu no KM 25 da BR-364, próximo a Torre da Embratel, em Vilhena. O motorista que é pioneiro em Vilhena teve morte instantânea. A Polícia Rodoviária Federal isolou a área e fechou os dois sentidos da pista, o que formou uma fila de 10 quilômetros. Nas redes sociais, familiares e amigos fizeram homenagens ao motorista. Da Redação

  • 7 pessoas são presas por estelionato e fraude em Vilhena

    Homens tentavam levar carros 0 km de Rondônia para São Paulo Revista Imagem - 16/09/2020 12:56 A Polícia Rodoviária Federal em operação conjunta com a Polícia Militar de Rondônia e a Secretaria de Finanças de Rondônia, durante fiscalização na BR 364 em Vilhena, constatou uma frota de 7 camionetes “0 KM”, de mesma marca e modelo, conduzidas por sete homens, que se deslocavam do oeste do estado com os veículos, que seriam vendidos como novos no estado de São Paulo. A ocorrência foi registrada nesta terça-feira (15). Sensores dos automóveis teriam sido desligados para inibir a contagem de quilometragem. Os infratores foram encaminhados para registro de ocorrência, e poderão responder pelos crimes de Estelionato, Associação criminosa e Crime contra a ordem tributária. Fonte PRF

  • Termina hoje prazo para partidos definirem candidatos às eleições

    TSE espera receber mais de 700 mil registros de candidaturas. Revista Imagem - 16/09/2020 07:33 O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que termina hoje (16) o prazo para os partidos realizarem suas convenções internas para escolherem os candidatos que vão disputar os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereadores nas eleições municipais de novembro. A Justiça Eleitoral espera receber mais de 700 mil registros de candidaturas no pleito deste ano. O prazo está previsto na Lei das Eleições e deveria ter sido encerrado em agosto. No entanto, o período das convenções foi prorrogado por 42 dias devido ao adiamento das datas do calendário eleitoral em função da pandemia da covid-19. O Congresso adiou o primeiro turno das eleições deste ano de 4 de outubro para 15 de novembro. O segundo turno, que seria em 25 de outubro, foi marcado para 29 de novembro. O registro dos candidatos escolhidos pelas legendas deverá ser feito até 26 de setembro na Justiça Eleitoral dos estados. A íntegra do calendário eleitoral pode ser acessada no site do TSE. Protocolo de saúde Na semana passada, o TSE definiu o protocolo sanitário com medidas preventivas para eleitores e mesários que vão trabalhar no pleito. Os eleitores só poderão para entrar nos locais de votação se estiverem usando máscaras faciais e deverão higienizar as mãos com álcool em gel antes e depois de votar. A distância de um metro entre as demais pessoas também deverá ser mantida. O TSE recomenda ainda que o eleitor leve sua própria caneta para assinar o caderno de votação. Eleitores e mesários que estiverem com sintomas da covid-19 não devem comparecer ao local de votação. Posteriormente, a ausência poderá ser justificada na Justiça Eleitoral. Cartazes ilustrativos com o passo a passo da votação serão divulgados nas seções eleitorais para orientar os eleitores. Por André Richter

  • Costa Marques abre concurso com mais de 130 vagas disponíveis

    Também será formado cadastro reserva para 47 cargos. Salários chegam a R$ 9,8 mil. Revista Imagem - 16/09/2020 07:33 Um concurso público foi aberto em Costa Marques para o preenchimento de mais de 130 vagas em diversas áreas. As inscrições podem ser feitas pela internet até o dia 13 de outubro. Os salários partem de R$ 998 e chegam a R$ 9,8 mil. Os interessados podem se inscrever pela internet no site da banca organizadora, o Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (Ibade). As taxas variam de R$ 50 a R$ 100, dependendo do cargo pretendido. A seleção será realizada através de provas objetivas para todos os cargos, provas práticas para alguns cargos de nível fundamental, e prova de títulos para os de nível superior. Ainda não foi definida data para a realização das provas devido a pandemia da Covid-19. Estão disponíveis vagas para: Ensino fundamental incompleto Agente de Saúde – Pacs Aux. Oper. Serviços Diversos Coveiro Eletricista Mecânico Motorista de Veículos Leves (Ambulância) Motorista de Veículos Leves Motorista de Veículos Pesados (Ônibus Escolar) Motorista de Veículos Pesados (Caminhão) Operador de Trator de Pneu Operador de Retroescavadeira Operador de Pá Carregadeira Operador de Motoniveladora Patrol Operador de Motoniveladora PC (Escavadeira Hidráulica PC) Ensino fundamental completo Merendeira Monitor Escolar Ensino médio Agente Administrativo - Educação Agente Administrativo Fiscal de Vigilância Sanitária Fiscal Tributário Ensino médio técnico Téc. Segurança Trabalho Enfermagem Técnico em Radiologia Ensino superior Assistente Social Cirurgião Dentista Contador Controlador Interno Enfermeiro Engenheiro Civil Farmacêutico Fisioterapeuta Fonoaudiólogo Médico Clínico Geral Médico Veterinário Nutricionista Professor Municipal Pedagogo Professor de Educação Física Professor de História Professor de Língua Portuguesa Professor de Libras Professor de Matemática Professor de Geografia Psicólogo Fonte G1

  • "Não sabemos sequer se indígenas isolados estão vivos"

