Idaron identifica uso de agrotóxicos contrabandeados em Vilhena

Na Zona Rural, 18 propriedades foram fiscalizadas. Em três locais as amostras extrapolaram o limite máximo de resíduo permitido.

Revista Imagem - Vilhena-RO | 25/03/2021 - 08:45


Durante fiscalização para investigar o uso de produtos agrotóxicos contrabandeados, na área rural de Vilhena, extremo Sul de Rondônia, o Governo do Estado, através do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron), detectou índices elevados de veneno em legumes e frutas que, geralmente, são consumidos in natura pela população.


A fiscalização, realizada em 18 propriedades rurais de Vilhena, no último mês de fevereiro, durante a operação ‘EMA’, detectou ainda o uso de material tóxico proibido para a cultura em quatro localidades. Além da fiscalização do uso ilegal de agroquímicos contrabandeados e das verificações corriqueiras referentes a compra, armazenamento, uso e descarte de embalagens de agroquímicos, os fiscais coletaram amostras de tomate, chuchu, pepino, pimentão e goiaba para analisar se a quantidade de defensivos agrícolas aplicados nas lavouras estão dentro do permitido por lei.


“Em fevereiro, a Idaron recebeu a denúncia de que, em Vilhena, alguns produtores rurais estavam fazendo uso de agrotóxicos contrabandeados. Foi montada uma força tarefa denominada ‘EMA’, nome dado à operação por conta da substância Benzoato de Emamectina, que é um produto extremamente tóxico e que não pode ser utilizado nas culturas fiscalizadas.


Durante a operação, foram realizadas 18 coletas de materiais in natura. A análise feita em laboratório especializado apontou que 11 amostras estavam em conformidade com o limite máximo de resíduos estabelecido pela Anvisa, quatro amostras apresentaram resíduos de defensivos agrícolas que não possuem registro para a cultura e três amostras extrapolaram o limite máximo de resíduo permitido”, explicou Sirley Ávila Queiroz, da Coordenação Estadual de Agrotóxicos.


Os produtores que tiveram problemas nas análises serão orientados pela equipe da Idaron, e em seguida passarão por nova fiscalização e poderão ser multados. “As multas variam de R$ 3,7 mil a R$ 10 mil, de acordo com a irregularidade encontrada”, destacou. “A Idaron já mantinha um trabalho, junto ao produtor, para orientação quanto ao uso consciente de agrotóxico. Agora estamos verificando, por meio de análise laboratorial, se a legislação que regulamenta a matéria está sendo cumprida”, acentuou Sirley Ávila.


Criado ano passado, o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos tem por objetivo avaliar continuamente os níveis de resíduos de pesticidas nos alimentos de origem vegetal que chegam à mesa do consumidor. “O objetivo principal é garantir produtos certificados e de qualidade para o consumo humano”, finalizou.

Por Revista Imagem | Texto: Toni Francis

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