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  • Homem é assassinado na frente da mãe de 72 anos em Vilhena

    O homicídio foi registrado na avenida Brasília, em uma residência que funciona como “Casa de Oração”, no Setor 19. Revista Imagem - 14/10/2020 10:15 Leandro Marcos da Silva, de 37 anos, foi morto com um tiro na cabeça na tarde desta terça-feira (13) em Vilhena. O homicídio foi registrado na avenida Brasília, em uma residência que funciona como “Casa de Oração”, no Setor 19. De acordo com o apurado, Leandro estava dentro de casa com sua mãe quando dois homens em uma motocicleta chegaram ao local e o chamaram pelo nome. Ao sair para atender os homens ele foi atingido por um disparo a queima roupa caindo ao solo já sem vida. Leandro estava ao lado da mãe, de 72 anos, que presenciou o assassinato e precisou ser socorrida em estado de choque. A unidade de resgate do Corpo de Bombeiros Militares esteve no local e encaminhou a idosa ao pronto-socorro do Hospital Regional. Os assassinos não foram presos. Fonte Rota Policial News

  • Johnson & Johnson interrompe estudo de vacina contra covid-19

    O estudo foi temporariamente interrompido devido a um evento adverso grave ocorrido em um voluntário no exterior. Revista Imagem - 13/10/2020 16:55 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu comunicado oficial da empresa Johnson & Johnson, informando ter interrompido temporariamente o estudo clínico que investiga a segurança e eficácia de sua vacina contra a covid-19 (VAC31518COV3001). De acordo com o comunicado, “o estudo foi temporariamente interrompido devido a um evento adverso grave ocorrido em um voluntário no exterior”. A empresa, no entanto, não detalhou o caso, uma vez que o estado de saúde do voluntário está sob sigilo. Segundo a Anvisa, o estudo continuará interrompido até que haja investigação de causalidade por parte do Comitê Independente de Segurança, como parte dos procedimentos de boas práticas clínicas. “No Brasil, a inclusão do primeiro voluntário no estudo ocorreu em 9 de outubro e novas inclusões só poderão ocorrer quando houver autorização da Anvisa, que procederá com a análise dos dados da investigação e decidirá pela continuidade ou interrupção permanente, baseada nos dados de segurança e avaliação risco/benefício”, diz a nota da Anvisa. Também por meio de nota, a Johnson & Johnson disse que está seguindo suas diretrizes e que a doença do participante “está sendo analisada e avaliada pelo Conselho de Monitoramento de Segurança de Dados Independente ENSEMBLE (DSMB), bem como por nossos médicos clínicos e de segurança internos”. Texto: Pedro Peduzzi

  • Campanha chama atenção para os direitos das trabalhadoras domésticas

    Essenciais São Nossos Direitos leva informação às profissionais. Revista Imagem - 13/10/2020 1646 A Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad) e a organização não governamental Themis realizam hoje (13) a campanha Essenciais São Nossos Direitos, que divulga a profissionais do Rio de Janeiro, Volta Redonda (RJ), Salvador, Sergipe, Recife e Pelotas (RS) informações sobre dispositivos capazes de amparar legalmente estas profissionais no exercício das atividades. Articulada com sindicatos, a ação, que conta com o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT), estende a orientação à população em geral, já que pode contribuir para a proteção da categoria. No âmbito da campanha, está havendo uma transmissão para discussão do tema, veiculada pelo perfil do Facebook da Themis. Apesar de a Emenda Constitucional 72 - mais conhecida como PEC das Domésticas - valer desde 2013, é desconhecida pela maioria das pessoas. De acordo com levantamento elaborado pela Themis, 70% das trabalhadoras domésticas e 83% dos empregadores afirmaram não saber qual é o teor do texto, que garantiu à categoria direitos que já se aplicavam aos demais trabalhadores, como seguro-desemprego, indenização por demissão sem justa causa, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), salário-família, adicional noturno, auxílio-creche e seguro contra acidente de trabalho. A emenda também prevê jornada semanal de 44 horas e o pagamento de horas extras, quando o expediente for excedido. Conforme destacam as entidades que promovem a campanha, a falta de informação pode agravar condições que já atingem grande parte das domésticas, como a informalidade, a violência e a discriminação. Conforme ressalta a coordenadora de projetos da Themis, Jéssica Miranda, a categoria passou a ter carteira assinada somente em 1970, embora a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) esteja em vigor desde a década de 1940. A coordenadora acrescenta que novos contextos da atualidade têm levado as entidades representativas da categoria a repensar formas de organização. Como exemplo, cita o curso de empoderamento legal da Themis, que formou 400 trabalhadoras de todo o país e fez com que a instituição procurasse uma solução para a falta de acesso à internet das domésticas, o que acabou sendo resolvido por recargas mensais de celular. Segundo Jéssica, há questões antigas que permeiam o trabalho das domésticas, como o racismo. "A gente percebe a questão racial muito forte, quando fala sobre a relação de poder que as mulheres estabelecem também", pondera. "Fizemos uma pesquisa de mercado, que terá os dados em novembro e que mostra isso, que a maioria de empregadoras é de mulheres brancas, com nível superior e exercem esse lugar de opressão. Que, de fato, não estão assinando carteira, desconhecem a legislação. E é mais fácil, porque aí não olham pro seu papel de opressoras.". Conforme estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2018, 6,2 milhões de pessoas tinham como ocupação o serviço doméstico remunerado, das quais 92% (5,7 milhões) eram mulheres, sendo 3,9 milhões negras. Na avaliação da presidente do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas do Município do Rio de Janeiro, Maria Izabel Monteiro, a pandemia de covid-19 evidenciou ainda mais o racismo e sua ligação com os impedimentos para se informarem sobre os direitos que lhes são assegurados. "A consequência da herança escravocrata permanece até os dias de hoje. A sociedade classista não admite que a trabalhadora tenha acesso a direitos", afirma. "Os empregadores não cumprem a legislação porque não querem. Fazem isso justamente por discriminação racial, de gênero." Para a presidente da Fenatrad, Luiza Batista, durante a crise sanitária, o que aconteceu não foi a valorização repentina do trabalho das domésticas, e sim o reforço de uma perspectiva histórica de exploração. "A sociedade não valoriza nem reconhece [o trabalho das domésticas], a maioria não reconhece. Aí, quando chega no momento de pandemia, querem que a doméstica se submeta a ficar direto no local de trabalho, sem ver os próprios filhos, a família. Não é pela valorização que fazem esse tipo de exigência, é pela servidão. É porque as pessoas acham que lavar as roupas íntimas delas próprias, organizar uma casa, limpar o banheiro é fazer tarefas que desmerecem as pessoas. Foi aí que a gente viu que escancarou mesmo o preconceito e o racismo", diz. "As tarefas domésticas podem ser feitas por qualquer pessoa, não há nenhuma falta de dignidade, desonra. Quando se está levando a situação por esse lado, mais uma vez, se está ampliando a discriminação contra as trabalhadoras domésticas." Texto: Letycia Bond

  • Professores de Rondônia vão receber valor retroativo referente ao piso salarial

    Ao todo serão beneficiados 14.693 professores da educação estadual. Revista Imagem - 13/10/2020 1646 O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Educação vai pagar na folha do mês de outubro, a diferença retroativa do salário (piso) dos professores estaduais, referente aos meses de janeiro a junho. Ao todo serão beneficiados 14.693 professores da educação estadual. O secretário de Estado da Educação, professor Suamy Vivecananda, esclareceu que os servidores aposentados e pensionistas da educação, que tem direito à concessão dos mesmos aumentos e reajustes atribuídos aos servidores ativos (direito à paridade), também serão contemplados com o reajuste de 12,84%. De acordo com o secretário da pasta, tudo está alinhado para o pagamento do valor total retroativo a diferença do piso salarial aos profissionais da educação do Estado. O investimento é de aproximadamente R$ 35 milhões, que além de valorizar ainda mais os professores, será uma injeção do recurso que vai fomentar a economia do Estado. “O governo do Estado tem trabalhado e se esforçado para trazer melhorias para Rondônia e mesmo diante do difícil cenário causado pela pandemia, firmou o compromisso conforme o por meio do Decreto n° 25.296, de 13 de agosto de 2020, e vai pagar o valor total retroativo da diferença do piso salarial aos professores do Estado” ressalta, Suamy. Texto: Cléber Souza