    Ativista diz que sistema de proteção de povos não contatados em Rondônia está sucateado e chama atenção para o risco de etnocídio silencioso. Revista Imagem - 16/09/2020 07:18 Ivaneide Bandeira, de 61 anos, perdeu cinco pessoas próximas em apenas 20 dias. De seu quintal, ela enxerga a fumaça que há dias encobre a visão do céu e a recorda que não há tempo para viver o luto. Seu celular não para, com relatos de invasões de terra, problemas relacionados à pandemia e ao avanço das queimadas sobre Rondônia, estado que tem a maior concentração de povos isolados da Amazônia. "Estou completamente desestruturada”, diz. Ela é coordenadora-geral da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, que atua na proteção dos povos indígenas do estado. Ivaneide fundou a organização em 1992 junto com Rieli Franciscato, sertanista histórico que coordenava a Frente de Proteção Uru-Eu-Wau-Wau na Funai e foi atingido por uma flechada de um indígena isolado no último dia 9 de setembro. O episódio jogou luz sobre o clima de tensão vivido pelos povos não contatados, sob ameaças diversas. Em entrevista à DW Brasil, a coordenadora da Kanindé relata o abalo psicológico vivido por ela e os demais integrantes da associação, vincula a morte do amigo ao desmonte da Funai e chama atenção para o risco de etnocídio silencioso dos povos isolados em meio às queimadas. "Com o desmonte das equipes do Rio Madeira e de toda a estrutura da Funai, não sabemos sequer se eles estão vivos”, alerta. Veja os principais trecho da entrevista com Ivaneide Bandeira. Como está o seu psicológico tendo que lidar com sucessivos lutos e tragédias? Acho que envelheci 20 anos neste ano de 2020. Estou numa tensão muito grande. Perdi o meu cunhado quatro horas antes de saber do Rieli. Em 20 dias, tivemos cinco mortes. Estou completamente desestruturada. A vontade, o tempo todo, é de chorar. Eu me sinto inútil vendo a floresta queimando, sendo derrubada, com os índios ameaçados de morte. Em abril, tivemos o assassinato do Ari Uru-Eu-Wau-Wau, professor e líder na área. Foi um crime bárbaro, dentro da terra indígena, até agora sem solução. A gente acredita piamente que está relacionado à invasão da TI para roubo de madeira e grilagem. Nossa situação é terrível. Estamos extremamente fragilizados, vulneráveis e psicologicamente abalados. É muito difícil dormir de noite. Durante o dia, tento ocupar a mente com várias outras coisas, mas não consigo, porque a cada hora tem um indígena ligando para relatar invasão, outro para falar da pandemia, outro porque está com medo. O dia vira uma loucura e, quando chega a noite, não tem como deixar de pensar em toda essa situação trágica que estamos vivendo na Amazônia e no Brasil. Eu nem sei como classificar isso, mas estamos vivendo uma tragédia humana. A gente pensa também nos animais que estão morrendo e na vegetação destruída. Podemos estar eliminando remédios ainda não descobertos para uma série de doenças. Ou seja, o futuro da humanidade. Só espero que 2021 não repita 2020. Chegam ameaças para você e outras pessoas do Instituto Kanindé? O tempo todo. A situação é tal que a gente agora teve que pedir orientação sobre como se defender. Eles são muito espertos. Foi-se a época que mandavam ameaças pela internet ou telefone. Geralmente, chega alguém que você nunca viu na fila do banco para bater nas suas costas e dizer: nossa, você é muito corajosa, né? Se eu fosse você, tomava cuidado, porque o pessoal sabe onde você mora, todo mundo conhece a sua cara. Não tem medo de morrer? Você tome cuidado. É uma situação bem difícil. Como você avalia a atual situação dos povos indígenas isolados em Rondônia? A situação é extremamente crítica. Há oito povos isolados detectados em Rondônia. Desses grupos, três estão dentro da Terra Indígena Uru-eu-wau-wau, e os outros cinco estão distribuídos em áreas de proteção ambiental e no entorno de terras indígenas do estado. Se os grupos que estão dentro dessas reservas não estão protegidos, imagina os que estão fora de terras indígenas. Do nada, a Funai acabou com a Frente de Proteção do Rio Madeira, deixando toda essa área completamente desprotegida. Na Frente Uru-eu-wau-wau, onde estava o Rieli, não há recursos humanos suficientes para fazer o trabalho. Basta ver que o Rieli tinha ido checar a situação com a polícia, porque não tinha pessoal para o acompanhar. O que aconteceu com ele é sintomático de como é tratada a questão dos índios isolados no Brasil hoje. A atenção a esses povos sempre foi considerada o trabalho mais fino da Funai, ao qual eles destinavam mais cuidado, pela delicadeza da situação. No entanto, essas frentes estão todas fragilizadas. A Funai inteira está sucateada. Temos um órgão com poucos recursos humanos, que nem dentro das áreas estão, o que é um erro. A fiscalização é ineficaz, porque não tem gente pra fazer. O órgão não tem poder de polícia, recursos humanos e nem equipamento. É humanamente impossível querer que eles deem conta. O governo não fortalece seus próprios servidores. A morte do Rieli, além de chamar atenção pra toda essa situação dos isolados, também joga luz sobre a situação em que se encontra a Funai hoje. Quais são os principais problemas da atuação da Funai hoje? O coordenador de povos isolados hoje é um missionário, sendo que esse cargo deveria ser exercido por uma pessoa experiente, que faça esse trabalho ao longo dos anos e entenda de toda a problemática. O desmanche não é só da Funai, mas de toda a política indigenista. Os servidores não têm o apoio necessário para cumprir sua missão e não há força política. A gente conhece bem as dificuldades. O que cobramos é um fortalecimento da Funai: que o governo abra concurso público, dê equipamentos, orçamento decente, recursos humanos suficientes e poder de polícia para o órgão. Hoje, se a Funai entrar numa área sem estar acompanhada da polícia ou do Ibama, não pode prender ninguém. Com tantos problemas de corrupção, tráfico de drogas e invasão de terras para resolver, a Polícia Federal também não dá conta. A maior de todas as fragilidades é ter um governo contra os povos indígenas. E, nos estados, temos políticos incentivando a invasão de áreas protegidas. Em um ano eleitoral, esse cenário se agrava ainda mais. A Secretaria de Meio Ambiente do governo de Rondônia está propondo reduzir a reserva extrativista Jaci-Paraná e o Parque Estadual de Guajará-Mirim, onde há atuação de grileiros. Eles querem premiar esses criminosos dando as terras que eles grilaram. O governo tinha que fazer um laudo de impacto ambiental e exigir que todos eles recuperassem a área degradada, tirá-los de lá e multar todo mundo, para dar uma mensagem clara, de que não adianta invadir reservas, parques, unidades de conservação e terras indígenas. Em vez disso, premiam a bandidagem que roubou e desmatou. No meio disso, estão os índios isolados. Com o desmonte das equipes do Rio Madeira e de toda a estrutura da Funai, não sabemos sequer se eles estão vivos. Quais dos problemas atuais são novos e o que já acontecia historicamente na região? No caso da TI Uru-eu-wau-wau, por exemplo, um velho problema é o Projeto de Assentamento Burareiro, uma área dentro da terra indígena onde o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) cedeu 122 títulos de terra que hoje são utilizados por invasores. A região estava em litígio, não podia ser desmatada, e os caras derrubaram tudo. Serviu como incentivo à invasão dentro da terra indígena. A principal novidade é o aumento das invasões e queimadas pelo fato de as pessoas acreditarem que o governo vai dar a terra. O avanço se intensificou muito. Outro fenômeno é o aparecimento de associações de produtores rurais que promovem a invasão de terras indígenas. Em paralelo a isso, a gente observa uma invasão nas áreas limítrofes dos territórios demarcados, o que também acontece em unidades de conservação. Essas invasões têm o único objetivo de se apropriar do território para entrar em seguida nas áreas protegidas. Além disso, embora alguns fazendeiros com propriedades nessas fronteiras entrassem nas terras indígenas, eles não eram vistos incentivando invasões. Hoje em dia, estão junto com os invasores. Isso é muito recente, impulsionado pelo discurso do Bolsonaro. Eles falam que estão ali porque o presidente diz que vai dar a terra. Antes, havia um certo medo das ações do Ibama, Funai e ICMBio. Hoje em dia, eles encaram os servidores e vão para cima deles com o objetivo de atacar, porque acreditam que o ministro Ricardo Salles vai paralisar a fiscalização e ficar do lado deles. Eles têm fundamento para isso, porque nós não temos um ministro do Meio Ambiente, mas um sinistro do meio ambiente. Em meio às queimadas que afetam a região, é possível monitorar a movimentação dos indígenas, incluindo os isolados? Esta é outra preocupação nossa, porque lá a região onde houve o incidente com o Rieli é foco de queimadas, e a gente não sabe se os caras colocaram fogo nas áreas onde ficam os indígenas, nem sabemos como eles estão. A gente só consegue monitorar os focos de queimada e acompanhar aqueles com quem mantemos contato. Eu fiquei apavorada na semana passada, quando morreu o fiscal do ICMBio que estava apagando o fogo na região. Fiquei pensando nos isolados em uma situação daquelas. O fogo avança sem controle e, quando você vê, está cercado. São regiões distantes. A gente fica se perguntando como os invasores entram em determinadas áreas. Nos mapas do INPE, Rondônia aparece sob fumaça. E o governo nega que esteja acontecendo. Qual você considera ser o maior legado do Rieli? O maior legado que ele deixa é a defesa dos povos isolados. Ele sempre defendia que se mantivesse o monitoramento, e o contato acontecesse quando não houvesse outra alternativa. Ele morreu nessa luta. O legado dele é a luta pela garantia da vida dos povos isolados, com seriedade e compromisso. A gente não pode, de forma nenhuma, deixar o trabalho dele desaparecer. Este é um compromisso pessoal meu: garantir a continuidade do trabalho de proteção aos índios isolados. Por Deutsche Welle

