Descarte correto do lixo é fundamental evitar proliferação do aedes aegypti

A transição da estação seca para a chuvosa na Amazônia é uma condição de risco a mais para a proliferação do mosquito

Revista Imagem - Vilhena-RO | 25/01/2021 - 17:20


O Governo do Estado de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), alerta à população para não deixar lixo acumulado neste período chuvoso. A agevisa alertou que o lixo é o principal criadouro do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika no Estado, após o Levantamento Rápido de Índices para aedes aegypti. Na pesquisa foi destacada que a mudança da estação seca para a chuvosa é uma condição de risco a mais para a proliferação do mosquito.


Além disso, foram registrados o aumento de casos de dengue em vários municípios do Estado, como é o caso de Primavera de Rondônia. No momento, desde o dia 12 de janeiro de 2021, a equipe da Agevisa vem realizando uma ação no município composta por três ciclos. Atualmente, a intervenção segue para a segunda etapa, que é a aplicação do inseticida Ultra Baixo Volume (UBV), conhecido popularmente como fumacê, que elimina instantaneamente o mosquito aedes aegypti. Cumpre destacar que o fumacê é utilizada no último caso.


O município quando desenvolve as ações e mesmo assim não consegue controlar os casos, pode solicitar do Estado apoio por via oficial. Dessa maneira é organizado e reunido uma equipe técnica para realização de uma atuação conjunta. Para a coordenadora estadual de doenças vinculadas ao vetor da dengue, Bárbara Moura, é fundamental que a pessoa ao apresentar quaisquer sintomas, faça a notificação a fim de que seja sinalizada nos sistemas. “Nós da Agevisa monitoramos o Sistema de Informação de Agravos e Notificação (Sinan) e o Gerenciador de Ambiente Laboratorial (Gal), para ter acesso a notificações vindas dos municípios, comparando com solicitação de exames. Com isso, mediante apoio ao município, somos capazes de montar um plano de ação para conter esta e demais doenças”, pontua a coordenadora da Agevisa.


Para Joana D’arc Neves, técnica do programa, é muito importante que os rondonienses, neste momento, cumpram todas as medidas de prevenção. Para ela, a atitude tem que vir de todos. “Se cada um puder ajudar, fazendo seu papel, cuidando do seu quintal ou limpando seu espaço. Vamos conseguir combater e evitar o aumento de casos da dengue e outras doenças no Estado”, destaca e exemplifica algumas medidas indicadas pelo Ministério da Saúde (MS).


MEDIDAS DE PREVENÇÃO

  • Tonéis e barris de água: Mantenha bem tampados

  • Tanques utilizados para armazenar águas: Lave semanalmente por dentro com escova e sabão

  • Caixa d’água: coloque uma tela no ladrão e mantenha bem fechada

  • Calhas: Remova folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr

  • Laje: Não deixe água acumulada

  • Pratinhos de vasos de plantas: Encha com área até a borda ou lavar uma vez por semana

  • Vasos de plantas aquáticas: Troque e lave com escova, água e sabão uma vez por semana

  • Lixo: Coloque em saco plásticos, feche bem fora do alcance de animais e mantenha as lixeiras fechadas

  • Garrafas: Mantenha com a boca virada para baixo

  • Pneus: devem ser acondicionados em locais abertos

  • Piscinas ou fontes: faça sempre a manutenção utilizando produtos químicos apropriados

  • Ralo: Se não for de abrir e fechar, coloque uma tela fina para impedir o acesso do mosquito à água

  • Cacos em cima do muro: Coloque areia dentro

  • Folhas secas e tampas de garrafa: não deixe água acumulada

  • Vasos sanitários (fora do uso ou de uso eventual): devem ser tampados e verificados semanalmente

  • Ar-condicionado: Limpe sempre a bandeja

  • Lonas usadas para cobrir objetos ou entulhos: devem ser bem esticadas

  • Potes para água ou comida de animais: Devem ser higienizadas com água e sabão, de preferência diariamente ou, no mínimo, uma vez por semana


CICLO DO AEDES AEGYPTI


De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), até se tornar um vetor da dengue, chikungunya e zika, o desenvolvimento do aedes aegypti ocorre em quatro fases – ovo, larva, pupa e forma adulta. O ciclo se diversifica em conformidade com a temperatura, disponibilidade de alimentos e quantidades de larvas.


Conforme descrito no site da Fiocruz, “em condições ambientais favoráveis”, as etapas de ovo à forma adulta podem ocorrer entre sete e 10 dias. Portanto, a eliminação do criadouro é muito importante ser promovida, no mínimo, uma vez por semana de modo a interromper o ciclo de vida do mosquito.


A fêmea do aedes aegypti é a única capaz de transmitir a dengue e tem como fonte de alimentação, o sangue humano, que serve para o amadurecimento dos ovos. Contudo, se ela estiver infectada com algum vírus, é neste momento que ela transmite as doenças ao ser humano. Vale mencionar que a fêmea contaminada transmite também aos seus ovos.


Por Revista Imagem | Texto: Emanuelle Pontes

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