  • Rondônia conquista 2º lugar em torneio do Melhor Café Fairtrade do Brasil 2020

    Parque cafeeiro de Rondônia foi reduzido em 329% e no mesmo período houve um aumento de 403% na produtividade Revista Imagem - 13/10/2020 16:31 A cafeicultura de Rondônia alcança mais uma vez destaque nacional. O cafeicultor Elivelton Bonfante, de Nova Brasilândia do Oeste, cooperado da Cooperativa dos Agricultores Familiares da Amazônia (Lacoop), conquistou o segundo lugar no 6º Torneio do Melhor Café Fairtrade do Brasil 2020, Taza Dorada, na categoria Robusta “Microlotes”, avaliado com mais de 80 pontos. O resultado do torneio foi divulgado através de live ao vivo, no dia 9 de outubro. Os cafés da Lacoop estão entre os melhores Fairtrade do Brasil. A Cooperativa dos Cafeicultores do Sul do Estado do Espírito Santo (Cafesul), foi a campeã do torneio, conquistando o 1º lugar. De acordo com o engenheiro agrônomo da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Janderson Dalazen que é Q Robusta Grader (avaliador de qualidade do café), o concurso reconhece a produção dos melhores cafés produzidos no Brasil e dá visibilidade para o mercado nacional e internacional. “Agora esse café está sendo ofertado para compradores nacionais e internacionais. As amostras serão encaminhadas para regiões do Brasil, inclusive a diversos países. É um grande reconhecimento que está abrindo portas para as pessoas de vários locais poderem conhecer o café e comprar por um preço diferenciado”, disse. Segundo o cafeicultor Elivelton Bonfante, foi muito gratificante receber esse reconhecimento, que é fruto de um grande trabalho desenvolvido por toda a sua família. “Somos pequenos produtores, mas hoje estamos lado a lado dos grandes produtores do país. Sabemos que estamos no caminho certo e com o apoio da Lacoop esse resultado foi possível. Vai dar visibilidade a todos os produtores de Rondônia e também para a Cooperativa, além de despertar o olhar do mercado nacional e internacional. Estamos muito felizes com essa conquista”, disse. Para o presidente da Lacoop, Leandro Dias, esse foi um concurso de extrema importância para a cafeicultura de Rondônia. “Essa foi a nossa primeira participação no concurso, entramos participando com café de alto nível e conseguimos a segunda colocação. Os cafés ganhadores seguirão para oito países. Para nós, a grande importância é a visibilidade e saber que o café das matas de Rondônia, robusta amazônico, está chegando a várias partes do mundo e eu não tenho dúvida que ao chegar no destino final, nós teremos mais uma série de amostras aprovadas e um grande número de café para comercialização internacional”, ressaltou. Na região Norte, o Estado de Rondônia é o maior produtor de café e o terceiro maior produtor de Café canephora do Brasil, após os estados do Espírito Santo e Bahia. Seu parque cafeeiro é composto por aproximadamente 72 mil hectares com uma produção média de 2,2 milhões de sacas de café beneficiado (60kg) na safra 2019, conforme aponta os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo o secretário da Seagri, Evandro Padovani, esta conquista mostra que a cafeicultura do Estado está avançando em produtividade e qualidade. “Hoje Rondônia está lado a lado dos maiores estados produtores de café do Brasil. Por determinação do governador coronel Marcos Rocha e do vice-governador, José Jodan, estamos investindo fortemente em nossa cafeicultura, criando fortes programas para fortalecer a produção e comercialização. Parabenizamos o cafeicultor pela conquista e desejamos sucesso em sua produção”, destacou. Nas últimas duas décadas o parque cafeeiro de Rondônia foi reduzido em 329% e no mesmo período houve um aumento de 403% na produtividade, conseguindo fazer com que a produção atingisse seus maiores patamares. Isso aconteceu graças à adoção de tecnologias, principalmente da substituição de lavouras seminais por clonais. Texto: Sara Cicera

  • Poeta representa o estado de Rondônia em Festival reconhecido pela Unesco

    Evento contará com a participação virtual de artistas dos 26 estados brasileiros e Distrito Federal, como José Danilo Rangel, de Rondônia. Revista Imagem - 13/10/2020 16:31 Dois Córregos, cidade do interior de São Paulo, conhecida como a terra da poesia, já prepara a próxima edição de seu Festival de Poesia. Com o tema "Poesia a arte do encontro", o evento, que acontece na sexta-feira (16), pretende trazer mais leveza em meio à pandemia do Covid-19. A webinar reunirá artistas locais e de outras regiões do Brasil para saborear a diversidade poética, estimular o encontro com as rimas e permitir que os cidadãos gorjeiem suas criações. O poeta que representará o Estado de Rondônia durante o Festival é José Danilo Rangel. Participante de diversos saraus, oficinas e outros eventos literários, editou 26 números de uma revista digital, teve poemas publicados em diversos blogs e sites, além de produzir livros artesanais e manter perfis literários nas redes sociais. Durante o Festival, o município leva para as ruas da cidade, literalmente, as criações de artistas já reconhecidos por sua obra e as da própria população. Em sua 13ª edição, pela primeira vez o Festival reunirá renomados artistas dos 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, que participarão do evento por meio de webinares. Ao final do Festival, as poesias serão reunidas para posterior lançado de um livro. "Acredito que a poesia é um caminho para o resgate dos sonhos, da ternura e da esperança. E que é o caminho para a transformação humana, ao expressar o afeto, a generosidade e a paz", afirma José Eduardo Mendes Camargo, idealizador e fundador da ONG Usina de Sonhos, responsável pelo Festival e por outras iniciativas ligadas à produção literária com foco em poesia em Dois Córregos. O evento é aberto e para participar é só acessar as redes: Instagram: @instituto_usina_de_sonhos, Youtube: Instituto Usina de Sonhos e Facebook: Usina de Sonhos. Sobre a Usina de Sonhos Fundada em 1995, e idealizada pelo empresário e poeta José Eduardo Mendes Camargo, a Usina de Sonhos visa obter uma transformação positiva do ser humano por meio do desenvolvimento da criança e da comunidade através das mais variadas formas de linguagem, em especial a poética. Desta forma, estimula e contribui para o surgimento de novos talentos, para o despertar do interesse pela leitura, para o desenvolvimento do pensamento crítico e de produções e manifestações culturais. O projeto, que foi reconhecido pela UNESCO, órgão das Nações Unidas para o Desenvolvimento da Cultura, está presente em escolas públicas e particulares de Dois Córregos, por meio da adesão a concursos de poesias; nas indústrias, onde funcionários são estimulados a produzir poesias e participar de concursos culturais; na penitenciária feminina, contribuindo com a auto-estima e a solução de conflitos entre as mulheres encarceradas. A Usina de Sonhos também promove o Festival Internacional de Poesia, realizado anualmente entre os meses de junho e julho no município de Dois Córregos (SP), com o apoio e patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Por Patrícia Ribeiro