  • Vilhena soma 3.319 infecções por coronavírus e 52 vítimas fatais

    Rondônia tem 61.260 casos confirmados e 1.269 óbitos provocados pelo novo coronavírus. Revista Imagem - 16/09/2020 07:07 O boletim municipal sobre o novo coronavírus desta terça-feira (15) confirmou mais 36 casos de infecção em Vilhena, o mesmo número do dia anterior. Pelo terceiro dia consecutivo, o município não registrou mortes por covid-19. Nos seis dias anteriores Vilhena havia registrado 8 mortes pela doença. Vilhena soma 61 vítimas fatais provocadas pela covid-19, sendo 52 mortes de vilhenenses e 9 óbitos de moradores de outras cidades. A taxa de letalidade da pandemia em Vilhena é de 1,54%. No Estado a taxa está em 2,07%, no Brasil em 3,03%, na América do Sul em 3,19% e no mundo em 3,15%. Já as 36 novas infeções elevaram para 3.319, os casos confirmados no município, desde o primeiro diagnóstico há 162 dias (5 de abril). A secretaria municipal de Saúde ainda investiga 103 casos suspeitos de contaminação. E o número de casos ativos é de 361 pessoas. Segundo o boletim, 2.942 pessoas já se recuperaram da doença em Vilhena, o que corresponde a 86,6% dos casos registrados. Ontem a Central de Atendimento da Covid-19 em Vilhena tinha 16 pacientes internados, sendo 4 internações na UTI. A taxa de ocupação de leitos de UTI no município é de 40%. Vilhena é o terceiro município de Rondônia em número de casos confirmados de covid-19, atrás apenas de Porto Velho e Ariquemes; e o quinto em número de mortes pela doença. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, Rondônia tem 61.260 casos confirmados e 1.269 óbitos provocados pelo novo coronavírus. Ontem foram registrados 514 novos casos e 16 mortes no estado. Veja abaixo a situação dos 10 municípios com mais casos registrados em Rondônia segundo o Boletim Estadual: Município casos mortes Porto Velho: 28.447 680 Ariquemes: 5.044 84 Vilhena: 3.359 52 Guajará: 2.905 87 Ji-Paraná: 2.525 64 Cacoal: 2.052 30 Jaru: 1.682 24 Rolim de Moura: 1.404 17 Candeias: 1.377 25 Machadinho: 1.172 6 Veja abaixo a situação dos municípios do Cone Sul do estado segundo o Boletim Estadual: Município casos mortes Vilhena: 3.359 52 Chupinguaia 656 5 Cerejeiras: 237 6 Pimenteiras: 177 6 Colorado: 170 2 Cabixi: 93 5 Corumbiara: 36 3 José Antonio Sant'Ana

