Combate a incêndios e extração ilegal de madeira é reforçado em Rondônia

Madeira apreendida será doada para o DER para construção de pontes e pontilhões.

Revista Imagem - Publicado em 22/08/2020 08:40


O secretário de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Marcílio Lopes, acompanhou “in Loco” as ações da Operação Hiléia no município de Alto Paraíso. Nesta sexta-feira, 21, atuam 3 equipes de operações na região (Iara, Hiléia e Dragas) além da Verde Brasil 2.


A “Operação Draga” é voltada a extração irregular de minérios no rio Madeira; A “Operação Hiléia” combate o desmatamento e prevenção de queimadas e a “Operação Iara” foca a pesca predatória em todas as bacias hidrográficas do Estado de Rondônia.


Operação Hiléia


A operação Hiléia, é apenas uma das ações repressivas e preventivas contra os delitos ambientais em Rondônia, no combate ao desmatamento e prevenção às queimadas ilegais. A Sedam conta com equipe de técnicos ambientais que agem de forma preventiva por meio da Coordenadoria de Educação Ambiental e Coordenadoria de Geociência, responsável pela coleta de informações via satélite que depois são repassadas às equipes de campo.


Especializada em Repressão aos Crimes Contra o Meio Ambiente (Derccma),Corpo de Bombeiros Militar (CBM), ERGAS; Núcleo de Operações Aéreas (NOA), Grupamento de Operações Aéreas (GOA) e órgãos de inteligência.


Na operação deflagrada no município de Alto Paraíso, contou com a participação do assessor Marco Cavalcante, do comandante do Batalhão da Polícia Ambiental (BPA), Major Glauber Solto e do comandante do Batalhão de Policia de Choque (BPchoque), Major Arivabene.


A presença e o envolvimento de todos demonstram força e compromisso do Governo de Rondônia no combate aos ilícitos ambientais no Estado.

“O Batalhão de Polícia Ambiental é a última força do Estado para o controle da multidão, patrulhamento tático urbano e rural e consequentemente, o conflito agrário. Essa simbiose entre as ações da Sedam com o BPA e BPchoque é benéfica a população o que propicia economia ao Estado nas operações conjuntas” diz o major Glauber.


Em 12 dias de operação, 11 empresas foram vistoriadas, e apenas quatro delas possuíam em seus pátios madeiras extraída de forma legal, mostrando que há como sobreviver da extração da madeira respeitando os planos de manejo sem promover a degradação do meio ambiente.


Inteligência aliada


É árdua as ações da equipe de campo e por trás de cada uma delas, há um trabalho de inteligência que envolve monitoramento via satélite e denúncias. Locais de difícil acesso são desbravados e por diversas ocasiões a equipe não é bem recebida, inclusive por meio de emboscadas, pelos infratores.


Desta forma, torna-se imprescindível o apoio do BPA e demais parceiros. A Sedam conta com uma sala de situação onde técnicos rastreiam pontos de desmatamento e focos de calor em tempo real, possibilitando as operações das equipes em campo.

“Embora não haja consonância por parte de alguns, em nossos trabalhos temos do nosso lado a missão do dever cumprido dentro da legalidade” explana Trindade


“O governador coronel Marcos Rocha é um apoiador das operações que combatem os ilícitos ambientais. Agir com ostensividade é a chave para combater esse tipo de crime” dispara o secretário.


Participaram desta equipe da Operação Hileia quase 100 policiais (BPA, BPChoque, Patam, BPTram e Comando Geral); 31 viaturas e 12 servidores da Sedam. Foram lavradas 113 ordens de infração; 92 Termos Circunstanciados de Ocorrências (T.C.O); multa por desmatamento quase R$ 27 milhões; multas em madeireiras R$ 3,5 milhõesl, ultrapassando a casa dos R$ 30 milhões em multas em 12 dias de operação.


Madeiras apreendidas


As madeiras apreendidas na operação foram doadas ao Departamento de Estradas e Rodagens (DER) e serão utilizadas para a construção e reformas de pontes e pontilhões em todo o Estado de Rondônia.

É preciso ressaltar a importância da conscientização da população que insiste em manter a cultura de crimes contra o Meio Ambiente.


Guardiões da Amazônia


É um aplicativo que permite que o cidadão registre com foto e coordenada geográfica o local exato de uma queimada ou outros delitos ambientais. A denuncia é repassada ao órgão fiscalizador onde serão tomadas as providências necessárias.

Por Yraciara Alves

Russi 1

Brandão 3

Expressa 3

Recco 1

CNA 1

Souza 1

Informe erro na matéria ou
envie sua sugestão de notícia

© Copyright 2020 

Gráfica e Editora Expressa Ltda.

  • Ícone do Facebook Branco