  • Câmara aprova projeto que destina R$ 600 mil para o Hospital Regional

    Recurso será utilizado para pagamento de plantões médicos no Hospital Regional de Vilhena. Revista Imagem - 13/10/2020 16:24 A Câmara de Vereadores de Vilhena aprovou o Projeto de Lei 5.966/2020, que destina R$ 600 mil para o Hospital Regional Adamastor Teixeira de Oliveira. A votação aconteceu durante a 25ª sessão ordinária, que ocorreu na manhã desta terça-feira (13). De acordo com o projeto, a abertura de crédito adicional suplementar tem por objetivo o pagamento de serviços médicos, na modalidade de plantões eventuais, realizados no Hospital Regional, referente aos meses de setembro e outubro deste ano. Para dar cobertura ao crédito, serão utilizados recursos provenientes do excesso de arrecadação. O projeto foi aprovado por unanimidade e segue para sanção do Executivo. Fonte Câmara de Vereadores de Vilhena

  • Vilhena se despede precocemente do radialista Adelino Lima

    Acidente automobilístico no domingo silenciou o rádio vilhenense. Revista Imagem - 13/10/2020 09:15 Foi sepultado no fim da tarde de ontem (12) no Cemitério Cristo Rei em Vilhena, o corpo do radialista Adelino Lopes de Araújo Lima. Adelino morreu na tarde do domingo (11), vítima de um acidente de trânsito ocorrido no km 584 da BR-174, no município de Comodoro/MT, a cerca de 5 km da divisa com Vilhena. Ele dirigia um automóvel Chevrolet Celta de cor branca, quando colidiu de frente com um caminhão Volkswagen, tendo seu carro ficado totalmente destruído. Em depoimento à polícia, o condutor da carreta com placas de Manaus (AM) e semirreboque de São Paulo, disse que o carro dirigido pelo comunicador vilhenense entrou em sua frente e ele não teve como evitar a colisão. Adelino era vilhenense de nascimento e faria 32 anos em dezembro. Ele apresentava os programas jornalísticos da rádio Onda Sul FM, mas também havia atuado como repórter da na TV Band local. O comunicador deixa esposa e 2 filhas, uma de 3 anos e outra de apenas 7 meses. Da Redação

  • Vilhena e RO mantém queda no número de contágios do coronavírus

    Número de mortes por covid-19 também está em queda. Nos últimos 7 dias foram 23 óbitos em RO e apenas 1 em Vilhena. Revista Imagem - 13/10/2020 09:15 Vilhena vem registrado queda no número de novos contágios por coronavírus. Nos últimos 7 dias (6 a 12/10) foram registrados 64 novos casos de covid-19 no município, uma média de 9 casos por dia. O último óbito registrado também foi há uma semana atrás, no dia 6/10. Desde o primeiro diagnóstico há 190 dias (5 de abril), Vilhena contabiliza 3.852 casos confirmados. Há atualmente no município 243 casos ativos e 3.546 já são considerados recuperados. O município contabiliza 72 mortes por covid-19, sendo 63 de vilhenenses e 9 de moradores de outras cidades. Rondônia Os números também seguem em baixa no estado. Rondônia registrou 1.190 novos casos nos últimos 7 dias, uma média de 170 casos a cada dia. Já os óbitos foram 23 na semana de 6 a 12/10, A média diária de mortes por covid-19 no estado foi de 3,2 casos. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Rondônia, Vilhena é o terceiro município do estado em número de casos confirmados de covid-19, atrás apenas de Porto Velho e Ariquemes; e o quinto em número de mortes pela doença. Segundo a Sesau, Rondônia tem 67.973 casos confirmados e 1.398 óbitos provocados pelo novo coronavírus. Ontem foram registrados 33 novos casos e nenhuma morte no estado. Veja abaixo a situação dos 10 municípios com mais casos registrados em Rondônia segundo o Boletim Estadual: Município casos mortes Porto Velho: 30.772 738 Ariquemes: 5.580 94 Vilhena: 3.859 63 Ji-Paraná: 3.162 80 Guajará: 2.991 90 Cacoal: 2.412 34 Jaru: 1.858 26 Rolim de Moura: 1.700 21 Machadinho: 1.500 9 Candeias: 1.421 30 Veja abaixo a situação dos municípios do Cone Sul do estado segundo o Boletim Estadual: Município casos mortes Vilhena: 3.859 63 Chupinguaia 729 7 Cerejeiras: 269 6 Colorado: 216 4 Pimenteiras: 199 6 Cabixi: 135 5 Corumbiara: 46 3 Texto: José Antonio Sant'Ana

  • TSE divulga medidas de segurança contra covid-19 para o dia da votação

    O plano de segurança sanitária para as eleições municipais de 2020 é focado em duas frentes: mesários e eleitor. Revista Imagem - 13/10/2020 11:35 Por causa da pandemia do novo coronavírus, uma série de protocolos de segurança serão adotados pela Justiça Eleitoral no primeiro e no segundo turno das eleições municipais nos dias 15 e 29 de novembro, respectivamente. Elaborado por uma equipe de especialistas dos hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês e por técnicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), consultados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o plano de segurança sanitária para as eleições municipais de 2020 é focado em duas frentes: mesários e eleitor. Cartazes ilustrativos com o passo a passo da votação serão fixados nas seções eleitorais. Eleitores Horário de votação ampliado: 7h da manhã até as 17h. Até as 10h será preferencial para maiores de 60 anos. Máscaras: uso obrigatório, sem ela o eleitor não poderá votar. Caso seja necessário, o mesário pode pedir que o eleitor se afaste e abaixe a máscara para conferir a foto na identidade. Distanciamento: será exigido mínimo de 1 metro. Comida: não será permitido comer ou beber nada na fila de espera. A medida é para evitar que as pessoas tirem a máscara. Álcool em gel: será distribuído em todas seções para que os eleitores limpem as mãos antes e depois da votação. Caneta: o TSE recomenda que os eleitores levem sua própria caneta para assinar presença no caderno de votação. Mesários Receberão máscaras e terão que trocá-las a cada quatro horas, usar álcool e uma proteção facial de acetato (face shield), que terá de ser usada o tempo todo. Covid-19 Tanto mesários quanto eleitores que estiverem com sintomas da covid-19 no dia do pleito não devem comparecer ao local de votação. Posteriormente, a ausência poderá ser justificada na Justiça Eleitoral. Fonte EBC