  • Brasil registra 1.113 mortes por covid-19 em 24 horas

    País registra mais 36.653 casos da doença, elevando total para 4.382.263. Número de mortos chega a 133.119. Revista Imagem - 16/09/2020 06:54 Números do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgados nesta terça-feira (15) apontam que mais 1.113 mortes por covid-19 foram notificadas no Brasil nas últimas 24 horas. Com isso, o total de óbitos pela doença oficialmente identificados chegou a 133.119, segundo atualização publicada às 18h (horário de Brasília). O Brasil ainda registrou oficialmente mais 36.653 casos, elevando o total para 4.382.263. Diversas autoridades e instituições de saúde em todo o país, no entanto, alertam que os números reais da doença devem ser maiores em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação. O Conass não informou o número de recuperados no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde divulgados na segunda-feira, 3.613.184 já se recuperaram. O Brasil é o terceiro país do mundo com maior número de casos de covid-19 oficialmente notificados. Só está atrás dos Estados Unidos e da Índia. Já a taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes chegou a 63,3 no Brasil. Em número total de óbitos, o país ocupa a segunda posição no mundo – atrás apenas dos EUA, que acumulam mais de 195 mil mortes. Já no cálculo levando em conta a população, o Brasil aparece em nono lugar – bem à frente de países vizinhos, como a Argentina (26,22) e o Uruguai (1,3). Nos últimos dias, o Brasil ultrapassou o Reino Unido – o país europeu com maior número de mortes – e tem intercalado de posição com a Espanha, que ocupa o oitavo lugar. São Paulo é o estado brasileiro mais atingido pela epidemia, com 901.271 casos e 32.963 mortes. O total de infectados no território paulista supera os registrados em praticamente todos os países do mundo, exceto Estados Unidos (6,5 milhões), Índia (4,9 milhões) e Rússia (1 milhão). A Bahia é o segundo estado brasileiro com maior número de casos, somando 285.448, seguida de Minas Gerais (255.606), Rio de Janeiro (244.418), Ceará (229.072) e Pará (216.318). Já em número de mortos, o Rio é o segundo estado com mais vítimas, somando 17.180 óbitos. Em seguida vêm Ceará (8.739), Pernambuco (7.914), Pará (6.387), Minas Gerais (6.328) e Bahia (6.040). Segundo a Universidade Johns Hopkins, dos EUA, mais de 930 mil pessoas já morreram de covid-19 no mundo. O número de casos identificados chega a 29,3 milhões em todo o planeta. Por Deutsche Welle

  • INSS suspende perícias até adequações das agências da Previdência

    Mesmo sem o serviço de perícia, a retomada gradual inclui a avaliação social e cumprimento de exigências entre outros serviços. Revista Imagem - 15/09/2020 13:24 O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que as perícias médicas estão suspensas até que adequações sejam feitas das agências da Previdência, para garantir a segurança dos peritos e beneficiários contra riscos de infecção pelo novo coronavírus (covid-19). Ontem (14), diversas unidades retomaram o atendimento presencial, suspenso em março em razão da pandemia. Entretanto, os médicos peritos decidiram não retomar as atividades por falta de segurança e todas as perícias médicas agendadas foram suspensas. De acordo o INSS, novas inspeções serão feitas hoje (15) e amanhã (16) para viabilizar o rápido retorno dos peritos. De acordo com a Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais, durante vistorias nas agências na semana passada, ficou constatado que das mais de 800 unidades que oferecem perícia pelo Brasil, apenas 12 tinham estrutura para retorno seguro neste período de pandemia. “Abrir apenas estas agências e manter fechadas as demais é inviável do ponto de vista gerencial e operacional, e causaria potencial caos nas cidades devido a riscos de sobrecarga de demanda”, explicou, em comunicado. Os peritos continuam em trabalho remoto, atendendo os pedidos de antecipação e demais solicitações que já vêm sendo feitas ao longo da pandemia. Mesmo sem o serviço de perícia, segundo o INSS, a retomada gradual inclui a avaliação social, cumprimento de exigências, reabilitação profissional e justificação administrativa. Todos esses serviços devem ser agendados com antecedência pelos canais remotos. “Segurados não agendados não serão atendidos a fim de evitar aglomerações, conforme determinações do Ministério da Saúde”, destacou o INSS. O segurado deve acessar o portal covid.inss.gov.br para saber qual agência está aberta e se já oferece a perícia. Caso positivo, é necessário fazer a remarcação pelo Meu INSS ou pelo telefone 135. Por Andreia Verdélio

  • Câmara aprova mais de R$ 700 mil para enfrentamento ao Coronavírus

    A votação aconteceu durante a 23ª sessão ordinária, que ocorreu na manhã desta terça-feira (15). Revista Imagem - 15/09/2020 13:37 A Câmara de Vereadores de Vilhena aprovou o projeto 5.937/2020, que destina R$ 723.119,10 para o pagamento da folha dos profissionais que atuam no enfrentamento ao Coronavírus (Covid-19). A votação aconteceu durante a 23ª sessão ordinária, que ocorreu na manhã desta terça-feira (15). O projeto dispõe sobre a autorização de abertura de crédito adicional suplementar no orçamento-programa da Secretaria Municipal de Saúde (Semus). Para dar cobertura ao crédito, serão utilizados recursos provenientes do Governo Federal. De acordo com o boletim da prefeitura divulgado na segunda-feira (14), o município registra 3.319 casos confirmados de vilhenenses; nove positivados moradores de outras cidades; 52 óbitos de vilhenenses; nove óbitos de moradores de fora e 98 casos suspeitos. Há atualmente no município 389 casos ativos de moradores de Vilhena, bem como 2.878 já recuperados e 12 transferidos. O projeto 5.937/2020 foi aprovado por unanimidade e segue para sanção do Executivo. Fonte Câmara de Vereadores de Vilhena

