Autoridades em saúde pedem cautela à população no feriado

Rondônia tem um óbito para cada 48 pessoas positivas com Covid-19. Ainda não é hora de baixar a guarda.

Revista Imagem - Publicado em 05/09/2020 08:00


De acordo com dados do Boletim Diário sobre coronavírus do Governo de Rondônia, a cada 48,59 pessoas infectadas, uma veio a óbito no estado. Por isso, o Governo Estadual pede cautela à população durante o final de semana e feriado da Independência do Brasil, na segunda-feira (7). Em outra análise, os registros representam que


Dados da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), enviados diariamente pelo Centro de Informações Estratégias em Vigilância em Saúde do Estado (Cievs), para compor os documentos oficiais do Governo acerca da Covid-19, demonstram que a média de 2% de óbitos se mantém há mais de 10 dias nas estatísticas, no entanto, comparado com os casos confirmados, é um dado que deve ser levado em consideração pela população de Rondônia.


“Nunca vamos deixar de pedir para as pessoas se cuidarem. Está chegando o feriado prolongado de 7 de setembro e com isso, a perspectiva de passeios. Mas não podemos nos esquecer que infelizmente há um vírus circulando no ar. Não podemos fechar os olhos para essa realidade”, ressalta Ana Flora Gerhardt, diretora geral da Agevisa.


“O fato de uma pessoa ser assintomática não torna o vírus menos perigoso. De repente a pessoa ao lado pode não reagir da mesma forma e ser um dos quadros que pode evoluir para óbito. Cada pessoa reage de um jeito, daí o reforço de nosso pensamento coletivo”, lembra a diretora.


Pesquisadores ainda buscam entender o porquê de casos que evoluem para óbito, por isso cabe aos profissionais de saúde orientar a população acerca de medidas preventivas para evitar o contágio, como a lavagem correta e frequente das mãos, uso de álcool a 70%, uso de máscaras sempre que sair de casa e evitar aglomerações. “Além disso, buscando se alimentar de maneira saudável, primar pelo descanso e hidratação adequada são medidas que ajudam a aumentar a imunidade da pessoa”, destaca Arlete Baldez, gerente técnica de Vigilância Epidemiológica da Agevisa.


Demanda reprimida


Kerry Alesson, coordenador do Cievs, explica que há uma demanda reprimida que pode indicar um número maior de casos confirmados em Rondônia. Esses casos são os assintomáticos e ainda aqueles em que as pessoas sentiram algum mal estar mas não procuraram as unidades de saúde municipais para constatar a evidência de Covid-19. “Contudo, contabilizamos e publicamos os dados confirmados registrados nos bancos de dados oficiais”, conclui.

Por Mineia Capistrano

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