  • Governo de Rondônia organiza a Resex Rio Cautário para créditos de carbono

    Quase 100 famílias moradoras na Resex receberão bolsa mensal de R$ 1 mil cada durante 30 anos. Revista Imagem - 13/10/2020 08:00 O crédito de carbono que impulsiona a economia verde entrou nas prioridades da pauta econômica do Governo de Rondônia. O maior projeto do País no uso sustentável da floresta começa a decolar na Reserva Extrativista Rio Cautário, entre os municípios de Costa Marques e Guajará-Mirim, na região do rio Guaporé . As negociações foram retomadas na semana passada na sede da Resex, a 700 quilômetros de Porto Velho, na fronteira brasileira com a Bolívia, com sucessivas reuniões entre o secretário estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Marcílio Lopes, e o diretor de uma empresa de investimentos, engenheiro florestal Miguel Milano. “A combinação ambiente e finanças ajuda a combater mudanças climáticas”, disse Milano em visita à Resex. Durante 30 anos, a empresa, parceira da Sedam pagará R$ 1 mil por mês a cada uma das 95 famílias residentes na Reserva. No dia 29 de setembro, esse recurso começou a ser creditado, e assim será feito, sem interrupção, desde que não ocorra expansão de novas áreas. Famílias da Reserva Rio Cautário estão animadas com o recebimento da bolsa. Elas foram informadas que se trata do maior projeto de conservação na modalidade REDD+* executado em uma unidade de conservação estadual no País. A empresa, fundo de investimentos inglês para operações com REDD+ contribuirá com R$ 1,11 milhão/ano para apoiar as unidades de conservação do Estado. No total, investirá nas Unidades de Conservação R$ 5,59 milhões, o equivalente a 175% a mais do orçamento anual de Rondônia. Três empresas se interessaram pela execução do projeto de crédito de carbono na Resex Rio Cautário, a escolhida pela Sedam, entregou ao governo estadual uma carta de uma empresa automobilística, garantindo a compra de todos os créditos de carbono gerados pela Resex. “Vamos premiar essa gente simples nascida aqui, e pelo fato de conservarem receberão recursos mensais pelo compromisso de 30 anos”, anuncia Miguel Milano. É de US$ 50 milhões por ano o potencial dos créditos de carbono em Rondônia, avalia a coordenadora de Florestas Plantadas da Sedam, Julie Messias e Silva, que também é responsável pela implementação da Política Estadual de Governança Climática e Serviços Ambientais. A estimativa da coordenadora é embasada nos dados de desmatamento do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora o desmatamento por corte raso na Amazônia Legal e, desde 1988, revela taxas anuais usadas pelo governo brasileiro para o estabelecimento de políticas públicas. Essa quantificação no mercado verificado ou voluntário depende de certificadores e de uma linha própria de verificação, esclarece a coordenadora de florestas plantadas, Julie Messias. FORÇA DAS COMUNIDADES O programa de manejo está estimado em R$ 100 mil/ano, com monitoramento da biodiversidade, enquanto o programa de extensão rural e fomento econômico irá dispor de R$ 250 mil/ano. A extensão rural prevê aos extrativistas a concessão de microcréditos, incluindo a agregação do valor dos produtos do extrativismo. Já a educação ambiental receberá investimentos de R$ 100 mi/ano para atividades com as comunidades locais e entorno da reserva. “Rondônia ainda não está decidida a ampliar projetos de REDD+, e o governo estadual segue sua agenda de alinhamento com o Ministério do Meio Ambiente, que este ano anunciou o “maior programa de serviços ambientais do mundo, o Floresta +”, informa Julie Messias. Primeira unidade de conservação a ter um plano de manejo florestal, a Resex Rio Cautário tem área de 147 mil hectares de terras nos municípios de Costa Marques e Guajará-Mirim, e se divide em sete comunidades: Águas Claras, Canindé, Ilha/Jatobá, Lago Verde, Laranjal, Ouro Fino e Vitória Régia, com aproximadamente mil moradores. Agora, de uma só vez, sublinha o secretário Marcílio Lopes, a Resex tem o plano e já detém o maior projeto de crédito de carbono do Brasil. “Fazendo valer o trinômio: mais florestas, mais conservação e mais benefícios socioeconômicos”, ele destaca. O Brasil dispõe atualmente de 560 milhões de hectares de florestas nativas, área maior do que todos os países da União Europeia. O decreto de criação da Resex é de 7 de agosto de 2001. Uma de suas partes confronta-se com a Terra Indígena Uru-eu-au-au. No antigo acervo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a região foi anteriormente conhecida pelas glebas Conceição, Samaúma e Traçadal. Diante do desafio em manter a floresta em pé, no contexto social de quem nela vive, o coordenador de Unidades de Conservação (CUC) na Sedam, Fábio França, manifesta cauteloso otimismo: “O maior projeto do Brasil nessa área exige um grande estudo sobre o seu funcionamento para podermos, sim, abrir um edital de chamamento a outras unidades”. BOA VONTADE Em agosto, outro diretor da empresa brasileira de investimentos, Fábio Olmos, informou numa live promovida pela Cordenadoria de Educação Ambiental da Sedam que a empresa trabalha com diversas Unidades de Conservação em diferentes situações e de diferentes maneiras. “Por possuir um arcabouço jurídico que permite investir com segurança. Leis de mudança climática e o ambiente criado por Rondônia tornaram nossos investimentos bem salutares, elogiou o diretor. Olmos trabalhou no Planafloro em Rondônia em 1988. O programa fora financiado pelo Banco Mundial com o objetivo principal de obter o manejo dos recursos naturais. Um diferencial importante por ele notado entre aquele período e o atual: “O pagamento por resultados é fruto de acordo com o Governo, que demonstrou boa vontade em iniciar esses projetos”. Para o diretor, Rondônia criou uma situação interessante com vistas aos investimentos, porque possui distintas características em cada área de conservação. “Por exemplo, unidades de uso sustentável e reservas extrativistas estão em terras públicas, onde as comunidades têm a concessão de uso”, ele observa. “Dadas às condições bem especificadas no plano de manejo e de utilização dessas áreas, todas têm regras para esse uso, e elas são bastante autônomas para definir o que vai acontecer”, acredita. PRIMEIROS PASSOS “Tudo tem que ser validado pelas comunidades”, explica o coordenador da Resex, o engenheiro agrônomo e extrativista Celso Franco Damaceno. O presidente do Conselho Deliberativo dos Recursos Extrativistas Rio Cautário, Osvaldo Castro de Oliveira, já convocou reunião do REDD+ para esta semana, com as comunidades da Reserva. Será constituída a Câmara de Gestão do Projeto, na qual se respeitará a realidade de todas as comunidades. Uma espécie de “vida passada a limpo”. O governo estadual pretende mobilizar associações de extrativistas visando à instalação de agroindústrias. Serão eleitos 22 responsáveis pela gerência do projeto, assistentes em dois níveis, monitores ambientais, estagiários, viveiristas, brigadistas e um contador. O projeto inclui também a aquisição de dois veículos modelo picape, dois botes de alumínio e quatro motocicletas. A torre de observação e vigilância ficará a 42 metros de altura; o pessoal do projeto irá dispor de três habitações com 100m² cada uma; e ainda: viveiros, sinalização da unidade, equipamentos em geral para operacionalização, equipamentos de proteção individual (EPI), gerador, computadores de mesa, laptops, manutenção de tecnologia de informação, e sistema de radiocomunicação. ________ * REDD+ é um incentivo desenvolvido no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) para recompensar financeiramente países em desenvolvimento por seus resultados de Redução de Emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação florestal, considerando o papel da conservação de estoques de carbono florestal, manejo sustentável de florestas e aumento de estoques de carbono florestal (+). ** Julie Messias é titular da Comissão Nacional para REDD + Conaredd pelo Estado de Rondônia e demais estados da Amazônia Legal. Ela já foi diretora do Conselho Executivo da Força Tarefa dos Governadores pelo Clima e Florestas (GCF TF); presidente do Grupo de Trabalho para diálogos com povos indígenas e comunidades tradicionais da Amazônia Legal; membro do Comitê Global de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais; e diretora do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais do Estado do Acre. Texto: Montezuma Cruz