  • Brasil avança no Ideb, mas apenas ensino fundamental cumpre meta

    Medido a cada dois anos, o Ideb é o principal indicador de qualidade da educação brasileira. Revista Imagem - 15/09/2020 13:32 O Brasil avançou no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em todas etapas de ensino, mas apenas nos anos iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano, cumpriu a meta de qualidade nacional estabelecida para 2019. Os resultados foram divulgados hoje (15) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Medido a cada dois anos, o Ideb é o principal indicador de qualidade da educação brasileira. O índice registrado nos anos iniciais no país passou de 5,8, em 2017, para 5,9, em 2019, superando a meta nacional de 5,7 considerando tanto as escolas públicas quanto as particulares. Nos anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, avançou de 4,7 para 4,9. No entanto, ficou abaixo da meta fixada para a etapa, 5,2. No ensino médio, passou de 3,8 para 4,2, ficando também abaixo da meta, que era 5. O Ideb é calculado com base em dados de aprovação nas escolas e de desempenho dos estudantes no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O Saeb avalia os conhecimentos dos estudantes em língua portuguesa e matemática. O índice final varia de 0 a 10. O índice tem metas diferentes para cada ano de divulgação e também metas específicas nacionais, por unidade da federação, por rede de ensino e por escola. A intenção é que cada instância melhore os índices para que o Brasil atinja o patamar educacional da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em termos numéricos, segundo o Inep, isso significa progredir da média nacional de 3,8, registrada em 2005 na primeira fase do ensino fundamental, para um Ideb igual a 6 em 2022, ano do bicentenário da Independência. Para os anos finais do ensino fundamental, a meta nacional é 5,5 e, para o ensino médio, 5,2. Esta é a penúltima divulgação do Ideb antes do fim das metas previstas. A próxima será em 2022, referente a 2021. Desigualdades Mesmo tendo cumprido a meta de 2019 e estando muito próximo de atingir a meta nacional de 2021, até mesmo os dados dos anos iniciais do ensino fundamental mostram que o país ainda tem uma série de diferenças educacionais quanto analisados os dados regionais, estaduais e municipais. Na Região Norte, apenas 36,4% dos municípios atingiram a meta para a rede pública, que concentra a maior parte das matrículas na etapa de ensino. O que significa que cerca de seis a cada dez municípios não atingiram a meta. Nessa região, apenas 4,9% das redes públicas municipais têm um índice 6 ou maior. Na Região Sudeste, 73,9% das redes municipais têm Ideb 6 ou mais. A maior porcentagem de redes municipais com Ideb 6 ou mais está no estado de São Paulo, 91,3%. O Ceará tem a maior porcentagem de municípios que atingiram a meta do Ideb 2019 para as escolas públicas municipais, de 98,9%, seguido por Alagoas, com 92,1%. Por outro lado, no Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins menos da metade dos municípios alcançou a meta esperada. As diferenças seguem pela trajetória escolar. Nos anos finais do ensino fundamental, na rede pública, 631 municípios alcançaram ideb igual a 5,5 ou mais, maior nível considerado. Um a cada três desses municípios está no estado de São Paulo. No outro extremo, 373 municípios têm o índice até 3,4, o nível mais baixo. Desses, 28,7% são municípios da Bahia. No ensino médio, apenas 9,3% das escolas públicas estaduais, que concentram a maior parte das matrículas na etapa, têm Ideb 5,2 ou mais, nível mais alto considerado para a etapa. Norte e Nordeste estão abaixo da média nacional com, respectivamente, 2,6% e 7,6% das escolas públicas com os maiores índices. Municípios abaixo da meta Com o avanço do tempo, as metas ficam também mais ambiciosas e mais escolas acabam ficando para trás. No ano passado, menos municípios conseguiram cumprir as metas sugeridas. Considerando as metas para os anos iniciais do ensino fundamental para as escolas públicas municipais, em 2017, 3,6 mil municípios cumpriram a meta, o equivalente a 70%. Em 2019, esse número caiu para 3,2 mil, ou 62%. Nos anos finais do ensino fundamental, 1,2 mil, o equivalente a 23% dos municípios conseguiram alcançar a meta para 2019 para as escolas públicas. Em 2017, foram 2,1 mil, o equivalente a 38,5%. Esses dados não foram disponibilizados para o ensino médio. Avanços na escola pública Embora o Ideb da rede pública seja, em todas as etapas de ensino, inferior ao da rede particular, foi entre as públicas que ele apresentou mais avanços. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o índice passou, na rede pública, de 5,5 em 2017 para 5,7 em 2019, extrapolando a meta de 5,5 para o ano. Nas privadas, permaneceu 7,1, inferior à meta para essas escolas, que era 7,4 para o ano. Nos anos finais do ensino fundamental, a rede privada também manteve, em 2019, o Ideb de 2017, que era 6,4 e ficou abaixo da meta de 7,1. Já as públicas passaram de 4,4 para 4,6. Também não cumpriram a meta, que era 5. O ensino médio foi a única etapa que apresentou avanço também entre as escolas particulares, cujo Ideb passou de 5,8 para 6. O índice ficou, no entanto, abaixo da meta, que era 6,8. Entre as públicas estaduais, índice teve um aumento maior, de 0,4, passando de 3,5 em 2017 para 3,9 em 2019. Mesmo assim, a rede estadual ficou abaixo da meta 4,6. Por Mariana Tokarnia

  • Bolsonaro diz que Governo vai manter o Bolsa Família

    Presidente descartou a criação do programa Renda Brasil até 2022 - iniciativa que pretendia expandir o alcance e suceder o Bolsa Família. Revista Imagem - 15/09/2020 13:27 O presidente Jair Bolsonaro declarou hoje (15) que o governo não vai suspender reajustes das aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) - auxílio pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. O presidente descartou também a criação do programa Renda Brasil até 2022 - iniciativa que estava em estudo para expandir o alcance e suceder o Bolsa Família, que é pago a famílias que estão em situação de pobreza extrema e miséria. Em vídeo publicado nas redes sociais, Bolsonaro citou notícias que dizem que a intenção do governo é congelar as aposentadorias para garantir recursos para o Renda Brasil. “Eu já disse que jamais vou tirar dinheiro dos pobres para dar para os paupérrimos. Quem por ventura vier a propor para mim uma medida como essa, eu só posso dar um cartão vermelho para essa pessoa. É gente que não tem um mínimo de coração, não tem o mínimo de entendimento como vivem os aposentados do Brasil”, disse. De acordo com o Bolsonaro, “pode ser que alguém da equipe econômica tenha falado sobre este assunto”, mas que seu governo “jamais” vai congelar salários de aposentados ou reduzir o BPC “para qualquer coisa que seja”. “Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil, vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final”, destacou. Em junho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou a intenção do governo em criar o Renda Brasil após a pandemia do novo coronavírus, com a unificação de vários programas sociais. Desde então, a equipe econômica e o Palácio do Planalto têm discutido a fonte de recursos para financiar o novo programa social. Na semana passada, Bolsonaro descartou o fim do seguro-defeso como forma de garantir o programa de renda permanente. Em agosto, ele também já havia anunciado que a criação do Renda Brasil estava suspensa porque não aceitaria eliminar, em troca, o abono salarial, espécie de 14º salário pago aos trabalhadores com carteira assinada que recebem até dois salários mínimos. Por Andreia Verdélio

