Brasil volta a ter alta de contágio após desaceleração

Cálculo feito pela universidade britânica Imperial College mostra que taxa de contágio (Rt) voltou a 1

Revista Imagem - Publicado em 26/08/2020 19:12

Uma semana depois de apresentar, pela primeira vez desde abril, queda na taxa de transmissão de coronavírus, o Brasil voltou a ter aumento do índice de contágio, segundo estimativas divulgadas nesta quarta-feira, 26, por pesquisadores da universidade britânica Imperial College de Londres.


Usando um modelo matemático que considera o número de mortes confirmadas a cada semana e estima o nível de transmissão do vírus mesmo com a subnotificação, os cientistas afirmam que a taxa de contágio (Rt) do vírus no País subiu de 0,98, na semana passada, para 1, na semana iniciada no dia 23 de agosto.


A taxa de contágio indica para quantas pessoas um paciente infectado consegue transmitir o novo coronavírus. Quando o indicador está abaixo de 1, há indícios de desaceleração do surto e, acima disso, ele tem tendência de alta.


O dado significa que 100 pessoas contaminadas contagiam outras 98 que, por sua vez, passam a doença para outras 96. Essas contaminam 94 e assim sucessivamente, o que explica a desaceleração do contágio.


No relatório publicado nesta quarta, os pesquisadores ressalta que os resultados brasileiros devem ser “interpretados com cautela”, pois a notificação de mortes e casos no País está mudando.


Uma das principais alterações feitas nas últimas semanas que podem ter levado a um aumento atípico das notificações foi a decisão do Ministério da Saúde de aceitar registros de casos diagnosticados por critérios clínicos e de imagem, ou seja, por meio do histórico de sintomas e exames que mostrem o comprometimento pulmonar do doente, como tomografia e ressonância. Com isso, deixou de ser necessária a confirmação laboratorial por meio de exame PCR ou sorológico.

Fonte: Terra

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