  • Vilhenense perde mais uma e cola na parte baixa da tabela

    Time começou ganhando contra o Rio Branco mas cedeu a virada aos 49 do segundo tempo. O leão segue com apenas 1 vitória em 4 jogos. Revista Imagem - 13/10/2020 08:00 Foi no sufoco, mas o Rio Branco-AC entrou no G4 do Grupo A1 da Série D. Diante do Vilhenense, o Estrelão saiu atrás, mas, nos minutos finais, empatou e virou para 2 a 1. Com isso, chega aos nove pontos e à terceira posição na chave. Derrotado, o Vilhenense segue em sexto lugar, com quatro. FALTOU EFICIÊNCIA O duelo na Arena Acreana começou elétrico. Logo aos 4 minutos, o Vilhenense-RO apresentou seu cartão de visitas. Em bom chute, Vinícius obrigou Bruno a fazer boa defesa. Seis minutos depois, o Leão do Norte voltou a assustar e carimbou a trave estrelada. A resposta do Rio Branco-AC veio no lance seguinte, quando Magno obrigou o arqueiro visitante a fazer um milagre. Aos 17, Edilsinho perdeu nova chance para os rondonienses. Aos 22, o goleiro do Vilhenense, Gil, fez novo milagre em chute de Rodrigão. No fim da primeira etapa, os mandantes retomaram o controle da partida e pressionaram. Porém, sem eficiência e pontaria no setor ofensivo, o placar permaneceu zerado. DE VIRADA! Na volta do intervalo, o panorama mudou. Após uma primeira etapa movimentada, o confronto esfriou e as chances foram minguando. Nos minutos iniciais da segunda etapa, nenhum lance de perigo foi criado. Apesar disso, através de uma bola parada, o gol acabou saindo e quem se deu bem foi o Vilhenense-RO. Aos 24 minutos, Edilsinho cobrou escanteio e Pablo apareceu para marcar de cabeça. Após o gol, o Rio Branco-AC sentiu e o duelo seguiu frio. Apesar disso, o empate veio. Após boa jogada de Bruce, Lyniker apareceu livre para marcar de cabeça e deixar tudo igual. Quando a igualdade parecia definida, aos 49, Guilherme Campana marcou o segundo tento acreano e selou a vitória. PRÓXIMOS JOGOS Rio Branco-AC e Vilhenense-RO voltam a campo na próxima quarta-feira (14). Na Arena Acreana, o Estrelão busca os três pontos diante do Ji-Paraná-RO. O encontro está marcado para ocorrer às 22h30, fechando o dia de jogos. Mais cedo, às 21h, o Leão do Norte busca a vitória ao visitar o Fast Club-AM na Arena da Amazônia, em Manaus-AM Fonte AFI

  • Aposta da Europa em hidrogênio verde abre janela ao Brasil

    União Europeia quer fazer a transição para uma economia limpa e a economia brasileira pode se beneficiar disso. Revista Imagem - 10/10/2020 08:00 O hidrogênio verde, desenvolvido a partir de fontes renováveis, foi escolhido pela Alemanha e pela União Europeia como meio para alcançar neutralidade na emissão de carbono até 2050 e fazer a transição para uma economia limpa. Como o bloco não tem condições de produzi-lo na quantidade necessária, está em formação um mercado internacional de hidrogênio no qual países com áreas disponíveis, sol e vento, como o Brasil, podem se tornar exportadores. O impulso para a adoção do hidrogênio verde é recente. Em junho, a Alemanha anunciou sua estratégia nacional, com um pacote de 9 bilhões de euros para desenvolver a sua produção, armazenamento e transporte, dos quais 2 bilhões de euros serão destinados a parcerias com outros países. Em julho, a Comissão Europeia também apresentou sua estratégia de hidrogênio, segundo a qual até 2030 o insumo deve ser parte "intrínseca" do sistema energético do bloco. O estado atual da tecnologia e oportunidades para o Brasil foram discutidos nas últimas segunda e terça-feira (05 e 06/10), no 1º Congresso Brasil-Alemanha de Hidrogênio Verde. Ele foi organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha e pela agência alemã de cooperação internacional GIZ, com representantes de companhias, da academia e da Empresa de Pesquisa Energética, estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia. O hidrogênio é obtido a partir da eletrólise da água, em um processo simples que muitas crianças fazem como experimento de ciências no Ensino Fundamental. Nele, uma corrente elétrica quebra a molécula de água e cria moléculas de oxigênio e hidrogênio. A tecnologia para fazer isso em grande escala e transportar o combustível de forma segura, evitando explosões como a do dirigível Hindenburg, já está avançada, mas consome muita eletricidade. O mercado trabalha com três tipos de hidrogênio. O verde, desejado pela União Europeia, é produzido usando apenas energia de fontes renováveis, que responde por 95% do seu custo final. O azul é extraído do gás natural, e o gás carbônico resultante é capturado e enterrado no solo. O cinza, por sua vez, é produzido com combustíveis fósseis, como diesel ou carvão, com liberação do gás carbônico na atmosfera. Um dos usos possíveis do hidrogênio é alimentar células de combustível que produzem uma corrente elétrica para movimentar motores, em uma reação que libera vapor de água — especialmente útil em veículos pesados, como caminhões ou navios, nos quais o uso de baterias grandes e pesadas reduz a autonomia do deslocamento, mas que dependeria da criação de rede de postos de abastecimento. Em setembro, a Daimler apresentou seu primeiro caminhão com motores elétricos alimentados por células de hidrogênio. O hidrogênio também pode ser usado em processos industriais, como na produção de fertilizantes e na siderurgia, para produzir aço sem a necessidade de carvão coque. Misturado ao gás natural, também serve para movimentar usinas termelétricas. A escolha da Europa No Brasil, a necessidade de encontrar rapidamente alternativas aos combustíveis fósseis não é tão urgente. A matriz energética do país é composta por 83% de fontes renováveis, das quais a hidrelétrica é a principal. Já na União Europeia, 70% da matriz energética é baseada em combustíveis fósseis, o que aumenta a pressão pela busca de outras fontes. O bloco já esgotou seu potencial hidrelétrico, e os parques eólicos e solares são fontes intermitentes de eletricidade, que dependem do vento e sol, desafiando o fornecimento estável ao longo do ano sem o uso de baterias. O aquecimento global e a sustentabilidade ambiental, por sua vez, são temas com cada vez mais relevância política na Europa, que estabeleceu metas ambiciosas de redução de emissões. Também preocupa os europeus a segurança energética, para que o bloco não dependa tanto do gás russo, como indica a controversa construção no gasoduto Nord Stream 2. "Com a estratégia de criar um mercado mundial de hidrogênio, a Europa consegue atingir dois grandes objetivos. Um é segurança energética, poder comprar hidrogênio de muitos países. Qualquer país que tiver energia renovável e quiser produzir e exportar hidrogênio, a Europa vai ser um grande consumidor. E, importando hidrogênio verde, atinge seu objetivo de ser carbono zero em 2050", afirma o economista Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O coronavírus acabou dando um empurrão inesperado ao hidrogênio verde. Ao definir o pacote de estímulo para a economia se recuperar da pandemia, a Alemanha decidiu priorizar tecnologias verdes. A ministra do Meio Ambiente alemã, Svenja Schulze, declarou que a estratégia de hidrogênio daria um "duplo impulso" ao país, fortalecendo a proteção do clima e a recuperação da economia. A inserção do Brasil Para obter o hidrogênio verde necessário às suas metas, a Alemanha tem interesse em estimular a produção do insumo em outros países, a partir de parques eólicos e solares criados para esse fim, que seria depois exportado. Além do sul da Europa e da África, o Brasil é um parceiro potencial. Nesse modelo, um dos cenários possíveis são empresas ou governos de países europeus contratarem empresas brasileiras para produzir energia elétrica renovável e usar essa energia para produzir hidrogênio verde para exportação, com financiamento externo para a construção das usinas. Segundo Castro, uma das vantagens no Brasil nesse tema é a estabilidade de seu marco jurídico do setor elétrico, e ele prevê uma queda sensível do custo de produção nos próximos anos. "Hoje ainda é uma tecnologia cara, como a eólica e a solar eram caras há dez anos. Mas o que é caro hoje ficará barato rapidamente, porque vai aumentar a escala. A vantagem é que o custo da energia elétrica renovável já está muito barato", diz. O Chile já decidiu investir na construção de plantas produtoras de hidrogênio verde e deve inaugurar sua primeira em 2022, ao norte de Punta Arenas, à base de energia eólica. E a empresa alemã Thyssenkrupp está construindo na Arábia Saudita o que deve se tornar a maior planta produtora de hidrogênio verde do mundo, com potência de 3 Gigawatts a partir de fontes solares. Ela entrará em operação em 2025 e será voltada à exportação do insumo. Paulo Alvarenga, CEO da Thyssenkrupp para a América do Sul, afirma que, além de exportar hidrogênio verde, o Brasil deveria usá-lo para produzir fertilizantes em seu território. "O Brasil importa 80% dos fertilizantes nitrogenados que a gente consome, sendo que um quarto de nosso PIB está ligado ao agribusiness", diz. Hidrogênio a partir de etanol Uma alternativa para o Brasil usar o hidrogênio em sua matriz energética seria produzi-lo a partir do etanol, em vez da eletrólise da água. Em 2016, a Nissan apresentou um carro que usava uma célula de combustível para transformar o etanol em hidrogênio, que em seguida gera uma corrente elétrica para movimentar o motor. Desde 2018, a montadora japonesa tem uma parceria com o Laboratório de Genômica e Bioenergia da Universidade Estadual de Campinas para aprimorar a tecnologia. O geneticista Gonçalo Pereira, que coordena o estudo, afirma que nesta fase eles estão desenvolvendo um projeto de reformador, aparelho que converte o etanol em hidrogênio, tendo como subproduto o gás carbônico. "Países com biomassa grande não têm necessidade da tecnologia mais cara do hidrogênio verde. Aqui podemos pegar o etanol, que é um cacho de hidrogênio e já está cheio de energia", afirma. Segundo ele, um carro com motor a explosão movido a etanol converte 25% do combustível em energia, enquanto em um veículo movido a célula de combustível teria uma eficiência maior que 60%. "E com um combustível líquido, fácil de transportar", diz, lembrando que o carbono emitido não tem origem fóssil, já que foi capturado pela cana de açúcar. Ele é cético quanto ao uso do hidrogênio verde no Brasil, devido ao seu custo de produção, e tem críticas à disseminação em larga escala de automóveis elétricos movidos a bateria, produzidas com metais encontrados em poucos países. "É uma tecnologia que precisa de um bem esgotável e mal distribuído. [Irá provocar] confusão geopolítica do mesmo jeito que o petróleo. O que a gente acredita é que dá para fazer motores sofisticados usando o etanol como bateria", diz. Fonte DW