  • Governo irá definir novas metas de qualidade para a educação

    Elas deverão começar a valer em 2022, com o fim das metas atuais do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Revista Imagem - 15/09/2020 13:08 O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, anunciou hoje (15) a criação de um grupo que irá definir as novas metas de qualidade para as escolas de todo o país. Elas deverão começar a valer em 2022, com o fim das metas atuais do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que é o principal indicador de qualidade da educação brasileira. Nesta terça-feira, o instituto anunciou os resultados do Ideb de 2019. Em 2007 foram pactuadas metas para esse indicador para que a educação brasileira se equiparasse ao patamar educacional da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 2022. A última avaliação será feita no ano que vem e divulgada no ano seguinte. “Estamos caminhando para o final de um ciclo de avaliação”, diz Lopes, acrescentando que “até 2022 vamos pactuar novas metas, com os municípios, com os estados, para saber o que queremos da educação do futuro”. O grupo será formado pelo Ministério da Educação (MEC), pelo Conselho Nacional de Educação, pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), representando os municípios, e pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), representando os estados. Especialistas e entidades educacionais também poderão participar das discussões, de acordo com Lopes. Os dados divulgados mostram que em todas as etapas de ensino houve melhorias, mas o país alcançou apenas a meta prevista para os primeiros anos do ensino fundamental, etapa que vai do 1º ao 5º ano. As metas para os anos finais, do 6º ao 9º ano, e para o ensino médio não são alcançadas desde 2013. Colaboração Em coletiva de imprensa, representantes dos estados e municípios defenderam a colaboração de todos os entes federados para ajudar a melhorar a qualidade do ensino no país. “É importante estarmos institucionalmente organizados e que essa união com regime de colaboração União, estados e municípios opere integralmente para que a gente dê conta dos desafios que são colocados”, diz o presidente da Undime, Luiz Miguel Martins Garcia. Embora a educação básica, que vai da educação infantil ao ensino médio, pública seja de responsabilidade prioritária dos estados e municípios, o governo federal opera uma série de políticas públicas que ajudam a reduzir as desigualdades do país, como programas para transporte, alimentação escolar, entre outros. No final do mês passado, o Congresso Nacional aprovou emenda constitucional que torna permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, que é a principal fonte de recursos para as escolas do país. A medida amplia de 10% para 23% a participação da União no financiamento da educação básica e altera a forma de distribuição dos recursos entre os entes federados. “A gente colocou na nossa meta que a gente trabalharia com regime de colaboração, independente das questões partidárias. O nosso partido é único e é muito forte, pode mudar o país, que é o partido da educação”, diz a presidente do Consed, Cecilia Motta. O ministro da Educação, Milton Ribeiro, participou do início da coletiva e disse que a pasta está aberta para ouvir opiniões e sugestões dos educadores. “Nós do governo Bolsonaro não somos donos da verdade. Claro que temos uma linha, temos um propósito com relação a educação, com relação a valores, com relação a princípios. Isso deve prevalecer, estou comprometido com esse valores, mas acredito que cada um dos educadores, cada um dos secretários têm uma contribuição e pode nos ajudar”. Valorização dos professores Ribeiro afirmou que irá, a partir de outubro, discutir o salário dos professores: “Um professor bom, embaixo de uma árvore, impacta a vida de uma criança, de um aluno, e é isso que a gente precisa: capacitar os professores e valorizá-los. Não posso entender um professor tendo que dar aula de manhã, de tarde e de noite para poder ter um sustento mínimo e digno para a sua família”. O Ministério da Educação é responsável por, anualmente, reajustar, com base na legislação vigente, o piso salarial dos professores. Atualmente, o mínimo que deve ser pago por uma jornada de 40 horas é R$ 2.886,24. Pela lei do Plano Nacional de Educação, até 2020, o salário dos professores deve se equiparar ao dos demais profissionais com mesmo nível de formação. De acordo com relatório divulgado pelo Inep este ano, os professores ganham, em média, menos. Até 2019, ganhavam 78,1% dos demais salários, o que significa que o rendimento ainda precisa aumentar em 21,9 pontos percentuais. Por Mariana Tokarnia

  • Criança vilhenense que teve rosto queimado em churrasqueira morre no hospital

    O acidente aconteceu no dia 29 de agosto em Vilhena. Ela seguia internada no Hospital Infantil Cosme e Damião, na capital, há 15 dias. Revista Imagem - 15/09/2020 13:08 Morreu na tarde de segunda-feira (14) a menina de 6 anos que teve o rosto completamente queimado ao passar na frente de uma churrasqueira acesa com álcool. O acidente aconteceu no dia 29 de agosto em Vilhena, durante um churrasco de aniversário em família. Ela seguia internada no Hospital Infantil Cosme e Damião, na capital. A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) informou que a morte de Nicole Vitória Xavier foi provocada por uma bactéria que ela contraiu durante a internação. O corpo da criança será levado para Vilhena, onde vai ser velado na Capela Municipal. A mãe da criança disse à época do acidente que familiares acenderam a churrasqueira com álcool para celebrar um aniversário e, que após já estar acesa, a menina passou na frente do fogo e as chamas "voaram" para o rosto dela. Imediatamente, os parentes tiraram a roupa da menina para apagar as chamas e a levaram até o Hospital Regional de Vilhena. Nicole ficou internada até a chegada de um avião que a transportou para o hospital Infantil Cosme e Damião, em Porto Velho, na noite de 31 de agosto. A Sesau informou que a criança estava com o rosto bastante queimado e corria risco de intubação por edema. Nicole também estava desidratada. Por Maelly Nunes (Rede Amazônica)

