Empresário é preso em nova fase da Operação Êxodo

Justiça determina bloqueio de valores que alcançam a casa dos R$ 6 milhões e a suspensão da atividade de 12 madeireiras.

Revista Imagem - 26/11/2020 07:15


A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25), a segunda fase da Operação Êxodo, com o bloqueio de valores que alcançam a casa dos R$ 6 milhões e a suspensão da atividade de 12 madeireiras, investigadas por atuarem na exploração ilegal de produtos retirados de Terras Indígenas em Rondônia.


Além das medidas, também foi deferido pela justiça à prisão preventiva de um dos empresários investigados, uma vez que restou comprovado que, depois sua prisão na deflagração da Operação Êxodo e soltura dias após, voltou a cometer ilícitos ambientais, gerando riscos à ordem pública.


A Operação Êxodo foi originalmente deflagrada no dia 8 de julho deste ano, com o propósito de combater esquemas criminosos de desmatamento e comercialização de madeiras extraídas de Terras Indígenas. Na ocasião, cerca de 90 policiais federais deram cumprimento a sete mandados de prisão temporária e 32 mandados de busca e apreensão, com diligências em diversas cidades de Rondônia, incluindo Vilhena, Chupinguaia, Espigão do Oeste, Ji-Paraná, Cacoal, Colorado do Oeste e Pimenta.


Essa sequência de trabalhos da PF busca desarticular organização criminosa dedicada à exploração ilegal de madeiras oriundas de Terras Indígenas de Rondônia, em especial da TI Tubarão-Latundê, no município de Chupinguaia. Ao longo das incursões realizadas, houve apoio da Polícia Militar de Rondônia, Ibama e Funai.


Durante as investigações, verificou-se a prática reiterada de fraudes que buscavam dar aparência lícita aos produtos florestais explorados ilegalmente, realizando, além do desmatamento das áreas de preservação, diversos outros crimes, como inserção de dados falsos em sistemas, falsidade ideológica, lavagem de capitais e organização criminosa.


O dano ambiental apurado supera o valor de R$ 50 milhões, conforme laudo pericial, gerado a partir da retirada ilegal de madeiras nobres como Ipê, Peroba, Cerejeira, Jequitibá, Angelim e Sucupira, resultando no desmatamento de milhares de hectares de área da União.


O montante bloqueado é de cerca de R$ 6 milhões para cada uma das 12 empresas e para sete das pessoas físicas investigadas, concomitante ao bloqueio de diversos bens. Houve, também, a suspensão das atividades empresariais pelo prazo inicial de 120 dias.


O combate aos crimes ambientais e a proteção às comunidades indígenas, expostas a risco em função da entrada irregular de pessoas, segue como prioridade para a Polícia Federal, que está disponível para o recebimento de denúncias nos telefones 69-3316-1600, da Delegacia de Polícia Federal em Vilhena e 69-3216-6225, da Superintendência de Polícia Federal em Rondônia.

Por Revista Imagem - Fonte PF

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