  • Pecuaristas da mesma família formam pódio do Circuito Nelore em Vilhena

    Etapa vilhenense do campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo reuniu 13 produtores da região. Revista Imagem - 09/10/2020 16:03 Nesta sexta (9), foi conhecido o ranking final da etapa de Vilhena do Circuito Nelore de Qualidade 2020. O campeonato é realizado pela ACNB – Associação de Criadores de Nelore do Brasil – e neste ano em parceria com a Friboi e a Matsuda Sementes e Nutrição Animal. Os abates ocorreram na quarta e quinta-feira, avaliando as carcaças de 1.397 animais, todos machos, de 13 produtores da região. Veja o resultado a seguir: Categoria carcaças de machos Medalha de ouro: Fazenda Olhos D’ Água, de Isabel de Almeida Prado, em Vilhena; Medalha de prata: Fazenda Montana, de Vitória de Almeida Prado, em Vilhena; Medalha de bronze: Fazenda Montana, de Aguinaldo de Almeida Prado, em Vilhena. “A família Almeida Prado levou as três primeiras colocações. Parabéns a eles!”, reconheceu Renato Ferreira, gerente de originação da Friboi de Vilhena-RO. “O pessoal faz um excelente trabalho na nossa região de melhoramento e o gado é diferenciado. A boiada é muito pesada, novinha e boa de acabamento”, elogiou Ferreira. Sobre o Circuito O principal objetivo do Circuito Nelore de Qualidade é fortalece e promover a genética e a carne da raça, contribuindo para elevar a produtividade da pecuária nacional, oferecendo ao pecuarista informações precisas sobre as características de carcaças de seus animais, contribuindo para o aperfeiçoamento e eficiência de sua atividade. A iniciativa avalia resultados obtidos pelos produtores, cada qual em sua realidade e sistema de produção. De acordo com o Rally da Pecuária, o setor tem evoluído rapidamente em Rondônia, num ritmo mais acelerado que a média nacional. Em poucos anos, o pecuarista do estado incorporou áreas de agricultura, integração, manejo de pastagens e, principalmente, estratégias de nutrição do rebanho, a exemplo do confinamento, que vem aumentando. Segundo dados da Athenagro, a expectativa era que passassem pelo cocho cerca de 450 mil cabeças em 2019. Após passar por Vilhena, o Circuito Nelore de Qualidade terá ainda mais quatro etapas em outubro: Senador Canedo (GO), Lins (SP), Naviraí (MS) e Ponta Porã (MS). Promovido desde 1999, o Circuito cresce a cada ano. Em 2020, estão previstas 40 etapas em 11 estados. Até o fim do ano, 25 mil animais devem ser avaliados, consolidando o Circuito Nacional de Qualidade como o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo. Da Redação com informações de SEGS

  • Alimentos puxam alta de preços em setembro, aponta o IBGE

    Entre os produtos com maiores aumentos de preço estão o óleo de soja (27,54%) e o arroz (17,98%). Revista Imagem - 09/10/2020 15:46 O grupo de despesas com alimentação e bebidas teve uma alta de preços de 2,28% em setembro, e foi o principal responsável pela inflação oficial no mês, de 0,64%. A alta dos alimentos foi maior do que a observada em agosto, de 0,78%. Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foram divulgados hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta dos alimentos ocorreu principalmente por causa da refeição dentro do domicílio, que subiu 2,89%. Entre os produtos com maiores aumentos de preço estão o óleo de soja (27,54%) e o arroz (17,98%). O tomate teve alta de 11,72%; o leite longa vida, 6,01%, e as carnes, 4,53%. “O câmbio num patamar mais elevado estimula as exportações. Quando se exporta mais, reduz os produtos para o mercado doméstico e, com isso, temos uma alta nos preços. Outro fator é a demanda interna elevada, que por conta dos programas de auxílio do governo, como o auxílio emergencial, tem ajudado a manter os preços num patamar elevado. No caso do grão de soja, temos ainda forte demanda da indústria de biodiesel”, explicou o pesquisador do IBGE Pedro Kislanov. Outro grupo de despesas com impacto importante na inflação em setembro foi o de transportes (0,70%), cuja alta de preços foi puxada pela gasolina (1,95%), óleo diesel (2,47%), etanol (2,21%) e passagens aéreas (6,39%). Também tiveram altas de preços os grupos artigos de residência (1%), habitação (0,37%), vestuário (0,37%), comunicação (0,15%) e despesas pessoais (0,09%). Por outro lado, saúde e cuidados pessoais teve deflação (queda de preços) de 0,64%, principalmente devido ao item plano de saúde, cujos preços recuaram 2,31% devido a decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) de suspender até o fim do ano os reajustes dos planos. Educação também teve deflação de 0,09%. Texto Vitor Abdala