  • Covid-19: JBS reforça doações para Colorado do Oeste

    Ação integra o programa de responsabilidade social da empresa, “Fazer o Bem Faz Bem – Alimentando o Mundo com Solidariedade” Revista Imagem - 15/09/2020 13:08 Nos últimos dias, a JBS entregou 20 oxímetros ao Fundo Municipal de Saúde de Colorado do Oeste (RO). Essa nova doação da empresa à cidade está dentro do seu programa “Fazer o Bem Faz Bem – Alimentando o Mundo com Solidariedade”. Desde julho, a instituição já recebeu 10 bombas de infusão, cinco monitores de sinais vitais, quatro camas de UTI, 2 mil litros de álcool em gel e mais de 19 mil equipamentos de proteção individual (EPIs), como aventais, luvas cirúrgicas, macacões impermeáveis, máscaras cirúrgicas e N95, propés, toucas e viseiras faciais. Já para o Fundo Municipal de Assistência Social foram destinadas 529 cestas básicas. Colorado do Oeste é um dos 280 municípios beneficiados pelo programa no Brasil. Em Rondônia, a JBS fará a doação de R$ 16,2 milhões, sendo R$ 10 milhões para o Estado e R$ 6,2 milhões para seis cidades rondonienses, beneficiando cerca de 800 mil pessoas. Os R$ 400 milhões doados pela JBS contra a pandemia no Brasil estão sendo aplicados nas três frentes de atuação do programa – saúde, assistência social e ciência. A estimativa é que mais de 76 milhões de pessoas sejam beneficiadas com as ações. A alocação dos recursos considera um diagnóstico feito com sistemas de saúde municipais e estaduais e incluiu entrevistas e análise de dados. Essas informações foram avaliadas por especialistas dos três comitês independentes do programa da JBS nas áreas de saúde, social e ciência e que, com larga experiência em seus respectivos setores de atuação, apoiaram na definição das ações e projetos atendidos. Fonte MSN

  • Eleições 2020 têm 2º maior número de vetados pela Lei da Ficha Limpa

    7.354 pessoas estão impedidas de concorrer. Esse número é inferior apenas ao registrado nas últimas eleições de 2018. Revista Imagem - 15/09/2020 13:01 O número de candidatos vetados pela Lei da Ficha Limpa em 2020 é o 2º mais alto desde que a regra passou a valer, em 2010. Neste ano, segundo lista entregue pelo presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), José Múcio Monteiro, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), estão impedidos de concorrer 7.354 pessoas. Esse número é inferior apenas ao registrado nas últimas eleições, em 2018. Naquele ano, que teve eleições para os cargos de presidente, governador, senadores e deputados, foram vetadas 8.057 pessoas. Nas eleições municipais de 2016, o número de barrados, segundo o TCU, foi de 7.315. Em 2014, foram 6.819. O TCU não registra, em sua base de dados, números referentes aos anos de 2010 e 2012 –as primeiras eleições com a lei vigente. No entanto, a Corte, à época, divulgou o número de 6.000 vetados em 2012 e 4.922 em 2010. Dessa forma, a lista completa conta com mais de 40.000 vetos desde que a lei passou a ser aplicada. Candidato, só com liminar Os vetados poderão concorrer nas eleições por meio de liminar. Mas, se eleitos, o mandato dependerá de decisão final da Justiça. Os tribunais de contas dos Estados e cidades também mandarão listas até o fim do mês. O TCU preparou 1 sistema em que é possível usar 1 telefone do TCU para checar se qualquer nome está na lista. Basta mandar uma mensagem por WhatsApp neste número: +55 (61) 35272000. É respondida imediatamente por inteligência artificial. Fonte MSN

  • Estudo comprova que coronavírus é capaz de invadir o cérebro

    Infecção é potencialmente mais grave e letal do que a registrada nos pulmões, como mostra necropsia feita em criança de 1 ano. Revista Imagem - 15/09/2020 08:00 O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, é capaz de invadir o cérebro, podendo provocar uma infecção potencialmente mais grave e letal do que a registrada nos pulmões. A conclusão está em dois trabalhos científicos brasileiros assinados por especialistas da UFRJ, Fiocruz e Instituto D'or, publicados nesta segunda-feira, 14, em plataformas de pré-publicação. Um terceiro trabalho, da Universidade de Yale, publicado na quarta-feira passada, chega a conclusões semelhantes de forma complementar aos estudos brasileiros. O principal alvo do coronavírus é o pulmão. Já ficou bem claro, no entanto, que ele também ataca os rins, o fígado, os vasos sanguíneos e o coração, entre outros. Metade dos pacientes apresenta sintomas neurológicos, como confusão mental, anosmia (ausência de olfato), delírio e risco aumentado de AVC, sugerindo que o vírus ataca também o cérebro. "Nosso laboratório trabalha com o cérebro e o sistema nervoso central. Essa era a pergunta natural de se fazer diante dos relatos médicos", afirmou o neurocientista Stevens Rehen, da UFRJ e do Instituto D'or, principal autor dos estudos brasileiros, explicando por que resolveu investigar a questão. O grupo teve acesso aos resultados de uma necropsia feita em uma criança de 1 ano e 2 meses morta por covid. "Essa é a primeira evidência que temos da presença do vírus dentro do cérebro", constatou Rehen. "Os estragos são óbvios, há uma clara destruição dos tecidos." O segundo estudo, feito a partir das observações in vitro, não foi capaz de identificar a replicação do vírus Sars-Cov2 dentro das células cerebrais, como o grupo já havia demonstrado com o vírus da zika no passado. Entretanto, ficou constatada uma ligação do vírus com as células da barreira hematoencefálica — que protege o cérebro contra agentes infecciosos. A forte reação inflamatória causada para a defesa do organismo seria responsável pelas alterações neurológicas encontradas. O estudo da Universidade de Yale, que também foi divulgado em uma plataforma de pré-print, e ainda sem revisão dos pares, chega a uma conclusão um pouco diferente. O grupo de Yale, liderado pela imunologista Akiko Iwasaki, conseguiu flagrar a replicação do vírus nas células. O grupo americano estudou o tecido cerebral de um adulto morto por covid, um camundongo infectado e também organoides (células cerebrais cultivadas em laboratório). As descobertas são consistentes com observações feitas por outros especialistas, como o brasileiro Alysson Muotri, neurocientista da Universidade da Califórnia, em San Diego, que também trabalha com organoides in vitro. "Poucos dias depois da infecção constatamos uma redução drástica no número de sinapses", afirmou Muotri, em entrevista ao New York Times. "Não sabemos ainda se isso é reversível ou não." As descobertas são também compatíveis com as observações feitas pelos clínicos na linha de frente do tratamento de pacientes com covid-19. "Constatamos que a doença apresenta manifestações neurológicas diferentes do que estávamos acostumados a ver", afirmou o infectologista Victor Cravo, coordenador das UTIs do grupo Américas Serviços Médicos. "Há, inclusive, uma necessidade diferente de sedação, não só na quantidade, mas no tipo de sedativos usados. Voltamos a usar drogas que já considerávamos ultrapassadas na UTI porque são pacientes muito difíceis de sedar." Sistema de infecção O vírus infecta as células por meio de uma proteína chamada ACE2. Essa proteína aparece em diversas partes do corpo, especialmente nos pulmões. O Sars-Cov2 chega ao cérebro pelo bulbo olfatório, pelos olhos, e pela corrente sanguínea. Fonte Terra