  • Presentes e serviços para o Dia das Crianças sobem 3,2%

    O aumento ficou abaixo da inflação média medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que foi de 3,6%. Revista Imagem - 09/10/2020 15:43 O preço dos produtos e serviços mais procurados para o Dia Crianças subiram 3,21% entre outubro de 2019 e setembro de 2020. O aumento ficou abaixo da inflação média medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que foi de 3,6%. A informação foi dada hoje (9) pelo coordenador do IPC do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), André Braz. Algumas despesas comuns na data, porém, superaram a inflação acumulada no período. É o caso dos computadores e periféricos, que subiram 9,24% nos últimos 12 meses. “Subiram muito de preço em função da prática do home office (trabalho em casa), do uso desses equipamentos para ensino a distância e, também, para entretenimento”, explicou Braz. Segundo ele, a desvalorização do real frente ao dólar também contribuiu para a alta de preços. Braz citou ainda hábitos mais ligados a serviços que também subiram acima da inflação média, entre os quais comer fora de casa (3,4%), tomar sorvetes fora de casa (5,9%); refrigerante (4,9%). Quanto aos presentes, tiveram aumento acima da inflação os preços de bicicletas (4,9%) e calçados (4,3%). Os aumentos foram menores em telefones celulares (2%), roupas (2,6%), instrumentos musicais (2,9%) e bonecas (2%). O único item em que os preços baixaram foi o de artigos esportivos (-3,9%). Otimismo no Rio Segundo estudo do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) sobre o Dia das Crianças, as compras relativas à data deverão injetar na economia fluminense cerca de R$ 1,2 bilhão. A sondagem foi feita nos dias 28 e 29 de setembro com 635 consumidores do estado do Rio. De acordo com o economista Rafael Zanderer, do IFec Rio, esta é a primeira vez neste ano que a movimentação econômica prevista ficou em linha com os resultados de 2019. Outro dado positivo é que o tíquete médio subiu de R$ 163,33, em 2019, para R$ 180,85, este ano, com alta de 10,4%. Brinquedos, com 58,6% da preferência dos consumidores, lideram a lista de produtos que serão mais adquiridos para a data. Comércio lojista Também os lojistas estão otimistas e projetam crescimento de 1,5% nas vendas para o Dia das Crianças, mostra a pesquisa Expectativa de Vendas do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio), que ouviu 500 representantes do setor que trabalham com os ramos de brinquedos, roupas, calçados, eletrônicos e artigos esportivos. Esta é a primeira expectativa positiva para uma data comemorativa em 2020, destacou o presidente do CDL Rio, Aldo Gonçalves. A estimativa de expansão das vendas do comércio para o Dia das Crianças leva em consideração que as datas comemorativas anteriores (Dias das Mães, dos Pais e dos Namorados) ficaram abaixo das expectativas dos lojistas. A pesquisa mostra ainda que os pais (74,5%), seguidos dos avós (18,2%), dos tios e padrinhos (7,3%) são os que mais presenteiam as crianças. Os lojistas da capital fluminense estimam que o preço médio dos presentes por pessoa fique em torno de R$ 120. Queda A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta queda de vendas de 4,8% dos produtos e serviços relativos ao Dia das Crianças em todo o país em relação aos números do ano passado. A queda fica, porém, abaixo dos 8,1% registrados em 2016, quando o Brasil enfrentava também uma crise econômica. Segundo a CNC, o Dia das Crianças, que é a terceira data mais importante do varejo brasileiro, depois do Natal e do Dia das Mães, deve movimentar no país cerca de R$ 6,2 bilhões este ano. Para o segmento de hiper e supermercados, espera-se alta de 3,2%, com movimentação de R$ 4,4 bilhões, ou o equivalente a 70,2% do total. De acordo com a CNC, este será o único segmento com crescimento de vendas no período. Para os demais setores, a entidade prevê perdas que podem chegar a 22,1%, caso de lojas de vestuário e calçados; 9,9%, para livrarias e papelarias; e 2,5%, para os ramos de brinquedos e eletrodomésticos, disse o economista Fabio Bentes, responsável pela pesquisa. Cuidados Por meio do Procon, a prefeitura do Rio de Janeiro alerta o consumidor sobre cuidados que devem ser tomados por pais e responsáveis na hora da compra dos presentes. O Procon recomenda que só devem ser comprados brinquedos que tenham o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) que garante, por exemplo, que foi aprovado em avaliações de química (metais nocivos à saúde), impacto (pontas cortantes) e inflamabilidade (risco de combustão em contato com o fogo). Produtos falsificados ou fabricados em indústrias clandestinas podem não ser seguros, principalmente quanto à toxicidade do material usado na fabricação, alerta o Procon. Se houver duplicidade de preços, vale o menor. O Procon recomenda ainda que, em compras pela internet, as pessoas desconfiem de ofertas mirabolantes, especialmente se a loja for desconhecida, assim como de fornecedores que só oferecem boleto bancário como forma de pagamento. Texto Alana Gandra

  • Vilhenense tem 1 desfalque confirmado para partida contra o Rio Branco

    Zagueiro Vinícius Bertozzi fraturou o quinto metatarso e está fora do compromisso de domingo. Revista Imagem - 09/10/2020 15:36 O Vilhenense terá um desfalque diante do Rio Branco pela quinta rodada da Série D do Campeonato Brasileiro 2020. Trata-se do zagueiro Vinícius Bertozzi, que está entregue ao Departamento Médico. O jogador fraturou o quinto metatarso e está fora do compromisso de domingo. Para esta partida, o técnico Felipe Romário quer buscar a vitória atuando fora de casa. "Sempre trabalhamos para alcançar um desempenho que nos dê o resultado positivo. A cada rodada a competição se afunila e precisamos pontuar, sabemos da qualidade do adversário e o respeitamos, mas vamos focar, concentrar bem e buscar fazer um grande jogo", destacou. Um fato que tem preocupado o treinador é o fato de sofrer gols ao final das partidas. "Isso é uma coisa que todos nós tanto comissão, quanto os atletas temos a consciência que tem faltado essa concentração necessária no último terço do jogo e temos buscado trabalhar isso dentro das sessões de treinos que temos", acrescentou. A provável formação para a partida deste domingo será: Gil; Giovanni Japa, Lucão, Pablo e Patrick; Vinícius Arapongas, Thiago, Tuquinha e Edilsinho; Ricardo e Paulo Henrique. O jogo acontece no domingo, às 18 horas (horário de Rondônia), na Arena Acreana, em Rio Branco. Fonte Futebol do Norte

  • Petrobras aprova reajuste de 4% na gasolina, e de 5% no diesel

    Ao divulgar os reajustes, a Petrobras informou que, ao longo do ano, os preços dos dois combustíveis acumulam queda. Revista Imagem - 09/10/2020 15:31 A Petrobras aprovou hoje (9) um reajuste médio de 4% no preço da gasolina em suas refinarias, o que equivale a R$ 0,07 por litro. O aumento vale a partir de amanhã (10). Também será reajustado o diesel vendido pela Petrobras. O combustível ficará 5% mais caro, o que equivale a 0,08 centavos. Com o reajuste, o litro da gasolina passará a custar R$ 1,82 nas refinarias, enquanto o diesel, R$ 1,76. Após ser vendido pela Petrobras aos distribuidores, o combustível aumenta de preço até chegar ao consumidor final devido a imposto estaduais e federais, custos de distribuição e revenda e adição de biocombustível. O preço praticado pela Petrobras em suas refinarias correspondeu, entre julho e agosto, a 30% do preço final da gasolina e a 49% do preço final do diesel vendidos nos postos de combustíveis. Ao divulgar os reajustes, a Petrobras informou que, ao longo do ano, os preços dos dois combustíveis acumulam queda. No caso da gasolina, o preço está 5,3% mais baixo que o de janeiro. Já o diesel vendido nas refinarias está 24,3% mais barato que no início do ano. Texto: Vinícius Lisboa