  • Covid-19: Brasil acumula 132 mil mortes e 4,3 milhões de casos

    Ontem o painel do Ministério da Saúde trazia 4.330.455 casos acumulados. Revista Imagem - 15/09/2020 07:55 O Brasil registrou, nas últimas 24 horas, 381 novas mortes por covid-19, chegando a 132.006 vidas perdidas desde o início da pandemia. Os dados estão no balanço diário divulgado pelo Ministério da Saúde na noite desta segunda-feira (14). No domingo o sistema contabilizava 131.625 falecimentos. Ainda há 2.498 óbitos em investigação. O número de casos acumulados atingiu 4.345.610. Entre ontem e hoje, as secretarias de saúde de estados notificaram 15.115 novos diagnósticos positivos de infecção pelo novo coronavírus. Ontem o painel do Ministério da Saúde trazia 4.330.455 casos acumulados. Os casos registrados costumam ser menores aos domingos e segundas-feiras pela limitação das secretarias de saúde de alimentar o sistema nacional. Já às terças-feiras, o número tem sido maior pelo envio dos dados acumulados no final de semana.inda de acordo com a atualização do ministério, 600.420 pessoas estão em acompanhamento e outras 3.613.184 já se recuperaram da doença. Dados estaduais Os estados que contabilizam mais morte são São Paulo (32.642), Rio de Janeiro (17.003), Ceará (8.698), Pernambuco (7.888) e Pará (6.368). As unidades da Federação com menos vidas perdidas até o momento são Roraima (610), Acre (640), Amapá (680), Tocantins (814) e Mato Grosso do Sul (1.085). Por Jonas Valente

  • Vilhena chega a 3.283 infecções por coronavírus e soma 61 vítimas fatais

    Rondônia tem 60,7 mil casos confirmados e 1.253 óbitos provocados pelo novo coronavírus. Revista Imagem - 15/09/2020 07:44 O boletim municipal sobre o novo coronavírus desta segunda-feira (14) confirmou mais 36 casos de infecção em Vilhena. Pelo segundo dia consecutivo, o município não registrou mortes por covid-19. Nos seis dias anteriores Vilhena havia registrado 8 mortes pela doença. Vilhena soma 61 vítimas fatais provocadas pela covid-19, sendo 52 mortes de vilhenenses e 9 óbitos de moradores de outras cidades. A taxa de letalidade da pandemia em Vilhena é de 1,56%. No Estado a taxa está em 2,06%, no Brasil em 3,03%, na América do Sul em 3,20% e no mundo em 3,16%. Já as 36 novas infeções elevaram para 3.319, os casos confirmados no município, desde o primeiro diagnóstico há 162 dias (5 de abril). A secretaria municipal de Saúde ainda investiga 98 casos suspeitos de contaminação. E o número de casos ativos é de 389 pessoas. Segundo o boletim, 2.878 pessoas já se recuperaram da doença em Vilhena, o que corresponde a 86,7% dos casos registrados. Ontem a Central de Atendimento da Covid-19 tinha 14 pacientes internados, sendo 5 internações na UTI. A taxa de ocupação de leitos de UTI no município é de 50%. Vilhena é o terceiro município de Rondônia em número de casos confirmados de covid-19, atrás apenas de Porto Velho e Ariquemes; e o quinto em número de mortes pela doença. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, Rondônia tem 60,7 mil casos confirmados e 1.253 óbitos provocados pelo novo coronavírus. Ontem foram registrados 262 novos casos e 7 mortes no estado. Veja abaixo a situação dos 10 municípios com mais casos registrados em Rondônia segundo o Boletim Estadual: Município casos mortes Porto Velho: 28.389 677 Ariquemes: 5.000 84 Vilhena: 3.264 51 Guajará: 2.897 87 Ji-Paraná: 2.465 60 Cacoal: 2.013 29 Jaru: 1.680 24 Rolim de Moura: 1.394 16 Candeias: 1.365 25 Machadinho: 1.137 6 Veja abaixo a situação dos municípios do Cone Sul do estado segundo o Boletim Estadual: Município casos mortes Vilhena: 3.264 51 Chupinguaia 649 5 Cerejeiras: 230 6 Pimenteiras: 176 6 Colorado: 164 2 Cabixi: 91 5 Corumbiara: 36 3 José Antonio Sant'Ana

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