  • Auxílio emergencial reduziu a pobreza em 23%, diz FGV

    Estudo da Fundação Getúlio Vargas apontou que que 15 milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza. Revista Imagem - 09/10/2020 15:25 Em meio à pandemia da covid-19, o auxílio emergencial contribuiu para a queda temporária da pobreza no Brasil. Segundo o estudo Covid, Classes Econômicas e o Caminho do Meio: Crônica da Crise até Agosto de 2020, divulgado hoje (9) pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV Social), 15 milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza até agosto de 2020, uma queda de 23,7%. A comparação é feita com os dados fechados de 2019. De acordo com a definição usada pela FGV, a pobreza é caracterizada pela renda domiciliar per capita de até meio salário mínimo (R$ 522,50). Segundo o coordenador da pesquisa, Marcelo Neri, apesar de o país ainda registrar 50 milhões de pobres após esta queda, este é o nível mais baixo de toda a série estatística. “De maneira geral, a gente observou um boom social inédito, mesmo comparando com períodos pós-estabilização, que foram períodos de boom social. Em toda a série estatística a pobreza nunca esteve num nível tão baixo, são 50 milhões de brasileiros. A queda foi realmente inédita, de acordo com as séries estatísticas”. A redução de pobreza chegou a 30,4% na Região Nordeste e a 27,5% no Norte do país. No Sul, a redução foi de 13,9%; no Sudeste de 14,2% e no Centro-Oeste a queda na pobreza chegou a 21,7%. Segundo a FGV Social, essas regiões têm maiores parcelas do público-alvo do Auxílio Emergencial. “O Brasil, nos nove meses do auxílio emergencial, até o final do ano, pretende gastar R$ 322 bilhões, cerca de nove meses são nove anos de Bolsa Família, uma injeção de recursos bastante substantivo”, destaca o pesquisador. Mercado de trabalho Por outro lado, Neri disse que as camadas com renda acima de dois salários mínimos per capita perderam 4,8 milhões de pessoas na pandemia e os dados do mercado de trabalho demonstram forte retração. “Houve uma queda de renda de 20%. O índice de Gini teve um aumento muito forte, que é o índice de desigualdade. A renda do trabalho da metade mais pobre caiu 28%. Então guarda um certo paradoxo na pesquisa. As rendas de todas as fontes tiveram um aumento espetacular, principalmente na base da distribuição, enquanto a renda do trabalho, que deveria ser a principal renda das pessoas, teve uma queda igualmente espetacular, especialmente também na base da distribuição. O que explica esse paradoxo é a atuação do auxílio emergencial, que atingiu no seu pico com 67 milhões de brasileiros”. Com a queda no topo e a subida na base das classes de renda, as camadas intermediárias tiveram um aumento de 21,4 milhões de pessoas, o que equivale à quase metade da população da Argentina. Neri lembra que a diminuição na pobreza é temporária e tende a ser totalmente revertida após o fim do auxílio emergencial. “O boom social ocorrido em plena pandemia é surpreendente, mas enseja uma preocupação, porque a sua principal causa, que é o auxílio emergencial, generoso, que foi concedido, ele cai à metade agora em outubro, e depois é totalmente extinto em 31 dezembro. Então, a nossa estimativa é que esses 15 milhões que saíram da pobreza vão voltar à velha pobreza de maneira relativamente rápida. Isso equivale a cerca de meia Venezuela em termos populacionais”, disse o pesquisador. A pesquisa aponta também que ainda não foram definidos novos programas sociais para contornar a crise atual, bem como há “cicatrizes trabalhistas de natureza mais permanente abertas pela crise”. Além disso, a questão sanitária preocupa, já que o segmento mais pobre, público alvo do auxílio emergencial, tem taxas mais baixas de isolamento social, o que indica o impedimento das pessoas mais pobres em conseguirem exercer “ações mais ajustadas às necessidades impostas pela pandemia”. Texto: Akemi Nitahara

  • Governo discute criação de novo programa para melhoraria do café de RO

    O programa vai valorizar os cafés de qualidade produzidos no estado, além de possibilitar o alcance do mercado nacional e internacional. Revista Imagem - 09/10/2020 15:14 Com o intuito de fortalecer e valorizar a produção dos produtores de café, o Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), estabeleceu em parceria com a Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron), Ministério da Agricultura (Mapa) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a criação do Programa Rondoniense de Comercialização e Incentivo a Melhoria da Qualidade do Café, que financiará com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), a estocagem de cafés de produtores do Estado de Rondônia. A primeira reunião do grupo foi realizada na segunda-feira (5), na sala de reunião da Seagri. A cafeicultura no Estado de Rondônia tem avançado significadamente nos últimos anos em sustentabilidade e qualidade, isso se deve principalmente a adoção de boas práticas de manejo durante as fases de colheita e pós- colheita pelos cafeicultores. Colher o fruto maduro, fazer a separação dos grãos defeituosos e realizar a secagem em terreiros suspensos ou estufas, têm sido as principais práticas implementadas nos últimos anos no Estado. Conforme disse o secretário da Seagri, Evandro Padovani, a taxa de administração do programa será custeada pelo Fundo Estadual de Desenvolvimento e Fortalecimento da Agricultura Familiar (Fedaf), ou seja, o programa oferecerá juro zero aos cafeicultores. “Essa é uma determinação do governador, coronel Marcos Rocha e do vice-governador, José Jodan, que visa disponibilizar linhas de créditos diferenciadas a custo zero para que o produtor que trabalha com a produção de café possa ter a oportunidade de esperar o melhor momento para vender o seu café, com um preço diferenciado, agregando ao preço de mercado, de qualidade. Em breve o Governo vai lançar este programa para os cafeicultores, para atendê-los já na próxima safra, até o final de março de 2021 deve estar operando”, explicou. O Programa visa a utilização de recursos do Funcafé para incentivar a melhoria da qualidade do café de Rondônia, e que dê condição ao produtor rural de depositar seu café em um armazém credenciado para que possa esperar o melhor momento para efetuar a comercialização. De acordo com o superintendente do Mapa em Rondônia, Valterlins Calaça, o programa vai valorizar os cafés de qualidade produzidos no estado, além de possibilitar o alcance do mercado nacional e internacional. “O programa vai dar garantia para o produtor de que ele vai poder armazenar e vender seu produto em um melhor momento, e não fazer a venda antecipada. Para que este projeto siga em frente, o Mapa vai certificar os armazéns que estiverem aptos a receber e armazenar os grãos de café, para ser comercializado no futuro”, explicou. Segundo Anderson Gomes, superintendente da Conab em Rondônia, a Conab será responsável pelo credenciamento dos armazéns. “Para ser credenciado precisa ter uma certificação do Mapa e toda a documentação necessária deve estar regulada. Com isso, o produtor terá a garantia de receber um adiantamento do produto armazenado e depois, em um momento oportuno, quando entra no período da entressafra, ele poderá vender o café por um preço melhor. Quando a oferta do produto está baixa, a tendência é que a procura e o preço seja maior do que na época da safra”, destacou. Para o presidente da Emater, o programa será uma forma de estimular os cafeicultores a produzir café de qualidade. “O Concafé, o maior evento de café robusta do Brasil, realizado no Estado, visa a produção de qualidade e sustentabilidade e baseado nisso, o governador Marcos Rocha, e o vice-governador José Jodan buscou junto ao Funcafé, recursos para que a gente estimule os produtores a produzir café de qualidade. Além da orientação, também teremos um grupo que fará junto a Idaron a auditoria desses cafés, certificando que o café tenha realmente qualidade para que o produtor possa junto ao agente financeiro pegar esse recurso do preço mínimo”, disse. A fiscal estadual da Idaron, Raquel Barbosa, frisou que a Idaron tem uma participação específica em relação a indicação dos cafés que serão armazenados, pois precisam ter critérios de qualidade física, que será feito por uma equipe da Agência Agrossilvopastoril. “As amostras serão separadas, e o classificador dará os pontos em relação aos defeitos, umidade, peneira e depois será avaliado. Os produtores entregam as amostras, a Idaron classifica e emite o laudo de garantia de qualidade do café. Essa garantia é que vai estabelecer o valor do café a ser comercializado”, relatou. O engenheiro agrônomo da Seagri, Janderson Dalazen que é Q Robusta Grader, destacou que o intuito é atender o maior número de cafeicultores que produzem café de qualidade. O requisito mínimo é que o café seja do tipo 6 para melhor, seguindo a Classificação Oficial Brasileira – COB. “Para chegarem a esse tipo de café os cafeicultores serão estimulados a colherem seus cafés maduros e melhorarem as práticas de pós colheitas, isso por si só já será um grande benefício para a cafeicultura de rondoniense, pois quanto mais maduro e melhor a práticas de colheita e pós colheita, melhor o rendimento e a qualidade do café”, enfatizou. Texto: Sara Cicera

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